SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

LAMENTOS DE JESUS À ALMA TÍBIA

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Com todo direito, Jesus na Eucaristia, Corpo, Sangue, Alma e Divindade, espera dos penitentes e comungantes uma fé mais viva e um amor mais ardente. Sobretudo nestes dois sacramentos,  Confissão e  Comunhão,  a tibieza causa náuseas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, no Sacramento da Penitência Jesus, com seu Sangue divino, lava com todo amor a alma do penitente. É o Sacramento, obra-prima da  Sua misericórdia. Na Eucaristia, Jesus se nos dá inteiramente como alimento para nos fortalecer, vivendo unidos estreitamente a Ele. Fica também no Sacrário para ser o nosso confidente. Se temos fé viva na presença real de Jesus na Eucaristia, não há explicação para comunhões frias, não tem explicação para umas visitas tão raras e rápidas. Jesus Cristo merece mais amor, aliás todo nosso amor, um amor ardente! Vamos meditar nos lamentos que Jesus faz, e com toda razão, às almas frias, tíbias e de amor medíocre.


JESUS CRISTO:  Eu desejo ver-te, ó alma remida e lavada pelo meu Sangue, com um coração mais contrito, mais cheio de dor, por ter Me ofendido, mesmo quando só com pecados veniais, mas plenamente deliberados. É muito de temer, ó alma remida com Meu Sangue, que caias, e pior, que permaneças na tibieza. É preciso ter muito cuidado para não cair na rotina, isto é, confessar-se e comungar mais por costume, quase por uma simples formalidade. E se a confissão é feita com tibieza, igualmente farás a comunhão. Desejo, ó alma minha remida, ver-te muitas vezes a meus pés, e desejo ainda mais entrar no teu coração. Às vezes, porém, quase que me fazes arrepender deste meu desejo. Vens à minha presença para adorar-me e fazer a Comunhão com tão poucas disposições, que quase me arrependeria de te ter chamado. Não quero dizer que tu cometas sacrilégios, não; mas poderias ser muito mais fervorosa do que és. Não pretendo de ti virtudes heroicamente extraordinárias, porque não tens ainda ânimo para tanto. Esse é o ideal! Mas pelo menos por enquanto é preciso que faças alguma violência ao teu caráter, um pouco mais de atenção na oração, em pouco de empenho em corrigir-te dos teus defeitos. Talvez, ó alma remida pelo Meu Sangue, achas estas coisas muito difíceis. Pensa, minha filha, que Eu não poupei nada por teu amor, derramei todo o meu Sangue para tua salvação. Quero que este Sangue continue a inebriar-te dum amor ardente. No entanto, vens à Comunhão, não digo com uma vontade má, mas com uma vontade entorpecida. Pretenderias que Eu fizesse tudo com a minha graça, e fizesse de ti uma santa alma sem exigir-te esforço algum e muito menos um sacrifício? Desejarias vir aqui, adormecer-te sobre o meu Coração e depois de meia hora despertares já toda outra, com as tuas paixões subjugadas com uma espécie de imunidade de toda a tentação, com uma natureza totalmente inclinada ao bem? Desde que tenhas evitado o pecado mortal, fazendo uma preparação qualquer, vens ter comigo julgando teres feito o bastante, e esperas que Eu te infunda no coração uma santidade já pronta e acabada? Como te enganas!... Para que a Comunhão produza efeitos grandes, é preciso dispor-se com uma vontade um pouco mais enérgica que a tua. Não quero dizer que seja preciso uma preparação extraordinária à maneira dos santos, mas ao menos deves fazer aquilo que podes, e fazê-lo todo. Não se chega às alturas dos santos, de uma vez. Mas para lá chegar é preciso esforço contínuo. Por exemplo: durante o dia, algum ato de virtude podes fazê-lo se quiseres que a ocasião não te falta. Portanto, desperta-te deste sono da tibieza, e quando se te apresentar oportunidade de calar, de humilhar-te, de mortificar-te, de usares de caridade, de perdoares uma ofensa, de seres gentil para com uma pessoa antipática, não a deixes passar em vão; e pensa que vindo à Comunhão apresentando-me algum destes atos de virtude, dar-Me-ás muito mais satisfação do que recitando-Me muitas orações... As palavras agradam-Me, mas as virtudes enamoram-Me. Portanto, ó alma querida remida por Meu Sangue, se queres realmente que Eu me enamore de ti, sê um pouco mais virtuosa, e consegui-lo-ás. Amém!

domingo, 9 de julho de 2017

EPÍSTOLA DO 5º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES


1 S. Pedro, III, 8-15
"Sede todos de um mesmo coração, compassivos, amantes dos irmãos, misericordiosos, modestos, humildes, não retribuindo mal por mal, nem maldição por maldição, mas pelo contrário, bendizendo, pois para isto fostes chamados, a fim de que possuais a bênção como herança. O que quer amar a vida e viver dias felizes, refreie a língua do mal, e os seus lábios não profiram engano. Aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e vá após ela, porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos estão atentos às suas orações, mas o seu rosto está contra os que fazem o mal. E quem vos fará mal se fordes zelosos pelo bem? Mas se também padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não tenhais medo deles nem vos turbeis: antes bendizei  Senhor Jesus Cristo em vossos corações".

Caríssimos, os primeiros cristãos, como demonstra a própria Sagrada Escritura, viviam exatamente segundo estas orientações do primeiro Papa da Santa Igreja. Viviam como se todos fossem um só coração e uma só alma. Eram compassivos, misericordiosos, modestos, humildes, sabiam perdoar as ofensas e até fazer bem aos malfeitores. Foram perseguidos atrozmente pelos pagãos, e, no entanto não retribuíam o mal com o mal, mas pelo contrário, perdoavam e, na medida do possível procuravam ter paz com todos. Não usavam nenhum engano para prejudicar o próximo. Viviam em paz, porque procuravam imitar o Divino Mestre. Só temiam o pecado.

Todos nós desejamos a paz, mas poucos, como diz o Livro da Imitação de Cristo, buscam os meios da verdadeira paz. E quais são estes meios? Primeiramente o temor de Deus, temor de O ofender. E devemos, em segundo lugar, confiar na Providência divina: "Não cai um cabelo da nossa cabeça, como disse Jesus, sem permissão de Nosso Pai do Céu". De Deus e d'Ele somente depende a nossa vida presente e futura. Ninguém nos poderá causar algum mal, sem a  permissão de Deus. Este pensamento de que Deus vela sobre nós, dar-nos-á aquela resignação, que vem a ser o primeiro elemento da paz. Devemos dispensar os nossos cuidados apenas aos bens do Céu. Os santos, os primeiros cristãos ficavam tranquilos  em meios às maiores perseguições. Tinham fé e sabiam que Deus, nosso Pai, só quer o nosso bem e faz com que tudo concorra para o bem dos seus escolhidos, daqueles que O amam.

Na verdade, os vícios contrários às virtudes acima inculcadas pelo primeiro Papa, ou seja, a inveja, o egoísmo, a vingança, os sentimentos de ódio, o orgulho, todos estes vícios, digo, são justamente a causa das desavenças, e são os elementos perturbadores daquela harmonia que deveria reinar na convivência com o próximo. Assim, pois, quem quiser verdadeiramente ter um vida feliz terá que combater todos aqueles vícios e, além disso, deverá domar a sua língua, que, como diz S. Tiago, é envenenada pelo inferno.


O segredo desta paz de Jesus, paz esta que o mundo não pode dar, pertence apenas aos artigos da lei de Jesus Cristo. Ó Jesus, dai-me a vossa graça, o vosso amor, a vossa paz, e serei feliz e bastante rico. Amém!

sábado, 8 de julho de 2017

O SANGUE DE JESUS E A COMUNHÃO


LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

Na preparação para o comunhão.

Na Hóstia Consagrada, ó meu dulcíssimo Jesus, eu Vos contemplo como quando estavas sobre a Cruz na hora do grande sacrifício. Oh! com qual púrpura Vos adornais sobre o trono do Vosso amor! Sangue,,, Sangue... Sangue... desde a extremidade dos pés até ao vértice da cabeça é tudo uma ferida... O Sangue corre de mil chagas... Madalena apoiada sobre o pé da Cruz salpicada deste Sangue, os anjos vindos do Céu recolhem-no em cálices de ouro... Ó Jesus, de todo este Sangue não haverá um pouco também para mim? Estou tão sedento!... não poderíeis derramar também um pouco no cálice do meu coração? Bastar-me-ia uma gota, dai-me, ó Jesus, esta gota de Vosso Preciosíssimo Sangue redentor e purificador!

À vista de tanto Sangue eu deveria fugir para longe, como da presença dum meu delito, como Caim fugiu ao ver o sangue de Abel, porque fui eu que vo-Lo tirei das veias na hora da minha insensatez e da minha loucura. Contudo, embora Ele me grite bem alto com voz de reprovação, eu sei que é muito mais forte a voz do Vosso amor. Dei-Vos a morte, ó Jesus; contudo Vós amais-me sempre. Dei-Vos a morte, mas sabeis que estou arrependido da minha crueldade, sabeis que tenho chorado os meus pecados e que quisera apagar-lhes as mais leves manchas mesmo que fosse preciso sacrificar-me totalmente por Vós. Dei-vos a morte, mas Vós já me perdoastes, e estais prestes a vir visitar-me e tratar-me com tal ternura como se eu nunca Vos tivesse ofendido. Aqui estou como Madalena ao pé da vossa Cruz. Quereis que a lembrança e o testemunho do meu delito se convertam em prova do Vosso amor e da minha felicidade; quereis que aquele Sangue que a minha insensatez Vos fez sair das veias desça ao meu coração a levar-lhe o calor da sua ternura. Espero que digais de mim o mesmo que dissestes de Maria Madalena: "Muitos pecados lhe foram perdoados, porque muito amou! Assim, ó Jesus, espero-Vos, desejo-Vos, quero ter a suma dita de ter-Vos sempre juntinho do meu coração.

Fico encantado em ver a sorte das santas mulheres do Calvário; quero também eu experimentar o que seja aquele Sangue que, ó Jesus, Vos caiu abundante das mãos, dos pés, da fronte, do Coração, que corre copioso a santificar as almas. Quero também eu ver até onde chega a Vossa generosidade em derramá-Lo pela salvação do mundo... quero ser ainda mais venturoso que aquelas piedosas mulheres. Elas viram o Vosso Sangue com os olhos, eu quero recebê-Lo em meu coração, pois, na Hóstia Consagrada está também o Sangue de Jesus. As santas mulheres recolheram talvez algumas gotas e levaram-nas consigo depois da Vossa morte, ó Jesus. Eu quero recolhê-Lo todo e tê-Lo comigo enquanto me durar a vida: elas ajudaram Maria a lavar as manchas de Sangue do Vosso Corpo depois que morrestes e fostes descido da Cruz; eu, pelo contrário, quero que o Vosso Corpo fique unido ao Vosso Sangue, e que um e outro alimentem a minha alma; elas viram-No, contemplaram-No, mas com os olhos cheios de lágrimas e o coração despedaçado pela dor; eu, pelo contrário, quero gostá-lo, inebriar-me de amor com Ele, para gozar comigo uma hora de felicidade santa e celestial.


E vós, ó Jesus, não vindes de boa vontade dar-me o Vosso Sangue? Mas a quem o dareis senão a uma alma que tanto O deseja e que tanto necessita d'Ele? Se me prometestes que me tornaríeis participante do Vosso reino, não é justo que eu participe também da Vossa púrpura? Ó Jesus, desejo ardentemente a Vossa vinda ao meu coração! Espero que nele estareis melhor que no Calvário. Lá o Vosso Sangue caiu em parte sobre um tronco duríssimo da cruz, em parte sobre um terreno sem sentimento nem beleza, e quem sabe quanto não terão os algozes calcado aos pés! No meu coração não encontrareis por certo aquela dureza, nem Vos farei um acolhimento insensato, ninguém ousará calcá-Lo aos pés, não, não, pela vossa graça; nem uma só gota será profanada, mas todo, todo será recolhido, adorado, amado com a ternura devota dum coração que quer viver todo realmente inebriado de amor por Vós, ó dulcíssimo Jesus. Amém!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

CONTINUO A ACOMPANHAR A MISSA EM UNIÃO COM O SANGUE DE JESUS

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

3. Da Elevação à Comunhão.

Adoro a Sangue de Jesus já no Cálice sobre o Altar. Está aqui para mim, está todo à minha disposição. E eu tomo o Cálice do Sangue de Jesus, e, através do sacerdote, apresento-o a Vossa Majestade, ó meu Deus. E ouso dizer-Vos: eis a digna compensação que Vos ofereço pelos benefícios sem fim com que enriquecestes a minha existência. Vós criastes-me, e eu em paga deste primeiro benefício, ofereço-Vos o Sangue de Jesus. Vós conservastes-me a vida por tantos anos, protegendo-me contra inumeráveis perigos e aventuras, fazendo até por vezes desabrochar belas rosas entre os espinhos da minha vida: eis o meu agradecimento - O SANGUE DE JESUS.

Vós chamastes-me a fé, e ajudastes-me a conservá-la entre os escândalos de pobres almas que a sacrificavam ao interesse duma paixão ou a aviltavam com desonrosas transigências, e à fé acrescentastes mais tarde o dom inefável de graças especiais que entre o povo cristão me colocaram numa classe privilegiada. O meu reconhecimento por todos estes benefícios está todo aqui: o SANGUE DE JESUS. Vós marcastes sempre com um benefício cada instante da minha existência, cada respiração do meu peito, cada pulsação do meu coração, e não há uma só partícula do meu ser que não seja um testemunho da vossa bondade. Quisera demonstrar-Vos um agradecimento digno de tão grande amor, mas não sei fazer nada de melhor que oferecer-Vos o Sangue de Jesus.  Viverei ainda muito tempo? Morrerei em breve? Não o sei. O que sei é isto somente: que o meu futuro será repleto dos vossos favores; que Vós, ó grande Deus, me acompanhareis sempre com a generosidade do vosso divino amor; e eu Vos protesto que sempre, por toda a parte, agora e até ao meu último suspiro, Vos darei uma só homenagem de gratidão mas que será digna de Vós: apresentar-Vos-ei sempre o cálice do Sangue de Jesus.

4. Da Comunhão ao fim.


Quisera. ó meu Deus, nosso Pai que estais no Céu, pedir-Vos muitas graças para mim e para os meu caros parentes e amigos e até para aqueles que se consideram  meus inimigos; quisera levar a vossa misericórdia a compadecer-Vos da minha miséria, mas a minha voz é demasiado débil para subir até junto de Vós... Oh! fale-Vos por mim o Sangue de Jesus! Este Sangue que tantas vezes me vem correr pelas veias, que tantas vezes tem banhado a minha alma e o meu coração; este Sangue conhece todas as minhas misérias, conhece todas as minhas necessidades, tem contado  e pesado as minhas palpitações, as minhas aspirações, os meus propósitos, as minhas resoluções, saberá dizer-Vos, ó meu Deus, que coisa eu quero e que coisa espero de Vós. Ele tem uma voz mais potente e mais eficaz que não tem o fragor imenso de todas as dores e de todas as esperanças juntas da humanidade: fale-Vos, portanto, ele de mim, e segrede-Vos as virtudes a que eu aspiro e conceda-me a graça de possuí-las. Fale-Vos do frêmito das minhas paixões e alcance-me a força de subjugá-las. Fale-Vos daquele pouco de amor que tenho por Vós e ajude-me a fazê-lo inflamar como um incêndio. Fale-Vos das minhas esperanças e aspirações e ajude-me a purificá-las e realizá-las. Fale-Vos do desejo ardente que tenho de ver convertidas tantas almas que Vos fazem guerra, de ver amar-Vos tantas outras que agora nem sequer Vos conhecem, de se tornarem em serafins de amor aquelas que enlanguescem na sonolência da tibieza. Diga-Vos, ó meu Deus, que eu estou de braços abertos esperando a graça de conhecer-Vos sempre melhor, de amar-Vos com crescente fervor, de servir-Vos com indefectível constância e de chegar um dia a gozar-Vos no Céu para sempre. Ainda uma graça, ó meu Deus: pelo amor de Jesus, pelo valor do Sangue que por mim derramou, concedei-me a graça de ter sempre deste Sangue uma inextinguível sede... que Ele venha todos os dias umedecer e abrandar as securas da minha alma... que Ele venha infundir-me uma nova vida de virtude e de santidade... que Ele venha fazer-me viver todo, mas mesmo todo, de Jesus e só de Jesus. Amém!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

ACOMPANHAR A MISSA EM UNIÃO COM O SANGUE DE JESUS

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

1. Do princípio aos Evangelho.
Volvei, ó meu Deus, um olhar de bondade sobre este altar. Aqui finalmente, vos posso oferecer um sacrifício digno da vossa Majestade infinita. Ofereci-Vos já o humilde trabalho das minhas mãos, as penas do meu coração, as lágrimas dos meus olhos. Mas o que são estas oblações tão mesquinhas perante as exigências da vossa justiça e os direitos do vosso amor? Mas, eis aqui um sacrifício em tudo digno de Vós: eis o Sangue sacratíssimo do vosso Filho Jesus! Eu vo-lo ofereço com a alma trêmula pela grandiosidade e o valor da mesma oferta, mas com a certeza de que será plenamente agradável à vossa infinita Majestade. Ó grande Deus, recordai a bondade imensa com que acolhestes um dia as ofertas simples do inocente Abel, recordai com quanta complacência contemplastes o sacrifício de Abraão, recordai quanto serviram para acalmar a vossa Justiça as milhares de vítimas em homenagem de adoração no Templo de Jerusalém. Recordai, ó meu Deus, recordai que uma só gota do Sangue de Jesus vale infinitamente mais que todas as vítimas antigas; que só aquele Calvário purpurado de um Sangue divino vale mais que um mundo inteiro inundado de sangue humano. E este Sangue de Jesus sou eu que hoje vo-lo ofereço! Eu me uno com o pensamento e com o coração ao vosso sacerdote que está celebrando. Eu que com o desejo e com todo o amor vo-lo apresento naquele Cálice que e daqui a pouco será levantado ao alto entre as mãos do vosso ministro... Ó meu deus, quanto me sinto grande e aventurado, neste momento! Pensar que Vos ultrajei até tirar a vida a vosso Filho... e agora poder oferecer-Vos o Seu Sangue para Voa fazer perdoar o meu delito consumado!

2. Do Evangelho à Elevação.

Deveria ser eu a vítima expiatória dos meus pecados; mas ainda que o meu sangue corresse todo pelos degraus deste altar, ainda que o meu corpo fosse esquartejado e calcado aos pés, ainda que exalasse o espírito em suplícios horrendos, bastaria porventura o meu sacrifício por si só para apagar a menor das minhas venialidades? Aceitai, pois, ó meu Deus, o Sangue de Jesus em satisfação de todas as minhas culpas: eu vo-Lo ofereço como satisfação devida à vossa Justiça infinita, que eu ultrajei de tantas maneiras; e enquanto este Sangue sobe até Vós em holocausto de expiação, desça também sobre a minha alma em lavacro de perdão e de purificação. Tenho já chorado as minhas culpas, é verdade, mas tantas lágrimas derramadas ainda me não restituíram a inocência perdida... ah! é só das veias de Jesus e do seu Sagrado Coração que pode cair uma chuva santa capaz de apagar todas as minhas iniquidades. Volvei, ó meu Deus o vosso olhar para este Sangue precioso! Ele passou através do Coração de Jesus, e é, portanto, um sangue que fez palpitar o maior amor que da terra tenha sido elevado para o Céu. Fez pulsar aquele Coração com as palpitações duma contrição infinitamente viva e profunda... a dor comprimiu-O como que dentro dum tenaz de ferro e fê-Lo espirrar da fronte e de toda a pessoa de Jesus até correr pela terra. É um Sangue que, à calma suave da inocência, reúne os frêmitos santos do zelo pela vossa causa. É um Sangue que tem já lavado as culpas de mil gerações, e não terá o poder de lavar as minhas? É um Sangue que durante tantos séculos tem aplacado a vossa ira, e só hoje, que se trata de mim, não terá o poder de mover-Vos à compaixão? Agora, logo após à Elevação do Cálice, direi: "Ó Sangue de Cristo, inebriai-me de amor por Vós! Amém!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

NOSSA UNIÃO COM O SANGUE DE JESUS

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

O supremo Sacrifício do Salvador foi consumado na Cruz. No Santo Sacrifício do Altar, a imolação de Jesus é renovada, mas sem derramamento de sangue. A imolação é real, mas a morte de Jesus é mística ou sacramental, pelo sinal sensível da Consagração separadamente do pão e do vinho. Portanto, depois da Consagração na Missa, estão no Altar o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Jesus. Jesus  renova realmente sua imolação do Calvário, e nós, para participarmos realmente deste sacrifício, temos que nos unirmos a Jesus na qualidade de vítimas. Devemos entregarmo-nos como Jesus, ao cumprimento pleno da vontade de Deus. Devemos estar na atitude profundamente sincera, de dar tudo a Deus, de fazer atos de desprendimento e de sacrifício, de aceitar os sofrimentos, as tristezas e os desgostos cotidianos, por amor d'Ele. Isto significa oferecermo-nos a Jesus, nos unirmos a Ele, ao Sangue de seu Coração com aquelas mesmas disposições que O animavam na Cruz, com as mesmas disposições que tem no Altar do Santo Sacrifício da Missa.

Na verdade, quando, com profunda reverência, fé viva, amor ardente e verdadeira contrição dos nossos pecados, nos unimos a Jesus Cristo, Pontífice e Vítima do seu sacrifício, quando está vivendo em nós pela graça, Ele toma em seu Coração todas as nossas intenções e apresenta, por nós a seu Pai uma adoração perfeita, uma satisfação plena; dá-Lhe dignas ações de graças, e a sua oração é toda poderosa. Assim, caríssimos, todos estes atos do Pontífice eterno, que renova no Altar a sua imolação do Calvário, tornam-se nossos.

Dentro do Cálice está o Sangue de Jesus... aquele mesmo Sangue que na hora do grande sacrifício do Calvário, foi derramado pela redenção do mundo. Assim: Sacrifício... Cálice... Sangue... constituem a trilogia sublime da vida cristã. Todos somos chamados a sacrificar-nos, todos devemos derramar o sangue, se não o das veias, pelo menos o da alma; mas nem todos sabem e nem todos recordam que sacrifício e sangue fora do Cálice de Jesus não têm valor. Quando se chora, quando o coração consuma as suas misteriosas imolações, quando se arrasta uma cruz, Jesus aproxima-se e estende o seu Cálice para receber dentro as nossas lágrimas de sangue, as nossas dores, os nossos sacrifícios, e oferecê-los por nós a seu Pai. É então, que os sofrimentos cristãos têm junto de Deus um valor expiatório e adquirem um direito à vida eterna. Desventurados, pois, aqueles que bebem um Cálice que não é sombreado pelas Oliveiras do Getsêmani, aqueles que, trilhando o caminho dum calvário, não procuram encontrar-se com Jesus, aqueles que morrem sobre uma cruz que não é a de Jesus!

Oremos! Ó Cálice do Sangue adorável de Jesus, recolhei as lágrimas que viemos derramando nas horas já demasiado longas da nossa peregrinação, os suores da nossa fronte humilhada, os gemidos do nosso coração cansado, as dores ignoradas do nosso espírito, os sacrifícios ocultos e esquecidos da nossa vida inteira; purificai tudo com o Sangue do meu Jesus, e depois desça um Anjo a tomar-te e a levar-te sobre o altar sublime do Céu à presença do infinita Majestade. E Vós, ó grande e Eterno Deus, aceitai benigno a oblação da vossa pobre criatura, as sua orações, as suas fadigas, as suas dores, porque se tornaram um só coisa com a oblação do vosso Filho, Jesus. Amém!

terça-feira, 4 de julho de 2017

NOSSAS ORAÇÕES E OBRAS NO CÁLICE DO SANGUE DE JESUS

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

A nossa oração, antes de se elevar para o Céu, deverá repousar sobre o Cálice do Sangue de Jesus para subir com mais força para o trono de Deus. Se oramos sem esta união ao Sangue Divino, que poderemos dizer a Nosso Senhor? Que eficácia poderão ter junto d'Ele as palavras d'uma alma abandonada a si mesma. Devemos, portanto, fazer mergulhar a parte mais viva do nosso coração no Sangue de Jesus. Será, antes, a nossa própria alma que se vestirá com a púrpura daquele Sangue divino para se tornar digna de falar com o Eterno Deus. Ah!, caríssimos, aquele Sangue, mais eloquente que o de Abel, dará ao meu coração a beleza do amor que tanto apraz a Deus; dará às nossas palavras a harmonia doce e sublime que tanto agrada a Deus; dar-nos-á o poder maravilhoso que subjuga a criatura à vontade soberana de Deus. Ao orarmos, à medida que a nossas palavras, banhadas no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, subirem como uma onda de incenso para o céu, este se despirá de suas nuvens e nos aparecerá mais sereno e luminoso, e depois se abrirá para deixar penetrar até ao trono de Deus a voz das minhas dores, das minhas esperanças, dum amor que chora e goza ao mesmo tempo. Oraremos, e Deus voltando-Se benigno para nós, deixará cair das mãos os flagelos da sua justiça, e nos abrirá os tesouros da sua misericórdia. Oraremos, e a voz da nossa alma peregrina sobre a terra, confundir-se-á com o hino das almas que repousam na Pátria, formando um só cântico, que ecoará  no próprio coração de Deus. Tudo isto indica que nós oramos com o coração cheio do Sangue de Jesus! que nós oramos com os lábios purpurados com o Sangue de Jesus!

Nós, degredados filhos de Eva e Adão, neste vale de lágrimas, estamos condenados à fatiga; mas a homenagem da nossa fadiga não é aceita de Deus se não passa por Jesus. E Jesus lá está sobre o altar, lá nos espera no Cálice, para santificar com o seu Sangue todas as nossas obras do dia. O que nós fazemos durante o dia é coisa tão vulgar, que o mundo muitas vezes nem sequer se digna lançar-lhe um olhar; contudo, se nós quisermos, podemos torná-lo tão precioso, que os anjos venham à porfia tomá-lo das nossas mãos para apresentá-lo à Majestade de Deus. Basta que banhemos todas as nossas obras cotidianas no Sangue de Jesus.

Ó  todos aqueles que estão submetidos a trabalhos humildes e vis; ó almas generosas, votadas a um serviço fatigante, ingrato e por vezes repugnante, de doentes que nem sabem sequer dizer um obrigado ao vosso heroísmo; ó pobres operários, pacientes sob o peso duma fadiga superior às vossas forças, desprezados naquela fé que é o único conforto que vos ficou na vossa pobreza; ó vós todos que comeis um pão escasso e duro, recordai que o Cálice está lá no altar para vós. Fazei-O derramar sobre a vossa fronte de modo que fiquem purpurados os vossos suores e as vossas faces macilentas e quiçá precocemente envelhecidas; fazei-O cair sobre os vossos braços para que recebam força e vigor, sobre as vossas fadigas para que sejam aliviadas, sobre todos os vossos trabalhos do dia para que resplendam com a mesma luz de Jesus. Os soberbos da terra farão obras maravilhosas, mas aquelas obras, sem Jesus, serão como uma fumaça que apenas aparece logo se esvai; as vossas, ao contrário, não despertarão nem sequer por um instante a atenção dos soberbos, mas passando pelo Cálice do Sangue de Jesus, despertarão a admiração dos santos, atrairão as complacências de Deus.


Caríssimos, li agora uma notícia comovente: um pai cruza os EUA de bicicleta (quase 5 mil km) para ouvir o coração da filha bater no peito de um homem no qual foi feito o transplante. Este fato deu-me a inspiração no término desta leitura espiritual. Deus, o nosso Pai que está no Céu, com que complacência não deverá ver  e receber as nossas orações, trabalhos e dores banhados no  Sangue  de Seu Filho e colocados em seu Coração!!! Amém!