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Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sábado, 11 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


11 de março

AS VIRTUDES DE SÃO JOSÉ

   FÉ E ESPERANÇA; José, diz o Evangelho, foi justo, ou homem adornado de todas as virtudes, como o interpretam os Santos Padres.

   Depois de Maria, foi a criatura mais perfeita e mais santa. Todas as virtudes resplandeceram fulgurantes na alma do Castíssimo Esposo da Mãe de Deus.  Vejamos as virtudes teologais.

   A , a esperança e a caridade. A fé, diz o Concílio de Trento, é a raiz de toda justificação, pois o Apóstolo afirma que sem ela não é possível agradar a Deus. É um dom do céu, uma virtude sobrenatural. 

   Toda vida interior tem sua base sólida na fé. O justo vive da fé, diz São Paulo.

   Se isto se diz de qualquer justo, quanto mais daquele que mereceu ser chamado justo pelo Espírito Santo!

   Ninguém, depois de Maria, possuiu uma fé mais viva e em mais alto grau. Na perplexidade de abandonar a Esposa, na dúvida terrível que o assalta, basta a palavra do anjo para o tranquilizar. Ele crê, fez como lhe mandou o anjo e recebeu Maria. No presépio de Belém vê nascer, em extrema pobreza, a Jesus. É possível que o próprio Deus seja aquela Criança, pequenina, a tiritar de frio numa estrebaria? José, em silêncio, crê e adora.

   O anjo lhe aparece e ordena que fuja para o Egito. E José crê e obedece. Foge. Sempre fiel ao divino Redentor, reparando as ofensas dos que não creem. José acreditou que sua Esposa Virgem seria Mãe de Deus, e viveu não só na presença de Deus, mas na companhia íntima de Pai com filho, sendo seu Filho o próprio Deus!. Que esperança firme a do Santo Patriarca!. Não hesita. Confia sempre na Providência, trabalha, sofre, luta toda a vida cheio de esperança na eternidade. A esperança de José era sólida. Não duvidou um instante. Deus o cumulou de felicidade e glória.

A CARIDADE: Caridade, isto é, amor. Quem amou a Deus entre as criaturas todas, depois de Maria, mais ardentemente que São José? Ele é mais abrasado que os Serafins. Quem viveu mais na intimidade do Coração de Jesus entre os santos? Os dois discípulos de Emaús, comenta Santo Afonso, sentiam-se abrasados de amor divino nos poucos momentos que acompanharam o Salvador e ouviram a sua palavra: Não é verdade, diziam eles entre si, que nosso coração ardia dentro de nós, enquanto Ele nos falava pelo caminho? Que devemos nós pensar das chamas de santa caridade que se desenvolveram no coração de São José, durante os trinta anos que Ele passou na companhia do Filho de Deus, escutando os planos de vida eterna que saíam da sua boca, observando os exemplos perfeitos da humildade, paciência e obediência que Ele dava, mostrando-se tão pronto em ajudá-lo em seus trabalhos e servi-lo em tudo na casa. Ó santa intimidade de amor mais abrasado que o dos Serafins!

   Nenhum espírito celeste, diz São Cipriano, teve a ousadia de chamar a Deus: Meu Filho! Simeão, exultou de alegria porque viu e tomou nos braços um instante o Salvador do mundo! Que diremos da honra, do amor e da felicidade de São José por viver na intimidade de Pai com Jesus? João, o discípulo amado, teve a honra de recostar a cabeça sobre o peito de Jesus e se abrasou de amor. Foi o Apóstolo da caridade. É José? O próprio Deus, o Rei dos Serafins recostou-se e adormeceu sobre o coração de seu Pai Adotivo!


 EXEMPLO

Um pai consolado pelo anjo

   Um homem devotíssimo do Santo Patriarca tinha o costume de celebrar, cada ano, a festa de 19 de março com todo fervor possível, Tinha três filhos. Um deles morreu no dia mesmo da grande festa,  enquanto se celebravam as solenidades. No ano seguinte, no mesmo dia, morre o segundo filho.  Duas mortes em duas festas de São José! O pai, aflito, não podia compreender o mistério. Havia rezado tanto ao querido Pai e Protetor! No terceiro ano chegou a ter medo de celebrar a festa de São José. Ficava-lhe ainda um filho e receava perdê-lo no grande dia. Seja por medo ou para dissipar as mágoas, resolveu fazer uma viagem. Enquanto caminhava por uma estrada deserta, pensativo e triste, levanta os olhos e, diante de um horrendo quadro, vê dois moços enforcados, pendentes de uma árvore. Um anjo lhe aparece e diz: Estás vendo estes dois moços? Pois teus dois filhos teriam acabado como eles, no forca,. se tivessem vivido. No entanto, como eras devoto de São José, obteve o Santo Esposo de Maria que morressem na infância para os livrar do pecado e do inferno, após esta triste sorte que lhes estaria reservada. Volta e celebra a festa de São José sem temor. O filho que te resta será um dia sacerdote, bispo e dará muita glória a Deus. 
   O piedoso homem volta para a sua cidade e ainda celebra com mais fervor a festa de São José, aquela vez. 
   E tudo aconteceu como havia dito o anjo. O menino cresceu, foi mais tarde ótimo sacerdote, bispo, e faleceu santamente após um longo episcopado fecundo em boas obras. 

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