SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

A FELICIDADE NO SOFRIMENTO

   Obviamente queremos falar da felicidade da alma, e da alma que vive unida a Nosso Senhor Jesus Cristo. Na verdade, os sentidos, amargurados pelos sofrimentos e agruras da vida, não sentirão essa felicidade. Nem, tão pouco, senti-la-ão os que vivem em pecado mortal, ou seja, separados de Jesus. 

   Esta felicidade que a alma sente em sofrer, consiste naquela paz inefável e imperturbável que o espírito conserva mesmo em meio dos maiores sofrimentos. Na definição de Santo Agostinho, a paz é a tranquilidade da ordem. Estamos em ordem com Deus quando fazemos a Sua santíssima vontade. E não cai um cabelo de nossa cabeça sem permissão d'Ele. E para os que amam a Deus, tudo concorre para o bem. Sabendo que tudo vem Deus: ou Ele manda ou permite, ficamos tranquilos. "Deus me deu, Deus me tirou, o que foi do Seu agrado foi feito, seja sempre bendito o Seu nome"! Assim, nos sofrimentos exclama com Jó, a alma que ama a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

   Nos santos, a felicidade nos sofrimentos, chegava ao auge, porque pensavam que, sofrendo por amor a Deus, estavam imitando a Nosso Senhor Jesus Cristo. Na verdade, Jesus foi o primeiro a sentir a felicidade de sofrer. Até suspirou pelo momento de sua Paixão: "Com um batismo de sangue tenho de ser batizado e como trago o coração oprimido até não ver isto realizado!" (São Lucas XII, 50). Rejubilava perante a ideia de vingar, com sua Paixão, a honra lesada de seu Pai e contava, um por um, todos os pecadores arrependidos, todos os filhos extraviados, que, um dia, reconduziria a seus pés. E esta alegria fazia Jesus aceitar, de bom grado, as horríveis torturas a que se ia sujeitar. É evidente que mesmo em Jesus, esta alegria não diminuía a agudeza dos sofrimentos. No Horto das Oliveiras exclamou: "Ó Pai, não se faça a minha vontade, mas a vossa". Eis o modelo do verdadeiro cristão!

  Depois de Jesus, o nosso modelo é também Nossa Senhora. Via o Seu Filho crescer diante dos seus olhos e sabia pelas Sagradas Escrituras que estava destinado a ser, um dia, imolado num patíbulo infame, mergulhado num oceano de opróbrios e amarguras. E aceitou com amor este amargo cálice; bebeu-o com imensa dor, é certo, mas também com perfeita paz do coração e inteira adesão à vontade do Pai celestial.  Mas onde poderia estar em todo este sofrimento, a felicidade? Sim, a Virgem Mãe Imaculada se alegrava em poder, com Jesus e por Jesus, gerar, para a vida da graça e felicidade eterna, milhares e milhares de pecadores. 

  Os santos, portanto, não fizeram outra coisa senão imitar a Jesus e a Maria Santíssima. Levaram o seu amor a Jesus ao ponto de desejarem a cruz e os desprezos com o mesmo afinco com que os mundanos procuram os prazeres.  É claro que este amor da cruz é escândalo e loucura para os mundanos; para os santos, porém, é felicidade e sabedoria. 

  Se vemos o heroísmo dos mártires, também sabemos que as almas que jamais entenderam nem o sentido dos sofrimentos do Salvador nem o fim altíssimo da cruz, abandonam a Jesus e atraiçoam-no na hora do perigo. Por uma fumaça de honra, por uma moeda, por um prazer momentâneo, muitos abandonam a Jesus. 

  Assim, quem não ama verdadeiramente a Jesus, está sempre num perigo pendente de, a qualquer momento, abandonar o Divino Mestre, envergonhar-se da Sua Doutrina. Por exemplo, numa crise e perseguição religiosa, cristãos frios e fracos no amor a Jesus Crucificado, voltam atrás. Ficamos até sem saber explicar como pessoas podem mudar completamente o seu rumo em relação a Doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas a explicação é a falta de amor a Cristo Crucificado. Assim, o que hoje aparece agradável a tais pessoas,   isto é que deve ser aceito. Terminam forjando argumentos para provar que é certo e santo o que antes provavam que era errado e mau. Infelizmente empregam sua inteligência em tarefa tão inglória!!!

  Tudo indica, que, talvez num futuro não longo, teremos a consciência torturada diante de ordens que venham claramente contra os seus ditames. E aí, temos que pedir mais do que nunca os dons do Divino Espírito Santo e a proteção de Nossa Senhora. E uma coisa é certa: Não há perigo de erro quando se segue a Sagrada Tradição também na interpretação das Sagradas Escrituras. Seguir o que a Santa Igreja sempre ensinou e rejeitar as profanas novidades. Oração! Oração! Oração! Penitência! Penitência!Penitência!

  Caríssimos, não sou profeta de desgraças; apenas não quero ser cego voluntário. Não estamos em tempos normais; estamos numa crise sem precedentes dentro da Igreja. Há, mais do que no tempo de Paulo VI, uma autodemolição da Igreja. Não a fumaça de Satanás, mas o próprio penetrou na Igreja. Continuemos, porém,  felizes em poder sofrer por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo! Confiança! "Ó pequenino rebanho, tem confiança, eu venci o mundo" disse Jesus. "Por fim, meu Imaculado Coração triunfará" disse Maria Santíssima. Confiança, portanto, e até, alegria porque tudo indica que teremos que sofrer mais ainda por amor a Jesus Cristo. Seremos entregues por nossos próprios pais! 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

LIBERDADE DE PERDIÇÃO

   Excertos da Encíclica "QUANTA CURA" e "SYLLABUS" de Pio IX. 

   "Sabeis muito bem, Veneráveis Irmãos, que em nossos dias não poucos há que, aplicando à sociedade civil o ímpio e absurdo naturalismo, se atrevem a ensinar 'que a razão de ser da vida pública e o próprio progresso civil requerem que a sociedade humana se constitua e governe sem preocupar-se em nada com a religião, como se ela nem existisse, ou, pelo menos, sem fazer distinção alguma entre as religiões falsas e a verdadeira'. E, indo de encontro à doutrina das Sagradas Escrituras e dos Santos Padres, não duvidam em afirmar que 'a melhor condição da sociedade civil é aquela em que não se reconhece ao poder civil autoridade para coartar com sanções os violadores da religião católica, sempre que a paz pública o não exigir'. E partindo dessa falsa ideia social, seus propagadores não temem em fomentar a opinião, desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, denominada por Nosso Predecessor, de feliz memória, de 'loucura' ("Mirari Vos"), de que 'a liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo, que há de proclamar-se nas leis e estabelecer-se em todas as sociedades retamente constituídas; de que aos cidadãos assiste o direito de toda liberdade sem que a lei eclesiástica ou civil a possa reprimir, liberdade para manifestar ou declarar publicamente qualquer ideia, já pela palavra, já pela imprensa, ou por outra via qualquer'. E não se apercebem de que, enquanto pensam e excogitam todas estas coisas, estão pregando as 'liberdades de perdição' (Santo Agostinho, epístola 105, al, 166) e que, 'se é sempre livre disputar das coisas humanas, nunca hão de faltar os que irão além da verdadeira sabedoria, confiados em sua loquacidade natural, cônscios, como se sabe, de que modo se há de evitar, para o bem da fé e da sabedoria cristã, essa perniciosíssima maneira de sentir, segundo determinou o mesmo Cristo Senhor' (São Leão, Epístola 14, a. 133). 

   Excertos do Sílabo contendo alguns erros condenados aí por Pio IX e por muitos de seus predecessores: 

   4º - 'Todas as verdades da religião derivam da força natural da razão humana, e por isso a mesma razão é a principal norma pela qual o homem pode e deve chegar ao conhecimento de todas as verdades de qualquer gênero que sejam'. 

   Este erro foi condenado também nas Encíclicas: 'Qui pluribus', de 9/ 11/ 1846.
                                                                                    'Singulari quidem', de 17 /03/ 1856.
                                                                                    'Maxima quidem', de 09/ 06/ 1862. 

   15º - 'É livre a qualquer abraçar e professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira'.

   Este erro foi condenado também nas Letras Apostólicas: 'Multiplices inter', de 10/ 09/ 1851.
                                                                                         Aloc. 'Maxima quidem, de 09/ 06/ 1862. 

   16º - 'No culto de qualquer religião podem os homens achar o caminho da salvação eterna e alcançar a mesma eterna salvação'.

   Este erro foi condenado também na Encíclica: 'Qui pluribus', de 09/ 11/ 1846.
                                                            Alocuções : 'Ubi primum', de 17/ 12/ 1847.
                                                                                'Singulari quidem', de 17/ 03/ 1856. 

   17º - 'Pelo menos deve-se esperar bem da salvação daqueles todos que não vivem na verdadeira Igreja de Cristo'. 

   Este erro foi condenado também na Alocução: 'Singulari quadam', de 19 / 12/ 1863. 
                                                               Encíclica:  'Quanto conficiamur', de 17/ 08/ 1863. 

   80º - 'O Pontífice Romano pode e deve conciliar-se e transigir com o progresso, com o Liberalismo e com a Civilização moderna'. 

   Este erro foi condenado também pela Alocução: 'Jandudum cernimus', de 18/ 03/ 1861. 

   

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

POBREZA E HUMILDADE

   Excertos da CARTA PASTORAL sobre problemas do apostolado moderno (1953) escrita por D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória. 

             Sentença falsa ou ao menos perigosa:
  • "Jesus Cristo pregou a pobreza e a humildade, a preferência pelos fracos e pequenos. Uma sociedade imbuída deste espírito deve eliminar as desigualdades de fortuna e de condição social. As reformas políticas e sociais decorrentes da Revolução Francesa foram, conscientemente ou não, de inspiração evangélica, concorrendo para realizar uma sociedade verdadeiramente cristã". 
          Sentença certa:
  • "Jesus Cristo pregou o espírito de pobreza e humildade, a preferência pelos fracos e pequenos. Por pobreza, a Igreja entende o desapego dos bens da terra, ou seja, um tal emprego dos mesmos, que sirvam para a salvação da alma e não para sua perdição. Assim, nunca ensinou que ser rico é intrinsecamente mau; mas que tão somente é mau fazer uso desordenado da riqueza. Por humildade a Igreja entende o fato de o fiel reconhecer que nada tem de si e tudo recebeu de Deus, e de se situar no lugar que lhe compete. A existência de classes sociais é, pois, condição para a prática da virtude e da humildade. Quanto à preferência pelos fracos e pelos pequenos, seria impossível numa sociedade em que todos fossem iguais. A Revolução Francesa, na medida em que tendeu para a completa igualdade política, social e econômica, na sociedade ideal sonhada pelos seus fautores, foi um movimento satânico, inspirado pelo orgulho".
EXPLANAÇÃO

   Por certo, as desigualdades quer no domínio político, quer no social ou econômico têm por vezes sido iníquas, e isto por dois motivos principais: ou porque essas desigualdades eram ilegítimas, e mero fruto da opressão; ou porque se acentuavam tanto que negavam a dignidade natural do homem, ou os meios para viver sadia e honestamente. Um exemplo frisante de desigualdade exagerada é a sorte duríssima e imerecida a que, no século XIX, foram lançados os operários em consequência da revolução industrial (Pio XI, "Quadragesimo anno", A.A.S. 23, p. 195, 197/8). Ao contrário do que se tem dito, a Igreja tem cumprido seu dever de lutar contra essa situação. Mas, em tal luta, seu objetivo é uma sociedade hierárquica dentro dos limites da ordem natural. Nunca a abolição de todas as desigualdades legítimas, sonhada pelos revolucionários e na qual se empenham a ação da Maçonaria e outros fatores (cf. Pio XII, Alocução do Natal de 1944, A.A. S. 37, p. 14).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

IGREJA CATÓLICA: Obra de Deus

   A Sagrada Escritura, ou seja, Deus Espírito Santo declara no Livro do Gêneses I, 31 que ao criar todas as coisas, Deus viu que tudo era muito bom. Em toda Santa Missa o celebrante reza no "Lavabo": Ó Deus, que maravilhosamente criastes a dignidade da natureza humana e mais prodigiosamente ainda a reformastes". Como obra externa, a mais extraordinária que Deus fez é o Mistério da Encarnação para Redenção do gênero humano. Não podia o Nosso Pai do Céu conceder-nos maior benefício nem de mais duradouras consequências que o de nos dispensar o dom da sua própria natureza divina por meio da graça santificante. 

   Ouçamos o primeiro Papa, o Apóstolo São Pedro: "Assim como o Seu divino poder nos deu todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade, por meio do conhecimento d'Aquele que nos chamou pela sua glória e virtude, (assim também) por Ele mesmo nos deu as maiores e mais preciosas promessas, a fim de que por elas vos torneis participantes da natureza divina..." II Pedro I, 3 e 4). 

   Pois bem! para comunicar às almas a Sua própria vida divina e nelas realizar o seu maravilhoso desenvolvimento, Deus Pai encarregou seu Filho, Jesus Cristo, de instituir a Igreja, que, por isto mesmo, é una, santa, católica e apostólica. A Igreja de Deus é uma só. As seitas são fruto do orgulho humano insuflado pelo demônio.

   A Igreja, essa Mãe mil vezes bondosa e previdente, que vela o berço de todos e cada um de seus filhos, protege a vida sobrenatural que lhes conferiu, sustenta-os, mais tarde, nos duros combates da vida e ajuda-os, finalmente, a transpor o limiar que separa o tempo da eternidade. Para tanto, Deus confiou à Igreja os sete sacramentos. E só a Igreja Católica, criada por Deus, tem todos os sacramentos. E Nosso Pai do Céu, na sua bondade, pensou em todas as almas que viveriam um dia sobre a face da terra, contanto que elas quisessem aproveitar o benefício da Redenção. 

   Durante a Última Ceia, Nosso Senhor Jesus Cristo, no momento solene em que ia dar princípio ao drama da sua Paixão, dirigiu a seu eterno Pai esta impressionante oração: "Eu não vos rogo unicamente por meus discípulos, mas por todos aqueles que, um dia, pela sua palavra, crerão em mim, para que todos sejam juntamente uma só e mesma coisa; como Vós, Meu Pai, estais em mim e eu em Vós, assim sejam eles uma mesma coisa conosco" (S. João XVII, 20 e 21). Ao deixar este mundo e voltar para o Céu, o Filho de Deus Humanado, Imolado e Ressuscitado, não deixou a Santa Igreja, sua Esposa, que conquistou a preço de seu sangue, ao desamparo: "Tu és Pedro [que quer dizer pedra] e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (S. Mateus XVI, 18). Antes de começar a sua Paixão, Jesus disse: "Simão, Simão, Satanás pediu para vos fazer passar pela joeira da tentação, como pelo crivo passa o trigo; Eu, porém, intercedi para que não chegue a faltar a tua fé. Cuida, então, depois da tua conversão, de confirmar na fé os teus irmãos" (S. Lucas XXII, 31 e 32). 

   Escravos das suas paixões, os homens revoltar-se-ão contra os princípios da moral imposta por Jesus Cristo. Nações inteiras sacudirão o jugo desta austera doutrina dos costumes cristãos. Contudo, jamais, chegarão a abalar a Igreja nem a farão retroceder. Sempre ficará uma parte sã: esta é a Católica. Nenhum poder humano, nenhuma violência, astúcia ou perseguição conseguirão no futuro, fazer com que a Igreja fracasse na sua divina missão. Pois, Deus Todo-Poderoso, ama a Sua Igreja, que é una, santa, CATÓLICA e Apostólica. Por vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sede de São Pedro e de seus sucessores foi Roma. Por isso, ela é chamada também de Romana. 

   Esta crise sem precedentes por que passa a Santa Madre Igreja será talvez a mais evidente prova de que ela  (a Igreja) é obra Divina, e de que Deus não abandona a Sua obra. Como diz São Pio X na "Pascendi", se fosse possível, os modernistas destruiriam a Igreja pelos fundamentos. Sendo, porém, divina, isto não é possível. Por fim a Igreja triunfará, porque é obra de Deus.  Amém!

   Asia Bibi caríssima, permaneça firme na Fé, morra filha da Santa Igreja, porque a Igreja Católica é a única verdadeira porque é obra de Deus e não de homens mortais e pecadores.

sábado, 11 de outubro de 2014

A SANTA MISSA: PARAMENTOS, LÍNGUA, CERIMÔNIAS

   "A Santa Igreja, no culto divino, emprega uma língua não vulgar, bem como vestes especiais e ritos simbólicos privativos do celebrante.
   A razão é que os atos do culto divino devem manifestar, nos gestos e nas palavras de que consta, a excelência singular de Deus, o mistério de sua natureza oniperfeita. E o fato de pedir Ele uma pessoa sagrada, retirada do meio do povo, para votar-se exclusivamente ao serviço divino; o ato de envolver-se em circunstâncias que claramente indicam tratar-se de um ato inteiramente diferente daqueles próprios de vida quotidiana, com língua e trajes especiais, elevam as almas à consideração de que Deus é Altíssimo e não pode confundir-se com as criaturas por mais elevadas que sejam.
   E não se diga que a Encarnação do Verbo aproximou o homem da divindade. É evidente que a Encarnação demonstra a Bondade misteriosa e inefável de Deus, que, assim, como que associou a natureza humana à sua vida trinitária. Não se pense, no entanto, que semelhante Misericórdia tenha diminuído a Majestade infinita de Deus, ou tenha dispensado os homens do reconhecimento da Soberania absoluta que o Altíssimo mantém sobre todas as criaturas, bem como do mistério que envolve Sua natureza, e que os homens reconhecem nos seus atos de culto.
   Tais considerações, que se fundam na ordem natural das coisas, tanto que se verifiquem  mesmo nos cultos supersticiosos, reconheceu-as a Igreja desde os tempos apostólicos. É o que declara o Concílio Tridentino, ao manter os ritos, as cerimônias e os paramentos usuais na celebração da Santa Missa; bem como ao proibir a língua vulgar no Sacrifício Eucarístico. (Ses. XXII,c. 5 e 8)"
                               PASTORAL DE D. ANTÔNIO DE CASTRO MAYER SOBRE O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA).

CONCÍLIO VATICANO II: Extraído da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:
   Nº 36, § 1. Salvo direito particular, seja conservado o uso da Língua Latina nos ritos latinos.

  Nº 54 ... providencie-se que os fiéis possam juntamente rezar ou cantar em língua latina as partes do Ordinário que lhes compete.

   Nº 116. A Igreja reconhece o canto gregoriano como próprio da liturgia romana. Portanto, em igualdade de condições, ocupa o primeiro lugar nas ações litúrgicas.

   "Na Igreja Ocidental e nas por esta fundadas, o latim foi sempre considerado pelos fiéis como a língua da Igreja. Viam eles no latim o envólucro sagrado de um mistério sagrado. No latim admiravam a unidade da Igreja que congraçava na mesma língua os povos mais distantes pelos usos, costumes e idiomas. Atendendo a todas estas razões, e a outras mais que foram expostas nas Congregações gerais do Concílio, a Constituição sobre a Sagrada Liturgia mandou que se conservasse o uso do latim nos ritos litúrgicos da Igreja latina. Tendo em vista, no entanto, o eventual benefício dos fiéis, permitiu o uso do vernáculo em várias partes dos ritos sagrados, especialmente nas lições, admoestações, em algumas orações e cânticos. (Constituição Sac. Conc. nº 36 §§ 1 e 2). O que vale também do Sacrossanto Sacrifício da Missa. Manda, porém, o Concílio que se providencie a que o fiel possa dizer ou cantar também em latim as partes do Ordinário da Missa que lhe competem (nº 54). ( CARTA PASTORAL DE D. ANTÔNIO DE CASTRO MAYER de 1966.

   CONCÍLIO DE TRENTO - Sessão XXII - nº 956, cânon 9: "Se alguém disser... que a Missa se deve celebrar somente em língua vulgar, ... seja excomungado.
  Pelas palavras que sublinhei entendemos que não é excomungado quem disser que a Missa pode também,  às vezes, ser celebrada em língua vulgar.    

   Beato João XXIII: "A língua da Igreja deve ser não somente universal, mas imutável. O latim é a língua viva da Igreja". ( Constituição Apostólica "Veterum Sapientia").

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

COMUNHÃO DAS CRIANÇAS

   As páginas do Evangelho nos dão muitas provas do grande afeto com que Jesus amou as criancinhas. Eram suas delícias entreter-se com elas; impunha-lhes as mãos e abençoava-as. Quando os Apóstolos, certo dia, não queriam deixar que as crianças se aproximassem de Jesus, Este lhes disse: "deixai vir a mim os pequeninos, e não os proibais; deles é o reino dos céus!" Quanto apreciava a sua inocência e candura, mostra-o bem no dia em que, chamando um menino, diz aos discípulos: "Na verdade Eu vos digo, se não vos fizerdes como este menino, não entrareis no reino dos céus. Todo aquele que se fizer humilde como este menino, é o maior no reino dos céus. E aquele que receber um menino em meu nome, é a mim que recebe".

  IDADE.  Não se deve administrar a Eucaristia a crianças que, devido sua incapacidade de idade, ainda não podem compreender e desejar este sacramento. Mas, logo que chegar ao uso da razão, a criança poderá comungar. Assim como para a Confissão a idade do uso da razão é aquela em que se pode distinguir  o bem do mal, assim para a Comunhão, é aquela em que se pode distinguir o Pão Eucarístico do pão comum.
   Normalmente, a criança atinge o uso da razão, pelos sete anos mais ou menos. Contudo, há crianças precoces e outras que demoram mais a ter o uso da razão.

   DISPOSIÇÕES:
   A - Para a Primeira Comunhão não é necessário um conhecimento perfeito e completo da Doutrina Cristã. Isto se fará depois, gradualmente, conforme a inteligência da criança.
   Vamos distinguir dois casos:
   1- Em perigo de morte - para que se possa administrar a Santíssima Eucaristia às crianças, basta que saibam distinguir do pão comum o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo e a Ele desejar e reverentemente adorar.
  2 - Fora do perigo de morte. Com razão se exige maior conhecimento da Doutrina Cristã e melhor preparação, isto é, que conheçam, quanto lhes é possível, ao menos os principais mistérios da fé, as verdades mais necessárias à salvação e se aproximem da Santíssima Eucaristia com o fervor e devoção que pode haver nesta idade.

   B - Compete aos pais ou responsáveis pelas crianças e também aos vigários zelar para que as crianças façam a Primeira Comunhão assim que atinjam o uso da razão. Os padrinhos de batismo e de crisma também têm esta obrigação. O Vigário deve verificar, até por meio de um exame, se achar conveniente, as disposições e os conhecimentos da criança. Feita a Primeira Comunhão, os pais e vigários devem induzir as crianças a continuar a assistir ao Catecismo e a comungar com freqüência.

Propósitos que São Domingos Sávio tomou e escreveu na manhã de sua Primeira Comunhão:
   1º - Confessar-me-ei com freqüência e farei a Comunhão todas as vezes que o confessor me der licença.
   2º - Quero santificar os dias de festa.
   3º - Os meus amigos serão: JESUS  e  MARIA.
   4º - Quero a morte, mas não o pecado.

   ''A MINHA PRIMEIRA COMUNHÃO HÁ DE ME ESTAR SEMPRE PRESENTE À MEMÓRIA, COMO RECORDAÇÃO SEM NUVENS. CREIO QUE NÃO PODERIA TER MELHORES DISPOSIÇÕES." (Santa Teresinha do Menino Jesus - História de uma alma).  

sábado, 4 de outubro de 2014

S. FRANCISCO DE ASSIS: Palavras de Santa Exortação a Todos os Irmãos - ( I )

Observação: Esta coletânea sapiencial é um conjunto de breves exortações feitas por São Francisco talvez em dias diferentes e, mais tarde, reunidas e coordenadas segundo determinados verbetes. Provavelmente essa compilação já foi feita em vida do Santo. São frases tão simples, mas prenhes de profunda sabedoria da vida. Representam marcos inconfundíveis para uma doutrina franciscana sobre a virtude ou para uma ascética no espírito do "Poverello". 

   Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 
   Estas são as palavras de santa exortação de nosso reverendo Pai São Francisco a todos os irmãos.

   1. Do Corpo do Senhor

   Disse o Senhor Jesus aos seus discípulos: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai senão por mim. Se me reconhecêsseis conheceríeis também o Pai. Doravante o conheceis porque o vistes, Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta. Jesus respondeu-lhe: "Há tanto tempo estou convosco e não me conheceis? Filipe, quem me vê, vê também meu Pai" (Jo 14, 6-9).
   "O Pai habita numa luz inacessível" ( 1 Tim 6, 16), e: "Deus é um espírito" (Jo 4, 26) e "ninguém jamais viu a Deus (Jo 1, 18). Se Deus é espírito, só em espírito pode ser visto; pois "o espírito é que dá a vida, a carne não aproveita para nada" (Jo 6,63).
   Mas também o filho, em sendo igual ao Pai, não pode ser visto por alguém de modo diferente que o Pai e o Espírito Santo. Por isso são réprobos todos aqueles que viram o Senhor Jesus Cristo em sua humanidade sem enxergá-lo segundo o espírito e a divindade e sem crer que Ele é o verdadeiro Filho de Deus. De igual modo são hoje em dia réprobos todos aqueles que - embora vendo o sacramento do Corpo de Cristo que, pelas palavras do Senhor, se trona santamente presente sobre o altar, sob as espécies de pão e vinho, nas mãos do sacerdote - não olham segundo o espírito e a divindade nem creem que se trata verdadeiramente do Corpo e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atesta-o pessoalmente o Altíssimo quando diz: "Este é o meu Corpo e o Sangue da nova Aliança" (cf. Mc 14, 22; e: "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna" (cf. Jo 6, 55). 
   Por isso é o espírito do Senhor que habita nos seus fiéis quem recebe o santíssimo Corpo e Sangue do Senhor (cf. Jo 6, 62). Todos aqueles que não participam desse espírito e no entanto ousam comungar, "comem e bebem a sua condenação" (1 Cor. 11, 29).
   Portanto, "ó filhos dos homens, até quando tereis duro o coração?" (Sl 4, 3). Por que não reconheceis a verdade "nem credes no Filho de Deus" (Jo 9, 35)? Eis que Ele se humilha todos os dias (Fil 2, 8; tal como na hora em que, "descendo do seu trono real" (Sab 18, 5) para o seio da Virgem, vem diariamente a nós sob aparência humilde; todos os dias desce do seio do Pai sobre o altar, nas mãos do sacerdote. E como apareceu aos santos apóstolos em verdadeira carne, também a nós se nos mostra hoje no pão sagrado. E do mesmo modo que eles, enxergando sua carne, não viam senão sua carne, contemplando-o contudo com seus olhos espirituais creram nele como no seu Senhor e Deus (cf. Jo 20, 28), assim também nós, vendo o pão e o vinho com os nossos olhos corporais, olhemos e creiamos firmemente que está presente o santíssimo Corpo e Sangue vivo e verdadeiro. E desse modo o Senhor está sempre com os seus fiéis, conforme Ele mesmo diz: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos" (Mt 28, 20). 

NB.: A matéria será distribuída em 6 posts.