SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Páginas Históricas do Concílio Vaticano II - ( 20ª )

   "A votação definitiva se deu em 4 de dezembro, dia do encerramento da segunda sessão, na presença de Paulo VI. Em sua alocução, o Sumo Pontífice sublinhou que o primeiro esquema discutido no Concílio tinha sido sobe a Sagrada Liturgia, e que o assunto 'em certo sentido era de fato o primeiro, em razão de sua excelência intrínseca e de sua importância para a vida da Igreja'. A nova Constituição sobre a Liturgia, disse ele, simplificaria os ritos litúrgicos, tornando-os acessíveis aos fiéis, e adaptaria a língua utilizada à que eles têm o costume de falar. Não se tratava absolutamente de empobrecer a liturgia, disse o Papa: 'Ao contrário, nós queremos tornar a liturgia mais pura, mais autêntica, mais de acordo com a Fonte da verdade e da graça, mais apropriada a se tornar o patrimônio espiritual do povo'.

   Enquanto isso, os boletins de votação tinham sido distribuídos: os Padres Conciliares eram solicitados a se pronunciarem a favor ou contra a Constituição sobre a sagrada liturgia. Como o escrutínio se fazia mecanicamente, os resultados não demoraram a ser proclamados: 2.147 votos a favor e 4 contra. O anúncio foi acolhido por uma tempestade de aplausos.

   O Sumo Pontífice levantou-se então e proclamou solenemente a Constituição, utilizando para isto uma fórmula diferente da que tinha sido empregada no primeiro Concílio do Vaticano. Desta vez, o destaque tinha sido posto principalmente sobre o papel dos bispos: 'Em nome da Santíssima e Indivisível Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo. Foi do agrado dos Padres Conciliares devidamente reunidos neste santo e universal Concílio, o segundo do Vaticano, aprovar os decretos cuja leitura acaba de ser feita. E pela autoridade apostólica que nos foi conferida por Cristo, juntamente com os Veneráveis Padres, Nós os aprovamos, determinamos e decretamos no Espírito Santo, e ordenamos que, para a glória de Deus, seja promulgado o que assim foi estabelecido pelo Concílio'. Mais uma vez, os aplausos encheram a Basílica. 

   Alguns, entre os quais Mons. Zauner, tinham pensado que o Santo Padre faria a Constituição entrar imediatamente em vigor. Ao contrário do que se esperava, foi anunciado que haveria uma vacatio legis -  suspensão da lei - até 16 de fevereiro de 1964, primeiro domingo da Quaresma. Nesse intervalo, o Papa faria saber de que modo deveria ser dada sequência às diversas disposições da Constituição. Esta vacatio legis permitiria aos bispos informar os padres e os leigos de suas dioceses a respeito das próximas modificações."

 Ainda serão feitas mais duas postagens sobre este assunto do Esquema sobre a Liturgia. 

Páginas Históricas do Concílio Vaticano II - ( 19ª )

ESQUEMA SOBRE A LITURGIA

   "Mons. Zauner, Bispo de Linz, era o liturgista mais conhecido entre todos os Padres Conciliares. Membro da Comissão de Liturgia, era lógico que fosse escolhido para fazer o relatório sobre o trabalho desta comissão, em agosto de 1963, na Conferência de Fulda. (...)

   Em uma entrevista que me concedeu, [diz o Padre Ralph Wiltgen] após a votação, Mons. Zauner disse que a Constituição sobre a Sagrada Liturgia enunciava quatro grandes princípios. 'O primeiro, disse, é que o culto divino deve ser uma ação comunitária; em outras palavras, o padre deve fazer tudo o que faz com a participação ativa do povo e nunca só'. Segundo ele, o uso da língua vulgar era condição necessária para esta participação. 
   Segundo princípio: os fiéis deveriam ser enriquecidos diretamente pela Sagrada Escritura e não apenas pelos sermões. 'Toda função litúrgica, inclusive, o rito do matrimônio, comportará, de agora em diante, leituras da Sagrada Escritura'. 
   Terceiro princípio: o culto litúrgico não devia somente ajudar os fiéis  a rezar, mas também ensiná-los. Mons. Zauner disse que isto tinha uma importância particular nos territórios de missão, onde o padre não pode visitar suas paróquias senão raramente. Era igualmente necessário nos países onde é rigorosa a perseguição, sendo a instrução religiosa frequentemente proibida fora da Missa. Nas sociedades livres, percebia-se a mesma necessidade: o ritmo de vida é tão rápido que, se os fiéis não receberem instrução na Missa, muitas vezes acabam não tendo tempo para recebê-la.
   Quarto princípio valia especialmente para os países de missão. 'Nos lugares onde os costumes tribais não contêm elementos supersticiosos', disse Mons. Zauner, 'eles podem, de agora em diante, ser introduzidos na liturgia'. Este processo, chamado de adaptação, 'só pode ser feito por uma Conferência Episcopal assistida por especialistas das regiões linguísticas interessadas. É necessário a aprovação da Santa Sé antes que tal medida seja posta em prática'. 

   Mons. Zauner acrescentou que estava 'extremamente satisfeito' com a Constituição sobre a Liturgia, e que ele nunca tinha ousado esperar 'que pudesse ir tão longe'. 

   N. B. Uma árvore má, enquanto não for cortada, continuará a dar maus frutos, e adubada como está, que será da verdadeiramente SAGRADA Liturgia?!!!

   Contra fatos não há argumentos. Eis um exemplo!

   Há alguns anos, visitou-me um padre missionário da Colômbia, o Revmo. Padre José Luis Pivel. Contou-me o seguinte: Em um lugar (não me lembro mais) ele passou algum tempo pregando e celebrando entre os índios. Celebrava a Missa Nova. Pois bem! No final das Missões o cacique ao agradecer-lhe, teve a sinceridade de dizer o que realmente sentiu: Sr. padre, desculpe-me, mas não gostei de sua missa. Por aqui, faz já alguns anos, passaram outros missionários e a missa deles era diferente. Gostava delas!!! É que aquela Missa dos outros missionários tinha mistério, e a sua missa, padre, não tem mistérios. E o Padre José Luis Pivel, me disse que, a partir de então, não celebrou mais a Missa Nova. E eu disse pra ele sorrindo: Quer dizer então, que o sr. foi converter os indígenas, e deu-se o contrário! Ele disse-me: "É verdade! Por isso é que estou aqui para ver se consigo entrar na Administração Apostólica para continuar a celebrar a Missa Tradicional mas com a aprovação da Santa Sé". Infelizmente não foi recebido.