SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O SACRAMENTO DA CRISMA

   I - NOÇÃO.
                         O homem é regenerado pelo Batismo. Adquire uma nova vida na água e no Espírito Santo". Que lhe falta? O mesmo que falta a uma criança recém-nascida: o crescimento. O sacramento do crescimento cristão, da plenitude espiritual é a Crisma.
  
   A CRISMA É UM SACRAMENTO QUE NOS DÁ O ESPÍRITO SANTO, IMPRIME EM NOSSA ALMA O CARÁTER DE SOLDADOS DE JESUS CRISTO E NOS FAZ PERFEITOS CRISTÃOS.

   II - EFEITOS.
                          1º) A Crisma é sacramento de vivos; por isso não dá a graça primeira, porém aumenta, aperfeiçoa a graça recebida no Batismo ou recuperada na Penitência.
                          2º) A graça sacramental própria é uma graça de fortalecimento que nos dá auxílios permanentes para sermos corajosas testemunhas de Jesus Cristo. Por isso a Crisma é também chamada CONFIRMAÇÃO.
                          3º) A Crisma robustece em nós as virtudes infusas que recebemos no Batismo. Além disso, confere maior abundância de dons do Espírito Santo, de modo especial o dom da Fortaleza que vem aprimorar a virtude cardeal da fortaleza cristã.
                                Embora já tenhamos recebido no Batismo, o Divino Espírito Santo e seus sete Dons, a Crisma chama-O a vir habitar em nós de modo mais íntimo e eficaz. O Batismo é geração sobrenatural; a Crisma confere a virilidade cristã.
                         4º) Enfim, a Confirmação imprime na alma o caráter indelével de soldado de Jesus Cristo. Daí não poder ser repetido, reiterado. O caráter da Crisma nos consagra interiormente como templos do Espírito Santo e nos dá o poder de testemunhar Jesus Cristo e sua Igreja, pela profissão pública de nossa fé pelo fervor e bom exemplo de nossa vida pessoal, pela prática das virtudes, pela demonstração de nossas convicções religiosas, se necessário for, até o martírio.

   III - MATÉRIA E FORMA.
                            a) A matéria remota do Sacramento da Crisma é o ÓLEO DO CRISMA, mistura de azeite de oliveira e bálsamo oriental, que o Bispo consagra na Quinta-feira Santa. A matéria próxima é, além da imposição das mãos, a unção, em forma de cruz, que o Bispo faz com o Santo Crisma na fronte da pessoa que recebe o Sacramento.
                            b) A forma do Sacramento da Crisma é esta: "EU TE ASSINALO COM O SINAL DA  CRUZ, E TE CONFIRMO COM O CRISMA DA SALVAÇÃO, EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO."

   IV - MINISTRO.
                              O ministro ordinário da Crisma é o Bispo.
Por delegação do Papa, o padre pode ser ministro extraordinário. No Brasil, por exemplo, os párocos, no impedimento do Bispo, podem conferir a Crisma a seus paroquianos gravemente enfermos.

   V - NECESSIDADE.
                               A Crisma não é necessária por necessidade de meio, já que o Batismo perdoa todos os pecados e dá a vida sobrenatural. Mas não se deve descuidar de recebê-lo, quando possível. Seria até pecado recusar-se a recebê-la: seria privar-se deste acréscimo de vida sobrenatural e contrariar abertamente a vontade de Nosso Senhor e da Santa Igreja.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A INSTITUIÇÃO DA CRISMA

   I - QUANDO FOI INSTITUÍDA?  Não sabemos ao certo quando Jesus instituiu a Crisma. Alguns colocam a instituição deste Sacramento também no dia do Batismo de Jesus no Jordão. Jesus Cristo foi ungido pelo Espírito Santo, desde a Encarnação. No Jordão houve, entretanto, nova unção do Espírito Santo, para manifestar publicamente a tríplice missão de Jesus: como Sacerdote, como Rei e como Profeta. É possível que nesse momento tenha Jesus instituído o Sacramento da Confirmação, como complemento do Batismo.
   Outros preferem a opinião de que a instituição teria sido quando Nosso Senhor prometeu o Espírito Santo. (S. Luc. XXIV, 49 - S. Jo. XIV, 15-17).
   Em qualquer hipótese, a IGREJA, guiada pelo Espírito Santo, desde o princípio, pelo Seu ensinamento e Sua prática, nos assegura e atesta a instituição divina deste Sacramento.

   II - PRÁTICA DA IGREJA. -  Os Atos dos Apóstolos nos referem a existência de um rito sagrado que confere o Espírito Santo, distinto do Batismo. "Descendo à cidade de Samaria, Filipe pregava-lhes a respeito de Cristo. As multidões ficavam atentas ao que Filipe lhes dizia, escutando-o em união de sentimentos e presenciando os milagres que realizava. (...) Quando acreditaram em Filipe, que lhes anunciava o reino de Deus  e o nome de Jesus Cristo, homens e mulheres receberam o batismo. (...) Quando os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria tinha recebido a palavra de Deus, enviaram para lá PEDRO E JOÃO. Estes desceram e rezaram por eles, PARA QUE RECEBESSEM O ESPÍRITO SANTO, pois ainda não descera sobre nenhum deles. Tinham somente sido BATIZADOS em nome do Senhor Jesus. IMPUNHAM-LHES AS MÃOS E ELES RECEBIAM O ESPÍRITO SANTO." (Atos, VIII, 5-17).
   Nestes versículos encontramos uma demonstração clara da existência do Sacramento da Confirmação, independente do Sacramento do Batismo. O Batismo fora administrado pelo diácono Filipe. A imposição das mãos, para receberem o Espírito Santo, foi feita pelos Apóstolos Pedro e João.

   Outro trecho dos Atos: "Paulo chegou a Éfeso. Encontrou ali alguns discípulos e perguntou-lhes: Recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé? Responderam: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe Espírito Santo. Perguntou-lhes: Qual foi, então, o batismo que recebestes? O batismo de João, responderam. E Paulo explicou-lhes: João batizou com o batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que viria depois dele, isto é, em Jesus. Ouvindo isto, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E quando PAULO LHES IMPÔS AS MÃOS , veio sobre eles o ESPÍRITO SANTO: falavam em diversas línguas e profetizavam". (Atos, XIX, 1-6).
   Mais uma vez, notamos a distinção dos dois sacramentos: o batismo e a crisma. No primeiro como no segundo trecho ficou claro também que a administração da Crisma é privilégio dos Apóstolos, isto é, dos Bispos.

   III - TRADIÇÃO. Seguindo a doutrina e a prática dos Apóstolos, os Padres da Igreja sempre ensinaram e administraram, sendo Bispos, este Sacramento. Eis o testemunho de São Cipriano: "Dois sacramentos presidem ao perfeito nascimento cristão, um regenerando o homem  - é o Batismo - o outro comunicando-lhe o Espírito Santo". (Ep. 72,1) "Os que foram batizados na Igreja, devem ser apresentados aos pastores da Igreja, a fim de que, por nosso oração e a imposição das mãos, eles recebam o Espírito Santo e sejam consumados pelo selo do Senhor". 
   Santo Urbano: "Todos os fiéis devem, depois do Batismo, receber o Espírito Santo pela imposição das mãos, a fim de se tornarem cristãos perfeitos".  

                    

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Catequese sobre os SACRAMENTOS: ( I ) - GRAÇA SACRAMENTAL E GRAÇA ATUAL.

GRAÇA SACRAMENTAL
   No outro blog (" ZELUS ZELATUS SUM") já falamos sobre a GRAÇA SANTIFICANTE. Aqui, falaremos somente da GRAÇA SACRAMENTAL E DA GRAÇA ATUAL antes de começarmos a Catequese sobre cada sacramento. 

   Todos os sacramentos, além da graça santificante, produzem também uma graça especial chamada graça sacramental, própria de cada sacramento. Já que as nossas precisões variam com a idade e as circunstâncias, os Sacramentos, instituídos de propósito para amparar a nossa fraqueza, deverão trazer a graça que corresponda à situação de nossa alma. A graça sacramental é a mesma graça santificante comum, robustecida de energias especiais, para os fins próprios de cada Sacramento.
   Portanto: GRAÇA SACRAMENTAL é o direito que se adquire de receber, em tempo oportuno, as graças atuais necessárias para cumprir as obrigações de derivam do Sacramento recebido. Assim, quando fomos batizados, adquirimos o direito de ter as graças atuais para viver cristãmente e conservar a inocência batismal.

GRAÇA  ATUAL

   GRAÇA ATUAL é um dom sobrenatural que nos ilumina a mente, move e conforta a vontade, para que façamos o bem e evitemos o mal.
   É um socorro transitório que Deus concede às faculdades da alma: inteligência e vontade. Opera sobre as nossas faculdades não para elevá-las à ordem sobrenatural, mas para fazê-las produzir atos sobrenaturais. Como a energia elétrica, a graça atual produz vários efeitos: É luz: ilumina a inteligência. É calor: aquece o sentimento. É energia: move a vontade.
   A GRAÇA ATUAL É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIA A TODOS PARA CONQUISTAR A VIDA ETERNA. RECORDA-NOS JESUS: "SEM MIM NADA PODEIS FAZER". (S. Jo. XV, 5).
   Portanto, sem o auxílio da graça atual, o homem não pode fazer nada na ordem da salvação: nem converter-se, nem cumprir os mandamentos, nem vencer as tentações graves, nem perseverar por muito tempo nos estado de graça, nem evitar durante a vida todos os pecados, inclusive os veniais nem conseguir a perseverança final.
   ESPÉCIES DE GRAÇA ATUAL: 1) Quanto ao modo, a graça é: INTERIOR, quando Deus age diretamente na inteligência e na vontade: pensamentos bons, santos desejos, resoluções piedosas; EXTERIOR: quando atua diretamente sobre os sentidos e faculdades sensitivas e, indiretamente, atingem as faculdades espirituais: sermões, bons exemplos, boas leituras. Hoje podemos acrescentar: blogues  e sites católicos, etc.
   2) Considerando-se a hora em que aparece o socorro, a graça atual é: ANTECEDENTE: quando, antes que a vontade se resolva, já nos induz a escolhermos o bem; CONCOMITANTE: quando acompanha a obra e nos auxilia na realização do bem; SUBSEQÜENTE: quando segue o ato, para firmar e enraizar no bem nossa vontade.
   3) Considerando-se os efeitos:  a graça atual é SUFICIENTE - quando não foi correspondida, embora habilitasse perfeitamente para o bem.
  DEUS DÁ A TODOS OS HOMENS A GRAÇA SUFICIENTE PARA A SALVAÇÃO. O homem, abusando de sua liberdade, pode resistir a graça de Deus, porque esta não tira sua liberdade. Em outras palavras: Deus não força o homem, mas quer que ele ganhe o céu correspondendo livremente à graça.
   A graça atual quanto ao efeito é também: EFICAZ:  quando a alma a ela corresponde.

   De dois modos Deus nos comunica a GRAÇA: pela ORAÇÃO e pelos SACRAMENTOS.
   A oração, por meio da qual pedimos as graças a Deus é o meio impetratório. Os sacramentos que no-la conferem diretamente são meios produtivos da Graça.
   A oração é como a chave que nos abre a fonte da graça; os Sacramentos são os canais que a conduzem até nós.
   Caríssimos e amados fiéis, devemos ter muito cuidado para não resistirmos às graças de Deus. "Se ouvirdes  hoje a Sua (=de Deus) voz, não queirais endurecer os vossos corações" (Salmo XCIV, 8). Santo Agostinho dizia: "Temo a Jesus que passa e não volta mais". No domingo de Ramos Jesus passou pela última vez em Jerusalém e disse chorando: "Se pelo menos neste dia que lhe é dado,  este povo reconhecesse Aquele que lhe pode trazer a paz!". (S. Luc. XIX, 4).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Catequese sobre os SACRAMENTOS: ( II ) - NOÇÃO E EXPLICAÇÃO DE SACRAMENTO.

INTRODUÇÃO

   Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, veio ao mundo para salvar os homens: livrá-los do pecado e restituir-lhes a graça. Consumou sua obra morrendo na Cruz, oferecendo ao Eterno Pai condigna satisfação e merecendo para os homens a salvação eterna. Para continuar sua obra redentora, para que os frutos de Sua Paixão fossem aplicados a cada homem, Jesus instituiu a IGREJA. A ela confiou o tríplice poder de ensinar, reger e santificar os homens. Os principais meios de santificação e salvação, instituidos por Jesus e confiados à Igreja são: OS SACRAMENTOS.
   A GRAÇA É UM DOM DE DEUS QUE JORRA DA FONTE DA CRUZ E É COMUNICADA PELA IGREJA AOS HOMENS ATRAVÉS DOS CANAIS DOS SACRAMENTOS.

NOÇÃO E EXPLICAÇÃO DE SACRAMENTO

   I - Sentido da palavra sacramento:
   Antigamente, a palavra sacramento era usada pelos escritores eclesiásticos para significar coisa sagrada que se conserva oculta, mistério. Depois, passou a ter o sentido específico designando os sinais sensíveis  que produzem a graça.

   II - NOÇÃO: SACRAMENTO É UM SINAL SENSÍVEL E EFICAZ DA GRAÇA, INSTITUÍDO POR NOSSO SENHOR JESUS CRISTO PARA SANTIFICAR NOSSAS ALMAS.
   Explicação desta definição: Sinal, segundo Santo Agostinho, é aquilo que, atuando sobre os nossos sentidos, nos leva ao conhecimento de outra coisa.
Há sinais naturais: a fumaça, por ex., é sinal do fogo; há sinais convencionais, inventados e instituídos pelos homens: por ex., a bandeira é símbolo da Pátria; o preto indica luto; os números, as palavras, a escrita, os gestos.
   Os sacramentos não são sinais naturais nem convencionais, mas simbólicos, escolhidos e instituídos por Jesus para significar a graça. São sinais sensíveis, isto é, que se percebem pelos sentidos; sinais visíveis, de uma graça invisível. São sinais eficazes: não só representam exteriormente, mas produzem, por vontade e poder de Deus, a graça que simbolizam.
   Em cada sacramento existe uma tríplice virtude de significar. Em primeiro lugar, cada qual recorda um fato passado: a Paixão de Cristo; depois, assinala e mostra um fato presente: a nossa santificação; por último, anuncia um fato futuro: a vida e felicidade eterna.
   Um exemplo esclarece melhor a explicação. No Batismo, o derramar a água na cabeça da criança e as palavras "Eu te batizo", isto é, te lavo, te purifico, são um sinal sensível da graça que dá o Batismo; daí a semelhança: assim como a água lava o corpo e o purifica, assim a graça conferida pelo Batismo purifica do pecado a alma.

REQUISITOS: MATÉRIA, FORMA E MINISTRO

   Para que haja um sacramento são necessárias três coisas:
1ª - MATÉRIA: que é o elemento sensível, que significa a graça divina de modo indeterminado, como a água no Batismo; ou então uma ação material e visível, como a imposição das mãos na Ordenação.
2ª - FORMA: é o elemento que determina a matéria a significar de modo distinto a graça que o Sacramento produz. É constituída pelas palavras que o ministro diz no ato de administrar o Sacramento.
3ª - MINISTRO: é a pessoa que confere o Sacramento, unindo a forma à matéria, com intenção de fazer o que faz a Igreja. Esta intenção é necessária para o valor do Sacramento.

NÚMERO
   SETE SÃO OS SACRAMENTOS DA IGREJA: 1º - BATISMO; 2º - CONFIRMAÇÃO OU CRISMA; 3º - EUCARISTIA; 4º - PENITÊNCIA OU CONFISSÃO; 5º - EXTREMA-UNÇÃO OU UNÇÃO DOS ENFERMOS; 6º - ORDEM; 7º - MATRIMÔNIO. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O BATISMO DAS CRIANÇAS

   I - OBRIGAÇÃO DOS PAIS: Os pais e mães de família têm obrigação de levar seus filhos à igreja ou capela para serem batizados, quanto antes. A ausência de padrinhos não é justificativa para adiar por mais tempo o batismo.

   II - RAZÕES PORQUE SE BATIZAM AS CRIANÇAS:
   1º) Jesus Cristo prometeu sua assistência à Igreja até à consumação dos séculos. Assistida e iluminada pelo Espírito Santo, a Igreja sempre batizou as crianças. É impossível que se tenha enganado em matéria tão importante, como é a condição para a salvação eterna. "Quem ousaria dar testemunho contra tão grande Mãe?" pergunta Santo Agostinho.
   Quando Jesus fala a Nicodemos sobre a necessidade do Batismo e também quando manda aos Apóstolos que batizem todos os povos, não faz exclusão das criancinhas. Os Apóstolos assim entenderam, pois, como lemos no Novo Testamento, São Pedro fez batizar a família de Cornélio (Atos, X, 48); em Filipos, São Paulo batizou a tintureira Lídia e sua família (Atos, XVI, 33); e em Corinto, batizou a família de Estéfano (1 Cor. I, 16). Será que não haveria nenhuma criança entre essas famílias?
   Nos primeiros séculos da Igreja, nas catacumbas, encontram-se inscrições sobre túmulos de cristãos batizados em tenra idade.
   Do VI ao XVI séculos, todos eram batizados na primeira infância. Se o batismo das crianças não fosse válido, ter-se-ia apagado o cristianismo da Terra, durante estes mil anos.
   Diz o CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA: "A prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando "casas" inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças.
   2º) A fé exigida por Cristo para o Batismo ("Quem crer e for batizado será salvo") refere-se aos adultos, porque a criança não é capaz de fazer um ato de fé. O ÚNICO MEIO DE SALVAÇÃO PARA AS CRIANÇAS É A ADMINISTRAÇÃO DO BATISMO. Privá-las deste único meio seria ir contra a vontade de Cristo, que quer a salvação de todos e que, em sua vida terrena, manisfestou especial carinho e amor para com elas.

   3º) A criança herda o pecado original sem o querer. A mancha do pecado não lhe pode ser apagada, sem esforço próprio? Pecador em Adão, sem culpa pessoal, só pelo fato de nascer, é salvo em Jesus Cristo, sem esforço pessoal, só pelo fato do renascimento sacramental.

   4º) Dá-se à criança, sem consultar sua vontade, a vida natural, que é um bem. Não se lhe pode dar também a vida sobrenatural, que é um bem muito maior?

   5º) Já que não podem fazer um ato pessoal de fé, as crianças são assistidas pela fé dos próprios pais, se forem cristãos, e pela fé da Santa Madre Igreja.

   NOMES CRISTÃOS.
   Às crianças deve-se dar um nome cristão, e não nome de entes fabulosos e de ímpios, e outros ridículos e fúteis colhidos em romances e novelas. Escolha-se o nome de um Santo que sirva de protetor celeste à criança e de modelo para viver cristãmente. Até  psicologicamente falando, o nome de santo pode ter influência benéfica na pessoa.

sábado, 30 de agosto de 2014

NECESSIDADE E ESPÉCIES DE BATISMO

   Jesus Cristo instituiu o Batismo como meio de salvação. É impossível salvar-se sem ser membro de Cristo. E é o Batismo que nos torna membros de Jesus Cristo. Daí é necessário este Sacramento a todos os homens para a salvação. "QUEM NÃO RENASCER PELA ÁGUA E PELO ESPÍRITO SANTO, NÃO PODE ENTRAR NO REINO DO CÉU".
   Por isso a criancinha, morta, sem o Batismo, não entra no reino do Céu, mas vai para o Limpo, onde não sofrerá, porque é inocente, mas gozará de uma felicidade natural, porém não da felicidade sobrenatural.

   Quando for impossível receber o Batismo de água, que é o normal, este pode ser substituído ou suprido por dois outros, excepcionais: que são os batismos de SANGUE  e de DESEJO.
   BATISMO DE SANGUE é o MARTÍRIO, o sacrifício da vida por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo.
   Assim aconteceu com Santa Emerenciana, (irmã de leite de Santa Inês), que foi martirizada pelos pagãos. Nosso Senhor que afirmou: "Aquele que perder a sua vida por minha causa, encontrá-la-á." (S. Mat. XVI, 25) - não condenará aquele que sacrificou sua vida por Ele. É por este motivo que a Igreja celebra a festa dos Santos Inocentes, que Herodes mandou matar por ódio a Jesus.
   Este privilégio do martírio, enquanto supre o Batismo de água, é para todos: adultos e crianças.
   O BATISMO DE DESEJO (também chamado: batismo de fogo): consiste em um ato de perfeito amor de Deus, ou de contrição, unido ao desejo, ao menos implícito, de receber o batismo de água. É evidente que isto só se aplica aos adultos. Só eles são capazes daqueles atos.
   Nosso Senhor assegurou: "Aquele que me ama, será amado por meu Pai e eu o amarei". S.Jo. XIV, 21).

   O MÁRTIR DÁ A VIDA POR CRISTO; O QUE DESEJA O BATISMO, LHE DÁ SEU AMOR.

   Estes dois batismos justificam a alma e a tornam membro de Cristo, mas não são sacramentos nem imprimem caráter.
   Suprem o Batismo de água, mas não deixam de ter uma relação com ele: o batismo de desejo inclui o desejo do batismo de água; e o batismo de sangue inclui o batismo de desejo.
   Já que não são sacramentos, não dispensam de receber o Batismo de água, havendo oportunidade.

DISPOSIÇÕES PARA RECEBER O BATISMO

   Para receber validamente o Batismo, o ADULTO deve ter a intenção de ser batizado.
   Para recebê-lo com fruto, é preciso mais:
           a) ter fé;
           b) ter a atrição, que é o arrependimento dos pecados cometidos, com um princípio de amor de Deus.
           c) o temor da justiça divina e a esperança em sua misericórdia;
           d) o conhecimento dos principais mistérios da fé. Às criancinhas, nada pede a Igreja.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O BATISMO DE JOÃO e INSTITUIÇÃO DO BATISMO DE JESUS.

   Os quatro Evangelhos falam de São João Batista: São Mateus, III; São Marcos, I, 1-15; São Lucas, III, 1-22; São João, I, 19-34.
   João Batista, filho do milagre, santificado desde o seio materno, foi o homem "enviado por Deus" para anunciar a próxima vinda do Messias e preparar-Lhe o caminho. Foi o Precursor, o pregoeiro, o arauto do Reino. Sua mensagem era simples e eficaz. Pregava a penitência, o arrependimento dos pecados e a adesão a Deus pela prática da caridade e da justiça. E usava um rito externo e simbólico - o batismo - que provocava e expressava os sentimentos de íntima contrição. "Estava João batizando no deserto e pregando um batismo de penitência para remissão dos pecados." Não se tratava do sacramento do Batismo, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo e que produz a graça santificante. Era apenas uma cerimônia penitencial para significar a mudança que se devia operar nos costumes: pureza de alma e de sentidos. Por si só o rito não tinha eficácia. Valia apenas pelos sentimentos que despertava nas almas: admissão do estado de pecador, arrependimento, desejo de purificação, propósito de mudança de vida, fé no Messias que devia vir. Aliás, o próprio João afirmava a diferença entre o seu batismo e o futuro Batismo cristão: "Eu na verdade vos batizo na água para a penitência; mas depois de mim vem Outro, que é mais poderoso do que eu e do qual não sou digno de levar as sandálias; Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo." (Mat. XIII, 11).

INSTITUIÇÃO DO BATISMO
    Segundo o Catecismo do Concílio de Trento e a opinião da vários teólogos, Nosso Senhor instituiu o sacramento do Batismo quando conferiu à água a virtude de santificar, na ocasião em que Ele mesmo se fez batizar por João no rio Jordão. Eis o que diz Santo Agostinho: "Nosso Senhor recebeu o batismo não porque precisasse de purificação, mas para que ao contato com Seu Corpo puríssimo as águas se purificassem, adquirissem a virtude de purificar."
  
   Grande prova desta verdade é que então a Santíssima Trindade, em cujo nome se confere o Batismo, manisfestou sua Majestade. Ouviu-se a voz do Pai: "Este é meu Filho muito amado, em quem pus as minhas complacências." Estava ali a Pessoa do Filho. E o Espírito Santo desceu em figura de pomba. Além disso, abriram-se os céus, para onde nos é dado subir pela graça do Batismo.

   Na conversa com Nicodemos, Nosso Senhor adverte sobre a necessidade universal do Batismo: "Em verdade, em verdade te digo, nenhum homem se não renascer pela água e pelo Espírito, não pode entrar no reino de Deus." (S. Jo. III, 1-21). Além do mais, neste trecho, Jesus fala claramente do duplo elemento do Sacramento: o material e o espiritual, e do efeito por ele produzido: novo nascimento. Esclarece ainda o Mestre que o rito só teria virtude pela sua Crucifixão.
   1º o amor do Pai por nós leva-O a entregar seu Filho à morte; 2º e esta Morte se nos comunica no Batismo, 3º onde opera o Espírito Santo. A essa iniciativa da Santíssima Trindade, devemos corresponder pela fé.

   A promulgação da lei do Batismo foi feita no dia da Ascensão, quando Jesus ordenou aos Apóstolos: "Ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (S. Mat. XXVIII, 19).

   São Paulo explica os ensinamentos do Divino Mestre sobre o batismo. Sua pregação pode resumir-se: O Batismo nos faz nascer de novo - sobrenaturalmente - porque nos incorpora a Cristo; e, mais precisamente, porque nos mergulha na Morte e Ressurreição de Cristo.