SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 30 de outubro de 2016

O ROSÁRIO AJUDA-NOS A BEM REZAR


LEITURA ESPIRITUAL  -  Dia 30 de outubro

"12. Outra fortíssima razão para contarmos com maior segurança com a generosa bondade de Maria reside na própria natureza do Rosário, tão adequado para nos fazer rezar bem. Pela sua fragilidade, o homem, durante a oração, muitas vezes é levado a distrair-se do pensamento de Deus e a faltar ao seu louvável propósito. Ora, quem considera atentamente este fenômeno logo verá quão eficaz é o Rosário não só para fazer aplicar a mente e para sacudir a preguiça da alma, como também para excitar um salutar arrependimento das culpas, e, finalmente, para elevar o espírito às coisas celestes. E isto porque, como é bem sabido, o Rosário é composto de duas partes, distintas entre si, porém inseparáveis: a meditação dos mistérios e a oração vocal. Por consequência, este gênero de oração requer da parte do fiel uma atenção particular que não só o faz elevar, de algum modo, a mente a Deus, mas o leva também a refletir tão seriamente sobre as coisas propostas à sua consideração e contemplação, que ele é induzido também a tirar delas estímulo para uma vida melhor e alimento para toda forma de piedade. Realmente, não há nada maior ou mais maravilhoso do que estas coisas, que são como que o resumo da fé cristã, e que, com a sua luz e íntima força, têm sido fonte de verdade, de justiça e de paz, que assinalaram para o mundo uma nova ordem de coisas, rica de frutos maravilhosos.

13. Atende-se, além disso, no modo como estes profundíssimos mistérios são apresentados a quem reza o Rosário: isto é, um modo que bem se adapta às mentes mesmo dos simples e dos menos instruídos. O Rosário não tem em mira fazer-nos perscrutar os dogmas da fé e da doutrina cristã, mas principalmente pôr como que diante do nosso olhar e evocar à nossa memória fatos.  Visto como os fatos que são apresentados quase nas mesmas circunstâncias de lugar, de tempo e de pessoa em que aconteceram, impressionam mais a alma e a comovem salutarmente. E, visto que estas coisas são geralmente inculcadas a gravadas nas alma desde a infância, daí se segue que, apenas enunciado um mistério, todo aquele que efetivamente tem amor à oração percorre-o sem nenhum esforço de imaginação, mas com movimento espontâneo da mente e do coração, e, pelo auxílio de Maria, tira dele em abundância um orvalho de graças celestes".


(Encíclica "JUCUNDA SEMPER" de Leão XIII). 

sábado, 29 de outubro de 2016

O ROSÁRIO COMOVE MARIA EM NOSSO FAVOR


LEITURA ESPIRITUAL  -  Dia  29  de outubro


"10. Porém a virtude que o Rosário tem de inspirar a confiança em quem o reza, possui-a também em mover à piedade para conosco o coração da Virgem. Quanto deve ser suave para ela o ver-nos e o escutar-nos, enquanto entrelaçamos em coroa pedidos para nós justíssimos e louvores para ela belíssimos! Assim rezando, nós desejamos e tributamos a Deus a glória que lhe é devida; procuramos unicamente o cumprimento dos seus acenos e da sua vontade; exaltamos a sua bondade e a sua munificência, chamando-lhe Pai e pedindo-lhe, embora indignos deles, os dons mais preciosos. Com tudo isto Maria exulta imensamente, e, pela nossa piedade, de coração "magnifica o Senhor". Porque, quando nos dirigimos a Deus pela oração dominical, nós o suplicamos mediante uma oração digna d'Ele.

11. Mas às coisas que nela pedimos, já de per si tão retas e ordenadas e tão conformes à fé, à esperança, à caridade cristã, junta-se um valor que não pode deixar de ser sumamente apreciado pela Virgem Santíssima. Este: que à nossa voz se une a de seu Filho Jesus, o qual, depois de nos haver ensinado, palavra por palavra, essa fórmula de oração, autorizadamente no-la impõe dizendo: "Vós, pois, rezareis assim" (Mt 6,9). Certos estejamos, pois, de que se formos fiéis a este mandato com a recitação do Rosário, de sua parte Maria não deixará de exercer com maior benevolência o seu ofício de solícita caridade; e, acolhendo com semblante benigno estas místicas coroas de orações, recompensar-nos-á com abundância de graças."

(Encíclica "JUCUNDA SEMPRER" de Leão XIII).  

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

NAS ORAÇÕES VOCAIS


LEITURA ESPIRITUAL  -  Dia 28 de outubro

[Confiança em Maria como mediadora nas orações vocais].

"8. Para este mesmo fim, em perfeita harmonia com os mistérios, tende a oração vocal. Procede, como é justo, a oração dominical dirigida ao Pai celeste. Em seguida, após haver invocado o mesmo Pai com a mais nobre das orações, do trono da sua majestade a nossa suplicante volve-se para Maria, em obséquio à lembrada lei da sua mediação e da sua intercessão, expressa por S. Bernardino de Sena com as seguintes palavras: "Toda graça que é comunicada a esta terra passa por três ordens sucessivas. De Deus é comunicada a Cristo, de Cristo à Virgem, e da Virgem a nós" (S. Vern. Sen., Serm. VI in festis B. M, V., De Annunc., a. 1, c. 2). E nós, na recitação do Rosário, passamos por todos os três graus desta escala, em diversa relação entre eles; porém mais longamente e de certo modo com mais gosto, detemo-nos no último, repetindo por dez vezes a saudação angélica, como que para nos elevarmos com maior confiança aos outros graus, isto é, por meio de Cristo a Deus Pai. Porquanto, se tornamos a repetir tantas vezes a mesma saudação a Maria, é para que a nossa oração, fraca e defeituosa, seja reforçada pela necessária confiança, confiança que surge em nós se pensarmos que Maria, mais do que rogar por nós, roga em nosso nome. De certo as nossas vozes serão mais agradáveis e eficazes na presença de Deus se forem apoiadas pelos rogos da Virgem; à qual Ele mesmo dirige o amoroso convite: "Ressoe a tua voz ao meu ouvido, porque suave é a tua voz" (Cânt. 2, 14). Por esta mesma razão, no Rosário nós tornamos tantas vezes a celebrar os seus gloriosos títulos de Mediadora. Em Maria saudamos aquela que "achou favor junto a Deus"; aquela que foi por Ele, de modo singularíssimo, "cumulada de graça", para que tal superabundância se entornasse sobre todos os homens; aquela a quem o Senhor está unido pelo vínculo mais estrito que existir possa; aquela que, "bendita entre as mulheres", "só ela dissolveu a maldição e trouxe a bênção" (S. Tom., op. VIII, sobre a saudação angélica, n. 8), ou seja o fruto bendito do seu seio, no qual "todas as nações são benditas";  aquela, enfim, que invocamos como "Mãe de Deus". Pois bem, em virtude de uma dignidade tão sublime, que coisa haverá que ela não possa pedir com segurança "para nós pecadores", e, por outro lado, que coisa haverá que não possamos esperar nós, em toda a vida e nas nossas extremas agonias?

9. Quem com toda diligência houver recitado estas orações e meditado com fé estes mistérios, não poderá deixar de admirar os desígnios divinos que uniram a Virgem Santíssima à salvação dos homens; e, com comovida confiança, desejará refugiar-se sob a sua proteção e no seu seio, repetindo a súplica de S. Bernardo: "Lembrai-vos, ó piedosíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que alguém que tenha recorrido à vossa proteção, implorado o vosso auxílio, invocado a vossa intercessão, tenha sido por vós desamparado".


(Encíclica "JUCUNDA SEMPER" de Leão XIII).  

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

NOS MISTÉRIOS GLORIOSOS


LEITURA ESPIRITUAL  -  Dia 27 de outubro

[Confiança em Maria como Mediadora nos mistérios gloriosos].

"7. Finalmente, nos mistérios gloriosos, que seguem os dolorosos, é mais copiosamente confirmado este mesmo misericordioso ofício da Virgem excelsa. Com tácita alegria ela saboreia a glória do filho triunfante sobre a morte; segue-o depois com maternal afeto na sua volta à sede celeste. Mas, conquanto digna do Céu, ela é mantida na terra, como suprema consoladora e mestra da Igreja nascente; "ela penetrou, além de tudo o que se possa crer, nos profundos arcanos da sabedoria divina" (S. Bern., De praefogtivis B. M. V., n. 3). E, pois que a obra santa da redenção dos homens não podia dizer-se completa antes da descida do Espírito Santo, prometido por Cristo, eis que a vemos lá naquele Cenáculo cheio de recordações, orar-lhe, juntamente com os apóstolos e em vantagem dos Apóstolos, com gemidos inenarráveis; a apressar para a Igreja a sabedoria do Espírito consolador, supremo dom de Cristo, tesouro que nunca lhe faltará. Porém em medida ainda mais cheia e perene poderá ela advogar a nossa causa quando tiver passado à vida imortal. E, assim, deste vale de lágrimas vemo-la assunta à cidade santa de Jerusalém, por entre as festas dos coros angélicos; veneramo-la elevada acima da glória de todos os Santos. coroada de estrelas por seu divino Filho, sentada junto d'Ele, rainha e senhora do universo. Em todos estes mistérios, ó Veneráveis Irmãos, se tão bem se manifesta "o desígnio de Deus, desígnio de sabedoria e desígnio de misericórdia" (S. Ber., Serm. em Nativ. B. M. V., n. 6), não menos claramente brilham ao mesmo tempo os grandíssimos benefícios da Virgem-Mãe para conosco: benefícios que não podem deixar de nos encher de alegria, porque nos infundem a firme esperança de obtermos, pela mediação de Maria, a clemência e a misericórdia de Deus."


(Encíclica "JUCUNDA SEMPER" de Leão XIII).  

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

CONFIANÇA EM MARIA COMO MEDIADORA


LEITURA ESPIRITUAL  -  Dia 26 de outubro

Passamos agora a transcrever alguns textos da Encíclica "JUCUNDA SEMPER" também escrita por Leão XIII, em 8/9/1894.

"4. O nosso suplicante recurso ao patrocínio de Maria funda-se no seu ofício de Mediadora da graça divina; ofício que ela  -  agradabilíssima a Deus pela sua dignidade e pelos seus méritos e de longe superior em poder a todos os Santos  -  continuamente exerce por nós junto ao trono do Altíssimo. Ora, este seu ofício talvez por nenhum outro gênero de oração seja tão vivamente expresso como pelo Rosário, onde a parte tida pela Virgem na Redenção dos homens é posta tão em evidência que parece desenrolar-se agora ante o nosso olhar; e isto traz um singular proveito à piedade, seja na sucessiva contemplação dos sagrados mistérios, seja na recitação repetida das preces.

Nos mistérios gozosos

5. Primeiramente se nos apresentam os mistérios gozosos. O Filho eterno de Deus abaixa-se até aos homens, feito Ele próprio homem; mas com o assentimento de Maria, "que concebe do Espírito Santo". Daí ser João, por uma graça especial "santificado" no seio materno e enriquecido de escolhidos dons "para preparar os caminhos do Senhor". Mas isto sucede em seguida à saudação de Maria, que, por divina inspiração, vai visitar sua parenta. Finalmente vem à luz o Cristo, "o esperado das nações", e vem à luz do seio da Virgem. Os pastores e os Magos, primícias da fé, dirigem-se com ânsia pressurosos ao seu berço, e "acham o Menino com Maria sua Mãe". Depois Ele quer ser levado em pessoa ao templo para se oferecer publicamente em holocausto a Deus Pai. Mas é por obra da Mãe que ali "é apresentado ao Senhor". É sempre ela que, na misteriosa perda do Filho, o procura com ansiosa solicitude e o reencontra com alegria imensa.

Nos mistérios dolorosos

6. No mesmo sentido falam os mistérios dolorosos. É verdade que Maria não está presente no horto de Getsêmani, onde Jesus treme e está triste até à morte, e no pretório, onde é flagelado, coroado de espinhos, condenado à morte, Mas já desde tempo ela conhecera e vira claramente todas estas coisas, Com efeito, quando ela se ofereceu a Deus como escrava, para depois se tornar sua mãe, e quando no templo se consagrou inteiramente a Ele, juntamente com o Filho, já desde então, em virtude destes dois fatos, ela se tornou participante da dolorosa expiação de Cristo, para vantagem do gênero humano. Não há, pois, dúvida alguma de que, mesmo por tal razão, durante as cruéis angústias e torturas do Filho ela experimentou no seu coração as mais agudas dores. Aliás, na sua própria presença e sob seus olhos devia consumar-se aquele divino sacrifício para o qual, com o próprio leite, ela generosamente criara a vítima. Isto se contempla no último e mais comovente destes mistérios. "Estava junto à Cruz de Jesus Maria sua Mãe", a qual, movida por um imenso amor a nós, para nos ter como seus filhos ofereceu, ela mesma, seu Filho à justiça divina, e com Ele morreu no seu coração, traspassada pela espada da dor".


(Encíclica "JUCUNDA SEMPER" de Leão XIII).

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O DESCASO DOS BENS ETERNOS


LEITURA ESPIRITUAL  -  Dia 25 de outubro

"13. O terceiro mal para o qual é preciso achar um remédio é particularmente próprio dos homens dos nossos dias. Com efeito, os homens dos tempos passados, mesmo quando com excessiva paixão procuravam as coisas terrenas, contudo não desprezavam totalmente as celestes; antes, os mais sábios entre os próprios pagãos ensinaram que esta nossa vida é um lugar de hospedagem e uma estação de passagem, antes que uma morada fixa e definitiva. Ao contrário, muitos dos modernos, embora educados na fé cristã, procuram de tal modo os bens transitórios desta terra, que não somente esquecem uma pátria melhor na eternidade bem-aventurada, mas, por excesso de vergonha, chegam a cancelá-la completamente de sua memória, contra a advertência de S. Paulo: "Não temos aqui uma cidade permanente, porém demandamos a futura"(Hebr. 13, 14). Quem quiser examinar as causas desta aberração logo notará que a primeira delas é a convicção de muitos de que o pensamento das coisas eternas extingue o amor da pátria terrena e impede a prosperidade do Estado. Calúnia odiosa e insensata. E, de fato, os bens que esperamos não são de natureza tal que absorvam os pensamentos do homem até o ponto de o distrair inteiramente do cuidado dos interesses terrenos. O próprio Cristo, embora recomendo-nos procurarmos antes de tudo o reino de Deus, com isto nos insinua que não devemos descurar tudo o mais. E, de fato, se o uso dos bens terrenos e dos gozos honestos que deles derivam servem de estímulo à virtude; se o esplendor e o bem-estar da cidade terrena  -  que depois redundam em glória da sociedade humana  -  são considerados como uma imagem do esplendor e da magnificência da cidade eterna, eles não são nem indignos de homens racionais, nem contrários aos desígnios de Deus. Porque Deus é ao mesmo tempo autor da natureza e da graça; e por isto não pode ter disposto que uma obsta à outra e estejam entre si em luta; mas, ao contrário, que, amigavelmente unidas, nos guiem, por uma trilha mais fácil àquela eterna felicidade a que, embora mortais, somos destinados.

14. Mas os homens dados ao prazer e egoístas, que tal modo mergulham e aviltam os seus pensamentos nas coisas caducas a ponto de não saberem elevar-se a mais alto, estes, antes que procurarem os bens eternos através dos bens sensíveis de que gozam, perdem completamente de vista a eternidade, caindo assim numa condição verdadeiramente abjeta. Na verdade, Deus não poderia infligir ao homem punição mais terrível do que abandonando-o por toda a vida às seduções dos vícios, sem ter jamais um olhar para o Céu.

As lições dos mistérios gloriosos

15. A este perigo não estará exposto aquele que, rezando o santo Rosário, meditar com atenção e com freqüência as verdades contidas nos mistérios gloriosos. Desses mistérios, com efeito, brilha na mente dos cristãos uma luz tão viva, que nos faz descobrir aqueles bens que o nosso olho humano nunca poderia perceber, mas que Deus  -  assim o veremos com fé inabalável  -  preparou  "para aqueles que o amam". Deles aprendemos, além disto, que a morte não é um esfacelamento que tudo perde e destrói, mas sim uma simples passagem e uma mudança de vida. Aprendemos que o caminho do céu está aberto a todos; e, quando observamos Cristo que volta ao Céu, recordamos a sua bela promessa: "Vou preparar-vos o lugar". Aprendemos que haverá um tempo em que "Deus" enxugará toda lágrima dos nossos olhos; em que não haverá mais nem lutos nem pranto, nem dor, mas estaremos sempre com o Senhor, semelhantes a Deus, porque o veremos como Ele é, bebendo na torrente das suas delícias, concidadãos dos santos", em feliz união com a grande Mãe e Rainha.

16. Uma alma que se nutra destas verdades deverá necessariamente inflamar-se delas e repetir a frase de um grande Santo: "Oh! como me parece sórdida a terra quando olho o Céu"; deverá necessariamente alegrar-se ao pensamento de que "um instante de um leve sofrimento nosso produz em nós uma medida eterna de glória". E, verdadeiramente, só aqui está o segredo de harmonizar o tempo com a eternidade, a cidade terrena com a celeste, e de formar caracteres fortes e generosos. E se estes se tornarem muito numerosos, sem dúvida estará com isso consolidada a dignidade e a grandeza do Estado; e florescerá tudo o que é verdadeiro, tudo o que é bom, tudo o que é belo; florescerá em harmonia com aquela norma que é o sumo princípio e a fonte inexaurível de toda verdade, de toda bondade e de toda beleza.

17. Ora, quem não vê a verdade disso que havemos observado desde o princípio, isto é, de que preciosos bens é fecundo o santo Rosário? O quanto ele é maravilhosamente eficaz em curar os males dos nossos tempos, e em opor um dique aos gravíssimos males da sociedade?

(Encíclica "LAETITIAE SANCTAE" de Leão XIII).


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A AVERSÃO AO SACRIFÍCIO


LEITURA ESPIRITUAL  - Dia 24 de outubro

A aversão ao sacrifício

"9. O segundo mal funestíssimo, que Nós nunca deploraremos bastante, porque ele sempre mais difusa e ruinosamente envenena as almas, é a tendência a fugir da dor e a afastar por todos os meios as adversidades. De feito, a maioria dos homens não consideram mais, como deveriam, a serena liberdade da espírito como um prêmio para quem exercita a virtude e suporta vitoriosamente perigos e trabalhos; mas excogitam uma quimérica perfeição da sociedade, em que, removido todo sacrifício, se deparem todas as comodidades terrenas. Ora, este agudo e desenfreado desejo de uma vida cômoda debilita fatalmente as almas, que, mesmo quando não se arruínam totalmente, ficam sem embargo, tão enervados, que primeiro cedem vergonhosamente em face dos males da vida, e depois sucumbem miseravelmente.

As lições dos mistérios dolorosos


10. Pois bem: ainda contra este mal é bem justificado esperar do Rosário de Maria um remédio que, pela força do exemplo, pode grandemente contribuir para fortalecer os ânimos. E isto se obterá se os homens, desde a sua primeira infância, e depois constantemente em toda a sua vida, se aplicarem, no recolhimento, à meditação dos mistérios dolorosos. Através destes mistérios vemos que Jesus, "guia e aperfeiçoador da fé", começou a fazer e a ensinar, a fim de que víssemos n'Ele próprio o exemplo prático dos ensinamentos que Ele daria à nossa humanidade, acerca da tolerância da dor e dos trabalhos; e o exemplo de Jesus chegou a tal ponto, que voluntariamente e de grande coração, Ele mesmo abraçou tudo o que há de mais duro de suportar. Com efeito, vemo-Lo como um ladrão, julgado por homens iníquos, e feito alvo de ultrajes e de calúnias. Vemo-lo flagelado, coroado de espinhos, crucificado considerado indigno de continuar a viver, e merecedor de morrer entre os clamores de todo um povo. Consideremos a aflição de sua santíssima Mãe, cuja alma não foi somente roçada, mas verdadeiramente "traspassada" pela "espada da dor"; de modo que ela mereceu ser chamada e realmente se tornou, a Mãe das dores.

11. Todo aquele que se não contentar com olhar, porém meditar amiúde exemplos de tão excelsa virtude, oh! como se sentirá impelido a imitá-los! Para esse , ainda que seja "maldita a terra, e faça germinar espinhos e abrolhos", ainda que o espírito seja oprimido pelos sofrimentos, ou o corpo pelas doenças, nunca haverá nenhum mal causado pela perfídia dos homens ou pelo furor dos demônios, nunca haverá calamidade, pública ou privada, que ele não consiga superar com paciência. É, pois, realmente verdadeiro o dito: "É de cristão fazer e suportar coisas "árduas"; porque todo aquele que não  quiser ser indigno desse nome não pode deixar de imitar Cristo que sofre. E repare-se em que como resignação não entendemos a vã ostentação de um ânimo endurecido à dor, como o tiveram alguns filósofos antigos; mas sim essa resignação que se funda no exemplo d'Aquele que "em lugar do gozo que tinha diante de si, suportou o suplício da Cruz, desprezando a ignomínia" (Hebr. 12, 2); essa resignação que, depois de pedir a Ele o necessário auxílio da graça, de modo algum recusa afrontar as adversidade; antes, alegra-se com elas, e considera um lucro qualquer sofrimento, por mais acerbo que seja. A Igreja Católica sempre teve, e tem ainda agora, insignes campeões de tal doutrina: homens e mulheres, em grande número, em todas as partes do mundo, de todas as condições. Estes, seguindo as pegadas de Cristo, em nome da fé e da virtude suportam contumélias e amarguras de todo gênero, e têm como seu programa, mais com os fatos do que com as palavras, a exortação de S. Tomé: "Vamos também nós, e morramos com Ele" (Jo. 11, 16).
12. Oh! praza ao Céu que exemplos de tão admirável fortaleza se multipliquem sempre mais, a fim de que deles brote segurança para a sociedade, e virtude e glória para a Igreja".


(Encíclica "LAETITIAE SANCTAE" de Leão XIII).