SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

   SEXTA-FEIRA DA SEGUNDA SEMANA DEPOIS DO PENTECOSTES.

   Ó Jesus, concedei-me a graça de penetrar os segredos escondidos no Vosso divino Coração.


   1- Depois de termos fixado o nosso olhar na Eucaristia, dom que coroa todos os dons do amor de Jesus aos homens, a Igreja convida-nos a considerar diretamente o amor do Coração de Cristo, fonte e causa de todo o dom. Pode afirmar-se que a festa do Sagrado Coração de Jesus é a festa do Seu amor por nós. "Eis o Coração que tanto amou os homens", disse Jesus a Santa Margarida Maria; "eis o Coração que tanto amou os homens", repete-nos hoje a Igreja, mostrando-nos que "no Coração de Cristo, ferido pelos nossos pecados, Deus se dignou dar-nos, misericordiosamente, infinitos tesouros de amor" (cfr. Coleta). Inspirando-se neste pensamento, a liturgia de hoje refere-nos os imensos benefícios que nos provêm do amor de Cristo, é um hino de louvor ao Seu amor. "Cogitationes Cordis ejus", canta o Introito da Missa: "Eis os pensamentos do Seu Coração - do Coração de Jesus - através das gerações: arrancar as almas da morte e alimentá-las em sua fome". O Coração de Jesus anda sempre à procura de almas para salvar, para livrar dos laços do pecado, para lavar com o Seu Sangue, para alimentar com o Seu Corpo. O Coração de Jesus está sempre vivo na Eucaristia para saciar a fome dos que por Ele suspiram, para acolher e consolar todos os que, desiludidos pelas amarguras da vida, se refugiam n'Ele em busca de paz e alívio. E o próprio Jesus nos ampara na aspereza do caminho. "Tomai o meu jugo sobre vós, aprendei de mim, que sou manso e humilde de Coração, e achareis repouso para as vossas almas" (Alleluia). Se é impossível eliminar da vida toda a dor, é no entanto possível, a quem vive com Jesus, sofrer em paz e encontrar no Seu Coração repouso para a alma cansada.

   2- O Evangelho e a Epístola fazem-nos considerar ainda mais diretamente, o Coração de Jesus. O Evangelho (Jo. 19, 31-37) mostra-nos o Seu Coração posto a descoberto pela ferida da lança, e Santo Agostinho comenta: "O Evangelista disse abriu, a fim de nos mostrar que, de alguma maneira, se nos abre ali a porta da vida, donde brotaram os Sacramentos". Do Coração trespassado de Cristo - símbolo da amor que O imolou por nós na Cruz - brotaram os Sacramentos, figurados na água e no sangue saídos da Sua chaga, através dos quais recebemos a vida da graça; sim, é justo dizer que o Coração de Jesus foi aberto para nos introduzir na vida. "Estreita é a porta que conduz à vida" (Mt. 7, 14), disse Jesus um dia; mas se por esta porta entendemos a chaga do Seu Coração, podemos dizer que não nos podia abrir uma porta mais acolhedora.
   São Paulo, na sua belíssima Epístola, (Ef. 3, 8-19), convida-nos a entrar, ainda mais adentro, no Coração de Jesus para contemplar as Suas "riquezas incompreensíveis" e penetrar o "mistério escondido, desde o princípio dos séculos, em Deus". Este "mistério" é exatamente o mistério do amor infinito de Deus que nos preveniu desde a eternidade e que nos foi revelado pelo Verbo feito carne; é o mistério daquele amor que nos quis remir e santificar em Cristo, "no qual temos segurança e acesso a Deus". Mais uma vez Jesus Se nos apresenta como a porta que conduz à salvação: "Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo" (Jo. 10, 9); e a porta é o Seu Coração que, rasgando-se por nós, nos introduziu na vida. Só o amor nos pode fazer penetrar neste mistério de amor infinito; mas não basta um amor qualquer, é necessário, como diz São Paulo, estarmos "arraigados e fundados na caridade". só assim poderemos "conhecer aquele amor de Cristo que excede toda a ciência, para que sejamos cheios de toda a plenitude de Deus". 

   Colóquio: ... "Se vós, ó Jesus, sois a minha Cabeça, por que não deverá chamar-se meu, aquilo que é Vosso? Não é verdade que são meus os olhos da minha cabeça? Portanto o Coração da minha Cabeça espiritual é o meu coração. Que alegria para mim! Olhai: Vós e eu temos um só coração. Entretanto, ó Jesus dulcíssimo, havendo reencontrado este Coração divino que é Vosso e meu, elevarei a Vós, Deus meu, a minha prece: acolhei no sacrário das Vossas audiências as minhas orações, ou antes, atraí-me inteiramente ao Vosso Coração" (São Boaventura). 

(Meditação extraída do Livro "INTIMIDADE DIVINA" do P. Gabriel de Sta. M. Madalena, O.C. D.)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

São Luiz de Gonzaga - Jesuíta


 Pertencia à família dos duques de Mântua (Itália) e era príncipe do Sacro Império, sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione. Foi batizado apenas nascido e depois educado santamente. Desde o primeiro uso da razão, ofereceu-se a Deus, e levou uma vida cada vez mais santa. Com nove anos, estando em Florença diante do altar da Santíssima Virgem, fez o voto de castidade perpétua ao qual foi inteiramente fiel até a morte. Por ser príncipe esteve muito tempo entre os soldados e era inevitável os ouvisse pronunciar palavras pouco decentes, que, na sua inexperiência, começou a repetir sem lhe saber a significação. Luiz chorou esta falta durante toda a vida, como se fossem gravíssimos pecados. A vida edificante, a prática das virtudes, importou-lhe o apelido de anjo. Foi aí em Florença que Luiz fez a primeira confissão, e fê-la com tanta dor de arrependimento. que caiu sem sentidos aos pés do confessor. 
   São Carlos Borromeu, Arcebispo de Milão, preparou-o para o primeira Comunhão, que recebeu com uma devoção comovedora. Recebendo depois a Santa Comunhão aos domingos, dedicava três dias para preparar-se e outros três dias para fazer a ação de graças. 
   Luiz guardava tão bem os sentidos, em particular o da vista, que não olhava jamais para o rosto da princesa da Espanha da qual era pajem. À guarda dos sentidos, ajuntava as mortificações corporais. Jejuava três dias na semana, usava a disciplina, dormia sobre tábuas. E isto com o fito de ter facilidade para acordar mais cedo e poder rezar. Passava horas de joelhos em oração e contemplação das coisas celestes. Tinha como lema em tudo que ia fazer: "Que vale isto para a eternidade?!" 

S. Luiz na corte de Espanha
  Como filho mais velho era herdeiro do trono, mas a tudo renunciou depois de uma luta árdua para conseguir licença paterna, e chamado por Deus à vida religiosa escolheu a Companhia de Jesus fundada por Santo Inácio de Loiola. Luiz contava 17 anos quando foi aceito como noviço no Colégio de Roma. Modelo de virtude, que era no mundo, muito mais o fora no convento. Desejoso de regular a vida pelas obrigações da vida comum, pediu aos Superiores não usassem com ele de nenhuma consideração, querendo ser tratado com um dos últimos da casa. Nunca falou uma palavra sobre sua origem nobre. De acordo com o espírito religioso, reconhecia na obediência o fundamento de toda a virtude. Sem dar o menor sinal de ostentação, o exterior traduzia-lhe a modéstia, a humildade, a caridade e movia à devoção a quantos o viam. 
   Como grassavam em Roma a peste e a fome, Luiz ia, de casa em casa, pedir esmola aos ricos para os pobres. Não satisfeito com isso, pediu aos Superiores licença para diretamente acudir às necessidades dos empestados e prestar-lhes serviços nos hospitais. Obtida a licença, a dedicação e caridade do jovem não tiveram mais limites. Mas a fraca constituição de Luiz não resistiu às grandes fadigas e esforços verdadeiramente sobre-humanos que fazia no serviço hospitalar. Contraiu aí a peste contagiosa. A morte, porém, não podia amedrontar o angélico jovem. Quando soube que tinha chegado a hora de preparar-se para a última viagem, exclamou com emoções de alegria: "Eu me alegrei do que me foi dito: irei à casa do Senhor" (Salmo 121). Durante os últimos três dias segurava constantemente o crucifixo e o terço. De vez em quando beijava a imagem de Jesus, e os olhos se lhe enchiam de lágrimas de amor. No rosto se lhe via estampada uma paz celestial - reflexo de sua alma pura e cândida. 
   Em 21 de junho de 1591, com a idade de 24 anos começados, sobre uma tábua, como pediu, entregou a alma ao Criador. As últimas palavras que disse, foram invocações dos nomes de Jesus e Maria. Treze anos depois de sua morte, foi beatificado. Sua mãe ainda vivia, e pôde invocá-lo sobre os altares. Feliz mãe! 
   Felizes também todas as pessoas que fazem aniversário no dia deste santo patrono da juventude e modelo de pureza! Meus parabéns a todas!

   Oração a São Luiz de Gonzaga

   Ó Luiz santo, adornado de costumes angélicos, eu, indigníssimo devoto vosso, vos recomendo particularmente a castidade da minha alma e do meu corpo. Peço-vos, pela vossa angélica pureza, me apresenteis ao Cordeiro imaculado Jesus Cristo e a Sua Mãe santíssima, a Virgem das virgens, Maria, e me preserveis de todo o pecado. Não permitais que se implante em minha alma qualquer mancha de impureza; mas, quando me virdes em tentação ou perigo de pecar, afastai para longe de mim os pensamentos e afetos imundos, despertando em minha alma a lembrança da eternidade e de Jesus crucificado. Calai-me profundamente no coração um sentimento do santo temor de Deus, e abrasando-me no amor divino, fazei que vos imite na terra, para que possa gozar convosco de Deus no céu. Amém. 

domingo, 18 de junho de 2017

A CARIDADE É A CARACTERÍSTICA DOS FILHOS DE DEUS


Da 1ª Epístola de S. João, III, 13-18,  lida na Missa do 2º domingo depois de Pentecostes

 Caríssimos, não vos admireis de que as pessoas dominadas pelo orgulho, avareza e luxuria, vos tenham ódio. Se deixamos o ódio que mata a alma, agora sabemos que estamos vivos. Porque todo aquele que tem ódio a seu irmão realmente está morto espiritualmente porque o ódio é pecado mortal. Na verdade, quem tem ódio a seu irmão é um homicida e este tal não possuirá a vida eterna. Nisto conhecemos o amor de Deus em ter dado a sua vida por nós; igualmente devemos dar a vida pelos nossos irmãos. Devemos ajudar os pobres. Não seremos verdadeiros discípulos de Jesus se amamos só de boca, mas não fizermos obras de caridade.

Caríssimos, como outrora, ainda hoje o Cristianismo é alvo de ódios e perseguições. O próprio Jesus já o profetizara: "Vós sereis perseguidos por minha causa". Hoje blasfemam contra os dogmas. Protestam contra a Moral. Difamam até os sacerdotes fiéis a Nosso Senhor Jesus Cristo. Na verdade, o ódio dos adversários, ou seja, dos maçons, dos comunistas, dos muçulmanos e modernistas  acusa e condena tudo o que refulge com o nome de católico. Os adversários da Santa Madre Igreja, enganados e excitados pela trevas das paixões, vêem nos dogmas apenas a constante lembrança de realidades aflitivas e molestas. Escravizados ao pecado, negam as sanções eternas. Alheios a toda observância dos mandamentos, atribuem à Igreja leis morais impossíveis. Fazem guerra aos mandamentos de Deus, fazem leis contrárias as leis de Deus. E assim é natural que aqueles que querem viver piedosamente com Jesus Cristo, sejam perseguidos com grande ódio.


 Mas Nosso Senhor Jesus Cristo disse: Bem-aventurados sois, quando vos insultarem e vos perseguirem e disserem falsamente todo mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas, que existiram antes de vós" (S. Mateus V, 11 e 12). Amém!

quinta-feira, 15 de junho de 2017

FESTA DO CORPO DE DEUS

   Pelo P. Gabriel de Sta M. Madalena, O.C.D.  Livro "INTIMIDADE DIVINA".


 1- De etapa em etapa, através do ano litúrgico, fomos subindo desde a consideração dos mistérios da vida de Jesus até à contemplação da Santíssima Trindade cuja festa celebramos no Domingo passado. Jesus, nosso Mediador, nossa vida, tomou-nos pela mão e levou-nos à Trindade, e hoje parece que a própria Trindade nos quer conduzir a Jesus considerado na Sua Eucaristia. 'Ninguém vai ao Pai senão por mim' (Jo. 14, 6) disse Jesus; e acrescentou: 'Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair' (Ib. 6, 44). É este o itinerário da alma cristã: de Jesus ao Pai, à Trindade; da Trindade, do Pai, a Jesus; Jesus leva-nos ao Pai, o Pai atrai-nos para Jesus. O cristão, de maneira alguma pode prescindir de Cristo; Ele é, no sentido mais rigoroso da palavra, o nosso Pontífice, Aquele que Se fez ponte entre Deus e nós. Encerrado o ciclo litúrgico em que se comemoram os mistérios da vida terrena do Salvador, a Igreja como boa mãe, sabendo que a nossa vida espiritual não pode subsistir sem Jesus, conduz-nos a Ele, vivo e verdadeiro no Santíssimo Sacramento do altar. A solenidade do Corpo de Deus não é a simples comemoração de um fato sucedido historicamente há perto de dois mil anos, na noite da última ceia; é a festa de um fato atual, de uma realidade sempre presente e sempre viva no meio de nós, pela qual podemos muito bem dizer que Jesus não nos 'deixou órfãos', mas quis ficar permanentemente conosco na integridade da Sua pessoa, com toda a Sua humanidade, com toda a Sua divindade. 'Não há nem nunca houve nação tão grande - canta com entusiasmo o Ofício do dia - que tivesse os deuses tão próximos de si como está perto de nós o nosso Deus (BR.). Sim, na Eucaristia, Jesus é verdadeiramente o Emanuel, o Deus conosco.

   2- A Eucaristia não é só Jesus vivo e verdadeiro no meio de nós: é Jesus feito nosso alimento. É este  o aspecto principal, sob o qual a liturgia de hoje nos apresenta este mistério; pode afirmar-se que não há parte alguma da Missa que não trate dele diretamente, ou que ao menos lhe não faça referências. A ele alude o Introito,  recordando o trigo e o mel com que Deus alimentou o povo hebreu no deserto, manjar prodigioso e, contudo, só longínqua imagem do Pão vivo e vivificante da Eucaristia. Fala dele a Epístola (1 Cor. 11, 23 a 29), referindo a instituição do sacramento quando Jesus 'tomou o pão e, dando graças, o partiu e disse: 'Recebei e comei, isto é o meu corpo'; canta-o o Gradual: 'os olhos de todos esperam em Vós, Senhor e Vós dais-lhes de comer no tempo oportuno; mais amplamente lhe entoa um hino a belíssima sequência Lauda Sion, ao passo que o Evangelho (Jo. 6, 56-59), fazendo eco ao Aleluia, reproduz o trecho mais significativo do discurso em que Jesus anunciou a Eucaristia: 'a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida'; o Communio, depois, retomando uma frase da Epístola, recorda-nos a necessidade de receber dignamente o Corpo do Senhor e, finalmente, o Postcommunio diz-nos que a comunhão eucarística é penhor da comunhão eterna do céu. Mas para compreender melhor o valor imenso da Eucaristia, é preciso voltar às palavras de Jesus, que muito oportunamente, são citadas no Evangelho do dia: 'O que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele'. Jesus fez-Se nossa comida para nos assemelhar a Ele, para nos fazer viver a Sua vida, para nos fazer viver n'Ele, como Ele mesmo vive em Seu Pai. A Eucaristia é verdadeiramente o sacramento da união ao mesmo tempo que é a prova mais clara e convincente de que Deus nos chama e solicita à íntima união com Ele". 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O CORAÇÃO AMÁVEL E HUMILDE DE JESUS


LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA
4º dia de junho

Nosso Senhor Jesus Cristo, sendo o Filho de Deus feito Homem, é o modelo perfeitíssimo de todas as virtudes. Mas já na sua vida publica pregou dizendo: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração" (S. Mateus XI, 29). Quis dar um destaque especial a estas duas virtudes, que, na verdade são irmãs gêmeas.

Caríssimos, vamos continuar contemplando a bondade e o amor do Coração de Jesus em sua vida pública. Já o contemplamos em sua vida oculta.

O Divino Salvador inicia sua vida de apostolado, com atos de profunda humildade: o seu batismo, o seu retiro de quarenta dias de jejum e oração para depois ser levado pelo Espírito Santo ao deserto para ser tentado pelo demônio.

Jesus Cristo Nosso Senhor, como Ele mesmo afirmou, nunca fez nada por ser de seu agrado, mas procurou fazer tudo segundo a vontade de Seu Pai: "Não procuro a minha satisfação mas aquilo que é do agrado de meu Pai que me enviou" (S. João V, 30). Se passou trinta anos junto de sua Mãe Santíssima, é porque assim o Pai determinou. Chegada, no entanto, a hora determinada pelo Pai, Jesus despede-se de Sua Mãe, e sai para pregar e fazer milagres. Serão três anos em que passará fazendo o bem. Com a graça de Deus vamos contemplar o Coração amabilíssimo de Jesus. Não precisava porque era o Filho de Deus humanado, mas quis antes se humilhar: ser batizado no Rio Jordão pelo seu precursor  João Batista. Depois prepara-se para a sua missão salvadora por meio de um jejum rigoroso de quarenta dias numa montanha inacessível a qualquer pessoa (pode ser avistada de Jericó). Aí quis dar o exemplo de humildade e de como devemos afastar as tentações do demônio. Tudo isto flui da bondade de seu Coração. Jesus não precisava  passar por estas humilhações: ser batizado e ser tentado pelo demônio; mas tudo aceitou por nosso amor, visando sempre o nosso bem.

Vai dar início à sua Igreja. Aqui também o Coração amabilíssimo de Jesus pensa em todos os homens. Será através de sua Igreja que receberemos a verdade e a graça. Para tanto, logo vai conquistando pelos seus exemplos, pregações e milagres, os primeiros discípulos. Escolhe dentre eles doze homens, que serão seus Apóstolos. Acompanhados por eles  durante três anos, percorre as terras da Palestina, ensinando a Boa Nova, fazendo bem a todos, e realizando os mais extraordinários milagres em confirmação da sua missão divina. Nosso Senhor Jesus Cristo vai no decorrer destes três anos instituir os Sacramentos. Seu Coração amabilíssimo, sabe que terá que passar pela Paixão e morrer pregado numa cruz e deseja ardentemente que chegue este dia em que será batizado com um batismo de sangue. Sabe que irá ressuscitar para nos dar a justificação e que depois ainda estará na terra por quarenta dias e depois subirá ao céu para nos preparar um lugar.  Seu Coração não suporta deixar-nos órfãos. Assim através da Sua Igreja, dos Sacramento e especialmente através da Santíssima Eucaristia, como Sacrifício e como Sacramento estará sempre conosco. O Filho de Deus se fez Homem através de sempre Virgem Maria, para ser o Emanuel, isto é, o Deus conosco. Amém!

domingo, 4 de junho de 2017

A NOSSA COLABORAÇÃO À AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

 1.   "Perante a santidade somos sempre como os estudantes e aprendizes que, tendo um conhecimento limitado da arte que estão a aprender, precisam continuamente da direção e das sugestões do seu mestre. O Mestre da santidade é o Espírito Santo. Falando d'Ele, Jesus disse: 'Ele vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito' (Jo. 14, 26). Ensina-nos o que devemos fazer para amar a Deus com todas as nossas forças, sugere-nos tudo o que não sabemos, tanto a respeito de Deus, como da prática da perfeição, e não só nos ensina, mas põe-nos em condições de realizar o bem que nos mostra. Agindo diretamente sobre a nossa vontade, fortifica-a, atrai-a e lança-a poderosamente em Deus, orienta-a perfeitamente para Ele. Assim o Espírito Santo 'ajuda a nossa fraqueza' (Rom. 8, 26) e já que esta é constitucional, inerente à nossa natureza humana, temos continuamente necessidade d'Ele. Na realidade Ele nunca nos abandona: toda a nossa vida espiritual está envolvida pela Sua ação; vimos como desde o início vem ao nosso encontro, preparando e secundando as nossas iniciativas pessoais. Em seguida, se nos encontra dóceis aos Seus convites, Ele próprio toma em nós as Suas iniciativas. Por isso toda a obra  da nossa santificação se reduz, no fundo, a uma questão de docilidade ao divino Paráclito. Antes de mais nada devemos estar muito atentos e ser dóceis aos Seus convites: 'Oxalá que ouvísseis hoje a Sua voz: não endureçais os vossos corações! (Salmo 94, 7 e 8).Os convites do Espírito Santo podem chegar até nós através das palavras da Sagrada Escritura, da pregação, dos ensinamentos da Igreja, de várias circunstâncias da vida, de bons pensamentos, de santas inspirações: correspondamos imediatamente, demonstremos a nossa boa vontade, aceitando e obedecendo prontamente aos Seus convites". (P. Gabriel de Sta M. Madalena - INTIMIDADE DIVINA). 

A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

   "É importante saber que o Espírito Santo trabalha sempre nas nossas almas, mesmo nas primeiras etapas da vida espiritual, desde o início, ainda que então o faça de um modo mais escondido, e por isso menos conhecido. Mas a Sua ação existe, é preciosíssima, e consiste sobretudo em preparar e secundar as nossas iniciativas para a aquisição da perfeição. A primeira obra que Ele realiza em nós é a de nos elevar ao estado sobrenatural, comunicando-nos a graça, sem a qual não podemos fazer nada para chegar à santificação. A graça vem-nos de Deus, toda a Santíssima Trindade no-la dá, mas como ao Pai se atribui particularmente a sua criação, como o Filho, com Sua Encarnação, Paixão e Morte no-la mereceu, assim o Espirito Santo a difunde nas nossas almas. Com efeito a Ele, ao Espírito de amor, é atribuída, de modo especial, a obra da nossa santificação. Quando recebemos o batismo, fomos justificados 'em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'. Todavia, a Sagrada Escritura atribui esta obra de regeneração e de filiação divina, de modo particular, ao Espírito Santo; o próprio Jesus nos apresentou o batismo como um renascimento 'pelo Espírito Santo' (Jo. 3, 5), e São Paulo afirma: 'Todos fomos batizados num único Espírito' e 'o mesmo Espírito atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus' (cf. 1Cor. 12, 13; Rom. 8, 16). Foi pois o Espírito Santo que preparou e dispôs as nossas almas para a vida sobrenatural, infundindo em nós a graça.

   Para nos tornar capazes de realizar ações sobrenaturais, o Espírito Santo, vindo à nossa alma, revestiu as potências - inteligência e vontade - com as virtudes infusas. Antes de tudo, Ele infunde em nós a caridade, e com a caridade, as outras virtudes teologais; a fé e a esperança; infunde também em nós as virtudes morais. Assim, pela Sua intervenção, tornamo-nos capazes de operar sobrenaturalmente. Mas a ação do Espírito Santo não se limita a isto. Como bom Mestre, continua a assistir-nos nas nossas ações, solicitando-nos para o bem e sustentando-nos nos nossos esforços. Convida-nos principalmente para o bem com as inspirações interiores e também mediante meios externos, particularmente a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja. A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus escrita pelos homens, sob a moção do Espírito Santo. Na Sagrada Escritura é, portanto, o divino Paráclito que nos fala, iluminando com a Sua luz a nossa inteligência, impelindo, com o Seu impulso, a nossa vontade; por isso, meditar nos sagrados textos é um pouco como que 'ir à escola' do Espírito Santo. Além disso, o Espírito Santo continua a instruir-nos, a estimular-nos para o bem por meio da palavra viva da Igreja, pois que todos aqueles que têm na Igreja uma missão de ensino, enquanto expõem aos fiéis as sagradas doutrinas, estão sob o Seu influxo. Se aceitamos as inspirações do Espírito Santo, se, em face do Seu convite, nos decidimos a agir, Ele acompanha-nos e assiste-nos com a graça atual, a fim de que possamos levar a bom termo a obra virtuosa. É evidente que também quando a vida espiritual está ainda no início e se concentra na correção de defeitos e na aquisição  de virtudes, a atividade da alma é inteiramente penetrada e sustentada pela ação do Espírito Santo. Pensamos muito pouco nesta verdade e por isso, na prática, temos em pouca conta a obra contínua do Espírito Santo nas nossas almas. É preciso pensar nela para não deixar passar em vão as Suas inspirações e os Seus impulsos. 'Pela graça de Deus sou o que sou', dizia São Paulo, mas podia acrescentar: 'A Sua graça, que está em mim, não foi vã' (Cor. 15, 10)." (P. Gabriel de Sta. M. Madalena, O. C. D. - INTIMIDADE DIVINA).