SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

É preciso resistir às pequenas tentações

Filotéia, Parte IV, c. VIII


   Ainda que tenhamos que combater contra as grandes tentações com ânimo inquebrantável e a vitória nos seja de suma utilidade, é todavia ainda mais útil combater as pequenas, cuja vitória por causa de seu número pode trazer tanta vantagem como a daqueles que venceram felizmente grandes tentações. Os lobos e os ursos são certamente mais para temer do que as moscas; as moscas,  porém, são mais importunas e experimentam mais a nossa paciência. É fácil não cometer um homicídio; mas é difícil repelir continuamente os pequenos ímpetos de cólera, que se oferecem em todas as ocasiões. É fácil a um homem ou a uma mulher não cometer adultério; mas não há igual facilidade em assim conservar a pureza dos olhos, não dizer ou ouvir com prazer nada daquilo que se chama adulações, galanteios, não dar nem receber amor ou pequeninas provas de amizade.

   É bem fácil não dar rival ao marido, nem rival à mulher, quanto ao corpo. Mas não é assim fácil não o dar quanto ao coração. É bem fácil não manchar o tálamo nupcial, mas bem difícil manter ileso o amor conjugal. É fácil furtar os bens do próximo; mas dificultoso é não os desejar e cobiçar. É fácil não levantar falsos testemunhos em juízo; mas difícil não mentir em conversas; fácil é não embriagar-se, difícil ser sempre sóbrio; é bem fácil não desejar a morte ao próximo, difícil contudo não desejar a sua incomodidade; fácil é não difamar alguém, mas é difícil não desprezar. Enfim, essas pequenas tentações de cólera, de suspeitas, de ciúmes, de invejas, de amizades tolas e vãs, de duplicidades, de vaidades, de afetação, de artifícios, de pensamentos maus, tudo isso, digo, forma o exercício cotidiano, mesmo das almas mais devotas e resolvidas a viver santamente. Por isso, Filotéia, ao passo que nos devemos mostrar generosos em combater as grandes tentações, quando aprecem, é muito necessário que nos preparemos cuidosamente para as pequenas tentações, convictos de que as vitórias que obtivermos assim de nossos inimigos ajuntarão outras tantas pedras preciosas à coroa que Deus nos prepara no paraíso.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MEIOS CONTRA AS GRANDES TENTAÇÕES

Filotéia, Parte IV, C. VII.

Hoje, 29 de janeiro, celebra-se, pelo calendário tradicional, a festa de São Francisco de Sales. Pela pregação, pelos escritos, por um zelo incansável e, sobretudo, pela mansidão converteu setenta e dois mil hereges protestantes. Enfrentou corajosamente, em controvérsias públicas, muitos teólogos protestantes, e os convenceu pelo apostolado da verdade. 

  "Logo que notes una tentação, imita as criancinhas que, vendo um lobo ou um urso, se lançam nos braços do pai ou da mãe ou ao menos os chamam em seu socorro. Recorre assim a Deus e implora o socorro de sua misericórdia: este é o meio que Nosso Senhor mesmo nos indica nas palavras: Orai, para não cairdes em tentação.

   Se a tentação continua e se torna mais forte, abraça em espírito a santa cruz, como se estivesses vendo Jesus Cristo diante de ti; protesta-Lhe que não hás de consentir; suplica-Lhe que te defenda do inimigo e continua renovando esses protestos e súplicas até que passe a tentação.

   Fazendo estes protestos, não penses tanto na tentação mesma, mas olha unicamente para Jesus Cristo; porque, detendo com ele o teu espírito, poderia facilmente, se é forte, arrebatar o teu coração. Dá, pois, uma outra direção aos teus pensamentos, ocupando-te com alguma reflexão boa e louvável, que poderá também extinguir todo o deleite da tentação, pela posse que tomará de teu coração.

   O grande meio de vencer todas as tentações, grandes e pequenas, é abrir o coração a um diretor espiritual, pondo-o a par das sugestões do inimigo e das impressões que deixam. O silêncio é, pois, a primeira condição que o inimigo impõe àquele que quer seduzir, à semelhança do libertino que, querendo seduzir uma mulher ou uma moça, antes de tudo lhe sugere ocultar tudo a seu marido ou a seu pai; conduta do demônio, inteiramente oposta à de Deus, que quer que até as suas inspirações sejam examinadas pelo confessor e pelos superiores. Se a tentação ainda continua, importuna, a nos perseguir e aborrecer, nada mais temos que fazer senão recusar com generosa constância o nosso consentimento. Uma pessoa nunca se poderá casar, enquanto diz que não; e também uma alma nunca poderá ser vencida por uma tentação, enquanto recusa o seu consentimento.

   Não disputes com o inimigo e a todas as suas sugestões não lhe respondas senão com as palavras com que o Salvador o confundiu: Retira-te, Satanás, adorarás aos Senhor teu Deus e só a Ele servirás.

   Uma mulher honesta abandona honrosamente um homem desonesto, sem o olhar e sem lhe responder, voltando para o esposo o seu coração e renovando secretamente os sentimentos de fidelidade que lhe prometeu; a alma devota, atacada pelo inimigo, não deve estar aí e lhe dar respostas ou disputar com as tentações; basta-lhe voltar-se simplesmente para Jesus Cristo, seu esposo, e Lhe protestar que Lhe quer pertencer sempre e exclusivamente e com a mais perfeita fidelidade.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TENTAÇÕES

   O Arcanjo São Rafael disse a Tobias: "Porque eras agradável a Deus, foi preciso que a tentação te experimentasse".

   Caríssimos, não rogueis a Deus que vos livre da tentação, pedi-Lhe antes a graça de sairdes vitorioso dela e de cumprirdes a santa vontade do Senhor. Tende confiança em Deus, e Deus combaterá, em vós, convosco e por vós. 

   É certo que um Pai de infinito amor, como Deus é, não permitirá nunca que seus filhos sejam tentados, senão para que mereçam e sejam recompensados.

   Ouçamos São Francisco de Sales: "Se o demônio continua a bater à porta do vosso coração, é sinal de que ainda lá não entrou". O inimigo não pega em armas, nem dá batalha a uma fortaleza já em seu poder. Se o combate continua, é uma prova certíssima de que a resistência continua também.

   Tendes receio de que sejais vencido ainda no meio do vosso triunfo? A origem do vosso receio nasce de confundirdes duas coisas: o sentimento e o consentimento, a imaginação e a vontade, sentir a tentação e consentir nela. A imaginação ordinariamente não depende da vontade. Diz Santo Agostinho: "É tanto da natureza do pecado ser voluntário que, sem a vontade, não há pecado".

   O deleite dos sentidos e a força da imaginação são às vezes tão violentas, que parece arrastarem o consentimento da vontade; mas não é assim: a vontade ressente-se, mas não consente; é combatida, mas não vencida. É a lei dos membros de que fala São Paulo, opondo-se à lei do entendimento. Por ela ressentimo-nos do que queremos; ora, é certo de que não queremos aquilo de que nos ressentimos. 

   Para cometer um pecado mortal são necessárias três coisas: 1. matéria grave; 2. pleno conhecimento da parte do espírito; 3. inteira malícia da vontade. Estas considerações servirão para sossegar-vos, quando se levantarem no vosso coração receios de terdes pecado; porque todas estas condições dificilmente se encontram nas almas que temem ao Senhor. Mas a perfeição deste sossego deve vir da obediência ao confessor ou diretor espiritual. 

   Nas tentações contra a fé e a pureza, não vos ocupeis em fazer atos diretamente contrários; mas, para lhes não aumentardes a violência, contentai-vos com erguer uma vista de amor para Deus; ocupai-vos em coisas exteriores (por ex. trabalho que gosta, música, jogo etc.); e, como se não fôsseis tentado, continuai a fazer o que estáveis fazendo, sem vos perturbardes um só instante e sem responderdes ao inimigo. Conservareis assim a paz do coração, e o demônio será confundido. Os mais doutos teólogos e os Padres da vida espiritual observam que o desprezo da tentação é um ato contrário mais eficaz do que a palavra. 

   Caríssimos, para completar o que acabei de escrever, lede com atenção os capítulos III e IV da Filotéia de São Francisco de Sales.