SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O CRUCIFIXO

Esta invocação  é do pregador sacro,  D. Duarte Leopoldo e Silva, que fora Arcebispo de São Paulo.

    "Resta-nos, porém, a sua imagem veneranda e venerável. Resta-nos o crucifixo - dádiva preciosa do seu amor, já agora para sempre fixado no vértice das igrejas ou na sala nobre das famílias que não se pejam das suas ignomínias. Resta-nos o crucifixo pompeado, glorificado, no cimo dos tabernáculos, ou banhado de lágrimas ardentes na penumbra de um confessionário. Resta-nos o crucifixo à cabeceira do enfermo que sofre porque não vive, ou no cinto da religiosa que sofre porque não morre. Resta-nos o crucifixo nas mãos do missionário, rasgando-lhe caminho para a pátria celestial, e no peito do soldado, guiando-o intimorato para os triunfos da pátria desafrontada de estranhos atrevimentos. 
   Na grande avançada para o céu, sem ele, sem o sinal da cruz, não sabe a Igreja dar um passo, iniciar uma única cerimônia, esboçar uma bênção sequer. 
  Ó meu crucifixo! Pobre e humilde, banhado das minhas lágrimas na amorável penumbra de uma cela, como brilhas tu, iluminando-nos a vida e a morte, o sofrimento e o prazer, a terra e o céu, o tempo e a eternidade!
  Catecismo de ignorantes, Suma Teológica para sábios, tu és luminoso, todo invadido da presença de Deus. Tua voz me instrui com o calor de uma chama e com a doçura de uma unção - repreende e consola, fortalece e santifica. Melhor que os livros santos, tu me dizes a que extremos inatingíveis levaste o teu amor por mim, por mim pessoalmente, como se eu só - e mais ninguém - fora o objeto do teu amor - amor imolado, amor sacrificado, amor crucificado. 
   Levei-te aos lábios, cheguei-te ao coração. E ouvi, uma por uma, impressas em tuas chagas, todas as palavras dos livros sagrados. E cada palavra que te caiu dos lábios me foi direta ao coração como um dardo de fogo, desse fogo do Espírito Santo que, desde o meu batismo, permanece latente em minha alma pecadora. E eu disse: também eu te amo, também eu quero amar-te de todas as minhas forças. Tu me ensinas como e até quando ser-me-á  preciso amar o meu próximo. "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" - me dizes tu. Mandamento difícil e humilhante. Se se tratasse de fazer bem aos que fizeram bem - fácil e deleitoso me seria o cumprir a tua vontade, pois ela encontraria eco dentro em meu próprio coração. Mas, tu queres que eu perdoe aos que me fizeram mal, não somente que lhes perdoe, mas que os ame ainda como tu mesmo nos amaste. E eu vi as tuas chagas, contemplei-te as mãos e os pés traspassados de duros cravos, a cabeça coroada de espinhos, os braços abertos em atitude de perdão. E eu disse e repito, inteiramente rendido aos argumentos do teu amor: sim, ó meu Jesus, perdoo-lhes por amor de ti, perdoo-lhes porque mais gravemente tenho te ofendido que eles a mim.
   Tu me dizes ainda que o amor de Deus e do próximo nos faz viver, e que o amor de nós mesmos nos faz morrer. Ó meu Jesus, faze que eu te ame bastante, e que não me ame tanto! Ensina-me a dominar as rebeldias da minha natureza, a crucificar as minhas paixões por amor de Jesus crucificado. Ensina-me a prática da humildade, da vigilância e da oração, para que em ti e por ti, me fortaleça no obediência à tua santa lei.
   Como és belo e consolador, ó meu crucifixo! Se me mostrasses tão-somente a grandeza dos meus pecados, eu seria esmagado ao peso da minha dor; mas tu me abres o céu como prêmio e recompensa da paixão de Jesus. Agora que te conheço e te amo - já não temo os castigos da tua justiça, mas os castigos do teu amor, e porque os temo e porque te quero, deixa que me banhe no sangue do teu coração. Mas eis que o dia já declina sempre mais, lentamente... lentamente... As sombras da montanha obscurecem-me o caminho e já não vejo para onde me conduzem os passos incertos e vacilantes. É a tarde, é a noite, é a velhice, é a morte que se aproxima. Ah! eu tenho medo! Mas fica comigo, o meu amado crucifixo! Companheiro inseparável de todos os dias, faze-me companhia até o termo da longa e perigosa caminhada. Tu me falarás de Deus, tu me falarás da vida que se finda e da eternidade que se avizinha. Tu me falarás  dos meus pecados e da misericórdia de Jesus.
   Cansados, já os meus olhos te não podem fitar; enregelados, na agonia derradeira, já os meus braços não conseguem chegar-te à altura dos meus lábios. Mas os meus dedos crispados pela morte te sentem ainda e o meu coração, se não a boca, pode ao menos balbuciar: Meu Jesus, meu Redentor, eu te amo, eu creio em ti. Nas tuas mãos entrego o meu coração, a minha alma, a minha vida a minha eternidade. In manus tuas, Domine, commendo spiritum meum". 
   
   

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O SANTO NOME DE MARIA

   "Ninguém pode proferir devotamente o nome de Maria, sem dele tirar algum fruto".
                                         São Boaventura.

   "Pronunciar com afeto o nome de Maria ou é sinal de vida, ou de a ter brevemente".
                                          São Gemano 

   "Vosso nome, ó Maria, é um  bálsamo oloroso a exalar o perfume da divina graça".
                                          Santo Ambrósio

   "Os homens são atirados ao chão se ao lado deles cai algum raio. Assim também são abatidos os demônios logo que ouvem o nome de Maria".
                                                                                        Tomás de Kempis

 "No mundo não há inimigo que tanto tema um grande exército, como temem o nome e o patrocínio de Maria as potestades infernais"
Conrado de Saxônia

   Donna, se' tanto grande e tanto vali,
   che qual vuol grazia ed a te non ricorre,
   sua disïanza vuol volar senz'ali.
   La tua benignità non pur socorre
   a chi domanda, ma molte fiate
   liberamente al domandar precorre.
   In te misericordia, in te pietate,
   in te magnificenza, in te s'aduna
   quantunque in creatura è di bontate.
           Dante, Paraíso, Canto XXXIII.

   "Sois, Senhora, tão augusta e excelsa, que quem
    deseja alguma graça e a vós não recorre, quer em
   seu anelo voar sem asas.
   Tal é vossa bondade, que não somente socorreis
   a quem pede favores, mas com freqüência acudis
   antecipando a todo pedido.
   É grande vossa misericórdia, grande vossa piedade e magnificência,
   e brilham em vós as virtudes todas". 

  

A AVE-MARIA - 1ª parte - 25ª LIÇÃO

N.B.: Para aumentar os quadros catequéticos é só clicar em cima. A Ave-Maria neste quadro está escrita em francês, porque estes quadros catequéticos foram feitos na Suíça: Ed. Les Amis de Saint François de Sales - 1950.

Qual é a oração que mais convém rezar a Nossa Senhora? Há muitas boas orações para rezar a Maria Santíssima. E santa Joana de França pediu a Maria que lhe revelasse qual destas orações lhe era mais agradável. Maria revelou àquela santa que gostava mais da Ave-Maria.
 A oração que costumamos rezar mais a Nossa Senhora é a Ave-Maria. A primeira parte da Ave-Maria foi feita pelo Arcanjo São Gabriel; a segunda parte por Santa Isabel, prima de Nossa Senhora, e a Igreja acrescentou a terceira parte. Convém saber a Ave-Maria de cor. Todos queremos saber a Ave-Maria e também compreendê-la. Por isso vou explicar as palavras da Ave-Maria.
Com a palavra "AVE" antigamente a gente se cumprimentava, como nós hoje dizemos "Bom dia" ou "Boa tarde". "AVE MARIA" quer dizer: "Eu vos saúdo, Maria".Começamos a nossa oração assim; pois na Ave-Maria vamos falar com Maria e cumprimentamo-la primeiro.
   Chamamos a Maria: "CHEIA DE GRAÇA". Um copo está cheio, quando nada mais cabe. Maria está cheia de graça porque tem todas as graças, que em sua alma podem caber. Nossa senhora recebeu mais graças do que todos os outros santos, pois Deus dá mais graças conforme a dignidade da pessoa. A maior dignidade é a de Maria, porque é Mãe de Deus; por isso recebeu mais graças do que todos os outros. Deus também dá mais graças a quem melhor se esforçar por ser melhor, por ser santo. Maria trabalhou muito com a graça de Deus para ser cada vez mais santa. Por isso Deus lhe deu sempre mais graças.
   Dizemos: "O SENHOR É CONVOSCO". O "SENHOR" é Deus. Deus mora em nosso coração pela graça. Quanto mais esforços fazemos para sermos bons, para não pecar, tanto mais cresce em nós a graça. Maria nunca pecou. Maria todos os dias fazia progresso na virtude. Maria nunca foi ruim. Por isso, em Maria, a graça era maior do que nos outros santos. Pela graça o Espírito santo habita em nosso coração. Por isso o Espírito Santo estava com Maria de maneira muito mais perfeita do que com todos os santos. Por isso dizemos: "O SENHOR É CONVOSCO".
   Dizemos: "BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES". Com estas palavras queremos dizer que Nossa Senhora merece os nossos louvores mais do que todas as outras mulheres. Maria é a mais privilegiada, a mais favorecida por Deus, a mais abençoada que todas as mulheres. Por que? Porque só ela foi concebida sem pecado original, e porque ela é a Mãe de Deus. Por isso é bendita entre todas.
   Dizemos: "BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE, JESUS". Conhece-se a árvore pelo fruto. Assim Maria é louvada por seu fruto, isto é, por seu filho, Jesus.

EXEMPLO
   São Bernardo, grande devoto de Nossa Senhora, sempre que passava  junto de uma imagem de Maria Santíssima, descobria-se e dizia com toda devoção: Ave, Maria! Saudação tão filial não podia deixar de agradar ao coração maternal da Mãe de Deus. Algum tempo depois, passando novamente Bernardo e repetindo a sua costumada saudação, a Imagem, inclinando graciosamente a cabeça, responde: Ave, Bernardo!

sábado, 10 de setembro de 2016

O SACRAMENTO DA ORDEM PELA EXPLICAÇÃO DO QUADRO CATEQUÉTICO

Quadro catequético representando
o Sacramento da Ordem
   No centro  está o objetivo deste quadro que é de representar São Pedro conferindo o sacramento da Ordem aos sete primeiros diáconos. 

   No alto à esquerda, vemos representadas duas ordens menores: Ostiário e Leitor. Vemos representado, em primeiro lugar a Ordem de Ostiário. O Bispo faz o candidato tocar as mãos nas chaves da igreja. No momento o Bispo pronuncia as palavras que conferem a guarda das chaves. 
   Ainda no alto à esquerda bem perto, vemos representada a Ordem menor de Leitor, cuja função é de ler na igreja, em voz alta, o Antigo e o Novo Testamento. Por isso, o Bispo faz o candidato tocar o Missal pronunciando as palavras que lhe conferem o poder de ler a palavra de Deus.

   No alto à direita, vemos representado o Bispo conferindo a Ordem menor de Acólito, cuja função é servir os ministros sagrados no altar. Por isso, o Bispo faz o candidato tocar um castiçal com a vela, depois as galhetas vazias. O Bispo dá-lhe o poder de acender as velas da igreja e de apresentar ao celebrante o vinho e a água durante a Missa. 
   O quadro não representa a Ordem menor de Exorcista. Como ele recebe o poder de expulsar o demônio do corpo dos possessos, o Bispo faz o candidato tocar o livro dos Exorcismos, dando-lhe o poder de impor as mãos sobre os possessos do demônio.

   Em baixo à esquerda, vemos representada a Ordem maior do Subdiaconato, cuja função é de servir ao diácono no altar e de cantar a Epístola. Para tanto, o Bispo faz aquele que deve receber o subdiaconato tocar o cálice, a patena e o livro das Epístolas, dando-lhe, assim, o poder de ler na Igreja. Ele coloca água no vinho destinado ao Sacrifício. Compromete-se a guardar a castidade e a rezar o Breviário. 

   Em baixo à direita, vemos representada a Ordem maior do Diaconato, cuja função é de assistir ao Padre no altar, cantar o Evangelho nas Missas Solenes, distribuir a comunhão, em caso de necessidade, pregar, com autorização do Bispo, administrar o Batismo solene, com licença do Bispo ou do Pároco.Pode também fazer encomendação. Vemos no quadro o Bispo impondo-lhe as mãos para lhe conferir estes poderes. No momento, o Bispo diz: "Recebe o Espírito Santo, para teres a força de resistir ao demônio e às suas tentações". 

Detalhe do quadro representando o Sacerdócio ou
Plesbiterato
   Em baixo no meio do quadro, vemos representado o Bispo conferindo o Sacerdócio, cujos poderes são: celebrar a Santa Missa, pregar e administrar os sacramentos, menos o da Crisma e o da Ordem. O sacerdote também administra a Crisma em caso de morte quando na hora não há bispo. Vemos representado no quadro o Bispo impondo as mãos sobre a cabeça dos diáconos ( e com ele todos padres presentes). O Bispo faz uma unção com óleo santo sobre as mãos, e faz tocar o cálice com vinho, e a patena com uma hóstia. No momento o Bispo diz: "Recebei o poder de oferecer a Deus o sacrifício e de celebrar a Missa pelos vivos e defuntos". Observamos que o Bispo e todos os padres presentes, depois de imporem as mãos sobre a cabeça do(s) candidato(s), permanecem com as mãos estendidas sobre ele(s). 

   

  

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O MINISTRO DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

   Em todas as Missas JESUS CRISTO, Vítima e Sacerdote, Se oferece pessoalmente a DEUS na Consagração, renovando os sentimentos de obediência de que estava possuído no Calvário. Na Consagração, o ministro humano apenas "empresta a Cristo a sua língua e lhe cede as suas mãos". Vê-se, com bastante clareza, que JESUS CRISTO intervém atualmente para Se imolar de modo incruento, oferecendo ao eterno Pai o Sacrifício, através de seus sacerdotes.

Consideremos o MINISTRO DA MISSA, de que Nosso Senhor se serve como instrumento.
   A) MINISTRO.
   Só os sacerdotes são ministros do Sacrifício da Missa. Nosso Senhor dirigia-se aos Apóstolos, e sucessores deles no Sacerdócio quando disse, após a instituição da Eucaristia: "FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM". (Luc. XXII, 19). A prática da Igreja, aliás, nenhuma dúvida deixa no assunto. Desde os tempos mais antigos, são os Bispos e os Padres que CELEBRAM o Santo Sacrifício da Missa.
   Quando dizemos que a Missa é o Sacrifício de toda a Igreja, afirmamos que todos os fiéis nela devem tomar parte; não queremos, contudo, significar que o Sacrifício da Missa seja obra de todos os membros da Igreja.
   Na sociedade sobrenatural, criada por Jesus Cristo, somente os Sacerdotes são os SACRIFICADORES, somente eles podem realizar o Sacrifício da Missa.
   "Só aos Apóstolos, diz Pio XII, e aos que deles e dos seus sucessores receberam a imposição das mãos, é conferido o PODER SACERDOTAL, por cuja virtude, assim como representam, perante o povo que lhes é confiado, a pessoa de Jesus Cristo, assim também, representam esse mesmo povo perante Deus". (Mediator Dei). 
   Contudo, também no ato sublime e singular da oblação sacrifical, o povo tem sua participação, com seu voto, com sua aprovação. Eis o que diz Inocêncio III: "O que em particular se cumpre pelo ministério dos sacerdotes, universalmente é cumprido pelo voto dos fiéis". Mas o fato de participarem no Sacrifício eucarístico NÃO CONFERE aos fiéis NENHUM PODER SACERDOTAL.
   "A imolação incruenta, por meio da qual, depois de pronunciadas as palavras da Consagração, Jesus Cristo torna-se presente sobre o altar no estado de vítima, é levada a cabo somente pelo SACERDOTE, ENQUANTO REPRESENTANTE DA PESSOA DE CRISTO,  e não enquanto representante da pessoa dos fiéis." (Pio XII - Mediator Dei).

   B) CONDIÇÕES REQUERIDAS:
   1º) para que o Sacrifício seja VÁLIDO: a) o poder da ORDEM;
                                                                b) intenção de fazer o que faz a Santa Igreja.

   2º) para que o Sacrifício seja LÍCITO:  O ministro deve:
                                               a)  possuir o estado de graça;
                                               b) estar em jejum;
                                               c) observar as cerimônias prescritas.

  
   Os padres ao celebrar, devem trazer as disposições mais santas, subindo o Altar com os sentimentos da maior pureza e caridade, piedade viva e profunda, como o exige função tão sublime.

   "Oh! quão grande e venerável é o ministério dos sacerdotes, aos quais é dado consagrar com palavras santas o SENHOR de majestade, bendizê-Lo com os lábios, tocá-Lo com as mãos, recebê-Lo em sua boca, distribuí-Lo aos outros!" (Imitação de Cristo).

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Sacrifícios

   OS SACRIFÍCIOS DA LEI MOSAICA.
   Após a saída do Egito, Deus intervém diretamente, ditando a MOISÉS o ritual do culto. No Sinai, logo após a promulgação do decálogo, manda que se erga um altar de pedras não lavradas, para os sacrifícios. Sobre esse altar selou-se a ALIANÇA entre Deus e o povo escolhido. (Ex. 24, 2-8).
   Nos dez primeiros capítulos do LEVÍTICO, encontramos o ritual do culto da Antiga Lei. Os judeus praticavam 4 espécies de sacrifícios:
   A) O HOLOCAUSTO. Era o sacrifício por excelência, perfeito porque completo. Nele, a vítima era integralmente consumida pelo fogo, e não repartida, após a imolação. A finalidade deste sacrifício era o reconhecimento do domínio absoluto de Deus sobre as suas criaturas e expressava também o dom total que Lhe fazia o ofertante. Devia ser realizado todos os dias. Constava de quatro partes principais:
   a) a imposição das mãos do ofertante sobre a vítima para se identificar a ela;
   b) o derramamento de sangue, princípio de vida, como símbolo do sacrifício da vida do ofertante;
   c) a combustão da vítima, simbolizando o nada da criatura diante do Criador;
   d) a oblação: para testemunhar reverência, temor, arrependimento, desejo de purificação, súplica, amor...

   B) OS SACRIFÍCIOS EXPIATÓRIOS.

O bode expiatório
   Os sacrifícios expiatórios, também chamados "sacrifícios pelos pecados" e "pelo delito". Por eles os Israelitas pretendiam expiar seus erros, desagravar a Deus e reconciliar-se com Ele. O rito consistia na apresentação da vítima, imposição das mãos do transgressor sobre a cabeça da vítima, como para transferir-lhe o pecado, substitui-la ao pecador. Seguia-se a imolação da vítima, com numerosas libações de sangue - significando a vida que se dava para expiar. Enfim, a destruição parcial pelas chamas. As vítimas eram parcialmente queimadas, parcialmente comidas pelos sacerdotes.
   Todos os anos, os judeus celebravam a grande festa da Expiação. Nessa cerimônia, o sumo Sacerdote imolava um touro e um carneiro. Depois carregava um bode com todos os pecados do povo e expulsava-o para o deserto. Era o "bode expiatório".

   C) OS SACRIFÍCIOS PACÍFICOS.
   Eram oferecidos para render graças a Deus ou obter benefícios. Queimados o sangue e as gorduras, em honra de Deus, o resto era comido pelos doadores num banquete ritual, à mesa do Senhor.

   D) A OBRAÇÃO.
    Era a oferta de produtos agrícolas.

   Contudo, com o correr dos séculos  o culto vai se tornando apenas formalismo vão. Desaparece a adoração, a penitência, o amor. Ora, não basta fazer um sacrifício externamente; é preciso que ele corresponda aos sentimentos internos da alma e Deus o tenha por bom, perdoando o pecado e reconciliando consigo o pecador. Já dissera a Escritura que Deus não aceitou as oblações de Caim. Também não agradaram a Deus os sacrifícios do povo de Israel. Pela boca dos profetas, Deus fez ouvir as mais solenes censuras. Porém Malaquias, o último dos profetas, veio projetar um raio de esperança. Anteviu o advento de um novo Sacrifício, agradável ao Senhor, oferecido em todo lugar: "Desde o nascer do sol até o poente, será grande entre as nações o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso e uma OBLAÇÃO PURA; porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos exércitos". (Malaquias, 1, 10-11).

sábado, 3 de setembro de 2016

O SACRAMENTO DA ORDEM

   I - DEFINIÇÃO: Ordem é um sacramento que dá o poder de desempenhar as funções eclesiásticas e a graça de o fazer santamente.
   A Ordem é um sacramento que confere: a) o PODER de desempenhar as funções eclesiásticas, isto é, celebrar o Santo Sacrifício da Missa, administrar os Sacramentos e pregar a Palavra de Deus. O fim da Ordem não é como o dos outros Sacramentos. Os cinco primeiros têm por fim a santificação individual. A Ordem é para benefício espiritual da comunidade. Por meio deste Sacramento, o Padre torna-se medianeiro entre Deus e os homens. Cabe-lhe duplo encargo: de um lado, em nome da sociedade que representa, tem de prestar a Deus o devido culto; de outro lado, é obrigado a comunicar aos homens  - por meio dos sacramentos - as graças que Deus lhes destina, e a ensinar a doutrina cristã, o que é preciso crer e praticar. 
                                                                  b) Este Sacramento confere também a graça de desempenhar santamente as funções eclesiásticas. São tão sublimes as funções do padre, e muito particularmente a de consagrar e oferecer o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, são funções tão santas que exigem socorro especial. 

   II - HIERARQUIA DE ORDEM E HIERARQUIA DE JURISDIÇÃO.
   (hierarquia quer dizer: ordem e subordinação dos poderes eclesiásticos).
   A) HIERARQUIA DE ORDEM:
   O sacerdócio é um verdadeiro sacramento que se apresenta de forma especial. Consta de vários graus que têm o mesmo nome: ORDENS, e se encaminham todos para a dignidade suprema do sacerdócio. Estes graus ou ordens são sete, agrupados em duas classes: ordens menores e ordens maiores. 
   TONSURA: Não é ordem especial. É uma cerimônia eclesiástica preparatória para as ordens. O tonsurado passa a ser CLÉRIGO (que vem de clero: partilha ou quinhão): ele toma a Deus por dote e herança. Renuncia ao mundo e entrega-se ao serviço de Deus. Usa os trajes eclesiásticos, indicando sua separação do mundo. Nas cerimônias da Igreja usa sobrepeliz , símbolo da pureza.
   ORDENS MENORES: São quatro: OSTIÁRIO, toma conta das chaves e da porta do templo; LEITOR, lê a Sagrada Escritura na Igreja e ensina a doutrina; EXORCISTA: recebe a faculdade de expulsar os demônios; ACÓLITO: levar as velas acesas na Missa e preparar o pão e o vinho para o Santo Sacrifício.
   ORDENS MAIORES ou SACRAS: denominam-se maiores, por causa da sua importância; sacras, porque consagram de modo definitivo aos serviço de Deus a pessoa que as recebe. São três: O SUBDIACONATO: o subdiácono ajuda o diácono no altar. Prepara o cálice e a patena. Coloca água no vinho destinado ao Sacrifício. Lê a Epístola. Lava os panos consagrados. Compromete-se a rezar o breviário e a guardar sempre a castidade.
   O DIACONATO: esta ordem confere o poder de assistir ao padre no altar, cantar o Evangelho nas Misas Solenes, distribuir a comunhão, em caso de necessidade. Fazer encomendação; administrar o batismo solene, com licença do Bispo ou do Pároco. Pregar, com autorização do Bispo.
   O SACERDÓCIO ou PRESBITERATO: confere o poder de oferecer o Sacrifício da Missa e de administrar todos os sacramentos, menos os da Crisma e da Ordem.
   O EPISCOPADO: é o grau mais elevado da hierarquia de ordem. O bispo recebe a plenitude do sacerdócio; tem poder de administrar todos os sacramentos e de reger a porção da Igreja confiada à sua jurisdição.

   B) HIERARQUIA DE JURISDIÇÃO: 
   É independente da hierarquia de ordem. Esta é sempre comunicada pela ordenação, aquela provém da vontade do superior. A jurisdição resulta da Missão que Jesus Cristo confiou aos Apóstolos e a seus sucessores, de governar a Igreja. Em primeiro lugar, nesta hierarquia, está o PAPA: tem jurisdição sobre todos os fiéis e todos os pastores; a seguir os BISPOS: têm poder de governar suas respectivas dioceses, sob a autoridade do Papa.
   Para administração válida dos sacramentos, basta o poder de Ordem, menos para o sacramento da Confissão. Quanto à liceidade da administração, a jurisdição é sempre requerida.