SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quinta-feira, 23 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


23 de março

SÃO JOSÉ E OS SANTOS

   A devoção a São José é uma escola de vida interior e de santidade. Não é José a criatura que mais aproveitou a vida de intimidade com Jesus e Maria, vida que é o encanto de todas as almas interiores? A sua devoção afervora, leva à Maria e ao Coração de Jesus.

   O maior dos santos é, pois, o mais querido e venerado dos próprios santos. Os santos Doutores celebram com panegíricos e comentários admiráveis as glórias de São José. Santo Agostinho mostrou a beleza e a excelência da união de José e Maria. São João Crisóstomo exalta os méritos daquele que mereceu se escolhido entre todos os homens para ser o Pai adotivo do Filho Unigênito de Deus. São Jerônimo defendeu com ardor, contra os hereges a perpétua virgindade de São José. São Bernardo fala com tanta ternura de São José como falou de Maria Santíssima. São Bernardino de Sena, que apóstolo e cantor magnífico das glórias e privilégios de São José! Santo Tomás de Aquino, defende muitos privilégios e glórias de São José. Que dizer de São Francisco de Sales, Santo Afonso, Santo Inácio de Loiola, etc.. 

   São José é verdadeiramente o santo da devoção dos santos. Por exemplo:

   Santa Madalena de Pazzi viu no céu a glória de São José e nunca deixou de o invocar, porque sabia quanto poder tem Ele junto de Deus. 
   Santo Inácio de Loiola, o fundador da Companhia de Jesus, bem revela, nos seus admiráveis Exercícios Espirituais, como era devoto de São José. É sob a inspiração de São José que se tornou tão hábil na arte divina de dirigir as almas.
   Santa Margarida de Cortona, desde a conversão, cada dia se recomendava ao Santo Pai adotivo de Jesus. Um dia lhe aparece Nosso Senhor dizendo: Margarida, quero que saibas, a tua devoção a José, meu Pai adotivo, muito me é agradável. Eis porque desejo que cada dia prestes algum tributo de louvor em honra dele. José me é muito caro e amado de meu coração. 

   São Luis de Gonzaga, o angélico moço, desde pequeno se consagrou a imitar a pureza de São José. Tinha para com ele uma devoção toda filial. O lírio de São José tocou aquela alma e a encheu de suave perfume da virtude dos anjos. 
  
   Sano Afonso Maria de Ligório nunca separou em suas orações os nomes santíssimos de Jesus, Maria e José. Escreveu páginas tocantes sobre as grandezas e o poder de São José.

   O Santo Cura d'Ars  se fez um perfeito imitador de São José, trabalhando em silêncio sob os olhares de Jesus e Maria. Imitou e pregou a devoção a São José. 

   Afinal, não haverá um só predestinado, um herói da santidade que não tenha invocado e procurado imitar a São José no amor e dedicação no serviço de Jesus e Maria. 


EXEMPLO

São José e os estudantes

   Num seminário da França um clérigo dotado de ótimas qualidades, piedoso e aplicado aos estudos, sentia dificuldades no estudo do latim. Estava para ser dispensado pelos superiores, que, verdadeiramente tristes, viam a impossibilidade do pobre moço em dar conta dos estudos eclesiásticos. 

   O piedoso clérigo não desanimava. Uma grande confiança na proteção de São José o levou a se prostrar, banhado em lágrimas, ante o altar do santo. Não podia se conformar com ver todo o seu sublime ideal desfeito.

   - Ó meu São José, valei-me! Se chegar ao sacerdócio, serei apóstolo do vosso culto.

   A prece foi ouvida. No dia seguinte tudo se esclarece. Percebe as lições com clareza e segue as aulas com proveito. Os mestres e colegas se admiram de tão súbita mudança. O clérigo, de último, vem a ser dos primeiros nas classes. Ordenou-se sacerdote, foi mais tarde professor de Teologia no seminário, Vigário Geral da Diocese e cumpriu generosamente a promessa: foi um grande apóstolo do culto de São José. 

   São João Berchmans também foi um dos mais perfeitos modelos de devoção a São José. quando estudava filosofia, ao chegar ao exame dizia: "O patrono deste exame será meu São José. Se for feliz, hei de rezar três terços em sua honra". "Percorrerei meus cadernos e, se puder percorrer todos e gravá-los bem na memória, farei uma devoção especial a São José". E todo exame colocado sob a proteção do Santo Esposo de Maria era brilhante e feliz. São João Berchmans teve a honra de defender em público, com nota de distinção com louvor, uma série de teses filosóficas. 

   O angélico moço da Companhia de Jesus se santificou na escola da humildade e pureza de São José.

   São José é tão simples e humilde que ninguém tem receio de se aproximar dele e fazê-mo-lo sempre com toda confiança por estar ele tão unido a Jesus e a Maria! Aí conseguimos tudo, tudo mesmo!!!

   

quarta-feira, 22 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


22 março

SÃO JOSÉ, REFÚGIO DOS PECADORES

   Santa Teresa d'Ávila escreve que Deus fez São José o plenipotenciário, o tesoureiro geral para aliviar e socorrer as almas em todas as suas necessidades. E quem é mais necessitado e miserável que o pecador? Aos pecadores, sim, haveríamos de recomendar: Ide a São José! Nunca vos desespereis da salvação de vossa pobre alma, porque jamais se devia dizer que quem confia em São José fosse desamparado. Ele nos alcançará de Deus o perdão e a misericórdia. Como no Egito, na época de José, filho de Jacó, também os pecadores, nesta hora de fome e de miséria espiritual que vivemos, têm um refugio e um recurso: Ir a José, recorrer a São José. E por José irão à Maria, e por Maria a Jesus. 

   Portanto, recomendemos a devoção a São José aos pobres pecadores. Têm-se visto tantas maravilhosas conversões de pecadores mais endurecidos, só porque às vezes conservaram alguma pequena prática de devoção ao Santo Patriarca. 


EXEMPLO

Boa inspiração

   Uma mulher piedosa tinha uma filha que em nada edificava as irmãs. Leviana e cheia de mundanismos perigosos, ia a jovem pelo mau caminho. A mãe aflita, cada vez que se lhe apresentava a oportunidade ia a uma igreja ao altar de São José e, entre lágrimas, suplicava a conversão da filha. Um dia teve a inspiração: "E se eu desse àquela doidivana uma pequenina imagem de São José? Talvez ela não aceite. Pode rasgá-la. Em todo caso, experimento."

   Levanta-se cheia de confiança. Na primeira livraria ou bazar escolhe uma bela estampa do Santo Patriarca. No quarto da filha, ausente, coloca a estampazinha entre os livros de estudos da moça. Esta, ao voltar, pergunta curiosa: "É interessante... achei entre os meus livros uma bela estampa de São José... Não sei o que fazer... Donde veio?

   Ninguém lhe responde. Calou-se, voltou para a mesa e pôs-se a contemplar a pequenina imagem. Achou-a tão bonita! E uma impressão qualquer passou-lhe pela alma. Sentia dentro de si algo de estranho. Contemplava sem cessar a imagenzinha de São José. Depois, lê no verso uma oração impressa. Lê e reza, também. Há quanto tempo não rezava! Depois... foi uma torrente de lágrimas de dor e arrependimento de tantos pecados e leviandades. A mãe a foi encontrar assim, transformada miraculosamente em um instante. Após a conversão, tornou-se um modelo de piedade e modéstia, e a edificação de todos. 
   Uma bela conversão devida a São José. 


terça-feira, 21 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


21 de março

SÃO JOSÉ, PATRONO E MODELO DAS ALMAS CONSAGRADAS A DEUS


   O Santo Patriarca é apresentado como belo modelo para as almas sacerdotais, o protetor, o ideal de quem serve a Jesus no santuário. Não teve o admirável santo a honra do sacerdócio concedida aos apóstolos. A sua missão era outra. Não havia de pregar o nome de Jesus, mas guardar o Tesouro Divino de Belém aos últimos dias de Nazaré. 

   Como o sacerdote, José depois de Maria foi a criatura mais íntima de Jesus e quem tocou, sustentou com o suor de seu rosto, protegeu, defendeu com sacrifícios e duras provações e humilhações o Corpo de Jesus Cristo, nosso Redentor!

   Uma das belas orações da preparação para a Missa assim nos fala com eloquência de São José e do sacerdote: "Ó Deus, que nos destes a realeza do sacerdócio, concedei-nos, vo-lo suplicamos, que assim como o Bem-aventurado José mereceu trazer e tratar reverentemente em suas mãos o vosso Unigênito Filho, nascido de Maria Virgem, assim fazei com que, em pureza de coração e inocência de vida, mereçamos servir em vossos santos altares, e assim tomemos hoje dignamente o sacrossanto corpo e sangue de vosso Filho, e mereçamos o prêmio eterno no século futuro por Cristo Nosso Senhor!

   São José também sempre foi invocado com todo fervor de uma sincera devoção, na vida Religiosa. Com Maria e o Deus Menino em Nazaré não viveu como verdadeiro religioso, no sentido mais perfeito da palavra? Pobreza, castidade e obediência, eis os votos da Religião. Quem mais pobre, mais puro, mais obediente que São José, depois de Maria? 

   Desde Santa Teresa d'Ávila, grandes fundadores de Institutos religiosos suscitam uma grande devoção ao Santo Patriarca e o apresentam como modelo e protetor de suas obras.


EXEMPLO

Três diamantes

   Contam os "Anais Dominicanos" que a Beata Margarida, da Ordem de São Domingos, tinha sempre nos lábios em todas as circunstâncias e em contínua prece, os nomes benditos de Jesus, Maria e José. Vivia em colóquios com o Divino Redentor, Maria Santíssima e o grande São José. Muitas vezes em êxtases de que era favorecida ouviram-na exclamar: Que tesouro! que grande tesouro eu trago no coração!

   Depois da morte encontraram no coração da bem-aventurada três diamantes preciosos e neles brilhavam as imagens da Jesus, Maria e José. O prodígio despertou a atenção de inúmeras pessoas. 

   É mister que durante toda nossa vida invoquemos, cheios de fervor, os três nomes de vida e de salvação: Jesus! Maria! José! Felizes seremos se os tivermos sempre gravados em nossos corações. São os diamantes espirituais, mais preciosos que todas as raras joias da terra e podemos, sem o prodígio de Santa Margarida, Dominicana, trazê-las sempre conosco no peito por uma devoção ardente à Sagrada Família. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


20 de março

PATRONO DOS AGONIZANTES

    A Igreja invoca a São José, nas ladainhas, Padroeiro dos agonizantes. A assistência do Santo Patriarca na hora extrema é a graça mais pedida e infalivelmente alcançada por todos os seus devotos. A perseverança é a graça das graças. Felizes seremos se naquela hora tremenda, naquelas lutas da última agonia, pudermos ter a felicidade da proteção de São José. Dentre todas as graças e privilégios dos santos, São José obteve um dos maiores: a morte de amor nos braços de Jesus e Maria. Foi assistido , socorrido e amparado pelo Filho de Deus e pela Mãe de Deus. A alma cristã não acharia melhor Protetor para a hora da morte.

   Santa Teresa d'Ávila narra as circunstâncias tocantes da morte de muitas Carmelitas devotas de São José e acrescenta: Eu observei nelas, no momento de darem o último suspiro, uma calma, uma tranquilidade inefáveis Dir-se-ia que entravam em doce êxtase ou no repouso da oração. Nada indicava que alguma tentação lhes perturbasse a paz íntima que gozavam.

   Ó, invoquemos com todo o fervor ao Padroeiro dos agonizantes e à hora da morte veremos como ele nos há de valer!


EXEMPLO

   Agonia de um bispo devotíssimo de São José

   Foi Dom Epaminondas, 1º Bispo de Taubaté, Estado de São Paulo. Este homem de Deus expirou em 29 de junho de 1935. 

   Em todas as aflições, em todas as necessidades da diocese, o seu pensamento se voltava logo para São José. Repetia as palavras de Santa Teresa: "Nunca recorri a São José, que ele não me tivesse socorrido!"

   O mês de março o encantava! Era o mês do seu coração. Recitava com fervor as sete dores e sete alegrias de São José. Propagava milhares de santinhos com uma bela oração a São José para obter uma boa morte.  - "Sou pecador - dizia - e tenho severas contas a prestar a Deus na minha morte, mas tenho confiança em São José, do qual espero alcançar a graça de uma santa morte".

   Numa quarta-feira se manifestou a gravidade da moléstia que o iria levar ao túmulo: uma úlcera perfurada no duodeno. Hemorragias contínuas. Recebera já há dias a Extrema-Unção. à cabeceira da cama conservou três pequenas imagens: o Coração de Jesus, a Virgem Imaculada e São José. Beijava-as a cada instante.  - Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de mim! Perdoai-me, eu Vos amo! São José, meu São José, meu protetor, protetor dos agonizantes, ajudai-me!

   A dolorosa notícia da agonia de Dom Epaminondas fora transmitida à Diocese de Taubaté. 

   Desde a manhã de 27 de junho começaram a chegar os seus padres queridos.

   Recebia-os com o olhar cheio de ternura e com uma expressão de carinho.

   Quando as crises terríveis ameaçavam o piedoso agonizante, reuniam-se em torno de seu leito oito a dez padres.

   Exclamou: que grande graça Deus me concedeu! Morrer cercado de padres,  de meus padres e padres amigos!...

   Como sofria! Paixão de Cristo, confortai-me! era o seu gemido contínuo. 

   Oito sacerdotes amigos cercava  o leito. Olhava-os com ternura de pai.

   E repetia várias vezes: - Que graça! Morrer entre padres amigos... Quero muito bem aos meus padres...

   Sossegou. Mas uma hora depois, nova crise.

   Pedia as imagenzinhas e a relíquia da Santa Teresinha. Beijava-as uma e outra. São José, São José, São José! Nesta minha última agonia, ajudai-me! Santa Teresinha, rogai, sim, rogai por mim!

   E assim passou até às primeiras horas de 29 de junho, sábado, o seu grande dia de filho da Virgem do Carmo.

   Foi celebrada a Santa Missa ali no quarto vizinho. Assistiu-a do leito, a agonizar.

   Estava exausto e o suor dos agonizantes lhe perolava a fronte.

    Repetiu até expirar:

   - Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de mim! Maria Santíssima, Refúgio dos pecadores! São José! São José! São José! Santa Teresinha! Meu São José!

   Calou-se. Concentrou-se um instante. E depois, olhar vivo, bem diferente de um olhar de agonizante, contemplou a coroa de padres que lhe cercavam o leito. Fitou-os longamente. Balbuciou com dificuldade umas jaculatórias e expirou. 

   Eis a recompensa de longos anos de oração perseverante a São José, pedindo com fervor a graça de uma santa morte. 

domingo, 19 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

19 de março

FESTA DE SÃO JOSÉ


   O dia da morte do justo é chamado pela Igreja  "dies natalis", dia do nascimento. Sim, porque verdadeiramente se começa a viver quando se deixa o exílio, que é esta vida semeada de tristezas e perigos. 

   José foi o Justo, como o chama o próprio Espírito Santo. Teve a morte preciosa dos santos. Diz a Escritura: "É preciosa diante do Senhor a morte dos seus santos".  Como o não será a do maior dos santos, depois de Maria Virgem. José, como vimos ontem, morreu nos braços de Jesus e Maria. Ali começa a glória do Santo Patriarca. E esta morte bem-aventurada nos lembra a festa de 19 de março. 

   A Liturgia destas solenidades é eloquente e bela. A oração fala do poder intercessor do grande Patriarca: Senhor, nós Vos suplicamos, permiti que sejamos auxiliados pelos méritos do Esposo da vossa Santíssima Mãe, a fim de que aquelas graças que não temos a possibilidade de obter por causa da nossa fraqueza, as alcancemos por sua intercessão.

   É a súplica fervorosa ao poder de São José. E no dia em que o Santo Patriarca é invocado no triunfo da sua morte bendita e gloriosa, procuremos honrá-lo com toda sorte de homenagens e obséquios piedosos. Festejemos com entusiasmo e devoção o dia de São José. É uma festa que não nos pode encontrar indiferentes e frios. E é certo que muitas graças, milagres e prodígios tem feito São José no dia 19 de março. A festa do Patriarca fora estabelecida para honrarmos o poder e a glória do Santo Patriarca como Protetor especial da Santa Igreja, de todas as classes sociais e de toda a cristandade, enfim. A oração fala-nos desta missão sublime de São José: "Ó Deus, que por uma providência inefável Vos dignastes escolher o Bem-aventurado José para Esposo de vossa Santíssima Mãe, concedei-nos, vos imploramos, que, venerando-o como nosso Protetor na terra, mereçamos alcançar a sua intercessão no céu".

   Afinal, a alma verdadeiramente devota de São José o acompanha, através do Ano Litúrgico, em todas as solenidades em que se comemoram os mistérios admiráveis de nossa Redenção e em que encontramos, unidos, Jesus, Maria e José. 


EXEMPLO

São José tarda mas não falha

   Conta um missionário redentorista, o Padre H, Santrain, autor de um belo livro - "O Glorioso São José" - o fato seguinte: Corria o ano de 1862, quando pregava um dia sobre São José, na missão de uma cidade. Logo após o sermão, veio me procurar uma viúva, muito queixosa e amargurada por um seu filho de vinte e cinco anos  dar-se à ociosidade e ao vício. Havia feito uma novena fervorosa a São José, a fim de obter uma boa colocação já em vista para o moço. Para melhor obter a graça, deixou a tibieza em que vivia; resolveu confessar-se e comungar. o que já não fazia há vários anos, e preparou-se fervorosamente para a festa de 19 de março. Três dias depois da festa voltou ao missionário, verdadeiramente desolada e aflita.

   - Ó meu padre, V. Revma. pode pregar quanto quiser e a quem quiser que São José não recusa favor alguma a quem lho suplica, tanto no temporal como no espiritual. Quanto a mim, sou uma desiludida de São José. Pedi com tanta confiança, e mil vezes, a graça da colocação de meu filho. Nunca rezei e fiz tanto na piedade e com tamanha confiança... ai! e São José me faz esta! Não rezo mais a São José! Não, mil vezes, não! São José não me atende!...
   - Então, minha filha, que aconteceu?
   - Meu filho ia ser colocado no emprego que tanto desejei e pedi para ele. tudo já estava preparado. E, na hora, rejeita, abandona, continua no vício, na vadiação e, ainda pior do que antes!
   A pobre mãe soluçava: 
   - Ai! meu São José! Não quisestes me ouvir. Todo mundo recorre a São José e alcança o que pede. Só eu não sou atendida. Não creio no poder de São José para comigo!...
   O missionário calou-se um instante; depois, com energia, replicou:
   - Não seja ingrata nem fale assim, como insensata, minha senhora! Pois não vê que São José atendeu o pedido? Não conseguiu o emprego? Então, só porque seu filho recusa a graça, tem a culpa São José? Cale-se, peça perdão a São José e volte a lhe pedir humildemente a conversão do rapaz.
   A pobre mãe caiu em si, humilhou-se e voltou a rezar de novo ao Santo Patriarca. E na semana seguinte, antes do final das pregações, veio alegre dar a boa nova:
   - Meu bom padre, perdoe-me a queixa insensata que fiz de São José! Meu filho se converteu; foi ele mesmo procurar o emprego e ainda, felizmente, o achou. Trabalha contente, é outro rapaz. Bendito seja meu São José! Hoje somos felizes, eu e meu filho, graças à proteção de São José!...

HOMILIA DOMINICAL - 3º Domingo da Quaresma



  Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios, V, 1-9.
                    Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, XI, 14-28: 


 
A existência dos demônios é de fé. A Bíblia descreve
a rebelião de Lúcifer e a luta dos anjos bons chefiados
por São Miguel, contra os anjos maus chefiados por
Lúcifer(=Dragão, antiga serpente, Satanás; Confira
Apocalipse, XII, 7-9).
  E os demônios foram lançados no inferno.
Diz São Pedro que o demônio é nosso adversário e
que está em torno de nós como um leão rugindo e
procurando nos devorar (Cf. 1 Pedro, V, 8-9).
 Na explicação do Evangelho
deste domingo, falaremos mais sobre os demônios,
segundo as explicações do próprio Jesus. 
 
"Naquele tempo, expulsou Jesus a um demônio, e ele era mudo. E tendo lançado fora o demônio, o mudo falou e as multidões se admiraram. Alguns deles, porém, disseram: É por Belzebu , príncipe dos demônios, que ele expulso os demônios. E outros para tentá-Lo, pediam um sinal do céu. Conhecendo, porém, os seus pensamentos, Jesus disse-lhes: Todo reino dividido em si mesmo será destruído e uma casa cairá sobre outra. Se, pois, satanás está em desacordo em si mesmo, como subsistirá seu reino? Dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. Ora, se é por Belzebu que expulso os demônios, vossos filhos por quem os expulsam? Por isso eles próprios serão os vossos juízes. Se, entretanto, é pelo dedo de Deus que expulso os demônios, é evidente que chegou para vós o Reino de Deus. Quando um poderoso guarda armado a entrada de sua casa, em paz está tudo o que possui. Se sobrevier, porém, outro mais forte do que ele e o vencer, tirar-lhe-á todas as suas armas, em que confiava, e repartirá os seus despojos. Quem não está comigo é contra mim; e quem não recolhe comigo, dispersa. Quando o espírito imundo sai de um homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não encontrando diz: Voltarei para minha casa de onde saí. E quando vem, e encontra-a varrida e ornada, vai e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, aí fazem habitação. E o último estado desse homem torna-se pior do que o primeiro. Quando Ele assim falava, uma mulher, levantando a voz, do meio do povo, disse-Lhe: Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os seios que Te amamentaram. Ele, porém, respondeu: Bem-aventurados, antes, aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Este demônio mudo, ou seja, aquele que provoca nas almas o mutismo espiritual, é terrível! Nosso Senhor Jesus Cristo diz, no Santo Evangelho de hoje, que, quando o demônio é expulso de uma alma, ele procura voltar, e, se o consegue, já não volta só, mas com sete espíritos piores do que ele. Na explicação da primeira imagem postada na explanação  do Evangelho do domingo passado, também vimos que Jesus disse para seus Apóstolos que há certa espécie de demônio que só se expulsa com jejum e oração. Donde concluímos que, embora, todos sejam espíritos malignos, invejosos e perversos, há uns piores do que outros. E este demônio mudo talvez seja do número dos piores, porque, constatamos que ele perde muitas e muitas almas. Na verdade o mutismo espiritual é muito perigoso.

   É um perigo não só para a oração, como também para o cumprimento dos deveres de caridade e do nosso estado e para a acusação dos pecados na confissão.

   Assim como o lobo ao apanhar uma ovelha a pega pelo pescoço, assim o demônio mudo torna as almas mudas para que não orem, isto é, para que não gritem pelo socorro divino. Sem oração não pode haver virtude sólida, santidade, nem salvação. Aquele, pois, que não ora está desarmado, torna-se inevitavelmente presa do demônio. Caríssimos, infeliz da alma que assim está muda para Deus e não sabe nem quer orar. No entanto, infelizmente, quantos cristãos, que nunca oram, nem a sós, nem em família; e se alguma vez se dão à oração fazem-na tão mal, com tantas distrações voluntárias, com tanto tédio que nem Deus é louvado, e o demônio consegue seu intento.

   O mutismo espiritual é também um perigo para os deveres de caridade e para os do nosso estado. Isto diz respeito principalmente aos deveres de instrução e correção fraterna que pertencem aos bispos, aos párocos, pais, patrões e outros superiores encarregados de corrigir e educar os que lhes estão confiados. Se os superiores só se preocupam em salvaguardar os seus direitos pessoais e se tornam cúmplices do demônio e das paixões, contraem perante Deus uma culpabilidade, segundo as circunstâncias, e tornam-se responsáveis pela perda das almas. Assim diz o profeta Isaías: Ai de vós, cães mudos!... De vossas mãos, pedirei contas de seu sangue!

   Não é a verdadeira humildade que prende a língua, mas o demônio que fecha a boca. Quantos pecados não podíamos evitar, quantas almas não podíamos conduzir à salvação ou tornar mais perfeitas!

  Embora este dever obrigue primeiramente os superiores, no entanto, devemos dizer que todos, sem exceção têm o dever de avisar caridosamente o seu próximo, e, podendo, com toda prudência, deve livrar o seu próximo do pecado.

   Caríssimos, quero, no entanto, salientar a obrigação dos Eclesiásticos. Na verdade, é o respeito e os interesses humanos que impedem que os superiores eclesiásticos se declarem publicamente por Deus, por Jesus realmente presente na Hóstia Consagrada. Lamentam talvez internamente os sacrilégios, mas não falam contra eles. Mantêm a verdade cativa, e não ousam confessar publicamente a sua fé, ainda mesmo quando o silêncio é uma espécie de apostasia. Os estragos do demônio mudo nunca são tão deploráveis como quando exerce a sua tirania sobre os mesmos Pastores. O maior triunfo deste demônio terrível é encadear a palavra sacerdotal. Ou fecha a boca aos ministros do Senhor, ou não lhes permite que falem senão com timidez, quando deviam falar com energia. Pastores, "cães mudos", quando não corrigis, com prudência é verdade, mas também com a santa liberdade que vos convém, os pecadores escandalosos que pervertem o povo, os libertinos, os blasfemos, os profanadores do Santíssimo Sacramentos; quando, na administração dos sacramentos, não ousais advertir quanto seria necessário, para que os recebam com respeito e fruto; quando no sagrado tribunal poupais a delicadeza dos culpados, à custa da sua salvação, deixando-os na ignorância das graves obrigações que só vós podeis ensinar-lhes, então concedeis ao demônio mudo um funesto triunfo; e mereceis esta censura de São Cipriano: "Que cruel misericórdia é essa, que consiste, não em curar o ferido, mas em esconder a sua ferida, para nela, encerrar a morte? 

   O Pastor de almas deve ser prudente e circunspecto, mas ao mesmo tempo deve ser firme e animoso. "Deus dissipará os ossos daqueles que procuram agradar aos homens" (Sl. LII, 6). "Deus castigará os tímidos tanto como os mais criminosos" ( Apoc. XXI, 8).

   Mas, caríssimos e amados irmãos, em se tratando do mutismo em relação a confissão, podemos dizer que é aqui que o demônio mudo triunfa. Vejam: uma pessoa desejava aliviar-se do peso que a oprimia; sentia-se vivamente incitada  a ser sincera; tinha começado bem; uma palavra mais, e tem o Céu seguro, e na vida presente uma paz que sobrepuja todo o entendimento; uma palavra menos, e merece o inferno, e desde já o remorso que a dilacera. Que poder oculto fez morrer em seus lábios essa palavra indispensável? - O demônio mudo - .Ah! quantas almas o demônio mudo conserva encadeada pelo mutismo! Um grande número de almas, por tentação do demônio, por falta de humildade, ocultam os seus pecados em confissão ou porque se envergonham deles ou porque não querem corrigir-se.

   Caríssimos e amados irmãos, o Sacerdote que ouve os pecados faz as vezes de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele tem para os penitentes um coração de pai; não se admira porque sabe as misérias em que o homem pode cair; não os envergonha nem despreza, mas ama-os, ajuda-os, consola-os e cura-os. Sente uma alegria celestial mas que levará para o túmulo. Oh! almas remidas com o Sangue de Jesus Cristo, por amor de Deus, não consintais por mais tempo sobre vós o jugo deste demônio mudo, se é que tendes feito confissões sacrílegas. Mas também não vos lanceis no desespero como Judas. Vinde, antes como Pedro e Madalena lançar-vos aos pés de Jesus Cristo, vosso doce Salvador, que vos chama, vos espera e receberá como ao filho pródigo.

   Caríssimos, pedi a Deus luz e força para que, livres da escravidão do demônio, sejais fiéis a Deus em tudo, servindo-O e amando-O como filhos queridos e esperando a eterna recompensa na Pátria do repouso eterno. Amém!

   

sábado, 18 de março de 2017

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


18 de março

A MORTE DE SÃO JOSÉ


 1º - QUANDO E ONDE MORREU?  Realmente, nada se encontra na Escritura e em nenhum dos escritos dos Doutores que nos fale da morte de São José e das circunstâncias que a acompanharam. Daí serem muitas as opiniões. Vou expor apenas a mais provável admitida pela maioria dos autores, como São Jerônimo, São Bernadino de Sena, São Boaventura, Gerson, Suares e outros: É que o Santo Esposo de Maria morreu depois do batismo de Jesus e antes das bodas de Caná, nos primeiros dias da vida pública do Salvador. 

   Se Maria, Jesus com os discípulos estavam presentes nas bodas de Caná, por que o Esposo da Virgem não havia de ser convidado. Provavelmente São José já havia morrido. Em Nazaré, na casa bendita onde sofreu e trabalhou para sustentar o Verbo feito Carne e a Mãe de Deus, durante trinta anos teve sob o seu governo Aquele Senhor que governa os céus e a terra. Alguns escritores afirmam ter morrido o Santo Patriarca em Jerusalém, onde foi para celebrar a Festa da Páscoa. e lá fora sepultado.  Outros dizem que morreu em sua casa em Nazaré. São conjecturas, mas esta última é a mais provável como veremos a seguir. 

 
 2º - COMO FOI A MORTE DE SÃO JOSÉ? Nas igrejas do Oriente no dia 19 de março, nos primeiros séculos, cada ano, se costumava ler com toda a solenidade, ao povo, uma piedosa narração da morte de São José. O bispo dava a bênção, sentava-se em meio da assembleia e ordenava ao leitor fizesse, em voz alta, a leitura da piedosa narração seguinte:
   "Eis chegado para São José o momento de deixar esta vida. O Anjo do Senhor lhe apareceu e anunciou ter chegado a hora de abandonar o mundo e ir repousar com seus Pais. Sabendo estar próximo o seu último dia, quis visitar pela última vez o Templo de Jerusalém, e lá pediu ao Senhor que o ajudasse na hora derradeira. Voltou a Nazaré e, sentindo-se mal, recolheu-se ao leito. E dentro em breve o seu estado se agravou. Entre Jesus e Maria, que o assistiam carinhosamente, expirou suavemente, abrasado no Divino Amor. Oh! morte bem-aventurada! Como não havia de ser doce e abrasada no Divino Amor, a morte daquele que expirou nos braços de um Deus e da Mãe de Deus?

   Jesus e Maria choravam ao fecharem os olhos de José. E como não havia de chorar Aquele mesmo Jesus que choraria sobre a sepultura de Lázaro? Vede como Ele o amava" disseram os judeus. José não era tão só um amigo, mas um Pai querido e santíssimo para Jesus"

   A Igreja canta no Ofício litúrgico de 19 de março, confirmando a tradição: Ó, mil vezes feliz e bem-aventurado aquele que na hora extrema teve junto de si Cristo e a Virgem!


EXEMPLO

   A graça de uma boa morte

   Um pároco de Munster (Westphalen) ia se deitar, quando batem à porta do presbitério. Era um desconhecido que lhe pedia fosse com urgência a uma determinada casa indicando nome, número e circunstâncias da enferma a que deveria com urgência administrar os últimos sacramentos.
   Imediatamente o zeloso sacerdote foi à matriz, tomou o Santo Viático, a maleta dos enfermos e, em poucos instantes, batia à porta da casa indicada. A família se surpreende.
   - Que significa, sr. padre, a visita de V. Reverendíssima?
   - Sim, chamaram-me nestes poucos minutos indicando-me exatamente o nome da enferma, rua e número da casa. Veja esta notazinha aqui. E mostrou as anotações.
   - É verdade, respondeu um moço, é o nome de minha mãe. Ela porém está boa de saúde, nada sente. Acaba de subir para se deitar. Estivemos conversando até agora.
   Alguém opinou:
   - Há um mistério nisto e me sinto impressionado.
O moço imediatamente sobe a escada, a fim de participar à mãe o fato.
   - Meu filho! meu filho! gemem de dentro do quarto. Empurra depressa a porta, meu filho!
   Aflito o moço entra e vê a mãe estendida no chão. Um mal súbito a acometeu e sentia-se gravemente enferma.
   - Meu filho, sinto que vou morrer. Antes de mais nada, chama-me um sacerdote e que me traga o Viático. Eu morro...
   O padre sobe, confessa, administra a Extrema-Unção e o Viático à enferma. Admirado por tamanha coincidência e o misterioso chamado, pergunta:
   - Senhora, não sei como explicar minha presença aqui, neste instante. Tem alguma devoção. ou pedia sempre a Nosso Senhor esta graça?
   - Sim, meu padre, replica logo com ardor a enferma, sim; durante longos anos sempre pedi a São José que me alcançasse esta graça de uma boa morte. E alcancei-a! Ó, meu São José, eu vos agradeço!
   E, chorando de gratidão, a velhinha expirou logo depois.