SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O SS. SACRAMENTO DA EUCARISTIA: MATÉRIA E FORMA


  1- MATÉRIA. A matéria remota da Eucaristia é o pão de trigo e o vinho de uva; a matéria próxima são as espécies do pão e do vinho consagradas.

   A. O PÃO DE TRIGO. a) Para a validade, o pão deve ser de trigo puro e bastante recente para afastar qualquer perigo de corrupção.
                                           b) Para a liceidade, na Igreja latina o pão deve ser ázimo, isto é, não fermentado; quanto a forma, a hóstia deve ser redonda, e maior para o padre que celebra do que para os fiéis que comungam.
   Nosso Senhor usou na Última Ceia o pão de trigo e não fermentado, porque instituiu este Sacramento no primeiro dia dos ázimos, no qual não era permitido aos judeus terem em casa coisa alguma fermentada.

   B. O VINHO DE UVA. a) Para validade, o vinho deve ser natural, isto é, exclusivamente fruto da vinha, sem mistura de qualquer outro liquido, e não deve estar estragado (vinagre).
                                           b) Para liceidade, não serve o vinho novo, nem o que começa a ficar azedo.
   Nosso Senhor e Salvador empregou vinho na instituição deste Sacramento, pois Ele mesmo havia dito; "Doravante, não tornarei a beber do fruto da videira, até o dia em que o beberei de novo no Reino de Deus".
   A Igreja sempre conservou o costume de deitar no vinho algumas gotas de água. O Concílio de Trento tornou-o obrigatório, baseando-se nas 3 razões seguintes: 1ª - Nosso Senhor assim terá feito, conforme o uso dos judeus. 2ª - Esta mistura lembra o sangue e água que jorraram do lado de Cristo. 3ª - Significa igualmente a união das duas naturezas em Jesus Cristo: a divina e a humana, e ainda: a união do povo fiel com o seu Chefe, Nosso Senhor Jesus Cristo.

   II - FORMA. A forma da Eucaristia consiste nas palavras pronunciadas por Nosso Senhor, e que nós chamamos palavras da Consagração.
   Para a consagração do pão: "ISTO É O MEU CORPO".
   Para a consagração do vinho: "ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, MISTÉRIO DA FÉ, O QUAL POR VÓS E POR MUITOS SERÁ DERRAMADO, EM REMISSÃO DOS PECADOS".
   Destas palavras, muitas foram tiradas da Sagrada Escritura; algumas, porém, se conservam na Igreja, por Tradição Apostólica. Destas palavras na consagração do vinho somente são essenciais para que haja o sacramento as seguintes: "ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE".
   III - SIMBOLISMO DA MATÉRIA. Os símbolos de pão e de vinho apresentam-nos, em primeiro lugar, Jesus Cristo como verdadeira vida dos homens. Disse o Senhor: "Minha Carne é verdadeiramente comida, e meu Sangue é verdadeiramente bebida". Ora, se o Corpo de Nosso senhor é alimento da vida eterna para os que recebem seu Sacramento com o coração puro, de muito acerto é que tenha como símbolo as matérias que conservam nossa vida terrena.
   Estes mesmos elementos também concorrem para que os homens venham a reconhecer que o Sacramento encerra, de fato, o Corpo e o Sangue do Senhor. Pois, ao vermos todos os dias como o pão e o vinho, por um processo natural, se convertem em carne e sangue do homem, mais facilmente somos levados a crer, mediante esta comparação, que a substância do pão e do vinho se convertem, pela bênção do céu, na verdadeira Carne de Jesus e no Seu verdadeiro Sangue.
   Além disto, sendo a Igreja um corpo que se compõe de muitos membros, nenhuma coisa é mais adequada para fazer ressaltar essa união, do que o pão e o vinho. O pão se compõe de muitos grãos, e o vinho se espreme de muitos cachos. Desta maneira, simbolizam  também nós, que apesar de sermos muitos, nos unimos estreitamente pelos laços deste divino Mistério, e constituímos, por assim dizer, a unidade de um só corpo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

CONSELHOS DE TOBIAS A SEU FILHO - Livro de Tobias capítulo IV.

"Julgando, pois, Tobias que seria ouvida a oração que tinha feito, e que ia morrer, chamou a si seu filho Tobias, e disse-lhe: Ouve, meu filho, as palavras da minha boca e imprime-as no teu coração, como um fundamento. Depois que Deus tiver recebido a minha alma, sepulta o meu corpo. Honra tua mãe durante todos os dias da sua vida, porque te deves lembrar de quantos e quão grandes perigos padeceu por amor de ti, trazendo-te no seu ventre. E, quando ela tiver também acabado o tempo da sua vida, a sepultarás junto de mim. Tem a Deus em teu espírito todos os dias da tua vida e guarda-te de consentir jamais no pecado e de violar os preceitos do Senhor nosso Deus. Dá esmola dos teus bens e não voltes o teu rosto a nenhum pobre; porque desta sorte sucederá que também não se aparte de ti a face do Senhor. Da maneira que puderes, sê caritativo. Se tiveres muito, dá muito; se tiveres pouco, procura dar de boa mente também este pouco.

Porque assim entesouras uma grande recompensa para o dia da necessidade; porque a esmola livra de todo o pecado e da morte e não deixará cair a alma nas trevas. A esmola será motivo de grande confiança diante do sumo Deus, para todos os que a dão. 

Preserva-te, meu filho, de toda fornicação,e, fora de tua mulher, nunca consintas em conhecer o crime.

Nunca permitas que a soberba domine nos teus pensamentos ou nas tuas palavras; porque nela teve princípio toda a perdição.

A todo homem que te tiver feito algum trabalho, paga-lhe logo o salário e nunca fique no teu poder a paga do mercenário. Acautela-te, não faças nunca a outro o que não quererias que outro te fizesse. Come o teu pão (repartindo-o) com os pobres e com os que têm fome e veste com os teus vestidos os que estão nus. Põe o teu pão e o teu vinho sobre a sepultura do justo, (Era costume fazer banquetes fúnebres aos quais eram convidados os pobres) e não comas e nem bebas com os pecadores. Pede sempre conselho ao sábio. Bendize a Deus em todo tempo, pede-lhe que dirija os teus caminhos e que todos os teus projetos se firmem n'Ele. (...) Não temas, meu filho; é verdade que vivemos pobres, mas teremos muitos bens, se temermos a Deus, nos desviarmos de todo o pecado e procedermos bem". 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE SANTO INÁCIO DE LOIOLA

   Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, (isto é, o Retiro) constitui uma verdadeira Arte de duas coisas: para converter o pecador e para a escolha de estado, ou seja, para descobrir a vocação e a ela ser fiel. 

   Há uma frase de Santo Agostinho que substancialmente resume o que é o Retiro: "Est hominis iter ad Deum, per Deum-Hominem". Em português: É para o homem o caminho para se chegar a Deus através do Deus-Homem. Em outras palavras: O homem é um viajante, o ponto de partida é o pecado do qual o homem deve ficar limpo e fortificado contra ele para não cometê-lo de novo. Feito isto, o homem caminha para Deus que é o termo da nossa viagem, e o caminho que conduz a este termo, é o Homem-Deus, é Nosso Senhor Jesus Cristo. 

   A primeira etapa do caminho é a chamada Via Purgativa que consiste em meditar as verdades que nos purificam e ensinam-nos a combater, a destruir o pecado, seja em si, seja em suas causas. O Retiro é constituído de quatro semanas ou melhor, quatro séries de meditações. A primeira (deformata reformat= reforma o que está deformado): tem por fim destruir o império do pecado e reformar o que havia de desordenado. 

   A segunda semana ou série (reformata conformat= as coisas reformadas são conformadas às virtudes de Nosso Senhor Jesus Cristo). Como Jesus Cristo é a nossa Luz, esta série de meditações tem por finalidade conformar a nossa vida á de Jesus Cristo que é nosso modelo. Ele torna-se a forma interior e exterior do verdadeiro cristão. Esta semana do Retiro corresponde à Via Iluminativa. A alma é iluminada pelas virtudes do Divino Mestre, que é Luz, Verdade e Vida. 

   A terceira semana ou série (conformata confirmat = as coisas conformadas, são confirmadas). É uma série de meditações sobre a Paixão e Morte do Salvador, justamente para firmar a alma nas suas generosas resoluções de imitar as virtudes de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estas meditações são as mais próprias para nos levar ao arrependimento perfeito dos nossos pecados e ao mesmo tempo, levados em primeiro lugar pelo amor de Deus, continuar odiando e evitando o pecado e ao mesmo tempo, também por amor, ficar firme na imitação das virtudes de Nosso Divino Salvador. 

   A quarta semana ou série (confirmata transformat = as coisas confirmadas, são transformadas). Aplicando-nos a contemplar o Filho de Deus na sua vida gloriosa, tende a transformar-nos neste divino objeto do nosso amor.  Por isso é chamada Via Unitiva. O normal seria que no fim do Retiro a alma pudesse exclamar com São Paulo: "Vivo, mas já não sou eu que vivo, é Jesus que vive em mim". "A minha vida é Jesus"; "Agora, só quero viver por Aquele que morreu por mim". 

   Mesmo quando se prega o Retiro para o povo, o pregador procura fazer alguma meditação correspondente a estas 4 séries. Como devemos ter a humildade de reconhecer que somos pecadores, nunca se pode deixar de fazer pelo menos uma meditação correspondente à Via Purgativa. Do contrário, o Retiro pode ser até mais agradável, mas com certeza não terá a força própria do Retiro. Pois, como vimos no início, destruir e evitar o pecado deve ser o ponto de partida. Assim como não adiantaria trocar o telhado de uma casa ou pintá-la, se os alicerces estão abalados. É a alegria ilusória de estar morando numa casa nova, quando na realidade, continua correndo o risco da ruína. 

  É evidente, que uma alma assim preparada e unida a Deus tem todas as condições de ouvir a voz de Nosso Senhor que a chama para uma consagração especial a Ele. 

  Além das meditações como acabamos de explicar, o Santo Retiro, tem o recolhimento, o silêncio, a solidão; Assim a alma tem todas as condições de ouvir e seguir o voz de Deus. Porque, na verdade, como diz a Sagrada Escritura: Deus não está na agitação e no barulho. "Conduzirei a alma à solidão e ali lhe falarei ao Coração" (Oséas II, 14). 

EXEMPLO

   Um sacerdote, exorcizando um possesso, obrigou o demônio a declarar, qual a coisa que mais temia. Disse: "Tenho medo da oração, do jejum, da esmola, da confissão, da comunhão, mas muitas pessoas rezam tão mal, jejuam e dão esmolas por vaidade, confessam-se e comungam sem fruto, de sorte que pouco me incomodo com estas coisas; tenho porém horror ao retiro, é ele que me arrebata tantas almas e é tão difícil depois recuperá-las".