SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 21 de outubro de 2018

EVANGELHO DO 22º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES



S. Mateus XXII, 15-21

"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus"

Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

 É extremamente oportuno tratar da PAZ SOCIAL.  A priori, podemos afirmar sem a mínima sombra de dúvida, que os comunistas, ateus que são,  nunca trarão a paz, porque sem Deus não há paz.  Há sim luta de classes, um lançar insano de terror na alma simples do povo, divisões e insubmissões nefastas entre filhos e pais. A nossa sociedade acha-se viciada nos seus pilares fundamentais: a família e a moral religiosa. Os comunistas, ou seja, os políticos de partidos de esquerda, querem uma sociedade sem Deus e sem respeito ao direito de propriedade particular. Quando Lula desgovernava o Brasil, e a Lava Jato ainda não existia, estive em Portugal e lá me perguntaram porque no Brasil não era proibido roubar. Não foi difícil responder: infelizmente parece que é isto mesmo e até bem pior do que isto: o direito de propriedade particular é que é ROUBO, segundo os comunistas. Invertem assim o sétimo mandamento da lei de Deus como o vemos exarado em Êxodo XX, 15. Daí, hoje, graças à Lava Jato que ficará exarada imortal nos fastos do Brasil,  quando presos por comprovados roubos, se fazem de vítimas, e dizem que é golpe.

"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Nesta frase do Divino Mestre está contido o cumprimento exato dos nossos deveres para com Deus e para com o próximo, dando a cada um o que lhe pertence. Na verdade, todo poder vem de Deus: "Não haveria poder algum se não fosse dado do alto" (cfr. Jo. 19, 11). A autoridade política legitimamente constituída provém de Deus e há de ser respeitada como um reflexo da autoridade divina. Por isso, todo o cristão está obrigado a obedecer à autoridade política, desde que esta não ordene coisas contrárias à Lei de Deus, porque neste caso já não representaria a autoridade divina, e, então, como diz São Pedro, "deve-se obedecer antes a Deus que aos homens" (Atos V, 29). 

Ante as sérias ameaças feitas à paz pelos comunistas, o Cristianismo que deverá fazer? O que sempre fez, ou seja,  por meio de seus filhos espalhados por todas as partes do mundo, realizar as obras de caridade e de fé, coisas estas que vêm de Deus. "Deus é o sol das mentes sublimes e dos corações ardentes", dizia Carducci. No amor a Deus e ao próximo encontramos o cumprimento de toda a Lei e os Profetas; e os justos vivem de fé.

Quem, porém, não se detém em considerações apressadas, não pode deixar de chegar a conclusões nimiamente dolorosas. O espetáculo das massas indiferentes e, por vezes, hostis à Religião, os progressos do ódio e do mal no mundo, a afirmação em muitas consciências de doutrinas contrárias à verdade e aos princípios cristãos tradicionais (e quem os defende é vítima de facada), as perseguições desencadeadas em muitos países com métodos e um encarniçamento que não têm paralelo na história, tudo isso dá a impressão de nos encontrarmos no meio daquela crise espiritual predita pela Bíblia para a época do anti-cristo.  Caríssimos, para os comunistas, a religião não se apóia em bases transcendentes certas e sólidas, como sejam, a existência de Deus, a lei eterna e a vida ultra terrena, mas apenas na necessidade que o homem  -  "oprimido pelas forças naturais nos estados primitivos da civilização e pelas forças sociais nos estados superiores"  -  experimentou de criar para si um mundo imaginário e melhor no além, que o compensasse dos sofrimentos, das injustiças e das opressões sofridas neste mundo. Para eles, a Religião, pode, por enquanto, lhes ser útil para tomar o poder (comungando p. ex.) mas, na verdade, está fadada a ser superada e a desaparecer, logo que seja superada e desapareça a miséria presente, graças à revolução social que o comunismo  -  apregoam eles  -   se encarrega de levar a cabo em todo o mundo. Para os comunistas a Religião não é apenas um erro inofensivo, é, outrossim, um mal nefasto sob o ponto de vista social. Os comunistas dizem que a Religião engana as massas e cega-as, de tal modo que as torna presa fácil do capitalismo. Carl Marx dizia que a Religião é o ópio do povo. Ela, dizem os comunistas, corta as asas e elimina as aspirações a qualquer movimento contra as injustiças perpetradas pela classes dominadoras.  O crente que julga assegurado o Paraíso no futuro, pouco se importa com o presente, afirmam... Daqui vem o ódio e o incitamento para abolir a religião; daqui vem a propaganda do ateísmo feita pelo comunismo entre as massas, daqui a luta contra Deus, contra a Igreja, contra a família e contra a moral religiosa. 

Quero, caríssimos, apresentar alguns excertos da imortal Encíclica RERUM NOVARUM  de Leão XIII. Esta encíclica escrita em 1891 marcou uma data na história da Igreja e da Humanidade. Deu princípio a um movimento social católico. Se a Igreja tivesse universalmente sido escutada e obedecida, teríamos assistido a um irresistível impulso à obra de pacificação social, e não teríamos hoje a tristeza de ver o caos do ateísmo comunista grassando-se no mundo todo, inclusive na nossa querida Pátria que já vai caminhando a passos largos rumo à uma nova Venezuela. Esperamos que no próximo dia 28 os verdadeiros brasileiros deem um basta a esta avalanche de lama comunista. E que a Lava Jato continue depois afastando esta lama pútrida da corrupção.  Mas mister também se faz que católicos e cristãos em geral, combatam a sua avareza (quem dela se vê contaminado) e pratiquem  a justiça e a caridade, como as Sagradas Escrituras ensinam e, nelas baseados, ensinam Documentos Pontifícios e como mostra a vida dos santos.

 E demos, então, a palavra ao Papa Leão XIII:
"O homem tem sobre os bens da terra, não somente o simples uso, como os brutos, mas também o direito de propriedade, tanto a respeito das coisas que se consomem com o uso, como das que o uso não consome".
"A propriedade particular, fruto do trabalho ou da indústria, de cessão ou de doação, é um direito indiscutível da natureza, e cada um pode dispor dele a seu arbítrio".
"Para resolver a desarmonia entre os ricos e os proletários é preciso distinguir a justiça da caridade. Só  há direito de reivindicação, quando a justiça for lesada".
"O proletário e o operário têm as seguintes obrigações de justiça: fornecer por inteiro e fielmente todo o trabalho contratado livremente e segundo à equidade; não lesar os bens nem ofender as pessoas dos patrões; abster-se de atos violentos na defesa de seus direitos e não transformar as reivindicações em motins".
"Os capitalistas e os patrões têm as seguintes obrigações de justiça: pagar o justo salário aos operários; não causar prejuízo às suas justas economias, nem por violências, nem por fraudes, nem por usuras evidentes ou dissimuladas; dar-lhes liberdade de cumprir os deveres religiosos; não os expor às seduções corruptoras e aos perigos do escândalo; não os desviar do espírito de família e do amor da economia; não lhes impor trabalhos desproporcionados às suas forças ou pouco convenientes para a idade ou para o sexo".
"Os ricos e os que possuem têm obrigação de caridade de socorrer os pobres e indigentes, segundo o preceito evangélico. Este preceito obriga tão gravemente que dele serão exigidas contas de maneira especial no dia do Juízo, como disse o próprio Jesus Cristo (Mat. 25)".

 Aqui  faço minhas, as palavras do Apóstolo dos gentios: "Deus me é testemunha de que modo vos amo a todos nas entranhas de Jesus Cristo. O que eu lhes peço é que a vossa caridade cresça mais e mais em conhecimento e em todo o discernimento, para que possais distinguir o melhor, para que sejais sinceros e irrepreensíveis para o dia de Cristo, cheios de frutos de justiça por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus" (Filipenses I, 8-11).

Na oração final quero incluir mais um pensamento: Ó Jesus, fazei que guardemos  pura de toda mancha, a vossa imagem impressa na nossa alma com o Vosso bendito Nome, para merecermos ser reconhecidos por Vós no dia do Juízo e introduzidos no Céu. Amém!

HOMILIA DOMINICAL - 22º Domingo depois de Pentecostes

   Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Filipenses I, 1-11.
                   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 22, 15-21: 

 
 "Naquele tempo, retiraram-se os fariseus para consultarem entre si a ver como apanhariam a Jesus em alguma palavra. E enviaram-Lhe seus discípulos com alguns herodianos, dizendo: Mestre, sabemos que sois amigo da verdade e ensinais o caminho de Deus, segundo a verdade, sem Vos preocupardes com quem quer que seja, porque não julgais o homem segundo a sua carne. Dizei-nos, pois, o vosso parecer. É lícito pagar o tributo a César, ou não? Conheceu-lhes, porém, Jesus a maldade, e disse: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Eles Lhe apresentam um dinheiro. E Jesus lhes disse: De quem é esta imagem e esta inscrição? Responderam-Lhe: De César. Então disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo! 

   "Começam pela lisonja, diz Bossuet, porque é por ela que se começa, quando se quer enganar alguém". 
Na verdade, ainda que sob uma forma capciosa e mal intencionada, os fariseus fazem um verdadeiro elogio do Salvador e prestam homenagem a sua doutrina e a sua santidade. Pois, Jesus é a Verdade, o Caminho e a Vida. Como diz São João: Ele é cheio de graça e verdade. Os sacerdotes, a exemplo de Jesus, devem ter um zelo de fogo pela verdade, não procurar e não ensinar senão a verdade, quer agrade, quer desagrade; devem também ser cheios de sinceridade e de retidão em todas as suas palavras e em toda a sua conduta; devem, outrossim, estar acima de todo respeito humano e de considerações pessoais e, portanto, castigar os vícios com santa liberdade. 

   "É ou não permitido pagar o tributo a César?" Que malícia! Achavam que Jesus não teria saída: se dissesse, pois: Sim, ali estavam os Judeus para acusarem a Jesus por aprovar o pagamento de tributo a um pagão, e, se Ele não tem outro Rei e Senhor senão Jeová, não é Ele obrigado a recusá-lo? E, portanto, os Judeus O apresentariam ao povo como um traidor, e um inimigo de Deus. Se Jesus dissesse: Não, ali estavam os herodianos para denunciá-Lo e entregá-Lo ao governador romano como um agitador e um rebelde digno dos maiores castigos. 
   Querendo Jesus fazer-lhes ver que conhecia perfeitamente todos os pensamentos dos seus corações, diz-lhes: hipócritas, por que me tentais? "Considerando antes os seus pérfidos desígnios, comenta São João Crisóstomo, que os seus especiosos discursos, o Senhor responde aos elogios com severas censuras para assim nos ensinar a detestarmos a adulação e a repelirmos aqueles que parecem louvar-nos. Depois chama-os hipócritas, para que reconhecendo a ciência que tinha dos seus corações, não ousassem acabar o que tinham começado. Eles lisonjeiam-No para O perder, Ele confunde-os para os salvar. A cólera de Deus é mais útil que o favor dos homens". 

  Mudando os papéis, como gostava de fazer em tais circunstâncias, Jesus interroga-os por sua vez. Quando Lhe apresentam o dinheiro, pergunta-lhes: "De quem é esta efígie e esta inscrição?" "Porque, diz São Jerônimo, a sabedoria procede sempre sabiamente, de modo a confundir os seus tentadores pelas suas próprias palavras". Eles responderam-Lhe: De César. É apoiado nesta resposta que Nosso Senhor Jesus Cristo vai dar a sua decisão, a doutrina que estabelecerá a distinção dos dois poderes e estabelecerá o princípio da paz e da concórdia entre a autoridade civil e a autoridade religiosa, as quais não deverão nem estar confundidas nem separadas, mas intimamente unidas para, em conjunto, procurarem o bem dos povos. 

"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". Nesta frase do Divino Mestre está contido o cumprimento exato dos nossos deveres para com Deus e para com o próximo, dando a cada um o que lhe pertence. Na verdade, todo poder vem de Deus: "Não haveria poder algum se não fosse dado do alto" (cfr. Jo. 19, 11). A autoridade política legitimamente constituída provém de Deus e há de ser respeitada como um reflexo da autoridade divina. Por isso, todo o cristão está obrigado a obedecer à autoridade política, desde que esta não ordene coisas contrárias à Lei de Deus, porque neste caso já não representaria a autoridade divina, e, então, como diz São Pedro, "deve-se obedecer antes a Deus que aos homens" (Atos V, 29). 

   Na oração final quero incluir mais um pensamento: Ó Jesus, fazei que guardemos  pura de toda mancha, a vossa imagem impressa na nossa alma com o Vosso bendito Nome, para merecermos ser reconhecidos por Vós no dia do Juízo e introduzidos no Céu. Amém!


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Algo sobre a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

      É muito evidente a inspiração marxista desta nova teologia. Foi formulada mais explicitamente pelo padre dominicano Gustavo Gutiérrez, mundialmente conhecido. A Teologia da Libertação recebeu com certeza, um alento especial na Conferência do Episcopado latino-americano em Medelim (1968). O Padre Battista Mondin (colaborador de "L'Osservatore Romano") afirmou: "O primeiro impulso para a elaboração de uma teologia da libertação foi dado pela célebre conferência do episcopado latino-americano realizada em Medelim em 1968. Naquela circunstância a Igreja da América do Sul lançou as bases da Teologia da Libertação" (Conf. "Os Teólogos da libertação", da Edições Paulinas, S. P. 1980, p. 30). Nesta mesma obra e lugar, na nota 9, o Pe. Mondin cita Raul Vidales, na revista "Concilium", nº 4, 1974, p. 154: "Foi no encontro do CELAM, em Medelim (1968) que a Teologia da Libertação adquiriu o seu direito de cidadania. Se não é possível afirmar que nasceu naquela ocasião, devemos todavia notar que esta circunstância marcou sua acolhida oficial e deu o impulso ao futuro movimento e trabalho teológico na prospectiva da libertação... É, pois, a partir de Medelim que o empenho, a reflexão teológica e a mesma produção literária sobre o tema da libertação não só se tornam explícitas como também se intensificam". 

    Encontro pessoas que se deixam enganar sobre esta funesta propaganda, ouvindo de seus corifeus ou inocentes úteis, que a Teologia da Libertação apenas se preocupa em ajudar os pobres. É perfeitamente ortodoxa. Algo semelhante propala a Maçonaria e muitos se deixam iludir. Mas um católico sabe muito bem, que, em se tratando de fé, o Sumo Pontífice é infalível. Assim sendo, não só para conhecermos bem o pensamento dos teólogos da libertação mas também para os rejeitarmos como heterodoxos, basta ouvirmos os Sumos Pontífices. 
    O Santo Padre, o Papa João Paulo II: Em sua alocução em Puebla condenou aberta e energicamente esta nova teologia. Eis um trecho: "Circulam hoje em muitos lugares - o fenômeno não é novo - 'releituras' do Evangelho, resultado de especulações teóricas mais do que autêntica meditação da palavra de Deus e de um verdadeiro compromisso evangélico. Elas causam confusão aos se apartarem dos critérios centrais da Fé da Igreja, caindo-se ademais na temeridade de comunicá-las, à maneira de catequese, às comunidades cristãs.
   Em alguns casos, ou se silencia a divindade de Cristo, ou se incorre de fato em formas de interpretação conflitantes com a Fé da Igreja. Cristo seria apenas um 'profeta', um anunciador do Reino e do amor de Deus, porém não o verdadeiro Filho de Deus, nem seria portanto o centro e o objeto da própria mensagem evangélica.
    Em outros casos se pretende mostrar a Jesus como comprometido politicamente, como um lutador contra a dominação romana e contra os poderes e, inclusive, como implicado na luta de classes. Esta concepção de Cristo como político, revolucionário, como o subversivo de Nazaré, não se compagina com a catequese da Igreja. Confundindo o pretexto insidioso dos acusadores de Jesus com a atitude de Jesus mesmo - bem diversa - se aduz como causa de sua morte o desenlace de um conflito político e se silencia a vontade de entrega do Senhor, e ainda a consciência de sua missão redentora" (Insegnamenti di Giovanni II, Libreria Editrice Vaticana, vol. II, 1979, pp. 192-193). Lemos neste mesmo documento à página 197, o seguinte: "Percebe-se, diz João Paulo II, às vezes, certo mal-estar relacionado com a própria interpretação da natureza e da missão da Igreja. Alude-se, por exemplo, à separação que alguns estabelecem entre Igreja e Reino de Deus. Este, esvaziado de seu conteúdo total, é entendido em sentido mais bem secularista: não se chegaria ao Reino pela Fé e pela pertença à Igreja, mas pela simples mudança estrutural e pelo compromisso sócio-político. Onde há um certo tipo de compromisso e de práxis pela justiça, ali estaria já presente o Reino. Esquece-se, deste modo, que 'a Igreja... recebe a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus, e instaurá-lo em todos os povos, e constitui na terra o germe e o princípio desse Reino' (Lumen Gentium, nº 5). 

   Sabemos que em Puebla como em Medelim estavam presentes muitos teólogos da libertação. O Papa falou tão claramente que talvez achou supérfluo dar nome aos bois. Mas, se naquela conjuntura, o Sumo Pontífice dissesse que ali estavam hereges que negavam a fé da Santa Igreja, deturpadores da missão Redentora do Homem-Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, certamente Gutiérrez, Assmann, D. Hélder Câmara e companhia teriam dito: "Somos nós, porventura, senhor?". Na verdade, saíram dali para continuar a obra de traição a Jesus Cristo, e, em que pese a advertência clara e enérgica do Santo Padre João Paulo II, a Teologia da Libertação continua fazendo seus estragos. 

   Frei Beto, certa vez, indagou ao Presidente da CNBB na época, D. Ivo Lorscheiter, se o Papa João Paulo II havia realmente condenado a Teologia da Libertação. Com muita ênfase, respondeu o Presidente da CNBB: "De jeito nenhum. O Papa apenas chamou a atenção para o risco de alguns abusos. A Teologia da Libertação já foi incorporada à doutrina oficial da Igreja, através do Evangelii Nuntiandi, onde Paulo VI, sem negá-la, também adverte sobre alguns exageros que podem ser cometidos em seu nome".  Não se vê nenhuma lógica, nesta conclusão de D. Ivo, mas, na verdade, a Teologia da Libertação, continua em plena atividade e, aí sim, com aprovação da CNBB. Para isto basta compulsar documentos da mesma. 

   Para mais nos compenetrarmos  da perversidade desta teologia, ouçamos alguns dos seus corifeus:
   Frei Leonardo Boff: "A opção política, ética e evangélica prévia em favor dos pobres contra a sua pobreza ajuda a escolher aquele instrumental que faça justiça aos reclamos de dignidade por parte dos explorados. Neste momento de racionalidade e objetividade, o teólogo pode se utilizar do aporte de teoria marxista da história... O que propomos não é teologia dentro do marxismo, mas marxismo (materialismo histórico) dentro da teologia" (Marxismo na Teologia, Jornal do Brasil, 6-4-80).

   Luiz Alberto Gomes de Souza: "Para a teologia da libertação não existe, atualmente, outra reflexão teórica melhor que o marxismo, que está inserido na práxis da realidade" (Secretariado General del CELAM, Bogotá, 1977, p. 276). 

    Padre Gustavo Gutiérrez: "O homem latino-americano ao tomar parte em sua própria libertação,... na luta revolucionária liberta-se de algum modo da tutela de uma religião alienante que tende à conservação da ordem". (Teologia da Libertação, Vozes, Petrópolis, 1975, p. 67). 

    Padre Alfonso Garcia Rubio: "O que espera a Teologia da Libertação da Hierarquia eclesiástica? Que se dessolidarize efetivamente do sistema imperante, e que admita, de fato, no seu interior, opções claramente revolucionárias... Na grande maioria dos países latino-americanos... significa normalmente a opção política de esquerda, uma opção contra o sistema dominante, considerado como opressor e anti-humano" (Teologia da Libertação: Política ou Profetismo?, Edições Loiola, São Paulo, 1977, p. 31).

   Padre Gustavo Gutiérrez: "No encontro com os homens dá-se nosso encontro com o Senhor... É conhecida esta poesia de León Felipe, da qual muito gostava 'Che' Guevara... 'Amo-te, Cristo/ ... Tu nos ensinaste que o homem é Deus... / Um pobre Deus crucificado como tu / e aquele que está à tua esquerda no Gólgota / o mau ladrão / também é Deus! (Teologia da Libertação, Vozes, Petrópolis, 1975, p. 171).

   Caríssimos e amados leitores, eu poderia fazer muitas outras citações, mas, creio que bastam estas, principalmente, esta última, que constitui uma pancada matando dois coelhos. Só numa crise sem precedentes na Igreja como o é a atual, poder-se-ia acreditar que um Papa fosse amigo particular do autor desta última citação. Uma mente verdadeiramente católica recusar-se-ia aceitar tal possibilidade mesmo num sonho em sono profundo!!! Seria um pesadelo tão terrível que impediria conciliar novamente o sono. Mas, infelizmente, é a triste realidade. Rezemos!

   

   

Explicação mais ampla do Quarto Mandamento da Lei de Deus

P.: Que é que nos ordena o quarto mandamento honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores?
R.: O quarto mandamento honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores) ordena-nos que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais e aos nossos superiores constituídos legitimamente em autoridade. 
Explicação: O quarto mandamento por conseguinte, proíbe-nos ofender com palavras, obras, ou de qualquer outra maneira,  os nossos pais e superiores constituídos em autoridade e proíbe-nos também desobedecer-lhes.
  O quarto mandamento impõe-nos os deveres que temos para com os pais e os superiores constituídos em autoridade, e determina-os em três, a saber: a) Amá-los: os filhos devem amar os pais. Esse amor deve ser sincero, deve brotar do coração, exceder o que possamos ter para com qualquer pessoa. - b) Respeitá-los: respeita os pais quem os reconhece como superiores, com as palavras e com as ações, isto é, procedendo e falando-lhes de maneira cortês, dócil, circunspecta e submissa, como importa a todo o que está na dependência dum superior. Este dever nunca cessa, qualquer que seja a idade ou a dignidade a que um filho possa chegar. Perante os pais, ele é sempre um inferior em frente de superiores. 
  O respeito religioso dos filhos para com os pais costuma ser um indício e um argumento quase infalível duma alma nobre, dum coração delicado, de verdadeira e profunda virtude. - c) Obedecer-lhes: quem ama cordialmente os pais e os respeita, não pode deixar de lhes ser obediente. Em geral, hoje em dia, as crianças dão pouca importância à obediência, e, no entanto, ela é gravemente imposta por Deus, que não manda inutilmente e não deixa impune a violação dos seus preceitos. Mas este mandamento tem parvidade de matéria. Depois veremos quando a desobediência é pecado mortal.  Os deveres para com os pais confundem-se quase com os que temos para com Deus; procedem da própria natureza; como criaturas, tudo devemos a Deus; como filhos, devemos aos pais, depois de Deus, a nossa vida. 
  A autoridade que os pais têm de mandar nos filhos, a obrigação que têm os filhos de obedecer, vêm-lhes de Deus que constituiu e ordenou a família, a fim de que nela o homem encontre os primeiros meios necessários para o seu aperfeiçoamento material e espiritual. Os pais, por sua vez, receberam de Deus deveres para com os filhos: dever de amar, cuidar e alimentar seus filhos, de prover à sua educação religiosa e civil, de dar-lhes o bom exemplo, de afastá-los das ocasiões de pecado, de corrigi-los nas suas faltas, e de auxiliá-los a abraçar o estado para o qual são chamados por Deus.
  Vimos que os filhos devem amar e respeitar os pais e obedecer-lhes. Em consequência destes deveres fica claro que os filhos, podendo, devem também ajudar, os pais nas suas necessidades. Devem ajudá-los espiritualmente, orando por eles, esforçando-se (se os pais não forem bons cristãos), com a palavra e com as obras, por realizar a sua conversão, diligenciando, no caso de doença grave, que recebam a tempo os santos Sacramentos, e, se falecidos, sufragando a sua alma; temporariamente, socorrendo-os nas necessidades, provendo-os de modo proporcionado aos próprios meios e às suas necessidades. Não observam o quarto mandamento aqueles filhos que, podendo assistir aos pais doentes, velhos ou inaptos para o trabalho, não o fazem e mandam-nos para o hospital ou para o asilo, a fim de lhes não suportar o peso; mostram, ao contrário, procedendo assim, ânimo ingrato, duro, perverso. 

  Os nossos superiores em autoridade: O quarto mandamento nos ordena não só que amemos, respeitemos e obedeçamos aos pais, mas também os nossos superiores constituídos em autoridade. São nossos superiores constituídos em autoridade: na vida religiosa, o Papa, o Bispo, o vigário; na vida civil os que estão revestidos de autoridade civil, como o Presidente, o Governador, o Prefeito, as autoridades militares etc. Na vida individual os avós, os tutores, os mestres, os amos etc. 
  A todos os que têm poder sobre nós, devemos também amor, respeito e obediência. a) Em relação aos superiores eclesiásticos, eis o que nos ensina o Espírito Santo: "Teme ao Senhor com toda a tua alma e venera os seus sacerdotes" (Ecles. VII, 13, 33). Eles representam e ocupam o lugar de Deus. Jesus disse aos Apóstolos: "O que a vós ouve a mim ouve, e o que a vós despreza a mim despreza. E quem a mim despreza, despreza Aquele que me enviou" (S. Lucas, X, 16). 
  b) Cada qual deve também ser submisso aos outros seus superiores, porque, como nos ensina o Espírito Santo, "não há poder que não venha de Deus: e os que há, esses foram por Deus ordenados. Aquele, pois, que resiste ao poder, resiste à ordenação de Deus. E os que lhe resistem, a si mesmos trazem a condenação" (Rom. XIII, 1 e 2). 

 DEVEMOS OBEDECER SEMPRE EM TUDO AOS SUPERIORES? No caso em que nos mandassem coisas contrárias à lei de Deus, que são pecado, não só já não teríamos o dever de obedecer, mas teríamos o dever de não obedecer, porque, em tal caso, já não desempenhariam a missão que lhes vem de Deus, antes se poriam em oposição absoluta com Deus, de quem procede toda a autoridade e a quem todos devem ser submissos. Em tal caso dever-se-ia imitar São Pedro, quando dizia aos judeus: "Importa mais obedecer a Deus, do que aos homens" (Atos, V, 29). Quantos exemplos na vida dos santos: São Máximo não obedece ao Papa Honório I; São Tomás Morus não obedece ao Rei Henrique VIII; São Cirilo de Alexandria  não obedece ao Bispo e Patriarca Nestório; Santa Bárbara não obedece ao seu pai etc., etc. 
O dever de não obedecer, no entanto, não dispensa o dever de respeitar. Aliás um zelo desrespeitoso e ácido perde muito do seu valor. 

Prática: Amai, respeitai e obedecei aos pais, lembrando-vos dos graves sacrifícios que fizeram por vós e pela vossa educação. Se acontecer que obtenhais uma condição superior à deles, nunca vos envergonheis de reconhecer ainda publicamente e de mostrar neles os vossos venerandos pais. Cumpri também fielmente os vossos deveres para com todos os superiores constituídos em autoridade.
  Como faz pena ver filhos que ofendem àqueles de quem receberam tantos benefícios que lhes prestaram tantos cuidados, a quem, depois de Deus, são devedores da própria vida! Que dizer, então, dos que se revoltam, insultam, ameaçam, ou batem nos pais? São delitos enormes, que Deus, no Antigo Testamento, queria punir de morte. 


  

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O MATERIALISMO ONTOLÓGICO DO COMUNISMO



Isto é sinônimo de ateísmo, porque Deus é espírito perfeitíssimo, subsistente por si mesmo. Para os comunistas a Religião é algo inventado para enganar o povo. Sabemos que é pela Religião que o homem se liga a Deus. Ora, se não existe Deus, como eles ensinam, logo, a religião é vã. Por isso, dizia Marx que a religião é o ópio do povo. Que quer dizer este fundador do Comunismo? Que é ópio? É uma droga que causa euforia e no uso contínuo (dependência) leva a uma decadência física e intelectual. É, na verdade, um veneno estupefaciente. Daí o significado figurado: tudo aquilo que causa embrutecimento moral. Os comunistas pensam que eles e só eles sabem como dar a verdadeira felicidade. No entanto, os que têm fé sabem que sem Deus não pode haver verdadeira felicidade. Deus é o sumo Bem; Jesus Cristo, o Filho de Deus Vivo feito Homem, é o caminho, a verdade e a vida. Onde, porém, é implantada a ditadura comunista, como Cuba e Venezuela  (para dar exemplos bem conhecidos de todos nós, e só não o vêem os cegos voluntários), reina a infelicidade, a igualdade na miséria.

Mas vamos citar algumas afirmações de alguns corifeus comunistas. No prefácio de uma obra escrito por Marx em 1859, lê-se: "Na produção social, os homens submetem-se a situações precisas, necessárias, independentes de sua vontade, a relações de produção que correspondem a um determinado grau de desenvolvimento de suas forças materiais de produção. A globalidade destas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real, sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política... É a própria forma de produção da vida material que condiciona o processo social, político e espiritual da vida. Não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência... Com a mudança da situação econômica, toda a monstruosa superestrutura se transforma, de forma mais rápida ou mais lenta. Na consideração de tais transformações é preciso diferenciar sempre entre a revolução material, fielmente constatável pelas ciências sociais nas condições de produção, e as formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas, numa palavra, ideológicas, pela quais os homens se tornam conscientes deste problema e o solucionam" (Livro: Crítica da Economia Política, p. 13).

Vamos procurar desfazer a grande obscuridade deste texto.  A primeira coisa que Marx aí quer ensinar é que a religião  é determinada pelas condições econômicas. Em outras passagens deste livro ele emprega outras expressões como: a religião é condicionada, é transformada, é determinada, é inserida no mundo, pelo fator econômico. É, na verdade, uma consequência lógica de seu materialismo ontológico, ou se quiserem, do seu ateísmo.

Como a realidade das coisas mostra o contrário do que ensina esta tese de Marx, ele mesmo e outros como Engels, procuraram reformulá-la, vesti-la com outra pele. Por exemplo, Engels em 1890 disse: "Segundo a interpretação materialista da história, o momento histórico que decide, EM ÚLTIMA INSTÂNCIA (destaque meu), é a produção e a reprodução da verdadeira vida. Nunca foi afirmado mais do que isto, nem por Marx, nem por mim. Mas, se alguém torcer a ideia e disser que o momento econômico é o único fator que decide, então ele transforma aquela frase numa retórica sem conteúdo, abstrata, absurda". O mesmo Engels, três anos depois, afirmava: "Marx e eu havíamos negligenciado o lado formal em favor do conteúdo". Na verdade, estes mentirosos, filhos que são do demônio, querem, no fundo, afirmar que o capitalismo, o feudalismo da Idade Média e outras situações semelhantes é que causam a religião, são o ópio que torna estúpido o homem a ponto de achar que é Deus que lhe dá  felicidade. Em outras palavras, Marx quer ensinar que "em última instância" são as condições econômicas que determinam o que é espiritual e, portanto, o que determina a religião.  Marx chega ter a ousadia de escrever: "O moinho movido pelo braço humano produz uma sociedade com senhores feudais, o moinho a vapor produz uma sociedade com capitalistas industriais".

Daí, os comunistas procuram destruir a religião, a crença na Providência divina, pelo método das contradições. Para eles a origem da religião vem somente de uma dupla impotência do homem: a impotência perante as forças da natureza (mas não sabem provar isto) e a impotência do homem subjugado em face dos exploradores. A primeira impotência, segundo Marx e Engels, teria levado o homem a acreditar em Deus e em milagres; e a segunda impotência (em face dos exploradores) teria levado o homem a acreditar num mundo melhor, no céu. Eis o que diz Marx: "Toda a história da religião que abstrair desta base material, não tem espírito crítico" (Seu livro Capital, I, p. 389).  Concluem que, envenenados pelo ópio das religiões, os homens acabam por não levar em conta as situações cruéis da sociedade. Mas, caríssimos, é o contrário que se dá, os comunistas, por não por Deus acima de tudo, levam o povo a maior miséria, acabam com os ricos e também com os pobres, e igualam todos na miséria. Só os ditadores comunistas é que comem do bom e do melhor em restaurantes de luxo.

Mas Lenine dizia: "Àquele que durante toda a sua vida trabalha e passa miséria, a religião ensina humildade e paciência aqui neste mundo, e o consola com esperanças e recompensa celestial. Mas àqueles que vivem do trabalho alheio, a religião manda praticar boas obras nesta vida, com o que ela  lhe dá uma solução muito barata para toda a sua existência exploradora e vende ingressos para a bem-aventurança celestial por preços bem camaradas".  Infelizmente, quantas pessoas, até católicos, que se deixam enganar por essas falácias. É preciso que as pessoas vejam que esta linguagem é de gente ateia e à toa.

A FELICIDADE


   "Eu nada temo tanto, dizia Santa Teresa d'Ávila, como ver nossas irmãs perderem a alegria do coração".
   Jesus é a felicidade infinita! Estar com Ele constitui já aqui na terra, um doce paraíso. Quem está no estado de graça, ou seja, com Nosso Senhor Jesus Cristo, então é feliz. É feliz a pessoa que pode dizer a si mesma com toda simplicidade: Eu sou filha de Deus! Tem todos os motivos para ser alegre no Senhor. E basta eu querer para ter a consciência e o coração unidos a meu Deus, que é o meu Pai do Céu, onipotente e a própria Bondade. Não há assim nenhuma razão para a alma se entregar à tristeza. Nossa Senhora, nas Ladainhas Lauretanas é chamada: Causa de nossa alegria. E devemos afirmar que Jesus é a Causa das causas de nossa alegria. Não invejo nada a ninguém porque o único bem invejável é o amor de Deus, e deste amor, obtenho tanto quanto peço. Eu não desejo nada com apego nem com força a não ser a graça de pertencer totalmente a Jesus. E sou também filho ternamente querido da Santíssima Mãe de Jesus. Ela me ama, e assim é completa a minha alegria. Eu amo a Jesus mais que tudo, porque Ele é o Bem Soberano. Posso alegrar o Coração de meu Jesus que morreu por mim; posso convidá-Lo para minha casa, hospedá-Lo no meu coração, viver com Ele numa intimidade inexprimível. Posso sofrer por amor a Jesus, associar-me à sua Paixão e à sua Redenção, posso povoar seu céu. Posso tornar minha vida fecunda para as almas. 

   A tristeza, dizia santa Catarina de Sena, é obra do demônio. Pela misericórdia de Jesus, somos filhos de Deus e então, a nós, filhos de Deus, compete rejubilar-nos. A tristeza é a irmã da dúvida e da cólera. Ela contrista o Espírito Santo e o expulsa. Deus gosta de nos ver contentes como crianças sadias e bem amadas por suas mães. Como a criança é feliz! Jesus quis que seus discípulos fossem como crianças, simples, humildes com aquela alegria franca que brota do fundo de uma alma pura. 

  Caríssimos, como é belo o coração sempre contente, calmo, humilde, simples, caridoso e benevolente. Como é confortante encontrar, na estrada da vida, pessoas que espalham a felicidade, pessoas que a gente nunca teme encontrar com o semblante fechado, com mau humor. Isto caríssimos, é porque estas pessoas aprenderam do Coração de Jesus a serem mansas e humildes. Na verdade, quanto mais um coração penetrou no de Jesus e entregou-se à sua benfazeja ação, mais aprendeu a ser sempre feliz e espalhar em redor de si a felicidade. 

  Jesus, manso e humilde de coração! Fazei o meu coração semelhante ao vosso! E eu encontrarei descanso para a minha alma e difundirei em torno de mim o vosso bom perfume da verdadeira felicidade. Amém!

domingo, 14 de outubro de 2018

HOMILIA DOMINICAL - 21º Domingo depois de Pentecostes

Leituras: Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios, 6, 10-17.

Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus, 18, 23-35: 

"Naquele tempo, disse Jesus esta parábola a seus discípulos: O Reino dos céus se compara a um rei, que quis pedir contas a seus servos. Começando a fazer contas, apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Mas não tendo ele com que pagar, mandou o senhor que fossem vendidos ele, sua mulher e seus filhos, e tudo quanto possuía, para pagar a dívida. Então este servo, prostrando-se em terra, disse-lhe suplicante: Tem paciência comigo e pagarei tudo. E compadecendo-se desse servo, o Senhor libertou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo dali, porém, o servo encontrou-se com um de seus companheiros que lhe devia cem dinheiros; e logo o agarrou e, sufocando-o, disse: Paga-me o que me deves. E o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, implorava-lhe: Tem paciência comigo e pagarei tudo. Ele porém não quis; retirou-se e fez com que o metessem na prisão, até pagar a dívida. Vendo os outros servos, seus companheiros, o que se passava, entristeceram-se muito e foram contar a seu senhor tudo o que tinha acontecido. Então seu senhor o chamou e lhe disse: servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste; não devias tu também ter piedade de teu companheiro, como eu tive de ti? E, enraivecido, seu senhor entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a dívida. Assim também vos fará meu Pai celestial, se do íntimo de vossos corações não perdoar cada um a seu irmão". 


  Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

Quando fez esta parábola, Jesus encontrava-se em Cafarnaum, que é
chamada  "A Cidade de Jesus". Da época de Jesus só há ruínas
descobertas nos últimos tempos pelos arqueólogos.  Já tivemos
ocasião de mostrar as ruínas da Casa de São Pedro. A foto mostra
as ruínas de outras casas. 
  A finalidade desta parábola é bem determinada: a necessidade de perdoarmos as ofensas que o próximo nos faz para que sejamos perdoados dos pecados que cometemos diretamente contra Deus nos três primeiros mandamentos; e indiretamente nos outros sete. Dando-nos o exemplo da misericórdia, Deus ensina-nos a usar dela como Ele. As nossas dívidas são os nossos pecados que precisam de ser lavados pelo Sangue de um Deus. Portanto, nossas dívidas para com Deus, devem ser calculadas  segundo o preço do nosso resgate, o preciosíssimo Sangue de Jesus. O Sangue de Cristo é como um mar vermelho em que o exército enorme e terrível dos nossos pecados é inteiramente destruído, como afogado foi na Mar Vermelho o exército do Faraó. Mas é preciso estarmos sinceramente arrependidos, confessar humildemente os nossos pecados e perdoar do fundo do coração as ofensas que o próximo nos faz.

Ruínas da Sinagoga de Cafarnaum. Fora construída no século IV sobre
as ruínas da Sinagoga do tempo de Jesus e na qual Ele fizera o sermão
prometendo a Santíssima Eucaristia. Ainda podemos ver no local algumas
pedras e pedaços de peças da Sinagoga do tempo de Jesus. 
 A segunda parte da parábola fala justamente do nosso perdão. Diz Jesus na parábola que ao voltar a casa aquele afortunado servo que fora absolvido de toda a dívida, encontrou-se com um seu companheiro que lhe devia cem dinheiros, soma verdadeiramente ínfima em comparação com os dez mil talentos que lhe tinham sido perdoados; mas este homem, que fora tratado com tanta piedade, não demonstrou nenhuma para com o seu semelhante, antes fez que o metessem na prisão até pagar a dívida. Não atendeu às suas súplicas e lágrimas.

Caríssimos, embora corando, temos de reconhecer que, tal como a bondade do rei é a imagem da misericórdia de Deus, a crueldade do servo é a imagem da nossa dureza, da nossa mesquinhez em perdoar ao próximo. No entanto, que dívidas poderá ter o próximo para conosco em comparação das que nós temos para com Deus? A gravidade da ofensa se mede pela dignidade da pessoa ofendida. Ora, todo pecado é uma ofensa feita à Majestade infinita de Deus. Quando o próximo nos ofende em alguma coisa, na verdade, ofende a uma miserável criatura. Mas eis o contraste: Deus perdoa, esquece, anula inteiramente as nossas graves ofensas e não cessa de nos amar e de nos favorecer, apesar das nossas contínuas infidelidades; nós, ao contrário, só com grande custo somos capazes de perdoar alguma pequena ofensa e, ainda que perdoemos, não sabemos esquecer inteiramente. Caríssimos, pensemos bem nisto: que seria se o próximo cometesse todos os dias para conosco tantas infidelidades e indelicadezas como nós cometemos para com Deus?

 Assim também vos fará meu Pai celestial se não perdoardes do íntimo dos vossos corações cada um a seu irmão". Na medida em que perdoarmos, seremos perdoados. Isto significa que somos nós próprios a dar a Deus a medida exata da misericórdia que há de usar para conosco. Aliás Jesus ensinou no Padre-Nosso: "Perdoai as nossas dívidas (= pecados, ofensas) assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido". Quem sabe mentimos a esta protestação que repetimos a Deus milhares de vezes. Quem guarda ódio, rancor e vingança, e não perdoa, ao rezar o Padre-Nosso está pedindo a sua própria condenação.
Ma o servo cruel foi castigado: "irado, o rei entregou-o aos algozes até que pagasse toda a dívida". E Nosso Senhor Jesus Cristo dá a conclusão: "

  Na verdade muita gente fica preocupada sem entender como praticar o perdão "Ex cordibus vestris", isto é, de todo coração, do fundo do coração, seriamente. Evitando toda a hipocrisia, nós  devemos estar prontos a testemunhar àquele que nos ofendeu, uma verdadeira caridade e a dar-lhe, por todas as formas, sinais de benevolência. Alguém dirá: é difícil!!! Não há dúvida. Mas Deus não nos exige nada impossível. Neste caso ouçamos o conselho de Santo Agostinho: "É difícil, para mim, perdoar a quem me ofende? Recorrerei à oração. Em vez de repelir injúrias com injúrias, rezarei pelo injuriador. Se tiver vontade de lhe responder duramente, falar-Vos-ei, a Vós, Senhor, em seu favor. E em seguida lembrar-me-ei de que Vós prometeis a vida eterna, mas ordenais que perdoemos ao irmão. É como se me dissésseis: "Tu, que és homem, perdoa a outro homem, a fim de que Eu, que sou Deus, possa vir a ti". Amém!