SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O Maná - Figura do Sacramento Eucarístico - ( 2 )

   Como o Maná, a Eucaristia "contém igualmente toda a suavidade e doçura: "Omne delectamentum in se habentem". 
   Nada tão alegre como um banquete. A comunhão é o banquete da alma, isto é, fonte de íntimas alegrias. Como é que Jesus Cristo, verdade e vida, princípio de todo o bem e de toda felicidade, não havia de encher os nossos corações de alegria? Como é que, fazendo-nos beber do cálice do Seu Sangue divino, não havia de derramar em nossas almas aquela alegria espiritual que excita a caridade e sustenta o fervor? No Cenáculo, depois de instituir este divino Sacramento, fala aos Apóstolos da Sua alegria: quer que "esta alegria, a Sua própria alegria, toda divina, seja a nossa, e que dela se encham os nossos corações: "Para que minha alegria esteja em vós" (São João XV, 11). Um dos efeitos da Eucaristia, quando recebida com devoção, é encher a alma de suavidade sobrenatural que a torna pronta e dedicada no serviço de Deus.

   Não esqueçamos, no entanto, que esta alegria é antes de tudo espiritual! Sendo a Eucaristia o "mistério de fé" por excelência, segue-se permitir Deus que esta alegria, toda interior, não tenha repercussão alguma na parte sensível do nosso ser. Sucede a almas deveras fervorosas ficarem acabrunhadas pela aridez depois de terem recebido o pão da vida. Não se admirem; sobretudo não desanimem; se tiverem todas as disposições possíveis para receber a Cristo, se sofrerem com a sua impotência, fiquem tranquilas e conservem-se em paz. Jesus Cristo, sempre vivo, opera em silêncio, mas soberanamente, no íntimo da alma, para a transformar n'Ele; é o efeito mais precioso deste alimento celeste: "Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (São João XI, 57). 

O Maná - Figura do Sacramento Eucarístico ( I )

   Continuação do Post anterior

   Se considerarmos agora a Eucaristia como Sacramento, descobriremos nela propriedades admiráveis de que só um Deus a podia dotar. 
   Os principais acontecimentos da história do povo judeu, no Antigo Testamento, eram o símbolo, umas vezes oculto, obscuro, outras patente, luminoso, das realidades que deviam iluminar a Nova Aliança estabelecida por Cristo. Ora, segundo as próprias palavras de Nosso Senhor, uma das figuras mais características da Eucaristia foi o maná. Com particular insistência, o divino Salvador estabelece comparações entre este alimento que caiu do céu para sustentar os hebreus no deserto e o pão eucarístico que Ele devia dar ao mundo. E assim, será partilhar dos sentimentos de Cristo estudar a figura e o símbolo, para melhor compreender a sua realidade.
   Eis, pois, em que termos o escritor sagrado, órgão do Espírito Santo, fala do maná: "Saciastes, ó Deus, o Vosso povo com o alimento dos Anjos, e do céu deste-lhe sem trabalho um pão já preparado, que lhe proporcionava inteiro prazer e satisfazia todos os gostos. Esta substância, por Vós enviada, mostrava a doçura que tendes para os Vossos filhos, e este pão, acomodando-se ao desejo de quem o comia, transformava-se no que ele quisesse" (Sab. XVI, 20-21).
   A Igreja tomou estas magníficas palavras para as aplicar à Eucaristia no Ofício do Santíssimo Sacramento. Vamos ver com que verdade e plenitude elas exprimem as propriedades do alimento eucarístico; vamos ver com quanto maior razão podemos cantar da sagrada Hóstia o que o autor inspirado cantava do maná.

   Como o maná, a Eucaristia é alimento, mas alimento espiritual. Foi no meio dum banquete, sob forma de alimento, que Nosso Senhor a quis instituir. Jesus Cristo dá-se a nós como alimento das nossas almas: "A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue verdadeira bebida" (João VI, 56). 
   Como o maná, a Eucaristia é um pão descido do céu. O maná, porém, não passava de figura imperfeita; por isso, Nosso Senhor dizia aos judeus que Lhe recordavam o prodígio do deserto: "Moisés não vos deu o pão do céu; meu Pai é quem dá o verdadeiro pão do céu, porque o pão de Deus é Aquele que desce do céu e que dá a vida, não só a um povo em particular, mas a todos os homens". 
   E como os judeus murmurassem ao ouvirem-No chamar-se a si próprio "pão descido do céu", Jesus acrescenta: "Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná e morreram; este é o pão que desce dos céu para que quem o comer não morra. Eu sou o pão vivo que desci do céu; se alguém comer deste pão viverá eternamente". Estas palavras são verdadeiras. Porque, de fato, esse pão deposita em nossos corpos o germe de ressurreição. "E este pão que eu darei é a minha carne para vida do mundo" (São João VI, 32-33, 48-52). 
   Vede como Nosso Senhor mesmo nos mostra, nestas palavras, que a divina realidade da Eucaristia excede em plenitude, na sua substância e nos seus frutos, o alimento dado outrora ao povo judeu. 

sábado, 27 de setembro de 2014

A COMUNHÃO - O MODO - A OBRIGAÇÃO - A COMUNHÃO ESPIRITUAL

O MODO DE COMUNGAR
   Quando vamos comungar, devemos ir recolhidos. Ajoelharmo-nos e levantar um pouco a cabeça; ter os olhos modestos e voltados para a Sagrada Hóstia. Abramos suficientemente a boca e estendamos um pouco a língua sobre o lábio inferior. Devemos estar de joelhos e de mãos postas.
   A patena que o ajudante segura sob o queixo é para receber a partícula ou algum fragmento que por acaso cair das mãos do Sacerdote.
   Deve-se procurar engolir a sagrada partícula o mais depressa possível e abster-se por algum tempo de cuspir.
   Se a partícula se pegar aos céu da boca, despregue-se reverentemente com a língua e nunca com o dedo.

OBRIGAÇÃO DA COMUNHÃO
   1) O terceiro Mandamento da Igreja nos obriga a COMUNGAR AO MENOS UMA VEZ NO ANO, PELA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO.  O tempo útil para cumprir o dever pascal é o próprio Tempo Pascal, isto é, desde a Quinta-feira Santa até a Festa de Pentecostes. Por justa causa, este preceito pode ser cumprido em outro tempo dentro do ano.
   Todos os cristãos que atingiram a idade do uso da razão estão obrigados a cumprir este preceito.
   Quem fizer comunhão sacrílega não cumprirá o preceito, porque a intenção da Igreja é que se receba o Sacramento para o fim por que foi instituído, isto é, para nossa santificação.

COMUNHÃO FREQÜENTE
   Quando a Santa Igreja nos obriga a comungar ao menos uma vez por ano, ela nos dá a conhecer que seu desejo é que comunguemos mais freqüentemente. A alma não tem menos necessidade de alimento espiritual, que o corpo de sustento material. Ora, alimentamos o corpo todos os dias. Será que nossa alma conservará a fortaleza contra as tentações e conseguirá o desenvolvimento da vida sobrenatural, com uma única comunhão no ano? Comunguemos freqüentemente. Ter, no entanto, o cuidado de comungar com reta intenção para não cair na rotina.
   Não se pode dar a todos uma norma determinada. Mas tenhamos por muito certa a norma de Santo Agostinho: "FAZE POR VIVER DE TAL MODO, QUE POSSAS COMUNGAR TODOS OS DIAS".

COMUNHÃO ESPIRITUAL
   Comunhão espiritual é um desejo ardente de receber Nosso Senhor presente na Eucaristia, sem que, todavia, se realize este desejo.
   Consta de três atos:
   a) Ato de fé na Presença Real.
   b) Recordação dos benefícios espirituais que Nosso Senhor nos conseguiu pela Sua Paixão e que nos concede na Sagrada Comunhão.
   c) Ato de caridade, unido à vontade de recebê-Lo na Comunhão Sacramental.
   Fórmula para a Comunhão Espiritual: "Ó meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Adoro-Vos e Vos dou graças por todos os benefícios que me tendes concedido, especialmente porque Vos destes a mim neste Sacramento. Desejo possuir-Vos na minha alma. E como não posso nesta hora receber-Vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao íntimo do meu coração. Inflamai o meu coração de amor por Vós!"

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

CATECISMO DO SANTO CURA D'ARS SOBRE A COMUNHÃO FRËQÜENTE

   Meus filhos, todos os seres da criação precisam alimentar-se para viver: foi por isso que Deus fez crescer as árvores e as plantas; é uma mesa bem servida, onde todos os animais vêm tomar cada um o alimento que lhe convém. Mas é preciso que a alma também se alimente. Onde está então o alimento dela? Meus filhos, quando Deus quis dar um alimento à nossa alma para sustentá-la na peregrinação da vida, passeou o olhar sobre a criação e não achou nada que fosse digno dela. Então dobrou-se sobre si mesmo e resolveu dar-se... Ó minha alma! como és grande, já que só Deus é que te pode contentar!... O alimento da alma é o corpo e o sangue de um Deus!. Ó belo alimento! A alma só pode alimentar-se de Deus! Só Deus lhe basta! Só Deus pode enchê-la! Só Deus pode matar a fome! É-lhe preciso absolutamente o seu Deus!... Que felizes são as almas puras que têm a dita de se unirem a Nosso Senhor pela comunhão! No céu, elas brilharão como belos diamantes, porque Deus se verá nelas. Há em todas as casas um lugar onde se conservam as provisões da família: é a copa. A igreja é a casa das almas; é a nossa casa, de nós que somos cristãos. Pois bem! Nessa casa há uma copa. Vedes o tabernáculo? Se se perguntasse às almas dos cristãos: Que é aquilo? Vossas almas responderiam: "É a copa".
   Não há nada tão grande, meus filhos, como a Eucaristia! Ponde todas as boas obras do mundo contra um comunhão bem feita; será como um grão de pó diante duma montanha. Fazei um pedido quando tiverdes a Deus no vosso coração; Deus nada vos poderá recusar se lhe oferecerdes seu Filho e os merecimentos de sua santa morte e paixão.
   Meus filhos, se se compreendesse o preço da sagrada comunhão, evitar-se-iam as menores faltas para ter a felicidade de fazê-la mais amiúde. Conservar-se-ia a própria alma sempre pura aos olhos de Deus. Reparai, meus filhos, supondo que vos tenhais confessado hoje; haveis de velar sobre vós mesmos; ficareis contentes com o pensamento de que amanhã tereis a ventura de receber o bom Deus no vosso coração... Amanhã, tão pouco, podereis ofender a Deus; vossa alma estará toda embalsamada do sangue precioso de Nosso Senhor... Ó bela vida!!!
   Ó meus filhos, como será bela na eternidade uma alma que tiver recebido freqüente e dignamente o bom Deus! O Corpo de Nosso Senhor brilhará através do nosso corpo, seu Sangue adorável através do nosso sangue; nossa alma ficará mais unida à alma de Nosso Senhor durante toda a eternidade... Será lá que ela gozará de uma felicidade pura e perfeita!...Meus filhos, quando uma alma que recebeu Nosso Senhor entra no paraíso, aumenta a alegria do céu. Os anjos e a Rainha dos anjos vêm ao encontro dela, porque reconhecem o Filho de Deus nessa alma. É então que ela se indeniza das penas e dos sacrifícios que tiver suportado durante a vida.
   Meus filhos, sabe-se quando uma alma recebeu dignamente o sacramento da Eucaristia. Ela fica tão mergulhada no amor, tão penetrada e mudada, que não a reconhecem mais nas suas ações, nas suas palavras... É humilde, é mansa, é mortificada, é caridosa, é modesta, harmoniza-se com todos. É uma alma capaz dos maiores sacrifícios; enfim não é mais reconhecível.
   Ide pois à comunhão, meus filhos, ide a Jesus com amor e confiança! Ide viver d'Ele, a fim de viver por Ele! Não digais que tendes demasiado que fazer. O Divino Salvador não disse: "Vinde a mim vós que trabalhais e estais sobrecarregados... vinde a mim, e eu vos aliviarei?" Poderíeis resistir a um convite tão cheio de ternura e amizade? - Não digais que não sois dignos. É verdade, não sois dignos, mas precisais d'Ele. Se Nosso Senhor tivesse tido em mira a nossa dignidade, nunca teria instituído o seu belo sacramento de amor; porque ninguém no mundo é digno d'Ele, nem os santos, nem os anjos, nem os arcanjos, nem a Santíssima Virgem... Mas Ele teve em mira as nossas necessidades, e nós todos precisamos d'Ele. - Não digais que sois pecadores, que tendes demasiadas misérias e que é por isto que não ousais aproximar-vos d'Ele. Eu gostaria outro tanto de vos ouvir dizer que estais demasiado doentes, e que é por isto que não quereis tomar remédio, nem chamar o médico...
   Todas as orações da Missa são uma preparação para a comunhão; e toda a vida de um cristão deve ser uma preparação para essa grande ação.
   Devemos trabalhar por merecer receber a Nosso Senhor todos os dias. Como deveríamos ficar humilhados quando vemos os outros irem à santa mesa, e nós ficarmos imóveis no nosso lugar! Como é feliz o anjo custódio que conduz uma bela alma à santa mesa! Na primitiva Igreja, comungava-se todos os dias.
  A comunhão espiritual faz à alma como um sopro de fole num fogo que começa a apagar-se, mas onde há ainda muita brasa: sopra-se, e o fogo se reanima. Depois da recepção dos sacramentos, quando sentimos o amor de Deus esmorecer, depressa a comunhão espiritual!... Quando não pudermos vir à igreja, volvamo-nos para a banda do tabernáculo. O bom Deus não tem parede que o detenha. Digamos cinco Pai-Nossos e cinco Ave-Marias para fazer a comunhão espiritual... Nós só podemos receber a Deus uma vez por dia; uma alma abrasada de amor supre a isso pelo desejo de recebê-lo a cada instante.
   Ó homem como és grande!... alimentado e abeberado do sangue de um Deus! Oh! que doce vida essa vida de união com Deus! é o paraíso na terra: não há mais cruzes! Quando tendes a ventura de receber o bom Deus, sentis durante algum tempo um gozo, um bálsamo no coração!.. As almas puras são sempre assim; por isto essa união lhes faz a força e a ventura.
   Meus filhos, as pessoas que recebem a sagrada comunhão no momento da morte são bem felizes! No juízo particular, que se faz imediatamente após a morte, Deus Pai vê Seu Filho nelas; não pode condená-las ao inferno. Oh! não... Vede, meus filhos, como é vantajoso receber os últimos sacramentos!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

CATECISMO DO SANTO CURA D'ARS SOBRE A COMUNHÃO

   Nosso Senhor disse:"Tudo o que pedirdes a meu Pai em meu nome, Ele vos concederá". Jamais teríamos pensado em pedir a Deus seu próprio Filho. Mas aquilo que o homem não poderia imaginar, Deus o fez. Aquilo que o homem não pode dizer nem conceber, e que nunca se atreveria a desejar, Deus nos seu amor, disse-o, concebeu-o e executou-o. Ousaríamos nós jamais dizer a Deus que fizesse morrer seu Filho por nós, que nos desse sua carne a comer e seu sangue a beber? Se tudo isso não fosse verdadeiro, o homem poderia então imaginar coisas que Deus não pode fazer; teria ido mais longe que Deus nas invenções do amor?... Não é possível.
   Sem a divina Eucaristia, não haveria felicidade neste mundo, a vida não seria suportável. Quando recebemos a sagrada comunhão, recebemos a nossa alegria e a nossa felicidade.
   O bom Deus, querendo dar-se a nós no sacramento do seu amor, deu-nos um desejo vasto e grande que só Ele pode satisfazer... Ao lado deste belo sacramento nós somos como uma pessoa que morre de sede ao lado dum córrego; entretanto, teria só que curvar a cabeça!... Como uma pessoa que fica pobre ao lado dum tesouro; entretanto teria só que estender a mão!
   Aquele que comunga perde-se em Deus como uma gota d'água no Oceano. Não se pode mais separá-los. Se pensássemos bem nisto, haveria razão para nos perdermos pela eternidade nesse abismo de amor!...
   No dia do juízo ver-se-á brilhar a carne de Nosso Senhor, através do corpo glorificado daqueles que o tiverem recebido dignamente na terra, como se vê brilhar ouro em cobre ou prata em chumbo.
   Quando acabamos de comungar, se alguém nos dissesse: "Que é que levais convosco para casa?" poderíamos responder: "Levo o céu". Um santo dizia que nós éramos uns Porta-Deuses. É bem verdade, mas nós não temos bastante fé. Não compreendemos a nossa dignidade. Saindo da mesa santa, somos tão felizes quanto os magos, se pudessem ter levado consigo o Menino Jesus.
   Tomai um vaso cheio de licor e tampai-o bem: conservareis o licor enquanto quiserdes. Assim também, se conservásseis bem Nosso Senhor no recolhimento, depois da comunhão, sentiríeis por muito tempo esse fogo devorador que inspiraria ao vosso coração um pendor para o bem e uma repugnância para o mal.
   Quando temos a Deus em nosso coração, deve este ficar bem ardente. O coração dos discípulos de Emaús ardia só de ouvi-Lo. 
   Não gosto, quando alguém vem da mesa sagrada que se ponha imediatamente a ler. Oh! não; de que serve a palavra dos homens quando é Deus que fala? ... Deve-se fazer como alguém que é bem curioso e que escuta às portas. Deve-se escutar tudo o que o bom Deus diz à porta do nosso coração.
   Quando haveis recebido a Nosso Senhor, sentis vossa alma purificada, que se banha no amor de Deus.
   Quando se faz a sagrada comunhão, sente-se qualquer coisa de extraordinário, um bem-estar que percorre todo o corpo, e se espalha até às extremidades. Que é este bem-estar? É Nosso Senhor que se comunica a todas as partes do nosso corpo e as faz palpitar. Somos obrigados a dizer, como São João: "É o Senhor!" Os que não sentem completamente nada são bem para lastimar!...

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

SACRAMENTO DA SANTÍSSIMA EUCARISTIA: ALGUMAS QUESTÕES

   1ª - Se Nosso Senhor Jesus Cristo disse: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós" - por que os fiéis só comungam a hóstia consagrada?
   R. - A hóstia antes da consagração é pão.
          Depois da consagração é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
          No cálice, antes da consagração, está o vinho.
          No cálice, depois da consagração, está o verdadeiro Sangue de Nossos Senhor Jesus Cristo.
   Mas Jesus Cristo está todo inteiro tanto na Hóstia como no Cálice porque na Eucaristia está vivo e imortal como no céu; por isso, onde está o seu Corpo, está também o Seu Sangue, Alma e Divindade; e onde está o Seu Sangue, aí está também o seu Corpo, Alma e Divindade. sendo tudo isto inseparável depois da Ressurreição.
   Portanto, o fiel que comunga apenas sob a espécie de pão, recebe Jesus todo inteiro, Corpo. Sangue, Alma e Divindade.
   A comunhão debaixo das duas espécies não é de preceito divino nem eclesiástico. O Concílio de Trento proibiu a comunhão sob a espécie de vinho por causa dos inconvenientes que ela apresentava, dentre os quais o perigo de derramar o Precioso Sangue. Atualmente, a Igreja permite a comunhão sob as duas espécies só em circunstâncias muito especiais.

   2ª - Como podem permanecer as espécies do pão e do vinho sem a substância própria?
          R. As espécies do pão e do vinho permanecem, após a consagração, pelo poder de Deus onipotente.

   3ª - Quando se parte a hóstia consagrada, parte-se também o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo?
           R. Não; quando se parte a hóstia , não se parte o Corpo de Jesus Cristo, mas partem-se somente as espécies sacramentais.

   4ª - Em que parte da hóstia está o Corpo de Jesus Cristo?
         R. O Corpo de Jesus Cristo está todo inteiro em toda a hóstia e em toda e qualquer parte da hóstia.

   5ª - Por que motivo se conserva a Eucaristia, ou o Santíssimo Sacramento nas igrejas?
         R. O Santíssimo Sacramento se conserva nas igrejas, para ser visitado e adorado pelos fiéis e levado aos doentes, em caso de necessidade.

   Quando Jesus Cristo está na Hóstia, não deixa de estar no céu, mas acha-se ao mesmo tempo no céu e no Santíssimo Sacramento.

   Jesus Cristo está em todas as Hóstias consagradas no mundo.

   Jesus Cristo está em uma Hóstia grande tanto como em uma Hóstia pequena.

   O culto que prestamos ao Santíssimo Sacramento é um culto latrêutico, isto é, um culto absoluto de adoração, porque a Eucaristia contém realmente o próprio Jesus Cristo.

   6ª - Quem deu tanto poder às palavras da Consagração?
          R. Foi Jesus Cristo que deu tanto poder às palavras da Consagração, porque Ele é Deus onipotente, e foi quem primeiro as pronunciou na Última Ceia.

   7ª - Por que cremos que no Santíssimo Sacramento da Eucaristia está realmente Jesus Cristo?
         R. Cremos porque Ele mesmo o disse e assim o ensina a Santa Madre Igreja.

  

  

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A SANTÍSSIMA EUCARISTIA: EFEITOS E MINISTRO

   Os principais efeitos que a Comunhão produz em nós são estes:
   1º - EFEITOS NA ALMA: a) Conserva e aumenta a vida da alma, que é a graça santificante. Dá-nos, portanto, a graça santificante segunda.
                                                 b) Transforma-nos em Jesus Cristo e faz-nos viver de Sua vida, levando-nos a proceder de conformidade com seus desejos. A Eucaristia é o pão da vida, o alimento da alma. Realiza na vida espiritual o que o alimento material realiza na vida corporal. Sustenta e desenvolve a vida da alma. Longe de transformar o alimento em nossa substância, o contrário é que se dá: somos por ele divinizados. A Eucaristia nos dá o fervor da caridade, pelo qual a alma se transforma em Jesus Cristo, na adesão cada vez maior a Ele, na generosidade em evitar o que Lhe desagrada e procurar sempre mais o que Lhe agrada. "Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue, permanece em Mim e Eu nele". - Estreitam-se os laços da caridade cristã entre os que participam do mesmo banquete divino.
   Ainda mais. O alimento da Eucaristia dá novas forças à alma, faz com que o espírito se deixe atrair cada vez mais pelo gozo das coisas divinas. Com fundamento pode ser comparado ao  MANÁ, no qual se experimentava a suavidade de todos os sabores.
                                                 c) A Eucaristia apaga os pecados veniais. Sendo memorial da Paixão do Senhor, Ela nos aplica os frutos da Redenção. O pecado venial tira a pujança da graça. A Eucaristia reforça o fervor. Portanto, o que a alma perde com as pequenas faltas, a Eucaristia restitui destruindo os pecados veniais.
                                                 d) Preserva-nos do pecado mortal: porque nos torna capazes de lutar contra os ataques do demônio e das paixões até alcançarmos a vitória.

   2º - EFEITOS NO CORPO: a) Moderação da concupiscência. A Sagrada Comunhão refreia e modera a concupiscência da carne, aquela inclinação que temos para o pecado, proveniente das nossas faltas passadas. A Comunhão nos conduz ao domínio do espírito sobre a carne, da virtude sobre o pecado.
                                                b) Além de ser, para a alma, penhor de imortalidade gloriosa, a Eucaristia é, para o corpo, segurança da ressurreição futura. "O que come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue - diz Nosso Senhor - tem a vida eterna e Eu o ressuscitarei no último dia". A vida eterna não é senão a continuação e o remate da vida da graça. Ora, nenhum Sacramento é mais eficaz do que a Eucaristia, para conservar e desenvolver em nós a graça santificante. Logo, ela é, acima da todos, a garantia da nossa eterna salvação.

MINISTRO DA EUCARISTIA
   Devemos distinguir o MINISTRO QUE CONSAGRA no Santo Sacrifício da Missa, e o MINISTRO QUE DISTRIBUI A COMUNHÃO. Do primeiro, falaremos mais tarde. Trataremos aqui do que distribui a Eucaristia.
   A - O ministro ORDINÁRIO da Comunhão é só o padre.
   B - O ministro EXTRAORDINÁRIO  da Comunhão é o diácono, que pode distribuí-la desde que tenha licença do Bispo ou do vigário da Paróquia. (Estamos falando da Liturgia Tradicional, que é a que seguimos na Administração Apostólica, aprovada pelo Santo Padre).

   QUE É COMUNGAR?
   R. Comungar é receber Nosso Senhor Jesus Cristo no Sacramento da Eucaristia.