SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A PAIXÃO DE JESUS NOS SANTIFICA


"Embora fosse Filho de Deus, aprendeu (por experiência própria) a obediência pelas coisas que sofreu; consumado (em perfeição), tornou-se a causa da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, sendo chamado por Deus pontífice segundo a ordem de Melquisedeque" (Hebreus, V, 8 e 9).

Jesus Cristo é o novo Adão e representava toda a humanidade. Destruiu o pecado e restituiu-nos a graça. Filho de Deus, uniu-se a uma raça pecadora, embora o pecado O não tenha atingido pessoalmente. Mas tomou sobre Si os pecados de todos os homens, como, aliás, profetizara Isaías: "(Deus) colocou sobre Ele a iniquidade de todos nós" (Is. 53, 6). Jesus representa a todos, e, por isso mesmo, satisfaz por todos nós. Tornou-se, por amor, solidário dos nossos pecados, e nós, pela graça merecida por Ele na Cruz, tornamo-nos solidários das suas satisfações.

E, caríssimos, o valor dos merecimentos de Jesus, é infinito, porque Ele é um Deus. Sofreu como homem, isto é, na sua natureza humana, no entanto, essas dores e o mérito que trazem é dum Deus. Donde, conclui-se na Teologia que Jesus mereceu para nós, todas as graças e todas as luzes. Eis o que diz S. Paulo: "...Dando graças a Deus Pai,[q. nos deu seu Filho]que nos fez dignos de participar da sorte dos santos na luz, o qual nos livrou do poder das trevas, e nos transferiu para o reino do Filho do seu amor, no qual, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados"  (Colossenses I, 12-14). Nosso Senhor Jesus Cristo é a causa de nossa santidade e salvação. A força de santificação dos sacramentos vem da Cruz; só têm eficácia em continuidade com a Paixão de Jesus. E assim n'Ele possuímos tudo; nada n'Ele falta do que precisamos para a nossa santificação. "Sua redenção é copiosa". como fora predito pelo profeta Rei no Salmo 139, vers. sétimo. O sacrifício de Jesus Cristo, oferecido em prol de todos, deu-Lhe o direito de nos comunicar tudo quanto mereceu. O próprio Jesus declarou que quando fosse levantado na cruz, seria tão grande o Seu poder, que atrairia a Ele todos aqueles que n'Ele tivessem fé (cf. João. XII, 32 ). E, caríssimos, quando fitarmos o Crucifixo, pensemos nesta promessa infalível do Nosso Pontífice Supremo; ela é a fonte da mais absoluta confiança. Como argumenta São Paulo: Se morreu por nós, sendo como éramos, seus inimigos, que graça de perdão, de santificação, poderá recusar-nos agora que detestamos o pecado, que procuramos desapegar-nos das criaturas e de nós mesmos para só a Ele agradar?

Mas, talvez alguém, um tanto envenenado por teorias protestantes, pense que agora, basta crer que o Senhor Jesus nos salvou. Para desfazer tal engano é suficiente refletirmos nestas palavras de São Paulo, palavras estas profundas, embora aparentemente estranhas: "Eu que, agora, me alegro nos sofrimentos por vós e que completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu corpo, que é a Igreja..." (Colossenses I, 24). Há uma verdade capital que devemos meditar: O Verbo Encarnado, Chefe da Igreja, tomou a Sua parte das dores, a maior; mas quis deixar à Igreja, que é o Seu Corpo Místico, uma parte de sofrimento. Dissemos palavras "estranhas": porventura falta alguma coisa aos sofrimentos de Cristo? Evidentemente que não, e Santo Agostinho responde: "O Cristo total, é formado pela Igreja unida ao seu Chefe, à sua Cabeça, que é Jesus Cristo. O Chefe sofreu tudo quanto devia sofrer. Só falta que os membros se quiserem ser dignos do Chefe, suportem a sua parte de dores". Temos, pois, como membros de Cristo, de nos unir aos Seus sofrimentos. Cristo reservou-nos uma participação na Sua Paixão, mas, ao mesmo tempo, colocou ao lado da Cruz a força necessária para a levar. É que, diz S. Paulo, Jesus Cristo, "tendo experimentado o sofrimento, tornou-se para nós um Pontífice cheio de compaixão" (Hebr. II, 17 e 18; IV, 15; V, 2).

Na Cruz Jesus Cristo representava a todos; mas, se sofreu por todos nós, não nos aplica os frutos da sua imolação, se não nos associarmos ao Seu sacrifício. E isto fazemos de três modos: 1º - Contemplando com fé e amor a Jesus nos diferentes passos da Sua Paixão. Este deve ser o tema principal de nossas meditações. Aliás ao rezarmos o Santo Rosário, fazemo-lo todos os dias. Quem reza quotidianamente o Terço, nas terças e sextas-feiras, faz esta meditação. Outro exercício muito benéfico às almas é a Via Sacra. E é óbvio, devemos todos os anos participar com fé e muita devoção as Cerimônias da Semana Santa.

2º - Participando com fé e grande devoção do Santo Sacrifício da Missa. O próprio Jesus Cristo instituiu-o para perpetuar  até ao fim do mundo, a memória e os frutos de Sua oblação no Calvário. No Altar reproduz-se a mesma imolação que no Calvário. É o mesmo Pontífice, Jesus Cristo, que se oferece ao Pai pelas mãos do sacerdote. É a mesma vítima. A única diferença é a maneira de oferecer: no Calvário foi cruenta, na Missa é incruenta. Caríssimos, participaremos de maneira mais perfeita e completa se nos unirmos a Jesus também pela comunhão sacramental.

3º - Associando-nos a Paixão de Jesus: fazemos isto na medida em que suportamos por amor d'Ele, os sofrimentos e adversidades, que nos desígnios de Sua Providência nos envia. A cada um de nós dá Deus também uma cruz para levar. Devemos aceitá-la sem discutir, sem dizer: "Deus podia mudar tal ou tal circunstância de minha vida". Nosso Senhor diz-nos: "Se alguém quer ser meu discípulo, tome a sua cruz e siga-me". Nesta aceitação generosa da nossa cruz, encontramos a união com Nosso Senhor Jesus Cristo. Porque, notai bem, levando a nossa cruz, levamos realmente uma parte da de Jesus. Jesus Cristo, que quis ser ajudado pelo Cirineu, diz-nos: "Aceitai esta parte dos meus sofrimentos que, na minha divina presciência, vos reservei no dia de minha Paixão". Digamos-Lhe com todo amor: "Sim, divino Mestre, aceito esta parte de todo o coração, porque vem de Vós". Tomemo-la por amor d'Ele e em união com Ele.

Caríssimos, as pessoas pouco espirituais e mais ainda, as que seguem as máximas do mundo, não são capazes de entender esta linguagem da cruz. Devem pensar que estamos aqui, mas a nossa Pátria definitiva é o Céu. Jesus disse: "Foi necessário o Filho do Homem sofrer antes de entrar na Glória"; e vamos pretender nós merecer o Paraíso, sem sofrer em união com Jesus Cristo? Meditemos, então nesta palavra do Apóstolo: "O mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito, de que somos filhos de Deus. E, se somos filhos, também somos herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; mas isto, se sofremos com Ele, para ser com Ele glorificados. Efetivamente, eu tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a glória vindoura, que se manifestará em nós" (Rom. VIII, 16-18). É isto que os santos tinham sempre em mente e é com esta meditação  que os mundanos devem se converter. Dia virá, mais cedo do que pensamos, em que a morte estará próxima; estaremos deitados no leito, sem movimento; os que nos rodeiam fitar-nos-ão em silêncio, na impossibilidade de nos ajudarem; deixaremos de ter contato com o mundo exterior; a alma estará a sós com Jesus. Saberemos então o que é ter  "estado com Ele em suas provações"; ouvi-Lo-emos dizer, nesta agonia que é agora a nossa, suprema e decisiva: "Não me deixaste na minha agonia, acompanhaste-Me quando Eu ia para o Calvário, para morrer por ti; aqui estou Eu agora; estou ao teu lado para te ajudar, para ti levar comigo; não temas, tem confiança, sou Eu!" Poderemos, então, repetir com confiança a palavra do Salmista: "Por isso, ainda que ande nos meio da sombra da morte, não temerei males, porque estás comigo. Tua vara e teu báculo me consolaram" (Salmo XXII, 4).

Caríssimos, aprendamos as lições da Paixão de Jesus Cristo. Contemplando a Jesus na Sua Paixão, perguntemo-nos se há em nós honra, estima humana que defender, quando Ele sacrificou a sua pelos homens. Recorramos a Ele, confiemos n'Ele tão cheio de humilhações, e consideremos como inestimável vantagem ter parte nelas. Como beijar a cruz se não queremos honrá-la com o nosso próprio sacrifício? Jesus rechaçou tudo que pudesse suavizar seus tormentos. Sem dúvida foi plano Seu permitir que todos seus membros sucessivamente ou em conjunto, fossem maltratados, de tal sorte que na cruz era uma vítima perfeita e completa. Suficientemente sua vontade e máximas são manifestas por nós em sacrifício: não somente sua honra senão também seu corpo. Como ser discípulo de Jesus sem conformarmo-nos a estas máximas? Sem pô-las em prática? O divino Salvador entregou seu corpo a todo sacrifício e todo ultraje e nós queremos resguardar nosso corpo e tratá-lo com mais cuidado e veneração do que se fosse uma relíquia. Queremos, por assim dizer, trazê-lo dentro de uma caixa de algodão. "Fica bem, diz S. Bernardo, membros assim tão delicados, debaixo de uma Cabeça coroada de espinhos? Os santos sim, são tradução fiel da doutrina, sentimentos e exemplos de Jesus Cristo. São Francisco de Assis dizia: "Devemos aceitar o Evangelho sem interpretações e adaptações humanas". E sabemos como assim fez o "Poverello"!

Caríssimos, não imitemos a Barrabás que passando diante da Cruz, diria talvez: "Eu devia estar crucificado no lugar deste homem; eu estou livre e ele ... que se vire! Tais seriam em essência, nossos sentimentos se não quiséssemos sofrer nada. Mas, pelo contrário, nunca devemos esquecer que uma cruz que sabemos conservar secreta ou de que só falamos a Deus no fervor da oração, é fonte de muitas graças. No espelho do Crucifixo procuremos ver o abismo da divina misericórdia, a grandeza do divino Amor e o valor de uma alma. Um Deus dá sua vida pelas almas!!! Vemos o excesso do amor de Deus em nos dando todos os bens e vemos muito mais excessivo ainda este amor em tomar para Si todos os nossos males.


Ó Jesus, ó meu Deus, não compreenderei eu que sois o único Senhor cuja estima devo desejar e cujo vitupério devo temer? Ó doce Jesus, sede a única e total paixão de minha vida, meu tudo, todo meu amor! Senhor, que eu tenha não meras veleidades, mas que, por amor a Vós e em união convosco, eu trabalhe, lute, faça penitência e carregue a cruz. Amém! 

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