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LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Explicação mais ampla do Quarto Mandamento da Lei de Deus

P.: Que é que nos ordena o quarto mandamento honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores?
R.: O quarto mandamento honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores) ordena-nos que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais e aos nossos superiores constituídos legitimamente em autoridade. 
Explicação: O quarto mandamento por conseguinte, proíbe-nos ofender com palavras, obras, ou de qualquer outra maneira,  os nossos pais e superiores constituídos em autoridade e proíbe-nos também desobedecer-lhes.
  O quarto mandamento impõe-nos os deveres que temos para com os pais e os superiores constituídos em autoridade, e determina-os em três, a saber: a) Amá-los: os filhos devem amar os pais. Esse amor deve ser sincero, deve brotar do coração, exceder o que possamos ter para com qualquer pessoa. - b) Respeitá-los: respeita os pais quem os reconhece como superiores, com as palavras e com as ações, isto é, procedendo e falando-lhes de maneira cortês, dócil, circunspecta e submissa, como importa a todo o que está na dependência dum superior. Este dever nunca cessa, qualquer que seja a idade ou a dignidade a que um filho possa chegar. Perante os pais, ele é sempre um inferior em frente de superiores. 
  O respeito religioso dos filhos para com os pais costuma ser um indício e um argumento quase infalível duma alma nobre, dum coração delicado, de verdadeira e profunda virtude. - c) Obedecer-lhes: quem ama cordialmente os pais e os respeita, não pode deixar de lhes ser obediente. Em geral, hoje em dia, as crianças dão pouca importância à obediência, e, no entanto, ela é gravemente imposta por Deus, que não manda inutilmente e não deixa impune a violação dos seus preceitos. Mas este mandamento tem parvidade de matéria. Depois veremos quando a desobediência é pecado mortal.  Os deveres para com os pais confundem-se quase com os que temos para com Deus; procedem da própria natureza; como criaturas, tudo devemos a Deus; como filhos, devemos aos pais, depois de Deus, a nossa vida. 
  A autoridade que os pais têm de mandar nos filhos, a obrigação que têm os filhos de obedecer, vêm-lhes de Deus que constituiu e ordenou a família, a fim de que nela o homem encontre os primeiros meios necessários para o seu aperfeiçoamento material e espiritual. Os pais, por sua vez, receberam de Deus deveres para com os filhos: dever de amar, cuidar e alimentar seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas faltas, e de auxiliá-los a abraçar o estado para o qual são chamados por Deus.
  Vimos que os filhos devem amar e respeitar os pais e obedecer-lhes. Em consequência destes deveres fica claro que os filhos, podendo, devem também ajudar, os pais nas suas necessidades. Devem ajudá-los espiritualmente, orando por eles, esforçando-se (se os pais não forem bons cristãos), com a palavra e com as obras, por realizar a sua conversão, diligenciando, no caso de doença grave, que recebam a tempo os santos Sacramentos, e, se falecidos, sufragando a sua alma; temporariamente, socorrendo-os nas necessidades, provendo-os de modo proporcionado aos próprios meios e às suas necessidades. Não observam o quarto mandamento aqueles filhos que, podendo assistir aos pais doentes, velhos ou inaptos para o trabalho, não o fazem e mandam-nos para o hospital ou para o asilo, a fim de lhes não suportar o peso; mostram, ao contrário, procedendo assim, ânimo ingrato, duro, perverso. 

  Os nossos superiores em autoridade: O quarto mandamento nos ordena não só que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais, mas também os nossos superiores constituídos em autoridade. São nossos superiores constituídos em autoridade: na vida religiosa, o Papa, o Bispo, o vigário; na vida civil os que estão revestidos de autoridade civil, como o Presidente, o Governador, o Prefeito, as autoridades militares etc. Na vida individual os avós, os tutores, os mestres, os amos etc. 
  A todos os que têm poder sobre nós, devemos também amor, respeito e obediência. a) Em relação aos superiores eclesiásticos, eis o que nos ensina o Espírito Santo: "Teme ao Senhor com toda a tua alma e venera os seus sacerdotes" (Ecles. VII, 13, 33). Eles representam e ocupam o lugar de Deus. Jesus disse aos Apóstolos: "O que a vós ouve a mim ouve, e o que a vós despreza a mim despreza. E quem a mim despreza, despreza Aquele que me enviou" (S. Lucas, X, 16). 
  b) Cada qual deve também ser submisso aos outros seus superiores, porque, como nos ensina o Espírito Santo, "não há poder que não venha de Deus: e os que há, esses foram por Deus ordenados. Aquele, pois, que resiste ao poder, resiste à ordenação de Deus. E os que lhe resistem, a si mesmos trazem a condenação" (Rom. XIII, 1 e 2). 

 DEVEMOS OBEDECER SEMPRE EM TUDO AOS SUPERIORES? No caso em que nos mandassem coisas contrárias à lei de Deus, que são pecado, não só já não teríamos o dever de obedecer, mas teríamos o dever de não obedecer, porque, em tal caso, já não desempenhariam a missão que lhes vem de Deus, antes se poriam em oposição absoluta com Deus, de quem procede toda a autoridade e a quem todos devem ser submissos. Em tal caso dever-se-ia imitar São Pedro, quando dizia aos judeus: "Importa mais obedecer a Deus, do que aos homens" (Atos, V, 29). Quantos exemplos na vida dos santos: São Máximo não obedece ao Papa Honório I; São Tomás Morus não obedece ao Rei Henrique VIII; São Cirilo de Alexandria  não obedece ao Bispo e Patriarca Nestório; Santa Bárbara não obedece ao seu pai etc., etc. 
O dever de não obedecer, no entanto, não dispensa o dever de respeitar. Aliás um zelo desrespeitoso e ácido perde muito do seu valor. 

Prática: Amai, respeitai e obedecei aos pais, lembrando-vos dos graves sacrifícios que fizeram por vós e pela vossa educação. Se acontecer que obtenhais uma condição superior à deles, nunca vos envergonheis de reconhecer ainda publicamente e de mostrar neles os vossos venerandos pais. Cumpri também fielmente os vossos deveres para com todos os superiores constituídos em autoridade.
  Como faz pena ver filhos que ofendem àqueles de quem receberam tantos benefícios que lhes prestaram tantos cuidados, a quem, depois de Deus, são devedores da própria vida! Que dizer, então, dos que se revoltam, insultam, ameaçam, ou batem nos pais? São delitos enormes, que Deus, no Antigo Testamento, queria punir de morte. 


  

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