SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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terça-feira, 30 de agosto de 2016

ALGUMAS PÁGINAS DA HISTÓRIA DO CONCÍLIO VATICANO II - 2ª página

   "O esquema sobre a liturgia foi discutido pela nona vez no dia 5 de novembro. (...) Um dos oradores da manhã, Mons. Duschak, Bispo Titular de Abidda e Vigário Apostólico de Calapan, nas Filipinas, nascido na Alemanha, insistiu sobre a necessidade do que ele chamou Missa Ecumênica que, estreitamente modelada na Última Ceia, existisse ao lado da forma atual da Missa do rito latino.

   O comunicado do dia, distribuído pelo Secretariado de Imprensa do Concílio não fez referência à proposta de Mons. Duschak. Contentou-se em destacar a "necessidade de manter a presente estrutura da Missa em sua substância", e de indicar que "apenas podiam ser autorizadas modificações menores". Mas uma entrevista coletiva havia sido organizada para a tarde para Mons. Duschak, e logo que os jornalistas souberam que ele tinha usado a palavra na manhã daquele mesmo dia, na aula conciliar, compareceram em grande número - número excepcionalmente elevado - à sua entrevista. 

   Mons. Duschak disse à imprensa que havia consagrado toda a vida ao estudo da liturgia pastoral, e que o que estava então sugerindo era fruto de mais de trinta anos de atividade sacerdotal nas Filipinas. "Minha ideia", disse, "seria a de instaurar uma Missa Ecumênica, o mais possível despojada das superestruturas históricas, baseada na própria essência do Santo Sacrifício e firmemente enraizada na Sagrada Escritura. (...) Toda Missa deveria ser celebrada em voz alta, em língua vulgar e voltada para o povo. Eu acredito que se se oferecesse ao mundo uma forma ecumênica de celebração eucarística, a fé das comunidades cristãs não-católicas, na presença sacramental de Cristo, poderia ser renovada ou mesmo retificada".

   Como alguém lhe perguntasse se aquela sugestão vinha de seus diocesanos, ele respondeu: "Não, eu até penso que eles se oporiam, da mesma forma como tantos bispos se opõem. Mas se fosse posto em prática, eu creio que terminariam aceitando". (...) 

   Desde antes do fim do Concílio, a Comissão para a Aplicação da Constituição sobre a Santa Liturgia havia aprovado, experimentalmente, três fórmulas distintas de Missa, nas quais a totalidade de Missa, inclusive o Cânon, devia ser pronunciado em voz alta, em língua vulgar, pelo padre voltado para o povo. Assim, uma parte da sugestão de Mons. Duschak era posta em prática. 

   (...) "Como podemos estar seguros" disse Mons. de Castro Mayer, "de que a tradução da Missa em vernáculo permitirá aos fiéis captar todos os matizes do texto latino? (...) Trata-se de uma questão extremamente séria, sobre a qual não se pode tomar decisão a não ser depois de madura reflexão".

   O emprego de uma língua que não é imediatamente compreendida por todos "confere certa dignidade ao culto divino, um tom misterioso que em certa medida é natural às coisas de Deus". A sabedoria do passado, continuava Mons. de Castro Mayer, quis que uma língua arcaica fosse empregada nas cerimônias litúrgicas de alguns ritos não-latinos na Igreja Católica, como ocorre também nas mais conhecidas religiões não-cristãs. E como havia muitos missais contendo o texto da Missa traduzido para as línguas vivas, não era necessário que o padre celebrasse em vernáculo. Mons. de Castro Mayer duvidava que a introdução das línguas vernáculas na Missa resultasse necessariamente em uma renovação espiritual entre povos e nações, como alguns afirmavam. 


segunda-feira, 25 de abril de 2016

ALGUMAS PÁGINAS DA HISTÓRIA DO CONCÍLIO VATICANO II - 1ª página

Observações preliminares dos vários posts sobre a assunto:
1 - Estas páginas serão extraídas do Livro "O RENO SE LANÇA NO TIBRE", escrito por Ralph Wiltgen S.B.D. 
2 - No prefácio de seu livro o autor assim se auto-apresenta: "Na minha qualidade de padre, jornalista poliglota e membro da Sociedade Missionária, Internacional e Inter-Racial Sociedade do Verbo Divino, tinha inúmeras ocasiões de entrar em contato direto com os Padres Conciliares. Eles não demoraram em descobrir a imparcialidade de meus noticiários, o que me permitiu obter informações de primeira mão, tanto da parte dos conservadores como dos liberais. De fato, as correntes minoritárias procuraram muitas vezes entrar em contato comigo e me forneceram informações com exclusividade. Para escrever a presente história tive acesso a todos os documentos oficiais comunicados aos Padres Conciliares, durante as quatro sessões. Além disso, pude tomar conhecimento de cartas particulares ou oficiais, das atas das sessões e de numerosos documentos difundidos pelas Conferências Episcopais. Minha permanência em Roma durante toda a redação desta obra revelou-se extremamente útil, pois me permitiu obter, depois do Concílio, informações suplementares". 
3 - Achei esta uma fonte muito segura, exatamente pela imparcialidade do autor, que, sendo padre, também tinha uma maior facilidade em conseguir as informações, sobretudo tendo em vista, que o Padres Conciliares discutiam as questões em latim. O Padre Ralph, talvez mais do que ninguém, tinha todas as condições para dar uma história exata do Concilio Vaticano II. É evidente que o ideal seria ler todo o livro. Mas, sabemos que nem todos têm condições de fazê-lo. Assim, no intuito de ajudar muitos pessoas, pensei em apresentar , pelo menos algumas páginas de tão precioso livro. 


O Papa João XXIII que iniciou o Concílio Vaticano II.
Era uma quinta-feira, 11 de outubro de 1962, festa da
Maternidade Divina da Bem-Aventurada Virgem Maria.
 O primeiro esquema a ser tratado no Concílio foi o da LITURGIA. Eis dele a primeira página que extraí:

   "Mons. Dante, Secretário da Congregação dos Ritos, se pronunciou com força contra o esquema sobre a liturgia. A legislação sobre o assunto, disse, deveria continuar como prerrogativa exclusiva da Santa Sé. O latim deveria continuar a ser a língua da liturgia e as línguas vulgares não deveriam ser usadas a não ser para as instruções e para certas orações. Sua intervenção foi apoiada por três outros membros da Cúria: o Cardeal Bacci, da Congregação dos Ritos, que era considerado o mais eminente latinista do Vaticano; Mons. Parente, Consultor da Congregação dos Ritos e primeiro assessor do Cardeal Ottaviani no Santo Ofício; e Mons. Staffa, Secretário da Congregação dos Seminários e Universidades. O Cardeal Siri, Arcebispo de Gênova, um dos chefes do movimento conservador, sugeriu a criação de uma Comissão Mista composta de membros das Comissões de Teologia e de Liturgia, com a incumbência de fazer a revisão de todo o esquema.

   No dia 30 de outubro, dia seguinte a seu 72º aniversário, o Cardeal Ottaviani interveio para protestar contra as modificações radicais a que se estava propondo submeter a Missa. "Estamos procurando suscitar o espanto, até o escândalo no povo cristão, introduzindo modificações em um rito tão venerável que foi aprovado através de tantos séculos e que continua sendo tão familiar? Não está certo tratar o rito da Santa Missa como se fosse um pedaço de pano que se submete à moda, segundo a fantasia de cada geração". Falando sem ler; em razão de sua cegueira parcial, ele ultrapassou os dez minutos a que se tinha pedido que todos se limitassem. O Cardeal Tisserant, decano dos Presidentes do Concílio, mostrou seu relógio ao Cardeal Alflink que presidia a sessão. Quando o Cardeal completou quinze minutos com a palavra, o Cardeal Alflink tocou a sineta. Mas o orador estava tão empolgado com o assunto que não a escutou - a não ser que a tenha deliberadamente ignorado. A um sinal do Cardeal Alflink, um técnico desligou o microfone. O Cardeal Ottaviani verificou o fato apalpando seu microfone, e humilhado teve que voltar a seu lugar. O mais poderoso Cardeal da Cúria tinha sido reduzido ao silêncio e os Padres Conciliares aplaudiram com alegria.

   Repetidas vezes os oradores seguintes pediram que o texto integral do esquema sobre a liturgia fosse distribuído aos Padres Conciliares como sugerira o Cardeal Frings. Estava generalizada a impressão de que altas influências, agindo por trás dos bastidores, eram responsáveis pela redução do texto original. Finalmente a situação foi esclarecida pelo Cardeal Confalonieri, membro da Cúria e presidente da subcomissão de emendas, seção da Comissão Central Pré-Conciliar a quem todos os projetos tinham que ser submetidos. No dia 5 de novembro, ele anunciou aos Padres Conciliares que sua subcomissão era a única responsável pelas modificações levadas a efeito.

   Esta declaração pública foi considerada como um novo triunfo para os liberais. Ela foi seguida de um outro triunfo ainda mais impressionante: a reinclusão da maior parte dos trechos - inclusive as "Declarações" - que tinham sido cortadas do projeto original".