SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 28 de março de 2017

A IGREJA E O MUNDO ( I )


"Não ameis o mundo nem as coisas do mundo" (1 João, II, 15).


Escrevi este artigo quando ainda seminarista, ou mais precisamente, há 45 anos atrás. Mostrei-o à S. Ex.cia Rev.ma D. Antônio de Castro Mayer, de santa memória, que, então,  bondosamente o leu e deu a sua aprovação.

 Hoje, vemos como os modernistas, mais do que nunca, dominando na Igreja, fazem uma mistura das coisas sagradas com as mundanas, como foi o fato sacrílego acontecido no carnaval deste ano em São Paulo, quando o Cardeal Odilo Pedro Scherer permitiu que o bloco carnavalesco União de Vila Maria, sob pretexto de homenagear os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, misturasse samba com cânticos religiosos, e colocasse a imagem de Nossa Senhora Aparecida, inclusive com o manto e coroa bentos por um padre do Santuário de Aparecida, colocasse, digo, num ambiente o mais mundano e pecaminoso possível, que é o carnaval, máxime o do Brasil. Assim sendo, achei por bem publicar este artigo. Oxalá as almas possam ver onde está a verdadeira doutrina de Nosso Senhor, e, outrossim, vejam como os modernistas são realmente os maiores inimigos da Igreja.

Feita que foi esta introdução, vamos iniciar as nossas reflexões sobre este texto das Sagradas Escrituras, acima enunciado.

Demos, em primeiro lugar, a noção correta de MUNDO, sentido este expresso no texto em apreço e nos muitos outros que aqui citaremos.

Tomamos aqui o termo MUNDO  não enquanto significa as obras da criação ou o conjunto das pessoas que vivem na terra (bons e maus), mas enquanto significa o complexo daqueles que são escravos da tríplice concupiscência e cujas máximas são contrárias às de Jesus Cristo. Mundo neste último sentido é explicado pelo Apóstolo São João na sua Primeira Epístola: "Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida, e isto não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa, e a sua concupiscência com ele, mas o que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 João, II, 15-17).  

Baseados sempre nas Sagradas Escrituras e na Tradição, vamos explicar esta definição do mundo dada por S. João Evangelista.

1. CONCUPISCÊNCIA DA CARNE: Sobre ela eis o que diz São Paulo: Caminhemos como de dia, honestamente; não caindo em glutonarias e na embriaguez, não em desonestidades e dissoluções; não em contendas e emulações, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos ocupeis da carne em suas concupiscências" (Rom. XIII, 13 e 14). "Caminhemos como de dia, honestamente". As obras dos filhos das trevas são feitas comumente à noite. São todas as desonestidades provenientes da concupiscência da carne. É o amor desordenado dos prazeres dos sentidos. Em primeiro lugar o amor sensual ou luxúria, espalhado por todo o corpo: ver, ouvir, falar, fazer tudo aquilo que acende e alimenta as chamas do amor impuro. Também os excessos no comer e beber e a moleza da vida.

Em outras passagens, o Apóstolo mostra como devem agir os "filhos da luz": Aqueles que são de Jesus Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscências" (Gálatas, V, 24). Caríssimos, vede que S. Paulo não diz: "crucificaram seus vícios e concupiscências", mas "sua carne com seus vícios e concupiscências". O bom médico vai à raiz do mal. A carne, depois do pecado original, é a raiz dos males.

Ouçamos ainda S. Pedro, o primeiro Papa: "O Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência" (1 Pedro, II, 9 e 10).

2. CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS: Compreende duas coisas: a) a curiosidade doentia ou seja o desejo imoderado de ver, ouvir e conhecer o que se passa no mundo, alimentando e excitando assim a sensualidade. Neste sentido eis o que diz o Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: "Ooliba [figura da corrupção de Jerusalém] foi aumentando sempre a fornicação porque tendo visto alguns homens pintados na parede, umas imagens dos caldeus delineadas com cores... pela concupiscência dos seus olhos concebeu por eles uma paixão louca"  (Ezequiel, XXIII, 14 e 16). "Os olhos não se fartam de ver..." (Eclesiastes I, 8). "Eu(Jesus), porém, digo-vos que todo o que olhar para uma mulher, cobiçando-a já cometeu adultério com ela no seu coração" ( S. Mateus V, 28). 

Como a concupiscência vem do mundo, este promove tudo aquilo que provoca e fomenta a concupiscência dos olhos, e através desta, a concupiscência da carne, como por exemplo: revistas pornográficas, filmes, novelas e espetáculos imorais, bailes, imodéstia no vestir, sobretudo em certos ambientes como praias, piscinas, e festas mundanas, sobressaindo entre elas o Carnaval (máxime aqui no Brasil), namoros indecentes mesmo em público, (assim eu escrevia há 45 anos, e hoje? nem preciso dizer o que são!). Entra ainda o papel da televisão, do cinema, da maioria dos jornais e hoje máxime da Internet usada para o mal, como veículos de propagação destas imoralidades.
b) A concupiscência dos olhos pode ser interpretada também como o amor desordenado do dinheiro, ou avareza. Com efeito, o dinheiro, ou apegando o homem a terra e afastando seu pensamento de Deus ou provocando o luxo e o comodismo, oferece maior facilidade para tudo aquilo que fomenta a concupiscência dos olhos e promove a concupiscência da carne. Aliás é por aí que o demônio começa como ensina S. Paulo: "Os que querem enriquecer caem na tentação e no laço do demônio e em muitos desejos inúteis e perniciosos que submergem os homens na morte e na perdição. Com efeito a raiz de todos os males é o amor do dinheiro" (1 Timóteo, VI, 9 e 10). Jesus disse: "Não procureis (com cuidados excessivos) o que haveis de comer e beber e não andeis com espírito preocupado. Porque são os homens do mundo que buscam todas estas coisas" (S. Lucas, XII, 29). E explicando a parábola do semeador diz ainda: "A semente que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram a palavra, porém, vão e ficam sufocados pelos cuidados do mundo, pelas riquezas e prazeres desta vida e não dão fruto" (S. Lucas, VIII, 14).

Eis como a Sagrada Escritura fala da concupiscência dos olhos tomada no sentido de AVAREZA: "O olho do avaro não se sacia com uma porção injusta; não se fartará, enquanto não tiver consumido e secado a sua vida. O olho mau tende para o mal, e não se saciará de pão, mas estará faminto e melancólico à mesa" (Eclesiástico, XIV, 9 e 10).

3. A SOBERBA DA VIDA: É o orgulho. É primeiramente a vaidade mais vulgar que gosta da ostentação e do luxo. O dinheiro ajuda a soberba. Esquecido de Deus e entregue a si mesmo, o homem considera-se o seu próprio deus. Daí vêm: avareza, espírito de independência, egoísmo, vã complacência, vanglória, jactância, ostentação, hipocrisia etc.. O homem orgulhoso confia em si mesmo; por isso se expõe aos perigos, aos ambientes mundanos, não aceita uma norma de vida, um moral fora e acima dele. Ele mesmo é o árbitro de suas ações, ele é que determina a sua moral, o seu modo de agir. Em uma palavra: ele faz a sua religião. Compreende-se assim facilmente com o orgulhoso, que, na verdade, é rejeitado por Deus, tem o caminho aberto para toda concupiscência, entregando-se aos pecados e baixezas da carne, o que aliás constitui um castigo de seu próprio orgulho.

Vejamos apenas alguns textos da Sagrada Escritura sobre a soberba da vida: "Mas vós, pelo contrário, elevai-vos na vossa soberba" (S. Tiago, IV, 16). "O princípio da soberba do homem é afastar-se de Deus" (Eclesiástico, X, 14). "Não há coisa mais detestável do que o avarento. Por que se ensoberbece a terra e a cinza? "Tua arrogância enganou-te, assim como a soberba do teu coração" (Jeremias, CLIX, 16).

O mundo, que tem como príncipe o demônio (Cf. S. João, XII,31; XIV, 30; XVI, 11).  ) e por estandarte a tríplice concupiscência, como age? Caríssimos, depois da queda original a natureza humana é inclinada para a concupiscência que atrai e alicia, e esta é alimentada pelo mundo que por sua vez é governado pelo demônio. Estes são os três inimigos das nossas almas: o mundo, a carne, e o demônio. Eis a explicação dada pelo próprio Espírito Santo através de S. Tiago: " Cada um é tentado pela sua própria concupiscência que atrai e alicia. Depois a concupiscência quando concebeu dá à luz o pecado" (S. Tiago, I, 14). S. João diz por sua vez: "Aquele que comete o pecado é filho do demônio, porque o demônio peca desde o princípio" (1 S. João, III, 8). E no capítulo V, 19 diz: "Sabemos que somos de Deus, mas o mundo está sob o maligno". Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola do joio explicou que é o demônio o homem inimigo que suscita os maus sobre a terra (Cf. S. Mateus, XIII, 39).

O mundo então através da tríplice concupiscência e excitado pelo demônio persegue os bons de duas maneiras:

 1 - Seduzindo-os através de suas vaidades e prazeres; promove, como vimos acima, tudo aquilo que favorece os olhares lascivos e enlaces sensuais, mas apresenta tudo isso como coisas necessárias para fomentar o amor; como úteis para a saúde, recreações, higiene, etc.. E assim, procura enganar as consciências. Depois o mundo elogia os que sabem gozar a vida. Prega o amor desordenado do prazer: "Coroemo-nos de rosas antes que elas murchem" (Sab. II, 8). É um dever sagrado, dizem os mundanos, aproveitar a mocidade, gozar a vida. O mundo seduz ainda pelos seus maus exemplos. Com mostra a trilhar o caminho largo, apresenta como argumento supremo a maioria. Todos os mandamentos se resumem neste: todo mundo faz assim; é a moda, etc..

2 - Quando não pode seduzir os bons, o mundo trata de os aterrar movendo-lhes perseguições: Assim, desviam-se da prática da religião os tímidos, metendo a riso os devotos, os que fazem penitência, os "ingênuos" que acreditam em dogmas imutáveis, motejam das mães que têm muitos filhos, e que vestem modestamente suas filhas, zombam daqueles que fogem dos ambientes perigosos: como bailes, praias, piscinas, carnaval, etc..

Já disse a Sagrada Escritura: "Aqueles que querem viver piedosamente sofrerão perseguição" (2 Timóteo, III, 11).

Diante da opressão que o mundo lhes faz, consolem-se com o diz a Sagrada Escritura: Em realidade se Deus não perdoou ao mundo antigo; mas somente salvou com outros sete a Noé, pregador da justiça, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios, e se condenou a uma total ruína as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as as cinzas para servir de exemplo aqueles que venham a viver impiamente, se, enfim, livrou o justo Lot oprimido pelas injúrias e pelo viver luxurioso destes infames (esse justo que habitava entre eles sentia diariamente a sua alma atormentada, vendo e ouvindo as suas obras iníquas), é porque o Senhor sabe livrar os justos da tentação e reservar os maus para o dia do juízo, a fim de serem atormentados, principalmente aqueles que vão atrás da carne na imunda concupiscência e desprezam a soberania (de Cristo)" (2 S. Pedro, II, 4-10).


Caríssimos, desculpem-me por eu ter me estendido demais. Mas, na verdade, o artigo ainda continua. No próximo sábado, se Deus quiser, continuarei tratando da mesma matéria: Veremos, se Deus quiser, o modo de agir dos modernistas e o da Tradição em relação ao mundo. Faremos um terceiro artigo sobre A MODÉSTIA NO VESTIR. Sempre me baseando nas Sagradas Escrituras. 

sexta-feira, 17 de março de 2017

SÃO JOSÉ PATRONO E MODELO DOS OPERÁRIOS
17 DE MARÇO

MODELO DOS OPERÁRIOS.

Foi pobre e humilde carpinteiro. Viveu José na oficina. Teve as mãos calejadas no rude labor. Sustentou a Família Sagrada com o suor da sua fronte. Viveu na luta e no sacrifício do operário pobre, desprotegido e sofredor. Nenhum operário, no entanto, teve como José uma honra: trabalhar, para sustentar com o suor de sua fronte, Aquele que de ninguém tem necessidade e no entanto quis ter fome, quis sofrer como pobre para ser alimentado e vestido e sustentado por São José, seu Pai nutrício. Lá, na santa casa de Nazaré, se realizava à letra o que disse Nosso Senhor: Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. O trabalho era desprezado e humilhante. A oficina pobre de José, o carpinteiro santíssimo, e do operário divino, Jesus Cristo, aquela oficina trouxe uma renovação do mundo pela dignificação do trabalho e do operário cristão.

Daí, compreendemos perfeitamente porque vários Papas, como Leão XIII, Bento XV, Pio XI, apresentaram como modelo dos operários, e a Santa Igreja com toda justiça, colocou São José como Patrono dos operários.

EXEMPLO

O velho José

   As irmãzinhas dos Pobres fundaram, em Barcelona, a sua primeira casa na Espanha. Num casarão pobre estabeleceram um Asilo de Velhos. A princípio recebiam só mulheres. Um dia, lhes aparece um velho em andrajos, trêmulo, em estado de extrema miséria. Pedia um abrigo. De há muito vagava pelas ruas, sem teto e sem pão. Com cerca de oitenta anos, o infeliz só esperava a morte num recanto onde pudesse se abrigar.
   -  Não há lugar aqui, diz-lhe a Madre Superiora; só recebemos mulheres. Como se chama?
   -  Meu nome é José.
   -  José! José! murmura a boa Madre, e toma logo uma resolução: pois receberei o velho, custe-me os maiores sacrifícios. Seja tudo por amor de São José. Como hei de abandonar um miserável que traz o nome de nosso Santo Patrono? E dá ordem a uma das Irmãs:
   -  Minha Irmã, saia já e compre roupa e o necessário para este velhinho.
   Imediatamente soa a campainha da portaria. Entregam um pacote enorme. Abrem-no. É um terno de roupa nova para homem e muitas outras peças necessárias de vestuário, cama, etc.. O bom velhinho sorria, feliz. E nunca mais São José deixou faltar coisa alguma no Asilo. Dentro em breve levantam o pavilhão dos homens e a Instituição se torna uma das maiores e mais famosas.

   Nasceu e se desenvolveu sob a proteção de São José. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

AS SANTAS E PIEDOSAS MULHERES

   Se é certo pelas Sagradas Escrituras que tanto no Antigo Testamento como no Novo as mulheres nunca foram escolhidas para exercer o sacerdócio ministerial, também não é menos certo que Deus no Antigo Testamento e Deus Filho, feito Homem, Nosso Senhor Jesus Cristo no Novo Testamento não dispensaram a ajuda dedicada e carinhosa de piedosas mulheres. 

   Eis o que relata São Lucas no capítulo 8º, versículos de 1 a 3: "Depois disto, Jesus percorria cidades e aldeias pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus. Acompanhavam-nO os doze apóstolos e algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de doenças. Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios, Joana, esposa de Cusa, intendente de Herodes, Susana e muitas outras, que os serviam com seus haveres".

   Já havia entre os judeus o costume de senhoras piedosas proverem à subsistência de rabinos, ou doutores que se dedicavam exclusivamente ao ensino da lei. Como Jesus não se fixava em lugar algum, mas percorria contantemente as diversas regiões do país, elas o acompanhavam. 
   São Lucas, depois de citar Maria Madalena, Joana e Susana, acrescenta que muitas outras também acompanhavam a Jesus. Sabemos por São Mateus 27, 56 e por São Marcos 15, 40, que, entre estas muitas, estavam Salomé, mãe de Tiago e de João, e esposa de Zebedeu, e também Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José.

   Quanto a Maria, chamada Madalena, parece que este nome "Madalena" deriva de Mádala, pequena localidade situada à margem ocidental do logo de Genesaré. Diversos intérpretes, entre eles alguns santos doutores da Igreja, seguindo a Liturgia da Igreja (Breviário na sua festa, dia 23 de julho) supõem que esta Maria Madalena seja a mesma pecadora que ungiu os pés de Jesus e que mais tarde Lhe ungiu a cabeça em Betânia. Seria, portanto, irmã de Marta e de Lázaro. 

   Quanto a Joana, sabemos que seu nome aparece mais tarde entre aquelas que foram ao sepulcro de Jesus, na manhã da ressurreição. 

   São Lucas diz que estas piedosas mulheres acompanhavam a Jesus e os Apóstolos para os servirem com seus haveres. Portanto, não só ofereciam seu trabalho como também custeavam despesas. É interessante observarmos que entre estas piedosas e dedicadas mulheres havia algumas que eram casadas. Seus esposos, portanto, têm o merecimento de haverem consentido que suas esposas ajudassem a Jesus e aos Apóstolos. Hoje, infelizmente há muitos homens que não ajudam nem permitem que suas esposas ajudem à Igreja.

   Limitar-me-ei a fazer apenas mais uma citação, que é de São Paulo na sua Epístola aos Efésios 4, 2 e 3: "Rogo a Evódia e suplico a Síntique que tenham os mesmos sentimentos no Senhor. Também, te rogo a ti, fiel companheiro, que as ajudes a elas que COMBATERAM COMIGO PELO EVANGELHO".

   Na verdade, caríssimos, como comenta o Padre Lincoln Ramos, o Cristianismo trouxe duas grandes prerrogativas à mulher: a) Elevou-a socialmente à altura do homem, pois antes era relegada a posição social inferior, sendo até, em certos países, considerada como escrava. b) Abriu mais largos horizontes para a influência benéfica de seu espírito de caridade e de dedicação. As que seguiam a Jesus, faziam-no também por gratidão, por haverem sido ou libertadas do demônio ou curadas de enfermidades.

   Nós padres, que abandonamos tudo por amor a Jesus, verificamos como a Providência Divina em todos os lugares que trabalhamos, suscita  assim piedosas e dedicadas mulheres que tanto nos ajudam. Que Deus lhes pague! E, de minha parte, deixo aqui o meu mais cordial e profundo agradecimento.

domingo, 5 de março de 2017

O SAL QUE PERDEU SUA FORÇA

Comentando a FOTA DA SEMANA no blog FRATRES IN UNUM, neste domingo, 05/03/2017.

Como o seu divino Fundador, a Santa Madre Igreja passa pela sua "Paixão". Não morre, mas é eclipsada pela maior crise nos seus 2000 anos de existência. Assim, porém, como Nosso Senhor Jesus Cristo, saiu glorioso do túmulo, sua Mística Esposa, a Santa Igreja, sairá gloriosa desta crise.
O Divino Mestre disse aos seus apóstolos: "Vós sois o sal da terra, e a luz do mundo. Se o sal perder sua força, não presta para mais nada senão para ser lançado fora e pisado pelos homens". Mais do que ninguém o Papa deve ser o Sal da terra e a Luz do mundo. Se o mundo está pisando Francisco é porque ele realmente perdeu sua força de sal  e em lugar de ser luz para espancar as trevas, infelizmente difunde as trevas do comunismo, máxime ao ajudar o mundo a destruir a família, a tirar a fé que resta ainda em poucos corações, inclusive a fé na presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia. Caríssimos, quando se chega a perguntar se o papa é católico, quando uma bispa luterana diz que o papa Francisco é um cripto protestante, máxime quando o próprio Francisco reconhece que pode passar para a história como o papa que dividiu a Igreja, digo, não seria necessário mais nada para aquilatarmos o tamanho da crise por que passa A Esposa Imaculada de Cristo.
Isto que os mundanos estão externando, nada mais é do que a alegria dos demônios em ver o que está acontecendo na Igreja de Nosso Senhor.
Caríssimos, cabe a nós desagravar o Sacratíssimo Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria. Deus espera muito daqueles, que, por graça de Deus, ainda conservam a Sagrada Tradição. Devemos rezar mais e procurar fazê-lo o melhor possível, com fé, com humildade, com confiança e perseverança; e também fazer mais penitências. E ainda; "no meio desta geração adúltera e pecadora" é mister que demos testemunho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos, nós padres, nos envergonhar de pregar a Sua Dourina, quer agrade quer desagrade.
Quando vier um Papa segundo o Coração de Jesus, (sendo a Igreja divina, um dia isso irá acontecer) certamente a primeira coisa que fará: eliminar a Missa Nova, ministros e ministras da Eucaristia, comunhão na mão e todo aquele lúgubre cortejo que comumente acompanha a Nova Liturgia pós-conciliar,  corrigir o Concílio Vaticano II ou até anulá-lo. Depois empregará para o bem a grande arma que atual e humanamente falando o papa tem nas mãos: a escolha dos cardeais. A FSSPX será simplesmente reconhecida como católica autêntica e dela poderão sair alguns destes cardeais. É óbvio que isto é o que eu penso. Deus tem os seus caminhos que não são os nossos e não podemos perscrutá-los. Baste pensarmos em Santa Catarina de Sena. 

Há poucos dias atrás houve uma eclipse total do sol, total em termos, porque via-se um anel luminoso. Representação do que está acontecendo na Igreja. As trevas do Modernismo, tomaram conta da Igreja. Mas nunca isso acontecerá totalmente, porque é divina, e assim brilhará mesmo em plena crise o anel luminoso da Tradição que conserva por graça de Deus, a luz da Doutrina do Divino Mestre. Este anel luminoso também está a indicar que por trás da mancha, o sol está presente e luminoso. Ele nunca se apaga, Assim, malgrado o Modernismo dominante na Igreja, esta continua sempre viva. Como toda eclipse passa, assim a Igreja sairá desta crise e brilhará novamente em todo seu zênite. Amém.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

NO TRIBUNAL DA MISERICÓRDIA O CONFESSOR É TAMBÉM JUIZ

LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA

 A Sagrada Escritura no Evangelho de S. João, V, 22 diz: "O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo poder de julgar...". Também lemos no capítulo 20, 21 a 23: "Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos". Portanto, o poder de julgar e daí o de perdoar ou não, foi dado a Jesus Cristo e este mesmo poder Jesus Cristo o comunicou aos sacerdotes no confessionário. Assim todo confessor é juiz e o juízo que exerce é o do próprio Deus.

São Cipriano, por isso mesmo, chama a confissão de: "O Juízo antecipado de Cristo". Na verdade, Nosso Senhor Jesus Cristo, na pessoa de seu ministro, pronuncia agora por antecipação uma sentença que não fará senão confirmar quando a alma comparecer diante d'Ele no momento da morte. São Cipriano com este expressão "o juízo antecipado de Cristo" quer significar que o homem culpado tem de sujeitar-se a dois juízos: um presente ao qual preside a mais tocante misericórdia; o outro futuro, onde tudo será pesado na balança da mais rigorosa justiça. Portanto está nas mãos do pecador se livrar, por assim dizer, do terrível tribunal da justiça, aproximando-se com fé do tribunal da misericórdia. Tudo que for apagado, remido, perdoado no juízo sofrido durante a vida, será suprimido no juízo que deve seguir à morte. Daí a exclamação de São Bernardo: "O Senhor não voltará sobre uma causa já julgada. O que tiver sido decretado no tribunal da Igreja, está decretado no tribunal de Deus; é uma só e mesma sentença".

Um juiz deve primeiramente  tomar conhecimento da causa que é chamado a julgar; em seguida deve examiná-la e considerar todas as circunstâncias, finalmente deve pronunciar a sentença. É isto também, caríssimos, o que deve fazer o confessor. Ele deve em primeiro lugar conhecer os pecados que o penitente cometeu, deve em seguida avaliar a sua gravidade, assim como atender às disposições do pecador. E, no caso de ter visto as boas disposições do penitente, dá a absolvição e impõe uma penitência proporcional na medida das possibilidades de cada um. Com já tivemos oportunidade de demonstrar, para o confessor exercer corretamente este poder divino de julgar e perdoar, terá que ouvir cada um em particular. Daí a confissão tem que ser auricular.


Finalmente devemos concluir que o confessor é juiz de nossas consciências, de nossas disposições; é juiz, outrossim, da própria absolvição  e é juiz para impor a devida e praticável penitência. Devemos, contudo, observar que Jesus Cristo é Juiz e, sendo Deus, julga vendo Ele mesmo o íntimo de cada um. Assim, por exemplo, perdoou ao homem paralítico. Mas o padre, julga somente pelo que o próprio penitente diz. Não pode julgar além disto. E a conclusão que se tira é a necessidade de o penitente ser sincero. Não o sendo por ocultar pecado mortal, e/ou por não dizer o número dos pecados mortais e/ou as circunstâncias que mudam a espécie de pecado, embora o confessor dê a absolvição, Jesus Cristo não perdoa e ainda pedirá contas ao pecador pelo sacrilégio. 





quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O perigo da Ambiguidade e o Bom Senso

   Vimos no post anterior o que é uma coisa ambígua. O que pode ser interpretado em dois sentidos. Algo, portanto, perigoso. E por isto mesmo autores clássicos, como por exemplo Cícero, empregaram o adjetivo "ambiguus" para significar "perigoso". 

   Vamos compreendê-lo com um exemplo infelizmente  acontecido, e não simples ficção. Trata-se do maior desastre aéreo até hoje acontecido. Ocorreu em 27 de Março de 1977, no Aeroporto de Tenerife, que fica nas Ilhas Canárias. Dois Jumbos, um da Pan Am e outro da companhia aérea da Holanda KLM, se chocaram quando se preparavam para decolar. Morreram 612 pessoas. 

  Mas, qual a causa desta tão terrível tragédia? A ambiguidade, e foi uma ambiguidade apenas fônica. Foi o seguinte: a torre de controle havia ordenado a um dos pilotos "Hold position", isto é, sustente a posição, ou seja, FIQUE PARADO. Mas o piloto entendeu "Roll to position", o que quer dizer: vá para a posição, isto é, SIGA. O piloto do outro jumbo recebeu esta última ordem bem entendida. E foi assim que os dois aviões se chocaram em pleno aeroporto. 

   Então a partir deste dia a aviação internacional retirou do seu vocabulário a expressão "roll to position", trocando-a por outra que não provocasse dúvidas e novos desastres. A avião internacional agiu segundo o bom senso. Não se limitou a avisar que os pilotos ficassem mais atentos para não se equivocarem. Não disse que estivessem bem convencidos dos significados das duas expressões. Em se tratando de vidas humanas,  a voz do bom senso exigia a máxima segurança. 

   Agora, apenas, uma ficção. Suponhamos (só para efeito de argumentação) que desde Santos Dumont (início do século XX) a expressão de comando fosse outra sem a mínima ambiguidade de som, tanto assim que nunca tinha havido mal entendido neste ponto, e, consequentemente, nunca ninguém tinha morrido por isto. Pois bem, depois deste acidente tão fatídico, tão triste, suponhamos que a aviação internacional não  quisesse voltar à expressão tradicional que nunca apresentou perigo de ambiguidade. Isto seria o cúmulo da ausência de bom senso. Seria um absurdo inqualificável. 

   Caríssimos e amados leitores, sirva tudo isto como parábola.            
   A Santa Igreja é o avião que nos conduz ao Céu. Quando se trata de avião é mister empregar sempre o mais seguro. E todo cuidado é pouco quando se trata de se chegar ao Céu ou não. Céu e inferno são eternos. Felicidade eterna ou infelicidade eterna. Por isto, a Santa Igreja, como Mãe solícita e bondosa sempre ostentou uma clareza singular nos seus dogmas. Por exemplo, a Santa Missa, que é ao mesmo tempo a sua oração por excelência e uma explícita profissão de fé, clara e sem ambiguidades, deu tantos frutos de santidade! Foi sempre uma barreira inexpugnável contra as heresias, defendendo a fé dos seus filhos. Por isto os protestantes tinham ódio da Missa de sempre. E por que elogiaram tanto a Missa Nova? Porque em si mesma tem ambiguidades. E podendo ser feita em vernáculo poderia ser assim manipulada à vontade! 

   No Concílio Vaticano II, para dar apenas um exemplo, trocou-se a expressão "A Igreja de Cristo é a Igreja Católica" por esta outra tão ambígua que até os que querem explicá-la no bom sentido, sentem dificuldade: "A Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica". Quer dizer: a primeira expressão inequívoca deste o início do Cristianismo nunca pôde ser interpretada heterodoxamente e os católicos nunca tiveram a mínima dificuldade em entendê-la. Mas no Concílio Vaticano II, para dar azo ao ecumenismo, aquela expressão foi trocada pela outra mais difícil de ser entendida pelos católicos e com uma facilidade imensa de ser explorada pelos inimigos da Igreja, como realmente foi e está sendo mesmo após o Magistério Vivo dizer que o sentido verdadeiro é o da Tradição. É o perigo da ambiguidade. 

   O pior é que as almas estão se perdendo. Os desastres na fé provocados por estas ambiguidades têm consequências eternas. Milhões de católicos estão passando para as seitas. E o pior de tudo isto é que pessoas que comandam o avião da Igreja continuam com as expressões novas ambíguas. E péssimo é que as antigas são "detritos". As expressões inequivocamente tradicionais foram inseridas no Concilio Vat. II apenas como acessórios descartáveis, com a finalidade única de conseguir todas as assinaturas dos Padres do Concilio. A maioria do Concílio (que era modernista), terminado o Concílio, na prática, tiraria as consequências das ambiguidades, e descartaria os acessórios tradicionais. Uma árvore má só pode dar maus frutos.

Parece que não poderia haver algo mais triste, lamentável e desastroso do que o Papa empregar uma linguagem ambígua em questões dogmáticas (a indissolubilidade do Matrimônio e a presença real de Jesus Cristo Eucarístico). No entanto, mais desastroso, lamentável e triste do que isto, é o fato de o Soberano Pontífice, se recusar a responder às respeitosas e bem fundadas "DUBIAS"  que os quatro cardeais lhe apresentaram. Se se tratasse de um possível desastre ambiental certamente logo procuraria dar uma explicação (aliás, ao tratar deste assunto (LAUDATO SI) usou de muita clareza!). Às vezes, fico a pensar que as profecias de Nossa Senhora de La Salete já se estão cumprindo! Rezemos não só para que estes quatro cardeais vão à frente e não retrocedam, mas que apareçam outros em defesa da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!









AMBIGUIDADE

    O QUE É AMBIGUIDADE?

   Já que o Português veio do Latim, comecemos por este. E por trilhar caminho mais seguro, vejamos pelo uso clássico. Não resta dúvida que Virgílio foi um grande escritor latino. Pois bem, ele empregou a palavra ambiguus para significar: o que tem dois sentidos (Eneidas 3, 180). Este seria o sentido próprio. Cícero empregou o termo ambiguus no sentido de enganador (já no sentido figurado). Se um gesto, ato ou palavra têm dois sentidos, naturalmente podem levar ao engano. 

  Em Português, ambíguo significa equívoco, incerto, impreciso. O antônimo é: claro, preciso, firme. 

  Vamos, agora, ao mais importante e seguro: O que diz a Bíblia Sagrada?
   
  Disse Nosso Senhor Jesus Cristo: "Seja o vosso falar: sim, sim; não, não. Tudo o que disso passa, procede do maligno" (S. Mateus V, 37). 
  São Tiago repete a mesma pregação de Jesus: "Mas seja a vossa palavra: - sim, sim - não, não - para que não caiais sob o peso do juízo" (S. Tiago V, 12). 
  Lemos no Eclesiástico II, 14: "Ai do coração dobre... e do pecador que anda sobre a terra por dois caminhos". No capítulo V, 11 do mesmo livro: "Não te voltes a todo vento, e não andes por todos os caminhos, porque é assim que todo pecador se dá a conhecer pela duplicidade da sua língua". 
  Provérbios, VIII, 13: "O temor do Senhor odeia o mal. Eu detesto a arrogância e a soberba, o mau proceder e a LÍNGUA DUPLA".
  Destaquei esta última citação do Livro dos Provérbios porque é sobre ela que me deterei mais um pouco. Língua dupla é justamente a língua que profere ambiguidades, ou palavras de dois sentidos e portanto enganadoras.  Estudamos em Teologia que, todas as vezes que as Sagradas Escrituras empregam a palavra  detestar ou detestável etc. isto significa que se trata de algum mal grave. Estudamos isto na Teologia quando se trata de saber o que seria pecado grave ou leve. 
   
   Logo, em se tratando de ambiguidades que provocam desastres na fé e portanto, de consequências eternas, é evidente, que neste caso, se revestem de uma gravidade incomensurável. Sabemos que a Santa Madre Igreja sempre ostentou uma clareza singular nos seus dogmas, definidos no decorrer dos séculos pelos vários Papas e Concílios. 

   Como "Ut legem credendi statuat lex suplicandi" (A lei da oração =[liturgia] estabelece a lei da fé), o principal instrumento da Tradição da Igreja está encerrado nas suas orações e toda a Liturgia é um escrínio da Fé católica, e o culto que a Igreja rende a Deus é uma contínua profissão de fé católica. Daí o primeiro caráter do heresia anti-litúrgica é o ódio da Tradição nas fórmulas do culto divino. "Todo sectário - diz D. Guéranger - querendo introduzir uma nova doutrina, encontra-se infalivelmente em presença da liturgia, que é a Tradição no seu mais alto poder, e ele não terá repouso senão quando tiver feito calar esta voz, senão quando tiver rasgado estas páginas que exalam a fé dos séculos passados(...). Nada mais claro do que as rubricas da Liturgia tradicional!

  E os modernistas empregaram a ambiguidade em tudo, mas sobretudo no Concílio Vaticano II e no "Novus Ordo Missae" como a arma mais poderosa. Sem julgar as intenções, o que só pertence a Deus, objetivamente vemos sem dificuldade e com clareza que o Concílio Vaticano II não primou por uma linguagem inequívoca. 

  A ambiguidade é tão perigosa que não adianta o Magistério Vivo da Igreja ficar sempre dizendo qual é o sentido verdadeiro. Os inimigos da Igreja sempre tirarão suas consequências no sentido que não é o verdeiro. E 50 anos foram suficientes, sobretudo para quem os vem acompanhando, para se perceber que os modernistas no Concilio tiveram a intenção (como parece mostrar o cardeal Kasper) [houve até no Concílio quem declarou esta sua intenção; mas é claro não podemos julgar e generalizar; veremos no dia do Juízo] de colocar ambiguidades onde poderiam tirar depois suas conclusões. E tudo parece indicar que eles entendiam que Concílio Pastoral era sinônimo de Ecumenismo. E talvez a ambiguidade tenha sido empregada para se poder fazer  ecumenismo. Por amor à brevidade e a estreiteza do espaço de um post, cito apenas esta passagem do Concílio Vaticano II: "A Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica". Todos os Santos, Papas, Concílios  e Doutores sempre ensinaram que a Igreja de Cristo é a Igreja Católica. O povo católico nunca teve dificuldade em entendê-lo. Agora, o tal "subsist in", "subsiste em" é tão difícil de entender que até os teólogos se sentem embaraçados na ginástica que fazem para explicá-lo. Então a Pastoral não é para o povo entender melhor, mas para os protestantes se sentirem melhor e mais firmes nas suas heresias. Que Concílio Pastoral é esse!!! Queremos deixar claro o seguinte: o que o Concílio repetiu da Tradição e não o deturpou por nenhuma ambiguidade é bom!!! Mas há um axioma que diz: "Bonum ex integra causa, malum ex quocumque defectu".  Extraindo pela raiz  o que há de defeituoso, ambíguo e perigoso do Concilio Vaticano II, este não provocará mais meio século de discussões e desastres. Tornar-se-á uma boa árvore e dará bons frutos. É o que certamente fará o Magistério Vivo, Perene e Infalível da Santa Madre Igreja.  Quando não sabemos! Como o Concílio Vaticano II não definiu nada, restará o pouco que nele traz da Tradição. 

Continua no próximo post: Os perigos da ambiguidade.