SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 26 de julho de 2016

II - MÁXIMA ESTIMA PELO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

   Continuação e término do sermão de São Pedro Julião Eymard: "SACRIFÍCIO DO ALTAR E SACRIFÍCIO DA CRUZ".

   Devemos ter a maior estima por esse Sacrifício e ilimitado reconhecimento para com Jesus Cristo, que o instituiu.

   1. Tenhamos primeiro a mais elevada estima por esse augusto Sacrifício. Se Deus lhe é o fim, é-lhe também o meio. É um Deus encarnado que adora a Santíssima Trindade, que satisfaz, por Sua imolação, à justiça divina. Numa palavra, é por Jesus Cristo que a Igreja presta diariamente a Deus o culto que Lhe é devido.

   Por si mesmos, os homens nada podem oferecer a Deus, nada que seja digno d'Ele, de Sua grandeza. Como poderia o finito atingir o infinito? Mas, ó bondade divina! O próprio Pai celeste nos proporciona o nosso resgate. Entregou-nos o Seu próprio Filho, e com Ele todas as coisas (Cf. Rom 8, 32). De modo que, com Jesus Cristo e por Ele, somos nossos salvadores.

   Eis o motivo pelo qual a Igreja só se dirige a Deus por intermédio de seu Filho; adora-O, louva-O, suplica-Lhe, aplaca-O por meio d'Ele: per Christum Dominum nostrum; é assim que conclui todas as orações. 

   E o Pai celeste escuta o Filho que Lhe fala, no Altar, em nosso favor, com tanta força quanto na Cruz. Assim, podemos repetir, depois de São Paulo, que Deus opera ainda todos os dias, no altar, a reconciliação do mundo com Ele: Deus erat in Chisto mundum reconcilians sibi (2 Cor 5, 19). Não exprime a palavra erat uma perpetuidade de ação, iniciada no Calvário e continuada, de maneira incruenta, no altar? ´E por isso que, na Secreta da Missa do Santíssimo Sacramento, pedimos a Deus nos conceda os benefícios da unidade e da paz, simbolizados nas ofertas que Lhe apresentamos no altar. Pois se, de certo modo, a guerra esteve misturada com a paz no Calvário, a reconciliação entre o céu e a terra acha-se pecificamente assegurada pelo sacrifício do Altar. 

   Ó admirável invenção do amor de Deus! 

   Portanto, que confiança não devemos ter no poder e eficácia desse augusto Sacrifício? Decerto que é verdade bem temível saber que podemos, a toda hora, ofender a Deus a ponto de nos perdermos eternamente; mas que consolação pensar que a toda hora também, Jesus Cristo se imola em nossa defesa e pede perdão para as nossas faltas! "É ali, diz São Cipriano, que oferecemos ao Pai eterno um presente escondido, sempre capaz de apaziguar a cólera de Deus". Assim, quaisquer que sejam os nossos pecados, repitamos confiantes ao pé do altar: "Ó Deus, olha para nós e põe os olhos no rosto do teu Ungido" (Sl 83, 10).

   2. Que reconhecimento não devemos também a Deus por tão excelente Sacrifício; que honra não prestaremos a Jesus Cristo que tanto nos amou? Pois o Sacrifício do altar é verdadeiramente nosso bem particular, dá-nos a parte pessoal nos frutos da Redenção.

   Ora, de que maneira se deve manifestar o nosso reconhecimento? "Quereis, responde São João Crisóstomo, honrar dignamente esse divino Sacrifício? Oferecei a Jesus Cristo vossa alma, pela qual Ele se imolou".

   "Eis um dever, diz Santo Agostinho, a fim de corresponder aos desígnios de Jesus Cristo que, no altar, sacrifica seu Corpo natural para demonstrar à Igreja que, no Sacrifício que Ela oferece, é também oferecida".

   Pois que o amor imola Jesus Cristo, o amor deve também imolar-nos com Ele.

   Se o amor O coloca em estado de vítima e de morte mística, devemos também morrer realmente ao pecado; para isso, fechamos os olhos às vaidades do mundo e os lábios às más palavras, guardemos as mãos de toda injustiça e o corpo, da sensualidade.

   Assim, continuamente entregues à morte por causa de Jesus, a vida de Jesus manifestar-se-á também na nossa carne mortal (Cf. 2 Cor 4, 11). 

domingo, 24 de julho de 2016

I - EXCELÊNCIA PRÓPRIA DO SACRIFÍCIO DA MISSA

   Continuação do sermão de São Pedro Julião Eymard sobre "SACRIFÍCIO DO ALTAR E SACRIFÍCIO DA CRUZ".

   1. No altar, Deus recebe um culto exclusiva e totalmente de glória.

   O Sacrifício tem por fim honrar duas grandes perfeições de Deus: a Soberania e a Justiça. O homem foi criado por Deus, d'Ele depende em absoluto e d'Ele tudo espera. Mas é também pecador e necessita de Sua misericórdia e perdão.

   Ora, no Calvário, foi o Filho de Deus encarnado que a malícia dos homens empreendeu destruir e que, ao menos, entregou à morte.

   Assim, em vez de aplacar a Justiça divina, oferecendo-Lhe expiação pelas próprias faltas, os homens se tornaram culpados do mais horrendo crime que se haja cometido.

   Bem sei que, examinando tal Sacrifício da parte de Jesus Cristo, nada há de mais santo nem de mais agradável a Deus; Sua morte é o mais ilustre testemunho de obediência, o derradeiro esforço de amor e a maior honra que prestou ao Pai. Mas que indignação não deve ter concebido esse Pai celeste, pois, considerando a morte do Filho, da parte dos judeus, era o mais execrável atentado, o mais espantoso sacrilégio que os homens poderiam consumar. Poderia até parecer estranho que Deus tenha resolvido tirar tão grande bem: a Redenção, de tão grande mal: o deicídio.

   Tal pensamento causava o pasmo de Santo Agostinho: "Quanta bona egit passio Christi, et tamen passio hujus iusti non esset, nisi Dominum iniqui occidissent": "Quão admiráveis são as vantagens trazidas ao mundo pela Paixão de Jesus Cristo, e, no entanto, é necessário reconhecer que não se teria realizado a Paixão desse Justo, se os maus não houvessem entregue à morte o Filho de Deus". 

   Portanto, o Pai eterno recebeu simultaneamente ultraje e satisfação na tragédia do Calvário. Considerando o sacerdócio de Jesus Cristo na Cruz somente quanto às aparências exteriores, quão humilhado nos aparece o divino Salvador em Sua dignidade de Sacerdote! Seu sacrifício apresenta-se encoberto por monstruoso crime; pergunta-se onde está o culto de Deus e como poderão os homens tirar proveito de um ato onde só se manifesta a sua própria crueldade.

   Quanto ao sacrifício dos altares, faz resplandecer a glória de Deus e o proveito dos homens. É o mesmo que o do Calvário, mas despojado de todas as circunstâncias reclamadas pela imolação cruenta. É a oblação toda pura: oblatio munda, anunciada pelo Profeta (Mal 1, 11); é a função própria do sacerdócio de Jesus Cristo segundo a ordem de Melquisedech (Sl 109, 4); é o sacrifício do Cordeiro divino que, sempre vivo, é ao mesmo tempo Vítima e Sacrificador. 

   2. No altar, Jesus Cristo é imolado sem ser entregue à morte.

   Embora a morte da vítima não seja a mais nobre condição do sacrifício, não deixa de ser o sinal mais sensível. Com efeito, é preciso que a vítima, para prestar a Deus completa homenagem, aceite livremente a morte.

   No Calvário, Jesus Cristo morreu porque quis: "Ninguém, dizia Ele, me tira a vida, mas Eu por mim mesmo a dou" (Jo 10, 18). Os suplícios que padeceu eram apenas um meio que deixou agir na hora determinada pelo Pai. 

   Devemos, pois, encontrar no Sacrifício do altar, para que seja um verdadeiro sacrifício, ao menos um sinal sensível da imolação da vítima ali oferecida. Sem o que, jamais poderíamos confundir os hereges que negam o valor da Santa Missa, nem crer no amor que, todos os dias, ainda imola Jesus Cristo.

   Ora, tal maravilha se realiza pela força das palavras divinas que, na consagração, separariam realmente o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, se Ele não fora agora imortal.

   Assim, os santos Padres não recearam afirmar que Jesus Cristo morre todos os dias em nossos altares e que milhares de vezes se realiza em nossas igrejas o que só uma vez se realizou no Calvário. Santo Tomás cita a palavra atribuída a Santo Agostinho: "Cristo só uma vez se imolou a Si mesmo; e, contudo, imola-Se cada dia no Sacramento".

   É o que lemos também numa oração litúrgica: "Sempre que se renova a memória dessa hóstia (oferecida na Santa Missa), opera-se o fruto de nossa redenção" (Secreta do 9º Domingo depois de Pentecostes). 

   O mais admirável, porém, é que essa imolação, tantas vezes renovada, realiza-se sem que a Vítima sofra. O amor tem a glória de repetir no altar, a obra que preparara no Cenáculo e perfizera nos sofrimentos do Calvário. 

   Sim, o Filho de Deus morre, de certo modo, na instituição desse adorável Sacramento, e nos dá Sua vida antes de perdê-la na Cruz. Tanto O constrange o amor que nos dedica, que não quer esperar até ao dia seguinte; começa a satisfazer, nessa instituição, o Seu desejo de morrer por nós, desejo que tão claramente manifestara: "Eu tenho de ser batizado num batismo; e quão grande é a minha ansiedade, até que ele se conclua!" (Lc 12, 50). Assim, com que solicitude se dirigiu ao Cenáculo, a fim de celebrar a última Páscoa legal: "Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer" (Lc 22, 15).

   O quê! Judas não realizou ainda seu execrável desígnio, os carrascos não se acham prontos para detê-Lo no jardim de Getsêmani, e já o adorável Salvador, pondo-Se à mesa, ergue o altar onde Se vai imolar. Ele mesmo separa, com Suas palavras, o próprio Sangue do próprio Corpo. "Tomai, diz Ele, isto é o meu Corpo", e, à parte, acrescenta: "Tomai, este é o meu Sangue". Não é colocar-Se num estado de morte? Considerando apenas a força dessas palavras, não coloca o amor o corpo de Jesus Cristo num estado semelhante àquele em que logo O colocará na cruz a crueldade dos carrascos?

   Ora, Jesus Cristo não se contenta em separar assim o Corpo e o Sangue; quer também acreditemos que seu Corpo e Sangue são oferecidos em sacrifício desde então. Escutai as palavras que acrescenta, segundo o texto original: "Isto é o meu Corpo, que é dado por vós; este é o meu Sangue, que é derramado por vós" (Lc 22, 19-20).

   Mas direis talvez: apesar desta afirmação, Jesus Cristo permanecia vivo; só o sofrimento O fez morrer realmente.

   Concordo; mas admirai como, na Eucaristia, a morte se harmoniza com a vida: "Jesus Cristo, diz São Gregório de Nissa, unindo em Si as qualidades de Sacerdote e de Vítima, preveniu o papel dos carrascos e, por um misterioso gênero de sacrifício, ofereceu-Se a Si mesmo, Hóstia e Vítima. Praevento carnificis officio, seipsum, arcano sacrificii genere, hostiam offert et victimam, simul sacerdos et agnus".

   Assim, no Sacrifício Eucarístico, o que prevalece é o amor que quer imolar-Se e toma da morte tudo quanto lhe é possível. Portanto, não foi a Sinagoga a primeira a imolar Jesus Cristo: foi causa da morte cruenta. Foi a mão do amor que realizou o primeiro Sacrifício da nova Lei, dando-lhe união necessária ao da Cruz, fonte de toda graça e de toda redenção.

   3. No altar, os cristãos participam santamente do sacrifício de Jesus Cristo. - Na Cruz, Jesus Cristo padecia pela justificação e salvação de todos os homens, até dos seus carrascos. Motivo pelo qual observa Santo Agostinho: "Entregavam-No à morte, sem dúvida, mas, em última análise, não era a Ele que matavam e sim a si mesmos, salvos por Aquele mesmo que por eles Se imolava".

   No sacrifício de nossos altares, porém, não há mais, como tal, crime em imolá-Lo: ao contrário, cercam-No a fé submissa, a terna piedade, o amor ardente. O sacerdote, sacrificador visível, é santo, pelo menos o deve ser; os fiéis que se unem ao sacerdote e comungam a divina Vítima, são puros e acham-se animados pelo desejo de amar cada vez mais a Jesus Cristo.

   Portanto, o altar não é mais que o triunfo perpétuo e a glória do amor do Salvador. A Missa é a adoração perfeita prestada a Deus por Jesus Cristo, sumo Sacerdote; é a infinita ação de graças, expressa pelo Cordeiro divino. Dessa cruz mística fluem todas as graças da Redenção; as chagas abertas e gloriosas de Jesus Cristo as derramam abundantemente sobre os fiéis. Ali, termina-se e consuma-se a obra da salvação. O amor dá, o amor recebe, o amor torna-se a vida que jorra até ao céu.

   Poder-se-á dizer que não há mais, em absoluto, crimes que acompanhem o sacrifício incruento de Jesus Cristo, sacrilégios que o profanam? Ah! não deveria haver.

   Jesus Cristo foi crucificado uma vez pelo povo deicida; não deve mais ser ultrajado pelos cristãos regenerados em seu Sangue. Pagou o nosso resgate; seria, de nossa parte, espantoso atentado crucificá-Lo  em nosso coração, insultá-Lo pela blasfêmia ímpia e escarnecedora, sepultá-Lo no lodo de nossos vícios. O crime do judeu seria escusável comparado ao do cristão, iluminado pela fé e filho de Deus pelo batismo. Seria atacar a glória de Deus, seus benefícios, o dom mais excelente de seu Amor.

   Mas passemos a cortina do silêncio sobre tão triste quadro. Quero terminar com uma visão de consolação e felicidade. Bendigamos, pois, a bondade infinita de Jesus Cristo que deu à Igreja Católica o verdadeiro e divino Sacrifício do Altar.   

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A CONFISSÃO - II - 44ª LIÇÃO

- QUE É PRECISO PARA SE FAZER UMA BOA CONFISSÃO?
- PARA SE FAZER UMA BOA CONFISSÃO, SÃO NECESSÁRIAS CINCO COISAS:
         
          1º - PENSAR PARA LEMBRAR OS PECADOS. É o exame de consciência.
          2º - ARREPENDER-SE DE TER OFENDIDO A NOSSO SENHOR. É a dor da alma, a detestação dos pecados.
          3º - PROMETER NÃO PECAR MAIS. É o propósito firme e sincero.
          4º - DEPOIS CONTAR DIREITINHO OS PECADOS AO PADRE. É a confissão dos pecados.
          5º - REZAR AS ORAÇÕES QUE O PADRE MANDAR. É cumprir a penitência.
   Jesus contou a seguinte parábola, para nos ensinar como devemos estar arrependidos dos nossos pecados e assim receber o perdão na Confissão.
   Um pai tinha dois filhos. O filho mais moço disse a seu pai: "Pai, dai-me a minha parte da herança." O pai deu-lhe a parte que lhe pertencia. Poucos dias depois, aquele filho ingrato deixou a casa de seu pai e foi-se com seu dinheiro para um país estrangeiro. Ali vivia no luxo e em maus costumes e não se importava mais com o pai. Mas, quando tinha gasto tudo, começou uma fome naquela terra e ele principiou a passar necessidades. Fez-se criado dum fazendeiro e este o mandou guardar os porcos. E este filho de boa família quis comer a comida dos porcos; mas nem esta lhe davam. Enfim, começou a compreender a miserável condição em que se achava e pensou assim consigo: Quantos criados em casa de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui morro de fome... Levantar-me-ei e irei para meu pai e lhe direi: Meu pai, pequei contra o céu e contra vós, já não sou digno de ser chamado vosso filho: aceitai-me como um dos vossos criados. Levantou-se e partiu para a casa de seu pai. quando ainda estava longe, o pai o reconheceu, ficou tomado de compaixão, foi ao encontro dele, abraçou-o e o beijou. E o filho lhe disse: "Meu pai, pequei contra o céu e contra vós, já não sou digno de ser chamado vosso filho..." Então o pai mandou aos criados que lhe dessem roupa nova e preparassem um banquete.
   O pai, de que Jesus fala, é Deus. O filho é o pecador. Quem comete pecado mortal afasta-se do Pai do céu, que tudo lhe deu, e procura sua felicidade longe de seu Deus. O pecador deve imitar a conversão do filho pródigo e voltar para a casa paterna, que é a amizade de Deus.
   Na atitude do filho pródigo vemos exemplificados os atos necessários para uma boa confissão.
   1º - Ele, quando estava sozinho, na miserável condição de guardador de porcos, começou a refletir sobre a sua vida em casa e no estrangeiro. Quem quer fazer confissão bem feita deve examinar-se sobre os pecados cometidos. Antes da Confissão, ajoelhemo-nos na igreja e pedimos que Deus nos ajude a achar os nossos pecados. Para isto serve a oração antes da Confissão, que está no catecismo. Depois procuramos lembrar-nos dos pecados que cometemos depois da última Confissão. Quem sabe ler acha no catecismo ou num livro de piedade um exame de consciência. Quem não sabe ler passa na lembrança os dez mandamentos e os pecados contra cada um deles. Ou então, lembre-se dos lugares onde esteve, lembre-se das pessoas com quem esteve, como as tratou, como delas tem pensado e falado; lembre-se das suas más inclinações, como as tem vencido. Mas ninguém entrando na igreja, corra direto ao confessionário sem pensar e sem se lembrar dos pecados.
   2º - O filho pródigo arrependeu-se de sua vida pecaminosa. O pecador deve também arrepender-se de seus pecados. O arrependimento é uma dor da alma e um ódio dos pecados cometidos. Quem se confessa sem arrependimento, não recebe perdão dos seus pecados, ainda que os confesse todos.
   3º - O filho pródigo fez o firme próposito de mudar de vida: "Levantar-me-ei e irei para meu pai". O penitente deve também esforçar-se par emendar sua vida. O propósito é a vontade séria de não pecar mais. Se alguém tem vontade séria de não cometer mais alguns dos seus pecados mortais, porém quer cometer outros, nenhum pecado está perdoado.
   4º - O filho pródigo confessou suas culpas: "Pai, pequei contra o céu e contra vós." O penitente também deve confessar seus pecados ao confessor. Devemos declarar ao menos todos os pecados mortais e quantas vezes os cometemos. A boa confissão é humilde, sincera e completa.
   5º - O filho pródigo queria fazer-se criado para satisfazer assim a seu pai e reparar a falta cometida: "Aceitai-me como um dos vossos criados." O penitente deve igualmente dar a devida satisfação, cumprindo a penitência imposta pelo confessor.


sábado, 11 de junho de 2016

A CONFISSÃO - I - 43ª LIÇÃO

- QUE É CONFISSÃO?
- É UM SACRAMENTO QUE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO FEZ PARA NOS PERDOAR OS PECADOS.



   Quem cometeu pecado mortal está condenado ao inferno e não merece perdão. Deus, porém, perdoa por sua misericórdia, não por algum direito do pecador. Portanto, Deus pode pôr as condições que quiser. Deus pode determinar o meio e o modo de conceder o perdão. O único meio de perdão que Deus oferece ao pecador é o sacramento da Confissão. É a condição indispensável para o perdão. A quem não quer confessar-se, Deus não quer perdoar.
   Sabemos isto pelas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. Era no dia em que Jesus ressurgira. Jesus apareceu no meio dos apóstolos. Jesus soprou sobre eles para lhes fazer ver que lhes comunicava o Espírito Santo, e disse: "Recebei o Espírito Santo. Serão perdoados os pecados a quem vós perdoardes, e a quem vós os retiverdes, serão retidos".
   Por isso os fiéis vieram confessar os seus pecados aos apóstolos, para dos apóstolos receberam o perdão. O poder de perdoar os pecados foi transmitido aos outros padres pelo sacramento da Ordem. Quem não quer confessar os seus pecados não recebe o perdão  pelos apóstolos ou pelos sacerdotes. A eles Deus também retém, isto é, não perdoa os pecados.
   Deus pode perdoar pecados sem confissão, mas não o quer, como Jesus disse claramente. Quem não quer se humilhar, e dizer os seus pecados ao sacerdote, Deus também não o quer exaltar e o receber de novo na sua graça.
   Um cristão que se confessa não se humilha mais do que um rei que inclina a cabeça, para nela receber a coroa.
   Havia um homem que tinha ofendido gravemente a seu rei, e por isso foi condenado à morte. Tudo já estava pronto para o supremo castigo, quando um ministro do rei veio dizer ao condenado que, em nome do rei, lhe perdoava o crime. Mas o condenado não quis aceitar o perdão pelo ministro, e exigiu que o rei mesmo viesse oferecer-lhe o perdão. Aquele pedido injusto e afrontoso não foi atendido e o homem sofreu o morte, e com razão.
   Na mesma condição se acham aqueles que querem o perdão de Deus, porém, sem Confissão. O Senhor lhes oferece o perdão pelo seu ministro que é o padre. Eles não aceitam: querem que o próprio Deus lhes dê o perdão, sem intermédio de outra pessoa. Exigir isso é ofender a Deus e tornar-se ainda mais indigno do perdão.
   Como Deus não tira o pecado original sem o batismo, também não tira os pecados sem a confissão. Por isso ninguém pode dizer: "Eu me confesso só a Deus". Pois Deus não ouve a confissão daquele que não quer confessar-se ao padre. O demônio ouve aquela confissão com muito prazer. Quem diz que se confessa só a Deus, de fato faz o que o demônio quer.
   Quando nos custa dizer algum pecado na confissão, devemos pensar: Prefiro confessar o pecado a um sacerdote em segredo a sofrer vergonha diante de todo mundo no dia do juízo.
   Quem mente na confissão engana-se a si mesmo , e não a Deus.

EXEMPLO
   O ímpio Voltaire falou e escreveu muito contra a Confissão. Para os inimigos atuais da Religião, ele é um grande sábio. Mas Voltaire ficou gravemente doente, julgava que ia morrer e pediu... o que? Voltaire pediu a Confissão! Ele sabia muito bem que as más palavras contra a Confissão eram mentiras. Por isso, na hora da morte, quis confessar-se. O padre veio e exigiu que se retratasse de tudo quanto tinha escrito contra a Religião. E Voltaire assinou, declarando que era mentira tudo quanto tinha dito contra a Religião. Voltaire ficou bom e outra vez virou as costas a Deus e principiou a falar contra a Confissão. Este ímpio dizia: "Menti, menti contra esta infame que é a Igreja Católica, e alguma coisa ficará. Quem quiser viver tranqüilo nos seus pecados, comungue sem se confessar; é preciso esmagar esta infame". Bom. Mas depois, caindo de novo gravemente doente, outra vez pediu a Confissão. Voltaire bem sabia que estava condenado ao inferno, e que só a Confissão o podia salvar. Por isso outra vez pediu a Confissão. Mas desta vez os seus amigos maus tinham tomado providências e demoraram em chamar o padre. Voltaire, gritando de desespero, morreu sem Confissão. "Como foi a vida, assim será a morte", diz Santo Agostinho. Quem vive sem Confissão, provavelmente morrerá sem Confissão.  



  

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO PELA EXPLICAÇÃO DO QUADRO CATEQUÉTICO

Quadro catequético sobre o Sacramento do Matrimônio
   No meio deste quadro vemos representado o casamento de S. José com a Virgem Maria em presença do Sumo Sacerdote, no Templo de Jerusalém. O ramo de lírio florido que São José traz na mão lembra a maneira como ele foi escolhido para ser esposo da Santíssima Virgem. Quando Maria chegou à idade de casamento, o Sumo Sacerdote reuniu os jovens da família de Davi que desejavam se casar e deu a cada um deles um ramo bento, sem folhas e flor. Cada um deveria escrever neste ramo o seu nome; depois o Sumo Sacerdote depositou todos estes ramos sobre o altar, e pediu a Deus, Nosso Senhor que manifestasse a escolha que Ele mesmo fizesse. Quando o Sumo Sacerdote recolheu os ramos, o único que se tinha coberto de folhas e flores semelhantes ao lírio, foi o de São José. Com este milagre estava manifestada a escolha feita pelo próprio Deus. Vemos representado logo à direita um rapaz que, desolado por não ter sido  o escolhido, quebra ao joelho, o ramo que recebera do Sumo Sacerdote. 

    No alto, á esquerda, vemos representados o jovem Tobias e Sara, ambos em oração, preparando-se fervorosamente, para o casamento. Vemos representado o anjo São Rafael expulsar o demônio (Asmodeu) que havia matado os sete primeiros esposos de Sara. Sara era de uma extraordinária beleza. Todos os sete primeiros esposos casaram-se com ela, levados unicamente pela paixão (amoris concupiscentiae laetitia), como se fossem animais brutos. Justamente por causa de suas más disposições, Deus permitiu que este demônio, que a Bíblia chama de Asmodeu, os matasse no primeiro dia do casamento. Tobias, porém, era um jovem piedoso e temente a Deus. Tobias e Sara tomaram a resolução de se casarem para servir a Deus e terem filhos que também servissem a Deus. E para tanto passaram três dias em oração antes de seu casamento. Na cerimônia tradicional de casamento, o sacerdote, lembra na bênção que dá aos esposos, este exemplo belíssimo de Tobias e Sara, lembra este casamento realmente feito com a bênção de Deus (Dei amoris laetitia). 

   No alto, à direita, vemos representado Adão e, junto dele, Eva, que Deus formou de uma costela de Adão. Deus abençoa-os e diz-lhes: "Crescei e multiplicai-vos". Na oportunidade, quando Deus levou Eva a Adão, este exclamou: "Eis aqui agora, o osso de meus ossos e a carne da minha carne; ela se chamará Virago, porque do varão foi tomada. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher; e serão dois numa só carne" (Gênesis, I, 28 e II, 21- 24). 

   Em baixo do quadro, vemos representada a realização de um casamento cristão. O padre dando a bênção depois que os noivos realizaram o sacramento do matrimônio dando explicitamente e em voz clara o consentimento para o contrato matrimonial. São os próprios nubentes os ministros do Sacramento do Matrimônio.   

quarta-feira, 8 de junho de 2016

OS SACRAMENTOS - 42ª LIÇÃO

- QUANTOS SÃO OS SACRAMENTOS?
- SÃO SETE.
1º - Batismo
                         2º-  Confirmação ou Crisma
  3º - Eucaristia
                         4º - Penitência ou Confissão
                                                  5º - Extrema unção ou Unção dos enfermos
                    6º - Ordem ou Sacerdócio
                             - Matrimônio ou Casamento
   Sacramento é um sinal sensível, instituído por Jesus Cristo, para dar a graça.
   O Rei da França, Carlos Magno, desejava a dignidade e os direitos de imperador e pediu-os ao Papa. Numa grande igreja de Roma, o Papa pôs uma coroa de ouro na cabeça de Carlos. Assim o Papa dava a Carlos a dignidade e os direitos de imperador. A imposição da coroa podia-se ver. A dignidade e os direitos de imperador não se podiam ver. A imposição da coroa designava a colação da dignidade de imperador. Mas por esta coroação o Papa não só representava a dignidade imperial, mas também dava aquela dignidade invisível. A coroação era um sinal sensível que dava a dignidade imperial invisível
   Bem assim os sacramentos: um sacramento é um sinal sensível. Sensível é o que pode ser percebido, é o que nós podemos ver, ouvir, cheirar, segurar, perceber o gosto. Todos os sacramentos são sensíveis, porque os podemos ver e ouvir. Por exemplo, podemos ver o batismo, quando se derrama água na cabeça da criança. Todos os sacramentos designam uma coisa que não podemos perceber pelos sentidos. Lavar a cabeça no batismo representa, designa, manifesta: lavar a alma do pecado original.
   Todos os sacramentos significam alguma graça, e também todos os sacramentos dão aquela graça que significam. Assim como o Papa na coroação do rei, não só representava a dignidade imperial, mas também dava aquela dignidade.
   No batismo derramar água sobre a cabeça quer dizer lavar a alma do pecado original, e não só representa, mas também dá a limpeza do pecado original.
   Na crisma, a unção com o óleo representa a força da fé, mas também dá a força na fé. E assim todos os sacramentos, com uma cerimônia perceptível pelos sentidos, significam uma graça não perceptível pelos sentidos, e também dão aquela graça.
   Se os sacramentos podem dar esta graça, é porque Jesus os instituiu. Aquelas cerimônias, como derramar água sobre a cabeça, ungir, impor as mãos, nada poderiam dar, se Jesus não tivesse assim determinado.
   Um homem cego pediu a Jesus que o curasse. Nosso Senhor respondeu: Vai e lava-te na fonte de Siloé. O homem lavou-se e ficou curado. Lavar não é remédio contra a cegueira. Mas a vontade de Jesus comunicou àquele banho a força de curar. Assim o sinal sensível dos sacramentos não teria força alguma, sem a palavra todo-poderosa de Jesus, que os instituiu. O poder de Jesus está nas ações e nas palavras dos sacramentos.
   Queremos respeitar nos sacramentos a graça e o poder de Jesus e recebê-los sempre dignamente.
   Para receber dignamente o batismo, se alguém já tem o uso da razão, é preciso que se arrependa dos seus pecados e tenha fé.
   Para receber dignamente a confissão é preciso arrepender-se e dizer todos os pecados mortais. O batismo e a confissão chamam-se sacramentos dos mortos, porque podem ser recebidos com o pecado mortal na alma.
   Para receber dignamente os outros sacramentos, Crisma, Comunhão, Extrema-unção, Ordem e Matrimônio, é preciso estar limpo de pecado mortal. Por isto estes sacramentos se chamam sacramentos dos vivos, porque só os podemos receber com a graça santificante, a vida sobrenatural na alma. Quem se vai crismar ou casar deve considerar bem o estado de sua alma: se está limpa de pecado mortal. É prudente, neste caso, não só ter arrependimento perfeito, mas também fazer uma boa confissão.
   Para uma santa Comunhão não bastará ter arrependimento perfeito. É preciso confessar-se.
   As crianças de 7 anos para cima, que se vão crismar, devem primeiro ir durante algum tempo à doutrina para ficarem bem preparadas. Também os noivos, que se vão casar, ao menos, ouçam bem as práticas, para se instruírem ao receber tão grande sacramento. Quando na igreja há batismo, ou crisma, ou casamento, é muito feio alguém se apresentar de modo inconveniente ou conversar. Isto é desprezar o poder e a graça do Senhor, que se comunicam pelo sacramento.
   Todos os que assistem à administração de um sacramento guardem respeito e lembrem-se da grande obra, que Deus faz nas almas daqueles que recebem o sacramento.
   Quem recebe indignamente um sacramento comete pecado mortal. Este pecado chama-se sacrilégio. Sacrilégio é desonrar, profanar uma coisa santa.
   Um ateu gabou-se de ter recebido muitas vezes a santa Comunhão em pecado mortal. "Isto não me fez mal algum", dizia ele. Mal proferiu estas palavras, deu-lhe um ataque: ficou louco, e depois morreu miseravelmente. São Paulo fala claramente sobre estes castigos: "Examine-se, pois, a si mesmo o homem e assim coma deste pão e beba deste cálice, porque aquele que o come e bebe indignamente, come e bebe para si a condenação, não distinguindo o corpo do Senhor. É por isso que há entre vós muitos enfermos e sem forças e muitos morrem." ( 1 Cor. XI, 28-30).

terça-feira, 7 de junho de 2016

O CÉU - III - 41ª LIÇÃO

- QUE GOZAREMOS NO CÉU?
- VEREMOS A DEUS E O AMAREMOS.

   No céu amaremos a Deus, porque veremos as suas boas qualidades. Quanta felicidade traz à família o amor entre pai, mãe e filhos! Como dói, quando um filho, por muito tempo, deve estar longe do pai ou da mãe, ou quando o pai ou a mãe morre! É impulso irresistível da nossa alma, este que nos faz amar o pai e a mãe. Mas um impulso muito mais forte atrai o nosso coração para Deus. No céu estaremos com Deus e seremos felizes em poder estar sempre com Ele. A felicidade no céu jamais se acaba. O céu é um lugar de felicidade eterna.
   Se alguém vai mudar para outro lugar, vende os terrenos e casas do lugar donde vai sair, e compra bens no lugar para onde se transfere. Nós, pela morte vamos sair deste mundo para o outro.
   Convêm arranjar alguns bens naquele outro mundo, mesmo à custa dos bens que temos aqui.
   Quem vai à Missa sempre que pode, ajunta tesouros no céu. Quem reza todos os dias o Terço, ajunta tesouros no céu. Quem recebe a santa comunhão o mais frequentemente possível, ajunta tesouros no céu. Quem perdoa aos seus inimigos, ajunta tesouros no céu. Quem trabalha para bem compreender a doutrina, ajunta tesouros no céu.
   Deus recompensa com uma liberalidade infinita a todos os que morrem sem pecado mortal. Mas Deus dá a cada um segundo os seus méritos. Todos os santos são perfeitamente felizes. Maria Santíssima, porém, é mais feliz que os outros santos, porque mereceu mais. Deus é justo. Quem semeia menos, colhe menos. quem semeia mais, colhe mais. Suponhamos dois meninos que ganham o céu. Um vai sempre ao catecismo desde pequeno, recebe muitas vezes os santos sacramentos da confissão e comunhão, vai à Missa sempre que pode, obedece a seus pais. Depois, quando crescido, jamais comete um pecado mortal e confessa com grande arrependimento os seus pequenos pecados. Enfim, adoece e vê que vai morrer, pede logo a Confissão e, depois de receber com grande devoção os sacramentos, morre e vai para o céu.
   Outro menino às vezes vai ao catecismo, outras não, segundo os seus caprichos; quase sempre falta à Missa do domingo, à confissão, à comunhão, responde mal ao pai e à mãe; ainda é pequeno, mas vem-lhe uma tentação e comete um pecado mortal, mas não o confessa. Depois, quando grande, não se importa mais com a religião. Enfim, vem a doença e vê que vai morrer mas nem então quer confessar-se. Mas a família chama o padre; este lhe fala dos castigos terríveis do pecado; o homem fica atemorizado com os castigos de Deus; arrepende-se, confessa-se e morre. Este também vai para o céu. Ambos vão para o céu. Deus, porém, é justo, e a um dá maior felicidade do que ao outro.

                 EXEMPLO
    Na "HISTÓRIA DE UMA ALMA", Santa Teresinha do Menino Jesus conta que, quando pequenina, estranhava não dar Deus Nosso Senhor, no céu, glória igual a todos os eleitos: receava que todos não fossem felizes. Pediu então explicação a sua irmã Paulina, que lhe mandou buscar o copo grande do pai e colocá-lo ao lado do dedalzinho de Teresinha.
   Enchendo-os de água, perguntou-lhe qual deles estava mais cheio. Teresinha respondeu que tão cheio estava um quanto o outro, e não podia já em nenhum deles caber mais água.
   A irmã valeu-se deste exemplo para fazer-lhe compreender como, no céu, o último dos eleitos não pode invejar a felicidade do primeiro.
    Já no Carmelo, perguntaram a Santa Terezinha mais ou menos a mesma coisa: Como podem as almas que no céu têm menos glória, serem inteiramente felizes? Aí, Santa Terezinha se valeu do mesmo exemplo. Mas, para entenderem melhor ainda, deu o mesmo exemplo mas com várias coisas de capacidades diversas: deu o exemplo de uma talha, uma moringa, um copo e um dedal. No céu há vários graus de glória como na terra são vários os graus de graça. Mas no céu todos são inteiramente felizes porque todos recebem toda a felicidade de acordo com sua capacidade.
   Aqui na terra, quem pode ganhar mais, nunca   deixa de o fazer,  se contentando em ganhar menos. Infelizmente, quando se trata de ganhar mais glória por toda a eternidade, às vezes, somos tão negligentes!!! Que pena!!!