SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Catequese sobre os SACRAMENTOS: ( II ) - NOÇÃO E EXPLICAÇÃO DE SACRAMENTO.

INTRODUÇÃO

   Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, veio ao mundo para salvar os homens: livrá-los do pecado e restituir-lhes a graça. Consumou sua obra morrendo na Cruz, oferecendo ao Eterno Pai condigna satisfação e merecendo para os homens a salvação eterna. Para continuar sua obra redentora, para que os frutos de Sua Paixão fossem aplicados a cada homem, Jesus instituiu a IGREJA. A ela confiou o tríplice poder de ensinar, reger e santificar os homens. Os principais meios de santificação e salvação, instituidos por Jesus e confiados à Igreja são: OS SACRAMENTOS.
   A GRAÇA É UM DOM DE DEUS QUE JORRA DA FONTE DA CRUZ E É COMUNICADA PELA IGREJA AOS HOMENS ATRAVÉS DOS CANAIS DOS SACRAMENTOS.

NOÇÃO E EXPLICAÇÃO DE SACRAMENTO

   I - Sentido da palavra sacramento:
   Antigamente, a palavra sacramento era usada pelos escritores eclesiásticos para significar coisa sagrada que se conserva oculta, mistério. Depois, passou a ter o sentido específico designando os sinais sensíveis  que produzem a graça.

   II - NOÇÃO: SACRAMENTO É UM SINAL SENSÍVEL E EFICAZ DA GRAÇA, INSTITUÍDO POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO PARA SANTIFICAR NOSSAS ALMAS.
   Explicação desta definição: Sinal, segundo Santo Agostinho, é aquilo que, atuando sobre os nossos sentidos, nos leva ao conhecimento de outra coisa.
Há sinais naturais: a fumaça, por ex., é sinal do fogo; há sinais convencionais, inventados e instituídos pelos homens: por ex., a bandeira é símbolo da Pátria; o preto indica luto; os números, as palavras, a escrita, os gestos.
   Os sacramentos não são sinais naturais nem convencionais, mas simbólicos, escolhidos e instituídos por Jesus para significar a graça. São sinais sensíveis, isto é, que se percebem pelos sentidos; sinais visíveis, de uma graça invisível. São sinais eficazes: não só representam exteriormente, mas produzem, por vontade e poder de Deus, a graça que simbolizam.
   Em cada sacramento existe uma tríplice virtude de significar. Em primeiro lugar, cada qual recorda um fato passado: a Paixão de Cristo; depois, assinala e mostra um fato presente: a nossa santificação; por último, anuncia um fato futuro: a vida e felicidade eterna.
   Um exemplo esclarece melhor a explicação. No Batismo, o derramar a água na cabeça da criança e as palavras "Eu te batizo", isto é, te lavo, te purifico, são um sinal sensível da graça que dá o Batismo; daí a semelhança: assim como a água lava o corpo e o purifica, assim a graça conferida pelo Batismo purifica do pecado a alma.

REQUISITOS: MATÉRIA, FORMA E MINISTRO

   Para que haja um sacramento são necessárias três coisas:
1ª - MATÉRIA: que é o elemento sensível, que significa a graça divina de modo indeterminado, como a água no Batismo; ou então uma ação material e visível, como a imposição das mãos na Ordenação.
2ª - FORMA: é o elemento que determina a matéria a significar de modo distinto a graça que o Sacramento produz. É constituída pelas palavras que o ministro diz no ato de administrar o Sacramento.
3ª - MINISTRO: é a pessoa que confere o Sacramento, unindo a forma à matéria, com intenção de fazer o que faz a Igreja. Esta intenção é necessária para o valor do Sacramento.

NÚMERO
   SETE SÃO OS SACRAMENTOS DA IGREJA: 1º - BATISMO; 2º - CONFIRMAÇÃO OU CRISMA; 3º - EUCARISTIA; 4º - PENITÊNCIA OU CONFISSÃO; 5º - EXTREMA-UNÇÃO OU UNÇÃO DOS ENFERMOS; 6º - ORDEM; 7º - MATRIMÔNIO. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O BATISMO DAS CRIANÇAS

   I - OBRIGAÇÃO DOS PAIS: Os pais e mães de família têm obrigação de levar seus filhos à igreja ou capela para serem batizados, quanto antes. A ausência de padrinhos não é justificativa para adiar por mais tempo o batismo.

   II - RAZÕES PORQUE SE BATIZAM AS CRIANÇAS:
   1º) Jesus Cristo prometeu sua assistência à Igreja até à consumação dos séculos. Assistida e iluminada pelo Espírito Santo, a Igreja sempre batizou as crianças. É impossível que se tenha enganado em matéria tão importante, como é a condição para a salvação eterna. "Quem ousaria dar testemunho contra tão grande Mãe?" pergunta Santo Agostinho.
   Quando Jesus fala a Nicodemos sobre a necessidade do Batismo e também quando manda aos Apóstolos que batizem todos os povos, não faz exclusão das criancinhas. Os Apóstolos assim entenderam, pois, como lemos no Novo Testamento, São Pedro fez batizar a família de Cornélio (Atos, X, 48); em Filipos, São Paulo batizou a tintureira Lídia e sua família (Atos, XVI, 33); e em Corinto, batizou a família de Estéfano (1 Cor. I, 16). Será que não haveria nenhuma criança entre essas famílias?
   Nos primeiros séculos da Igreja, nas catacumbas, encontram-se inscrições sobre túmulos de cristãos batizados em tenra idade.
   Do VI ao XVI séculos, todos eram batizados na primeira infância. Se o batismo das crianças não fosse válido, ter-se-ia apagado o cristianismo da Terra, durante estes mil anos.
   Diz o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: "A prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando "casas" inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças.
   2º) A fé exigida por Cristo para o Batismo ("Quem crer e for batizado será salvo") refere-se aos adultos, porque a criança não é capaz de fazer um ato de fé. O ÚNICO MEIO DE SALVAÇÃO PARA AS CRIANÇAS É A ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO. Privá-las deste único meio seria ir contra a vontade de Cristo, que quer a salvação de todos e que, em sua vida terrena, manisfestou especial carinho e amor para com elas.

   3º) A criança herda o pecado original sem o querer. A mancha do pecado não lhe pode ser apagada, sem esforço próprio? Pecador em Adão, sem culpa pessoal, só pelo fato de nascer, é salvo em Jesus Cristo, sem esforço pessoal, só pelo fato do renascimento sacramental.

   4º) Dá-se à criança, sem consultar sua vontade, a vida natural, que é um bem. Não se lhe pode dar também a vida sobrenatural, que é um bem muito maior?

   5º) Já que não podem fazer um ato pessoal de fé, as crianças são assistidas pela fé dos próprios pais, se forem cristãos, e pela fé da Santa Madre Igreja.

   NOMES CRISTÃOS.
   Às crianças deve-se dar um nome cristão, e não nome de entes fabulosos e de ímpios, e outros ridículos e fúteis colhidos em romances e novelas. Escolha-se o nome de um Santo que sirva de protetor celeste à criança e de modelo para viver cristãmente. Até  psicologicamente falando, o nome de santo pode ter influência benéfica na pessoa.

sábado, 30 de agosto de 2014

NECESSIDADE E ESPÉCIES DE BATISMO

   Jesus Cristo instituiu o Batismo como meio de salvação. É impossível salvar-se sem ser membro de Cristo. E é o Batismo que nos torna membros de Jesus Cristo. Daí é necessário este Sacramento a todos os homens para a salvação. "QUEM NÃO RENASCER PELA ÁGUA E PELO ESPÍRITO SANTO, NÃO PODE ENTRAR NO REINO DO CÉU".
   Por isso a criancinha, morta, sem o Batismo, não entra no reino do Céu, mas vai para o Limpo, onde não sofrerá, porque é inocente, mas gozará de uma felicidade natural, porém não da felicidade sobrenatural.

   Quando for impossível receber o Batismo de água, que é o normal, este pode ser substituído ou suprido por dois outros, excepcionais: que são os batismos de SANGUE  e de DESEJO.
   BATISMO DE SANGUE é o MARTÍRIO, o sacrifício da vida por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo.
   Assim aconteceu com Santa Emerenciana, (irmã de leite de Santa Inês), que foi martirizada pelos pagãos. Nosso Senhor que afirmou: "Aquele que perder a sua vida por minha causa, encontrá-la-á." (S. Mat. XVI, 25) - não condenará aquele que sacrificou sua vida por Ele. É por este motivo que a Igreja celebra a festa dos Santos Inocentes, que Herodes mandou matar por ódio a Jesus.
   Este privilégio do martírio, enquanto supre o Batismo de água, é para todos: adultos e crianças.
   O BATISMO DE DESEJO (também chamado: batismo de fogo): consiste em um ato de perfeito amor de Deus, ou de contrição, unido ao desejo, ao menos implícito, de receber o batismo de água. É evidente que isto só se aplica aos adultos. Só eles são capazes daqueles atos.
   Nosso Senhor assegurou: "Aquele que me ama, será amado por meu Pai e eu o amarei". S.Jo. XIV, 21).

   O MÁRTIR DÁ A VIDA POR CRISTO; O QUE DESEJA O BATISMO, LHE DÁ SEU AMOR.

   Estes dois batismos justificam a alma e a tornam membro de Cristo, mas não são sacramentos nem imprimem caráter.
   Suprem o Batismo de água, mas não deixam de ter uma relação com ele: o batismo de desejo inclui o desejo do batismo de água; e o batismo de sangue inclui o batismo de desejo.
   Já que não são sacramentos, não dispensam de receber o Batismo de água, havendo oportunidade.

DISPOSIÇÕES PARA RECEBER O BATISMO

   Para receber validamente o Batismo, o ADULTO deve ter a intenção de ser batizado.
   Para recebê-lo com fruto, é preciso mais:
           a) ter fé;
           b) ter a atrição, que é o arrependimento dos pecados cometidos, com um princípio de amor de Deus.
           c) o temor da justiça divina e a esperança em sua misericórdia;
           d) o conhecimento dos principais mistérios da fé. Às criancinhas, nada pede a Igreja.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O BATISMO DE JOÃO e INSTITUIÇÃO DO BATISMO DE JESUS.

   Os quatro Evangelhos falam de São João Batista: São Mateus, III; São Marcos, I, 1-15; São Lucas, III, 1-22; São João, I, 19-34.
   João Batista, filho do milagre, santificado desde o seio materno, foi o homem "enviado por Deus" para anunciar a próxima vinda do Messias e preparar-Lhe o caminho. Foi o Precursor, o pregoeiro, o arauto do Reino. Sua mensagem era simples e eficaz. Pregava a penitência, o arrependimento dos pecados e a adesão a Deus pela prática da caridade e da justiça. E usava um rito externo e simbólico - o batismo - que provocava e expressava os sentimentos de íntima contrição. "Estava João batizando no deserto e pregando um batismo de penitência para remissão dos pecados." Não se tratava do sacramento do Batismo, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo e que produz a graça santificante. Era apenas uma cerimônia penitencial para significar a mudança que se devia operar nos costumes: pureza de alma e de sentidos. Por si só o rito não tinha eficácia. Valia apenas pelos sentimentos que despertava nas almas: admissão do estado de pecador, arrependimento, desejo de purificação, propósito de mudança de vida, fé no Messias que devia vir. Aliás, o próprio João afirmava a diferença entre o seu batismo e o futuro Batismo cristão: "Eu na verdade vos batizo na água para a penitência; mas depois de mim vem Outro, que é mais poderoso do que eu e do qual não sou digno de levar as sandálias; Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo." (Mat. XIII, 11).

INSTITUIÇÃO DO BATISMO
    Segundo o Catecismo do Concílio de Trento e a opinião da vários teólogos, Nosso Senhor instituiu o sacramento do Batismo quando conferiu à água a virtude de santificar, na ocasião em que Ele mesmo se fez batizar por João no rio Jordão. Eis o que diz Santo Agostinho: "Nosso Senhor recebeu o batismo não porque precisasse de purificação, mas para que ao contato com Seu Corpo puríssimo as águas se purificassem, adquirissem a virtude de purificar."
  
   Grande prova desta verdade é que então a Santíssima Trindade, em cujo nome se confere o Batismo, manisfestou sua Majestade. Ouviu-se a voz do Pai: "Este é meu Filho muito amado, em quem pus as minhas complacências." Estava ali a Pessoa do Filho. E o Espírito Santo desceu em figura de pomba. Além disso, abriram-se os céus, para onde nos é dado subir pela graça do Batismo.

   Na conversa com Nicodemos, Nosso Senhor adverte sobre a necessidade universal do Batismo: "Em verdade, em verdade te digo, nenhum homem se não renascer pela água e pelo Espírito, não pode entrar no reino de Deus." (S. Jo. III, 1-21). Além do mais, neste trecho, Jesus fala claramente do duplo elemento do Sacramento: o material e o espiritual, e do efeito por ele produzido: novo nascimento. Esclarece ainda o Mestre que o rito só teria virtude pela sua Crucifixão.
   1º o amor do Pai por nós leva-O a entregar seu Filho à morte; 2º e esta Morte se nos comunica no Batismo, 3º onde opera o Espírito Santo. A essa iniciativa da Santíssima Trindade, devemos corresponder pela fé.

   A promulgação da lei do Batismo foi feita no dia da Ascensão, quando Jesus ordenou aos Apóstolos: "Ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (S. Mat. XXVIII, 19).

   São Paulo explica os ensinamentos do Divino Mestre sobre o batismo. Sua pregação pode resumir-se: O Batismo nos faz nascer de novo - sobrenaturalmente - porque nos incorpora a Cristo; e, mais precisamente, porque nos mergulha na Morte e Ressurreição de Cristo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

MATÉRIA E FORMA DO BATISMO

   I - MATÉRIA.
   A. - A matéria remota do Batismo é qualquer espécie de água natural: água do mar, do rio, do poço, da fonte, etc. Todo o líquido que não fôr água natural (óleo, vinho, leite e outros) não constitui matéria válida.
   Tratando-se de Batismo solene, usa-se água benta pelo padre especialmente para este fim, na Vigília de Páscoa. Chama-se água batismal.

   B. - Matéria próxima: é a ablução, ou seja, o ato de lavar com a água. Por que se usa a ÁGUA no Batismo? - 1º) Em primeiro lugar, porque Nosso Senhor escolheu esta matéria: "Se alguém não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus" (S. Jo. III, 5). 2º) A água é a matéria mais apropriada, por se encontrar em toda a parte, e ficar facilmente ao alcance de todos. Devemos estar lembrados de que o Batismo é o sacramento mais necessário para a salvação. 3º) Além disso, a água simboliza o efeito do Batismo com máxima fidelidade. Assim como lava as imundícies, também exprime, de maneira sugestiva, a virtude e a finalidade do Batismo, pelo qual se lavam as manchas do pecado. 4º) Uma razão a mais é que a água tem a especial virtude de refrigerar o corpo; de maneira semelhante, o Batismo diminui consideravelmente o ardor das paixões desordenadas.

   TRÊS MODOS DE ABLUÇÃO.
   Há três maneiras de se fazer a ablução no Batismo: por infusão, por imersão e por aspersão. a) INFUSÃO: quando se derrama água no corpo; b) IMERSÃO: quando se mergulha o corpo na água; c) ASPERSÃO: quando se asperge a água na pessoa do batizando.
   Os três modos já foram usados na Igreja. No princípio, empregava-se muito o Batismo por imersão; mas os próprios ATOS dos APÓSTOLOS nos referem vários Batismos que dificilmente foram administrados com o sistema de imersão. Por exemplo, o Batismo que São Paulo recebeu das mãos de Ananias (Atos, IX, 18; XXII, 16); o Batismo das 3.000 pessoas convertidas após o discurso de São Pedro no dia de Pentecostes (Atos, II, 41): - só foram possíveis por infusão ou aspersão. Além disso, vê-se, nos escritos dos Padres da Igreja e Concílios, que se dava o Batismo por infusão aos doentes que jaziam no leito.
   Atualmente, toda a Igreja do rito latino pratica o Batismo por infusão.

  II - FORMA.
   A forma exata e completa do Batismo são as palavras: "EU TE BATIZO EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO."
   Assim o ensinou Nosso Senhor, quando prescrevia aos Apóstolos em São Mateus: "Ide, ensinai todos os povos, e batizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo."
   Consta, como vemos, de três elementos: a) o ato do ministro que está batizando; b) a pessoa que está sendo batizada; e c) a invocação expressa e distinta da Santíssima Trindade.
   Diz-se "em nome" e não "nos nomes", porque o têrmo "nome aqui não se refere às Pessoas, mas designa a natureza de Deus que é uma e una. No Sacramento do Batismo, operam juntamente todas as Pessoas da Santíssima Trindade.

   Segundo disciplina antiga, deita-se três vezes água na cabeça do batizando, formando de cada vez o sinal da cruz e pronunciando AO MESMO TEMPO as palavras do rito.
   Quem deita a água, deve ser sempre a MESMA PESSOA que pronuncia a fórmula.
   Faz-se a ablução de preferência na cabeça, que é a parte mais nobre do corpo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

MINISTRO DO BATISMO - FIGURAS DO BATISMO

MINISTRO DO BATISMO

   MINISTRO é a pessoa que confere o ou administra o Sacramento.
   Para designarmos o ministro do Batismo, importa distinguir entre batismo solene e batismo privado.
   Batismo solene é o que se administra com todos os ritos e cerimônias do Ritual. Do contrário, é batismo privado.

   A - Ministros ordinários do BATISMO SOLENE: são os BISPOS e os SACERDOTES. Compete-lhes, este ministério, por direito próprio, não por faculdade extraordinária. Na pessoa dos Apóstolos, foi a eles que Nosso Senhor ordenou: "Ide... e batizai."

   B - Ministros extraordinários do BATISMO SOLENE: são os DIÁCONOS. Não podem, contudo, batizar sem permissão do bispo ou do sacerdote.

   C - Ministros do BATISMO PRIVADO: Em caso de necessidade, isto é, em perigo de morte, qualquer pessoa (até mesmo um pagão ou um herege) pode administrar o batismo privado.
   No entanto, há condições que devem ser observadas:
   a) Usar a matéria válida: água natural.
   b) Empregar a fórmula exata: "Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo."
NOTA: A mesma pessoa, enquanto derrama a água na cabeça do batizando, vai pronunciando as palavras da fórmula.
   c) Ter a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica. 
  Dentre as pessoas presentes, o padre será preferido ao diácono; o diácono ao seminarista; o seminarista ao leigo; o homem à mulher, a não ser que esta entenda melhor o modo de proceder.
   Quando, por qualquer motivo, na administração do Batismo foram omitidas algumas cerimônias, as crianças devem ser levadas quanto antes a Igreja, a fim de o sacerdote completar o que foi omitido.

FIGURAS DO BATISMO
   1) A CIRCUNCISÃO: cerimônia do Antigo Testamento pela qual o indivíduo ao 8º dia de seu nascimento, ficava pertencendo ao povo de Deus.
    2) ARCA DE NOÉ: Assim como a arca preservou Noé e a família dele, da ruína universal, assim o Batismo salva do pecado original o homem.
    3) A PASSAGEM DO MAR VERMELHO: O Batismo liberta-nos do cativeiro e da tirania do demônio, da mesma forma que a miraculosa passagem do Mar Vermelho libertou os Hebreus das iras do Faraó.
    4) NAAMÃ curado da lepra depois de haver mergulhado, sete vezes, no rio Jordão, segundo a ordem de Eliseu.
    5) A PISCINA DE BETSAIDA:  na qual os doentes recobravam a saúde quando "o anjo do Senhor baixava e agitava as águas."
    6) O BATISMO DE JOÃO BATISTA: era figura e preparação do Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo.
   NB.: A respeito do BATISMO DE JOÃO,  falaremos, se Deus quiser, na próxima postagem.
  

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O BATISMO pela explicação do QUADRO CATEQUÉTICO


QUADRO CATEQUÉTICO Nº 19 - O SACRAMENTO DO BATISMO

   O batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é representado no meio deste quadro, mostra bem os efeitos que o Batismo produz em nós. No momento em que Nosso Senhor era batizado por São João Batista nas águas do rio Jordão, ouve-se a voz de Deus Pai que dizia: "Este é meu Filho Bem-amado, no qual pus todas as minhas complacências"; o Divino Espírito Santo desce sobre Ele em forma de uma pomba, e o céus se abrem. Quando somos batizados, Deus nos adota por seus filhos; o Espírito Santo desce sobre nós pela graça santificante, e nos tornamos herdeiros do reino dos céus.
   Vemos em baixo deste quadro um padre que batiza uma criança. A veste branca que trás o anjo e com a qual ele reveste a criança batizada significa que a alma do batizado é ornada de  graça e inocência como duma veste que a torna bela e agradável aos olhos de Deus.
   Uma criança que morre logo após ter sido batizada vai imediatamente para o céu. É que este quadro representa no alto, à direita, onde nós vemos a alma de uma criança morta após o Batismo ser levada ao céu pelos anjos.
   O Batismo é tão necessário à salvação, que mesmo as crianças não podem entrar no céu se não forem batizadas. Não podem ter a visão beatífica de Deus. Eis porque vemos neste quadro no alto, à esquerda, a alma de uma criança morta sem o Batismo se dirigir para uma região desconhecida, onde ela terá uma felicidade natural, mas, por não ter recebido a outra vida, que é a sobrenatural, não poderá entrar no reino do céu, com a  visão beatífica de Deus. A Igreja sempre ensinou, embora não tenha ainda definido como dogma, a existência do Limbo das crianças.