SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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segunda-feira, 28 de março de 2016

A BONDADE DE DEUS


"Deus charitas est"
"Deus é Amor" (1 João IV, 16)

Nosso Senhor Jesus ensinou-nos a dirigirmo-nos a Deus chamando-O Pai: "Pai Nosso que estais no Céu"... embora saibamos que Deus é também o Supremo Senhor. Deus é um Pai que é a própria bondade, é onipotente e é a própria Sabedoria. O bem quer difundir-se. Deus é amor; e é da essência do amor querer e fazer o bem. Creio que nada expressa melhor o que é o amor do que  uma mãe. Assim diz o Espírito Santo: "Pode porventura uma mãe esquecer o seu filho... mas mesmo que uma mãe esquecesse o seu filho, Eu, diz Deus, nunca me esquecerei de vós". Os pais amam os filhos, gostariam de dar o melhor para eles, mas nenhum pai tem condições de o fazer como desejaria. O Pai do Céu, no entanto, é todo poderoso e sabe o que é melhor para seus filhos.  Devemos a Deus um afeto filial. Este sentimento, o mais doce e o melhor dos sentimentos de família, reclama a Deus como Pai. Para Ele nós somos realmente seus filhos. Diz São Paulo: "É pela graça da regeneração e do batismo que nos tornamos filhos de Deus e que recebemos a graça da adoção divina". O Apóstolo do amor, S. João, também diz:   "Considerai que amor nos mostrou o Pai para que sejamos filhos de Deus e os sejamos (na realidade)" (1ª João III, 1). "Não recebemos, diz S. Paulo, o espírito de temor e escravidão, mas o de adoção dos filhos de Deus, pelo qual o chamamos Nosso Pai" (Romanos, VIII, 15 ). Deus é onipotente mas Pai que se inclina sobre nós e nos dedica, cheio de bondade e ternura, um amor inefável, porque somos obra de suas mãos: " Senhor, a tua misericórdia é eterna, não desprezeis  as obras das vossas mãos" (Salmo CXXXVII, 8). Deus é montanha inacessível de perfeições; e nós, seus filhos, abismo insondável de misérias. Um abismo chama o outro. Montanha e abismo atraem-se. O abismo de miséria pode ser cumulado e a montanha de perfeições clama por abater-se e encher tudo que é indigência e pobreza. Caríssimos, que dita a nossa, que nada temos, possuir um Pai que tudo tem e quer enriquecer-nos! Se nos fez infinitamente indigentes é porque se reserva a alegria de suprir, Ele próprio, a nossa miséria. Além de eu ser um nada em relação ao bem, sou um nada pecador.

Caríssimos, não há verdade mais certa do que esta: Deus é nosso Pai, e o que há de mais terno e de mais suave em toda a paternidade da terra, não é senão uma ínfima sombra da doçura sem limites e da afeição de sua paternidade no céu. A beleza e consolação de tal ideia excedem quaisquer palavras. Ele destrói a impressão de isolamento neste mundo e dá uma nova cor ao castigo e à aflição. Da própria sensação de fraqueza, tira consolação;  habilita-nos a confiar a Deus problemas que não fomos capazes de resolver, e nos une por um sentimento do mais caro parentesco a todos os nossos co-irmãos. Penetra em todas as nossas ações espirituais e delas torna-se o pensamento principal. Na penitência, recordamo-la; nos sacramentos, provamo-la; na conquista da perfeição, nela nos apoiamos; nas tentações, nos alimentamos dela; nos sofrimentos, gozamo-la. Deus é nosso Pai nos acontecimentos diários da vida, protegendo-nos contra mil males que poderemos sentir, respondendo à orações, abençoando os que amamos, e sobretudo na paciência para conosco, paciência premeditada e incansável até um grau que a nós mesmos parece quase incrível.

Deus não se contenta com cumular-nos de benefícios. Como o melhor dos pais, dá-nos sobretudo, o seu santo amor. Cada benefício de Deus vem saturado de ternura e dedicação a nós. Este amor ensina-nos a sermos gratos a Deus e a entregarmo-nos a Ele sem reserva. O que leva ao auge a bondade de Nosso Pai do Céu, é que, dando-nos os seus benefícios e o seu amor, ainda nos recompensa, se nós aceitarmos reconhecidos, as suas larguezas. Deus abençoa-nos por não termos recusado a ajuda da sua divina mão e, na eternidade, encher-nos-á de felicidade e de glória por nos termos resolvido a aproveitar-nos da sua generosidade.

Caríssimos, agora vamos meditar um pouco no clímax do amor do Nosso Pai do Céu. Sabemos que os homens abusaram de sua liberdade, um dos mais belos dons que Deus lhes concedeu; transgrediram a lei divina que Deus lhes ditara com tanto cuidado. Mas, essas prevaricações só serviram para salientar a santidade e o amor de Nosso Pai do Céu. O mundo não conhece mais a virtude, o mundo se corrompeu; Deus mandará então o seu muito amado Filho para tirá-lo do pecado e dar-lhe os exemplos de santidade de que tanto carece. Eis o duplo fim da Encarnação, e nada nos revela melhor a infinita santidade de Deus e o seu amor aos seus filhos. Deus deu o seu Filho ao mundo e deu-O para ser imolado. Caríssimos, lembremo-nos da vida de sofrimentos do Homem-Deus, das privações que padeceu, de suas pregações, de suas instruções, de suas exortações, em uma palavra, de todas as obras de sua vida e, acima de tudo, das dores tremendas, indescritíveis de sua Paixão. E amor do Pai do Céu, foi mais longe: quis que seu Filho fundasse a sua Igreja, para continuar a obra de santificação que havia realizado. Quis vê-la continuada. Assim a Santa Madre Igreja a conservará até ao fim dos séculos apesar de todos os esforços em contrário do inferno; por ela, continuará o pregar o afastamento do mal, a inspirar o horror ao pecado, e levar as almas à prática da virtude.  A Santa Igreja dispõe de mil meios para preservação e santificação das almas. Entre eles estão os sacramentos. Tudo foi para que seus filhos fossem santos. Para tanto, tornou-se realmente o Emanuel, o Deus conosco, o Pai junto aos filhos até a consumação dos séculos: instituiu o adorável Sacramento da Eucaristia, que é também Sacrifício, a Santa Missa.  O próprio Filho de Deus feito Homem quis ser alimento de seus débeis filhos!

A justiça divina pune o mal e recompensa o bem, porque está dentro da lei que o mal seja castigado e o bem recompensado, e também porque o castigo afasta do pecado, enquanto a recompensa anima a virtude. Com Jesus, n'Ele e por Ele, tornou-se fácil satisfazermos à dívida que contraímos com os nossos pecados. A mais trivial e insignificante obra, por ex. um copo d'água, mas dado por amor a Jesus, terá um grande galardão no Céu. Tudo que for feito na graça de Deus com espírito sobrenatural, com reta intenção de agradar a Jesus, é contado por Nosso Pai do Céu, e aumenta a graça aqui, e depois a glória no Paraíso, por toda eternidade.

Caríssimos, com razão dizia o grande Apóstolo São Paulo: "A caridade de Cristo me obriga". Obriga-me a amá-Lo e por amor a Ele a amar as almas pelas quais Ele morreu na Cruz. Amém!.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O FIM DO HOMEM: princípio e fundamento de todo retiro



LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

   Para que fim Deus criou o homem: Para conhecer, amar e servir a Deus aqui na terra e assim ser feliz depois para sempre no céu. 

   Deus é o meu princípio; é o meu fim e é a minha recompensa. 

   1- Deus, meu princípio: Percorrendo toda a cadeia dos seres, chego ao primeiro elo, chego a Deus. Deus é o Ser que existe por Si mesmo e é eterno: não teve princípio, nem terá fim. Ser único antes da criação. Devo adorá-Lo nessa eternidade que precedeu o mundo. Mas Deus é a própria Bondade. A Sagrada Escritura diz que Deus nos amou primeiro, porque nos amou sempre, antes mesmo de ter criado o mundo. E assim, de preferência a tantos outros que poderiam ter vindo ao mundo e nunca virão, amava-me e me criou. E como não tenho em mim a razão de minha existência, Deus ao criar-me continua me sustentando no ser. Seria como uma criação continuada. Deus é meu Pai. "Pai Nosso que está no Céu". Ah! a quanto reconhecimento e amor estava eu obrigado! Ouço, no entanto o Divino Espírito Santo dizer-me: "Abandonaste a Deus que te criou, e esqueceste-te de teu Senhor e Criador" (Deut.XXXII, 18). 

   2 - Deus é o meu fim. Assim como, sendo Deus a própria Bondade, amou-me deste toda eternidade e depois criou-me, assim também sendo a própria Sabedoria, teve um fim, ao dar-me a vida: conhecê-Lo, amá-Lo e servir a Ele. Isto porque Deus sabia que o homem só poderia ser feliz cumprindo esta finalidade. Se, preencho este fim, tudo está salvo para mim. Fim único, fim necessário, fim glorioso, fim de todo o meu ser. Sou de Deus em todos os tempos, em todos os lugares. Tudo o que sou e tudo o que faço deve ser de Deus. 

   3 - Deus é a minha recompensa. Como servi-Lo é o meu fim próximo, assim possuí-Lo é o meu fim último. A minha existência na terra só começou; há de completar-se no Céu. "Para mim é bom unir-me a Deus!" Salmo 72, 28). 

   Resumindo: Sou todo de Deus, sou todo para Deus e Deus é tudo para mim.

   a) Sou todo de Deus. Se tudo em mim é d'Ele, tudo em mim lhe pertence. Sou mais de Deus que o súdito do seu soberano, o filho de seu pai, o painel do pintor que o fez.

   b) Sou todo para Deus. O que sou, é obra sua; deu-me o que possuo, para lhe render a obediência que lhe devo. Que nobre é meu fim! Assemelha-me aos Anjos, a Jesus Cristo, ao próprio Deus, que nada faz que não seja para sua glória.

   c) Deus é tudo para mim. Quis que a minha felicidade estivesse vinculada ao seu serviço: felicidade eterna, felicidade presente. Quero ser feliz; sei onde está a felicidade; como tenho eu podido obstinar-me, tanto tempo, em buscá-la onde sei que ela não está? Deus é meu Pai; quero ser feliz com Ele agora e depois para sempre no Céu!

EXEMPLO

   São Francisco de Assis topou certa vez um pedreiro que trabalhava, e amistosamente o interrogou: "Que fazeis, meu irmão?" - Faço paredes da manhã à noite". - "E por que fazeis paredes?" - "Ora essa! para ganhar dinheiro!" - "E para que quereis ganhar dinheiro?" - E o outro meio aborrecido: "Para comprar pão e viver", - "Bem, prossegue São Francisco; e para que fim viveis?" -  Desta vez o pedreiro não sabia o que responder; mas São Francisco aproveitou para explicar para aquele homem o fim para qual estamos aqui na terra. Vamos morrer e não estará tudo acabado, como acontece com os irracionais. Temos uma alma e Jesus Cristo disse: "Que adianta o homem ganhar o mundo todo se vier a perder a sua alma?"