SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A LIBERDADE HUMANA - ( 3)

   Continuação dos excertos da Encíclica "Libertas Praestantissimum": 
   
   12. A lei eterna, norma e regra da liberdade.

   "Numa sociedade de homens a liberdade digna deste nome não consiste em fazer tudo o que nos apraz: isso seria uma confusão extrema no Estado, uma perturbação que conduziria à opressão. A liberdade consiste em que, com o auxílio das leis civis, possamos mais facilmente viver segundo as prescrições da lei eterna. E para aqueles que governam, a liberdade não é o poder de mandarem ao acaso e segundo seu bel-prazer: isso seria uma desordem não menos grave e extremamente perigosa para o estado; mas a força das leis humanas consiste em que elas sejam olhadas como uma derivação de lei eterna e que não há nenhuma das suas prescrições que não seja contida nela como no princípio de todo direito. Santo Agostinho disse com muita sabedoria (De lib. Arb., lib I, c. 4, n.. 15): "Eu penso, e vós bem vedes também, que, nesta lei temporal, nada há de justo e de legítimo que os homens não tenham ido haurir da lei eterna". Suponhamos, pois, uma prescrição dum poder qualquer que esteja em desacordo com os princípios da reta razão e com os interesses do bem público: não teria força alguma de lei, porque não seria uma regra de justiça e afastaria os homens do bem, para o qual a sociedade foi formada.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
   13. Por sua natureza, pois, e sob qualquer aspecto em que seja considerada, quer nos indivíduos, quer nas sociedades, e entre os superiores não menos que entre os subordinados, a liberdade humana supõe a necessidade de obedecer a uma regra suprema e eterna; e esta regra não é outra senão a autoridade de Deus impondo-nos as sua ordenações ou as suas proibições, autoridade soberanamente justa que, longe de destruir ou de diminuir, de qualquer modo, a liberdade dos homens, a protege e a leva à perfeição, porque a verdeira perfeição de todo o ser é tender e atingir o seu fim: ora, o fim supremo, para o qual deve tender a liberdade humana, é Deus. 

sábado, 26 de outubro de 2013

A LIBERDADE HUMANA - ( 2 )

   Continuação da Encíclica "Libertas Praestantissimum".

   "Se, pois, a lei é necessária ao homem, é no seu mesmo livre arbítrio, isto é, na necessidade que tem de não se pôr em desacordo com a reta razão, que é preciso procurar, como na sua raiz, a causa primeira. E nada se pode dizer ou imaginar de mais absurdo e mais contrário ao bom senso do que esta asserção: o homem, sendo livre por natureza, deve estar isento de toda a lei. Se assim fosse, resultaria que é necessário, para a liberdade não estar de acordo com a razão, quando a verdade é inteiramente o contrário, isto é, o homem deve estar sujeito à lei precisamente porque é livre por natureza. Assim, pois, é a lei que guia o homem nas suas ações e é ela também que, pela sanção das recompensas e das penas, o leva a praticar o bem e o afasta do pecado. 

   Tal é, acima de todas, a lei natural que está escrita e gravada no coração de cada homem, porque é a razão mesma do homem que lhe ordena a prática do bem e lhe interdiz o pecado. Mas esta prescrição da razão humana não poderia ter força de lei, se ela não fosse órgão e intérprete duma razão mais alta, à qual nosso espírito e a nossa liberdade devem obediência. Sendo, na verdade, a missão da lei impor deveres e atribuir direitos, a lei assenta completamente sobre a autoridade, isto é, sobre um poder verdadeiramente capaz de estabelecer esses deveres e de definir esses direitos, capaz também de sancionar as suas ordens por castigos e recompensas; coisas todas que não poderiam evidentemente existir no homem, se ele desse a si próprio, como legislador supremo, a regra dos seus próprios atos. Disto se conclui, pois, que a lei natural outra coisa não é senão a LEI ETERNA gravada nos seres dotados de razão, inclinando-os para o ato e o fim que lhes convenha; e este não é senão a razão eterna de Deus, Criador e Governador do mundo.

   A esta regra de nossos atos, a estes freios ao pecado, a bondade de Deus quis ajuntar certos auxílios, singularmente próprios para defender e guiar a vontade do homem. Sobressai, no primeiro lugar destes auxílios, o poder da graça divina, a qual esclarecendo a inteligência e inclinando incessantemente para o bem moral a vontade salutarmente reforçada e fortificada, torna ao mesmo tempo mais fácil e mais seguro o exercício da nossa liberdade natural. E seria afastar-se completamente da verdade imaginar que, por meio desta intervenção de Deus, os movimentos da vontade perdem a sua liberdade; porque a influência da graça divina alcança o íntimo do homem e se harmoniza com a sua propensão natural, pois que tem a sua fonte n'Aquele que é o autor da nossa alma e da nossa vontade e move todos os seres duma maneira conforme à natureza deles. Pode mesmo dizer-se que a graça divina, como observa o Doutor Angélico, por isso mesmo que dimana do autor da natureza é maravilhosa e naturalmente apta para proteger todas as naturezas individuais e para conservar a cada uma o seu caráter, a sua ação, a sua energia".  

A LIBERDADE HUMANA - ( 1 )

  Postaremos alguns excertos da Encíclica "Libertas Praestantissimum" de Leão XIII.

  "Liberdade, outra coisa não é senão a faculdade de escolher entre os meios que conduzem a um fim determinado. É neste sentido que aquele que tem a faculdade de escolher uma coisa entre algumas outras, é senhor de seus atos. Ora, toda a coisa aceita com o fim de obter por ela uma outra, pertence ao gênero do bem que se chama útil; e tendo o bem como característica operar propriamente sobre o apetite, é mister concluir daí que o livre arbítrio é a característica da vontade, ou antes é vontade mesma, enquanto nos seus atos ela tem a faculdade de escolher. Mas é impossível à vontade mover-se, se o conhecimento da inteligência, como uma luz, não a esclarece primeiramente: isto é, que o bem desejado pela vontade é necessariamente o bem quanto conhecido pela razão. E isto tanto mais que, em toda a volição, a escolha é sempre precedida dum juízo sobre a verdade dos bens e sobre a preferência que devemos conceder a um deles sobre os outros. Ora, julgar é da razão, não da vontade; não se pode razoavelmente duvidar disto. Admitido, pois, que a liberdade reside na vontade, que por sua natureza é um apetite obediente à razão, segue-se que ela, como a vontade, tem por objeto um bem conforme à razão.

   Todavia, não possuindo cada uma destas faculdades a perfeição absoluta, pode suceder, e sucede frequentemente, que a inteligência proponha à vontade um objeto que, em lugar duma bondade real, não tem senão a aparência, uma sombra de bem, e que a vontade contudo se aplique. Mas assim como o poder enganar-se, e enganar-se realmente, é uma falta que acusa a ausência da perfeição integral na inteligência, assim também aderir a um bem falso e enganador, ainda que seja um indício do livre arbítrio, constitui contudo um defeito da liberdade, como a doença o é da vida. Igualmente a vontade, só pelo fato de que depende da razão, desde que deseja um objeto que se afaste da reta razão, cai num vício radical que não é senão a corrupção e o abuso da liberdade. Eis porque Deus, a perfeição infinita, que, sendo soberanamente inteligente e a bondade por essência, é também soberanamente livre, não pode de nenhuma forma querer o mal moral. E o mesmo sucede com os bem-aventurados do céu, graças à intuição que têm do soberano bem. É esta a justíssima observação que Santo Agostinho e outros faziam contra os Pelagianos: "Se a possibilidade de enganar-se no bem fosse da essência da perfeição da liberdade, então Deus, Jesus Cristo, os Anjos, os Bem-aventurados, entre os quais este poder não existe, ou não seriam livres ou, pelo menos, o não seriam tão perfeitamente como o homem em seu estado de prova e de imperfeição". - O Doutor Angélico ocupou-se frequente e longamente desta questão; e da sua doutrina resulta que a faculdade de pecar não é uma liberdade, mas uma escravidão. Muito sutil é a sua argumentação sobre as palavras do Senhor Jesus: "Aquele que comete o pecado é escravo do pecado" (São João VIII, 34). "Todo ser é o que lhe convém segundo sua natureza. Logo, quando se move por um agente exterior, não age por si mesmo, mas pelo impulso de outrem, o que é próprio de escravo. Ora, segundo a natureza, o homem é racional. Por isso quando se move segundo a razão, é por um movimento próprio que ele se move, e opera por si mesmo, o que é essência da liberdade; mas, quando peca, procede contra a razão, e então é como se fosse posto em movimento por um outro e sujeito a uma dominação estranha. É por isto que aquele que comete o pecado é escravo do pecado". 

   Sendo tal a condição da liberdade humana, era necessário ministrar-lhe auxílios e socorros capazes de dirigir todos os seus movimentos para o bem e de desviá-los do mal. Sem isto, a liberdade teria sido para o homem uma coisa muito prejudicial. E primeiramente era-lhe necessária uma LEI, isto é, uma norma do que era preciso fazer e omitir. (...) Mas os seres que gozam de liberdade têm por si mesmos o poder de operar ou não, proceder de tal ou qual forma, visto que o objeto da sua vontade não o escolhem senão quando intervenha o juízo da razão. Este juízo diz-nos não somente o que é o bem em si ou o que é o mal, mas  também o que é bom e por conseguinte se deve realizar, ou o que é mau e por conseguinte se deve evitar. É, com efeito, a razão que prescreve à vontade o que ela deve procurar ou de que deve fugir para que o homem possa um dia atingir esse fim supremo, para o qual deve dirigir todos os seus atos, Ora, esta ordenação da razão é o que se chama lei". 

Continua no próximo post.

sábado, 31 de agosto de 2013

O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

   A oblação do altar reproduz e renova a imolação do Calvário para perpetuar a sua recordação e nos aplicar os seus frutos. 
   Daríamos tudo para ter estado ao pé da Cruz com a Virgem Maria, São João e Maria Madalena! 
  Durante a Santa Missa devemos unir-nos a Cristo, mas a Cristo imolado. Já tivemos ocasião de provar que na Missa temos Jesus ressuscitado, glorioso, impassível e imortal. Mas vimos outrossim que ali está Cristo imolado, segundo a expressão do Espírito Santo no Apocalipse V, 6: "Agnus tanquam occisus", isto é, O Cordeiro Vivo mas como se estivesse imolado. Em outras palavras: temos o Cordeiro oferecido como vítima; e é ao Seu sacrifício que Jesus nos quer associar. 
   
   "Vede depois da consagração" - diz D. Marmion - "o sacerdote, apoiando as mãos juntas no altar (gesto que significa a união do sacerdote e de todos os fiéis com o sacrifício de Cristo), faz esta oração: 'Nós Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que ordeneis que todas estas coisas sejam levadas ao Vosso altar sublime, à presença da Vossa divina Majestade'. 

   "A Igreja põe aqui em relação dois altares: o da terra e o do céu; não porque no santuário dos céus haja um altar material; mas é que a Igreja quer indicar que há só um sacrifício: a imolação que misticamente se realiza na terra é uma só com a oblação que Jesus Cristo, nosso Pontífice, faz de Si mesmo no seio do Pai, a quem oferece por nós as satisfações da Sua Paixão. 'Estas coisas, diz Bossuet, são na verdade o corpo e o sangue de Jesus, mas são este corpo e este sangue com todos nós, com nossos votos e orações  e tudo isto junto forma uma mesma oblação'.

   "Assim, neste momento solene, somos introduzidos "no Santuário da Divindade"; mas somo-lo por Jesus e com Ele; e ali, diante da Majestade infinita, na presença de toda a corte celestial, somos apresentados com Cristo ao Pai para que o Pai 'nos cumule de todas as graças e bênçãos celestes'.

   "Oh! Se a nossa fé fosse viva, com que respeito assistiríamos a este Santo Sacrifício! Com que cuidado procuraríamos purificar-nos de qualquer mancha, a fim de sermos menos indignos de entrar, após o nosso chefe, no Santo dos Santos, para ali sermos, com Cristo, 'hóstia viva'! Como muito bem diz São Gregório, Jesus Cristo só será nossa hóstia quando nos oferecermos a nós mesmos, para participarmos, pela nossa generosidade e pelos nossos sacrifícios, na Sua vida de imolação. 

   No próximo post, se Deus quiser falaremos da Comunhão. 

sábado, 10 de agosto de 2013

A EUCARISTIA: Mistério de Fé

   A Santa Igreja intercalou na fórmula da consagração do cálice estas palavras: "Mysterium fidei" (Mistério de fé). Quer assim nos ensinar que a Eucaristia é o mistério por excelência de nossa fé. Na verdade é um mistério que, mais do que os outros, se furta a toda a lei natural. Outrossim, contém em sua sacramentalidade os demais mistérios.  Vejamos neste post estes dois pontos: 
   
   1-  Em cada mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo se encontra alguma sombra para a nossa fé ser meritória. Esta fé, porém, é sempre ajudada por uma luz que brilha nos mistérios: em todos eles vemos manifestar-se a inefável união da Divindade com a Humanidade. Por exemplo, no presépio, vemos apenas um menino; sem a fé, não reconheceríamos n'Ele o Filho de Deus; mas ouvimos o voz dos Anjos do céu celebrar a vinda do Salvador; vemos também uma estrela maravilhosa conduzir a Seus pés os reis do Oriente. - No Batismo de Jesus, vemos apenas um homem que se submete a um rito de penitência; mas do Céu ouve-se a voz do Pai Eterno que proclama ser aquele homem o Seu Filho muito amado, em quem pôs as Suas complacências. - No Tabor, na Transfiguração, a fé tem um poderoso auxílio: a glória da Divindade que penetra a Humanidade de Jesus reflete-se nela. -  Em contrapartida, no Calvário, a Divindade está velada, quando Jesus morre na cruz; o Centurião, no entanto, proclama que Ele é o Filho de Deus; a própria natureza, pelas perturbações que sofre naquele instante único, presta solene homenagem ao seu Criador. - Na Ressurreição, Jesus resplandece de glória; mas, ao mesmo tempo, prova aos Apóstolos que é sempre o mesmo, homem perfeito e Deus perfeito; deixa que Lhe toquem, come com eles, mostra-lhes as cicatrizes das chagas para lhes provar que não é um espírito, mas o mesmo Jesus com quem viveram três anos. 
   No mistério da Eucaristia, porém, a Divindade e a Humanidade, em vez de se revelarem, desaparecem ambas dos nossos sentidos. Na Eucaristia só a fé pura tem lugar, baseada unicamente na palavra de Jesus - "Este é o meu corpo, este é o meu sangue". 


 2- A Eucaristia é também um "mistério de fé" por excelência porque contém em si os demais mistérios. Com efeito, na Santíssima Eucaristia estão a Encarnação e a Redenção, pois que o pão e o vinho contêm o Filho de Deus humanado para nos remir. Aqui está a Trindade, pois que na Eucaristia encontramos não só a humanidade do Salvador como a sua divindade. Aqui está a Graça, pois que o Sacramento é a fonte transbordante e principal de nossa vida sobrenatural. Aqui está a Igreja, pois que a Eucaristia é por excelência o tesouro do Corpo Místico, o centro do culto, o Sacramento da unidade dos fiéis. Aqui estão os Novíssimos, pois que a Eucaristia é penhor da ressurreição e da glória futura. Como dizia Pio XII, a Eucaristia é "a cúpula e como que o centro da religião cristã".
   Assim, sob forma real embora sacramental, a Eucaristia enfeixa a economia inteira de nossa salvação. 
   Terminemos este artigo com as palavras de Leão XIII: "Nada mais apto a reconduzir aos espíritos o vigor e o fervor da fé, que o mistério eucarístico, propriamente chamado o mistério da fé; por uma especial abundância e variedade de milagres, ele sozinho contém tudo o que está acima da natureza". 

sábado, 6 de julho de 2013

AVISO

   OS MEUS BLOGS ESTARÃO EM RECESSO DE 10/07/2013 A 10/08/2013. Se Deus quiser, e com Sua graça, estarei fazendo o Retiro de Santo Inácio de Loiola. Peço as suas orações. Deus lhes pague!

sábado, 8 de junho de 2013

AMOR COM AMOR SE PAGA

   Diz Santa Teresa d'Ávila: "Sempre que pensarmos em Cristo, recordemo-nos do amor com que nos fez tantas mercês... pois o amor atrai amor". Para nos incitar ao amor, a Igreja propõe-nos a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Diz na sua Liturgia: "Quem não pagará com amor a quem tanto nos amou? Quem entre os Seus remidos não O amará" (Hino de Laudes). E para nos impelir cada vez mais a dar amor por amor, põe nos lábios de Jesus estas palavras sublimes da Sagrada Escritura: "Amei-te com um amor eterno e, por isso, atraí-te cheio de compaixão; e também: "Filho, dá-Me o teu coração". Eis em que consiste a verdadeira devoção ao Sagrado Coração: corresponder ao amor, "dar amor por amor", na expressão de Santa Margarida Maria. "Corresponder incessantemente com amor a quem tanto nos amou", como escreve Santa Teresa Margarida do Coração de Jesus. 
   A nossa vida espiritual depende, em grande parte da ideia que fazemos de Deus. Se, como o servo preguiçoso do Evangelho (Mt. 25, 14-30), fazemos de Deus uma ideia acanhada e mesquinha, em vez de nos sentirmos estimulados a amá-Lo e a entregar-nos generosamente ao Seu serviço, ficaremos frios, preguiçosos, calculadores, enterraremos também nós o talento recebido do nosso Pai celestial; se se abstêm do pecado, é só por temor do castigo; se rezam ou fazem alguma obra boa, é só em vista do interesse próprio e, por isso, não há neles ímpeto algum de generosidade e de amor. Quando, pelo contrário, a alma começa a ter a intuição de que "Deus é caridade" (I Jo. 4, 8), a penetrar no mistério do amor infinito que  a envolve, e a compreender o amor de Deus, o amor de Jesus para com ela, tudo então muda de aspecto porque "o amor atrai o amor". A devoção ao Sagrado Coração , deve produzir em nós este efeito, isto é, fazer-nos compreender cada vez melhor "amor de Cristo que excede toda a ciência" (Efésios 3, 19). Meditando e contemplando  o Coração de Jesus trespassado por nosso amor, aprenderemos a ciência do amor, ciência que nenhum livro terreno nos pode ensinar, mas que se aprende somente no livro aberto do Coração de Cristo, Nosso Senhor e Mestre. 
  Ó JESUS QUE TANTO ME AMASTES, TORNAI-ME CAPAZ DE CORRESPONDER AO VOSSO AMOR. AMÉM!