SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quinta-feira, 28 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


28 de março

A GLÓRIA DE SÃO JOSÉ NO CÉU

   É impossível à língua humana traduzir a grandeza e a glória de São José. É o cúmulo e o ápice de todos os triunfos da criatura, depois de Maria. 

   O termo da predestinação é a vida eterna, que consiste nesta visão de Deus que costumamos chamar a Glória. Ora, a glória que é dada a algum santo no céu, corresponde ao seu grau de predestinação. São José foi predestinado numa ordem e num grau muito superiores a todos os justos do Antigo Testamento e aos santos do Novo Testamento, sem excluir São João Batista e os Apóstolos. Só a Virgem Santíssima teve maior glória. E como a missão de São José, depois de Maria, foi a mais sublime em relação ao Verbo Encarnado, pode se concluir com segurança, no verdadeiro sentido da doutrina da Igreja católica, que o Santo Patriarca está colocado na glória celeste em primeiro lugar depois da Mãe de Deus. 

   Basta estarmos lembrados dos serviços prestados por São José ao próprio Deus na terra. Governou a Sagrada Família; foi o guarda de quem guarda todos os seres criados; o Anjo do Conselho; o redentor do Redentor dos homens, na apresentação do Templo; o salvador do Salvador do mundo, salvando-O de mil perigos; o senhor do Rei e da Rainha do céu. Os santos serviram a Jesus no pobre, na Eucaristia, no sacerdócio, na Igreja. José esteve ao serviço da própria Pessoa adorável de Jesus Cristo, servindo diretamente a Humanidade Santíssima do Redentor como nenhuma criatura depois de Maria.

   No céu tudo é perfeito e belo. Na terra, unidos viveram Jesus, Maria e José. Aqui, o Filho de Deus,  a Mãe de Deus obedeceram a José, o honraram como chefe da Sagrada Família. O amor de Jesus ao seu Pai Adotivo será menor no céu do que o foi na terra? Maria será menos dedicada ao seu Esposo Santíssimo.? Na perfeição do céu, mais perfeito, mais sublime há de ser o amor de São José, a sua glória, e mais eficaz a sua proteção. 


EXEMPLO

Pio IX, devoto de São José

   O grande Pontífice da Imaculada Conceição foi também o Papa de São José. Era comovedora a sua devoção filial ao Santo Patriarca. Pelo Decreto Apostólico de 10 de setembro de 1847, estendeu a toda a Igreja o festa do Patrocínio de São José, que se celebrava até então em poucas igrejas por indulto especial. Em 8 de dezembro de 1870 declarou solenemente a São José Patrono da Igreja Universal e ordenou que a festa de 19 de março fosse elevada ao rito duplo de primeira classe.

   É conhecido o episódio do célebre quadro da Imaculada Conceição. Um pintor francês veio lhe mostrar o esboço da obra. Era uma representação da glória da Imaculada no céu. 

   - Onde está São José? Não o vejo aqui, no quadro...

   - Santidade, responde o pintor, eu vou colocá-lo lá no alto, entre os santos.

   - Não, não! diz Pio IX. E pondo os dedos sobre a imagem de Jesus Cristo, disse: "Quero São José aqui, bem ao lado de Jesus Cristo, ao lado de Maria. Assim estão eles no céu. Não os separemos!

   Poucos dias antes de sua morte, o Santo Pontífice recebera em audiência íntima, em seu leito de sofrimento, a um religioso amigo. Este notou na fisionomia do Papa alegria e confiança e um doce otimismo no modo de falar.

   - Por que Vossa Santidade me parece hoje tão alegre?

   - É que hoje estive meditando, responde Pio IX, e encheu-me de consolação o pensamento de que São José agora é mais conhecido, mais amado e invocado em todo o mundo. Daí a minha confiança e a minha alegria, padre. Eu não verei mais, porém meus sucessores hão de ver o triunfo da Igreja, esta Igreja da qual eu constitui São José o Patrono. 

   O grande Papa nunca deixou de invocar, até a morte, a doce proteção de São José. Incentivou em toda a Igreja esta devoção. Nas horas tormentosas do seu difícil pontificado, confiou a sorte da Igreja a Maria Imaculada e a São José. Foi, realmente o Papa da Imaculada e de São José.  


quarta-feira, 27 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


27 de março

A DEVOÇÃO DE SÃO JOSÉ NA IGREJA

   Nos primeiros séculos, o estudo da tradição, dos hagiógrafos e até mesmo a Arqueologia, e sobretudo os Comentários do Evangelho daqueles tempos, tudo isso nos vem demonstrar quanto era conhecido, louvado, admirado e invocado, nos dias primeiros da nossa fé, o Pai Adotivo de Jesus e casto Esposo de Maria.

   A Liturgia, na verdade, não lhe prestava um culto especial, porque a Igreja, naqueles dias de perseguição e de martírio, só se preocupava com as glórias e os cultos dos mártires. E esta é a razão porque São José não consta no Cânon da Missa. 

   Todavia não podemos afirmar ter sido São José completamente desconhecido e e esquecido. Um arqueólogo, Perret, encontrou nas catacumbas três documentos referentes a São José. O primeiro é uma pintura nas Catacumbas de Santa Priscila, representando Jesus, Maria e José; o segundo, um medalhão, do primeiro século provavelmente, no qual figuram Maria com o Menino Jesus nos braços e São José a contemplá-Lo extático. Uma terceira pintura da cena do encontro de Jesus no Templo, e claramente ali se vê o Santo Patriarca ao lado de Maria. 

   No IV e V séculos, em mosaicos, em sarcófagos, em pinturas e relevos, se encontram não poucas cenas do Evangelho com a figura de São José bem destacada. 

   E os escritores sagrados? 
   São Justino, no século II, defende a virgindade de Maria e a de São José. Orígenes e Santo Atanásio fazem o mesmo. São João Crisóstomo em suas homilias canta as virtudes de São José, chamando-o "o varão perfeito, humilíssimo santo, fidelíssimo e adornado de toda santidade". Santo Ambrósio São Jerônimo, Santo Agostinho celebram com eloquência a pureza de São José. São João Damasceno, São Máximo de Turim  e outros até São Bernardo, tecem panegíricos admiráveis de São José.

   A tradição nos diz que no século II os gregos tributavam culto a São José.

   No século IV a imperatriz Santa Helena, mãe de Constantino, mandou construir uma capela a São José, no lugar do Santo Presépio de Belém. Foi o primeiro templo a São José.

   O século V guarda uma grande veneração pelas tradições dos lugares sagrados no Egito, onde consta ter estado Jesus com Maria e José, na fuga da perseguição de Herodes.

   O nome de São José entrou no Martirológio Romano no século VIII.

   No século XV, algumas almas privilegiadas recebem de Deus a missão especial de propagar e tornar conhecido e amado o Santo Patriarca. Tais são: Santa Margarida de Cortona, Santa Brígida e Santa Gertrudes.

   No século XV surge o grande apóstolo que dá início à época áurea do culto de São José: Gerson, o célebre chanceler da Universidade de Paris.

   São Vicente Ferrer, Dominicano, morto em 1419, e sobremaneira os dois filhos de São Francisco, São Bernardino de Sena e São Bernardino de Bustis.

   O século XVI foi o triunfo e esplendor do culto do grande santo, Esposo de Nossa Senhora e Pai Adotivo de Jesus. A figura excelsa e única de Santa Teresa d'Ávila, só ela concorreu mais para a glorificação de São José que muitos outros santos e teólogos. Não se pode falar da história do culto de São José sem destacar, de modo singular, a Grande Reformadora do Carmelo. São José deve, de certo modo, a Santa Teresa a glória que hoje tem no mundo" Podemos dizer isto sem medo de exagero. Pois, o próprio Papa sábio Bento XIV afirma o mesmo.

   Desde a sua entrada no Convento d'Ávila, Santa Teresa leva consigo a imagem de São José e quer que todos o honrem. Escreve e propaga com ardor o culto de São José. "Nunca recorri a São José, diz ela, que não fosse atendida"; Deu o nome de São José ao primeiro convento da Reforma Carmelitana. Queria o nome de São José em todos os mosteiros fundados por ela. "É maravilhoso, escreve ela, é extraordinário o que acontece comigo: todas as graças de que Deus me cumula tanto para a alma como para o corpo, os perigos de que me tem livrado, tudo devo ao ter invocado a proteção de São José, aos méritos do meu amado Patrono."

   Treze fundações tiveram o nome de São José. E após a morte da santa, por ocasião da sua beatificação, em 1614, mudaram o nome de São José pelo de Santa Teresa, em todos os mosteiros, em homenagem à nova Beata. A santa apareceu à Venerável Madre Isabel de São Domingos e lhe disse com tristeza: "Diga ao Padre Provincial que tire meu nome dos mosteiros e lhes restitua o nome de São José, que possuíam antes".

   Não há duvida, o exemplo, os escritos e o zelo de Santa Teresa marcaram uma nova era, um novo período na propagação e esplendor do culto de São José. É bem verdade o que diz o esplendor atual do seu culto à grande Santa Teresa.

   Agora o culto do Santo Patriarca vai de triunfo em triunfo. Vou apenas citar alguns santos e Papas:São Vicente de Paulo e São Francisco de Sales, Santo Afonso de Ligório.  Pio VII proclamou o Patrocínio de São José sobre a Igreja e Pio IX proclama São José Patrono de toda a Igreja. No século passado: São Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII. João XXIII introduziu São José no Cânon da Missa.



EXEMPLO

São José e a protestante

   Uma senhora protestante tinha um filho convertido à Igreja Católica e que em vão procurava convencer a mãe a que abraçasse a verdadeira fé.

   - Meu filho, dizia ela, eu permiti que abraçasses a religião católica e dei liberdade a todos em minha casa, em matéria religiosa. Não discutamos. É inútil querer me afastar do protestantismo. 

   O pobre moço, profundamente magoado, calou-se. Que fazer? Recorreu a São José! Desde que se converteu, o Santo Patriarca era objeto de sua devoção mais terna. Tinha confiança em São José. No aniversário natalício da mãe, quis lhe oferecer um presente.

   Procurou uma linda e artística imagem de São José. 

   - Mamãe, quero lhe oferecer o meu mais rico presente: esta imagem de São José. Aceite-a como prova de meu amor filial. Basta que me dê a alegria de aceitá-la e guardá-la. 

   Ao pronunciar estas palavras, a voz do moço tinha a expressão de uma grande ternura.

   - Meu filho querido, sim, eu guardarei carinhosamente o teu presente de hoje. Esta bela estátua não sairá mais do meu quarto. 

   Foi um raio de esperança na alma do pobre moço; Beijou a mãe estremecida e se retirou comovido, para ocultar as lágrimas.

   A imagem de São José causava uma impressão misteriosa na protestante. Era levada a invocar São José. Parecia-lhe já bem racional o culto dos santos. Poucos meses depois, caiu enferma e o seu estado se agravou. Mandou chamar o filho ausente. Ao avistá-lo, exclamou:

   - Meu filho querido, quero te dar uma boa notícia, que há de alegrar muito a tua alma: estou resolvida a abraçar a religião católica! Devo esta graça a São José. Esta imagem me converteu. Sinto, percebo claramente que estou no erro. Quero morrer na verdadeira religião.

   O filho emudeceu, comovido, e não pôde conter as lágrimas. Caiu de joelhos diante de São José:

   - Ó meu São José, eu vos agradeço! Que feliz inspiração a de oferecer a vossa imagem à minha mãe! Grande santo, eu vos agradeço mil e mil vezes!

   A doente pouco depois abjurava o protestantismo e recebia os sacramentos, com admiráveis disposições de fé e edificante piedade.

   Morreu como uma predestinada, a olhar e beijar a imagem do seu querido protetor São José.

terça-feira, 26 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


26 de março

SÃO JOSÉ E A VIDA INTERIOR

   São José é mestre da vida interior. Mas que é vida interior? A vida interior é esta doce intimidade com Jesus Cristo, o recolhimento de espírito, a vigilância contínua sobre si mesmo, esta vida divina em que a alma procura fugir do pecado e das agitações loucas do mundo para se ocupar das coisas eternas, pensar nas verdades de fé, caminhar nas vias da perfeição, e esta consiste em sua essência no amor de Deus e do próximo. Ora, não foram estas as disposições habituais da alma de São José? Quem conhece melhor e mais profundamente o Coração de Jesus? Diz São Bernardino de Sena: "São José teve, no mais alto grau o dom da contemplação". O Santo Patriarca recebeu mais do que todos os santos (excetuando-se Maria Santíssima) graças inefáveis do céu e as riquezas ocultas do adorável Mistério da Encarnação. Sua vida se passou em contínua oração, na intimidade de Jesus, no serviço de Jesus e por Jesus. Houve, por ventura, depois de Maria, maior intimidade de uma criatura com seu Criador? A fé viva e ardente que o levava a contemplar, na forma humana, a segundo Pessoa de Trindade Santíssima. Crer que ali estava sob seu governo em Nazaré, durante longos anos, o próprio Deus! Quantas luzes do céu não teve José da contemplação deste mistério! Depois de Maria Santíssima, nunca podemos imaginar um santo que tenha recebido maior privilégio de Deus e tenha possuído melhor a Jesus.
 Santa Teresa, a grande Mestra da oração e da vida contemplativa, cuja doutrina hoje ainda leva tantas almas às alturas da mais íntima união com Deus, a grande Matriarca disse ter aprendido os segredos da sua vida interior na devoção a São José. Apenas uma pequena citação de suas obras: "De todas as almas que se dirigem sempre a São José, eu não conheço uma só que não tenha feito rápidos progressos na perfeição".
 Daí, grandes santos aprenderam na escola de Nazaré a ciência do amor de Jesus e os segredos da vida interior.



EXEMPLO

Na escola de São José

   O piedoso e douto Padre Surin, mestre admirável de espiritualidade, conta o seguinte fato que se deu com ele: "Partia eu de Rouen, escreve, e no mesmo carro ia comigo um moço de cerca de dezoito anos mais ou menos, e sem nenhuma instrução. Era um empregado doméstico há muitos anos e nem sequer sabia ler e escrever. Qual não foi a minha admiração ao conversar com ele e perceber como entendia maravilhosamente das coisas espirituais! Falava da vida interior, da união com Deus, com muita clareza e bom senso, com segurança doutrinária; dizia coisas tão belas, que me enchiam o coração de fervor, e nunca ouvi alguém falar assim. Percebi que ele vivia numa oração contínua. Interroguei-o sob vários assuntos da vida espiritual, e me respondia tão bem, com singeleza e piedade. Não podia compreender onde havia aprendido tanta coisa sem um livro, sem um diretor espiritual

   "Ó meu bom padre, diz o moço, há mais de seis anos me coloquei sob a especial proteção de São José por inspiração de Nosso Senhor. São José é meu pai e meu mestre. Penso sempre nele e a ele me recomendo. Minha ciência vem do Pai Adotivo de Jesus Cristo!"

   O Padre Surin foi um dos apóstolos do culto de São José e dizia que a ciência de Santa Teresa nos domínios da espiritualidade foi haurida nesta fonte de vida interior que é a devoção a São José, na qual tanto se distinguia a Matriarca do Carmelo. 


segunda-feira, 25 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


25 de março

AS LADAINHAS DE SÃO JOSÉ

   São Francisco de Sales escrevera para Santa Joana de Chantal uma piedosa ladainha ao Santo Patriarca e recomendava, com instância, esta forma de invocações ao grande santo das mais agradáveis e tocantes. 

   E, na verdade, como incentiva a nossa devoção repetir os belos títulos de glória e os privilégios do Santo Esposo de Maria. Procuremos recitá-las sempre com fervor. Ajudam tanto a crescer em nossa alma a devoção a São José! A Santa Igreja a colocou entre as principais ladainhas. 

   É um meio poderoso para aumentar nossa devoção ao Santo Patriarca, recitar todos os dias, sendo possível (pelo menos todas as quartas-feiras), a fórmula tão bela dos seus louvores. Nas aflições, nos perigos, nas horas em que tivermos necessidade de uma proteção especial de São José, recitemos com pausa e reflexão as suas ladainhas. Elas inspiram tanta confiança!


EXEMPLO

São José e a confiança dos pobres

   São José é bom ecônomo. Toda instituição ou obra, entregue ao chefe e provedor da Sagrada Família, jamais perece. Poderá sofrer dificuldades, mas a confiança no querido patrono a salva de todo perigo.

   Uma Congregação religiosa , as Pequenas Irmãzinhas dos Pobres nomeou São José seu provedor de todas as casas.

   Estabeleceram um Asilo de mendigos e velhos. Um dia, a Irmã da despensa notou que a manteiga já não existia mais nos potes.  E lá prefeririam passar sem pão que sem manteiga. Os velhinhos ficaram desolados. Haviam pedido tanto a São José que nada lhe deixasse faltar no Asilo, principalmente a manteiga. A boa Madre Superiora, alma simples e caridosa, não perdeu a confiança. Ao ver que nem o dinheiro nem a manteiga apareciam, imaginou um expediente devoto, para tocar o coração de São José. Mandou que alguns velhos trouxessem da capela a imagem de São José e a transportassem em procissão, entre velas acesas, até à despensa. Lá, colocam a imagem entre os potes de manteiga vazios e acendem duas velas. "Pois, diziam eles, São José não volta para a capela enquanto não nos socorrer!" E puseram-se a rezar, em turmas sucessivas, ante aquele altar improvisado e original. Chega a noite e... os potes vazios! Alguns velhos, de vez em quando, olhavam curiosos para dentro dos potes e sacudiam a cabeça, desolados: "Nada! Nada! São José não mandou até agora a manteiga!" Julgavam que, por milagre, os potes se haviam de encher sozinhos. À noite, foram se deitar sem manteiga. No dia seguinte, logo pela madrugada, acendem de novo as velas e recomeçam as orações e a guarda de São José, entre os potes vazios. Mal se abriram, de manhã, as portas do Asilo e um capitalista da cidade se apresenta à Madre Superiora, dizendo:

   - Madre, aqui venho pela primeira vez. Não conheço o Asilo e sou obrigado hoje a visitá-lo.

   - Obrigado?! pergunta a religiosa algo surpreendida.

   - Sim. Durante esta noite toda sonhei com esta casa, com os velhos, e alguém me repetia: "É preciso visitar o Asilo! Depressa, visita o Asilo!" E nisto passei toda a noite em sonhos que me importunaram. Levantei-me e aqui estou. Permita-me um visita ao estabelecimento.

   A Superiora leva-o à capela, aos salões, dormitórios e demais dependências. Chegam à despensa. Lá estavam os velhos, em oração, diante de São José e dos potes vazios.

   - Que é isto, Madre Superiora?

   - Os velhinhos imploram a São José um pouco de manteiga para os potes vazios. Desde ontem rezam sempre.

   O capitalista riu-se e depois exclamou, algo impressionado:

   - Agora compreendo por que sonhei tanto esta noite e por que me diziam: "É preciso visitar o Asilo!" São José me trouxe aqui. Pois mandem encher os potes de boa manteiga e pagarei as despesas. Não deixem faltar manteiga para os velhos.

   Os velhinhos, felizes, e as boas irmãs, de joelhos, agradeceram o favor a São José.

   - Agora você pode voltar para a capela! Muito agradecido, meu São José! murmurou um dos velhos, ingenuamente. 

domingo, 24 de março de 2019

HOMILIA DOMINICAL - 3º Domingo da Quaresma



  Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios, V, 1-9.
                    Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas, XI, 14-28: 



 "Naquele tempo, expulsou Jesus a um demônio, e ele era mudo. E tendo lançado fora o demônio, o mudo falou e as multidões se admiraram. Alguns deles, porém, disseram: É por Belzebu , príncipe dos demônios, que ele expulso os demônios. E outros para tentá-Lo, pediam um sinal do céu. Conhecendo, porém, os seus pensamentos, Jesus disse-lhes: Todo reino dividido em si mesmo será destruído e uma casa cairá sobre outra. Se, pois, satanás está em desacordo em si mesmo, como subsistirá seu reino? Dizeis que é por Belzebu que expulso os demônios. Ora, se é por Belzebu que expulso os demônios, vossos filhos por quem os expulsam? Por isso eles próprios serão os vossos juízes. Se, entretanto, é pelo dedo de Deus que expulso os demônios, é evidente que chegou para vós o Reino de Deus. Quando um poderoso guarda armado a entrada de sua casa, em paz está tudo o que possui. Se sobrevier, porém, outro mais forte do que ele e o vencer, tirar-lhe-á todas as suas armas, em que confiava, e repartirá os seus despojos. Quem não está comigo é contra mim; e quem não recolhe comigo, dispersa. Quando o espírito imundo sai de um homem, anda por lugares secos, buscando repouso, e não encontrando diz: Voltarei para minha casa de onde saí. E quando vem, e encontra-a varrida e ornada, vai e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, aí fazem habitação. E o último estado desse homem torna-se pior do que o primeiro. Quando Ele assim falava, uma mulher, levantando a voz, do meio do povo, disse-Lhe: Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os seios que Te amamentaram. Ele, porém, respondeu: Bem-aventurados, antes, aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Este demônio mudo, ou seja, aquele que provoca nas almas o mutismo espiritual, é terrível! Nosso Senhor Jesus Cristo diz, no Santo Evangelho de hoje, que, quando o demônio é expulso de uma alma, ele procura voltar, e, se o consegue, já não volta só, mas com sete espíritos piores do que ele. Na explicação da primeira imagem postada na explanação  do Evangelho do domingo passado, também vimos que Jesus disse para seus Apóstolos que há certa espécie de demônio que só se expulsa com jejum e oração. Donde concluímos que, embora, todos sejam espíritos malignos, invejosos e perversos, há uns piores do que outros. E este demônio mudo talvez seja do número dos piores, porque, constatamos que ele perde muitas e muitas almas. Na verdade o mutismo espiritual é muito perigoso.

   É um perigo não só para a oração, como também para o cumprimento dos deveres de caridade e do nosso estado e para a acusação dos pecados na confissão.

   Assim como o lobo ao apanhar uma ovelha a pega pelo pescoço, assim o demônio mudo torna as almas mudas para que não orem, isto é, para que não gritem pelo socorro divino. Sem oração não pode haver virtude sólida, santidade, nem salvação. Aquele, pois, que não ora está desarmado, torna-se inevitavelmente presa do demônio. Caríssimos, infeliz da alma que assim está muda para Deus e não sabe nem quer orar. No entanto, infelizmente, quantos cristãos, que nunca oram, nem a sós, nem em família; e se alguma vez se dão à oração fazem-na tão mal, com tantas distrações voluntárias, com tanto tédio que nem Deus é louvado, e o demônio consegue seu intento.

   O mutismo espiritual é também um perigo para os deveres de caridade e para os do nosso estado. Isto diz respeito principalmente aos deveres de instrução e correção fraterna que pertencem aos bispos, aos párocos, pais, patrões e outros superiores encarregados de corrigir e educar os que lhes estão confiados. Se os superiores só se preocupam em salvaguardar os seus direitos pessoais e se tornam cúmplices do demônio e das paixões, contraem perante Deus uma culpabilidade, segundo as circunstâncias, e tornam-se responsáveis pela perda das almas. Assim diz o profeta Isaías: Ai de vós, cães mudos!... De vossas mãos, pedirei contas de seu sangue!

   Não é a verdadeira humildade que prende a língua, mas o demônio que fecha a boca. Quantos pecados não podíamos evitar, quantas almas não podíamos conduzir à salvação ou tornar mais perfeitas!

  Embora este dever obrigue primeiramente os superiores, no entanto, devemos dizer que todos, sem exceção têm o dever de avisar caridosamente o seu próximo, e, podendo, com toda prudência, deve livrar o seu próximo do pecado.

   Caríssimos, quero, no entanto, salientar a obrigação dos eclesiásticos. Na verdade, é o respeito e os interesses humanos que impedem que os superiores eclesiásticos se declarem publicamente por Deus, por Jesus realmente presente na Hóstia Consagrada. Lamentam talvez internamente os sacrilégios, mas não falam contra eles. Mantêm a verdade cativa, e não ousam confessar publicamente a sua fé, ainda mesmo quando o silêncio é uma espécie de apostasia. Os estragos do demônio mudo nunca são tão deploráveis como quando exerce a sua tirania sobre os mesmos Pastores. O maior triunfo deste demônio terrível é encadear a palavra sacerdotal. Ou fecha a boca aos ministros do Senhor, ou não lhes permite que falem senão com timidez, quando deviam falar com energia. Pastores, "cães mudos", quando não corrigis, com prudência é verdade, mas também com a santa liberdade que vos convém, os pecadores escandalosos que pervertem o povo, os libertinos, os blasfemos, os profanadores do Santíssimo Sacramentos; quando, na administração dos sacramentos, não ousais advertir quanto seria necessário, para que os recebam com respeito e fruto; quando no sagrado tribunal poupais a delicadeza dos culpados, à custa da sua salvação, deixando-os na ignorância das graves obrigações que só vós podeis ensinar-lhes, então concedeis ao demônio mudo um funesto triunfo; e mereceis esta censura de São Cipriano: "Que cruel misericórdia é essa, que consiste, não em curar o ferido, mas em esconder a sua ferida, para nela, encerrar a morte? 

   O Pastor de almas deve ser prudente e circunspecto, mas ao mesmo tempo deve ser firme e animoso. "Deus dissipará os ossos daqueles que procuram agradar aos homens" (Sl. LII, 6). "Deus castigará os tímidos tanto como os mais criminosos" ( Apoc. XXI, 8).

   Mas, caríssimos e amados irmãos, em se tratando do mutismo em relação a confissão, podemos dizer que é aqui que o demônio mudo triunfa. Vejam: uma pessoa desejava aliviar-se do peso que a oprimia; sentia-se vivamente incitada  a ser sincera; tinha começado bem; uma palavra mais, e tem o Céu seguro, e na vida presente uma paz que sobrepuja todo o entendimento; uma palavra menos, e merece o inferno, e desde já o remorso que a dilacera. Que poder oculto fez morrer em seus lábios essa palavra indispensável? - O demônio mudo - .Ah! quantas almas o demônio mudo conserva encadeada pelo mutismo! Um grande número de almas, por tentação do demônio, por falta de humildade, ocultam os seus pecados em confissão ou porque se envergonham deles ou porque não querem corrigir-se.

   Caríssimos e amados irmãos, o Sacerdote que ouve os pecados faz as vezes de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele tem para os penitentes um coração de pai; não se admira porque sabe as misérias em que o homem pode cair; não os envergonha nem despreza, mas ama-os, ajuda-os, consola-os e cura-os. Sente uma alegria celestial mas que levará para o túmulo. Oh! almas remidas com o Sangue de Jesus Cristo, por amor de Deus, não consintais por mais tempo sobre vós o jugo deste demônio mudo, se é que tendes feito confissões sacrílegas. Mas também não vos lanceis no desespero como Judas. Vinde, antes como Pedro e Madalena lançar-vos aos pés de Jesus Cristo, vosso doce Salvador, que vos chama, vos espera e receberá como ao filho pródigo.

   Caríssimos, pedi a Deus luz e força para que, livres da escravidão do demônio, sejais fiéis a Deus em tudo, servindo-O e amando-O como filhos queridos e esperando a eterna recompensa na Pátria do repouso eterno. Amém!

   

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


24 de março

O SANTO NOME DE SÃO JOSÉ

   Na Sagrada Escritura os nomes têm um sentido profundo e belo: traduzem a missão de quem o possui, Por exemplo: Abraão, Jacó, Pedro etc.

   O nome traduz uma missão, não é imposto arbitrariamente. Assim o filho de Jacó fora chamado José. José, diz a Escritura, filho que cresce, filho que cresce e de formoso aspecto.

   José, diz São Jerônimo, quer dizer acréscimo, aumento. Ora, a significação deste nome, comenta Santo Alberto Magno, convém àquele que pelas relações com Deus foi elevado acima de todos e pela união com Maria, Mãe de Deus, e pela paternidade adotiva de Jesus, cresceu, elevou-se mais que todos os mortais. O nome de José vem repetido muitas vezes no Evangelho. E tal repetição, observa ainda o Santo Doutor, indica um desígnio particular da Divina Providência. Deus quer esclarecer e evidenciar a justiça santíssima de São José, escrevendo seu nome muitas vezes no Evangelho, o Livro da Vida. Quer provar que aquele homem, escolhido para Esposo de Maria, não era desconhecido, e quer eternizar a memória do que foi considerado Pai do próprio Deus.

   São José, nome glorificado pelo Espírito Santo. Nome que veio do céu, nome bendito e inseparável dos santíssimos nomes de Jesus e Maria. O nome bendito de José, mil vezes pronunciado por Jesus e Maria na intimidade de trinta anos na casa de Nazaré; nome santificado nos lábios do próprio Deus e da Mãe de Deus; nome querido e cheio de bênçãos - não há de ser poderoso e cheio de eficácia, invocado em nossas necessidades e misérias da vida terrena? Depois do nome santíssimo de Jesus e do nome bendito  de Maria, nenhum nome é mais poderoso no céu e na terra.

   Santa Teresa d'Ávila afirmava: Nunca invoquei o nome de São José e deixei de ser atendida. É um nome poderoso para afastar as tentações, inspirar bons pensamentos, salvar-nos nos perigos e ajudar-nos na luta contra o pecado. Nunca o separemos dos nomes de Jesus e Maria.

EXEMPLO

Salva do perigo e convertida por São José

   A menina Allen, filha de um general americano, Ethan Allen, na idade de doze anos passeava tranquila às margens de um belo rio, quando vê, apavorada, um monstro a se levantar em meio das águas agitadas e avançar em direção a ela. O medo a reteve, pálida, sem poder fugir. Assim ficou, à espera da morte, quando um homem de alguma idade, com um manto grande, a tomou nos braços, carregou-a até a estrada e ali deixou-a, dizendo: "Foge, minha filha, depressa!"

   A menina volta a si, refaz-se do susto e corre a toda pressa. Volta-se de vez em quando, olha para trás, quer ver o desconhecido que a salvou e não mais o encontra. Em casa, diz à mãe o que se passou. Os criados foram à procura do benfeitor e ninguém pode informar o paradeiro do homem misterioso.

   Passaram-se treze anos. A menina Allen é moça, rica, prendada, e, nascida na heresia protestante, veio depois a cair na incredulidade. Lia obras perniciosas e imoralíssimas. Tornou-se livre-pensadora. Gabava-se de espírito forte. Todavia, o misterioso monstro e o mais ainda misterioso homem que a salvou nunca lhe saíam da lembrança. Os pais a matricularam numa escola de Irmãs, em Villemarie, a fim de aprender a língua francesa. Certo dia, uma das religiosas lhe pede um obséquio e era o de levar um vaso de flores à capela e deixá-lo sobre o altar do Santíssimo. Pediu-lhe que ao entrar no templo se ajoelhasse com todo respeito. A moça riu-se e tomou das mãos da Irmã o vaso, prometendo cumprir todas as recomendações. quando se aproxima da capela mor, onde se achava o altar com o Sacrário, sente que uma força misteriosa a obriga a cair de joelhos, e não pode mais dar um passo adiante. Era inútil todo esforço. Caiu de joelhos, sentiu lágrimas quentes a lhe correrem pelas faces. Um desejo de abandonar o pecado, voltar-se para Deus, mudar de vida. Não podia compreender tão súbita transformação de alma. 

   Levantou-se disposta a procurar um sacerdote e tornar-se cristã fervorosa.

   A assim o fez. Preparou-se para a abjuração do protestantismo e entregou-se ao serviço de Deus. Fez mais ainda: resolveu fazer-se religiosa para servir a Deus o resto da vida. Antes de entrar para o noviciado, foi visitar a capela do hospital na mesma cidade onde outrora o homem misterioso a salvou do monstro à beira do rio.

   Apenas entrou no pequenino templo, deu com um lindo quadro de São José. Não se conteve. Gritou alto: É ele! Ele, sim, é ele mesmo!

   Os que a acompanhavam não compreendiam. 
   - Sim, é o homem que me salvou do monstro! Compreendo agora tudo. O monstro era imagem da heresia da qual fui livre. Os braços de São José que me acolheram e me salvaram, a Congregação das Irmãs de São José que me vai receber!

   Em 1808 a piedosa jovem fez a profissão e como religiosa santa e zelosa concorreu para a conversão de inúmeros protestantes. 

   

sábado, 23 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


23 de março

SÃO JOSÉ E OS SANTOS

   A devoção a São José é uma escola de vida interior e de santidade. Não é José a criatura que mais aproveitou a vida de intimidade com Jesus e Maria, vida que é o encanto de todas as almas interiores? A sua devoção afervora, leva à Maria e ao Coração de Jesus.

   O maior dos santos é, pois, o mais querido e venerado dos próprios santos. Os santos Doutores celebram com panegíricos e comentários admiráveis as glórias de São José. Santo Agostinho mostrou a beleza e a excelência da união de José e Maria. São João Crisóstomo exalta os méritos daquele que mereceu se escolhido entre todos os homens para ser o Pai adotivo do Filho Unigênito de Deus. São Jerônimo defendeu com ardor, contra os hereges a perpétua virgindade de São José. São Bernardo fala com tanta ternura de São José como falou de Maria Santíssima. São Bernardino de Sena, que apóstolo e cantor magnífico das glórias e privilégios de São José! Santo Tomás de Aquino, defende muitos privilégios e glórias de São José. Que dizer de São Francisco de Sales, Santo Afonso, Santo Inácio de Loiola, etc.. 

   São José é verdadeiramente o santo da devoção dos santos. Por exemplo:

   Santa Madalena de Pazzi viu no céu a glória de São José e nunca deixou de o invocar, porque sabia quanto poder tem Ele junto de Deus. 
   Santo Inácio de Loiola, o fundador da Companhia de Jesus, bem revela, nos seus admiráveis Exercícios Espirituais, como era devoto de São José. É sob a inspiração de São José que se tornou tão hábil na arte divina de dirigir as almas.
   Santa Margarida de Cortona, desde a conversão, cada dia se recomendava ao Santo Pai adotivo de Jesus. Um dia lhe aparece Nosso Senhor dizendo: Margarida, quero que saibas, a tua devoção a José, meu Pai adotivo, muito me é agradável. Eis porque desejo que cada dia prestes algum tributo de louvor em honra dele. José me é muito caro e amado de meu coração. 

   São Luis de Gonzaga, o angélico moço, desde pequeno se consagrou a imitar a pureza de São José. Tinha para com ele uma devoção toda filial. O lírio de São José tocou aquela alma e a encheu de suave perfume da virtude dos anjos. 
  
   Sano Afonso Maria de Ligório nunca separou em suas orações os nomes santíssimos de Jesus, Maria e José. Escreveu páginas tocantes sobre as grandezas e o poder de São José.

   O Santo Cura d'Ars  se fez um perfeito imitador de São José, trabalhando em silêncio sob os olhares de Jesus e Maria. Imitou e pregou a devoção a São José. 

   Afinal, não haverá um só predestinado, um herói da santidade que não tenha invocado e procurado imitar a São José no amor e dedicação no serviço de Jesus e Maria. 


EXEMPLO

São José e os estudantes

   Num seminário da França um clérigo dotado de ótimas qualidades, piedoso e aplicado aos estudos, sentia dificuldades no estudo do latim. Estava para ser dispensado pelos superiores, que, verdadeiramente tristes, viam a impossibilidade do pobre moço em dar conta dos estudos eclesiásticos. 

   O piedoso clérigo não desanimava. Uma grande confiança na proteção de São José o levou a se prostrar, banhado em lágrimas, ante o altar do santo. Não podia se conformar com ver todo o seu sublime ideal desfeito.

   - Ó meu São José, valei-me! Se chegar ao sacerdócio, serei apóstolo do vosso culto.

   A prece foi ouvida. No dia seguinte tudo se esclarece. Percebe as lições com clareza e segue as aulas com proveito. Os mestres e colegas se admiram de tão súbita mudança. O clérigo, de último, vem a ser dos primeiros nas classes. Ordenou-se sacerdote, foi mais tarde professor de Teologia no seminário, Vigário Geral da Diocese e cumpriu generosamente a promessa: foi um grande apóstolo do culto de São José. 

   São João Berchmans também foi um dos mais perfeitos modelos de devoção a São José. quando estudava filosofia, ao chegar ao exame dizia: "O patrono deste exame será meu São José. Se for feliz, hei de rezar três terços em sua honra". "Percorrerei meus cadernos e, se puder percorrer todos e gravá-los bem na memória, farei uma devoção especial a São José". E todo exame colocado sob a proteção do Santo Esposo de Maria era brilhante e feliz. São João Berchmans teve a honra de defender em público, com nota de distinção com louvor, uma série de teses filosóficas. 

   O angélico moço da Companhia de Jesus se santificou na escola da humildade e pureza de São José.

   São José é tão simples e humilde que ninguém tem receio de se aproximar dele e fazê-mo-lo sempre com toda confiança por estar ele tão unido a Jesus e a Maria! Aí conseguimos tudo, tudo mesmo!!!