SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

CATECISMO SOBRE O SACERDOTE DADO PELO SANTO CURA D'ARS

   Meus filhos, chegamos ao sacramento da Ordem. É um sacramento que parece não dizer respeito a ninguém dentre vós, e que diz respeito a toda gente. Esse sacramento eleva o homem até a Deus. Que é o sacerdote? Um homem que ocupa o lugar de Deus, um homem que é revestido de todos os poderes de Deus. "Ide, diz Nosso Senhor ao sacerdote, assim como meu Pai me enviou, assim eu vos envio... Todo poder me foi dado no céu e na terra. Ide, pois, instruí todas as nações... Quem vos escuta a mim escuta; quem vos despreza a mim despreza".
   Quando o padre perdoa os pecados, não diz: "Deus te perdoe". Diz: "Eu vos absolvo". Na consagração, ele não diz: "Isto é o corpo de Nosso Senhor". Diz: "Isto é o meu corpo".
   São Bernardo diz que tudo veio por Maria. Podemos dizer também que tudo nos veio pelo sacerdote: sim, todas as venturas, todas as graças, todos os dons celestes.
   Se não tivéssemos o sacramento da Ordem, não teríamos Nosso Senhor. Quem foi que o pôs aí neste tabernáculo? Foi o padre. Quem foi que recebeu vossa alma à entrada na vida? O padre. Quem a alimenta para lhe dar a força de fazer a sua peregrinação? O padre. Quem a prepara para comparecer perante Deus, lavando essa alma pela primeira vez no sangue de Jesus Cristo? O padre, sempre o padre. E se essa alma vier a morrer, quem a ressuscitará? Quem lhe restituirá a calma e a paz? Ainda o padre. Nos vos podeis lembrar de um só benefício de Deus sem encontrardes, ao lado dessa lembrança, a imagem do padre.
   Ide-vos confessar à Santíssima Virgem ou a um anjo: eles vos absolverão? Não. Dar-vos-ão o corpo e o sangue de Nosso Senhor? Não. A Santíssima Virgem não pode fazer descer seu divino Filho à hóstia. Tivésseis aí duzentos anjos, e eles não poderiam absolver-vos. Um padre, por mais simples que seja, pode-o; pode dizer-vos: "Ide em paz, eu vos perdôo". Oh! como o padre é alguma coisa de grande!
   O padre só será bem compreendido no céu... Se o compreendêssemos na terra, morreríamos, não de pavor, mas de amor...
   Os outros benefícios de Deus de nada nos serviriam sem o padre. De que serviria uma casa cheia de ouro, se não tivésseis ninguém para vos abrir a porta? O padre tem as chaves dos tesouros celestes; é ele quem abre a porta; ele é o ecônomo de Deus, o administrador dos seus bens.
   Se não fosse o padre, a morte e a paixão de Nosso Senhor de nada serviriam. Vede os povos selvagens: de que lhes serviu que Nosso senhor morresse? Ai! eles não poderão ter parte nos benefícios da redenção enquanto não tiverem padres para lhes fazerem a aplicação do seu sangue.
   O padre não é padre para si; não dá a si a absolvição, não administra a si os sacramentos. Ele não é para si, é para vós.
   Depois de Deus o sacerdote é tudo!... Deixai uma paróquia vinte anos sem padre, adorarão ali os animais.
   Se o senhor missionário e eu fôssemos embora, vós diríeis: "Que fazer nesta igreja? Não há mais missa. Nosso Senhor não está mais nela, tanto vale rezar em casa..."
   Quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre, porque onde quer que não haja mais padre, não há mais sacrifício, e onde não há mais sacrifício, não há mais religião.
   Quando um sino vos chama à igreja, se vos perguntassem: "Onde ides?" Poderíeis responder: "Vou alimentar minha alma". Se vos perguntassem, mostrando -vos o tabernáculo: "Que é essa porta dourada? É a copa: é o guarda-comida de minha alma. Quem é que tem a chave dele, quem faz as provisões, quem apronta o festim, quem serve à mesa? É o padre. - E a comida? - É o precioso Corpo de Nosso Senhor..." Ó meu Deus, meu Deus, como nos amastes!
   Vede o poder do padre! A língua do padre, de um pedaço de pão faz um Deus! É mais que criar o mundo. Alguém dizia: "Santa Filomena obedece então ao Cura d'Ars? Certo, ela bem pode obedecer-lhe, já que Deus lhe obedece.
   Se eu encontrasse um padre e um anjo, cumprimentaria o padre antes de cortejar o anjo. Este é amigo de Deus, mas o padre faz as vezes de Deus... Santa Teresa beijava o lugar por onde um padre havia passado...
   Quando virdes um padre, deveis dizer: "Eis aquele que me tornou filho de Deus e me abriu o céu pelo santo batismo, aquele que me purificou depois do meu pecado, que dá a comida a minha alma..." À vista dum campanário, podeis dizer: "Que há ali? - O corpo de Nosso Senhor. - E por que está ele ali? - Porque um padre passou por ali e disse missa".
   Que alegria tinham os apóstolos depois da ressurreição de Nosso Senhor, por verem o Mestre que tanto haviam amado! O padre deve ter a mesma alegria vendo Nosso Senhor que ele segura nas mãos...  Dá-se grande valor aos objetos que foram depositados na escudela da Santíssima Virgem e do Menino Jesus em Loreto. Mas os dedos do padre, que tocaram a carne adorável de Jesus Cristo, que mergulharam no cálice onde esteve o seu sangue, no cibório onde esteve o seu corpo, não são porventura mais preciosos?...
   O sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CATECISMO DO SANTO CURA D'ARS SOBRE O SOFRIMENTO

   Queiramos ou não, temos que sofrer. Há uns que sofrem como o bom ladrão, e outros como o mau. Ambos sofriam igualmente. Mas um soube tornar seus sofrimentos meritórios; aceitou-os em espírito de reparação, e, voltando-se para o lado de Jesus crucificado, recolheu-lhe da boca estas belas palavras: "Hoje estarás comigo no paraíso". O outro, ao contrário, dava urros, vociferava imprecações e blasfêmias, e expirou no mais horroroso desespero.
   Há duas maneiras de sofrer; sofrer amando e sofrer sem amar. Os santos sofriam tudo com paciência, alegria e perseverança, porque amavam. Nós sofremos com cólera, despeito e frouxidão, porque não amamos. Se amássemos a Deus, amaríamos as cruzes, desejá-las-íamos, comprazer-nos-íamos nelas... Folgaríamos de poder sofrer por amor daquele que se dignou sofrer por nós. De que nos queixamos? Ai! os pobres infiéis, que não têm a ventura de conhecer a Deus e suas amabilidades infinitas, têm as mesmas cruzes que nós; mas não têm as mesmas consolações.
  Dizeis que é duro? Não, é doce, é consolador, é suave: é a felicidade!... Somente há que amar sofrendo, há que sofrer amando.
   No caminho da cruz, vede, meus filhos, só o primeiro passo custa. É o temor  das cruzes que é a nossa maior cruz...
   Não temos coragem de carregar a nossa cruz, andamos bem errados; porquanto, façamos o que fizermos, a cruz nos apanha, não lhe podemos escapar.
   Que temos pois a perder? porque não amarmos as nossas cruzes e não nos servirmos delas para irmos para o céu?... Mas, ao contrário, a maioria dos homens voltam as costas às cruzes e fogem diante delas. Quanto mais correm, tanto mais a cruz os persegue, tanto mais os fere e os esmaga de fardos... Se quereis ser prudentes, caminhai ao encontro dela como Santo André, que dizia, vendo a cruz erguer-se para ele nos ares: Salve, ó boa cruz! ó cruz admirável! ó cruz desejável!... recebe-me nos teus braços, retira-me de entre os homens, e restitui-me ao meu Mestre que me remiu por ti".
   Escutai bem isto, meus filhos: Aquele que vai ao encontro da Cruz, anda em sentido oposto às cruzes; encontra-as talvez, mas fica contente de encontrá-las; ama-as; carrega-as com coragem. Elas o unem a Nosso Senhor; tiram-lhe do coração todos os obstáculos; ajudam-no a atravessar a vida, como uma ponte ajuda a passar a água.
   Um bom religioso queixava-se um dia a Nosso Senhor de que o perseguiam. Dizia: "Senhor, que fiz eu para ser tratado assim?" Nosso Senhor respondeu-lhe: "E eu, que tinha feito quando me levaram ao calvário?... Então o religioso compreendeu, chorou, pediu perdão e não ousou mais queixar-se.
   As pessoas do mundo desolam-se quando têm cruzes, e os bons cristãos desconsolam-se quando não as têm. O cristão vive no meio das cruzes como o peixe vive n'água.
   Vede Santa Catarina, que tem duas coroas, a da pureza e a do martírio: quanto esta cara santa está contente de haver preferido sofrer a consentir no pecado!
   Havia bem perto daqui, numa paróquia da vizinhança, um rapazinho que estava todo esfolado no seu leito, bem doente e bem miserável; eu lhe dizia: "Meu pobre pequeno, tu sofres bem!" Ele respondeu-me: "Não, senhor cura, eu não sinto hoje o meu mal de ontem, e amanhã não sentirei o meu mal de hoje". - Quererias ficar bom? - Não, eu era mau antes de ficar doente; poderia ficar mau outra vez. Estou bem como estou..." Nós não compreendemos isso porque somos demasiado terrenos. Meninos em que o Espírito Santo reside metem-nos vergonha.
   Se o bom Deus nos manda cruzes, agastamo-nos, queixamo-nos, murmuramos, somos tão inimigos de tudo o que nos contraria, que quereríamos estar sempre numa caixa de algodão; é numa caixa de espinhos que nos deveríamos colocar.
   É pela cruz que se vai para o céu. As doenças, as tentações, as penas são outras tantas cruzes que nos conduzem ao céu. Tudo isso logo passará... Vede os santos que chegaram antes de nós... Deus não pede de nós o martírio do corpo, pede-nos apenas o martírio do coração e da vontade... Nosso Senhor é nosso modelo; tomemos a nossa cruz e sigamo-Lo.
   A cruz é a escada do céu... Como é consolador sofrer sob os olhos de Deus, e podermos dizer, à noite, por ocasião do nosso exame de consciência: "Eia! minh'alma, tiveste    hoje duas ou três horas de semelhança com Jesus Cristo: foste flagelada, coroada de espinhos, crucificada com Ele!... Oh! que tesouro para a morte!... Como é bom morrer quando se viveu na cruz!
   Deveríamos correr atrás das cruzes, como o avarento corre atrás do dinheiro... Só as cruzes é que nos tranquilizarão no dia do juízo. Quando chegar este dia, como seremos felizes das nossas desditas, ufanos das nossas humilhações e ricos dos nossos sacrifícios! ... A passagem para a outra vida do bom cristão, provado pela aflição, é como a de uma pessoa a quem transportam sobre um leito de rosas.
   As contradições põem-nos ao pé da cruz, e a cruz à porta do céu. Para chegar a este, é preciso que nos andem por cima, que sejamos vilipendiados, desprezados, pisados... Felizes neste mundo são só os que têm a calma da alma no meio das penas da vida: saboreiam as alegrias dos filhos de Deus... Todas as penas são doces quando sofridas em união com Nosso Senhor...
   Sofrer! Que importa? É só um momento. Se pudéssemos passar oito dias no céu, compreenderíamos o preço desse momento de sofrimento. Não acharíamos cruz bastante pesada, provação bastante amarga... A cruz é dádiva que Deus faz aos seus amigos.
   Devemos pedir o amor das cruzes: então elas se tornarão doces. Fiz a experiência disto durante quatro ou cinco anos. Fui bem caluniado, bem contradito, bem atropelado. Oh! eu tinha cruzes... quase as tinha mais do que as podia carregar! Pus-me a pedir o amor das cruzes: então fui feliz. Disse a mim mesmo: "Verdadeiramente, só há felicidade nisso!..." Nunca se deve olhar de onde vêm as cruzes: vêm de Deus. É sempre Deus que nos dá esse meio de lhe provarmos o nosso amor.

sábado, 28 de maio de 2016

CATECISMO DO SANTO CURA D'ARS SOBRE A SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO

   Vós trabalhais, trabalhais, meus filhos, porém o que ganhais vos arruína a alma e o corpo. Se se perguntasse a esses que trabalham no domingo: "Que é que acabais de fazer?", eles poderiam responder: "Acabo de vender meu burro ao demônio, de crucificar Nosso Senhor e de renunciar ao meu batismo. Sou para o inferno... Terei que chorar toda uma eternidade por um nada..." Quando eu vejo uns que carregam no domingo, penso que carregam a sua alma para o inferno.
   Oh! como se ilude nos seus cálculos aquele que se afana no domingo, com o pensamento de que vai ganhar mais dinheiro ou fazer mais trabalho! Acaso um pouco mais de dinheiro poderá compensar o dano que ele causa a si próprio, violando a lei de Deus? Vós imaginais que tudo depende do vosso trabalho; vem, porém, uma doença , um acidente... É preciso tão pouca coisa! uma tempestade, uma chuva de granizo, uma geada. Deus tem tudo nas mãos; pode vingar-se como quiser; meios não lhe faltam. Não é sempre Ele que é o mais forte? E não deve ele permanecer o senhor no fim?
   Havia uma vez uma mulher que viera procurar o seu vigário e lhe pedir licança para apanhar o seu feno no domingo. "Mas,  diz-lhe o vigário, não é necessário; o vosso feno não corre risco algum". A mulher insistiu, dizendo: "O senhor quer então que eu deixe morrer a minha colheita?" Foi ela que morreu à tarde mesmo... Ela estava mais em perigo do que a sua colheita...
   Trabalhai, não para a comida que perece, mas a que dura para a vida eterna (S. Jo VI, 27). Que vos rende o haverdes trabalhado no domingo? Deixais bem a terra tal qual é quando vos ides embora; não levais nada. Ah! quando se está apegado à terra , não é bom ir-se dela!...
   O nosso primeiro fim é ir para Deus; só estamos na terra para isto.
   Meus irmãos, deveríamos morrer no domingo e ressuscitar na segunda-feira.
   O domingo é o bem de Deus; é o dia d'Ele, o dia do Senhor. Ele fez todos os dias da semana; podia reservá-los todos para si; deu-vos no entanto seis e reservou para si apenas o sétimo. Com que direito tocais naquilo que vos não pertence? Sabeis que o bem roubado nunca aproveita. O dia que roubais ao Senhor tão pouco vos aproveitará. Conheço dois meios bem seguros de se ficar pobre; trabalhar no domingo e tomar o bem de outrem.