SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 14 de julho de 2019

EPÍSTOLA DO 5º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES


1 S. Pedro, III, 8-15
"Sede todos de um mesmo coração, compassivos, amantes dos irmãos, misericordiosos, modestos, humildes, não retribuindo mal por mal, nem maldição por maldição, mas pelo contrário, bendizendo, pois para isto fostes chamados, a fim de que possuais a bênção como herança. O que quer amar a vida e viver dias felizes, refreie a língua do mal, e os seus lábios não profiram engano. Aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e vá após ela, porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos estão atentos às suas orações, mas o seu rosto está contra os que fazem o mal. E quem vos fará mal se fordes zelosos pelo bem? Mas se também padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não tenhais medo deles nem vos turbeis: antes bendizei  Senhor Jesus Cristo em vossos corações".

Caríssimos, os primeiros cristãos, como demonstra a própria Sagrada Escritura, viviam exatamente segundo estas orientações do primeiro Papa da Santa Igreja. Viviam como se todos fossem um só coração e uma só alma. Eram compassivos, misericordiosos, modestos, humildes, sabiam perdoar as ofensas e até fazer bem aos malfeitores. Foram perseguidos atrozmente pelos pagãos, e, no entanto não retribuíam o mal com o mal, mas pelo contrário, perdoavam e, na medida do possível procuravam ter paz com todos. Não usavam nenhum engano para prejudicar o próximo. Viviam em paz, porque procuravam imitar o Divino Mestre. Só temiam o pecado.

Todos nós desejamos a paz, mas poucos, como diz o Livro da Imitação de Cristo, buscam os meios da verdadeira paz. E quais são estes meios? Primeiramente o temor de Deus, temor de O ofender. E devemos, em segundo lugar, confiar na Providência divina: "Não cai um cabelo da nossa cabeça, como disse Jesus, sem permissão de Nosso Pai do Céu". De Deus e d'Ele somente depende a nossa vida presente e futura. Ninguém nos poderá causar algum mal, sem a  permissão de Deus. Este pensamento de que Deus vela sobre nós, dar-nos-á aquela resignação, que vem a ser o primeiro elemento da paz. Devemos dispensar os nossos cuidados apenas aos bens do Céu. Os santos, os primeiros cristãos ficavam tranquilos  em meios às maiores perseguições. Tinham fé e sabiam que Deus, nosso Pai, só quer o nosso bem e faz com que tudo concorra para o bem dos seus escolhidos, daqueles que O amam.

Na verdade, os vícios contrários às virtudes acima inculcadas pelo primeiro Papa, ou seja, a inveja, o egoísmo, a vingança, os sentimentos de ódio, o orgulho, todos estes vícios, digo, são justamente a causa das desavenças, e são os elementos perturbadores daquela harmonia que deveria reinar na convivência com o próximo. Assim, pois, quem quiser verdadeiramente ter um vida feliz terá que combater todos aqueles vícios e, além disso, deverá domar a sua língua, que, como diz S. Tiago, é envenenada pelo inferno.


O segredo desta paz de Jesus, paz esta que o mundo não pode dar, pertence apenas aos artigos da lei de Jesus Cristo. Ó Jesus, dai-me a vossa graça, o vosso amor, a vossa paz, e serei feliz e bastante rico. Amém!

HOMILIA DOMINICAL - 5º Domingo depois de Pentecostes

   Leituras: Primeira Epístola de São Pedro Apóstolo 3, 8-15.
   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 20-24:

   "Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Se vossa justiça não vai além da justiça dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos céus. Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; e quem matar, será réu em juízo. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será levado ao tribunal do juízo; e o que chamar a seu irmão: tolo, será réu diante do Conselho. E o que lhe chamar louco, será condenado ao fogo da geena. Portanto, se trouxeres a tua oferenda ao altar, e te lembrares que o teu irmão tem contra ti alguma coisa, deixa a tua oferenda diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e depois vem fazer a tua oblação".

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

  Tive a inspiração de resumir o sermão que  Santo Agostinho fez sobre o Evangelho deste 5º Domingo depois de Pentecostes. 

   O Santo Evangelho cuja leitura acabamos de ouvir, muito nos fez tremer, se temos fé. Não tremem aqueles que não têm fé. Na verdade, para se chegar a segurança na vida sem fim, deve-se tremer agora nesta vida que tem fim. E nós trememos. E como não tremer quando se ouve a própria Verdade dizer: "Quem chamar a a seu irmão 'louco', será réu do fogo da geena". Por outro lado diz São Tiago na sua  Epístola: "Nenhum homem é capaz de domar a sua língua" (Tiago III, 7 e 8).  

   Que faremos então, irmãos meus? Se Jesus disse: "Quem chamar a seu irmão 'louco' será réu do fogo eterno" e se a Sagrada Escritura também diz: "O homem não tem capacidade de domar a sua língua", logo estamos todos condenados? De modo nenhum! Porque diz também o Espírito Santo na Bíblia Sagrada: "Senhor, Vós fostes nosso refúgio de geração em geração" (Conf. Salmo 89, 1). Vossa ira é justa, ó Senhor! A ninguém mandais injustamente para o fogo eterno. Entendemos, caríssimos, que, se o homem não tem capacidade para domar a sua língua, deve se refugiar em Deus para domá-la. Tomemos o exemplo dos próprios animais que nós homens domamos. Nem o cavalo, nem o camelo, nem o elefante, nem a serpente, nem o leão se domam a si mesmos. Para domá-los, lança-se mão do homem. Logo, para domar o homem.  é mister recorrer a Deus. Refugiemo-nos n'Ele!
                              
   Sim, Senhor, "Vós fostes nosso refúgio". Sem dúvida, Deus nos domará se nós nos refugiarmos n'Ele. Se nos deixarmos domar por Ele. O homem doma um leão que não é obra de suas mãos; e não há de domar a ti quem te tirou do nada pelo poder de Suas mãos? Olhai, caríssimos, para os animais ferozes. Ruge um leão e nós trememos. Contudo, o homem se sente capaz de domá-lo. Não pela força física, mas pela inteligência. Nisto o homem é mais forte que o leão, porque foi feito à imagem de Deus. Assim o homem, que é imagem de Deus, doma a fera. E não domará Deus a Sua imagem, que é o homem? 

   Em Deus, pois, está nossa esperança; sujeitemo-nos a Ele e imploremos Sua misericórdia; ponhamos n'Ele nossa confiança; e, tanto nos doma, amansa e nos faz perfeitos quanto nos submetemos a Ele e n'Ele nos refugiamos. Ás vezes Deus, nosso Domador,  também lança mão do chicote e da vara. São as provações e humilhações a que nos submete. Tu, ó homem, domas um cavalo para que uma vez manso te seja adjutório, conduzindo-te sobre ele. E, no entanto, quando morre, tu o abandonas às aves. No entanto, quando Deus te doma é para dar-te uma recompensa, que não é outra senão Ele mesmo. Depois de uma morte passageira, ressuscita-te, devolvendo a ti a carne sem faltar sequer um cabelo. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados, disse Jesus. Ele te ressuscita, para te colocar entre os anjos para sempre. Ali já não necessitas mais de ser domado, porque serás posse deste mesmo Pai, infinitamente doce. Então será Deus tudo em todos. Não haverá então infelicidade que nos prove, senão felicidade que nos satisfaça plenamente. Só Deus será nosso pastor; nosso Deus será nossa bebida; nosso Deus será nossa glória; nosso Deus será nossa riqueza. Toda variedade de bens que andas buscando aqui na terra, tê-los-á todos juntos n'Ele, em Deus. Buscai, caríssimos, não os bens, mas o Bem supremo que contém em Si todos os bens.

  Nosso Deus e Redentor e Pai nos doma, castiga e às vezes emprega até o chicote, mas tudo isto é para nos entregar uma herança que será Nosso mesmo Pai. Com este fim  nos corrige, e ainda há quem murmura e chega até a blasfemar! Um blasfemo, porém, não açoitado, não encontrará um Juiz irado? Não é, porventura, preferível que Deus te açoite, ó homem, mas te receba por filho, do que não te castigue mas te abandone?

   Digamos, pois, ao Senhor, Nosso Deus: "Senhor, Vós fostes nosso refúgio de geração em geração. Na primeira geração e na segunda, Vós fostes nosso refúgio. Refúgio para que nascêssemos, quando ainda não existíamos; refúgio para que renascêssemos, quando éramos pecadores; refúgio para nos sustentar, quando fugíamos de Vós; refúgio para nos levantar e guiar, quando éramos vossos filhos; sempre fostes nosso refúgio. Não voltaremos a deixar-Vos quando nos haveis curado de nossos males, quando haveis domado nossa carne, nosso orgulho, nossa ira e assim nos enriquecido de vossos bens; bens estes que nos dais entre carícias para evitarmos as fadigas do caminho. E quando nos corrigis, açoitais e bateis, é para que não nos afastemos do caminho. Vós, ó Senhor, serás nosso refúgio! Amém! 

  

   

domingo, 7 de julho de 2019

HOMILIA DOMINICAL - 4º Domingo depois de Pentecostes

   Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 8, 18-23.
   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 5, 1-14:

   "Naquele tempo, cercado pela multidão que viera ouvir a palavra de Deus, viu Jesus, que estava nas margens do lago de Genesaré, duas barcas paradas à borda desse lago. Os pescadores haviam descido e lavavam as redes. Entrou [Jesus] em uma daquelas barcas, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Sentou-se, então, e da barca pôs-se a ensinar às turbas. Quando cessou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para a pesca. Respondendo, Simão disse-Lhe: Mestre, trabalhamos toda a noite, e não apanhamos nada; mas por vossa palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam tão grande quantidade de peixes, que a rede se rompia. E acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que os viessem ajudar. Vieram e encheram as duas barcas, de modo que estas se submergiam. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Afastai-Vos de mim, Senhor, que sou homem pecador. Porque estava atônito como todos os que com ele se achavam, pela pesca que haviam feito. E igualmente os estavam Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; daqui em diante serás pescador de homens. E conduzidas as barcas para a terra, eles deixaram tudo e O seguiram". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Uma noite inteira de trabalho e nem um só peixe! Por que? Aí não estava Jesus... Os pescadores não trabalharam sob as ordens, sob a Sua direção, sob a Sua assistência...Trabalharam confiados só na sua arte... na sua experiência. 

   Assim, caríssimos irmãos, o Santo Evangelho de hoje nos oferece oportunidade para falarmos sobre o trabalho frutuoso e não frutuoso. 

   O meio mais acessível de santificação é tudo fazermos à luz de Deus, com Jesus, por Jesus e em Jesus, porque, unidos a Ele, todas as nossas ações serão frutuosas, meritórias. 

   'Trabalhamos durante toda a noite, disse São Pedro, e nada apanhamos'. 
 
   O que é trabalhar sem Jesus?
  • É trabalhar sem a graça, sem a verdadeira luz, em cegueira espiritual, em estado de pecado mortal, sob o império de determinadas paixões. Ai! quantos cristãos trabalham assim infrutuosamente, consumindo a vida no pecado. 
  • É trabalhar para o mundo, pela terra. São aqueles que se extenuam e sofrem mil cuidados para adquirir riquezas ou honras. E tudo isto é vaidade e aflição de espírito. "Que adianta ao homem, disse Jesus, ganhar o mundo todo, se vier a perder a sua alma?" E contudo é esta a vida da maioria dos homens, mesmo de cristãos!
  • É trabalhar sem pureza de intenção, conforme a nossa própria vontade, sem procurar, nem a glória, nem a vontade divinas. O que assim se faz é sem mérito e sem fruto. Ai! e são muitos os que assim trabalham com prejuízo total, mesmo entre as pessoas religiosas, porque se age por leviandade, por rotina e com negligência. 
       Como se trabalha com Jesus?

  • Conservando sempre o estado de graça, vivendo na amizade de Jesus, para que ainda as menores das nossas ações sejam santas: "Aquele que me segue, disse Jesus, não anda nas trevas".
  • Nada fazendo senão conforme a vontade de Deus, na ordem por Ele estabelecida: "A pessoa obediente cantará vitória" (Prov. XXI, 28).
  • Não perdendo jamais de vista, em todas as nossas ações, a santa presença de Deus. Disse Deus a Abraão: "Anda na minha presença e serás perfeito" (Gen. XVI, 1). 
  • Executando todas as coisas só por amor de Deus e para Sua glória e referindo-Lhe tudo: "Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1 Cor. X, 31). 
  • Conservando-se sempre, e em tudo, em união com Nosso Senhor. Sem Nosso Senhor Jesus Cristo não podemos fazer nada de bom: "Sem mim, disse Jesus, nada podeis fazer". Com Ele, porém, tudo é abençoado!
      Terminemos ouvindo Santa Teresinha do Menino Jesus: "Senhor, Vós o vedes, caio em tantas fraquezas, mas não me admiro... Entro dentro de mim e digo: estou ainda no mesmo ponto que antes! Mas digo isto com uma grande paz e sem tristeza, porque sei que conheceis perfeitamente a fragilidade da nossa natureza e estais sempre pronto a socorrer-nos. Portanto, de que poderei ter medo? Apenas me vedes convencida do meu nada, ó Senhor, logo me estendeis a mão; mas se eu quisesse fazer alguma coisa de grande, mesmo sob o pretexto de zelo, imediatamente me deixaríeis só. Basta, pois, que me humilhe e suporte de boa vontade as minhas imperfeições; é nisto que consiste para mim a verdadeira santidade". Amém!

   

segunda-feira, 1 de julho de 2019

FESTA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE

 

Esta meditação é muito própria para nos santificar. Este foi um dos pontos de meditação assídua de Santa Catarina de Sena. Este o grito incessante desta santa extraordinária: "Banhai-vos no Sangue, mergulhai no Sangue, revesti-vos do Sangue de Cristo!"... "A alma que se inebria e se submerge no Sangue de Cristo, veste-se de verdadeiras e reais virtudes".  

   Mas, evidentemente, nada mais próprio para nos excitar a amar a Jesus do que as palavras do próprio Divino Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: "Cristo amou-nos e lavou-nos dos nossos pecados no Seu Sangue" (Apoc. I, 5). "Mas Cristo, vindo como pontífice dos bens futuros, [passando] pelo meio de um tabernáculo mais excelente e perfeito, não feito por mão de homem, isto é, não desta criação, e não com o sangue dos bodes ou dos bezerros, mas com o seu próprio sangue, entrou uma só vez no Santo dos Santos, depois de ter adquirido uma redenção eterna." (Hebreus IX, 11 e 12). 

   Caríssimos, devemos ter o "sentido" do Sangue de Cristo, do Sangue que Ele derramou por nós até à última gota. Sangue que, por meio dos sacramentos - da confissão, em particular - jorra continuamente para lavar as nossas almas, para as purificar e enriquecer com os méritos infinitos da Redenção na Cruz. Este Sangue Preciosíssimo que o Verbo, ao encarnar, tomou da nossa natureza humana, todo no-lo devolveu como preço do nosso resgate. E Jesus o fez livremente, ou melhor dizendo, obrigado por seu amor por nós. : "Amou-nos e lavou-nos dos nossos pecados no seu Sangue". Na verdade, todos os mistérios da nossa redenção são mistérios de amor e todos, por isso, nos incitam ao amor; mas o Mistério do Sangue de Jesus Cristo particularmente nos comove: contemplar a efusão do Sangue de Jesus, que corre do Calvário tingindo de púrpura o mundo inteiro, rociando todas as almas!!! Nada mais comovente e capaz de nos obrigar a amar a Jesus sem reservas: "Sic nos amantem, quis non redamaret?" 

   Conclusão melhor não poderíamos fazer do que empregando as palavras de São Paulo: "... deixando todo o peso que nos detém e o pecado que nos envolve, corramos com paciência na carreira que nos é proposta, pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que sofreu tal contradição dos pecadores contra si, e não vos deixareis cair no desânimo. Pois ainda não resististes até derramar o sangue, combatendo contra o pecado..." (Hebreus XII, 1-5). 

  Caríssimos, rezemos com muita devoção a Ladainha do Preciosíssimo Sangue. 

  

   

domingo, 30 de junho de 2019

EVANGELHO DO 3º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES



S. Lucas XV, 1-10
Haverá mais júbilo no céu por um pecador que fizer penitência.

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

"Aproximaram-se de Jesus os publicanos e os pecadores paro o ouvir. Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe os pecadores e come com eles. Jesus, propôs-lhes, então esta parábola": a parábola da ovelha tresmalhada, a parábola da dracma perdida (como narra o evangelho seg. S. Luc. XXV, 1-10); em seguida Jesus propõe-lhes ainda a parábola do filho pródigo. Três parábolas para mostrar a misericórdia divina e como ela se exerce. Delas consta todo o capítulo XV de S. Lucas.

Caríssimos, era mui natural que os publicanos e os pecadores se aproximassem de Jesus para O ouvir. Pois, anunciava uma tão bela doutrina! Jesus pregava uma tão santa moral! Por ser pecadores, estes homens não deixavam de ser também sensíveis ao verdadeiro, ao justo e ao belo. Na verdade, esta doutrina era elevada e sublime; esta moral era grave e austera. Mas a doçura de Jesus, sua bondade, sua afabilidade temperavam tão bem o que sua doutrina e sua moral pudessem oferecer de severo! Os pecadores sabiam que Jesus era um médico que veio para curar nossas doenças, e eles não se iludiam sobre o lamentável estado de suas almas e sentiam que eram doentes; e justamente por isso vinham a Jesus do qual esperavam a sua cura. "E assim, diz Santo Ambrósio, toda alma deve aproximar-se de Jesus Cristo, porque Ele é tudo para nós. Tendes uma ferida a cicatrizar? Ele é remédio. Estais presos ao fogo da febre? Ele é uma fonte refrescante. Estais curvados sob o peso da iniquidade? Ele é a justiça. Tendes necessidade de socorro? Ele é a força. Temeis a morte? Ele é a Vida. Desejais o céu? Ele é o caminho que para lá conduz. Fugis das trevas? Ele é a Luz. Procurais alimento? Ele é um alimento" (Lib., III, de Virginibus).

Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores e Ele espera-os com paciência, procura-os com solicitude e recebe-os com alegria quando arrependidos se voltam para Ele. É justamente para justificar esta Sua conduta que Nosso Senhor Jesus Cristo propõe aos orgulhosos fariseus e escribas as três parábolas da misericórdia. Com a graça de Deus, meditemos um pouco sobre a primeira.

"Qual de vós, tendo cem ovelhas, se perde uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai procurar a que se tinha perdido, até que a encontre? E, tendo-a encontrado, a põe sobre os ombros todo contente; e, indo para casa, chama os seus amigos e vizinhos, dizendo;lhes: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha, que se tinha perdido". A ovelha é um animal simples e tímido, que, procurando sua pastagem, afasta-se facilmente do caminho que ela deve seguir e do rebanho ao qual ela deve permanecer unida; e quando se perde é incapaz de reencontrar o seu caminho. É preciso, portanto, que o pastor a ajude e procure-a com cuidado. É bem a nossa imagem. "Todos nós andamos desgarrados como ovelhas errantes; cada um se extraviou por seu caminho" (Isaías LIII, 6). Correndo após o pecado, e levados pelo atrativo da concupiscência, nós caímos nos abismos do mal, e não pensamos mais nem em Deus, nem na salvação, nem no céu. Eis porque Jesus Cristo desceu do Céu. Deixou lá no alto as noventa e nove ovelhas fiéis, isto é, os anjos, para vir aqui em baixo, e correr em socorro da humanidade representada pela ovelha infiel.

"E quando a encontra, coloca-a sobre seus ombros todo contente". Fatigado o bom Pastor, por suas caminhadas à procura da ovelha errante; tinge as estradas com seu sangue; deixa pedaços de sua carne nos espinheiros da estrada. Ele é que teria necessidade de ser levado depois dos trabalhos penosos que Lhe custaram a procura de sua ovelha. Mas não, Ele não se importa consigo, só pensa na sua ovelha que a põe aos ombros, embora ela se tenha transviado por culpa própria. Ela merecia ser punida, e o pastor indignado teria todo direito de a castigar com seu bastão, fazendo-a caminhar à sua frente. Mas, ao contrário, o bom Pastor além de não a repreender, toma-a amorosamente em seus braços e coloca-a aos ombros, sobre seu pescoço, e leva-a até ao redil, isto é, da terra ao céu. Esta imagem da bondade de Jesus tocou de tal modo os cristãos dos primeiros séculos, que eles não deixaram de O representar sob este tocante símbolo, um pastor levando sua ovelha; encontra-se este símbolo entre as pinturas que ornam ainda as paredes das catacumbas de Roma.

"E Indo para casa , chama os seus amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Congratulai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha, que se tinha perdido". Caríssimos, observai bem esta linguagem: congratulai-vos COMIGO, e não: congratulai-vos com a OVELHA. Explica são Gregório: "A nossa vida, faz Sua alegria. Esta alegria é tão grande que não a pode conter dentro de si. É mister que ela se manifeste para fora, é preciso que ela se expanda, é necessário que dela tome parte os seus amigos, os anjos, que gozam continuamente com sua vista e são mais vizinhos d'Ele que todas as outras criaturas".

"Digo-vos que do mesmo modo, haverá mais júbilo no céu por um pecador que fizer penitência, que por noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência". Portanto, lá no alto do céu, os anjos se interessam por nós. Eles se alegram com a conversão dos pecadores. E Deus se compraz em lhes notificá-la como um bem que lhes toca de perto. Na verdade, os anjos são amigos dos homens. Eles vêem em nós, amigos, criaturas de Deus como eles, espíritos inteligentes como eles, embora mesclados aos corpos; eles sabem que nós somos chamados a participar um dia de sua glória, a ocupar os tronos que a deserção dos anjos rebeldes deixou vacantes. É normal que eles fiquem felizes com o nosso retorno ao bem, com a nossa conversão. De um lado, amam a Deus  e desejam vivamente sua glória e congratulam-se com tudo aquilo que a pode procurar. E a conversão de um pecador é uma vitória alcançada por Deus sobre o mal, é uma alma arrancada às garras do demônio, é um cativo preso ao carro de Jesus  que o conduz ao céu.

A conversão dum pecador, é portanto o objeto duma grande alegria por parte dos anjos, alegria esta muito maior do que aquela sentida por eles por causa da perseverança de noventa e nove justos; não obviamente porque a perseverança de noventa e nove justos não seja em si mesma um bem muito maior do que a conversão de um só pecador; mas o retorno de um pecador é um bem novo, e por conseguinte mais sensível, mais  comovente que aquele que se tem o costume de gozar por muito tempo, e cuja doçura é por isto mesmo um pouco enfraquecida. A conversão de um pecador é de alguma maneira um novo elemento acrescido à felicidade já tão grande dos anjos.

Como esta meditação deve alentar os pecadores a se converterem e os pastores a se dedicarem inteiramente, bondosamente, incansavelmente à conversão dos pecadores e hereges.

Jesus termina a parábola da dracma perdida com o mesmo ensinamento moral com que terminou a da ovelha tresmalhada. Esta repetição e esta insistência indicam bem a verdade, a sinceridade, a vivacidade da alegria causada aos anjos e a Deus mesmo pela conversão dos pecadores.

Eis alguns lições destas reflexões que acabamos de fazer: 1- Deus não rejeita "a priori" os pecadores, mas os chama a Ele, os instrui, Ele se esforça para os tocar com a sua graça e os reconduzir à virtude, ao bem: "Não vim chamar os justos, mas os pecadores à penitência". 2- Se estas parábolas nos ensinam a misericórdia de Deus, outrossim nos faz ver claramente como e quando ela é exercida. "HAVERÁ MAIS JÚBILO NO CÉU POR UM PECADOR QUE FAZ PENITÊNCIA".  Os Fariseus no tempo de Jesus e os Jansenistas em nossos tempos, não pensam em misericórdia para os pecadores. Só pensam em JUSTIÇA. Por outro lado, os progressistas em nossos dias, só pensam em misericórdia e esta de tal modo deturpada que vem a ser antes impunidade e parece que para eles não há Justiça. Querem acolher e abraçar os pecadores e hereges sem conversão, sem mudança de vida, ou seja, sem penitência. A "misericórdia dos progressistas" não visa tirar o pecado mas tranquilizar o pecador no mesmo. Devemos fazer como o Divino Mestre, procurar a conversão dos pecadores com um zelo cheio de bondade e mansidão; mas acolher com alegria, e admitir à mesa eucarística apenas os que realmente se convertem e fazem penitência. A parábola do filho pródigo que Jesus contou logo em seguida a estas duas, mostra bem isto. Amém!

sábado, 29 de junho de 2019

O SACERDÓCIO COMUM DOS FIÉIS

   Expliquemos, de acordo com a Tradição, a expressão de São Pedro na 1ª Epístola, II, 9 que chama o povo cristão de "sacerdócio régio". O próprio Apóstolo mostra que se trata do sacerdócio que implica, por parte dos fiéis, o dever de apresentar vítimas espirituais , e em primeiro lugar a si mesmos transformados em vítima pela imitação de Jesus Cristo, renúncia do amor próprio, mortificação, prática da virtude, etc. (cf. 1 Ped. II, 5).
   Santo Tomás de Aquino declara que o CARÁTER BATISMAL confere ao que se batiza uma assimilação ao sacerdócio de Jesus Cristo. Este sacerdócio comum a todos os membros da Igreja, dá-lhes a capacidade de se beneficiarem das graças com que Jesus enriqueceu a sua Igreja, especialmente os sacramentos, que os não batizados não podem receber. Neste sentido, podem eles se beneficiar dos frutos do Sacrifício Eucarístico, que é o Sacrifício da Igreja. Além disso, em virtude do caráter batismal que se lhes imprime na alma, são deputados para o culto divino: têm, por isso, a possibilidade de participar ativamente nesse mesmo sacrifício, enquanto são membros da Igreja, e portanto fazem parte do Corpo Místico de Cristo, em cujo nome Jesus oferece sua oblação sacrifical na Santa Missa. Tomam assim parte no Sacrifício do Altar, o que é proibido aos que se acham fora da sociedade eclesiástica. Mas tomam parte do modo conveniente ao seu estado de leigos.
   
SACERDÓCIO HIERÁRQUICO (dos padres) e SACERDÓCIO COMUM (dos fiéis)

   Há uma diferença essencial entre o Sacerdócio hierárquico, o sacerdócio daquele que foi ungido com o Sacramento da Ordem, e o sacerdócio comum dos fiéis, que é participação muito limitada no sacerdócio de Jesus Cristo, efeito do sacramento do Batismo. O padre, pela Ordem, é: MINISTRO  de Jesus Cristo; os fiéis, pelo BATISMO, são membros de Cristo.
   Na Missa, Jesus é a um tempo Sacerdote e Vítima; ou, mais explicitamente: é um Sacerdote que se oferece a si mesmo como Vítima. De ambas as funções de Cristo, o padre e o leigo participam, mas DIVERSAMENTE, cada qual segundo a sua condição.

   1º) O padre imola e oferece a Vítima; o fiel não imola, só pode unir-se ao sacerdote e a Jesus Cristo no oferecimento. Com efeito, a Missa consiste essencialmente na consagração transubstanciadora do pão e do vinho. Ora, só o padre, que recebeu a unção sagrada no Sacramento da Ordem, faz do pão e do vinho o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só ele, marcado pelo caráter sacramental da Ordem, representa a pessoa de Jesus Cristo, mediador entre Deus e os homens. Por isso, só ele pode repetir o rito da Última Ceia. O povo, ao contrário, não representa de modo algum o Redentor, logo não é mediador entre si e Deus, não pode consagrar os elementos eucarísticos.
   Os fiéis não podem equiparar-se aos sacerdotes, que na Igreja lhes são superiores e, como tais, se aproximam do altar, inferiores a Cristo e superiores ao povo.
   Na consagração, o sacerdote imola a Vítima divina e oferece-A ao Pai Celeste. Transubstancia como INSTRUMENTO EXCLUSIVO de Cristo, mas oferece em nome do Corpo Místico, todo inteiro, Cabeça e membros. Nessa oblação participam os fiéis, mas não na atividade transubstanciadora.

   2º) "Para que a oblação com que, neste Sacrifício, os fiéis oferecem ao Pai a celeste Vítima tenha o seu pleno efeito, outra coisa se requer ainda: é necessário que eles se imolem a si mesmos como vítimas".
   O elemento essencial da participação do fiel consiste em unir os próprios sentimentos de adoração, ação de graças, expiação e impetração aos que teve Jesus Cristo ao morrer por nós, e que devem animar o sacerdote que oferece o Sacrifício da Missa. 

domingo, 23 de junho de 2019

HOMILIA DOMINICAL - 2º Domingo depois de Pentecostes

   Leituras: Primeira Epístola de São João Apóstolo 3, 13-18.
   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 14, 16-24:

   "Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus esta parábola: Um homem preparou um grande banquete, para o qual convidou muitas pessoas. E, à hora do banquete, mandou um de seus servos dizer aos convidados que viessem, porque já estava tudo pronto. Todos, porém, unanimemente, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei uma quinta e preciso ir vê-la; rogo-te que me dês por escusado. Um outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; peço-te que me dispenses. Disse um terceiro: Casei-me, e por isso não posso ir. Voltando o servo referiu estas coisas a seu senhor. Então, indignado, o pai de família disse a seu servo: Sai já pelas praças e ruas da cidade, traze aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. E disse o servo: Senhor, está feito o que me mandaste, e ainda há lugar. Respondeu o senhor ao servo: Vai pelos caminhos e cercados, e obriga a gente a entrar para que se encha a minha casa. Eu vos digo, porém, que nenhum daqueles que foram convidados, provará a minha ceia."

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Esta meditação foi extraída do Livro "INTIMIDADE DIVINA" do P. Gabriel de Sta. M. Madalena, da Ordem dos Carmelitas Descalços. 

 1.   O Evangelho deste domingo (Lc. 14, 16-24) harmoniza-se perfeitamente com a festa do Corpo de Deus. "Um homem fez uma grande ceia e convidou a muitos". O homem que faz a ceia é Deus, e a grande ceia é o Seu reino onde as almas encontrarão na terra toda a abundância de bens espirituais e, na outra vida, a felicidade eterna. É este o sentido próprio da parábola, mas nada obsta a que também se possa entender num sentido mais particular, vendo na ceia o banquete eucarístico e no homem que o ofereceu, Jesus, que convida os homens a alimentarem-se da Sua Carne e do Seu Sangue.. "A mesa do Senhor está pronta para nós, canta a Igreja. - A Sabedoria [ou seja o Verbo Encarnado] preparou o vinho e pôs a mesa" (Breviário). O próprio Jesus, ao anunciar a Eucaristia, dirige a todos o Seu convite: "Eu sou o pão da vida; o que vem a mim não terá jamais fome e o que crê em mim não terá jamais sede... Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que aquele que dele comer não morra" (Jo. 6, 35-50). Jesus não se limita, como os outros homens, a preparar-nos uma ceia, a fazer numerosos convites e a apresentar iguarias excelentes; mas o fato singularíssimo - que nenhum homem por mais rico e poderoso que seja poderá imitar - é que Ele próprio Se oferece como alimento. São João Crisóstomo a quem pretende ver Cristo na Eucaristia com os olhos do corpo, diz: "Pois bem, já O vês, tocas e comes. Tu queres ver as Suas vestes e Ele, ao contrário, concede-te não só vê-Lo, mas até tomá-Lo como alimento, tocá-Lo e recebê-Lo dentro de ti... Aquele a quem os anjos olham temerosos e não ousam contemplar livremente devido ao Seu deslumbrante esplendor, faz-se nosso alimento; nós unimo-nos a Ele e formamos com Cristo um só corpo e uma só carne" (Breviário). 

   2. Jesus não podia oferecer ao homem uma mesa mais rica do que o banquete eucarístico. E de que modo correspondem os homens ao Seu convite para esta mesa? Muitos, como os judeus incrédulos, encolhem os ombros e retiram-se com um sorriso cético nos lábios: "Como pode este dar-nos a comer a sua carne?" (Jo. 6, 53). Mas o que afasta da Eucaristia não é só a falta de fé; esta é muitas vezes acompanhada e não raramente deriva das causas morais de que fala o Evangelho de hoje. "Comprei uma quinta e é-me necessário ir vê-la, rogo-te que me dês por escusado", respondeu um; e outro: "Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las: rogo-te que me dês por escusado". A excessiva preocupação com os bens terrenos e o apego aos mesmos, o mergulhar-se totalmente nos negócios, são os motivos pelos quais tantos recusam o convite de Jesus. Porém, ainda não é tudo: "Casei-me e por isso não posso ir", respondeu um terceiro. Este representa aqueles que, submersos nos prazeres dos sentidos, perderam a sensibilidade para as coisas do espírito e, em presença delas, continuam o seu caminho, não se lembrando sequer de se desculpar.

   É impossível não estremecer em face da grande cegueira do homem que antepõe ao dom de Cristo, Pão dos anjos e penhor de vida eterna, os interesses terrenos, os vis prazeres dos sentidos, que muito depressa se dissipam como o nevoeiro aos raios do sol. 

   Terminemos com Santo Agostinho: "Ó Senhor, aproximar-me-ei com fé da Vossa mesa, participando dela para ser por ela vivificado. Fazei, Senhor, que eu seja inebriado pela abundância da Vossa casa, e dai-me a beber da torrente das Vossas delícias... Fazei que eu me aproxime e me fortaleça; deixai que me aproxime embora mendigo, fraco, aleijado e cego. À Vossa ceia não vêm os homens ricos e saudáveis que julgam caminhar bem e possuir a agudeza de vista, homens muito presunçosos e por consequência, tanto mais incuráveis quanto mais soberbos. Aproximar-me-ei qual mendigo, porque me convidais Vós que, de rico, Vos fizestes pobre por mim, para que a Vossa pobreza enriquecesse a minha mendicidade. Aproximar-me-ei como fraco, porque o médico não é para os que têm saúde senão para os doentes. Aproximar-me-ei como aleijado e Vos direi: 'Dirigi Vós os meus passos pelas Vossas veredas'. Aproximar-me-ei como cego e Vos direi: 'Iluminai os meus olhos, a fim de que eu jamais durma o sono da morte'". Amém!