SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 30 de dezembro de 2018

EXPLICAÇÃO DO EVANGELHO DO DOMINGO DENTRO DA OITAVA DO NATAL


S. Lucas II, 33-40

"José e Maria, Mãe de Jesus, maravilhavam-se das coisas que se diziam d'Ele. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este (Menino) está posto para ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição. E uma espada trespassará a tua alma, afim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos. Havia também uma profetisa, (chamada) Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; estava em idade muito avançada, tinha vivido sete anos com seu marido, desde a sua virgindade, e (permanecido) viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações. Ela também sobrevindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus, e falava dele a todos os de Jerusalém, que esperavam a redenção. Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. O Menino crescia e se fortificava cheio de sabedoria, e a graça de Deus era com ele."

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

José e Maria maravilhavam-se das coisas que se diziam de Jesus. Mas esta admiração não datava deste dia somente. Maria, santíssima Mãe de Jesus, já havia admirado  a anunciação do Anjo, a saudação de sua prima Isabel, a demonstração de alegria do Precursor nos seio de sua mãe, os transportes de alegria de Zacarias no nascimento de seu filho João. José e Maria juntos já haviam admirado a alegria dos Anjos, e seus santos cânticos no nascimento do Salvador, a visita dos pastores, as adorações dos Reis Magos e enfim maravilharam-se neste momento, a chegada inesperada do Velho Simeão e o testemunho que acabava de dar do Cristo. Realmente quantos motivos de admiração: "uma virgem concebe, uma mulher estéril dá à luz, um mudo fala, Isabel profetiza, João salta de alegria no seio materno, os Magos adoram, uma viúva O confessa, um justo espera" (Cf. Amb. L. II, in Luc.).

Simeão os abençoa: É óbvio que não abençoa Jesus porque é o justo Simeão que desejava ser abençoado por Ele. Abençoa, portanto, José e Maria. Embora Maria e José  o ultrapassavam em santidade, Simeão possuía a dignidade sacerdotal que lhe dava o direito de abençoar o povo.

Caríssimos, meditemos profundamente naquela profecia de Simeão. Aqui este idoso justo se dirige só à Maria  porque Maria somente era verdadeiramente a mãe de Jesus, e José era apenas seu pai adotivo, portanto, pai só de nome.

Quando Simeão prediz que o Menino será ruína para muitos, certamente já era a ponta da espada de dor a ferir o imaculado Coração de Maria! Deus quer que todos os homens se salvem (Cf. 1 Tim., II, 4). O velho Simeão, é obvio, não quis dizer que Jesus seria causa da ruína de muitos (seria blasfêmia dizê-lo); queria sim dizer que seria ocasião. Antes já o havia explicado o profeta Isaías: "E será para vós um motivo de santificação, ao passo que servirá de pedra de tropeço, e de pedra de escândalo às duas casas de Israel; de laço e de ruína aos habitantes de Jerusalém" (Isaías VIII, 14 e 15). S. Paulo também o diz em Romanos IX, 33: "Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço; e uma pedra de escândalo; e todo aquele que crê nela, não será confundido". O próprio Jesus explicá-lo-á: "Se eu não tivesse vindo e não lhes tivesse falado, não teriam culpa, mas agora não têm desculpa de seu pecado" (S. João XV, 22). Jesus Cristo é o único Salvador; mas muitos O odiaram sem motivo. E rejeitar o Salvador é atrair para si a ruína.

Mas quando o Velho Simeão diz à Maria que Jesus foi estabelecido para a ressurreição de muitos, ele quer dizer que Jesus é a causa, e não somente a ocasião de sua salvação. Ele é a causa geral da salvação de todos os homens, pelo benefício da Redenção; Ele é a causa particular da salvação dos justos pela Sua graça. Ele nos abre a porta do céu pela sua Paixão e Morte. Ele nos mostra o caminho pela Sua lei, Ele nos guia pelos seus exemplos. Ele nos sustenta na graça pelos seus socorros. Nossa salvação vem d'Ele, enquanto nossa condenação vem de nós: "A tua perdição, ó Israel, vem de ti mesmo, só em mim está o teu auxílio" (Oseias XIII, 9).

Assim, Jesus Cristo foi a ressurreição de uns e a ruína de outros entre os filhos de Israel. O que Ele foi para o tempo em que viveu e para a nação que O possuiu, Ele não cessa de ser para as idades seguintes e para a universalidade do gênero humano. Nosso Senhor Jesus Cristo é a ressurreição de todos aqueles que escutam sua voz, que creem em sua palavra, que observam sua lei e todos aqueles que confiam n'Ele como o único Mestre divino. Por outro lado, Ele é ruína para aqueles que não querem ouvir sua doutrina, que recusam crer n'Ele e rejeitam seus ensinamentos e desobedecem seus preceitos.

O Velho Simeão acrescenta que Jesus será um sinal de contradição. Esta profecia se realizou completamente na vida de Jesus. Que espécie de contradição tenha lhe faltado? Contradição à Sua pessoa, pois, não teve onde repousar a cabeça; contradição às Suas ações cujos motivos foram deturpados; contradição em Seus milagres que foram atribuídos a Belzebu; contradição às Suas palavras, que foram julgadas com intenções pérfidas; contradição da parte dos fariseus que O caluniaram; da parte dos doutores que O desprezaram; da parte dos sacerdotes que O perseguiram; da parte do povo que, logo após querer aclamá-Lo rei, quis apedrejá-LO; mesmo da parte dos Apóstolos cuja ignorância e ridículas pretensões  Jesus se viu obrigado a suportar. E nestes dois mil anos e hoje especialmente, Jesus é alvo de contradição, objeto de ofensas pelas heresias e impiedades. Quantos Judas Iscariotes!... Quantos hierarcas eclesiásticos negam a Jesus diante dos inimigos, muitos dos quais estão inclusive infiltrados dentro da Igreja!

Pelos conhecimentos das profecias Messiânicas e agora sobretudo pela profecia do Velho Simeão, Maria Santíssima contemplava o seu Filho e tinha diante dos olhos aquela imagem que fora mostrada no céu, por uma revelação divina, a S. João Evangelista: "Vi um Cordeiro que estava de pé, parecendo ter sido imolado" (Cf. Apoc. V, 6). O Cordeiro divino imolado pela salvação do mundo! E que dor  para Maria saber que o Sangue deste Cordeiro (que é o sangue de seu Coração Imaculado) será sem utilidade para muitos: "Quae utilitas in sanguine meo?" E sua dor era naturalmente em proporção com seu amor. Ora, ela amava Jesus não somente como seu Filho, mas também como seu Deus.

Mas estas dores de Maria, estes tormentos e esta morte de Jesus teriam por efeito manifestar os corações de muitos. É nestas circunstâncias, com efeito, que se revelarão e se descobrirão as secretas disposições dos Judeus a respeito de Jesus; é, então, que aparecerão seus verdadeiros discípulos e que se farão conhecer seus inimigos. A tentação tem portanto esta utilidade de separar a palha do bom grão e os justos dos pecadores. A perseguição faz aparecer os mártires e patenteia os apóstatas; a heresia e o cisma colocam de um lado os filhos dóceis da Igreja e de outro, seus adversários. As seduções do mundo arrastam os fracos no caminho do mal, mas confirmam o fortes na senda do bem. As lutas presentes, as quais assistimos durante algum tempo, estes combates encarniçados do erro contra a verdade, estes ataques violentos a Jesus Cristo, à Igreja, ao sacerdócio, aos dogmas obrigam os indecisos a se pronunciarem. E ai deles se não o fizerem! Na verdade, os maus tornam-se piores, mas os bons se tornam melhores. E grande número de indiferentes saem do sono de sua tibieza e alguns chegam mesmo a ser campeões da fé.

E havia também uma profetiza chamada Ana etc.: Caríssimos, grande número de pessoas habitavam o Templo, muito mais ilustres e mais elevados em dignidade que Simeão e Ana: sacerdotes, escribas, doutores. Jesus não se manifesta a eles. O Evangelho nos faz entender que foram as virtudes de Ana que lhe atraíram esta grande dita: sua vida de oração, penitência e pureza. Sobretudo esta última: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (S. Mat. V, 8).


Caríssimos e amados irmãos, devemos crescer sem cessar, progredir sempre na piedade, na virtude e na graça de Deus. É o preceito que nos dá o primeiro Chefe visível da Igreja: "Crescei em graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo" (2 Pedro III, 18). Amém!

Nenhum comentário:

Postar um comentário