SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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segunda-feira, 30 de maio de 2016

OS MANDAMENTOS - 36ª LIÇÃO

- COMO SE CONHECE A LEI DE DEUS?
- PELOS MANDAMENTOS.

- QUANTOS SÃO OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS?
- SÃO DEZ:
                              1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.
                              2º -  Não tomar Seu Santo Nome em vão.
                              3º - Guardar domingos e festas.
                              4º - Honrar pai e mãe.
                              5º - Não matar.
                              6º - Não pecar contra a castidade.
                              7º - Não furtar.
                              8º - Não levantar falso testemunho.
                              9º - Não desejar a mulher do próximo.
                             10º - Não cobiçar as coisas alheias.

  



Vimos que o pecado é uma desobediência à lei de Deus. Conhecemos a lei de Deus pelos mandamentos. Eles foram dados por Deus a Moisés, no Monte Sinai, escritos em duas tábuas de pedra. Os homens já têm  no coração a lei natural, pela qual sabem que devem fazer o bem e evitar o mal. Mas Deus quis dar explicitamente os mandamentos para não haver dúvidas.
  Os três primeiros mandamentos declaram os nossos deveres para com Deus. Os outros sete declaram os nossos deveres para com o próximo e para com nós mesmos.
   Observar os mandamentos é condição para a nossa salvação. No Evangelho lemos a passagem do jovem rico que perguntou a Jesus: "Bom Mestre, que devo fazer de bom para alcançar a vida eterna?" Jesus respondeu:"Se queres entrar na vida eterna, guarda os mandamentos".

                        EXEMPLO
Os dez mandamentos provêm todos de Deus. Escutem este caso:
   Certo operário católico não queria trabalhar nos domingos, conforme a lei de Deus. Mas o patrão, que era ateu, queria obrigá-lo, dizendo: "Isto de santificar o domingo e dias santos é pura invenção dos padres". Disse-lhe então o operário: "O sr. acha que é assim? Então se o terceiro mandamento é invenção dos padres, também o são: o quinto (não matar) e o sétimo (não furtar). E fique o sr. sabendo que muitas vezes eu poderia ter-lhe roubado; o sr. nunca ficaria sabendo; mas não o fiz porque o sétimo mandamento me proíbe. Mas como este mandamento é invenção dos padres, já sei o que fazer no futuro..." O ateu ficou confuso. Depois, batendo amigavelmente nos ombros do seu fiel operário lhe disse: "Você tem razão. Continue a observar todos os mandamentos, inclusive o terceiro que não o incomodarei mais".

QUANTOS SÃO OS MANDAMENTOS DA IGREJA?
- SÃO CINCO:
     1º - Participar da Missa aos domingos e festas de guarda e permanecer livres de trabalhos e de atividades que poderiam impedir a santificação desses dias.
     2º - Confessar os próprios pecados pelo menos uma vez ao ano.
     3º - Receber o sacramento da Eucaristia pelo menos na Páscoa.
     4º - Abster-se de comer carne e observar os jejuns nos dias estabelecidos pela Igreja.
     5º - Suprir as necessidades materiais da própria Igreja, segundo as próprias possibilidades.
  
   Além dos mandamentos da lei de Deus, devemos observar os mandamentos da Igreja. Quem deu à Igreja o poder de fazer mandamentos foi Jesus Cristo. Jesus disse aos apóstolos: "Tudo o que ligares sobre a terra será ligado também no céu;  e tudo o que desligares sobre a terra, será também desligado no céu. Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza".
   Os mandamentos da Igreja são preceitos por ela estabelecidos para nos ajudar a cumprir direito os nossos deveres. Na Igreja podem fazer leis o Papa e os Bispos, legítimos sucessores dos apóstolos, a quem Jesus disse: "Quem vos ouve, a mim ouve", quem vos despreza a mim despreza".

EXEMPLO
   Um menino que tinha acabado de fazer a primeira comunhão foi convidado a jantar com um amiguinho da família. Mas era dia de abstinência e só havia carne sobre a mesa. O convidado recusou-se a servir-se de carne. E como lhe observassem que não devia dar tanta importância às leis da Igreja, visto serem feitas pelos homens, respondeu: "Sim, são feitas pelos homens, mas por homens a quem Jesus Cristo disse: "Quem vos ouve, a mim ouve". Belo exemplo!
   (Este fato se deu há muito tempo, porque hoje os Bispos têm a faculdade de trocar esta penitência por outra obra boa. Se todos fazem ou não, só Deus sabe! Cada qual tem que se examinar diante de Deus. Uma coisa é certa,  esta palavra de JESUS: "Se não fizerdes penitência, todos perecereis".

terça-feira, 26 de maio de 2015

A SANTA MISSA - 50ª LIÇÃO

- QUE É A MISSA?
- É O SACRIFÍCIO INCRUENTO DO CORPO E DO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, OFERECIDO SOBRE NOSSOS ALTARES, DEBAIXO DAS APARÊNCIAS DE PÃO E DE VINHO, EM MEMÓRIA DO SACRIFÍCIO DA CRUZ.

- QUEM CELEBROU A PRIMEIRA MISSA?
- JESUS, NA QUINTA-FEIRA SANTA. FOI O DIA EM QUE ELE INSTITUIU A EUCARISTIA.

  


A Missa é um sacrifício. Já nos tempos antigos os homens compreendiam que tudo quanto tinham era de Deus. Queriam honrar a Deus como dono de todos os seus bens. Por isso, destruíam alguma coisa sua: frutas, animais ou outra coisa, e assim reconheciam que aquilo não lhes pertencia, mas sim a Deus.
   Aquela oferta feita a Deus para   honrá-Lo como supremo Senhor de tudo quanto é nosso, chama-se sacrifício.
   Abel ofereceu um cordeiro do seu rebanho. Abel matou  e queimou o cordeiro. O cordeiro não servia mais a Abel. Abel, assim queria dizer com isso a Deus: Senhor, não é meu aquele cordeiro, é vosso. Ele venerava a Deus como o Senhor de todos os bens, destruindo alguns de desses bens. Por outras palavras: Abel oferecia a Deus um sacrifício.
   Um sacrifício é a oferta de uma coisa visível, feita a Deus pela destruição daquela coisa para reconhecer a Deus como nosso Supremo Senhor e dono de todos os nossos bens.
   Deus aceitava os sacrifícios de Abel e de outros homens bons por causa da boa vontade que tinham. Mas o valor daqueles sacrifícios era pequeno e não chegava para pagar os pecados dos homens, pois o pecado é um mal infinito, uma ofensa infinita contra Deus. Por isso, para pagar a grande dívida dos pecadores, era preciso um sacrifício de valor infinito. Jesus ofereceu na Cruz esse sacrifício de valor infinito.
   Abel matou um cordeiro, e assim ofereceu a Deus o corpo e o sangue do cordeiro. Jesus deixou-se matar e assim ofereceu a Deus seu próprio Corpo e Sangue.
   O Corpo e Sangue de Jesus tem um valor infinito, pois Jesus é Deus. Por isso, o sacrifício da Cruz tinha um valor infinito e pagou a grande dívida do pecado original e dos outros pecados dos homens.
 


A Missa é o mesmo sacrifício que o da Cruz. O sacrifício da Cruz é um sacrifício cruento do Corpo e Sangue de Jesus. Na Cruz Jesus derramou o Seu Sangue, ou seja, foi um sacrifício cruento(=com derramamento de sangue). O sacrifício da Missa é um sacrifício incruento do Corpo e do Sangue de Jesus. A morte de Jesus na Missa está só nas palavras e nas aparências: na realidade não se derrama na Missa o sangue   do Senhor. A Missa é um sacrifício incruento, ou seja, sem derramamento de sangue.
   Assim se representa a separação do Corpo e do Sangue de Jesus na Cruz. Na Missa, o Corpo de Jesus não se separa realmente do seu Sangue. Se fosse assim, Jesus morreria outra vez e haveria um novo sacrifício. Não há um novo sacrifício na Missa; há o mesmo sacrifício que foi oferecido na Cruz. A separação é só nas palavras e nas aparências, que representam a separação mística. Como depois da consagração não há pão, mas só aparências reais de pão, assim na Missa não há morte de Jesus, mas só aparência reais da morte, que representam a morte real de Jesus na Cruz.
   Por isso, a Missa não é só uma representação, como numa imagem, ou num teatro se representa a morte de Jesus. Na Missa há mais: o mesmo Jesus , que se sacrificou na Cruz, sacrifica-se também na Missa. Jesus está debaixo de diferentes aparências por diferentes palavras.
   Jesus vem inteiro com seu Corpo e Sangue; porém, por palavras reais e separadas, debaixo de aparências reais e separadas. Esta separação do Corpo e Sangue chama-se separação mística do Corpo e Sangue, a morte mística de Jesus. Na Cruz a morte de Jesus, pela separação do Corpo e Sangue, é puramente real: o Sangue saiu do Corpo e derramou-se.
   Numa imagem de Jesus Crucificado, a morte, pela separação do Corpo e Sangue, é puramente imaginária: não há corpo, nem sangue, nem palavras, nem aparências separadas: a cor, a figura, e tudo é das tintas e do papel e não tem nada com Jesus a não ser a semelhança da imagem.
   Na Missa não há separação do Corpo e Sangue puramente real, como na Cruz. Mas há mais que a morte imaginária, como numa pintura. Pois há verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Jesus e estes se vestiram das aparências reais da separação e morte por palavras de separação e morte. Os sacrifícios tem de ser percebidos pelos sentidos. Mas o Corpo e Sangue de Jesus na Missa não se percebe: percebem-se as aparências e a palavra. É , portanto, só nas aparências e nas palavras que há de haver morte, a separação do Corpo e do Sangue.

A COMUNHÃO - I - 47ª - LIÇÃO

- QUE É COMUNGAR?
- COMUNGAR É RECEBER A HÓSTIA CONSAGRADA.

- QUEM ESTÁ NA HÓSTIA CONSAGRADA?
- ESTÁ JESUS CRISTO TODO INTEIRO, CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE COMO ESTÁ NO CÉU.

   O profeta Elias tinha feito um grande milagre para provar que há um só Deus. O rei Acab ficou muito amedrontado com este milagre. Mas a rainha Jezabel, aquela mulher ruim, quis matar o profeta. Elias, então, fugiu para longe... para muito longe... e chegou ao deserto. Ali não havia o que comer nem beber. Depois de andar um dia no deserto, o profeta, cansado, morrendo de fome e sede, sentou-se ao pé de uma árvore e esperou a morte. Mas um anjo o tocou e disse: Levanta-te e come. O profeta olhou e viu perto de sua cabeça um pão e um vaso com água. Elias levantou-se, comeu, e este pão dos anjos deu força milagrosa. O prefeta andou quarenta dias até à montanha Horeb.
   A comida que todos os dias tomamos para alimento do nosso corpo é agradável ao paladar.
   Este profeta tinha fome, e foi uma satisfação comer aquele pão. O alimento dá gosto ao nosso paladar.
   A santa Comunhão é o alimento da nossa alma. A santa Comunhão dá gosto e consolação à nossa alma.
   A comida que tomamos para o nosso corpo, também dá força ao nosso corpo.
   O profeta Elias já quese não podia andar, porque não se tinha alimentado. Mas com este pão ficou mais forte. Quando durante alguns dias não comemos, vamos ficando cada vez mais fracos e enfim morreremos. O alimento, a comida dá força ao nosso corpo.
   A santa Comunhão é o alimento das nossas almas. A santa Comunhão dá força às nossas almas.
   A comida que todo o dia tomamos para nosso corpo, une-se com o nosso corpo e, unindo-se, produz aquela força e aquela satisfação. A Comunhão é o alimento da nossa alma. Jesus no Santíssimo Sacramento une-se à nossa alma e por esta união nos dá força e consolação.
   Quando uma mulher vai fazer pão, ajunta à farinha um pouco de fermento. Aquele pouco de fermento faz melhorar a pão. Assim, quando o Santíssimo Sacramento se une à nossa alma, torna toda a nossa alma melhor por essa união. Quando o sol brilha numa nuvem, toda a nuvem fica luminosa. Assim quando, pela santa Comunhão, Jesus brilha na alma, toda a nossa alma torna-se luminosa, isto é, bela pelo aumento da graça santificante, mais inteligente pelo aumento da fé.
   São Tomé viu que Jesus tinha ressuscitado e, só depois de ver, creu e adorou a seu Senhor. Jesus não quer isto. Jesus repreendeu a Tomé: "Tu creste , Tomé, porque viste, bem-aventurados os que não viram e creram".
   Nosso Senhor quer que creiamos, sem primeiro ver, só nas suas palavras. Por isso Jesus disse que o Santíssimo Sacramento é o Seu Corpo e Sangue, mas não deixa aparecer o seu Corpo e Sangue. O que aparece no Santíssimo Sacramento, - a cor, a figura, o peso, o sabor, tudo isto é do pão. Na consagração, pelo poder de Jesus, a mesma substância do pão é transformada na substância do Corpo de Jesus. A própria substância do pão não está mais no altar depois da consagração.
   Só ficam as aparências. As aparências duma coisa são a cor, a figura, o sabor, o som. o peso, e tudo quanto faz perceber aquela coisa pelos sentidos. As aparências do pão que o padre leva ao altar são, por exemplo: a cor branca, a forma redonda. o sabor de pão sem fermento e sem sal. Na Consagração o pão mesmo, a coisa mesma do pão, muda-se no Corpo de Jesus Cristo, mas Deus guarda a cor branca, a forma redonda, o sabor de pão.
   Deus conserva as aparências e debaixo daquelas aparências vem Jesus Cristo. Por isso parece ainda um pedacinho de pão, porque os nossos olhos vêem a mesma cor de pão, a mesma forma redonda; os nossos ouvidos ouvem o mesmo som, quando se quebra a hóstia; o nosso paladar sente o mesmo sabor do pão sem fermento e sem sal. São as aparências que pelo poder de Deus, ficam na existência sem a coisa mesma do pão.
   A coisa mesma do pão não está mais ali: foi transformada no Corpo de Jesus Cristo com Seu Sangue, com a Sua alma e com a Sua Divindade. Normalmente é a coisa mesma do pão que sustenta as aparências. O que esta substância do pão pode(ou seja: sustentar as aparências) Jesus também o pode: Jesus sustenta as aparências do pão.
   Pela força das palavras da Consagração, só o Corpo de Jesus está debaixo das aparências do pão. Mas o Sangue e a Alma naturalmente acompanham o Corpo, porque Jesus está na Eucaristia vivo, já não morre mais. O seu Sangue e Alma não se separam mais do seu Corpo.
   Assim também debaixo das aparências do vinho, pela força das palavras, está só o Sangue do Senhor. Mas o Corpo e a Alma naturalmente acompanham o Sangue, porque Jesus está vivo, já não morre mais. O Sangue e a Alma não se separam mais do seu Corpo.
   Também a natureza divina de Jesus, a Divindade, nunca se separa nem do Corpo, nem do Sangue e está também no Santíssimo Sacramento.
    Os nossos olhos, que só conhecem as coisas por suas aparências, por sua cor e figura, podem enganar-se, se a nossa fé não está firme. Os nossos olhos parecem dizer: "É pão". Jesus Cristo diz: "É o meu Corpo". Em quem creremos? É claro, creremos em Jesus Cristo, que sabe tudo e não pode enganar, nem mentir."Bem-aventurados os que não viram, e creram".

A COMUNHÃO - II - 48ª LIÇÃO

- QUEM CONSAGRA A HÓSTIA?
- É O PADRE, NA MISSA.

- ELE CONSAGRA SÓ A HÓSTIA?
- NÃO, CONSAGRA TAMBÉM O VINHO.

- QUEM DEU ESTE PODER AO PADRE DE MUDAR O PÃO NO CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS  CRISTO?
- FOI O PRÓPRIO JESUS CRISTO.

- QUANDO?
- NA ÚLTIMA CEIA, ISTO É, NA ÚLTIMA VEZ QUE ELE COMEU COM OS SEUS APÓSTOLOS, ANTES DE MORRER NA CRUZ. NA QUINTA-FEIRA SANTA.

 


Jesus sabia que ia morrer na Sexta-feira Santa. Na véspera daquele dia, na noite de quinta-feira, fez uma ceia solene com os Apóstolos. Depois de acabada a ceia, havia ainda na mesa pão e um cálice com vinho. Jesus tomou o pão em suas sagradas mãos, benzeu-o , deu graças a Deus, partiu-o, deu-o a seus Apóstolos e disse: "Tomai e comei: isto é o meu corpo". Neste momento, Jesus por seu poder infinito, mudou o pão no seu corpo. Não era mais pão, mas o Corpo de Jesus Cristo.
   Da mesma maneira, Jesus tomou o cálice nas suas sagradas mãos, deu graças a seu Pai, entregou o cálice aos Apóstolos e disse: "Tomai e bebei, este é meu sangue". Não havia mais vinho no cálice, mas o sangue de Jesus Cristo.
   Deus com uma só palavra, pode fazer o que quer. Tudo o que Deus diz, logo é. O que Deus diz, logo principia ser, logo se realiza, logo se verifica, logo se cumpre.
   Depois de mudar o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue, Jesus disse aos Apóstolos: "Fazei isto em memória de mim". Para se lembrar de Jesus e principalmente para que comemorassem a morte de Jesus, os Apóstolos deviam fazer o mesmo que Jesus tinha feito: pois Jesus disse: "Fazei isto". Que tinha feito Jesus? Jesus tinha mudado o pão e o vinho no seu Corpo e Sangue. Jesus mandou aos Apóstolos mudar também o pão e vinho no Corpo e Sangue de Jesus. Jesus deu aos Apóstolos e aos seus sucessores no sacerdócio o poder de mudar pão e vinho no seu Corpo e Sangue. Os sucessores dos Apóstolos no governo da Igreja são os Bispos. Os sucessores dos Apóstolos no sacerdócio são todos os padres. A todos os padres o Bispo entrega-lhes no sacramento da Ordem um cálice com vinho e um pedacinho de pão, dizendo: "Recebe o poder de mudar o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo".
   Jesus encarregou os sacerdotes de dizerem em seu nome: "Isto é o meu Corpo". Estas palavras do padre têm o mesmo efeito como se Jesus as dissesse. Por estas palavras o pão e o vinho mudam-se no Corpo e Sangue de Jesus Cristo.
   É na Missa que os sucessores dos Apóstolos no sacerdócio, os padres, mudam o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Jesus Cristo. O padre leva para o altar uma hóstia, isto é, um pedacinho redondo de pão sem fermento, como Jesus na última ceia. O padre leva também para o altar um cálice, que, ao menos por dentro deve ser dourado. Neste cálice, o padre deposita vinho puro de uva.
   No meio da Missa, no momento da Consagração, o padre faz o que Jesus fez na última ceia: o padre toma o pão nas mãos, abençoa-o, dá graças a Deus, parte-o (antes de sua comunhão) e diz: "Tomai e comei, isto é o meu Corpo". O padre não diz: Isto é o Corpo de Jesus", mas; "Isto é o meu Corpo", porque o padre fala em nome de Jesus. Neste momento o poder infinito de Jesus muda o pão no seu Corpo, como na última Ceia. Não há mais pão no altar, mas o Corpo de Jesus Cristo. Por isso o padre logo se ajoelha; pois Jesus está no altar. Depois o padre levanta a Hóstia, que é Jesus Cristo, para o povo adorar a Nosso Senhor.
   Em seguida o padre toma o cálice com vinho, abençoa-o, dá graças a Deus e diz: "Tomai e bebei, este é o meu Sangue. Neste momento, Jesus, por seu infinito poder, muda o vinho no seu Sangue. Não há mais vinho no cálice, mas o Sangue de Jesus Cristo unido ao seu Corpo, à sua alma e à sua Divindade. Por isso o padre logo se ajoelha e levanta o cálice para que o povo adore o preciosíssimo Sangue.
   Essa maravilhosa mudança ou conversão de toda a substância do pão no Corpo e de toda a substância do vinho no Sangue de Jesus Cristo, chama-se: TRANSUBSTANCIAÇÃO.

A COMUNHÃO - III - 49ª LIÇÃO

- QUE É NECESSÁRIO PARA COMUNGAR?
- TRÊS COISAS: 1ª  - ESTAR SEM PECADO;  2ª - ESTAR SEM COMER NEM BEBER NADA DURANTE UMA HORA ANTES DA COMUNHÃO (PODE-SE BEBER ÁGUA PURA). 3ª - TER A INTENÇÃO DE RECEBER O CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

   Antes de instituir o Santíssimo Sacramento na última ceia, Jesus lavou os pés de seus Apóstolos. Assim fez para nos dar um exemplo de humildade. Mas o lava-pés tem um sentido mais profundo. Jesus ensina também que antes de receber a Santa Comunhão a alma deve estar muito limpa.
   Lavando os pés dos Apóstolos, Jesus chegou a Pedro. Pedro disse: "Senhor, Vós me lavais os pés?" Jesus respondeu: "O que eu faço ainda não sabes. Mas o saberá depois". Mas Pedro não se conformou, e disse: "Senhor, nunca me lavareis os pés". E Jesus disse:"Se eu não te lavar os pés, não terás parte comigo". Então Pedro logo cedeu: "Senhor, não só os pés, mas também as mãos e a cabeça".
   E Jesus explicou: "Quem está lavado não precisa senão que se lhe lavem os pés. E está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". E a Bíblia acrescenta que isto foi dito do traidor. Era a alma de Judas Iscariotes que não estava limpa: é, portanto, da limpeza da alma que Jesus fala. A comparação que Jesus usa é esta:
    Naquele país alguém se lava, muda de roupa, calça as sandálias sobre os pés nus e vai visitar um amigo. Chega lá todo limpo, só que sobre os pés, caiu alguma poeira da rua ou da estrada. Por isso, ao chegar, o amigo lhe manda um criado para lhe lavar os pés. Agora está todo limpo.
   Jesus já antes tinha lavado os Apóstolos de todos os seus pecados. Nunca mais tinham cometido pecado mortal: sua alma estava limpa. Mas alguma leve poeira de pecadinhos veniais sempre tinha caído sobre suas almas, como o pó das ruas e estradas que suja os pés. Jesus quer que, antes de comungar limpem a sua alma destes pecadinhos e cheguem à Comunhão de todo limpos. Só um, diz Jesus, não está limpo. Só Judas vai comungar com pecado mortal na alma. Chamamos a isto comunhão sacrílega, porque profana uma coisa santa: o Corpo e o Sangue do Salvador. Desonrar uma coisa santa é um grande pecado. Este pecado chama-se sacrilégio. É um sacrilégio receber o Corpo do Senhor numa alma manchada de pecado mortal.
   Jesus foi condenado à morte na noite de quinta-feira Santa. Depois levaram o Senhor para uma cadeia. Ali cuspiram-lhe no rosto, taparam-lhe os olhos  com um pano sujo, bateram-lhe no rosto. E por zombaria diziam: "Adivinha quem te bateu!
   Isso mesmo fazem todos os que recebem o Santíssimo Sacramento com pecado mortal na alma. Uma alma manchada com o pecado mortal é muito mais feia do que aquela cadeia. Quem ousará introduzir o Senhor em tal alma? Uma alma manchada pelo pecado mortal é muito mais imunda do que aquele pano e aquela saliva que cuspiram no rosto do Senhor. Quem ousa juntar uma coisa tão suja ao Corpo e Sangue Puríssimo de Jesus?
   Nós, antes da Comunhão, faremos o que os outros Apóstolos fizeram. Quando Jesus falou do traidor, cada um ficou com medo de que fosse ele. Um por um os Apóstolos foram perguntando a Jesus: "Senhor sou eu?"
   Isso, sim. Antes da Comunhão, ajoelhamo-nos em presença de Jesus e perguntamos: "Senhor, sou eu o traidor? Tenho eu um pecado mortal, não confessado? Ajudai-me , Senhor, para confessar tudo, e limpar tudo". Então faremos uma confissão bem feita antes de receber a santa Comunhão. Queremos fazer a nossa alma tão limpa como a toalha branca, em que, na Missa, o padre põe o Santíssimo Sacramento. Queremos fazer a nossa alma tão limpa como o ouro puro do cibório onde se guarda o Santíssimo Sacramento e como a seda branca que cobre a âmbula.
   Quem receber o Corpo do Senhor indignamente, come a sua condenação, porque não respeita o Corpo do Senhor.
   Para receber a santa Comunhão devemos também  estar em jejum desde uma hora antes de comungar. Água pura não quebra o jejum.
   Mas não devemos estar contentes só com estar limpos de pecado mortal e em jejum. Queremos prepararmos mais. Queremos ter uma intenção pura e sincera. Não procuramos a santa Comunhão por costume, vaidade ou porque outros vão. Recebemos o Santíssimo Sacramento para nos unirmos mais intimamente com Jesus e recebermos por esta união a força e consolação.
   Fazemos então atos de fé, esperança, humildade, amor e desejo de receber Nosso Senhor. Estes atos estão no catecismo e nos livrinhos de oração na preparação à santa Comunhão. Antes de fazermos a Comunhão convém estarmos um quarto de hora ou nunca menos de dez minutos na igreja, ajoelhados para nos preparar. E depois da santa Comunhão ficamos o mesmo tempo para a ação de graças.

sábado, 23 de maio de 2015

A GRAÇA - I - GRAÇA SANTIFICANTE - 45ª LIÇÃO

 
Em cima: Representação de uma alma na graça de Deus.
Em baixo: Representação de uma alma sem a graça de Deus,
ou seja, no pecado mortal. 



A graça santificante é um dom divino que nos faz filhos de Deus e dignos do céu.
   Um doutor da lei perguntou a Jesus como podia entrar no reino de Deus. Jesus respondeu: "Se alguém não nascer de novo, não pode entrar no reino de Deus". Jesus quer que recebamos uma vida nova em nossa alma. A primeira vez que nascemos, recebemos só a vida natural do corpo e da alma, aquela vida que também os pagãos têm. A vida natural da alma é a força de pensar e querer livremente. A alma de um pagão pode pensar e querer coisas boas, mas nunca pode pensar e querer de maneira tão perfeita, que por isso mereça o céu, onde veremos a Deus. Para isso precisamos de uma nova força de pensar e querer, isto é, de uma nova vida. Devemos nascer de novo, isto é, Deus há de criar em nós uma nova força de pensar e querer.
   Não temos direito algum a esta nova vida, a esta vida sobrenatural. Recebemo-la de graça. Por isso chamamos aquele dom de Deus: GRAÇA. Dizemos graça santificante porque aquela nova vida nos santifica, isto é, nos faz santos.
   A graça santificante faz-nos dignos do céu, isto é, quando morremos com a graça santificante temos o direito de entrar no céu. Quem quer viajar de navio, na entrada, deve dar o bilhete ao empregado. O viajante que tiver o bilhete pode entrar; quem não tiver não entra. A graça santificante é como um bilhete de entrada que dá direito ao céu. Quem tiver a graça santificante entra no céu. Quem não tiver a graça santificante não entra no céu. A graça santificante faz-nos dignos do céu.
   A graça santificante faz-nos filhos de Deus. Nós somos criaturas e servos de Deus, porque tudo quanto temos pertence a Deus. Mas pela graça santificante Deus nos admite como seus filhos.
   Um rei viu um menino pobre, e teve pena dele. E levou o menino para o seu palácio e o adotou como filho, isto é, deu-lhe todos os direitos, que tem o filho dum rei. O menino tornou-se filho adotivo do rei, e, quando o rei morreu, o pequeno recebeu a sua herança. Pela graça santificante nos tornamos filhos adotivos de Deus. Deus nos ama como um pai ama a seus filhos. Deus dá-nos todos os direitos de filhos. Deus não morre. Mas, quando nós morremos com a graça santificante, ele dá a sua rica herança, que é o céu. Como Deus é bom!
   A graça santificante se perde pelo pecado mortal. A alma que perdeu a graça santificante é mais feia que um corpo podre.
   Quem perdeu a graça santificante pode ganhá-la de novo pela confissão, ou pelo arrependimento perfeito junto com a vontade séria de se confessar. Quem comete uma falta grave, deve arrepender-se logo por amor de Deus e de Jesus Cristo e tomar a resolução de confessar bem este pecado e de não o cometer mais.
   Depois do batismo o padre põe uma toalha branca sobre a criança e diz: "Recebe a veste branca e guarda-a sem mancha até o tribunal de Nosso Senhor Jesus Cristo".
   Esta veste branca representa a graça santificante. Devemos guardá-la com cuidado até aparecermos diante do tribunal de Jesus. 
EXEMPLO
   Um dia Deus mostrou a Santa Catarina de Sena uma alma em estado de graça santificante. Santa Catarina admirou muito aquela sublime beleza e depois contou: "A beleza era tão admirável, que queria dar a minha vida, para assegurar a essa alma tão incomparável tesouro". 

A GRAÇA - II - GRAÇA ATUAL - 46ª LIÇÃO

- PARA A GENTE VIVER SEM PECADO BASTA CONFESSAR?
- NÃO, PARA VIVER SEM PECADO, A GENTE PRECISA DO AUXÍLIO DE DEUS, ISTO É, DA GRAÇA.

- E COMO A GENTE OBTÉM A GRAÇA?
- PARA OBTER A GRAÇA DE DEUS, É PRECISO REZAR, FAZER BOAS OBRAS, RECEBER OS SACRAMENTOS, PRINCIPALMENTE A COMUNHÃO. 

   A graça atual é um socorro divino para fazermos o bem e evitarmos o mal.
   Nós temos um inimigo, que nos quer tirar a nova vida da nossa alma, a graça santificante. É o demônio. O demônio é mais forte do que nós. Mas tenhamos coragem contra ele, confiados, não em nós, que somos fracos, mas sim na força de nosso Deus. Deus nos ajuda a fazer o bem e a não fazer o mal. A esse socorro, este auxílio de Deus, chamamos graça atual. Dizemos atual, porque esta graça nos ajuda a fazer bons atos, boas ações. Deus ajuda-nos a bem compreender e a bem querer.
   Pela graça atual, Deus nos ajuda a bem compreender. Quando estamos no catecismo ou na pregação, Deus está ajudando nossos pensamentos, para que entendamos bem. Por isso, os que desprezam muito a graça, não entendem mais as coisas da religião, nem as mais fáceis. Não compreendem, por exemplo, que há um Deus, que criou o mundo; não compreendem que quem casou só no civil vive em pecado mortal. Até não vêem mais seus próprios pecados. Têm muitos pecados, e imaginam que não têm pecado nenhum. "Se alguém diz que não tem pecado, engana-se a si mesmo e nele não há verdade", diz a Sagrada Escritura. São cegos, porque lhes falta a luz de cima, a graça. Não compreendem porque lhes falta a graça de Deus, que rejeitaram por sua culpa.


- COMO ALCANÇAMOS A GRAÇA?
- ALCANÇAMOS A GRAÇA PRINCIPALMENTE PELOS SACRAMENTOS E PELA ORAÇÃO.
  
   Deus dá a sua graça gratuitamente, como uma esmola. Por isso se chama "graça", porque é dada de graça. Mas Deus quer que peçamos esta esmola pela oração. Deus também quer que recebamos os sacramentos, para recebermos a graça por meio deles.
   Quem quer ser homem honesto precisa da graça de Deus. Há de usar dos meios, com que se ganha a graça. Há de pedir a graça e há de receber os sacramentos.
   Um passarinho não pode voar sem asas. Também não pode voar com uma asa só. Faltando ambas as asas, ou mesmo uma só, o passarinho cai, arrasta-se no pó, fica sujo, feio, até que morre. Assim também nós. Devemos rezar e receber os sacramentos. Com estas asas a nossa alma voa para o céu. Mas, faltando os sacramentos ou a oração, cai, suja-se, avilta-se, perde a vida sobrenatural.
   Há gente que diz que não tem pecado, mas nunca recebe a santa Comunhão. Mentem! A quem não quer receber os sacramentos, Deus não dá a sua graça e, sem a graça, ninguém fica limpo de pecado mortal. Alcançaremos a graça pelos sacramentos e pela oração.

EXEMPLO
   Jesus estava pregado na Cruz. Ao lado do Salvador, estavam crucificados dois ladrões. Eles toda a sua vida tinham cometido pecados mortais. Estavam no mato à beira do caminho, assaltavam e matavam os viajantes e roubavam-lhes o dinheiro. Enfim, a polícia romana apanhou-os e foram condenados à morte. Um deles ainda blasfemava contra Jesus dizendo. "Se tu és o Salvador, salva-te a ti mesmo e a nós". Mas o outro ladrão lhe respondeu: "Tu, que sofres o mesmo castigo, também, não temes a Deus? Nós sofremos com justiça e recebemos o castigo merecido por nossos pecados. Mas este nenhum mal fez". E virando-se para Jesus, o ladrão disse:"Senhor, lembrai-Vos de mim, quando chegardes ao vosso reino". E Jesus lhe disse: "Hoje mesmo estarás comigo no paraíso".
   No caso do bom ladrão, vemos um exemplo de graça atual. Deus deu a ele a graça de se converter, ao contemplar a paciência admirável de Jesus. Ele cooperou com a graça.
PELA ORAÇÃO ALCANÇAMOS TUDO!