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LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A VIRGEM NO CALVÁRIO

Por D. Antônio de Almeida Morais Júnior.
(São apenas alguns excertos do Sermão)
   NB: D. Antônio de Almeida Morais Júnior foi Arcebispo de Niterói. Era grande amigo de D. Antônio de Castro Mayer. Foi o maior orador sacro do seu tempo. Foi um luminar da Santa Igreja e fez parte da Academia Mineira de Letras. Este sermão do qual apresento alguns trechos hoje, foi feito em 1964.

   Sobre o Gólgota , Maria está no posto de honra, de amor e de martírio: "Stabat Mater dolorosa". "Ó vos que passais, exclama o Profeta da antiga desolação, parai e vede se há dor semelhante à minha dor!" As agonias da Virgem são mais vastas que o Oceano: "velut mare contritio tua!" Rios de lágrimas correm ali. O raio lança, ali, clarões vermelhos como sangue; mas o oceano conserva, na imensidade de suas águas, espelho dos céus sem limite, o mistério de uma paz tão opulenta que a tempestade das cóleras divinas não lhe pode perturbar as silenciosas profundezas. O sofrimento dos homens lamenta-se: "que fiz eu para que Deus me ferisse assim?" Eis o eterno queixume, a fórmula de revolta, a blasfêmia sempre renascente da dor vulgar. Ela recrimina, ela se desanima, ela se cansa!
   "No Gólgota, a Virgem em lágrimas, ferida, conserva-se em pé, num silêncio adorável!" "Stabat Mater" - nesta atitude reconhecemos a nobreza e a sublimidade daquela dor. Ela vem de Deus, ela é para Deus, ela glorifica a Deus.
   "Stabat" - De pé, a nova Eva, a maravilha da criação. De pé, lírio mesto, ereto no seio dos espínhos, farol inabalável no seio das ondas em cólera, sob a demagogia das nuvens. De pé, como a prece e a esperança! De pé, a mulher forte, a rainha dos mártires, a correndentora na salvação das almas. De pé, na resignação augusta e santa da dor".
   "Jesus e Maria tinham sofrido juntos, os dois lírios tinham crescido no meio dos espinhos da tribulação; ao mesmo tempo transplantados de Belém para Nazaré, de Nazaré para o Calvário; as duas flores inundadas de um orvalho de lágrimas e de sangue entregavam aos ventos dos séculos seus perfumes purificadores, os germes de uma fecundidade que encheu o universo".
   "Stabat Mater". Ó fecundidade do maravilhoso coração da mulher traspassada por sete espadas! ...Esmagando o coração da Virgem, a prova a faz crescer diante do Senhor; seu triunfo se completa. A Imaculada, contemplada por São João, no exílio de Patmos, coroada de estrelas, revestida de sol, de pé sobre o crescente argentino das noites, encontra nas lágrimas que brilham nos seus olhos, nos gládios que traspassam sua alma, a suprema perfeição de sua glória.
   ...Os protestantes se escandalizam com os testemunhos de nossa piedade filial diante do altar da Virgem. Eles não compreendem a nossa veneração. Ah! se eles conhecessem o dom de Deus!
   A Santíssima Virgem é medianeira de todas as graças. É consoladora de nossas penas. É refúgio dos pecadores. Para ela se agitam todos os braços desesperados, para ela sobem os brados da fraqueza e os gritos dos infelizes.
   Ela aparece sempre ao lado de Jesus, de pé, sob a árvore da Redenção para ajudar-nos a colher o fruto do perdão, da salvação e da imortalidade. Maria é a razão de toda a nossa esperança.
   Ela oferece ao Pai a vítima que deverá salvar-nos. Ao Filho, o Pai não dá senão a grandeza e o triunfo de toda a eternidade. Maria dá-lhe a mortalidade, o poder de se imolar, no tempo, à glória de Deus, em colaboração com a Trindade augusta. Ela colabora ativamente na obra-prima da Encarnação e da Redenção. Ela nutre a vítima. Ela o prepara para o sacrifício.
   A majestade e a fecundidade da dor de Maria Santíssima tem sua fonte naquela profundeza do abismo: "Stabat Mater dolorosa!" Que eram os três dias da perda no Templo, os três anos de vida laboriosa, ao lado das três horas de agonia do Calvário?
   Mãe delicada e pura, indizivelmente amante, ela viu cravado no madeiro, o mais amável, o mais santo dos filhos, ao mesmo tempo, seu Filho e seu Deus".
   

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