SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A COMUNHÃO : Fé e Reverência

   "Sem a fé - diz São Paulo - é impossível a pessoa agradar a Deus". Assim devemos dizer que sem a fé é impossível a pessoa ter a devida reverência a Jesus imolado na Cruz e ressuscitado glorioso, mas que está oculto sob as humildes aparências do pão e do vinho. A fé é a base de toda a justificação e é outrossim a condição fundamental de todo progresso na vida sobrenatural. A fé é a primeira das disposições para receber o fruto da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo: renascer para a vida divina da graça e tornar-nos participantes da adoção eterna. É o que o celebrante reza no fim da Missa: "Quotquot autem receperunt eum, dedit eis potestatem filios Dei fieri, HIS QUI CREDUNT IN NOMINE EJUS... qui ex Deo nati sunt" - "Mas a todos os que O receberam, deu poder de se tornarem filhos de Deus, aos que creem no seu nome... os quais nasceram de Deus" (S. João I, 12 e 13). 

   A Comunhão une-nos primeiramente à santa Humanidade de Cristo; e esta união opera-se pela fé. Caríssimos, quando credes que a Humanidade de Jesus é a Humanidade do Filho de Deus, e que n'Ele há só uma pessoa DIVINA, quando com muita fé, adorais esta santa Humanidade, por ela entrais em contato com o Verbo, o Filho Unigênito do Pai, pois é ela o caminho que vos leva à própria Divindade. Se na hora da Comunhão ouvíssemos Jesus perguntar: Quem julgais que eu sou? Deveríamos repetir com toda segurança de uma fé viva, as palavras de São Pedro: "Vós sois o Cristo, o Filho do Deus vivo". Deveríamos ainda dizer: Ó Jesus, vejo apenas um pedaço de pão; mas Vós, que sois o Verbo, a Sabedoria Eterna e a Verdade infinita, dissestes: "Isto é o meu corpo"; e justamente por isso que o dissestes, creio que estais presente sob esta humilde e ínfima aparência de pão. Ó Jesus, os sentidos nos enganam, eles nada nos dizem além dos acidentes, mas creio porque Vós, a própria Verdade, o dissestes". O que certamente Jesus nos responderia? O que disse ao Centurião: "Faça-se conforme a tua fé" (S. Mateus VIII-13). Então - continuaria Jesus - porque acreditais que sou Deus, dou-me a vós com todos os tesouros da minha Divindade, para vos cumular e transformar em mim; dou-me a vós com as inefáveis relações da minha vida íntima de Deus. Caríssimos, na verdade, pela santa Comunhão, nos unimos a toda Santíssima Trindade. Porque Cristo é um só com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Quando comungamos, Jesus Cristo, o Verbo Encarnado, toma conta de nós, une-nos ao Pai como Ele mesmo Lhe está unido. Mas o Verbo une-nos também ao Espirito Santo. Assim, podemos dizer que depois da santa Comunhão, somos  santuário da Santíssima Trindade. 

   A Santíssima Eucaristia é um mistério de fé por excelência, como já tivemos oportunidade de demonstrar. Portanto, só a fé nos pode fazer compreender estas maravilhas e penetrar nestes abismos de amor de Deus. Só quem tem fé, por conseguinte, terá o devido respeito, veneração, reverência e adoração ao Santíssimo Sacramento. Esta reverência nasce e alimenta-se unicamente da fé.

A revolução litúrgica grandemente implantada na Igreja latina pós-conciliar está diminuindo visivelmente a fé nos corações. A falta de reverência, para não dizer desrespeito sacrílego  para com a Santíssima Eucaristia é demonstração insofismável do que acabo de dizer. É uma verdadeira desordem que ocasiona um horrendo retrocesso na vida espiritual. Abriu-se o caminho para as mais desastrosas experiências litúrgicas, para sacrílegas profanações! 

   Senhor, aumentai a minha fé e eu terei todo respeito e reverência possíveis diante de Vós oculto sob as aparências do pão e do vinho!. Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé! Amém!

COMUNHÃO FRUTUOSA

   Caríssimos, sabeis muito bem que este divino Sacramento produz os seus frutos na alma que o recebe em estado de graça e com reta intenção. Mas sabeis também que a abundância dos seus frutos é proporcional ao grau de fervor de cada um. Aproximemo-nos, portanto deste banquete eucarístico com as melhores disposições possíveis. Já tive oportunidade neste blog em mostrar quais estas disposições. Aqui quero apenas ressaltar uma: A VENERAÇÃO. Ela é, pois, indicada pela própria Igreja na Oração do Santíssimo Sacramento: "Dai-nos, Senhor, uma tal veneração pelos sagrados mistérios do Vosso Corpo e Sangue, que possamos sentir constantemente em nós os frutos da Vossa Redenção". 

   Jesus Cristo é Deus. Esta a primeira razão desta "veneração" de adoração no sentido próprio. Só a Deus podemos honrar com adoração no sentido próprio. Só Ele é o Senhor, a Perfeição infinita, o Criador. A Igreja fala de "sagrados mistérios". A palavra "mistérios" indica que sob as espécies eucarísticas se oculta uma realidade; ao acrescentar "sagrados", dá-nos a entender que esta realidade é santa e divina. Na verdade, Aquele que se oculta na Eucaristia é Aquele que, com o Pai e o Espírito Santo, é o Ser infinito, o Todo-poderoso, o princípio de todas as coisas. Se Nosso Senhor nos aparecesse no esplendor da Sua glória, a nossa vista não poderia suportar aquele esplendor. Para se dar a nós, oculta-se, não sob a fraqueza duma carne passível, como no mistério da Encarnação, mas sob as espécies do pão e do vinho. Caríssimos, quanto mais, Jesus, por amor de nós, para nos atrair a Ele, para Se tornar nosso alimento, Ele vela a Sua Majestade, mais devemos cercá-lo de toda veneração e adorá-lo com grande respeito e amor. 

   Jesus se humilhou e entregou-se por nós: Esta a segunda razão para amar a Jesus e adorá-Lo. Jesus disse que a quem se humilha, Ele o exalta. Pois bem, quando vemos o Ser infinito se humilhando por nosso amor, vamos humilhá-lo ainda mais (colocando-O por ex. em copos de plásticos, como aconteceu na JMJ no Rio de Janeiro)? Claro que não. Não é pelos fato de o Papa Francisco ter preferência pelos pobres que os organizadores da JMJ iriam colocar  copos de plásticos descartáveis em sua mesa! 

   A Igreja lembra-nos que "este admirável Sacramento é o memorial por excelência da Paixão de Jesus Cristo". Ora, durante a Sua santa Paixão, Jesus Cristo sofreu humilhações inauditas e ignomínias sem nome. Mas, diz São Paulo, por isso mesmo que Jesus Cristo se aniquilou e desceu a tais humilhações, o Pai O exaltou e Lhe deu um nome acima de todo o nome, a fim de que diante d'Ele se dobrasse todo o joelho e toda a língua proclamasse que Jesus Cristo, Filho de Deus, reina para sempre na glória do Pai. Assim, quanto mais Nosso Senhor Jesus Cristo se humilhou e aniquilou, mais devemos nós, como o Pai, exaltá-Lo neste sacramento que nos recorda a Sua Paixão; mais Lhe devemos prestar as nossas homenagens. A justiça e sobretudo o amor assim nos levam a agir. Mas para isto é preciso fé. Sobretudo neste mistério, devemos botar o máximo de fé. Sem a fé, não se respeita a Eucaristia. 

domingo, 2 de abril de 2017

HOMILIA DO PRIMEIRO DOMINGO DA PAIXÃO

   Leituras: Leitura da Epístola de São Paulo Apóstolo aos Hebreus, 9, 11-14.
                   Continuação do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 8, 40-59:


Tempo da Paixão: Em espírito ao pé
da Cruz, passemos este tempo mais
recolhidos, meditando a Paixão e
Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.
   "Naquele tempo, disse Jesus às turbas dos judeus: Qual de vós me arguirá de pecado? Se vos digo a verdade, por que não me credes? Quem é de Deus, ouve as palavras de Deus. Por isto não as ouvis: porque não sois de Deus. Responderam-Lhe, pois, os judeus: Não dizemos bem nós, que és Samaritano, e que estás possesso do demônio? Respondeu Jesus: Eu não estou possesso do demônio; mas honro a meu Pai, e vós me desonrais. Eu não procuro a minha glória; há quem a procure e faça justiça. Em verdade, em verdade, eu vos digo que se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte para sempre. Disseram-Lhe, então, os judeus: Agora conhecemos que estás possesso do demônio. Abraão morreu assim como os Profetas. E tu dizes: Se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte para sempre. És, porventura, maior que o nosso Pai Abraão, que morreu? Ou maior que os Profetas que morreram? Por quem pretendes passar? Respondeu Jesus: Se eu me glorifico a mim mesmo, nula é minha glória. Quem me glorifica é meu Pai, Aquele que dizeis que é vosso Deus. E vós não O conheceis, porém, O conheço; e, se dissesse que não O conheço, seria mentiroso como vós. Eu, porém, O conheço e guardo a sua palavra. Abraão, vosso pai, sentiu júbilo porque havia de ver meu dia; ele o viu e alegrou-se. Disseram-Lhe então os judeus: Ainda não tens cinquenta anos, e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade, eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu sou. Apanharam eles, então, pedras para Lhe atirar; mas Jesus escondeu-se e abandonou o templo". 

   Caríssimos e amados irmãos em Nosso Senhor Jesus Cristo!

   Dirijo-me a todos vós, amados leitores, mas especialmente aos meus caríssimos colegas de sacerdócio.

   Se alguém merecia absoluta admiração e afeição universal, era por certo Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é  o Caminho, a Verdade e a Vida. É nosso Salvador, Mestre e nosso Exemplo: "Aprendei de mim, diz Jesus, que sou manso e humilde de coração". A doçura, a mansidão, a humildade, a amabilidade, a multidão e natureza de seus milagres, que mostravam sua bondade e seu poder, deviam ganhar-Lhe todos os corações. E, todavia, homem algum foi objeto de mais implacáveis ódios. 

   Caríssimos, que lemos neste Evangelho do 1º Domingo da Paixão? Conhecendo que os fariseus se obstinavam em maquinar contra a sua vida, Jesus procura abrir-lhes os olhos sobre a enormidade de um tal atentado: "Mas, por fim, lhes diz, de que me acusais vós? Apontai um fato e provai-o: qual de vós me arguirá de pecado?" Caríssimos, era necessário estar muito seguro de si, para falar assim a inimigos tão perversos e sagazes.

   Mas que pode a verdade sobre homens que não querem ouvir senão a paixão? Depois deste desafio tão simples e modesto, não replicar era reconhecer que Jesus era irrepreensível. "É, pois um justo, um profeta, talvez, o Messias, concluiria qualquer homem sensato. Mas a inveja diz: "É um samaritano, um inimigo de Deus e de seu povo, é um possesso: "Não dizemos bem nós, que és Samaritano, e que estás possesso do demônio?" Quê? sou inimigo de Deus e um endemoniado, porque não tenho pecado?... É que o ódio quando confundido, enfurece-se; já não sabe senão insultar e blasfemar. Toda paixão cega. 

   Caríssimos colegas de sacerdócio, se nós ministros de Nosso Senhor Jesus Cristo, cumprirmos fielmente nossos deveres, participaremos sempre da sorte de nosso Divino Mestre: "Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque vós não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos aborrece. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o senhor. Se eles me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós"... Portanto, tudo foi predito pelo próprio Jesus. Nós sacerdotes devemos ser a luz do mundo e o sal da terra: a luz fere os olhos doentes e a virtude desagrada ao vício: "Se eu vos digo a verdade, por que não me credes?"  Na verdade, caríssimos, aqueles orgulhosos não acreditaram em Jesus precisamente porque Ele lhes dizia a VERDADE. Lisonjeemos o soberbo, falemos o que está de acordo com seus desejos mundanos, dirijamo-nos a ele com agradáveis mentiras, e ele nos acreditará sem custo; mas, instruamo-lo com verdades que contrariam suas inclinações, e será uma felicidade, se não empregar violência contra nós: "Apanharam, então, eles pedras para Lhe atirar".

   Caríssimos, a contradição virá algumas vezes daqueles que tínhamos por amigos. São Paulo queixa-se disto de um modo especial. Escrevendo aos Gálatas, diz-lhes: "Vós recebestes-me como um Anjo de Deus, como Cristo Jesus. Era tão grande a vossa afeição para comigo, que arrancaríeis os olhos, para mos dar! Tornei-me eu logo vosso inimigo, porque vos disse a verdade?" (Cf. Gálatas IV, 16). Não há  meio termo: ou faltar aos deveres do meu ministério, sacrificando a minha consciência, ou sujeitar-me a ser estorvado nos meus desígnios, combatido, perseguido. Se quero ser bem visto do mundo, devo submeter-me aos seus erros e paixões. Ó meu Deus, preservai-me de tão culpável fraqueza! Ó meu doce Jesus, fazei que eu só procure agradar a Vós!

   No sacerdócio colegas caríssimos, aprendamos do próprio Jesus como devemos proceder para com os nossos perseguidores.

   Para um judeu, chamar-se samaritano, era um grande insulto; é-o para qualquer pessoa, chamar-se endemoniado; quanto mais para o Filho de Deus! Nosso Senhor Jesus não responde à primeira invectiva, porque não passava de um insulto; à segunda, que devia desconsiderá-Lo diante o povo, e não podia conciliar-se com o zelo da glória de seu Pai, Jesus repele-a expondo simplesmente a verdade: "Não, Eu não tenho demônio; mas honro o meu Pai, e vós em paga desonrais-Me". Que domínio sobre si mesmo! Que divina calma! Quando repreendia os vícios, diz São Jerônimo, sua voz era áspera; mas, quando se defendia de alguma afronta, usava maior mansidão. Negou que fosse possesso, afirmou que honrava o seu Pai: foi a sua única justificação.

   Caríssimos, eis o nosso modelo. Vinguemos com energia as injúrias que se referem a Deus, e desprezemos as que só a nós se referem. Trabalhemos por poder dizer como Jesus, sem que o coração desminta os lábios: "Eu, porém, não procuro a minha glória; há quem a procure e faça justiça". Sim, outro cuidará da nossa honra: Deus que vê tudo, dirige tudo, julga e manifestará tudo.

   Caríssimos, a exemplo do divino Salvador, reservemos para o juízo de seu Pai as injúrias que nos fazem. Entreguemos-Lhe a nossa reputação; a nossa causa é a sua, fá-la-á triunfar com certeza, no dia do juízo, e talvez na vida presente. Amaldiçoados pelos homens, seremos abençoados por Deus, que proporcionará a alegria dos seus servos às tribulações que tiverem padecido por ele. Sobretudo nesta conjuntura tão triste em que se encontra a Santa Madre Igreja, sofremos muitas incompreensões! O importante é que Nosso Senhor sabe que estas acusações não são verdadeiras. E é Ele quem vai nos julgar.

   A bondade de Jesus não faz mais que exasperar esses endurecidos; pegam em pedras, e querem condená-Lo, ao suplício dos blasfemos. Mas o amor que nos tem, fizera-O escolher um tormento ainda mais ignominioso e cruel. Mas, não tinha Ele poder e direito para os punir? Sim, mas quer ensinar-nos, que o poder deve muitas vezes ceder à paciência, o direito à caridade, e que há mais verdadeira grandeza em padecer do que em vingar, em não querer o que se pode, do que em poder o que se quer.

   Caríssimos colegas no sacerdócio, não esqueçamos que somos enviados como cordeiros para o meio dos lobos, e tenhamos sempre tanta paciência, que nem sequer os mais indignos tratamentos nos arranquem nunca uma palavra ofensiva. Retribuamos mal com bem e ódio com amor. O Cordeiro de Deus, que oferecemos em sacrifício no Altar, e que recebemos todos os dias como alimento da nossa alma, nos comunique estas santas disposições. Amém!   

   

terça-feira, 28 de março de 2017

A IGREJA E O MUNDO ( I )


"Não ameis o mundo nem as coisas do mundo" (1 João, II, 15).


Escrevi este artigo quando ainda seminarista, ou mais precisamente, há 45 anos atrás. Mostrei-o à S. Ex.cia Rev.ma D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória, que, então,  bondosamente o leu e deu a sua aprovação.

 Hoje, vemos como os modernistas, mais do que nunca, dominando na Igreja, fazem uma mistura das coisas sagradas com as mundanas, como foi o fato sacrílego acontecido no carnaval deste ano em São Paulo, quando o Cardeal Odilo Pedro Scherer permitiu que o bloco carnavalesco União de Vila Maria, sob pretexto de homenagear os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, misturasse samba com cânticos religiosos, e colocasse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, inclusive com o manto e coroa bentos por um padre do Santuário de Aparecida, colocasse, digo, num ambiente o mais mundano e pecaminoso possível, que é o carnaval, máxime o do Brasil. Assim sendo, achei por bem publicar este artigo. Oxalá as almas possam ver onde está a verdadeira doutrina de Nosso Senhor, e, outrossim, vejam como os modernistas são realmente os maiores inimigos da Igreja.

Feita que foi esta introdução, vamos iniciar as nossas reflexões sobre este texto das Sagradas Escrituras, acima enunciado.

Demos, em primeiro lugar, a noção correta de MUNDO, sentido este expresso no texto em apreço e nos muitos outros que aqui citaremos.

Tomamos aqui o termo MUNDO  não enquanto significa as obras da criação ou o conjunto das pessoas que vivem na terra (bons e maus), mas enquanto significa o complexo daqueles que são escravos da tríplice concupiscência e cujas máximas são contrárias às de Jesus Cristo. Mundo neste último sentido é explicado pelo Apóstolo São João na sua Primeira Epístola: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida, e isto não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa, e a sua concupiscência com ele, mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 João, II, 15-17).  

Baseados sempre nas Sagradas Escrituras e na Tradição, vamos explicar esta definição do mundo dada por S. João Evangelista.

1. CONCUPISCÊNCIA DA CARNE: Sobre ela eis o que diz São Paulo: Caminhemos como de dia, honestamente; não caindo em glutonarias e na embriaguez, não em desonestidades e dissoluções; não em contendas e emulações, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos ocupeis da carne em suas concupiscências" (Rom. XIII, 13 e 14). "Caminhemos como de dia, honestamente". As obras dos filhos das trevas são feitas comumente à noite. São todas as desonestidades provenientes da concupiscência da carne. É o amor desordenado dos prazeres dos sentidos. Em primeiro lugar o amor sensual ou luxúria, espalhado por todo o corpo: ver, ouvir, falar, fazer tudo aquilo que acende e alimenta as chamas do amor impuro. Também os excessos no comer e beber e a moleza da vida.

Em outras passagens, o Apóstolo mostra como devem agir os "filhos da luz": Aqueles que são de Jesus Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscências" (Gálatas, V, 24). Caríssimos, vede que S. Paulo não diz: "crucificaram seus vícios e concupiscências", mas "sua carne com seus vícios e concupiscências". O bom médico vai à raiz do mal. A carne, depois do pecado original, é a raiz dos males.

Ouçamos ainda S. Pedro, o primeiro Papa: "O Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência" (1 Pedro, II, 9 e 10).

2. CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS: Compreende duas coisas: a) a curiosidade doentia ou seja o desejo imoderado de ver, ouvir e conhecer o que se passa no mundo, alimentando e excitando assim a sensualidade. Neste sentido eis o que diz o Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: "Ooliba [figura da corrupção de Jerusalém] foi aumentando sempre a fornicação porque tendo visto alguns homens pintados na parede, umas imagens dos caldeus delineadas com cores... pela concupiscência dos seus olhos concebeu por eles uma paixão louca"  (Ezequiel, XXIII, 14 e 16). "Os olhos não se fartam de ver..." (Eclesiastes I, 8). "Eu(Jesus), porém, digo-vos que todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a já cometeu adultério com ela no seu coração" ( S. Mateus V, 28). 

Como a concupiscência vem do mundo, este promove tudo aquilo que provoca e fomenta a concupiscência dos olhos, e através desta, a concupiscência da carne, como por exemplo: revistas pornográficas, filmes, novelas e espetáculos imorais, bailes, imodéstia no vestir, sobretudo em certos ambientes como praias, piscinas, e festas mundanas, sobressaindo entre elas o Carnaval (máxime aqui no Brasil), namoros indecentes mesmo em público, (assim eu escrevia há 45 anos, e hoje? nem preciso dizer o que são!). Entra ainda o papel da televisão, do cinema, da maioria dos jornais e hoje máxime da Internet usada para o mal, como veículos de propagação destas imoralidades.
b) A concupiscência dos olhos pode ser interpretada também como o amor desordenado do dinheiro, ou avareza. Com efeito, o dinheiro, ou apegando o homem a terra e afastando seu pensamento de Deus ou provocando o luxo e o comodismo, oferece maior facilidade para tudo aquilo que fomenta a concupiscência dos olhos e promove a concupiscência da carne. Aliás é por aí que o demônio começa como ensina S. Paulo: "Os que querem enriquecer caem na tentação e no laço do demônio e em muitos desejos inúteis e perniciosos que submergem os homens na morte e na perdição. Com efeito a raiz de todos os males é o amor do dinheiro" (1 Timóteo, VI, 9 e 10). Jesus disse: "Não procureis (com cuidados excessivos) o que haveis de comer e beber e não andeis com espírito preocupado. Porque são os homens do mundo que buscam todas estas coisas" (S. Lucas, XII, 29). E explicando a parábola do semeador diz ainda: "A semente que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, vão e ficam sufocados pelos cuidados do mundo, pelas riquezas e prazeres desta vida e não dão fruto" (S. Lucas, VIII, 14).

Eis como a Sagrada Escritura fala da concupiscência dos olhos tomada no sentido de AVAREZA: "O olho do avaro não se sacia com uma porção injusta; não se fartará, enquanto não tiver consumido e secado a sua vida. O olho mau tende para o mal, e não se saciará de pão, mas estará faminto e melancólico à mesa" (Eclesiástico, XIV, 9 e 10).

3. A SOBERBA DA VIDA: É o orgulho. É primeiramente a vaidade mais vulgar que gosta da ostentação e do luxo. O dinheiro ajuda a soberba. Esquecido de Deus e entregue a si mesmo, o homem considera-se o seu próprio deus. Daí vêm: avareza, espírito de independência, egoísmo, vã complacência, vanglória, jactância, ostentação, hipocrisia etc.. O homem orgulhoso confia em si mesmo; por isso se expõe aos perigos, aos ambientes mundanos, não aceita uma norma de vida, um moral fora e acima dele. Ele mesmo é o árbitro de suas ações, ele é que determina a sua moral, o seu modo de agir. Em uma palavra: ele faz a sua religião. Compreende-se assim facilmente com o orgulhoso, que, na verdade, é rejeitado por Deus, tem o caminho aberto para toda concupiscência, entregando-se aos pecados e baixezas da carne, o que aliás constitui um castigo de seu próprio orgulho.

Vejamos apenas alguns textos da Sagrada Escritura sobre a soberba da vida: "Mas vós, pelo contrário, elevai-vos na vossa soberba" (S. Tiago, IV, 16). "O princípio da soberba do homem é afastar-se de Deus" (Eclesiástico, X, 14). "Não há coisa mais detestável do que o avarento. Por que se ensoberbece a terra e a cinza? "Tua arrogância enganou-te, assim como a soberba do teu coração" (Jeremias, CLIX, 16).

O mundo, que tem como príncipe o demônio (Cf. S. João, XII,31; XIV, 30; XVI, 11).  ) e por estandarte a tríplice concupiscência, como age? Caríssimos, depois da queda original a natureza humana é inclinada para a concupiscência que atrai e alicia, e esta é alimentada pelo mundo que por sua vez é governado pelo demônio. Estes são os três inimigos das nossas almas: o mundo, a carne, e o demônio. Eis a explicação dada pelo próprio Espírito Santo através de S. Tiago: " Cada um é tentado pela sua própria concupiscência que atrai e alicia. Depois a concupiscência quando concebeu dá à luz o pecado" (S. Tiago, I, 14). S. João diz por sua vez: "Aquele que comete o pecado é filho do demônio, porque o demônio peca desde o princípio" (1 S. João, III, 8). E no capítulo V, 19 diz: "Sabemos que somos de Deus, mas o mundo está sob o maligno". Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola do joio explicou que é o demônio o homem inimigo que suscita os maus sobre a terra (Cf. S. Mateus, XIII, 39).

O mundo então através da tríplice concupiscência e excitado pelo demônio persegue os bons de duas maneiras:

 1 - Seduzindo-os através de suas vaidades e prazeres; promove, como vimos acima, tudo aquilo que favorece os olhares lascivos e enlaces sensuais, mas apresenta tudo isso como coisas necessárias para fomentar o amor; como úteis para a saúde, recreações, higiene, etc.. E assim, procura enganar as consciências. Depois o mundo elogia os que sabem gozar a vida. Prega o amor desordenado do prazer: "Coroemo-nos de rosas antes que elas murchem" (Sab. II, 8). É um dever sagrado, dizem os mundanos, aproveitar a mocidade, gozar a vida. O mundo seduz ainda pelos seus maus exemplos. Com mostra a trilhar o caminho largo, apresenta como argumento supremo a maioria. Todos os mandamentos se resumem neste: todo mundo faz assim; é a moda, etc..

2 - Quando não pode seduzir os bons, o mundo trata de os aterrar movendo-lhes perseguições: Assim, desviam-se da prática da religião os tímidos, metendo a riso os devotos, os que fazem penitência, os "ingênuos" que acreditam em dogmas imutáveis, motejam das mães que têm muitos filhos, e que vestem modestamente suas filhas, zombam daqueles que fogem dos ambientes perigosos: como bailes, praias, piscinas, carnaval, etc..

Já disse a Sagrada Escritura: "Aqueles que querem viver piedosamente sofrerão perseguição" (2 Timóteo, III, 11).

Diante da opressão que o mundo lhes faz, consolem-se com o diz a Sagrada Escritura: Em realidade se Deus não perdoou ao mundo antigo; mas somente salvou com outros sete a Noé, pregador da justiça, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, e se condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as as cinzas para servir de exemplo aqueles que venham a viver impiamente, se, enfim, livrou o justo Lot oprimido pelas injúrias e pelo viver luxurioso destes infames (esse justo que habitava entre eles sentia diariamente a sua alma atormentada, vendo e ouvindo as suas obras iníquas), é porque o Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência e desprezam a soberania (de Cristo)" (2 S. Pedro, II, 4-10).


Caríssimos, desculpem-me por eu ter me estendido demais. Mas, na verdade, o artigo ainda continua. No próximo sábado, se Deus quiser, continuarei tratando da mesma matéria: Veremos, se Deus quiser, o modo de agir dos modernistas e o da Tradição em relação ao mundo. Faremos um terceiro artigo sobre A MODÉSTIA NO VESTIR. Sempre me baseando nas Sagradas Escrituras. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

SÃO JOSÉ PATRONO E MODELO DOS OPERÁRIOS
17 DE MARÇO

MODELO DOS OPERÁRIOS.

Foi pobre e humilde carpinteiro. Viveu José na oficina. Teve as mãos calejadas no rude labor. Sustentou a Família Sagrada com o suor da sua fronte. Viveu na luta e no sacrifício do operário pobre, desprotegido e sofredor. Nenhum operário, no entanto, teve como José uma honra: trabalhar, para sustentar com o suor de sua fronte, Aquele que de ninguém tem necessidade e no entanto quis ter fome, quis sofrer como pobre para ser alimentado e vestido e sustentado por São José, seu Pai nutrício. Lá, na santa casa de Nazaré, se realizava à letra o que disse Nosso Senhor: Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. O trabalho era desprezado e humilhante. A oficina pobre de José, o carpinteiro santíssimo, e do operário divino, Jesus Cristo, aquela oficina trouxe uma renovação do mundo pela dignificação do trabalho e do operário cristão.

Daí, compreendemos perfeitamente porque vários Papas, como Leão XIII, Bento XV, Pio XI, apresentaram como modelo dos operários, e a Santa Igreja com toda justiça, colocou São José como Patrono dos operários.

EXEMPLO

O velho José

   As irmãzinhas dos Pobres fundaram, em Barcelona, a sua primeira casa na Espanha. Num casarão pobre estabeleceram um Asilo de Velhos. A princípio recebiam só mulheres. Um dia, lhes aparece um velho em andrajos, trêmulo, em estado de extrema miséria. Pedia um abrigo. De há muito vagava pelas ruas, sem teto e sem pão. Com cerca de oitenta anos, o infeliz só esperava a morte num recanto onde pudesse se abrigar.
   -  Não há lugar aqui, diz-lhe a Madre Superiora; só recebemos mulheres. Como se chama?
   -  Meu nome é José.
   -  José! José! murmura a boa Madre, e toma logo uma resolução: pois receberei o velho, custe-me os maiores sacrifícios. Seja tudo por amor de São José. Como hei de abandonar um miserável que traz o nome de nosso Santo Patrono? E dá ordem a uma das Irmãs:
   -  Minha Irmã, saia já e compre roupa e o necessário para este velhinho.
   Imediatamente soa a campainha da portaria. Entregam um pacote enorme. Abrem-no. É um terno de roupa nova para homem e muitas outras peças necessárias de vestuário, cama, etc.. O bom velhinho sorria, feliz. E nunca mais São José deixou faltar coisa alguma no Asilo. Dentro em breve levantam o pavilhão dos homens e a Instituição se torna uma das maiores e mais famosas.

   Nasceu e se desenvolveu sob a proteção de São José. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

AS SANTAS E PIEDOSAS MULHERES

   Se é certo pelas Sagradas Escrituras que tanto no Antigo Testamento como no Novo as mulheres nunca foram escolhidas para exercer o sacerdócio ministerial, também não é menos certo que Deus no Antigo Testamento e Deus Filho, feito Homem, Nosso Senhor Jesus Cristo no Novo Testamento não dispensaram a ajuda dedicada e carinhosa de piedosas mulheres. 

   Eis o que relata São Lucas no capítulo 8º, versículos de 1 a 3: "Depois disto, Jesus percorria cidades e aldeias pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus. Acompanhavam-nO os doze apóstolos e algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de doenças. Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios, Joana, esposa de Cusa, intendente de Herodes, Susana e muitas outras, que os serviam com seus haveres".

   Já havia entre os judeus o costume de senhoras piedosas proverem à subsistência de rabinos, ou doutores que se dedicavam exclusivamente ao ensino da lei. Como Jesus não se fixava em lugar algum, mas percorria contantemente as diversas regiões do país, elas o acompanhavam. 
   São Lucas, depois de citar Maria Madalena, Joana e Susana, acrescenta que muitas outras também acompanhavam a Jesus. Sabemos por São Mateus 27, 56 e por São Marcos 15, 40, que, entre estas muitas, estavam Salomé, mãe de Tiago e de João, e esposa de Zebedeu, e também Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José.

   Quanto a Maria, chamada Madalena, parece que este nome "Madalena" deriva de Mádala, pequena localidade situada à margem ocidental do logo de Genesaré. Diversos intérpretes, entre eles alguns santos doutores da Igreja, seguindo a Liturgia da Igreja (Breviário na sua festa, dia 23 de julho) supõem que esta Maria Madalena seja a mesma pecadora que ungiu os pés de Jesus e que mais tarde Lhe ungiu a cabeça em Betânia. Seria, portanto, irmã de Marta e de Lázaro. 

   Quanto a Joana, sabemos que seu nome aparece mais tarde entre aquelas que foram ao sepulcro de Jesus, na manhã da ressurreição. 

   São Lucas diz que estas piedosas mulheres acompanhavam a Jesus e os Apóstolos para os servirem com seus haveres. Portanto, não só ofereciam seu trabalho como também custeavam despesas. É interessante observarmos que entre estas piedosas e dedicadas mulheres havia algumas que eram casadas. Seus esposos, portanto, têm o merecimento de haverem consentido que suas esposas ajudassem a Jesus e aos Apóstolos. Hoje, infelizmente há muitos homens que não ajudam nem permitem que suas esposas ajudem à Igreja.

   Limitar-me-ei a fazer apenas mais uma citação, que é de São Paulo na sua Epístola aos Efésios 4, 2 e 3: "Rogo a Evódia e suplico a Síntique que tenham os mesmos sentimentos no Senhor. Também, te rogo a ti, fiel companheiro, que as ajudes a elas que COMBATERAM COMIGO PELO EVANGELHO".

   Na verdade, caríssimos, como comenta o Padre Lincoln Ramos, o Cristianismo trouxe duas grandes prerrogativas à mulher: a) Elevou-a socialmente à altura do homem, pois antes era relegada a posição social inferior, sendo até, em certos países, considerada como escrava. b) Abriu mais largos horizontes para a influência benéfica de seu espírito de caridade e de dedicação. As que seguiam a Jesus, faziam-no também por gratidão, por haverem sido ou libertadas do demônio ou curadas de enfermidades.

   Nós padres, que abandonamos tudo por amor a Jesus, verificamos como a Providência Divina em todos os lugares que trabalhamos, suscita  assim piedosas e dedicadas mulheres que tanto nos ajudam. Que Deus lhes pague! E, de minha parte, deixo aqui o meu mais cordial e profundo agradecimento.

domingo, 5 de março de 2017

O SAL QUE PERDEU SUA FORÇA

Comentando a FOTA DA SEMANA no blog FRATRES IN UNUM, neste domingo, 05/03/2017.

Como o seu divino Fundador, a Santa Madre Igreja passa pela sua "Paixão". Não morre, mas é eclipsada pela maior crise nos seus 2000 anos de existência. Assim, porém, como Nosso Senhor Jesus Cristo, saiu glorioso do túmulo, sua Mística Esposa, a Santa Igreja, sairá gloriosa desta crise.
O Divino Mestre disse aos seus apóstolos: "Vós sois o sal da terra, e a luz do mundo. Se o sal perder sua força, não presta para mais nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens". Mais do que ninguém o Papa deve ser o Sal da terra e a Luz do mundo. Se o mundo está pisando Francisco é porque ele realmente perdeu sua força de sal  e em lugar de ser luz para espancar as trevas, infelizmente difunde as trevas do comunismo, máxime ao ajudar o mundo a destruir a família, a tirar a fé que resta ainda em poucos corações, inclusive a fé na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia. Caríssimos, quando se chega a perguntar se o papa é católico, quando uma bispa luterana diz que o papa Francisco é um cripto protestante, máxime quando o próprio Francisco reconhece que pode passar para a história como o papa que dividiu a Igreja, digo, não seria necessário mais nada para aquilatarmos o tamanho da crise por que passa A Esposa Imaculada de Cristo.
Isto que os mundanos estão externando, nada mais é do que a alegria dos demônios em ver o que está acontecendo na Igreja de Nosso Senhor.
Caríssimos, cabe a nós desagravar o Sacratíssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria. Deus espera muito daqueles, que, por graça de Deus, ainda conservam a Sagrada Tradição. Devemos rezar mais e procurar fazê-lo o melhor possível, com fé, com humildade, com confiança e perseverança; e também fazer mais penitências. E ainda; "no meio desta geração adúltera e pecadora" é mister que demos testemunho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos, nós padres, nos envergonhar de pregar a Sua Dourina, quer agrade quer desagrade.
Quando vier um Papa segundo o Coração de Jesus, (sendo a Igreja divina, um dia isso irá acontecer) certamente a primeira coisa que fará: eliminar a Missa Nova, ministros e ministras da Eucaristia, comunhão na mão e todo aquele lúgubre cortejo que comumente acompanha a Nova Liturgia pós-conciliar,  corrigir o Concílio Vaticano II ou até anulá-lo. Depois empregará para o bem a grande arma que atual e humanamente falando o papa tem nas mãos: a escolha dos cardeais. A FSSPX será simplesmente reconhecida como católica autêntica e dela poderão sair alguns destes cardeais. É óbvio que isto é o que eu penso. Deus tem os seus caminhos que não são os nossos e não podemos perscrutá-los. Baste pensarmos em Santa Catarina de Sena. 

Há poucos dias atrás houve uma eclipse total do sol, total em termos, porque via-se um anel luminoso. Representação do que está acontecendo na Igreja. As trevas do Modernismo, tomaram conta da Igreja. Mas nunca isso acontecerá totalmente, porque é divina, e assim brilhará mesmo em plena crise o anel luminoso da Tradição que conserva por graça de Deus, a luz da Doutrina do Divino Mestre. Este anel luminoso também está a indicar que por trás da mancha, o sol está presente e luminoso. Ele nunca se apaga, Assim, malgrado o Modernismo dominante na Igreja, esta continua sempre viva. Como toda eclipse passa, assim a Igreja sairá desta crise e brilhará novamente em todo seu zênite. Amém.