SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sábado, 16 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


16 de março

SÃO JOSÉ E A FAMÍLIA

    O Verbo Encarnado quis viver no seio de uma família para dar exemplo e regenerar a família humana. Um Pai, São José; Mãe, a Virgem Maria, e um Filho - o próprio Filho do Eterno Pai, Deus Humanado - Jesus Cristo!

    E Jesus, que pregou durante três anos apenas, quis permanecer oculto, obediente na vida de família trinta anos completos! Deus quis dar ao gênero humano um só tronco, uma só origem comum para a propagação da espécie humana. Quis também um tronco único para a propagação da graça restauradora. A família do paraíso pecou e trouxe a ruína do gênero humano. A família santa de Nazaré trouxe a salvação e a graça ao mundo. Que glória a do Santo Patriarca! Chefe da Sagrada Família! No seio desta família a mais singular, inefável e santa da terra, foi O Santo Patriarca o Chefe obedecido e amado. E o céu lhe reconhece o direito sagrado de Chefe. Pois, a ele se dirige o anjo para revelar o segredo do mistério da Encarnação e que não teme receber Maria como esposa; à ele fala o anjo da perseguição de Herodes e ordena a fuga para o Egito. Assim o próprio Deus trata a José sempre como Chefe da Família Sagrada. Jesus lhe foi sempre obediente, embora São José fosse Pai Adotivo.


EXEMPLO

A imagem de São José 

   Dois pedreiros se entregavam ao duro trabalho de abrir os alicerces de uma nova casa entre as ruínas de velho edifício, cujos entulhos afastavam.

   De repente um deles encontra, em meio de um entulho de pedras e madeiras, uma bela imagem de São José.

   - Então você achou aí um santo? Vai ficar devoto e carola, companheiro? diz o amigo, a zombar. 

   E propôs se quebrasse a imagem e a enterrassem ali mesmo.

   - Não, isso não faço! Vou guardá-la. Eu não sou devoto. De há muito nem piso mesmo na igreja. Entretanto, respeito as coisas de Deus. Quebrar esta imagem me parece que há de atrair muita desgraça sobre nós. Não acha?

   - Pode ser... então você levará o santo!

   Passaram-se alguns anos. O velho pedreiro caiu gravemente enfermo. Lá estava em sua casa de pobre, em uma mesinha tosca, a imagem de São José, sempre com flores. Uma netinha de treze anos, menina piedosa e aluna do catecismo paroquial, ao ver o estado gravíssimo do avô, ousou falar-lhe:

   - Vovô, não quer o senhor, a visita do nosso padre da paróquia?
   - Não, minha filhinha, eu não estou para morrer...
   Diversas vezes o mesmo pedido da netinha e a mesma resposta: - Não estou para morrer... Não quero o padre...

  A menina se pôs a rezar a São José com fervor. Desejava tanto a conversão do avô! Numa das noites de insônia e de terríveis sofrimentos, o velho pedreiro recordou a cena do encontro da velha imagem de São José. E passou a noite a pensar naquilo. Pela manhã chamou a netinha:
   - Maria, eu quero... a minha imagem de São José... Quero falar com meu São José. 
   
   A menina chorou: Coitadinho do vovô! Já está delirando!...
   Trouxe-lhe a estátua. O velho a contemplou durante algum tempo em silêncio. Examinou-a e São José lhe parecia tão belo, radiante, e o comovia profundamente. Chorou muito. Sentia-se abalado nas profundezas da alma.

   - Minha netinha, eu quero um padre...
   - Quer falar ao nosso padre, não é, vovô?
   - Falar só?! Não, minha filhinha, quero confessar-me. 

   A pequena saiu como flecha rumo à casa paroquial. Dentro em breve lá estava o bom pároco, e o velho pedreiro se confessou, banhado em lágrimas. Recebeu a Extrema Unção e o Viático. Depois mandou chamar os filhos e netos e os antigos companheiros, e lhes disse comovido, ofegante e entre lágrimas:
   - Não façam vocês como eu! Vão à missa cada domingo e cumpram os deveres religiosos; sejam fiéis à religião. E se vocês algum dia encontrarem alguma imagem de São José, não a quebrem! Guardem bem a imagem de São José. Ela lhes há de trazer felicidade. Desde que encontrei meu São José, fui sempre feliz!
    E pouco tempo depois expirou abraçado à imagem de São José. 

sexta-feira, 15 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


15 de março

O PATROCÍNIO DE SÃO JOSÉ

   O senhor o fez dono da sua casa e príncipe de suas possessões: É assim que nos referimos a São José nas orações litúrgicas. José é verdadeiramente o senhor de tudo quanto pertence a Jesus e Maria. Tem, pois, o direito de posse sobre a Igreja, obra grandiosa e admirável do Redentor. Jesus é o Fundador e Cabeça da Igreja. São José não foi chamado Pai, não foi o protetor e o sustentáculo de Jesus na terra? Ao direito de posse segue o poder de São José. É incontestavelmente o poder do Santo Patriarca no céu e na terra. E a aclamação popular também confere a São José o direito de Protetor da Igreja Universal. Esta aclamação começou no século XII, foi crescendo de século em século até àquela súplica de todo o orbe católico a Roma pedindo fervorosamente a proclamação solene do Santo Patriarca como PADROEIRO DE TODA A IGREJA.  E o Papa Pio IX em 08 de dezembro de 1870 fez a solene Declaração. 

   Em todas as basílicas de Roma os sinos anunciaram a glória de São José naquele momento soleníssimo. E em todo orbe católico uma onda de alegria invadiu os corações dos devotos de São José. Desde então a Igreja nunca deixou de recorrer ao seu Pai e Protetor em todas as horas mais difíceis que atravessou e atravessa nestes tristes dias. 


EXEMPLO

São José e o fundador das Escolas Cristãs

   São João Batista de La Salle,  o fundador dos Irmãos das Escolas Cristãs, se distinguiu por uma grande devoção a São José. Recomendava encarecidamente aos seus filhos espirituais que nunca deixassem de homenagear a São José, cada dia em todas as casas do Instituto por ele fundado. Haviam de recitar quotidianamente, com fervor, as ladainhas de São José. Na última enfermidade o santo fundador, preso ao leito de dores, sentia uma grande tristeza por ver que se aproximava a festa do seu Santo Patrono e não poderia celebrar a santa missa. Desejava tanto esta graça, mas não ousava pedi-la, com receio de faltar à perfeita conformidade com a vontade de Deus na doença. Todavia no dia 18 de março, pelas dez horas da noite, sentiu de repente que lhe voltavam as forças. Imaginou ser uma ilusão, um sonho, e não o disse a ninguém. No dia seguinte, grande festa do Santo Patriarca, sentiu as mesmas boas disposições da véspera. Experimentou levantar-se, e o fez com facilidade e rapidez. No auge da alegria preparou-se com todo fervor para a santa missa e a celebrou com um recolhimento e uma piedade impressionantes. Julgaram todos os Irmãos que São José lhe havia restituído a completa saúde. Depois de haver celebrado o santo sacrifício como um homem robusto e sadio, e dado fervorosa ação de graças, sentiu-se desfalecer.

   Todos os sintomas da moléstia reapareceram. A graça estava alcançada. A última santa missa celebrada fora no dia 19 de março. Pouco dias depois o santo expirou, juntando piedosamente as mãos e lançando um olhar cheio de amor e de confiança à imagem de São José. 

quinta-feira, 14 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


14 de março

O PODER DE SÃO JOSÉ

   É a opinião de Santo Tomás de Aquino que São José nos pode ver e valer em todos os negócios e necessidades . 

   "Invocamos os santos, diz São Francisco de Sales, para algumas necessidades particulares, como se as graças e os dons dos milagres fossem divididos por cada um, em proporções limitadas. São José, porém, tem o remédio para todas as necessidades do corpo e da alma no crédito que possui junto de Nosso Senhor".

   Santa Teresa d'Ávila e Santo Afonso dizem o mesmo. Aos outros santos recorremos em uma ou outra de nossas necessidades. O poder de São José, porém, se estende a todas, não tem limites.

   É fácil compreendê-lo: A intercessão de São José junto de Deus e de Maria é a de um Pai e Esposo sempre obedecido. Com que segurança e com que autoridade não pede Ele pelos seus devotos!

   São Bernardino de Sena assim fala: "Não podemos duvidar que Jesus Cristo conserva sempre no céu para com São José a ternura e respeito que lhe testemunhou outrora na terra, isto é, ternura e respeito de Filho. Bem longe de ser diminuída, esta piedade filial vai crescendo sempre".

   "Notem-se, acrescenta Santo Afonso, as palavras ternura e respeito; elas significam que este Soberano Senhor que se dignou venerar a São José cá no mundo como a seu Pai, não lhe nega coisa alguma daquilo que ele lhe pede". A experiência faz dizer a Santa Teresa d'Ávila: "Conheço por longa experiência o poder que São José goza junto de Deus; quisera persuadir a todo o mundo a honrá-lo com uma devoção particular. Notei sempre pessoas que progrediam na virtude, porque lhe tinham verdadeira devoção. Contento-me com pedir, por amor de Deus, àqueles que não quiserem acreditar em mim, que façam disto experiência".

   São José possui uma caridade capaz de amar a Deus com um amor paternal e abraçar, com o mesmo paternal amor, a Igreja e cada um de nós, e isto com a irresistível influência que tão grande amor lhe dá.


EXEMPLO

Salvo e convertido por São José

   Em Colônia, Alemanha, uma esposa, verdadeiramente cristã e devota de São José, tinha profunda mágoa ao ver a indiferença religiosa e, às vezes, a impiedade do marido. Era ele homem que na infância havia recebido uma educação cristã de mãe piedosa, e depois os amigos ímpios e as lutas e negócios o afastaram completamente da Igreja e de todas as práticas da religião. Quando quis se casar, fingiu algum sentimento religioso e conseguiu desposar uma prendada jovem, que se distinguia por sua angelical piedade. Pouco dias após o matrimônio, tirou a máscara e revelou-se o ímpio que era. Ridicularizava as orações da esposa, impedia-a muita vez de frequentar os sacramentos e zombava das coisas e pessoas sagradas. No dia 1 de março, aniversário natalício da esposa, trouxe-lhe um rico presente. Ao agradecer, disse ela com receio e voz trêmula:
   - Meu querido, eu seria muito mais feliz com outro presente...
   - Que presente?!...
   - A tua alma... a tua pobre alma... e desatou a chorar.
   Em vão procura o esposo consolá-la.
   - Pois bem, diz ele, pede-me o que quiseres; eu prometo fazer tudo, para que não chores mais neste dia tão belo.
   - Então vem comigo, hoje, até à matriz e assistiremos juntos ao sermão e à bênção do Santíssimo  na novena de São José.
   - Pois, se é apenas isso, vamos! Enxuga essas lágrimas.

   A igreja estava repleta. O padre falou sobre São José. Não era bom orador, mas sabia doutrinar. Pediu aos ouvintes que invocassem a São José com toda confiança, sobretudo nos perigos.
   Ao saírem da matriz, diz a esposa: "Meu querido, eu te peço uma coisa e me hás de prometer cumpri-la. Nada mais fácil. Bem sei que não crês, mas em todos os perigos em que te achares reza esta jaculatória: São José, rogai a Deus por mim! Só isto... prometes-me?" "Nada mais fácil. Pois não. A promessa há ser fielmente cumprida".

   Passaram-se meses. Numa tarde viajava o moço, quando um horroroso desastre no trem lhe faz lembrar a promessa feita. Um choque tremendo e a locomotiva se precipita violentamente contra uma montanha de pedra. O sinal de alarme soou e o moço lembrou-se do prometido. Gritou logo: "São José, rogai a Jesus por mim! Valei-me, São José!"
   Não se sabe como ele saiu ileso, sem um ferimento, em face de um montão de ruínas e de cadáveres. Jaziam por terra os vagões em pedaços, e sete amigos, seus companheiros de viajem, estavam mortos e completamente mutilados. Não pôde conter as lágrimas e, profundamente reconhecido, agradeceu a São José tamanho favor. Voltou à casa transformado. Converteu-se, tornou-se um católico modelar e fervoroso. E cada ano, no mês de março, preparava em casa um altar e o adornava de flores, e diante da imagem do santo querido ardiam sempre velas e se faziam fervorosas preces.
   
   "São José, dizia ele, me salvou e me converteu! Salvou minha vida e converteu minha pobre alma!"

   

quarta-feira, 13 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


13 de março

HUMILDADE DE SÃO JOSÉ

   Tudo nos fala da humildade de São José nas páginas do Evangelho. Maria foi tão pequenina e simples, tão silenciosa e oculta! O anjo a louva: cheia de graça, e anuncia-lhe a Encarnação do Verbo e Ela responde: Ecce ancilla Domini - Eis aqui a escrava do Senhor. E no entanto mais do que as rainhas todas da terra, bendita entre as mulheres, era a Mãe do próprio Deus! Que humildade profunda a de Nossa Senhora! Tal foi também a humildade de São José. Sempre na penumbra, no silêncio, foi uma sombra do Pai Eterno no mistério da Encarnação. João Batista e os Apóstolos tinham por missão sublime revelar Jesus ao mundo, pregar o Verbo Encarnado. José devia ocultá-lo, desde a Anunciação até os últimos dias da vida de Nazaré. O Divino Espírito Santo cercou toda a vida do Santo Patriarca de silêncio e de humildade. Era nobre, da família de Davi, descendente de Salomão, o mais rico e poderoso dos reis da terra. E, no entanto, nos dias de vida de José, a família ilustre e real a que pertencia havia decaído e estava na obscuridade. quem reconheceria naquele carpinteiro humilde um homem de sangue real, da casa gloriosa de Davi?

   A riqueza é outra fonte de orgulho. E poderia ter sido rico São José. Deus o fez bem pobre para receber o Rei dos reis, o Senhor dos senhores que se fez pobre por nosso amor. Sofreu as privações duras da pobreza, do exílio, da miséria. Viu o Filho de Deus nascer numa estrebaria!

   As honras trazem também consigo o orgulho da vida. José não recebeu sequer uma só homenagem dos homens. Até ao se referirem a Jesus, que fazia prodígios e falava a ponto de arrebatar as turbas, perguntavam todos, verdadeiramente surpreendidos: Não é Ele o Filho do carpinteiro? Era como se dissesse: Não é o Filho de José, aquele pobre operário? Na visita dos Magos a Belém, na Apresentação do Templo, no encontro de Jesus no Templo entre os doutores, louvam, glorificam, admiram todos o Deus-Menino. José passa ignorado e silencioso. Sempre a desempenhar a missão original de sombra do Verbo Encarnado. Nada brilha, tudo é humildade e silêncio em torno de José. 
   Houve santo mais humilde? 


EXEMPLO

A mensagem de São José

   Num dos quarteirões de Paris residia uma família dotada de alguma fortuna. Um casal e a filha, chamada Josefina. Viviam felizes, em prosperidade de negócios. Nada lhes faltava. Imprevidentes, gastavam quanto iam recebendo, sem economias para o futuro e sem cuidado na aplicação das rendas. Um dia, caiu enfermo o chefe da casa e maus negócios os levaram rapidamente a uma extrema miséria. Deixaram o palacete confortável, obrigados pelos credores, e foram morar em pobre mansarda, num dos subúrbios longínquos da grande cidade. Os pobres velhos choravam, abatidos e desanimados. Josefina, porém, não perdia a calma e o sorriso habituais. Era boa costureira e bordava com perfeição. Procurava trabalho e dia e noite não descansava. Saía cada tarde a entregar as peças e com o dinheiro recebido comprava sempre o necessário para a casa. Muita vez, pobrezinha!, voltava de mãos vazias. Passavam algum dia sem alimento suficiente. Resolve procurar uma colocação, onde possa contar com ordenado certo cada mês e com trabalho extraordinário e noturno, para dar algum conforto aos pais. Entregou a sua causa a São José. O tempo vai passando. Sempre aquela vida atribulada e incerta, semeada de lágrimas, não raro de alguma fome.

   Aproximava-se a festa do Patrocínio de São José. A moça piedosa e devotíssima do Padroeiro de todas as necessidades teve uma ideia original. Entra no quarto pobre, toma uma folha de papel e escreve uma carta a São José pedindo um emprego, um meio de ganhar a vida e sair daquela situação embaraçosa. Ingenuamente assina: Josefina de tal, residente em tal rua - Bairro de Paris - costura, borda com perfeição.

   Dobra o escrito, amarra-o com uma fitinha, vai a uma gaiola onde trazia presa uma linda pomba, dependura-lhe o bilhete sob uma das asa e solta-a, dizendo: Vai, pombinha querida, vai para onde São José te mandar e hoje mesmo venha a resposta do céu! Era um gesto de ingênua e doce confiança no Patrono das causas mais desesperadas. E, depois, Josefina sentiu-se feliz e tranquila. Não invocara São José em vão. Poucas horas depois, um carro pára defronte da porta da humilde mansarda.

   Um senhor bem trajado e ainda moço pergunta:
   - Mora aqui a senhorita Josefina de tal?
   - Sim, responde a jovem, sou eu mesma.
   - Escreveu, a senhorita, este bilhete?
   - Sim, e como o foi encontrar?
   - Sob as asas de um pobre pomba que entrou em meu escritório e de lá não queria sair. Observei que ela trazia este bilhete; li-o, e aqui estou. Sou devoto de São José. Resolvi abrir esta semana uma fábrica de roupas brancas e bordados. Faltava-me, porém, alguém para ensinar e dirigir as primeiras operárias. Pedi a São José que ma arranjasse. Providencialmente, entra-me a pombinha pelo escritório a dentro, encontro este bilhete e venho a saber que, aqui, a senhorita Josefina e seus pais sofrem privações. Permita-me, senhorita, que lhe ofereça já uma quantia para solver os compromissos de que fala no bilhete, e quero desde já contratá-la para dirigir minha oficina.

   Os velhos pais choraram de alegria e da mais profunda gratidão.
   _ Como São José é bom! disseram todos juntos.

   Em breve, Josefina estava à frente das oficinas vastas, no centro de Paris.

   O patrão se pôs a observá-la e notou ser, a jovem, de fina educação, bondosa, modesta, rica de prendas. 

   E de uma simpatia mútua chegaram ao noivado e ao casamento. Os negócios prosperaram. Voltaram os bons tempos de outrora. No lugar de honra do salão principal do palacete, foi colocada uma bela estátua de São José. E aos pés da imagem uma pombinha branca embalsamada, e em letras douradas no pedestal: "A MENSAGEIRA DE SÃO JOSÉ".

terça-feira, 12 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


12  de março

VIRGINDADE DE SÃO JOSÉ

  ESPOSO DA VIRGEM DAS VIRGENS: O Esposo da Virgem das virgens e o Pai adotivo do Rei das virgens, o homem cuja missão foi mais bela que a dos anjos e o fez superior aos espíritos angélicos, como não seria virgem? Em vão a impiedade, a heresia e uma falsa tradição de alguns evangelhos apócrifos, procuram negar a virgindade perpétua de São José. A tradição teológica reprova estes erros e afirma com unanimidade impressionante o admirável privilégio do Santo Patriarca. É uma verdade teologicamente certa, da qual não é lícito nem  sequer duvidar. É um dogma de fé que Jesus nasceu de Maria Virgem por obra e graça do Espírito Santo. José foi virgem para ser Esposo predestinado da Virgem Mãe. Os Padres mais antigos da Igreja defendem com ardor a virgindade de São José. São Justino e Orígenes. "É certo, diz Santo Atanásio, que José e Maria guardavam perpétua continência".  E São Jerônimo, combatendo o herege Helvídio que negava a virgindade de Maria, diz: "Dizes que Maria não permaneceu virgem. Pois eu afirmo ainda mais: por Maria foi virgem também São José". E Santo Agostinho diz: "Guarda, ó José, com Maria a comum virgindade, para que sejas Pai de Cristo pela castidade e honra da virgindade". 

 
 Jesus Cristo, amante das almas puras, nascido de uma Virgem que teve para lhe preparar os caminhos o Precursor virgem: São João Batista. O discípulo predileto foi virgem: São João Evangelista; Jesus, que amava a inocência das criancinhas, para esposo de sua Mãe Puríssima e Pai adotivo não havia de escolher um homem revestido da pureza dos anjos? A virgindade de São José foi inviolável, antes e depois do mistério da Encarnação. É doutrina certa, diz o Cardeal Lepicier, e a opinião contrária é inteiramente errônea, falsa e ofende aos ouvidos pios. 


 São José fez o voto de castidade, consagrou-se a Deus. Maria consagrou a Deus a sua virgindade e ao anjo responde não ser possível a sua Maternidade. Só se tranquiliza e diz sim, quando o Enviado Celeste lhe garante que havia de conceber pela virtude do Espírito Santo e seria Mãe permanecendo virgem. Ora, diz o Padre Cantera, a prudência exigia da parte de Maria Santíssima que se não unisse em matrimônio a um homem cujos propósitos ignorava e de cuja finalidade e pureza não tivesse sólidas garantias. Dado o amor de Maria pela virgindade a tal ponto, segundo muitos autores, que a preferia à própria Maternidade Divina, não teria aceito como esposo quem, como Ela, não estivesse obrigado pelo mesmo voto. Por revelação ou por outros meios, Nossa Senhora sabia dos propósitos de São José. Assim pensam Santo Tomás de Aquino e todos os teólogos. Por ser esposo de Maria, foi virgem São José. Se o Salvador, escreve Santo Tomás, na cruz antes de expirar quis recomendar sua Mãe virgem a um discípulo virgem, como poderia suportar que o Esposo de Maria não fosse virgem também? José foi a sombra do Pai Eterno.. Era mister pois uma virgindade excelsa, mais que angélica, para merecer tão grande honra. O mistério da Encarnação o exige. Tudo, em torno dele, há de ser puro e santo. O Pai Adotivo do Rei das virgens havia de ser virgem. O título de Pai de Jesus, merecido por São José, supõe a virgindade perpétua e eminente do Santo Patriarca. "Creio, diz São Bernardino de Sena, que José foi puríssimo em virgindade, profundíssimo em humildade, ardentíssimo no amor de Deus, altíssimo na contemplação, solícito esposo da Virgem"

   Caríssimos e amados leitores, hoje, em que o mundo se chafurda na lama da impureza e o escândalo arrebata as almas e campeia desenfreado, oh! como devemos recorrer a São José, imitar a São José e lhe suplicarmos de todo coração a graça da pureza! 

EXEMPLO

São José protege os neo-comungantes

   O diretor de um colégio resolveu preparar seus alunos neo-comungantes com uma fervorosa novena a São José. Reuniu todos os alunos e lhes falou: "Meus filhos, vamos nos preparar para um grande dia neste colégio: o da primeira comunhão. Recorramos a São José e lhe peçamos, numa fervorosa novena, a graça de evitarmos que os nossos neo-comungantes cometam um sacrilégio e que, entre eles, não apareça um Judas". No último dia da novena, véspera da primeira comunhão, um menino veio procurar um sacerdote confessor e, chorando, lhe disse:
   - Meu bom padre, não pude dormir esta noite. Parecia-me ver São José a cada instante e uma voz me repetia: "Vai te confessar, porque tua alma está cheia de pecados. Queres morrer como Judas? Confessa teus pecados de impureza, que ocultaste nas confissões!" Aqui estou, meu padre, e quero reparar os enormes sacrilégios que cometi. São José me salvou!"
   Confessou-se, arrependido sinceramente, e tornou-se um modelo de piedade no colégio. Teve, inclusive, a humildade de revelar para todos que havia feito confissões mal feitas por ocultar os pecados contra a santa pureza.
   A primeira comunhão assim preparada sob a proteção e bênçãos de São José, foi edificante e consoladora. 

segunda-feira, 11 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


11 de março

AS VIRTUDES DE SÃO JOSÉ

   FÉ E ESPERANÇA; José, diz o Evangelho, foi justo, ou homem adornado de todas as virtudes, como o interpretam os Santos Padres.

   Depois de Maria, foi a criatura mais perfeita e mais santa. Todas as virtudes resplandeceram fulgurantes na alma do Castíssimo Esposo da Mãe de Deus.  Vejamos as virtudes teologais.

   A , a esperança e a caridade. A fé, diz o Concílio de Trento, é a raiz de toda justificação, pois o Apóstolo afirma que sem ela não é possível agradar a Deus. É um dom do céu, uma virtude sobrenatural. 

   Toda vida interior tem sua base sólida na fé. O justo vive da fé, diz São Paulo.

   Se isto se diz de qualquer justo, quanto mais daquele que mereceu ser chamado justo pelo Espírito Santo!

   Ninguém, depois de Maria, possuiu uma fé mais viva e em mais alto grau. Na perplexidade de abandonar a Esposa, na dúvida terrível que o assalta, basta a palavra do anjo para o tranquilizar. Ele crê, fez como lhe mandou o anjo e recebeu Maria. No presépio de Belém vê nascer, em extrema pobreza, a Jesus. É possível que o próprio Deus seja aquela Criança, pequenina, a tiritar de frio numa estrebaria? José, em silêncio, crê e adora.

   O anjo lhe aparece e ordena que fuja para o Egito. E José crê e obedece. Foge. Sempre fiel ao divino Redentor, reparando as ofensas dos que não creem. José acreditou que sua Esposa Virgem seria Mãe de Deus, e viveu não só na presença de Deus, mas na companhia íntima de Pai com filho, sendo seu Filho o próprio Deus!. Que esperança firme a do Santo Patriarca!. Não hesita. Confia sempre na Providência, trabalha, sofre, luta toda a vida cheio de esperança na eternidade. A esperança de José era sólida. Não duvidou um instante. Deus o cumulou de felicidade e glória.

A CARIDADE: Caridade, isto é, amor. Quem amou a Deus entre as criaturas todas, depois de Maria, mais ardentemente que São José? Ele é mais abrasado que os Serafins. Quem viveu mais na intimidade do Coração de Jesus entre os santos? Os dois discípulos de Emaús, comenta Santo Afonso, sentiam-se abrasados de amor divino nos poucos momentos que acompanharam o Salvador e ouviram a sua palavra: Não é verdade, diziam eles entre si, que nosso coração ardia dentro de nós, enquanto Ele nos falava pelo caminho? Que devemos nós pensar das chamas de santa caridade que se desenvolveram no coração de São José, durante os trinta anos que Ele passou na companhia do Filho de Deus, escutando os planos de vida eterna que saíam da sua boca, observando os exemplos perfeitos da humildade, paciência e obediência que Ele dava, mostrando-se tão pronto em ajudá-lo em seus trabalhos e servi-lo em tudo na casa. Ó santa intimidade de amor mais abrasado que o dos Serafins!

   Nenhum espírito celeste, diz São Cipriano, teve a ousadia de chamar a Deus: Meu Filho! Simeão, exultou de alegria porque viu e tomou nos braços um instante o Salvador do mundo! Que diremos da honra, do amor e da felicidade de São José por viver na intimidade de Pai com Jesus? João, o discípulo amado, teve a honra de recostar a cabeça sobre o peito de Jesus e se abrasou de amor. Foi o Apóstolo da caridade. É José? O próprio Deus, o Rei dos Serafins recostou-se e adormeceu sobre o coração de seu Pai Adotivo!


 EXEMPLO

Um pai consolado pelo anjo

   Um homem devotíssimo do Santo Patriarca tinha o costume de celebrar, cada ano, a festa de 19 de março com todo fervor possível, Tinha três filhos. Um deles morreu no dia mesmo da grande festa,  enquanto se celebravam as solenidades. No ano seguinte, no mesmo dia, morre o segundo filho.  Duas mortes em duas festas de São José! O pai, aflito, não podia compreender o mistério. Havia rezado tanto ao querido Pai e Protetor! No terceiro ano chegou a ter medo de celebrar a festa de São José. Ficava-lhe ainda um filho e receava perdê-lo no grande dia. Seja por medo ou para dissipar as mágoas, resolveu fazer uma viagem. Enquanto caminhava por uma estrada deserta, pensativo e triste, levanta os olhos e, diante de um horrendo quadro, vê dois moços enforcados, pendentes de uma árvore. Um anjo lhe aparece e diz: Estás vendo estes dois moços? Pois teus dois filhos teriam acabado como eles, no forca,. se tivessem vivido. No entanto, como eras devoto de São José, obteve o Santo Esposo de Maria que morressem na infância para os livrar do pecado e do inferno, após esta triste sorte que lhes estaria reservada. Volta e celebra a festa de São José sem temor. O filho que te resta será um dia sacerdote, bispo e dará muita glória a Deus. 
   O piedoso homem volta para a sua cidade e ainda celebra com mais fervor a festa de São José, aquela vez. 
   E tudo aconteceu como havia dito o anjo. O menino cresceu, foi mais tarde ótimo sacerdote, bispo, e faleceu santamente após um longo episcopado fecundo em boas obras. 

domingo, 10 de março de 2019

HOMILIA DOMINICAL - 1º Domingo da Quaresma - com explicação do Evangelho

   Leituras: Leitura da 2ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 6, 1-10
                   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus  4, 1-11:
 "Naquele tempo, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio. Depois de haver jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome. E chegando-se, o tentador disse-Lhe: Se és o Filho de Deus, ordena que estas pedras se convertam em pães. Ao que Jesus respondeu, dizendo: Está escrito: Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Então o demônio O levou à cidade santa, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: Se és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo. Porque está escrito: Aos seus Anjos ordenou acerca de ti, e nas mãos te tomarão, para que com teu pé jamais tropeces em alguma pedra. E Jesus disse-lhe: Também está escrito: Não tentarás ao Senhor, teu Deus. De novo, levou-O o demônio a um monte muito alto e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo com seu esplendor, dizendo-Lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, satanás, porque está escrito: Adorarás ao Senhor, teu Deus, e só a Ele servirás. Então O deixou o demônio; e eis que os Anjos se chegaram e O serviam". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Em primeiro lugar, vamos dar a explicação de alguns tópicos e palavras deste santo Evangelho.

     ... Foi Jesus levado pelo Espírito: A Santa Igreja sempre entendeu que aqui se trata do Espírito Santo.
   ...Para ser tentado pelo demônio: Jesus consente em ser tentado para nos ensinar como devemos vencer as tentações. Ele que era a santidade por excelência sofreu os assaltos da tentação; por isso ninguém se admire de passar pelas mesmas provações. - Satanás não sabia ao certo se Jesus era o Filho de Deus feito homem, e desejava sabê-lo, porque via nele um homem de virtudes extraordinárias.
   As três tentações de Jesus são como um resumo de todas as que nos podem assaltar. Submeteu-se a elas para nos advertir de que nunca estaremos livres de incitações para o mal. Compete-nos, a seu exemplo, repeli-las energicamente. Parece que nos atormentam com maior violência quando vamos realizar obras boas: Jesus ia iniciar seu ministério. 
   ...Depois de jejuar: A oração e o jejum não nos isentam das tentações, mas são os meios de que devemos usar para vencê-las. Nosso Senhor quer iniciar a sua vida pública com uma penitência extraordinária, e ao mesmo tempo nos insinua que o jejum é necessário para mortificar a carne e vencer as tentações.
   ...Não só de pão..: Deut. 8, 3. Primeira tentação: O demônio tenta Jesus a fazer um milagre em seu próprio benefício e para satisfazer as reclamações do corpo. Exatamente o inverso de sua missão divina que era beneficiar os outros e dar-lhes o alimento espiritual de sua doutrina. São as tentações de egoísmo (tudo para si) e de sensualidade (acima de tudo satisfazer o corpo). 
   ...Aos seu Anjos ordenou... etc: O demônio para tentar a Jesus, cita a Bíblia como Lutero e seus discípulos fá-lo-ão a partir do século XVI, isto é, com uma interpretação errônea, e pela metade, ou seja, evitando o que lhes era contrário. É o Salmo 91, 11 e 12. Mas no versículo seguinte (13) está escrito a respeito do Messias: "Pisarás o leão e o áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente (dragão). Sabemos pela Bíblia que este leão que está em torno de nós rugindo e procurando nos devorar é o demônio. Também o demônio é chamado na Bíblia de serpente e dragão. Por isso o demônio não citou o versículo 13. Não lhe convinha! Assim fazem as seitas. Traduzem mal, interpretam pior e, o que é péssimo, suprimem o que não lhes convém.  
   Salmo 91 (segundo a Vulgata é o 90) é um texto em que Deus promete ao Justo (Messias) e aos justos que seguem a Jesus, sua proteção quando se encontrarem em dificuldades no cumprimento do dever. Mas não significa que a pessoa se possa expor presunçosamente e sem necessidade.
   É a segunda tentação: O tentador quer induzir Jesus a ostentar vaidosamente diante dos homens seu poder sobrenatural e a proteção que Deus lhe dispensa. São as tentações de orgulho e presunção. Sabendo que Jesus não se lançaria abaixo, o demônio pretendia acusá-lo de falta de confiança em Deus. Jesus suprime esta acusação dizendo que uma coisa é confiar e outra tentar. E Jesus cita também a Bíblia: "Não tentarás aos Senhor, teu Deus" (Deut. 6, 16). Tentar a Deus é expôr-se ao perigo, a grandes tentações, sem necessidade, e depois pedir um milagre para não sucumbir. - Deus protege no perigo, mas nem por isso devemos expor-nos temerariamente, porque diz o Espírito Santo, quem ama o perigo nele perecerá. 
   ...Mostrou-Lhe todos os reinos do mundo...: Esta promessa do demônio era mentira, mas, se ele pudesse, de fato, dispor de todos os reinos da terra, de todas as suas riquezas e vaidades, tudo isto daria ele por uma só alma, porque um só alma vale mais do que o universo inteiro. 
   Esta foi a terceira tentação: Trocar Deus pelas riquezas e pelas glórias do mundo, colocando nelas a nossa felicidade, ou antes, escravizando-nos a elas. 
    Caríssimos, em segundo lugar e para finalizar, quero explicar a gênese da tentação. Três coisas devemos distinguir na tentação: a sugestão, a deleitação e o consentimento. A sugestão não é um pecado, porque não depende da nossa vontade. A simples deleitação, quando involuntária, também não é pecado. Só o consentimento é sempre criminoso, porque depende exclusivamente de nós o aceitar ou não aceitar a sugestão do pecado. 
   O procedimento do Salvador nos mostra como devemos resistir ao demônio, fortalecidos pela fé. A leitura e a meditação do Evangelho concorrem muito para isso. De cada vez, Jesus repele o tentador com uma palavra da Escritura, como insinuando-nos que o texto sagrado é um arsenal, onde encontramos armas excelentes para os dias da tentação. 
    Depois das tentações os Anjos serviram a refeição a Jesus: É a imagem do festim que Deus serve à alma vitoriosa. O momento que se segue à vitória é o mais delicioso de todos os momentos.
    Caríssimos, terminemos com esta oração de Santo Agostinho: "Senhor, Pai e Deus, vida pela qual todos vivem e sem a qual tudo se deve considerar morto, não me abandoneis ao pensamento maligno e à soberba dos meus olhos; afastai de mim a concupiscência, e não permitais que seja vítima dum ânimo irreverente e insensato; mas tomai posse do meu coração afim de que pense sempre em Vós... Agora, ó Redentor, eu Vos suplico, ajudai-me a fim de que não caia em frente dos meus adversários, preso nos laços que armam a meus pés, para derrubar a minha alma; mas salvai-me, força da minha salvação, para não ser motivo de escárnio para os Vossos inimigos que Vos odeiam. Levantai-Vos, ó Senhor meu Deus, minha fortaleza; e os Vossos inimigos serão dispersos e fugirão da Vossa face aqueles que Vos odeiam. Como a cera se derrete ao fogo, assim desaparecerão os pecadores da Vossa face; e eu me esconderei em Vós e gozarei com os Vossos filhos, saciado de todos os Vossos bens. Vós, ó Senhor Deus, Pai dos órfãos, Mãe dos desamparados, estendei as Vossas asas para que, debaixo delas, nos refugiemos, para nos salvarmos dos inimigos". Amém!