SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 19 de novembro de 2017

HOMILIA DOMINICAL - 24º Domingo depois de Pentecostes (6º depois da Epifania transferido)

   Estamos no 24º Domingo depois de Pentecostes; transfere-se para hoje o 6º Domingo depois da Epifania. (Este ano litúrgico tem 25 domingos depois de Pentecostes). 

  Leituras: Primeira Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses, 1, 2-10.
                  Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus, 13, 31-35:


Dizem os Santos Evangelhos : "Naquele mesmo dia
saiu Jesus de casa e sentou-se à beira do mar.
Reuniu-se tanta gente perto dele, que subiu à uma
barca, onde se sentou, ficando todo o povo
na praia. E falou-lhes muitas coisas em parábolas".
As duas parábolas do Evangelho deste Domingo
foram feitas neste sermão.
Faz alguns anos que houve uma grande seca
na Galileia; o nível das águas do Lago de
Genesaré ficou muito baixo. Foi então encontrada
uma barca afundada na argila, que segundo os
cientistas dataria entre os anos 100 AC e 100 DC.
Seria a barca na qual Jesus pregou? Este detalhe
não é possível ser verificado pelas ciências.
Tive oportunidade de ver esta barca (foto) no
Museu construído ao norte da antiga
Magdala.
  Naquele tempo, propôs Jesus ao povo esta parábola: O Reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou em seu campo. Este grão é, em verdade, a menor de todas as sementes, mas depois de crescida, é a maior de todas as hortaliças e chega a tornar-se uma árvore, de maneira que as aves do céu vêm e fazem seus ninhos entre os seus ramos. Disse-lhes ainda outra parábola: O Reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que ela fique levedada. Todas estas coisas disse Jesus ao povo, em parábolas; e não lhe falava senão em parábolas, para que se cumprisse o que estava escrito pelo Profeta? Abrirei em parábolas os meus lábios e publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.

  Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

  Neste domingo a Santa Igreja apresenta para nossa meditação, mais duas parábolas: a do grão de mostarda e a do fermento. 
   Os Santos Padres dão-nos vários sentidos da parábola do grão de mostarda: 
   1º - PRIMEIRA SIGNIFICAÇÃO:  A pregação do Evangelho, isto é, da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o princípio, com efeito, a pregação da doutrina  de Nossos Senhor foi como uma semente muito pequena, como um grão de mostarda, lançado primeiramente pelo próprio Divino Mestre e pelos Apóstolos na Judeia e depois em toda terra, no meio de contradições e de perseguições. Jesus dizia: "Quando Eu for levantado da terra, atrairei tudo a mim". E São Paulo diz: "Prego a Jesus crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios". Mas este grão de mostarda germinou, cresceu e fez-se árvore (na palestina o pé de mostarda chega até a três metros de altura) em que as aves do céu, isto é, as almas fiéis e generosas vêm pousar em multidão, à espera de voarem para o Céu. 
  2º - SEGUNDA SIGNIFICAÇÃO: A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como o grão de mostarda, a Igreja era pequena em seus começos, e está hoje espalhada por todo o mundo; tornou-se uma grande árvore onde os pássaros, isto é, os cristãos de todos os séculos, vêm buscar abrigo e alimento. Os grandes e belos ramos desta grande árvore são os ensinos que saem do firmíssimo tronco, que é a Igreja. As almas nobres e verdadeiramente aladas, os que sabem erguer-se acima das misérias da vida, encontram repouso, paz e tranquilidade, à sombra de sua doutrina.
  O escândalo da cruz, a severidade da sua moral, as heresias nascentes, as terríveis perseguições durante séculos, devastando pastores e ovelhas, tudo isto parecia condenar a Igreja ao desaparecimento, como acontece com um grãozinho de mostarda que cai no chão e é pisado. Mas, ó maravilha! o pequenino grão de mostarda (já figurado pela pequenina pedra desprendendo-se da montanha, e mostrado ao profeta Elias sob a figura da pequenina nuvem que, pouco a pouco, se avoluma no horizonte) desenvolve-se admiravelmente de século para século, e transforma-se numa grande árvore que estende seus ramos até aos confins da terra e cobre o mundo inteiro com a sua benéfica sombra. 
  3º - TERCEIRA SIGNIFICAÇÃO: A graça de Deus em nossas almas. A graça é, muitas vezes, no princípio, quase imperceptível: é um bom pensamento, uma santa inspiração, uma secreta impulsão, um bom exemplo, uma simples palavra... Mas esta graça germina, cresce, aumenta na alma, torna-se como uma grande árvore, e produz frutos de santidade e de salvação, que edificam e alegram toda a Igreja. 
  4º - QUARTA SIGNIFICAÇÃO: O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo: Referindo-se à sua Morte e Ressurreição Jesus disse que, se o grão não cair na terra e morrer, não germina e nem dá fruto. Tendo aparecido na terra pobre e humilde, vive nela vida obscura e pobre e é perseguido, reduzido a quase nada como um verme, na Sua Paixão; é sepultado e como que semeado na terra... Mas sai de lá triunfante e glorioso, estendendo a sua doutrina e o seu poder por toda a terra, e recebendo as adorações do mundo inteiro.

 Vejamos agora a parábola do fermento. Esta parábola parece-se com a da mostarda; mas suscita uma ideia de certo modo diferente. Se a parábola do grão de mostarda nos revela a expansão gradual do Evangelho e o seu extraordinário desenvolvimento, esta do fermento faz-nos ver o trabalho interior da graça na alma dos eleitos.
  Com efeito, aqui o fermento é tomado como figura da graça de Deus, que infundida em nossas alma por meio dos sacramentos, ali se desenvolve insensivelmente e produz frutos de santidade e de salvação, se não lhe pomos obstáculos. É mister o fervor, o calor do amor de Deus para que este fermento divino tenha todo o efeito em nossa alma. Aqui pensamos especialmente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. O pão eucarístico que a Igreja nos dá e que é posto em nós como um fermento sagrado, para nos penetrar, mudar e transformar em Jesus Cristo, fazer de nós com Ele, um mesmo espírito e uma mesma carne, a fim de que nos tornemos um pão místico, digno de ser oferecido a Deus. Todos os fiéis que comungam, e mais especialmente os que comungam com frequência, deveriam ser para todos aqueles que os cercam ou que eles frequentam, quer fossem cristãos quer descrentes, um como fermento salutar; isto é, assim como o fermento transforma a massa, assim, o verdadeiro cristão deve operar, naqueles com quem se mistura, uma feliz transformação, convertendo-os, tornando-os melhores, fazendo deles frutos saborosos, dignos e fiéis discípulos de Jesus Cristo.
  Senhor Jesus, abri os olhos da nossa alma, para que compreendamos as celestes instruções que nos dais em vossas divinas parábolas. Amém!
  

terça-feira, 14 de novembro de 2017

OS DOGMAS SÃO IMUTÁVEIS

Há homens de coração reto que têm sede de uma luz infinita. E esta sede do infinito, só Deus pode saciá-la. E Deus se fez Homem para lhes dar a segurança dizendo: Eu sou a Verdade. E o grande foco da luz divina é a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Divino Mestre cingiu a fronte de sua Esposa mística com o diadema visível de Rainha da Verdade. A unidade, a indefectibilidade, a santidade e a infalibilidade refulgem na coroa da Igreja, quais gemas preciosas, prendas que são deste Divino Esposo e que distinguirão a Igreja das rugas das adulterações humanas e das manchas das sociedades heréticas ou cismáticas. Dado o orgulho humano, estas últimas infelizmente sempre existirão. Daí as exortações do Apóstolo  ao seu discípulo e bispo Timóteo, exortações estas sobre as quais vamos ora refletir.

São Paulo, num tom pleno de solene gravidade, conjura o seu discípulo caríssimo, o Bispo Timóteo, a ser fiel à sua missão de pregar a doutrina imutável de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, portanto, deverá insistir, quer agrade quer desagrade, e repreender aqueles que dela se afastarem. O Apóstolo dos Gentios, exorta o seu discípulo a ter sempre firmeza em defender a verdade, a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo que não muda, e, ao mesmo tempo, mostra que é mister fazê-lo sempre com bondade e paciência, isto é, sem discussões e altercações.

Não há a mínima dúvida de que São Paulo faz aqui uma profecia: "virá tempo" afirma ele. Já na primeira carta ao mesmo Bispo Timóteo, o Apóstolo São Paulo já alertava: "O Espírito (Santo) diz claramente que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvido a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios..." (I Tim., IV, 1). E ao terminar esta mesma carta, faz esta exortação: "Ó Timóteo, guarda o depósito (da fé), evitando as novidades profanas de palavras e as contradições de uma ciência de falso nome, professando a qual, alguns se desviaram da fé" (I Tim. VI, 20 e 21).

A lídima Palavra de Deus da qual os bons têm sede, causa náuseas aos orgulhos. Não suportam ouvir a sã doutrina. Almejam uma multidão de pregadores que adulem suas paixões. Por isso São Paulo já na primeira epístola, havia dito a Timóteo: "Se alguém ensina, de modo diferente e não abraça as sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e aquela doutrina que é conforme à piedade, é um soberbo..." (I Tim., VI, 3 e 4). Não suportam ouvir sempre a mesma coisa; desejam ardentemente ouvir novidades. Em lugar do Evangelho, da verdade confirmada com tantos milagres, e assim tornada a mais evidente e incontestável, abraçarão fabulosas, estranhas e inacreditáveis doutrinas. Assim agiram os gnósticos, maniqueus e outros hereges.

Em verdade, esta profecia de São Paulo vem se realizando desde os primeiros séculos; mas, com certeza se realizará plenamente nos últimos tempos, na época do Anti-Cristo. Mas não resta a mínima dúvida de que ela se cumpre ao pé da letra em relação aos modernistas. São Pio X dizia que o Modernismo é a reunião de todas as heresias, e a sua origem está no orgulho humano que procura novidades que agradam. Agravando-se o espírito de contestação contra a Tradição e os dogmas, compreende-se que os modernistas não suportem mais ouvir a verdade. Daí vem a apostasia da fé, e passam a pregar abertamente doutrinas diabólicas. Os modernistas são pessoas ávidas de popularidade, que lançam a divisão na Igreja e nas famílias. Organizam conciliábulos e preparam os cismas dentro da Igreja. Procuram ensinar outras coisas diferentes e rejeitam a linguagem escolástica tradicional. Cabe aqui perfeitamente seguirmos a mesma exortação que S. Paulo fez a Tito: "Foge do homem herege, depois da primeira e da segunda correção, sabendo que tal homem está pervertido e peca, como quem é condenado pelo seu próprio juízo" (Tito, III, 10 e 11).

Seguindo o conselho de São Paulo, devemos fugir, portanto, de Hans-Kung que quer eliminar o dogma da Infalibilidade Pontifícia. Eis trecho de sua carta ao Papa Francisco: Imploro Papa Francisco, que sempre me respondeu de uma forma fraternal: receba essa extensa documentação e consinta em nossa Igreja uma discussão livre, aberta e sem preconceitos sobre todas as questões pendentes e removidas relacionadas com o dogma. Não se trata de um relativismo banal que mina os fundamentos éticos da Igreja e da sociedade. E nem mesmo de um dogmatismo rígido e tolo amarrado a uma interpretação literal. Está em jogo o bem da Igreja e do ecumenismo”.

Caríssimos, um só é o código que liga nossas almas aos destinos eternos: o Evangelho genuíno sem alterações e acomodações humanas. Guardemo-lo com toda fidelidade e amor.  A graça de Deus seja com todos vós. Amém!

domingo, 12 de novembro de 2017

HOMILIA DOMINICAL - 23º Domingo depois de Pentecostes

  Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses, 3, 17-21; 4, 1-3.
                  Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus, 9, 18-26. 

  Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Ruínas da cidade de Cesareia Marítima. Aqui
morava a mulher hemorroíssa, e também o
Historiador Eusébio. Pôncio Pilatos residia
aí, e tive oportunidade de, quando lá estive
(2000) ver um pedaço de um monumento
em que estava gravado o nome de Pôncio
Pilatos. Não confundir com Cesareia de
Filipe. Cesareia Marítima não aparece nos
Evangelhos, mas sim nos Atos dos
Apóstolos: Aí São Pedro batizou
Cornélio (At. 10); São Paulo esteve preso aí
por dois anos (At. 26); aí o Diácono
Filipe exerceu o seu ministério (At. 8, 40).
A construção maior circular que vemos
no centro, são as ruínas do teatro. 
  Jesus Cristo havia acabado de curar um possesso entre os Gerasenos, e, tendo tornado a atravessar o lago de Genesaré, foi rodeado pela multidão acorrida para o ouvir. Foi enquanto ensinava esta multidão que Jairo, chefe da Sinagoga (provavelmente de Cafarnaum) veio procurá-Lo pedindo que fosse à sua casa para tocar e ressuscitar sua filha. 
  O boníssimo Salvador sabia antecipadamente o milagre que, no caminho, ia operar em favor da hemorroíssa. Podia com uma palavra só e sem se mover, dominar a morte como a doença. Mas, por motivos dignos da sua infinita sabedoria, quis ir ressuscitar esta jovem pela sua presença, permitindo-nos assim admirar a sua suprema sabedoria, unida à sua bondade e ao seu poder sem limites.
  Ia Jesus com o chefe da Sinagoga e acompanhava-O uma inumerável multidão, comprimindo-O de todos os lados. E eis que uma pobre mulher, que há doze anos sofria dum fluxo de sangue, se aproximou por detrás e tocou a fimbria da sua túnica, porque ela dizia a si mesma: se eu tocar somente a sua túnica, serei curada. 
  Segundo uma respeitável tradição, seria a piedosa mulher, conhecida pelo nome de Verônica, que na via dolorosa do Calvário (VI estação) enxugou o suor e o sangue de Jesus com um pano de linho no qual ficou miraculosamente impressa a Santa Face. 
  Diz-se também que esta mulher era pagã, muito rica, provavelmente de Cesareia Marítima. Conta o Historiador Eusébio, também de Cesareia, que, em memória do favor imenso que tinha recebido de Jesus, mandara ela colocar, sobre a porta da sua casa, uma imagem do Salvador, a cujos pés estava uma mulher, em atitude suplicante, tocando-lhe a fímbria dos vestidos. Eusébio acrescenta ainda que teve ocasião de ver este monumento e, na sua base, uma planta cuja virtude curava muitas enfermidades. Juliano Apóstata mandou quebrar este grupo substituindo-o pela sua própria estátua que, também, foi derrubada por um raio. Finalmente o Historiador Sozômeno confirma a narração de Eusébio, atestando que os fragmentos desta imagem, recolhidos pelos cristãos, eram ainda conservados no seu tempo , isto é, no século V. 
  Antes de passarmos à consideração do outro milagre, admiremos a bondade do Coração de Jesus! Esta mulher, cheia de confusão à vista da sua enfermidade, merece da parte de Jesus o tratamento de filha. Ainda mais feliz por ter perseverado nos sentimentos de gratidão ao médico de sua alma e do seu corpo, ela é para nós um modelo tanto mais digno de imitação, quanto mais viva é a sua fé, e mais profunda a sua humildade. 

Passemos ao outro milagre. Imaginemos a angústia daquele pai! Sua única filha e com 12 anos está morta. Jesus diz a este angustiado chefe da Sanagoga: "Não temas. Crê somente, e ela será salva! Em face dos nossos mortos queridos, somente a fé pode acalmar a tempestade que se levanta dentro em nós. Não, eles não morreram; dormem apenas, para despertar no seio de Deus.
  Jesus, ordenando que saíssem todos, tomou o pai e a mãe da moça, e os que o acompanhavam, entrou no quarto onde ela jazia e, tomando-a pela mão, disse-lhe: "Talitha cumi", que quer dizer - moça, eu te ordeno, levanta-te". Imediatamente, voltou-lhe a vida, levantou-se e começou a andar, e todos ficaram possuídos de grande admiração.
  Jesus mandou depois que se lhe desse de comer, e proibiu severamente aos pais que contassem o que se tinha passado. Mas a notícia divulgou-se por todo o país. 
   O fato de Jesus mandar que dessem de comer a esta moça há pouco ressuscitada pela sua onipotência e misericórdia, não está destituído também de um belíssimo significado:  Fê-lo para indicar que o pecador ressuscitado para a graça, deve ainda alimentar-se; que depois de ter recebido o sacramento da Penitência, deve ainda comungar para que se firmem os seus bons propósitos, e se fortaleça a sua alma na prática do bem e da virtude. 
  Caríssimos e amados irmãos e irmãs, terminemos com a oração da Santa Missa de hoje: Dignai-Vos, Senhor, perdoar os delitos de vosso povo, a fim de que por vossa benignidade, sejamos livres dos laços dos pecados que por nossa fraqueza contraímos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que, sendo Deus, convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém!

sábado, 11 de novembro de 2017

CONFESSOR COMO MESTRE

Na verdade, o confessor é o mestre e o diretor que Jesus Cristo nos deu para nos ensinar o verdadeiro caminho do céu. Donde, devemos receber seus salutares ensinamentos com toda fé, todo respeito e toda a submissão possíveis. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo disse aos seus discípulos: "Ide e instruí a todas as nações, e ensinai-lhes a observar tudo o que vos mandei; e, - eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Mat. XXVIII, 19) Ele se dirigiu tanto aos pregadores como também aos confessores. O confessor, pois, deve instruir o penitente em tudo que diz respeito à fé, a moral e à piedade. Isto, às vezes, se torna necessário ou útil. O confessor, é, portanto por direito divino, mestre da fé, mestre da moral e mestre da piedade.

Consideremos estes três pontos:

1º - O CONFESSOR É MESTRE DA FÉ: Porque ele deve certificar-se, em primeiro lugar, se o penitente crê e conhece o que é necessário crer, pois que "sem a fé é impossível agradar a Deus" ( Hebr. XIV, 6). Ora, a fé que é necessária para agradar a Deus, não é a fé dos judeus, nem a dos protestantes e nem a dos modernistas, mas é a fé firme e absoluta da santa Igreja católica, fé baseada na autoridade de Deus, a fé acompanhada das boas obras. O confessor deve, portanto, lembrar aos cristãos as verdades da religião, dissipar as dúvidas que assaltam sua inteligência e premuni-los contra os erros que a impiedade propaga. Daí dizer o próprio Espírito Santo em Malaquias II, 7: "Os lábios dos sacerdotes serão os guardas da ciência; da sua boca se há de aprender a lei...". O confessor é "intérprete da vontade de Deus" (Cf. Mat.II, 7); ele é "a luz do mundo" (Cf. Mat. V, 14). Pois, é ele que deve esclarecer as almas. "É o sal da terra" (Cf. Mat. V, 13) para a preservar da corrupção do erro; é ainda "a sentinela vigilante" (Cf. Ez. III, 17) justamente para pôr as almas em guarda contra os ímpios. Por isso o confessor é obrigado a proibir aos penitentes as festas profanas e mundanas (como e aqui em Varre-Sai, a Festa do Vinho), as conversas, as leituras, as escolas que seriam perigosas para a sua fé.

2º - O CONFESSOR É MESTRE DA MORAL CRISTÃ: É encarregado de lembrar aos fiéis a observância dos mandamentos de Deus e da Igreja e o cumprimento dos deveres de estado. Eis o que disseram alguns santos: S. Gregório disse a este respeito: "Ele (o confessor) é especialmente constituído por Deus para indicar o bom caminho àqueles que se desviam". Portanto, deve ensinar a cada um, o mal que evitar, as ocasiões de que fugir, os meios de salvação que praticar. 

S. Bernardo: "O sacerdote é o anjo visível encarregado de conduzir as almas ao céu através dos perigos desta vida". Depois que Nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu, é ao confessor que o cristão cuidadoso pela sua salvação deve dirigir a pergunta do moço do Evangelho: "Que devo fazer para alcançar a vida eterna?" E a resposta será a mesma que deu o Salvador: "Observai os mandamentos... E, se quereis ser perfeitos, ide, vendei o que tendes, dai-o aos pobres: tereis assim um tesouro no céu; depois vinde, segui-me" (S. Mateus, XIX, 17).


3º - O CONFESSOR É MESTE DA PIEDADE: São Gregório de Nyssa chama o sacerdote o "mestre da piedade", e com razão, pois, o confessionário é uma escola em que se ensina às almas a prática de todas as virtudes. Ali, o orgulhoso recebe lições de humildade, o colérico lições de mansidão, o sensual lições de mortificação; lá, o rico aprende a dar as esmolas, o pobre a ser resignado, o magistrado a governar com sabedoria, o superior a mandar sem arrogância, o súbdito a obedecer com humildade; ali, são ensinadas com autoridade toda divina, as virtudes, as práticas e as devoções mais santificantes, tais como a oração, a meditação, a frequência dos sacramentos, a devoção ao Santíssimo Sacramento, à Paixão de Cristo, à Santa Virgem , a São José, etc. Ali no confessionário quantas famílias são levadas a rezar o Santo Terço todos os dias! Amém!

domingo, 5 de novembro de 2017

HOMILIA DOMINICAL - 22º Domingo depois de Pentecostes

   Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses I, 1-11.
                   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 22, 15-21: 

 
 "Naquele tempo, retiraram-se os fariseus para consultarem entre si a ver como apanhariam a Jesus em alguma palavra. E enviaram-Lhe seus discípulos com alguns herodianos, dizendo: Mestre, sabemos que sois amigo da verdade e ensinais o caminho de Deus, segundo a verdade, sem Vos preocupardes com quem quer que seja, porque não julgais o homem segundo a sua carne. Dizei-nos, pois, o vosso parecer. É lícito pagar o tributo a César, ou não? Conheceu-lhes, porém, Jesus a maldade, e disse: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Eles Lhe apresentam um dinheiro. E Jesus lhes disse: De quem é esta imagem e esta inscrição? Responderam-Lhe: De César. Então disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo! 

   "Começam pela lisonja, diz Bossuet, porque é por ela que se começa, quando se quer enganar alguém". 
Na verdade, ainda que sob uma forma capciosa e mal intencionada, os fariseus fazem um verdadeiro elogio do Salvador e prestam homenagem a sua doutrina e a sua santidade. Pois, Jesus é a Verdade, o Caminho e a Vida. Como diz São João: Ele é cheio de graça e verdade. Os sacerdotes, a exemplo de Jesus, devem ter um zelo de fogo pela verdade, não procurar e não ensinar senão a verdade, quer agrade, quer desagrade; devem também ser cheios de sinceridade e de retidão em todas as suas palavras e em toda a sua conduta; devem, outrossim, estar acima de todo respeito humano e de considerações pessoais e, portanto, castigar os vícios com santa liberdade. 

   "É ou não permitido pagar o tributo a César?" Que malícia! Achavam que Jesus não teria saída: se dissesse, pois: Sim, ali estavam os Judeus para acusarem a Jesus por aprovar o pagamento de tributo a um pagão, e, se Ele não tem outro Rei e Senhor senão Jeová, não é Ele obrigado a recusá-lo? E, portanto, os Judeus O apresentariam ao povo como um traidor, e um inimigo de Deus. Se Jesus dissesse: Não, ali estavam os herodianos para denunciá-Lo e entregá-Lo ao governador romano como um agitador e um rebelde digno dos maiores castigos. 
   Querendo Jesus fazer-lhes ver que conhecia perfeitamente todos os pensamentos dos seus corações, diz-lhes: hipócritas, por que me tentais? "Considerando antes os seus pérfidos desígnios, comenta São João Crisóstomo, que os seus especiosos discursos, o Senhor responde aos elogios com severas censuras para assim nos ensinar a detestarmos a adulação e a repelirmos aqueles que parecem louvar-nos. Depois chama-os hipócritas, para que reconhecendo a ciência que tinha dos seus corações, não ousassem acabar o que tinham começado. Eles lisonjeiam-No para O perder, Ele confunde-os para os salvar. A cólera de Deus é mais útil que o favor dos homens". 

  Mudando os papéis, como gostava de fazer em tais circunstâncias, Jesus interroga-os por sua vez. Quando Lhe apresentam o dinheiro, pergunta-lhes: "De quem é esta efígie e esta inscrição?" "Porque, diz São Jerônimo, a sabedoria procede sempre sabiamente, de modo a confundir os seus tentadores pelas suas próprias palavras". Eles responderam-Lhe: De César. É apoiado nesta resposta que Nosso Senhor Jesus Cristo vai dar a sua decisão, a doutrina que estabelecerá a distinção dos dois poderes e estabelecerá o princípio da paz e da concórdia entre a autoridade civil e a autoridade religiosa, as quais não deverão nem estar confundidas nem separadas, mas intimamente unidas para, em conjunto, procurarem o bem dos povos. 

"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Nesta frase do Divino Mestre está contido o cumprimento exato dos nossos deveres para com Deus e para com o próximo, dando a cada um o que lhe pertence. Na verdade, todo poder vem de Deus: "Não haveria poder algum se não fosse dado do alto" (cfr. Jo. 19, 11). A autoridade política legitimamente constituída provém de Deus e há de ser respeitada como um reflexo da autoridade divina. Por isso, todo o cristão está obrigado a obedecer à autoridade política, desde que esta não ordene coisas contrárias à Lei de Deus, porque neste caso já não representaria a autoridade divina, e, então, como diz São Pedro, "deve-se obedecer antes a Deus que aos homens" (Atos V, 29). 

   Na oração final quero incluir mais um pensamento: Ó Jesus, fazei que guardemos  pura de toda mancha, a vossa imagem impressa na nossa alma com o Vosso bendito Nome, para merecermos ser reconhecidos por Vós no dia do Juízo e introduzidos no Céu. Amém!


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

PURGATÓRIO - II - 38ª LIÇÃO

- QUE DEVEMOS FAZER PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO? 
- DEVEMOS REZAR E MANDAR CELEBRAR MISSAS POR ELAS.

  
Na Sagrada Escritura lemos o seguinte: Judas Macabeu era um grande chefe militar, e combateu pela liberdade de sua religião e de sua pátria. Depois de vencer uma grande batalha, viu que muitos dos soldados, mortos na batalha, guardavam pequenas estátuas de deuses falsos. Isto era pecado. Mas Judas Macabeu supôs que não era pecado mortal, ou, se fosse pecado mortal, que teriam tido arrependimento perfeito antes de morrer. Judas Macabeu compreendeu que aqueles soldados não tinham satisfeito inteiramente à justiça divina. Ainda tinham de sofrer castigos de pecados veniais ou de pecados mortais já perdoados. Judas Macabeu quis satisfazer a justiça de Deus por eles. Fez uma coleta que rendeu duas mil moedas de prata. Mandou este dinheiro a Jerusalém para se oferecer no templo um sacrifício satisfatório por aqueles defuntos. E a Sagrada Escritura diz que fez muito bem.

Devemos ter compaixão das almas do purgatório e ajudá-las. Ajudamos as almas do purgatório encomendando Missas em intenção delas. Não convém adiar as Missas dos defuntos: as almas do purgatório, nos seus sofrimentos, estão contando os minutos que faltam para uma Missa, Convém fazer rezar mais de uma Missa por um defunto. O ideal é reunir a família e talvez mais alguns parentes próximos e mandar celebrar uma série (  30 missas em 30 dias seguidos) de Missas Gregorianas. Também ajudamos muito as almas quando, em favor delas, assistimos a uma Missa, recebemos a Santa Comunhão, damos esmolas, fazemos outras boas obras e ganhamos indulgências, por exemplo: rezando o Terço. Nem todos temos meios para mandar rezar muitas Missas pelas almas daqueles que nos eram caros neste mundo, mas todos podemos assistir a Santa Missa, comungar, e todos podemos rezar muitos terços por aquelas almas queridas. É muito bom rezar todos os dias, ao menos todos os domingos, o Santo Terço pelas almas do purgatório.
   Há poucos anos, um amigo meu ia acender um lampião. O lampião explodiu e pegou fogo na roupa dele. Felizmente a mãe estava perto, tomou rapidamente um cobertor e abafou o fogo.
   Muitas mães sabem que seus filhos estão no fogo muito pior do purgatório, mas deixam-nos lá sofrer. Elas não têm pressa em livrar seus filhos do fogo, de encomendar uma Missa pela alma dos filhos. Não têm dinheiro para dar esmolas em favor deles. E assim também os filhos deixam seus pais sofrerem no purgatório, esquecem estas pobres almas, que tão bem podiam ajudar.
   A piedade cristã reservou as segundas-feiras e todo o mês de novembro para a devoção às almas do purgatório.

EXEMPLO
   Vivia em Paris uma pobre empregada como criada. Do pouco dinheiro que ganhava, mandava dizer todos os meses, uma Missa pelas pobres almas do purgatório. E sempre assistia pessoalmente àquela Missa. Mas aconteceu ficar sem serviço e as suas economias estavam se acabando. Certo dia procurando emprego, passou em frente da igreja de Santo Eustáquio. Lembrou-se então de que naquele mês, ainda não tinha encomendado a Missa pelas almas. Mas tinha um só franco por uma Missa pelas almas. O padre não sabia que era o último dinheiro da pobrezinha. Depois de assistir à Missa, a órfã saiu da igreja, e encontrou um moço. O moço perguntou-lhe se procurava emprego. Ela admirada, disse que sim. Então o moço deu-lhe o endereço de uma casa e disse que ali precisavam de criada. Ela foi àquela casa, onde foi recebida por uma senhora elegante a quem disse por que vinha. A senhora perguntou: "Mas como sabia você que eu precisava de criada, se ainda não o disse a ninguém?"
   A moça contou que, ao sair da igreja, tinha encontrado um moço. Neste momento reparou um retrato que estava na parede, e disse: "Foi este senhor que me mandou aqui". Ao que a senhora disse muito comovida: "Foi este moço?" Então não serás minha criada, mas minha filha. Este moço é meu filho, que faleceu há dois anos. Você o livrou do purgatório e por gratidão ele a mandou para minha casa."
   Ficará sempre comigo e rezaremos juntas todos os dias pelas benditas almas que ainda precisam de orações.
   N.B. : Normalmente estas aparições não acontecem, mas nos desígnios de Deus Nosso Senhor, podem acontecer por um privilégio especial, como foi o caso acima citado.

PURGATÓRIO - I - 37ª LIÇÃO

- QUE É O PURGATÓRIO?
- PURGATÓRIO É O LUGAR ONDE AS ALMAS DOS JUSTOS SE PURIFICAM, SATISFAZEM COM PENAS TEMPORAIS O QUE FICARAM DEVENDO PELOS SEUS PECADOS.

- QUANTO TEMPO FICA A ALMA NO PURGATÓRIO?
- FICA ATÉ DESCONTAR AS PENAS DEVIDAS PELOS SEUS PECADOS.

  



O purgatório é um lugar de castigo temporário. Para o purgatório vão aqueles que merecem ainda castigo, mas não castigo eterno. Merecem penitência de pecados veniais ou de pecados mortais já perdoados pela confissão ou pelo arrependimento perfeito com desejo de se confessar.
   Para o purgatório vão todos os que morrem sem pecado mortal, mas que ainda não satisfizeram inteiramente à justiça divina. Lemos na Bíblia que no céu não entra nada que tenha a mínima mancha.
   Vamos compreender bem isto.
   Todos os que morrem sem pecado mortal vão para o céu. Mas não vão todos imediatamente para o céu. Muitos têm de pagar ainda uma dívida. Muitos não satisfizeram à justiça divina. Um homem que viveu toda a vida em pecado mortal e só na hora da morte se arrepende e faz uma confissão, não vai para o inferno. Este homem morre sem pecado mortal. Mas a justiça de Deus não permite que toda esta vida de pecado fique sem castigo. Deus é justo. Na confissão,  Deus perdoa todos os castigos eternos mas nem sempre perdoa logo todos os castigos temporais. Temporais quer dizer: que dura só algum tempo, não para sempre.
   Depois da confissão muitas vezes restam castigos temporais. Contudo, só por pecados veniais ninguém vai para o inferno. Mas Deus é justo e castiga também o pecado venial, não com um castigo eterno, mas com um castigo temporário.
   Este castigo temporário muitas vezes Deus já dá nesta vida, quando nos manda doenças, pobreza e outros incômodos, como castigos bem merecidos dos nossos pecados. Assim satisfazemos à justiça divina.
   Podemos também satisfazer à justiça divina por boas obras: dando esmolas, fazendo o nosso trabalho com boa intenção para a honra de Deus, rezando, assistindo à Santa Missa, ganhando indulgências.
   Muitos se descuidam destas boas obras e morrem sem ter satisfeito inteiramente à justiça divina. Têm ainda alguma satisfação a dar, têm ainda algum castigo a sofrer. Este castigo rebem-no eles no purgatório.
   Dizemos que o purgatório é um lugar de castigo temporário, porque ali o castigo não dura sempre. Quase todos os doutores da Igreja são de parecer que estas almas do purgatório sofrem também o fogo, e as vezes, durante muito tempo. Elas têm a graça santificante e amam a Deus muito mais do que nós. Mas ainda não podem ver a Deus. Primeiro devem pagar toda a dívida. No purgatório as almas sentem um grande arrependimento ainda dos menores pecados, porque as fazem sofrer muito, sobretudo porque retardam sua entrada no céu para ver a Deus. O pecado venial é pequeno em comparação com o pecado mortal: O pecado venial, porém, é um mal maior que toda a infelicidade do mundo, porque ofende a Deus e merece tão grande castigo no purgatório. As almas do purgatório se arrependem muito por não terem feito mais obras boas, mais comunhões, mais esmolas, mais penitências, sobretudo, assistido mais missas e com mais fé e devoção. Pois, com estas boas obras poderiam ter pago toda a dívida aqui na terra; e teriam ido logo para o céu.
   Antes de terminar, quero dar-vos um conselho importantíssimo: Receber o ESCAPULÁRIO DE NOSSA SENHORA DO CARMO, e cumprir, é claro, todas as condições da confraria do escapulário. Pois quem morre com o escapulário, tendo cumprido todas as condições, Maria Santíssima o vem tirar do purgatório, no primeiro sábado após a morte.

EXEMPLO
   Certa vez, um militar de alta patente, mas incrédulo, viu um menino com um escapulário ao pescoço. Pegando no escapulário, perguntou o homem, com riso de escárnio: "Que trapinho é este?" O menino que não era nada bobo, se esticou todo e colocou a mão no ombro do oficial e lhe perguntou por sua vez: "E que trapinho é este aqui?"  - "Isso, disse o militar, é o distintivo de almirante da nossa marinha". Respondeu o menino: "Pois meu "trapinho" é o escapulário de Nossa Senhora do Carmo, distintivo de filho de minha Mãe do céu." O oficial impressionou-se com a bela resposta do menino e lhe colocou no bolso uma moeda de ouro.