SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sexta-feira, 6 de março de 2020

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


6 de março

Leitura espiritual  -  SÃO JOSÉ EM BELÉM

   
O edito de César Augusto obriga a José e Maria a procurarem sua cidade de origem. Ali estava o insondável desígnio da Providência. As profecias iam ser cumpridas. Na cidade, ninguém os recebe. Não há lugar para Maria e José nas hospedarias. Desprezados, famintos naquela fria noite, procuravam um abrigo em pobre e miserável gruta, uma estrebaria de inverno para os animais. E era chegada a hora do nascimento do Salvador, o Esperado das nações!

   Qual não foi a amargura de São José ao ver sua castíssima Esposa dar à luz ao Filho Unigênito de Deus, numa estrebaria! Porém, ó que doce consolação! Veio ao mundo o Salvador e as profecias se cumpriram. José foi testemunha do mistério adorável. Nasceu Jesus miraculosamente. Os primeiros adoradores do Verbo Encarnado foram Maria e José. Os primeiros atos de amor e de devoção ao Menino Jesus partiram dos corações e dos lábios da Virgem Pura e de seu Castíssimo Esposo. Imaginemos a alegria de São José! Com que ternura recebeu nos braços a Criança Divina e A beijou respeitoso, humilde e cheio de ternura! 

   Nasceu Jesus! Nasceu de Maria e foi entregue a São José. Ali, no presépio, o Pai Eterno confiou a outro Pai seu Filho Unigênito. 

   Oito dias depois do nascimento ordenava, a Lei Mosaica, fosse apresentado todo menino para a dolorosa cerimônia da circuncisão. São Lucas não diz explicitamente quem foi o ministro da circuncisão de Jesus, mas a opinião comum crê que foi São José, guiando-se por uma tradição antiga que atribuía esse direito aos pais de família. Deveria ser doloroso a São José cumprir esta lei, que importava em efusão do sangue do Redentor. 

   O mesmo que se faz hoje no batismo, na circuncisão se dava o nome à criança. A São José coube a honra de dar o nome Santíssimo ao Divino Redentor. O Anjo disse ao Santo Patriarca: Maria dará à luz um filho e lhe darás o nome de Jesus. E acrescenta São Mateus: Fez José como o anjo lhe havia encarregado e... lhe pôs o nome de Jesus. (Mat. I, 21; I, 24 e 25).


EXEMPLO

Uma bela morte

   Numa paróquia da Diocese de Lyon, na França, ficou sempre lembrado o exemplo edificante de um grande devoto de São José. Na idade de 86 anos, em 1859 faleceu este bom velhinho, como um predestinado. Devotíssimo de São José. Todos os dias pedia ao santo uma graça: a de uma santa morte. Recitava, nessa intenção, fervorosas orações de manhã e à noite. Todas as quartas-feiras jejuava e dava esmolas aos pobres em honra de São José, para alcançar a graça da perseverança final. A festa de 19 de março, cada ano, era o seu encanto. Com que piedade a celebrava! Durante cinquenta anos, jamais deixou um só dia de pedir a São José a graça de uma boa morte. 
   Em 15 de março de 1959 caiu gravemente enfermo. Pediu e recebeu, com muita fé, os últimos sacramentos. Comoveu a toda família a piedade do bom velhinho. Disse então: "Na festa de São José, dia 19, mandem celebrar uma missa por minha intenção e quero que rezem aqui as orações dos agonizantes, enquanto se celebrar a missa na matriz".
  À hora da consagração os sinos deram o sinal na torre e o velho levantou os olhos para o alto, cruzou os braços sobre o peito, em forma de cruz, e pronunciou distintamente: Jesus! Maria! Meu São José! E expirou docemente, sem uma contração da face, como se dormisse. Morria no instante do "Memento" dos mortos.
   Era a recompensa dos cinquenta anos de oração perseverante a São José, pedindo uma boa morte.

quinta-feira, 5 de março de 2020

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

5 de março

Leitura espiritual  -  SÃO JOSÉ, O MAIOR DOS SANTOS


   Depois de Deus, Maria. Depois de Maria, José. É sem dúvida o maior dos santos, pois recebeu de Deus maiores graças e desempenhou a maior e mais sublime missão na terra.

   É conhecido o axioma tomista: "Quando Deus escolhe alguém para uma missão, o dispõe e prepara para que seja idôneo e a desempenhe dignamente". Ora, São José fora escolhido para a mais sublime missão: Pai adotivo do Filho de Deus humanado e Esposo da Mãe de Deus. Depois de Maria, quem teve maior e mais sublime missão a cumprir na terra? Logo, depois de Maria, na santidade, ninguém pode ser maior do que o Santo Patriarca. Depois de Maria Santíssima, São José foi o mais próximo de Jesus Cristo, recebeu d'Ele maior abundância de graças que os outros santos. 

   É verdade que Jesus Cristo exalta João Batista sobre os profetas do Antigo Testamento, mas não sobre todos os santos. E queria também se referir às maravilhas e prerrogativas com Deus o honrou desde o nascimento.
   "Entre os nascidos de mulher, não há maior profeta que João Batista". Quer dizer: excedeu a todos no dom da profecia, mas não diz que a todos tivesse excedido na graça e na santidade. Esta é a interpretação de Santo Hilário, São João Crisóstomo, Santo Agostinho e outros Santos Padres. 

   Pio IX proclamou ao Santo Patriarca patrono da Igreja Universal. O patrono é superior aos que patrocina. A festa do patrocínio de São José é um argumento litúrgico em favor da primazia de São José entre os santos da Igreja de Deus. 


EXEMPLO

Pedido irrevogável

   O venerável Padre Luiz Lallemant, da Companhia de Jesus, foi um admirável mestre de vida espiritual. Seus escritos têm uma doce unção e fazem um bem imenso a tantas almas! 
   Fora apóstolo do culto a São José. Atribuía ao Santo Patriarca todas as graças da vida interior que recebera e procurava inculcar em todas as almas sob a sua direção espiritual um grande amor a São José. 
   Não havia graça que as orações fervorosas do Venerável Lallemant não obtivesse do Santo Esposo de Maria. Eram suas expressões já conhecidas: Recorram a São José! Peçam a São José e serão atendidos!
   Tinha como que a piedosa e santa mania de recomendar a toda gente a devoção a São José.

   Nas vésperas da festa do Santo Patriarca, chamou dois mestres do Colégio dos Jesuítas e lhes recomendou, encarecidamente, inculcassem a devoção a São José no coração se seus alunos. Pediu muitas preces e comunhões para a festa de 19 de março.
   Depois os dois bons padres foram, cada um em segredo, propor ao Padre Lallemant a graça que desejavam. O padre Nouet, um deles, lhe disse: 
   -  Quero, meu padre, alcançar de São José uma graça importante: é a de sempre pregar com muita unção e muito bem sobre Jesus Cristo. Quero ser bom pregador de meu Divino Mestre!
   O Venerável lhe garantiu que São José o havia de atender.
   Mais tarde, porém, o Padre Nouet pôs-se a refletir, e achou pouco modesta a sua pretensão. Pedir a São José a graça de ser bom pregador! Não seria uma vaidade? Não iria se expor aos aplausos e à vanglória? 
   Não, diz ele, prefiro outra graça! Antes ser um santo e humilde religioso e ficar sempre oculto e desconhecido. Voltou ao Padre Lallemant e pediu-lhe que não rogasse mais a São José o que havia proposto. O Venerável sorriu docemente e respondeu: "Meu filho, é tarde! É muito tarde! São José já despachou meu pedido. Já fomos atendidos!
   Realmente, O Padre Nouet, S. J. , foi um dos melhores e mais edificantes pregadores da Companhia de Jesus. Hoje, ainda, os sermões e conferências que nos deixou são lidos, com grande proveito, por inúmeros sacerdotes e leigos. Um incomparável pregador de retiros espirituais!
   A oração a São José, maravilhosamente ouvida!
   O companheiro do Padre Nouet disse ter sido também contemplado com a graça pedida na festa de São José. Todavia, por humildade, não a quis revelar. 

quarta-feira, 4 de março de 2020

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

4 de março

Leitura espiritual  -- SÃO JOSÉ, MAIOR QUE OS ANJOS

   Dizem os melhores teólogos josefinos que o Santo Esposo de Maria foi predestinado numa ordem e grau mais sublimes que todos os espíritos angélicos.

   Os anjos são ministros, servos de Deus. São José foi pai adotivo do Senhor, Verbo Encarnado. Os anjos são os servos, os executores das ordens divinas. São José teve sob o seu governo e tutela, e obediente a ele e Maria, o próprio Deus, durante trinta anos. Et erat subditus illis. E estava sujeito, obediente a eles. Os anjos obedecem a Deus. E Deus obedeceu a São José. 

   As afinidades de São José com Cristo são mais íntimas, mais profundas, especiais e diretas. Foi pai de criação de Jesus, Rei dos anjos e São José foi esposo de Maria, Rainha dos anjos. 

   Os anjos são simples mensageiros e guardas dos homens; São José foi aquele que do céu recebera o encargo de guarda de Jesus, cabeça do gênero humano.

   Podemos dizer que São José, foi Anjo pela vida, Arcanjo pelo ofício, Príncipe pela vitória do Rei dos reis, Potestade pelas operações sobrenaturais, Virtude pela perfeição, Dominação, porque acima está das criaturas, Trono, porque recebeu nos seus braços o próprio Deus. Querubim, porque depois de Maria ninguém melhor e mais pôde amar a Deus nem no céu nem na terra. Digamos, pois: Ó São José! Ó santo acima dos anjos e dos santos, possamos imitar-vos na angélica pureza e servir a Maria, Rainha dos anjos, para melhor amarmos o Rei Eterno dos anjos!


EXEMPLO

São José e Santa Teresinha

 
 A devoção ao Santo Esposo de Maria era tradicional na abençoada família de Santa Teresa do Menino Jesus. Na "História de uma alma", escreveu a santinha: "Desde a mais tenra idade que, em minha alma, se confundiam o amor de São José com o da Santíssima Virgem".
   Em suas poesias tão belas ao falar da Santa Família de Nazaré, com que ternura recorda a humildade, o amor e dedicação de São José! Zélia Guerin, a piedosa mãe da santinha, devotíssima do Santo Patriarca, a ele confiava todos os negócios e sofrimentos.
   Deu aos filhinhos, os dois meninos que teve, o nome de São José: José Luís e José João Batista. Ambos voaram para o céu em tenra idade. A esperança de um filho missionário se desvaneceu. Todavia continuaram os piedosos esposos a rezar, e Nosso Senhor lhes deu mais que um simples missionário: a Padroeira de todos os missionários. Aos 2 de Janeiro de 1873 nasceu, em Alençon, Teresinha. Pouco depois do batismo, a menina definha e parece seguir o caminho dos anjinhos já partidos para o céu. O médico aconselha a procurar uma boa e sadia ama de leite, como última tentativa. Esta, ao chegar, encontra a criança em lastimoso estado e abana a cabeça: Pobrezinha! é tarde demais! Já não há mais recurso...
   A pequenina, lívida, com sinais de agonia. Zélia subiu ao segundo andar e retirou-se ao quarto. Não se julgou vencida, e ao contemplar a imagem de São José, seu querido protetor de todas as horas, caiu de joelhos e exclamou, cheia de confiança: Meu querido São José, eu não me dou por vencida! Sois o padroeiro das causas desesperadas, valei-me. 
   Desce e encontra a filhinha um pouco melhor. Mas a felicidade foi momentânea, São José queria experimentar a confiança da sua serva. Teresinha cai desfalecida novamente. Nem um sopro de vida. Zélia, banhada em lágrimas, suspirou resignada: Seja feita a vossa vontade, meu Deus! Meu São José, eu vos agradeço a morte suave que permitistes ao meu anjinho!
   De súbito, com geral estupefação, Teresinha abre os olhos, reanima-se e sorri para a mãe. A agonizante de poucos minutos estava salva! São José fez o milagre. Naquele mesmo dia a pequenina se amamentava e a levaram à casa da boa ama. São José salvara a vida preciosa da maior santa dos últimos tempos, no expressivo e profético dizer de São Pio X.

terça-feira, 3 de março de 2020

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


3 março

Leitura espiritual - PREDESTINAÇÃO DE SÃO JOSÉ

   A predestinação, define-a Santo Tomás de Aquino, é a eterna preordenação de todas as coisas que com a graça de Deus devem acontecer no tempo. 

   É o que Deus desde toda a eternidade determina, o que há de acontecer em ordem à salvação eterna. Em outras palavras: é a razão que existe na mente divina de quantas disposições sejam necessárias para que a criatura racional consiga a vida eterna Entre tantos homens que hão de passar pela terra, Deus, desde toda a eternidade, predestinou um, escolheu-o com amor para uma nobilíssima e sublime missão: ser Esposo da Virgem que daria ao mundo o Salvador. 

   Escreve São Francisco de Sales: "Tendo Deus Nosso Senhor destinado desde toda eternidade que uma Virgem concebesse um Filho e este seria Deus e Homem, quis que esta Virgem fosse casada. São José não foi mais que a sombra sobre o mistério da Encarnação. Ó, como foi doce a união entre Nossa Senhora e São José! União que fazia com que aquele bem dos bens, que é Nosso Senhor, pertencesse a São José como pertencia a Maria. Não segundo a natureza, mas segundo a graça, que o tornara participante de todos os tesouros da sua casta Esposa". 

   Deus Pai deu a Divindade a seu Filho, a Santíssima Virgem deu-Lhe a Humanidade Santíssima, formando-a em seu ventre puríssimo e sustentando-a na infância com o leite materno. Esta Humanidade para crescer e chegar às forças da idade viril, para se imolar na cruz por nós, quem a sustentou com o suor do seu rosto e as fadigas do trabalho do pobre? Foi São José.


  EXEMPLO

DOIS GRANDES DEVOTOS DE SÃO JOSÉ

   O célebre Cardeal de Berulle, que tanto se distinguiu pela piedade e a ciência, era devoto fervoroso de São José. Sempre pedia ao grande santo uma graça: a de uma boa morte. Na última enfermidade, ao celebrar a Santa Missa caiu desfalecido nos degraus do altar. Os fiéis discípulos o acudiram, fizeram-no sentar diante do Tabernáculo, e lá, aos pés do altar de Jesus Sacramentado, recebeu os últimos sacramentos e se ofereceu como vítima a Nosso Senhor, repetindo os nomes benditos de Jesus, Maria e José. Expirou poucos instantes depois, cheio de gratidão para com seu protetor São José, por lhe ter dado não só a graça de uma boa morte, mas a de morrer junto ao alar, com Jesus e diante de Jesus Sacramentado.

   O Beato Olier, fundador do célebre Seminário de São Sulpício, fora grande devoto do Santo Patriarca. Honrava a São José porque via no Pai Adotivo de Jesus um belo modelo de quem traz Jesus nas mãos no mistério eucarístico. 
   José, dizia ele, trouxe Jesus consigo, foi guia de Jesus. Eu também levo Jesus comigo. Quisera amar e servir a Nosso Senhor, como o fez São José!
   Deixou como tradição, nos seminários, o culto do Santo Esposo de Maria. 

segunda-feira, 2 de março de 2020

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


2 de março

Leitura espiritual  -  QUEM É SÃO JOSÉ?

   Criatura singular e privilegiada! 
   O Pai adotivo de Jesus Cristo, nosso Deus, e Esposo castíssimo de Maria, Mãe de Deus; o maior dos santos; o justo. 

   Não se pode acrescentar nada mais a isto. 

   O Santo Patriarca fora predestinado por Deus, estava no plano divino da Encarnação. Jesus havia de nascer de uma Virgem, Maria Imaculada, e esta Virgem Puríssima seria esposa do castíssimo e santíssimo José. 

   O anjo Gabriel, diz São Lucas - (I, 20) - fora enviado a uma virgem desposada com um varão que se chamava José. 

   O anjo anuncia à Virgem o mistério adorável da Encarnação, e, ligado a este mistério, o nome de São José.  Era o esposo virginal da Mãe do Verbo. Seria o Pai adotivo, o guarda, o sustentáculo do Salvador do mundo. 

   Seria chamado Pai do Pai de todas as criaturas. Amparo de quem ampara o Universo. Senhor do Senhor dos senhores, do Rei dos reis. 

   José foi esposo de Maria para que, convenientemente, viesse ao mundo o Verbo Encarnado. Havia de nascer Jesus de uma virgem, mas de uma virgem desposada. E São José foi esse esposo predestinado e singular. Para tanto devia ser um homem santo, o justo. 

   Então, quem é São José? É o esposo de Maria, diz o Evangelista, da qual nasceu Jesus. 


EXEMPLO

São Francisco de Sales e Santa Joana Francisca de Chantal

   São Francisco de Sales foi, durante toda sua vida, devoto e apóstolo do culto de São José. Na festa de 19 de março, celebrava missa solene e convidava, para festejar a São José, todos os músico e cantores de Annecy. Pregava com entusiasmo neste belo dia. São tão belos e tocantes os panegíricos de São José nos sermões do melífluo Doutor! No dia da festa de 19 de março de 1664, escreveu ele a Santa Joana de Chantal: 'Minha filha, eu vos envio as ladainhas de São José, este pai querido, nossa vida e nosso amor. Se não puder cantar, balbucie ao menos tão belas invocações". 
   A devoção a São José, já transmitida à Ordem da Visitação pela fundadora Santa Joana de Chantal, que a havia recebido carinhosamente de São Francisco de Sales como um tesouro, Santa Chantal se alistou numa associação de São José e fez inscrever na mesma a todas as religiosas. Trazia sempre no livro da Regra uma imagem de São José e dizia: "Quando começo minha leitura, beijo primeiro os pés de meu São José.
   Nunca deixou de fazer cada dia a oração junto à imagem de São José, colocada na sala do capítulo. Dizia ela às suas religiosas: É preciso levar sempre consigo os bons amigos do céu (referindo-se à Sagrada Família). Como isto faz Bem!
   E sempre que, falando ou escrevendo, se referia a São José, Santa Chantal usava a expressão de São Francisco de Sales: São José, o santo querido de meu coração. 


domingo, 1 de março de 2020

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

Observação: Sendo março, o mês dedicado a São José, com a graça de Deus, vamos oferecer aos caríssimos leitores uma leitura espiritual sobre o Esposo da Santíssima Virgem Maria e Pai Adotivo de Jesus. Estas leituras serão extraídas e resumidas do livro "GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ, escrito por Mons. Ascânio Brandão.


1 de março

Leitura espiritual - O MÊS DE SÃO JOSÉ




Há um mês de Maria; deveria também ser honrado, em um mês, o santo Esposo de Maria Santíssima.

   Março traz-nos a festa do Santo Patriarca. Era justo fosse, também, o mês do Santo Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo.

   Louvar a Maria, é louvar a Jesus; e louvar a José, é louvar a Jesus e Maria. Vamos honrar o maior dos santos, nestes trinta e um dias de bênçãos e graças do céu. Esta devoção, caríssima a tantos fiéis em todo universo, há de crescer sempre mais. Onde se louvem a Jesus e Maria, seja louvado também São José. Ressoem, em honra de tão grande santo, os cânticos do povo cristão

   Caríssimos, vamos, pois, com todo fervor, aproveitar estes dias de graça e de salvação. 

EXEMPLO

Santa Teresa salva por São José

   A grande santa nada empreendia sem se recomendar a São José. Foi a grande apóstola e como que restauradora do fervor e devoção ao culto josefino nos últimos tempos. Numa das suas viagens, dirigia-se a santa com algumas Irmãs a uma cidade da Espanha, onde iria fundar mais um mosteiro em honra de São José. O carro, puxado a cavalos, atravessava uma região montanhosa, em estrada cercada de precipícios. O condutor perdeu as rédeas num alto, e os cavalos, assustados, se precipitaram montanha abaixo. Iam na direção de um enorme precipício. Santa Teresa, ao perceber o horror em que se achavam as Irmãs, disse-lhes, com voz firme e confiante:
   - Minhas filhas, aqui só existe um meio de escapar da morte: é recorrer a São José e implorar-lhe a proteção. 
   E bradaram, confiantes, por São José.
   De repente, ouve-se uma voz forte, enérgica: Parem! parem! parem! Se derem mais um passo, todos morrerão!
   Imediatamente os cavalos, estacaram.
   -  De que lado havemos de seguir? perguntam as carmelitas.
   A voz responde:
   - Por tal caminho, que é mais seguro e menos perigoso. 
   E os cavalos tomaram logo a direção da estrada indicada. Estavam fora do perigo.
   Pela estrada, Santa Teresa disse às suas filhas:
   - Em vão procuramos nosso salvador do perigo. Quem nos salvou foi nosso Pai São José!
   Cheia de confiança, a grande santa nunca empreendeu viagem ou negócios sem pedir a proteção de São José. 
   
   

HOMILIA DOMINICAL - 1º Domingo da Quaresma - com explicação do Evangelho

   Leituras: Leitura da 2ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 6, 1-10
                   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus  4, 1-11:
 "Naquele tempo, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Depois de haver jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome. E chegando-se, o tentador disse-Lhe: Se és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se convertam em pães. Ao que Jesus respondeu, dizendo: Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Então o demônio O levou à cidade santa, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: Se és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo. Porque está escrito: Aos seus Anjos ordenou acerca de ti, e nas mãos te tomarão, para que com teu pé jamais tropeces em alguma pedra. E Jesus disse-lhe: Também está escrito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. De novo, levou-O o demônio a um monte muito alto e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo com seu esplendor, dizendo-Lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, satanás, porque está escrito: Adorarás ao Senhor, teu Deus, e só a Ele servirás. Então O deixou o demônio; e eis que os Anjos se chegaram e O serviam". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Em primeiro lugar, vamos dar a explicação de alguns tópicos e palavras deste santo Evangelho.

     ... Foi Jesus levado pelo Espírito: A Santa Igreja sempre entendeu que aqui se trata do Espírito Santo.
   ...Para ser tentado pelo demônio: Jesus consente em ser tentado para nos ensinar como devemos vencer as tentações. Ele que era a santidade por excelência sofreu os assaltos da tentação; por isso ninguém se admire de passar pelas mesmas provações. - Satanás não sabia ao certo se Jesus era o Filho de Deus feito homem, e desejava sabê-lo, porque via nele um homem de virtudes extraordinárias.
   As três tentações de Jesus são como um resumo de todas as que nos podem assaltar. Submeteu-se a elas para nos advertir de que nunca estaremos livres de incitações para o mal. Compete-nos, a seu exemplo, repeli-las energicamente. Parece que nos atormentam com maior violência quando vamos realizar obras boas: Jesus ia iniciar seu ministério. 
   ...Depois de jejuar: A oração e o jejum não nos isentam das tentações, mas são os meios de que devemos usar para vencê-las. Nosso Senhor quer iniciar a sua vida pública com uma penitência extraordinária, e ao mesmo tempo nos insinua que o jejum é necessário para mortificar a carne e vencer as tentações.
   ...Não só de pão..: Deut. 8, 3. Primeira tentação: O demônio tenta Jesus a fazer um milagre em seu próprio benefício e para satisfazer as reclamações do corpo. Exatamente o inverso de sua missão divina que era beneficiar os outros e dar-lhes o alimento espiritual de sua doutrina. São as tentações de egoísmo (tudo para si) e de sensualidade (acima de tudo satisfazer o corpo). 
   ...Aos seu Anjos ordenou... etc: O demônio para tentar a Jesus, cita a Bíblia como Lutero e seus discípulos fá-lo-ão a partir do século XVI, isto é, com uma interpretação errônea, e pela metade, ou seja, evitando o que lhes era contrário. É o Salmo 91, 11 e 12. Mas no versículo seguinte (13) está escrito a respeito do Messias: "Pisarás o leão e o áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente (dragão). Sabemos pela Bíblia que este leão que está em torno de nós rugindo e procurando nos devorar é o demônio. Também o demônio é chamado na Bíblia de serpente e dragão. Por isso o demônio não citou o versículo 13. Não lhe convinha! Assim fazem as seitas. Traduzem mal, interpretam pior e, o que é péssimo, suprimem o que não lhes convém.  
   Salmo 91 (segundo a Vulgata é o 90) é um texto em que Deus promete ao Justo (Messias) e aos justos que seguem a Jesus, sua proteção quando se encontrarem em dificuldades no cumprimento do dever. Mas não significa que a pessoa se possa expor presunçosamente e sem necessidade.
   É a segunda tentação: O tentador quer induzir Jesus a ostentar vaidosamente diante dos homens seu poder sobrenatural e a proteção que Deus lhe dispensa. São as tentações de orgulho e presunção. Sabendo que Jesus não se lançaria abaixo, o demônio pretendia acusá-lo de falta de confiança em Deus. Jesus suprime esta acusação dizendo que uma coisa é confiar e outra tentar. E Jesus cita também a Bíblia: "Não tentarás aos Senhor, teu Deus" (Deut. 6, 16). Tentar a Deus é expôr-se ao perigo, a grandes tentações, sem necessidade, e depois pedir um milagre para não sucumbir. - Deus protege no perigo, mas nem por isso devemos expor-nos temerariamente, porque diz o Espírito Santo, quem ama o perigo nele perecerá. 
   ...Mostrou-Lhe todos os reinos do mundo...: Esta promessa do demônio era mentira, mas, se ele pudesse, de fato, dispor de todos os reinos da terra, de todas as suas riquezas e vaidades, tudo isto daria ele por uma só alma, porque um só alma vale mais do que o universo inteiro. 
   Esta foi a terceira tentação: Trocar Deus pelas riquezas e pelas glórias do mundo, colocando nelas a nossa felicidade, ou antes, escravizando-nos a elas. 
    Caríssimos, em segundo lugar e para finalizar, quero explicar a gênese da tentação. Três coisas devemos distinguir na tentação: a sugestão, a deleitação e o consentimento. A sugestão não é um pecado, porque não depende da nossa vontade. A simples deleitação, quando involuntária, também não é pecado. Só o consentimento é sempre criminoso, porque depende exclusivamente de nós o aceitar ou não aceitar a sugestão do pecado. 
   O procedimento do Salvador nos mostra como devemos resistir ao demônio, fortalecidos pela fé. A leitura e a meditação do Evangelho concorrem muito para isso. De cada vez, Jesus repele o tentador com uma palavra da Escritura, como insinuando-nos que o texto sagrado é um arsenal, onde encontramos armas excelentes para os dias da tentação. 
    Depois das tentações os Anjos serviram a refeição a Jesus: É a imagem do festim que Deus serve à alma vitoriosa. O momento que se segue à vitória é o mais delicioso de todos os momentos.
    Caríssimos, terminemos com esta oração de Santo Agostinho: "Senhor, Pai e Deus, vida pela qual todos vivem e sem a qual tudo se deve considerar morto, não me abandoneis ao pensamento maligno e à soberba dos meus olhos; afastai de mim a concupiscência, e não permitais que seja vítima dum ânimo irreverente e insensato; mas tomai posse do meu coração afim de que pense sempre em Vós... Agora, ó Redentor, eu Vos suplico, ajudai-me a fim de que não caia em frente dos meus adversários, preso nos laços que armam a meus pés, para derrubar a minha alma; mas salvai-me, força da minha salvação, para não ser motivo de escárnio para os Vossos inimigos que Vos odeiam. Levantai-Vos, ó Senhor meu Deus, minha fortaleza; e os Vossos inimigos serão dispersos e fugirão da Vossa face aqueles que Vos odeiam. Como a cera se derrete ao fogo, assim desaparecerão os pecadores da Vossa face; e eu me esconderei em Vós e gozarei com os Vossos filhos, saciado de todos os Vossos bens. Vós, ó Senhor Deus, Pai dos órfãos, Mãe dos desamparados, estendei as Vossas asas para que, debaixo delas, nos refugiemos, para nos salvarmos dos inimigos". Amém!