SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA - ( 2 )

   Continuação da Alocução de Pio XII "SOBRE O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA".

   Dependência da mulher para com a Igreja.

   20. Mal se empenha numa tarefa apostólica, logo a mulher católica se acha presa num formigamento de ideias, de opiniões, de tendências, de sistemas, que a solicitam de todas as partes; importa, pois, que ela saiba orientar-se com facilidade segundo as circunstâncias, e que, para isso, possua normas seguras que lhe permitam traçar-se uma linha de conduta, bem como a força moral indispensável para lhe ficar fiel e para descobrir e corrigir os erros eventuais. Onde achará ela essa regra firme de pensamento e de ação senão no seio da comunidade cristã, na Igreja Católica?

   21. Pela vontade do seu divino Fundador, a Igreja é depositária da Revelação sobrenatural, é-lhe a guarda e a única intérprete autorizada; o magistério que ela exerce a respeito do depósito sagrado supõe o poder de julgar sobre qualquer verdade, visto ser único o destino eterno do homem, e nada na sua vida escapa a esta finalidade. As realidades culturais, políticas, sociais e morais influenciam, todas, a orientação da sua conduta; encarregada de conduzi-lo a Deus e possuindo os meios infalíveis de discernir o verdadeiro do falso, a Igreja é capaz de apreciar o valor exato dos princípios intelectuais e morais, assim como os comportamentos que correspondem às exigências da verdade nas situações concretas da vida individual e social.

   22. Assim sendo, na sua conduta pessoal, como no seu apostolado, a mulher católica deve preocupar-se com permanecer em contato estreito com a fonte viva de luz que o Senhor pôs na sua Igreja: enquanto ela ficar sob a direção dela, lhe aceitar o ensino e lhe observar as diretrizes, gozará de uma segurança infinitamente preciosa, que confere a todos os seus empreendimentos uma autoridade e uma estabilidade  tomadas de empréstimo à própria Igreja.

   23. Alguns têm querido limitar o objeto da competência do magistério eclesiástico ao domínio dos princípios, e excluir dele o dos fatos, da vida concreta. Pretende-se que este depende do leigo, e que o leigo se acha aí no seu terreno próprio, onde desenvolve uma competência que falta à autoridade eclesiástica. Baste-nos aqui repetir que esta afirmação é insustentável; na medida em que se trata não de verificar simplesmente a existência de um fato material, mas sim de apreciar as implicações religiosas e morais que lhe comporta, o destino sobrenatural do homem está em jogo, e por conseguinte a responsabilidade da Igreja está em causa; pode esta e deve, em virtude da sua missão divina e das garantias para este fim recebidas, precisar a medida de verdade e de erro que tal ou tal linha de conduta, tal ou tal maneira de agir contém. 

   24. Se bem que a Igreja recuse ver limitar indevidamente o campo da sua autoridade, contudo não suprime nem diminui, por esse fato, a liberdade e a iniciativa de seus filhos. A hierarquia eclesiástica não é toda a Igreja, nem exerce o seu poder do exterior, à maneira de um poder civil, por exemplo. que trata com seus subordinados unicamente no plano jurídico. Sois membros do Corpo Místico de Cristo, inseridos nele como num organismo animado por um só Espírito, vivendo de uma só e mesma vida. A união dos membros com a cabeça absolutamente não implica que eles abdiquem a sua autonomia, ou que renunciem a exercer as suas funções; muito pelo contrário, é da cabeça que eles recebem incessantemente o impulso que lhes permite agir com força e precisão, em perfeita coordenação com todos os outros membros, para o proveito do corpo inteiro.

   25. Que as mulheres católicas alimentem com alegria o sentimento de pertencerem até o mais profundo do seu ser ao corpo da Igreja, como pessoas livres e responsáveis e por sua parte assegurarem as tarefas que lhes são reservadas, e que contribuem para o crescimento da Igreja e para a sua expansão!

terça-feira, 29 de julho de 2014

O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA - ( 1 )

   Excertos da Alocução de Pio XII "SOBRE O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA". (1957).

   I. O Apostolado da Verdade.  

   Relação da mulher para com Deus.

  7. A verdade mais desconhecida dos homens hoje em dia, ao menos nas atitudes correntes destes, e no entanto a mais fundamental para vós, [falando à cerca de  700 mulheres participantes do XIV Congresso Internacional da União Mundial das Organizações Católicas Femininas] é a relação da mulher para com Deus. A mulher vem de Deus; deve-lhe a sua existência, as características do seu ser, da sua tarefa terrena, e o destino eterno que coroará o fiel cumprimento da sua missão. Esta verdade, que já a razão faz conhecer, adquire à luz da fé o seu pleno significado e uma certeza absoluta que vos prestará um apoio indispensável quando estiverdes expostas ao fluxo e refluxo das ideias, que o romance, o cinema, o teatro difundem incessantemente nas massas, e que lhes dão da mulher uma concepção profundamente viciada. 

   8. Conheceis suficientemente o ensino da fé católica sobre a origem do homem e da mulher, para que seja necessário expormo-lo por miúdo. Deus criou-os ambos à sua imagem e semelhança, quer dizer, como seres capazes também de se perpetuar, de dominar a criação e de utilizá-la para o seu bem próprio e para o seu serviço. Essa origem divina da criatura humana não se impõe somente como um fato passado há milênios, mas como um fato atual, como uma realidade de toda os instantes, pois em nenhum momento Deus cessa de dar a existência a cada ser humano, de lhe imprimir na inteligência o sinal da sua presença, de lhe pôr no coração uma atração invencível para o bem, paro o absoluto, para a beatitude perfeita. Por isto o sentido da vida humana pode resumir-se numa palavra: "buscar a Deus", buscar aquele que incessantemente chama a si a sua criatura para cumulá-la sempre mais da plenitude da sua vida e do seu amor. 

   9. Que atitude assume o mundo moderno a respeito desta verdade fundamental da origem divina do homem e da mulher? Bem o sabeis pela experiência direta que tendes do vosso meio, e pelas diversas "enquetes" que as organizações femininas têm empreendido em diferentes regiões do mundo sobre a condição da mulher. A ideia de Deus aparece como supérflua num mundo caído nas mãos do homem, no poder da ciência e da técnica, e do qual foram eliminadas as crenças estorvantes e as superstições. Essa atmosfera  de ateísmo combativo ou latente ameaça mais gravemente a mulher do que o homem, tanto na sua vida pessoal como no seu papel social: porquanto, frisá-lo-emos ainda mais adiante, pelas suas disposições inatas e pela função a que a sua natureza a destina a mulher está mais em harmonia com as realidades espirituais; percebe-as mais facilmente, vive delas mais conscientemente, interpreta-as e torna-as sensíveis aos outros, e particularmente àqueles de quem ela tem o encargo como esposa e como mãe. A sua dignidade pessoal, o respeito que se lhe deve, são motivados primeiramente pela salvaguarda dessa missão espiritual, e portanto, em última análise, pela sua proximidade de Deus. O respeito da mulher e o reconhecimento do seu papel verdadeiro estão estritamente ligados às concepções religiosas do grupo social a que pertence.

   10. Vedes, assim, qual será o primeiro objetivo do vosso apostolado a serviço da verdade: restaurar em toda a sua integridade a fé em Deus, poque Deus é a fonte do vosso ser e o fim último que perseguia, e porque o reerguimento da condição da mulher supõe como primeira etapa a consolidação do princípio que o assegura.

   11. Não somente Deus deu à mulher o existir, mas também a personalidade feminina, na sua estrutura física e psíquica, corresponde a um desígnio particular do Criador. O homem e a mulher são as imagens de Deus, e, segundo o seu modo próprio, são pessoas iguais em dignidade e possuidoras dos mesmos direitos , sem que de maneira alguma se possa sustentar que a mulher seja inferior. Com efeito, é ela chamada a colaborar com o homem na propagação e no desenvolvimento da raça humana, e desempenha nisso o papel delicado e sublime da maternidade: esta comporta alegrias e penas de intensidade pouco comum, porque implica a imensa responsabilidade de pôr o filho no mundo, de protegê-lo, de criá-lo, de velar pelo seu crescimento, pela sua educação primeira, de segui-lo com solicitude durante o período difícil da adolescência, e de assim prepará-lo para as suas responsabilidades de adulto. Por isto Deus concedeu à mulher dons inestimáveis, que lhe permitem transmitir não somente a vida física, mas também as disposições mais íntimas da alma e as qualidades de ordem espiritual e moral que determinam o caráter. Os modernos estudos de psicologia põem assaz em evidência a complexidade e o originalidade da natureza feminina, para que seja necessário determo-nos nisto. Notemos, ainda, que essas mesmas qualidades se ostentam também com felicidade em todos os outros domínios da vida social e cultural; constituem-lhes, mesmo, um contributo indispensável, e as civilizações que as desconhecem ou que lhes afastam a influência sofrem inelutavelmente deformações mais ou menos graves, que lhes entravam a eflorescência e, mais cedo ou mais tarde, as condenam à esterilidade e ao declínio. 

   12. Se, comumente, a mulher exprime o dom de si mesmo no casamento e pela maternidade, também pode corresponder à intenções divinas de maneira mais direta, e fazer frutificar as suas riquezas espirituais pela virgindade consagrada, que, longe de ser um rodeio egoísta ou um recuo em face das tarefas da existência, corresponde ao desejo de uma doação mais total, mais pura, mais generosa. Em país cristão, como em terra de missão, a mulher que renuncia ao casamento para se dar, sem obstáculo, ao alívio dos doentes e dos infelizes, à educação das crianças, à melhoria da sorte das famílias, manifesta, assim, aos espíritos não-prevenidos e presença e a ação divina. Quita-se, dessarte, com a sua vocação própria, com a mais alta fidelidade e com o máximo de eficácia.

   13. Facilmente compreendeis, caras filhas, as consequências que para o vosso apostolado emanam dos princípios e fatos que acabamos de lembrar. Propondo-vos trabalhar com todas as vossas forças no reerguimento da mulher, na expansão da sua influência na vida social, também vos comprometeis a não lhes desenvolver os dons senão numa perspectiva cristã, a única capaz de lhes conferir o seu verdadeiro e pleno valor. Que progresso maravilhoso em nível social e cultural dos povos, se todas as mulheres tomassem consciência da alçada de Deus sobre a sua pessoa, e consagrassem a sua influência a fazerem-no conhecer e amar!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

MOISÉS E A ORAÇÃO

   Para citarmos exemplos exclusivamente das Sagradas Escrituras; quando queremos falar sobre a paciência logo vem à nossa mente o figura de Jó; quando pensamos em castidade, espontânea se nos apresenta o pessoa do jovem José do Egito; quando queremos meditar sobre a fé, logo assoma à nossa memória o exemplo de Abraão; quando falamos em penitência, imediatamente nos recordamos do Rei Davi; assim quando queremos mostrar a eficácia da oração não podemos deixar de citar o exemplo de Moisés. É o que vamos meditar agora.

   Vejamos o que nos diz o Divino Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: Êxodo 32, 7-14: "Naqueles dias falou o Senhor a Moisés e lhe disse: Desce do monte; pecou o teu povo, que tu tiraste da terra do Egito. Depressa saíram do caminho que lhes mostraste. Fizeram para si um bezerro fundido, o adoraram, e até lhe imolaram vítimas, dizendo: Estes são os teus deuses, ó Israel, que tu tiraste da terra do Egito. Repetiu  Senhor a Moisés: Vês que este povo é obstinado; deixa que contra eles se acenda o meu furor e que os extermine; e te tornarei chefe de uma grande nação. Moisés, porém, suplicava ao Senhor, seu Deus, dizendo: Por que se acende o furor da vossa indignação, ó Senhor, contra o povo que tirastes da terra do Egito, com tamanho poder e mão tão poderosa? Não permitais, imploro-Vos, que os Egípcios digam: Ele os tirou com astúcia, para os matar nas montanhas e os exterminar da terra. Apaziguai a vossa ira e perdoai a iniquidade do vosso povo. Recordai-Vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por Vós mesmo, dizendo: Hei de multiplicar a vossa geração como as estrelas do céu; e toda esta terra de que Vos falei, eu a darei à vossa descendência e para sempre a possuireis. Acalmou-se o Senhor, e não fez ao seu povo o mal com que o havia ameaçado". 
   Caríssimos e amados irmãos, quão impressionante é este diálogo entre Deus e Moisés!!! Como não impressionar o fato de ouvirmos o Altíssimo, o Onipotente pedindo permissão a Moisés para castigar o povo idólatra?!!! "Deixa que contra eles se acenda o meu furor e os extermine"... Mais nos impressiona ainda é o fato de Moisés com sua oração, ter vencido e convencido (se assim se pode dizer) a própria Sabedoria Infinita do Onipotente!!! "Acalmou-se o Senhor, e não fez ao seu povo o mal com que o havia ameaçado".  

    Meditemos em mais um exemplo: Êxodo 17, 8-13: "Ora Amalec veio e pelejava contra Israel em Rafidim. E Moisés disse a Josué: Escolhe homens e vai combater contra Amalec; amanhã estarei no cimo da colina, tendo na mão a vara de Deus. Fez Josué como Moisés tinha dito, e combateu contra Amalec. Moisés, Arão e Hur subiram ao cimo da colina. E, quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel vencia, mas, se as abaixava um pouco, Amalec levava vantagem. Ora os braços de Moisés estavam fatigados; tomando portanto uma pedra, puseram-na por debaixo dele, na qual se sentou; e Arão e Hur sustentavam-lhe os braços de ambas as partes. E aconteceu que os seus braços não se fatigaram até ao pôr do Sol. Josué pôs em fuga Amalec e a sua gente, e os passou ao fio da espada". 

   Caríssimos e amados irmãos, com certeza Sua Eminência o Cardeal Ratzinger dirá ao seu sucessor  (que , talvez, seja eleito hoje, 13/3/13): "Vai combater contra os inimigos da Santa Igreja, estarei no cimo da colina do Vaticano, tendo na mão o Santo Terço". Esperamos que o ex-comandante do Povo de Deus, o Bispo Emérito de Roma, o ex-Papa Bento XVI, com suas orações qual outro Moisés, sustentado por outros Arões e Urs, consiga a vitória da Santa Igreja contra seus inimigos, ou melhor, que, com suas orações e penitências, dê ao seu Sucessor, como a outro Josué, a vitória sobre todos os inimigos da Santa Igreja, mesmo que para tanto seja mister derrubar muralhas inexpugnáveis ou fazer parar o sol. Amém!

   

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MEIOS DE ADQUIRIR A COMPUNÇÃO

   Vimos o grande bem que é a compunção. Como adquiri-la? 

   1º  - A ORAÇÃO: Devemos pedir este dom a Deus, Nosso Senhor. Este dom das lágrima é precioso, é uma graça tão grande, que só a alcançaremos pedindo-a ao "Pai das luzes, de quem procede todo dom perfeito". 
   No Missal vem uma oração "Pro petitione lacrymarum". Ei-la em português: DEUS TODO-PODEROSO E CHEIO DE BONDADE, QUE PARA MATAR A SEDE DE VOSSO POVO SEQUIOSO, FIZESTES BROTAR DO ROCHEDO UMA FONTE DE ÁGUA VIVA, FAZEI SAIR DA DUREZA DOS NOSSOS CORAÇÕES, LÁGRIMAS DE COMPUNÇÃO, PARA PODERMOS CHORAR OS NOSSOS PECADO S E MERECER , PELA VOSSA MISERICÓRDIA, OBTER A SUA REMISSÃO. POR CRISTO NOSSO SENHOR. AMÉM. 
   Os antigos monges rezavam muitas vezes esta oração. Caríssimos leitores, rezemo-la também muitas vezes, tanto mais que é uma oração da Liturgia da Santa Madre Igreja!

  2º - A MEDITAÇÃO ASSÍDUA DA PAIXÃO DE NOSSO DIVINO SALVADOR: Esta meditação deve ser, na verdade, o pão de cada dia do pensamento cristão. São Boaventura chama as chagas de Jesus Cristo, chagas que ferem os corações mais duros e que abrasam as almas mais frias. Santo Agostinho dissera que vale mais uma lágrima derramada pela consideração da Paixão de Jesus Cristo, do que o jejum a pão e água durante uma semana inteira. São Francisco de Assis por este meio veio a ser um serafim. Um dia foi encontrado por um gentil-homem a derramar lágrimas e a gritar em altas vozes; perguntado por que soltava tais prantos, respondeu: - Choro as dores e as ignomínias do meu Senhor, e o que mais me faz chorar, é que os homens, por cujos pecados Ele sofreu tanto, vivem esquecidos d'Ele.

   3º OUTROS MEIOS indicados pelo Padre Faber: Cultivarmos grande devoção pela conversão dos pecadores, sermos muito simples ao acusar-nos no confessionário e evitarmos a leviandade.  

sexta-feira, 18 de julho de 2014

COMPUNÇÃO E ESTABILIDADE NA VIDA ESPIRITUAL

   A compunção de coração torna a alma firme no horror ao mal e no amor de Deus. Diz o Beato D. Columba Marmion que entre os antigos a vida espiritual apresentava um caráter singular de estabilidade. Parece, de modo geral, diz ele, que os autores modernos são bastante sóbrios a este respeito. 
   Vemos os maiores santos que não se cansam de cultivar e recomendar a compunção.

   "Sabeis, dizia São Paulo aos Efésios, que, desde o dia em que entrei na Ásia, não cessei de servir a Deus, no meio de vós, na humildade e nas lágrimas (Atos XX, 18-19). É que se lembrava do tempo em que fora perseguidor da Igreja (Fil. III, 6). Não receia recordar ao seu discípulo Timóteo que tinha sido "blasfemador, perseguidor, insultador"; declara-se o maior dos pecadores que alcançou misericórdia precisamente para que Jesus Cristo pudesse manifestar, nele em primeiro lugar, a Sua inesgotável longanimidade, apresentando-o como exemplo aos que no futuro acreditassem em Cristo". E é assim que, ao pensar na infinita misericórdia de que fora objeto, o Apóstolo solta este grito de reconhecimento: "Ao Rei dos séculos, imortal, invisível, único Deus, honra e glória pelos séculos dos séculos". 

   Outro convertido, objeto igualmente de idêntica misericórdia, Agostinho, escreve: ... "a oração consiste antes nos gemidos e nas lágrimas do que nos longos discursos e muitas palavras. Deus põe as nossas lágrimas em sua presença; os nossos gemidos não são desconhecidos d'Aquele que tudo criou com Sua palavra, e não precisa das nossas palavras humanas".

   É este o sentimento que encontramos em todas as almas santas. Por exemplo: Santa Gertrudes, esse lírio de pureza, dizia ao Senhor, com um sentimento de profunda humildade: "Para mim, Senhor, o maior milagre é a terra poder aguentar uma pecadora tão indigna como eu". 
   Santa Tereza d'Ávila, formada na perfeição pelo próprio Nosso Senhor, tinha posto no oratório, diante dos olhos, para servir como estribilho para sua oração, este texto do Salmista: "Non intres, Domine, in judicium, cum servo tuo" (Salmo 142, 8). Não é uma exclamação de amor nem um ato sublime de louvor que deixa ouvir esta alma de serafim de quem afirmam os historiadores não ter jamais cometido um pecado mortal, mas sim um grito de compunção: "Não entreis, Senhor, em juízo com vossa serva".
   Santa Catarina de Sena não cessava de implorar a misericórdia divina, terminando sempre as suas orações com esta invocação: "Peccavi, Domine, miserere mei". 

   Santa Teresa, falando das almas que chegaram à sexta morada do Castelo interior, previne-as contra o esquecimento das suas faltas: "Quanto mais pródigo o Nosso Deus se mostra, escreve, mais aumenta a dor dos pecados cometidos; e estou convencida que esta dor só desaparece naquela morada onde nada nos pode causar tristeza... A alma não vê mais que a ingratidão de que se tornou culpada para com Aqueles que a cumulou de benefícios e merece tanto ser servido. A munificência de que usou para com ela levou-a a conhecer melhor a Sua grandeza. Por isso, fica espantada ao ver a audácia de que se tornou culpada; chora as suas irreverências, e não sabe como deplorar a loucura de ter desprezado, por objetos tão vis, tão augusta Majestade. Tudo isto está mais presente à sua memória do que as graças que recebe"

   A própria Igreja, Esposa de Cristo, na sua liturgia, inclusive na ação mais sublime e mais sagrada que pode realizar neste mundo - a Santa Missa - leva o sacerdote a ter, o tempo todo, sentimentos de compunção: Confiteor..., Aufer a nobis quaesumus, Domine iniquitates nostras..., Qui tollis peccata mundi, miserere nobis..., Ab aeterna damnatione nos eripi... Nobis quoque peccatoribus..., Non aestimator meriti sed veniae quaesumus largitor admitte..., Agnus Dei qui tollis peccata mundi... miserere nobis..., Pro innumerabilibus peccatis meis..., Domine non sum dignus..., In spiritu humilitatis et in animo contrito suscipiamur a te, Domine. Tradução: Eu pecador me confesso..., Afastai de nós, Senhor, nós Vos pedimos, as nossas iniquidades..., Que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós..., Que ordeneis sejamos preservados da condenação eterna..., Também nós pecadores..., Vos pedimos que Vos digneis receber-nos, não considerando os nossos méritos, mas a vossa misericórdia..., Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós..., Pelos meus inumeráveis pecados..., Senhor, eu não sou digno..., Com espírito de humildade e de coração contrito sejamos por Vós recebidos, Senhor".

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A COMPUNÇÃO

   Compunção é o sentimento habitual de contrição, ou seja, a dor constante pelos pecados passados. 
   
   Diz o Beato D. Columba Marmion  que o "regresso a Deus" só é possível afastando primeiro os obstáculos que a ele se opõem. E a compunção é o meio eficacíssimo de afastar o pecado, que é o grande obstáculo. Temos obrigação de tendermos à perfeição, quer dizer, à união com Deus e com a Sua vontade, pelo amor. O principal obstáculo à esta união é o pecado mortal; e o principal obstáculo a todo progresso é o pecado venial deliberado. É mais que evidente que nem um nem outro se podem de maneira alguma conciliar com a perfeição. 

   Pois bem! O meio mais seguro de tornar a vida espiritual firme e estável, diz o Beato D. Marmion, é impregná-la do espírito de compunção. A causa comum de todos os maus êxitos no caminho da perfeição, diz o Padre Faber, é devida à falta de uma dor constante pelos pecados passados. O princípio do progresso não é só o amor, mas o amor que se originou do perdão.

   Assim sendo, a compunção não seria um assunto exclusivamente para os pecadores, máxime para os grandes pecadores: outros Davis, outros Saulos, outros Agostinhos, outros Pedros, outras Madalenas? etc Primeiramente, devemos ouvir São João em carta divinamente inspirada: "Aquele que se declara sem pecado, mente a si mesmo, e a verdade não está nele" (1 João I, 8). Para as almas grandes, afirma o Beato D. Marmion, para as almas santas esta afirmação é luminosa. É que, aproximando-se mais de Deus, Sol de justiça, a santidade imaculada, apercebem-se melhor das manchas que as desfeiam; o brilho, a intensidade da luz divina em que se movem, fazem aparecer melhor, pelo contraste, as mais pequeninas faltas e fraquezas, com um relevo muito mais marcado; o olhar interior purificado pela fé e pelo amor, penetra mais profundamente as perfeições divinas; tem uma visão mais clara do seu nada, medem melhor o abismo que as separa do infinito. Possuindo da vida da graça uma noção mais elevada, avaliam melhor tudo o que há de horrível na ofensa feita a Deus, no desprezo pela Paixão do Salvador, na injuriosa resistência ao Espírito de Amor. "Diante de Deus e das suas divinas perfeições, diz D. Festuguere, cada qual se reconhece a si mesmo e conhece suas próprias misérias; na irradiação da grande luz, dá-se conta das suas próprias sombras". 

   Compreendemos que o fato de ter ofendido a Deus, ainda que tivesse sido apenas uma vez na vida, comova intimamente estas almas e lhes cause profunda dor. Por exemplo São Luiz de Gonzaga se desmaiava no confessionário ao contar seus pecados veniais. E das almas santas esta habitual atitude de arrependimento e de horror ao pecado é uma prova constante de delicadeza sobrenatural que não pode deixar de agradar a Deus e inclinar para elas a infinita misericórdia do Senhor. 

   É claro, no entanto, que com exemplos de grandes pecadores compreendemos mais facilmente. É, aliás o método adotado pelo Beato D. Columba Marmion. Primeiramente nos mostra o exemplo do filho pródigo: "Vede, diz ele, o filho pródigo, ao regressar ao lar paterno. Imaginá-lo-emos, após este regresso, de ar despreocupado, maneiras desleixadas, como quem tivesse sido sempre fiel? De forma nenhuma. Dir-me-eis: Mas o pai não lhe perdoou tudo? - Com certeza; recebeu o filho de braços abertos; não lhe dirigiu uma repreensão; não lhe disse: "És um miserável"; nada disso, apertou-o contra seu coração. E é tamanha a alegria que o pai experimenta com o regresso do filho, que manda preparar um banquete. Tudo esquecido, tudo perdoado. Este comportamento do pai do filho pródigo é a imagem da misericórdia de nosso Pai do Céu. - Mas ele, filho perdoado, quais os seus sentimentos, qual a sua atitude? Não há que duvidar: são os mesmos sentimentos, a mesma atitude de quando se veio lançar aos pés do pai: "Pai, pequei contra ti, já não sou digno de ser considerado teu filho, trata-me como o último de teus servos". Tenhamos a certeza de que, no meio das alegrias com que era festejado o seu regresso, eram estas as disposições que dominavam em sua alma. E se, mais tarde, a contrição diminui de intensidade, jamais tal sentimento se apaga de todo, ainda mesmo depois de este filho ter tomado de novo e para sempre o seu lugar de outrora. Quantas vezes não terá ele dito ao pai: "Bem sei que me perdoaste tudo, mas o meu coração não se cansará nunca de repetir com gratidão o grande desgosto que sente de te ter ofendido e quanto desejo resgatar, por uma fidelidade maior, as horas perdidas e o esquecimento a que te votou". 

   Tal é o sentimento de que deve estar possuída uma alma que ofendeu a Deus, desprezou suas perfeições, contribuiu para os sofrimentos de Jesus Cristo. 
   
   Suponhamos agora, nesta alma, não apenas um ato isolado de arrependimento, mas sim um estado habitual de contrição: é quase impossível esta alma tornar a cair num pecado deliberado. Por que? Porque se mantém numa disposição tal que, por essência, a obriga a repelir o pecado. O espírito de compunção é precisamente o sentimento de contrição que se apoderou da alma de modo estável. Constitui a alma num estado habitual de ódio ao pecado; pelos movimentos interiores que nela excita, é de soberana eficácia para preservar a alma da tentação. Entre o espírito de compunção e o pecado há incompatibilidade irredutível; a compunção de coração torna firme a alma no horror ao mal e no amor a Deus. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

O DESPRENDIMENTO TOTAL NECESSÁRIO PARA CORRESPONDER AO ESPÍRITO SANTO

2.    "Muitas vezes, infelizmente, a nossa vontade é dura, indócil, rebelde, porque está ainda muito apegada às criaturas, especialmente àquela criatura que é o nosso eu e que nós amamos sempre em demasia. Portanto, para correspondermos à ação do Espírito Santo, a primeira coisa requerida é trabalhar assiduamente para nos desprendermos de tudo, inclusive de nós mesmos. O desprendimento libertar-nos-á de tantos laços que, como cordas, nos prendem às criaturas, tornando-nos impossível a docilidade e a maleabilidade necessárias para recebermos facilmente as moções do Espírito Santo. E recordemos que para prender a alma às criaturas, basta um tênue fio, isto é, bastam pequenos apegos: 'tanto se me dá que uma ave esteja presa por um fio delgado ou grosso, pois mesmo que seja delgado, tão presa estará a ele como ao grosso enquanto o não quebrar para voar' (São João da Cruz). O desprendimento quebra o fio que nos prende à terra e a nossa alma, uma vez liberta, pode secundar o mínimo impulso do Espírito Santo e Ele pode invadi-la e dirigi-la à Sua vontade.

   Dissemos já que o Espírito Santo não se contenta em nos convidar para o bem, mas quer tomar em nós as Suas iniciativas para nos impelir mais eficazmente para Deus. Contudo respeita a nossa liberdade e por isso não Se apoderará da nossa vontade se não estivermos dispostos a dar-lha livremente. E assim podemos pôr um outro obstáculo à Sua ação: o Espírito Santo quereria levar-nos para o alto, para Deus, mas nós não aderimos plenamente à Sua iniciativa porque nos falta generosidade e com a nossa mesquinhez retardamos a obra divina. Talvez correspondamos em parte à Sua moção, Lhe demos qualquer coisa daquilo que nos pede, mas não chegamos a dar-Lhe 'tudo'. Por isso é muito necessário cultivar o espírito de 'totalidade' que não põe limites à nossa doação: precisamos de ter um coração grande, generoso, para não retardarmos a obra do Espírito Santo, que deseja levar-nos não só a praticar ações boas, mas ações generosas, heroicas  santas". (P. Gabriel de Sta M. Madalena, O. C. D.). 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Espírito de Pobreza dos Primeiros Cristãos

   Os primeiros cristãos, primícias da Igreja nascente, levaram ao auge a perfeição evangélica e deram o exemplo de uma incomparável união, de uma completa abnegação e sublime caridade. Viviam como se fossem um só coração e uma só alma. Tudo que cada um tinha era possuído em comum. Vendiam as suas fazendas e os seu bens e distribuíam-nos por todos, segundo a necessidade que cada um tinha. A comunhão de bens realizada pela fé destes primeiros cristãos dava aos Apóstolos a administração e o domínio das coisas temporais. 
   Desde modo se acha constituída a propriedade eclesiástica no próprio berço da Igreja. 
  Dentre os que venderam os seus bens para fazer comum o valor deles, cita a Sagrada Escritura por exemplo, um levita, natural de Chipre, chamado José, que recebeu o sobrenome de Barnabé e que, pouco tempo depois, elevando à dignidade de Apóstolo, veio a ser companheiro de São Paulo. 
   São Lucas nos Atos dos Apóstolos fala-nos de um outro fiel chamado Ananias, que vendeu um campo e trouxe aos Apóstolos só uma parte do preço, fazendo-lhes crer que o trazia todo. São Pedro disse-lhe: "Ananias, por que tentou Satanás o teu coração para que tu mentisses ao Espírito Santo e reservastes parte do preço do campo? Porventura não te era livre ficar com ele e ainda hoje, depois de vendido, não era teu o preço?" Essas palavras de São Pedro mostram que o crime não consistia no direito exclusivo de propriedade nem no de reservar para si a totalidade ou parte do que lhe pertencia, mas na mentira do discípulo que, depois de afirmar que dava todos os seus bens, como os outros, retinha uma parte por espírito de cobiça e avareza. Ricos com o que conservavam em seu poder Ananias e sua esposa Safira vinham a sê-lo muito mais adquirindo o direito de participar do tesouro comum da Igreja.
   Essa criminosa especulação foi o segundo atentado contra os bens da Igreja e dos pobres. O primeiro cometera-o Judas Iscariotes que roubava o que recolhia para os pobres. Como se vê, a oblação foi livre e santa desde o princípio da pregação evangélica e é o que estabelece uma diferença essencial entre o Evangelho e o comunismo. "O comunismo, diz o Padre Rivaux, é a exaltação até ao delírio de todos os apetites materiais e de todos os desejos grosseiros. A comunhão evangélica é a abnegação, a imolação do orgulho e da carne. Do Evangelho ao comunismo há a distância do céu ao inferno".
   O Apóstolo Judas Iscariotes, que seria o traidor, antes de trair a Jesus, já traía os pobres porque, como diz claramente o Santo Evangelho, este infeliz apóstolo, se tornara ladrão: era encarregado de recolher os dízimos ou as esmolas para os pobres; e no entanto retinha uma parte para si.
   A Santa Igreja, desde o início se preocupou com os pobres e também com o exemplo de Jesus e dos Apóstolos, os clérigos, embora não façam voto de pobreza (a menos que seja também religioso), devem, no entanto ter o espírito de pobreza, evitar o luxo, e sobretudo não ter apego aos bens materiais. Assim, é completamente contrário ao espírito do Santo Evangelho, uma preocupação demasiada com o dízimo, máxime, se este é empregado, para luxo pessoal, e não para a ornamentação e decoro da igreja para maior honra de Deus, Nosso Senhor. Mas o destino precípuo das esmolas dos fiéis é a ajuda aos pobres. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

NORMAS PARA CARREGAR A CRUZ

Excerto da Carta-Circular aos Amigos da Cruz, escrita por São Luiz Maria Grignon de Montfort.

NUNCA SE QUEIXAR DAS CRIATURAS

   "Nunca vos queixeis voluntariamente e entre murmurações, das criaturas de que Deus se verve para vos afligir. Distingui, para tanto, três espécies de queixas nos sofrimentos. - A primeira é involuntária e natural: é a do corpo que geme, suspira, se queixa, chora e se lamenta. Quando a alma está resignada com a vontade de Deus, em sua parte superior, não há nenhum pecado. -  A segunda é razoável; é quando alguém se queixa e descobre seu mal aos que podem e devem tratá-lo, como um superior ou o médico. Esta queixa pode ser imperfeita, quando for muito insistente; mas não é pecado.
   A terceira é criminosa: é quando alguém se queixa do próximo para se isentar do mal que ele nos faz sofrer, ou para se vingar; ou quando alguém se queixa da dor que sofre, consentindo nessa queixa e juntando a ela a impaciência e a murmuração. 

RECEBER SEMPRE A CRUZ COM RECONHECIMENTO

   "Nunca recebais nenhum cruz sem beijá-la humildemente e com reconhecimento; e quando Deus, todo bondade, vos houver favorecido com alguma cruz um pouco considerável, agradecei-Lhe de maneira especial e fazei-o agradecer por outros, a exemplo daquela pobre mulher, que, tendo perdido todos os seus bens em virtude de um processo injusto que lhe moveram, fez celebrar imediatamente uma Missa, com o dinheiro que lhe restava, a fim de agradecer a Deus a ventura que lhe era concedida.

CARREGAR CRUZES VOLUNTÁRIAS

   "Se quereis tornar-vos dignos de receber as cruzes que vos hão de vir sem vossa participação e que são as melhores, carregar outras voluntárias, seguindo os conselhos de um bom diretor. 
    Por exemplo: Tendes em casa algum móvel inútil pelo qual tendes afeição? Dai-o aos pobres, dizendo: quererias o supérfluo quando Jesus é tão pobre?

   Tendes horror a algum alimento? A algum ato de virtude? A algum mau odor? Provai-o, praticai-o, aspirai-o. Vencei-vos. 
    
   Amais alguém ou algum objeto um pouco terna e insistentemente demais? Ausentai-vos, privai-vos, afastai-vos do que vos lisonjeia.

   Tendes uma natureza muito inclinada a ver? A agir? A aparecer? A ir a algum lugar? Parai, calai, escondei-vos, desviai os olhos. 

    Odiais naturalmente algum objeto? Alguma pessoa? Procurai-a frequentemente. Dominai-vos. 

    Se sois verdadeiramente Amigos da Cruz, o amor, que é sempre industrioso, vos fará assim encontrar mil pequenas cruzes, com que vos enriquecereis insensivelmente, sem temor da vaidade, que se mistura tão frequentemente à paciência com que suportamos as cruzes muito visíveis; e porque fostes assim fiéis em pouca coisa, o Senhor vos estabelecerá em muito, como o prometeu (Mt. XXI, 21 e 23); isto é, em muitas graças que vos dará, me muitas cruzes que vos enviará, em muita glória que vos preparará". 


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TU QUE DESCANSO BUSCAS COM CUIDADO,
NESTE MAR DO MUNDO TEMPESTUOSO
NÃO ESPERES DE ACHAR NENHUM REPOUSO,
SENÃO EM CRISTO JESUS CRUCIFICADO.
                      Camões