SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 24 de maio de 2015

TOTAL FIDELIDADE AO DIVINO ESPÍRITO SANTO




 A terrível censura que Santo Estêvão fez aos judeus foi justamente esta: "Vocês vivem resistindo ao Divino Espírito Santo".

   Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Santa Margarida Maria sobre o perigo de quem lhe é infiel: "Tem cuidado em não deixar apagar a lâmpada (do coração), porque, se chegar a apagar-se, não mais terás fogo para a tornar a acender".

   É claro, nada de temores infundados, mas também nada de presunção. Não se deve brincar com a graça de Deus. Ela passa, e se é verdade que muitas vezes volta, nem sempre acontece assim. Se volta, e supondo que é semelhante à que foi oferecida da primeira vez, encontra já um coração enfraquecido pela tibieza e portanto menos apto para corresponder. 

   Caríssimos, uma graça desaproveitada, uma inspiração desprezada há de servir-nos de testemunho inquietador no dia do Juízo. Nosso Senhor não disse que daremos contas a Ele até de uma palavra ociosa?! Examinando a vida dos Santos constatamos que eles tremiam pensando no mal causado pela infidelidade às inspirações divinas. 

   "Eu vi, escreve Santa Teresa d'Ávila, pessoas muito elevadas cair nos laços do inimigo. Todo o inferno se liga contra elas: os demônios sabem que estas almas não se perdem sós; mas que um grande número de outras as seguem. Quantas vezes uma só alma basta para converter uma multidão".

  Ouçamos agora, Santa Ângela de Foligno: "Um dia eu estava em oração: ... e ouvi: ... Os que têm o Senhor por iluminador veem o seu caminho particular numa luz interior e espiritual. Mas alguns cerram os ouvidos com medo de ouvir, e os olhos com medo de ver. Não querendo escutar a palavra d'Aquele que lhes fala à alma, ainda que sentem por um lado o sabor divino, afastam-se, não obstante a voz interior, e seguem o caminho comum. Estes são amaldiçoados por Deus todo poderoso. Ouvi estas palavras, não uma vez só, mas mil vezes. Assaltada de uma tentação violenta, tomei este ensinamento por uma ilusão. Pois como é possível, dizia eu, que Deus esclareça uma alma com as suas luzes e a encha de seus dons, e porque segue por um caminho ordinário a amaldiçoe? Esta palavra pareceu-me terrível demais. E com horror recusei ainda mesmo escutar só a voz que falava.

   "Então, continua Santa Ângela, por comprazer com minha fraqueza, foi-me oferecido um exemplo caseiro: Um pai quer fazer de seu filho um sábio. Multiplica despesas, chama professores eminentes... Resultado: terminada a educação, o filho, sem gratidão como sem inteligência, mete-se na oficina de um artista vulgar. 

   "O filho, explica a Santa, é a alma que, esclarecida primeiro pela pregação e pela Escritura, é admitida no santuário onde retine a palavra de Deus; descobre na luz espiritual, como deve seguir pelo caminho de Cristo. Sente um toque interior, Deus, que o tinha primeiro confiado aos homens e aos livros, intervém diretamente, e mostra-lhe a luz que só Ele pode mostrar. Dá-lhe a ciência do alto, para que aquele que viu tão claramente o seu caminho se torne luz dos outros homens.

   "Mas se este predileto despreza o dom de Deus, se se encrosta, se se espessa, se repele esta luz, dá-lhe a sua maldição.

   "Recebi ordem de escrever estas palavras e mostrá-las ao Padre que me confessava, porque lhe dizem pessoalmente respeito". (Livro das Visões e Revelações). 

   Caríssimos, poderíamos dar mais exemplos. Mas meditemos estes e fortificados por eles, procuremos não forçar Deus a corrigir a sua obra e vivamos a nossa história divina tal qual Ele a concebeu. 

   Terminemos com uma citação do Cardeal Manning: "Nós não correspondemos senão a uma vintena de graças que nos vêm às centenas; ou antes, apenas contamos vinte, e só a uma correspondemos".

   Caríssimos, tomemos a resolução de, para o futuro, tomarmos todo cuidado para sermos inteiramente dóceis à inspirações do Divino Espírito Santo, Doce Hóspede e Santificador de nossas almas. Amém. 

sábado, 23 de maio de 2015

A GRAÇA - I - GRAÇA SANTIFICANTE - 45ª LIÇÃO

 
Em cima: Representação de uma alma na graça de Deus.
Em baixo: Representação de uma alma sem a graça de Deus,
ou seja, no pecado mortal. 



A graça santificante é um dom divino que nos faz filhos de Deus e dignos do céu.
   Um doutor da lei perguntou a Jesus como podia entrar no reino de Deus. Jesus respondeu: "Se alguém não nascer de novo, não pode entrar no reino de Deus". Jesus quer que recebamos uma vida nova em nossa alma. A primeira vez que nascemos, recebemos só a vida natural do corpo e da alma, aquela vida que também os pagãos têm. A vida natural da alma é a força de pensar e querer livremente. A alma de um pagão pode pensar e querer coisas boas, mas nunca pode pensar e querer de maneira tão perfeita, que por isso mereça o céu, onde veremos a Deus. Para isso precisamos de uma nova força de pensar e querer, isto é, de uma nova vida. Devemos nascer de novo, isto é, Deus há de criar em nós uma nova força de pensar e querer.
   Não temos direito algum a esta nova vida, a esta vida sobrenatural. Recebemo-la de graça. Por isso chamamos aquele dom de Deus: GRAÇA. Dizemos graça santificante porque aquela nova vida nos santifica, isto é, nos faz santos.
   A graça santificante faz-nos dignos do céu, isto é, quando morremos com a graça santificante temos o direito de entrar no céu. Quem quer viajar de navio, na entrada, deve dar o bilhete ao empregado. O viajante que tiver o bilhete pode entrar; quem não tiver não entra. A graça santificante é como um bilhete de entrada que dá direito ao céu. Quem tiver a graça santificante entra no céu. Quem não tiver a graça santificante não entra no céu. A graça santificante faz-nos dignos do céu.
   A graça santificante faz-nos filhos de Deus. Nós somos criaturas e servos de Deus, porque tudo quanto temos pertence a Deus. Mas pela graça santificante Deus nos admite como seus filhos.
   Um rei viu um menino pobre, e teve pena dele. E levou o menino para o seu palácio e o adotou como filho, isto é, deu-lhe todos os direitos, que tem o filho dum rei. O menino tornou-se filho adotivo do rei, e, quando o rei morreu, o pequeno recebeu a sua herança. Pela graça santificante nos tornamos filhos adotivos de Deus. Deus nos ama como um pai ama a seus filhos. Deus dá-nos todos os direitos de filhos. Deus não morre. Mas, quando nós morremos com a graça santificante, ele dá a sua rica herança, que é o céu. Como Deus é bom!
   A graça santificante se perde pelo pecado mortal. A alma que perdeu a graça santificante é mais feia que um corpo podre.
   Quem perdeu a graça santificante pode ganhá-la de novo pela confissão, ou pelo arrependimento perfeito junto com a vontade séria de se confessar. Quem comete uma falta grave, deve arrepender-se logo por amor de Deus e de Jesus Cristo e tomar a resolução de confessar bem este pecado e de não o cometer mais.
   Depois do batismo o padre põe uma toalha branca sobre a criança e diz: "Recebe a veste branca e guarda-a sem mancha até o tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo".
   Esta veste branca representa a graça santificante. Devemos guardá-la com cuidado até aparecermos diante do tribunal de Jesus. 
EXEMPLO
   Um dia Deus mostrou a Santa Catarina de Sena uma alma em estado de graça santificante. Santa Catarina admirou muito aquela sublime beleza e depois contou: "A beleza era tão admirável, que queria dar a minha vida, para assegurar a essa alma tão incomparável tesouro". 

A GRAÇA - II - GRAÇA ATUAL - 46ª LIÇÃO

- PARA A GENTE VIVER SEM PECADO BASTA CONFESSAR?
- NÃO, PARA VIVER SEM PECADO, A GENTE PRECISA DO AUXÍLIO DE DEUS, ISTO É, DA GRAÇA.

- E COMO A GENTE OBTÉM A GRAÇA?
- PARA OBTER A GRAÇA DE DEUS, É PRECISO REZAR, FAZER BOAS OBRAS, RECEBER OS SACRAMENTOS, PRINCIPALMENTE A COMUNHÃO. 

   A graça atual é um socorro divino para fazermos o bem e evitarmos o mal.
   Nós temos um inimigo, que nos quer tirar a nova vida da nossa alma, a graça santificante. É o demônio. O demônio é mais forte do que nós. Mas tenhamos coragem contra ele, confiados, não em nós, que somos fracos, mas sim na força de nosso Deus. Deus nos ajuda a fazer o bem e a não fazer o mal. A esse socorro, este auxílio de Deus, chamamos graça atual. Dizemos atual, porque esta graça nos ajuda a fazer bons atos, boas ações. Deus ajuda-nos a bem compreender e a bem querer.
   Pela graça atual, Deus nos ajuda a bem compreender. Quando estamos no catecismo ou na pregação, Deus está ajudando nossos pensamentos, para que entendamos bem. Por isso, os que desprezam muito a graça, não entendem mais as coisas da religião, nem as mais fáceis. Não compreendem, por exemplo, que há um Deus, que criou o mundo; não compreendem que quem casou só no civil vive em pecado mortal. Até não vêem mais seus próprios pecados. Têm muitos pecados, e imaginam que não têm pecado nenhum. "Se alguém diz que não tem pecado, engana-se a si mesmo e nele não há verdade", diz a Sagrada Escritura. São cegos, porque lhes falta a luz de cima, a graça. Não compreendem porque lhes falta a graça de Deus, que rejeitaram por sua culpa.


- COMO ALCANÇAMOS A GRAÇA?
- ALCANÇAMOS A GRAÇA PRINCIPALMENTE PELOS SACRAMENTOS E PELA ORAÇÃO.
  
   Deus dá a sua graça gratuitamente, como uma esmola. Por isso se chama "graça", porque é dada de graça. Mas Deus quer que peçamos esta esmola pela oração. Deus também quer que recebamos os sacramentos, para recebermos a graça por meio deles.
   Quem quer ser homem honesto precisa da graça de Deus. Há de usar dos meios, com que se ganha a graça. Há de pedir a graça e há de receber os sacramentos.
   Um passarinho não pode voar sem asas. Também não pode voar com uma asa só. Faltando ambas as asas, ou mesmo uma só, o passarinho cai, arrasta-se no pó, fica sujo, feio, até que morre. Assim também nós. Devemos rezar e receber os sacramentos. Com estas asas a nossa alma voa para o céu. Mas, faltando os sacramentos ou a oração, cai, suja-se, avilta-se, perde a vida sobrenatural.
   Há gente que diz que não tem pecado, mas nunca recebe a santa Comunhão. Mentem! A quem não quer receber os sacramentos, Deus não dá a sua graça e, sem a graça, ninguém fica limpo de pecado mortal. Alcançaremos a graça pelos sacramentos e pela oração.

EXEMPLO
   Jesus estava pregado na Cruz. Ao lado do Salvador, estavam crucificados dois ladrões. Eles toda a sua vida tinham cometido pecados mortais. Estavam no mato à beira do caminho, assaltavam e matavam os viajantes e roubavam-lhes o dinheiro. Enfim, a polícia romana apanhou-os e foram condenados à morte. Um deles ainda blasfemava contra Jesus dizendo. "Se tu és o Salvador, salva-te a ti mesmo e a nós". Mas o outro ladrão lhe respondeu: "Tu, que sofres o mesmo castigo, também, não temes a Deus? Nós sofremos com justiça e recebemos o castigo merecido por nossos pecados. Mas este nenhum mal fez". E virando-se para Jesus, o ladrão disse:"Senhor, lembrai-Vos de mim, quando chegardes ao vosso reino". E Jesus lhe disse: "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
   No caso do bom ladrão, vemos um exemplo de graça atual. Deus deu a ele a graça de se converter, ao contemplar a paciência admirável de Jesus. Ele cooperou com a graça.
PELA ORAÇÃO ALCANÇAMOS TUDO!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O DECÁLOGO PELA EXPLICAÇÃO DO QUADRO CATEQUÉTICO

Quadro catequético representando a promulgação
do Decálogo no monte Sinai
   Este quadro procura representar Moisés recebendo de Deus as duas tábuas de pedra nas quais Deus escrevera os dez mandamentos ou Decálogo. Assim descreve o livro do Êxodo XIX, 16-25: "Já tinha chegado o terceiro dia, e raiava a manhã, e eis que começaram a ouvir-se trovões, a fuzilar relâmpagos, e uma nuvem muito espessa cobriu o monte, e o som duma trombeta atroava muito forte; e o povo que estava no acampamento atemorizou-se. Quando Moisés os conduziu fora do acampamento (para irem) ao encontro de Deus, pararam nas faldas do monte. Todo o monte sinai fumegava, porque o Senhor tinha descido sobre ele no meio do fogo, e dele, como duma fornalha, se elevava fumo, e todo o monte causava terror. O som da trombeta ia aumentando pouco a pouco, e se espalhava mais ao longe. Moisés falava, e Deus respondia-lhe. O Senhor, pois, desceu sobre o Monte Sinai, no cimo mesmo do monte e chamou Moisés ao mais alto dele. E, tendo lá subido, (o Senhor) disse-lhe: Desce e notifica ao povo, não suceda que, para ver o Senhor, queira passar os limites, e pereça um grande número deles. Os sacerdotes também que se aproximam do Senhor, santifiquem-se para que ele não os fira (de morte)(...) O Senhor disse-lhe: Vai, desce, e (em seguida) subirás tu, e Arão contigo; os sacerdotes, porém, e o povo não ultrapassem os limites, nem subam para o Senhor, não suceda que ele os mate. Moisés desceu ao povo, e referiu-lhes tudo". 
   Como já vimos no post anterior, Deus pronunciou todas as palavras do Decálogo. E todo o povo ouvia os trovões e o som da trombeta, e via os relâmpagos e o monte fumegando. Todo povo ficou aterrorizado e abalado pedindo que Deus não lhes falasse porque achava que todos iriam morrer. 
   Deus quis todo este terrível aparato para inspirar a seu povo um temor salutar que o levasse a observar sua Lei. 

domingo, 26 de abril de 2015

REFORMA AGRÁRIA - REFLEXÕES

Artigo extraído do livro "QUER AGRADE, QUER DESAGRADE", de autoria do então Reverendíssimo Padre Fernando Arêas Rifan (1999).

   A Igreja como guardiã da Lei Natural e da Lei Positiva de Deus, defende o direito de propriedade, como aliás e defende também a nossa Carta Magna. O 7º Mandamento da Lei de Deus "Não furtar", supõe evidentemente que cada um tenha o direito de possuir o que é seu. Verdade reafirmada no 10º Mandamento "Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem a sua casa, nem o seu campo... nem o seu boi... nem coisa alguma que lhe pertença" (Dt. 5, 21).

   Ademais, a Bíblia narra que os Patriarcas possuíam grandes propriedades com a bênção de Deus; por exemplo, Abraão, Lot e Jó.

   Assim, a Reforma Agrária compulsória, de estilo socialista e confiscatório, não encontra respaldo na doutrina cristã e na Lei de Deus.

   Além disso, apresentar a Reforma Agrária como solução para os problemas sociais é mera ilusão. O meio universal de prover às necessidades da vida é o trabalho, quer se exerça em terreno próprio quer no alheio. Por isso a Igreja advoga que haja trabalho remunerado com justiça. E o justo salário, que a doutrina católica ensina e com o qual onera a consciência dos patrões, é o salário que seja suficiente para o sustento do trabalhador e de sua família e lhe dê condições de formar um modesto pecúlio que lhe ofereça tranquilidade no futuro. 

   Mas o trabalho não é só trabalho manual. Também o trabalho intelectual, técnico, administrativo, do proprietário por exemplo, é trabalho e deve ser defendido e bem remunerado. 

   Outrossim a Reforma Agrária confiscatória e fragmentadora até hoje não deu certo em parte alguma. Estão aí os exemplos de Cuba, El Salvador e do México, onde tiveram que vender os minifúndios distribuídos para aglutiná-los novamente porque a produção se transformara num fracasso. Ademais a insegurança e inquietação provocadas pelo espectro da Reforma Agrária conduz à queda de produção, cujo saldo é a fome, sem falar no recrudescimento da luta de classes, com mortos d feridos cujas notícias enchem nossos jornais.

   Ao invés da Reforma Agrária que só traria prejuízos, o que o Brasil precisa é de uma política agrária, uma verdadeira reforma agrícola, baseada na função subsidiária do Estado, com maior assistência ao homem do campo, técnica e financeiramente, revisão da legislação trabalhista tornando-a igualmente justa para patrões e empregados; maior segurança aos pequenos e médios proprietários, maior difusão da parceria e do colonato; maior fixação do trabalhador na terra, propiciando melhor atendimento sanitário, hospitalar e educacional dos proprietários aos seus colonos e suas famílias, resolvendo assim em grande parte o problema dos boias-frias, incentivo ao cooperativismo baseado na livre iniciativa e no direito de propriedade; tudo isso impregnado da verdadeira caridade e fraternidade cristãs. 

sábado, 4 de abril de 2015

O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA NO CALVÁRIO


   Nossa Senhora conhecia as Escrituras, instruída que fora por sua mãe Santa Ana. Sabia, pela profecia do Velho Simeão, que seu Coração seria transpassado por uma espada de dor. Imaginava que isto se realizaria plenamente na morte de seu Filho Jesus, suspenso da terra, pregado numa cruz.

  No plano divino de salvação dos homens, Nossa Senhora sabia que Deus assim o exigia. E aqui também ela dá o seu sim, "fiat!". Santa Isabel, repleta do Espírito Santo, chamou-a bem-aventurada porque "acreditou" na palavra de Deus. E Maria vai pô-la em prática com toda generosidade de seu Imaculado Coração. Quando uma mulher dentre a multidão a felicitou por ser Mãe de Jesus, Este não negou tal honra e bem-aventurança, mas elogiou algo ainda mais importante em sua Mãe, e em todos os que fizessem o mesmo: "Mais bem-aventurado aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática". Jesus vai dizer em outra oportunidade que quem faz a sua vontade é sua "mãe". Portanto, Maria Santíssima é mais bem-aventurada que qualquer outra pessoa. Em outras palavras: É bendita entre todas as mulheres! 

  Meditamo-lo nestes dias. Maria Santíssima subiu ao Calvário com seu Jesus e às gotas de sangue d'Ele mistura as lágrimas de sua dilacerante dor. Vimo-la ao pé da cruz com o Coração transpassado. Está de pé, nesta atitude solene do Sacerdote que imola a Vítima. Se ela oferece o seu Coração para ser transpassado por aquela espada predita pelo Velho Simeão é porque traz em si dois amores: o de seu filho, que é o Filho de Deus; e o amor a todos nós, que Ela reconhece também como filhos, irmãos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus se fizera nosso irmão ao se encarnar no Seu puríssimo seio, e justamente aqui no Calvário a Humanidade de Jesus sofre e Ele morre numa cruz. Na Encarnação Maria dá o seu "fiat"; aqui também o dá.  Para Jesus entrar no mundo, Maria Santíssima deu o seu "Sim" - fiat - agora no Calvário, para Jesus sair do mundo, também o dá por amor a nós. Como não confiar em Maria Santíssima, se ela sacrifica seu Filho por nosso amor, porque aceita a vontade do Pai, que assim quis que Seu Filho morresse para que nós homens tivéssemos a vida e a tivéssemos em abundância?

   Não esqueçamos. outrossim, caríssimos irmãos, o que Jesus disse na Cruz: "Senhora, eis o teu filho" indicando João e nele toda a humanidade. É uma palavra sublime que irradia, como brilhante luz, consolo e esperança para nós. 

   Deus quis que tivéssemos Jesus através de Maria. Não precisava. Mas, em sua Sabedoria Infinita, assim o quis. Quem somos nós para discordar do plano de Deus!? Temos é que agradecer!  Poderia ter mandado Jesus já homem feito como aliás agira com relação ao primeiro homem. Adão não saiu de uma uma mulher; ela é que vai sair da costela do primeiro homem. Com relação a Jesus, o Filho do Homem, Deus quis, por uma ação milagrosa, que nascesse  de uma Virgem. No Calvário, de alguma maneira, podemos dizer que foi da vontade de Deus que tivéssemos Jesus, nossa Vida, nascidos quais filhos do Coração aberto de Maria pela espada predita pelo Velho Simeão. Assim são revelados os verdadeiros corações filiais de muitos. Somos redimidos unicamente por Jesus mas somos também filhos de Maria Santíssima. Deus é que quis assim. Se os Protestantes não o querem, é problema deles.  

   

sexta-feira, 27 de março de 2015

CRIAÇÃO DO MUNDO - QUADRO CATEQUÉTICO




Este quadro catequético representa a obra da Criação do mundo em seis faixas circulares. Cada uma representa um dos seis dias da criação e o gesto de Deus operando sua obra.
   De cima para baixo:
   A primeira faixa representa a obra do primeiro dia, isto é, Deus criando a luz.
  A segunda faixa representa a obra do segundo dia, isto é, Deus criando o firmamento e separando-o da terra e das águas.
   A terceira faixa representa a obra do terceiro dia, isto é, Deus separando a terra das águas e ordenando a terra que produza toda espécie de plantas.
   A quarta faixa representa a obra do quarto dia, isto é, Deus criando o sol, a lua e as estrelas.
   A quinta faixa representa a obra do quinto dia, isto é, Deus criando as aves no ar e os peixes nas águas.
   A sexta faixa representa a obra do sexto dia, isto é, Deus criando os animais terrestres e fazendo o homem à sua imagem e semelhança.
   No alto do quadro, Deus descansa no sétimo dia e consagra este dia ao Seu serviço. Este repouso é representado pelo sol velado e os astros que presidem à noite: a lua e as estrelas. O triângulo formado por uma nuvem na qual Deus se repousa, significa que as três Pessoas divinas cooperaram juntas na obra da criação. Por isso disse Deus no plural: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança".