SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

domingo, 24 de agosto de 2014

CERIMÔNIAS DO BATISMO

  Os ritos e cerimônias são imagens e sinais daquilo que se opera nos Sacramentos. Além disso, são venráveis pela sua antigüidade. Pelas cerimônias, a administração de um Sacramento se reveste de maior respeito e santidade. Põem quase à vista os admiráveis efeitos que nele se ocultam.
   Podemos dividir as cerimônias do Batismo em três partes: 1ª) As que precedem o Batismo e se realizam antes de chegar à pia batismal; 2ª) as que se realizam junto da pia; 3ª) as que vêm depois da administração do Sacramento.
   1ª) a- O batizando é conduzido pelos padrinhos à entrada da Igreja, onde o ministro faz umas perguntas, a que os padrinhos, em nome dos afilhados, respondem:
          - Fulano, que pedes à Igreja de Deus? - A fé.
          - Que te alcança a Fé? - A vida eterna.
   Segue uma exposição resumida feita pelo sacerdote sobre os principais pontos da doutrina: "Se queres entrar na vida eterna, observa os mandamentos: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua mente, e a teu próximo como a ti mesmo".
  
   b - O sacerdote sopra de leve três vezes no rosto da criança, dizendo que o Espírito Santo Paráclito entre naquela alma. O sopro significa esta ação misteriosa do Espírito Santo.

   c - Depois, traça-lhe na testa e no coração o sinal da Cruz, que é o sinal do cristão, para lembrar que é a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo que nos redime e salva.

   d - Em seguida vem a imposição da mão direita sobre a cabeça da criança, querendo dizer que a Igreja dela toma posse, em nome de Jesus Cristo.

   e - O sal bento que se deposita na boca do batizando é símbolo da pureza ( a prática da doutrina o livrará da corrupção do pecado) e da sabedoria (o cristão deve ter o gosto pelas boas obras).

   f - A seguir. vêm os exorcismos que são fórmulas e orações para rebater e anular a força que o demônio teve nas pessoas de Adão e Eva, atingindo, em conseqüência, todos os seus descendentes.

   g - Logo após, o sacerdote impõe a estola roxa, símbolo de sua autoridade sacerdotal, sobre a criança e convida-a para entrar no templo de Deus. Os padrinhos rezam, então, em nome do afilhado, o símbolo da Fé: o CREDO, e a oração que Jesus nos ensinou: o PAI-NOSSO.

   2ª) a -  Após um novo exorcismo, o sacerdote umedece o polegar com a própria saliva e toca nos ouvidos e nas narinas da criança, dizendo: "Éfeta! isto é: "Abre-te!" É a repetição do gesto de Nosso Senhor ao curar um surdo-mudo (S.Marc. VII, 31-35) e um cego ( S. Marc. VIII, 22-26). Esta cerimônia recorda que os sentidos do cristão devem estar sempre abertos às impressões celestes.

   b - PROMESSAS DO BATISMO. Em termos precisos, faz o sacerdote três perguntas ao batizando:
          - Renuncias a Satanás?  -  Renuncio.
          - E a todas as suas obras? - Renuncio.
          - E a todas as suas seduções? - Renuncio.
   Quem quer, pois, alistar-se nas fileiras de Cristo, deve antes de tudo prestar o santo e inviolável compromisso de que há de renunciar ao demônio, ao mundo, às vaidades, aos pecados, e que não deixará de odiá-los como seus mais terríveis inimigos. As promessas do Batismo significam : renúncia a Satanás e adesão incondicional a Jesus Cristo.
   "NINGUÉM PODE SERVIR A DOIS SENHORES".
                                                                                          (continua)

domingo, 17 de agosto de 2014

CATECISMO DO SANTO CURA D'ARS SOBRE O ORGULHO

   O orgulho é esse maldito pecado que expulsou os anjos do paraíso e os precipitou no inferno. Esse pecado começou com o mundo.
   Vede, meus filhos, peca-se por orgulho de diferentes maneiras. Uma pessoa terá orgulho no traje, na linguagem, na postura, até no modo de andar. Há pessoas que, quando estão na rua, andam com ufania e parecem dizer ao mundo que as vê: "Vejam como eu sou grande, como sou empertigado, e sei andar bem!" Outras, que, quando fazem algum bem nunca acabam de contá-lo, e, se deixam de fazê-lo, ficam desoladas, pensando que vão ter má opinião delas... Outras que se encomodam muito com estar com pobres quando encontram pessoas conhecidas; procuram sempre a companhia dos ricos. Se por acaso, são recebidas pelos grandes do mundo, gabam-se, tiram disso vaidade. Há outras que têm orgulho falando: examinam o que vão dizer, esforçam-se na boa linguagem, e, se lhes não ocorre uma palavra, ficam muito aborrecidas, por terem medo de que zombem delas. Ah! meus filhos, uma pessoa humilde não é assim... Quer zombem dela, quer a estimem, quer a desprezem, quer lhes prestem atenção, quer a deixem de lado, para ela é a mesma coisa.
   Reparai, meus filhos, se quiserdes conhecer quando uma pessoa é orgulhosa, escutai-a falar: será sempre ela quem terá a palavra; ela só falará de si; terá sempre feito melhor que os outros; só ela é que faz bem; censura todas as ações dos outros, esperando deste modo salientar as suas.
   Meus filhos, há ainda pessoas que fazem grandes esmolas para se fazerem estimar: isto não!... Essas pessoas não tirarão fruto algum das suas boas obras. Ao contrário, as suas esmolas se tornarão pecado.
   Nós pomos o orgulho em toda parte, como o sal. Gostamos de ver as nossas boas obras conhecidas. Se prestam atenção à vossa virtude, ficamos alegres; se percebem os nossos defeitos, ficamos tristes. Noto isto em grande número de pessoas; se lhes dizem alguma coisa, isso as inquieta, aborrece-as. Os santos não eram assim; afligiam-se se as suas virtudes eram conhecidas e ficavam contentes de que vissem a sua imperfeição.
   Uma pessoa orgulhosa julga que tudo o que ela faz é bem feito; quer dominar sobre todos quantos tratam com ela; tem sempre razão; julga o seu sentir melhor que o dos outros... Não é isto! Uma pessoa humilde e instruída, se lhe perguntam o seu sentir, di-lo mui simplesmente, depois do que deixa falar os outros. Quer eles tenham razão, quer não, ela não diz mais nada.
   São Luís Gonzaga, quando era menino de escola e lhe censuravam alguma coisa, nunca procurava desculpar-se;  dizia o que pensava, e não se incomodava mais com o que pensavam os outros. Se estava errado, estava errado; se tinha razão, dizia assim: "Estive errado outras vezes".
   Meus filhos, os santos eram tão mortos a si mesmos, que pouco se lhes dava que os outros fossem da sua opinião. Dizem no mundo: "Oh! os santos eram simples!" Sim, eles eram simples para as coisas do mundo; mas para as coisas de Deus, eram bem entendidos. Não compreendiam nada das coisas do mundo, por certo! porque elas lhes pareciam de tão pouca importância que eles não lhes davam atenção.
  

sábado, 9 de agosto de 2014

SAPRÍCIO E NICÉFORO

   "No ano 260 de nossa era, sob os imperadores Valério e Galo, viviam em Antioquia um sacerdote, Saprício, e um leigo Nicéforo, unidos, de longa data, por uma estreita amizade, que um desentendimento veio um dia romper. À amizade sucedeu o ódio, um ódio ardente, como de ordinário sucede com as pessoas que foram intimamente ligadas.
    Em breve, contudo, Nicéforo sentiu remorsos. Por intermédio de amigos em comum, e por três vezes, fez chegar a Saprício as suas propostas de reconciliação, que este recusou aceitar. Foi então ele próprio lançar-se-lhe aos pés: "Meu pai, disse-lhe, perdoai-me, vo-lo suplico, pelo amor de Nosso Senhor". Sua iniciativa sincera esbarrou no desprezo de Saprício.
   Sobrevém uma perseguição. Saprício, capturado, submetido à tortura, mostra-se de uma estupenda valentia em meio aos tormentos, a tal ponto que o governador, irritado com tamanha constância, o condena à morte.
    Quando o conduzem ao suplício, Nicéforo acorre e, prosternando-se por terra: "Mártir de Jesus Cristo, perdoai-me, porque eu vos ofendi". Como Saprício continuasse inabalável, Nicéforo, dando uma volta, vai postar-se à sua frente, para fazê-lo ceder.
    A sua incansável perseverança enche de pasmo os algozes: "Nunca, dizem eles, vimos homem tão doido! Este homem vai morrer; que necessidade tens do seu perdão?" E Nicéforo lhes responde: "Não sabeis o que peço ao confessor de Jesus Cristo". Não sabiam, com efeito, esses homens, as exigências de uma consciência cristã; não compreendiam o desejo de Nicéforo de não se separar de Saprício por uma inimizade; ignoravam a palavra pronunciada pelo Senhor: "Se apresentares a tua oferenda junto ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa aí a tua oferenda e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão".
   Chegados ao lugar do suplício, renova Nicéforo a sua instante súplica: "Rogo-vos, mártir de Jesus Cristo, perdoai-me, porque está escrito: Pedi e vos será dado". Inflexível permanece o sacerdote, obstinado no seu orgulho, e o Senhor não aceita a sua oferenda. No momento de se ajoelhar para lhe cortarem a cabeça, Saprício sente fraquejar-lhe a coragem. Em vão o conjura Nicéforo a permanecer fiel ao Senhor: Saprício renega a sua fé. Em seu lugar, por ordem do governador, Nicéforo foi supliciado. Sua mansidão e humildade lhe valeram a glória do martírio, e o sacerdote duro e orgulhoso conheceu o opróbrio da apostasia"

   Não lhe parece, ao refletir sobre esse fato que ele não é estranho e que é bem humano? Notou-o muitas  vezes São Francisco de Sales: somos os homens das grandes ocasiões, que se apresentam raramente, se é que se apresentam, e descuidados das pequenas, tão numerosas todos os dias, de cumprir simplesmente o nosso dever. Saprício é de uma coragem épica no meio dos tormentos; mas, obstinado na sua teimosia, não é capaz de consentir no esquecimento de uma injúria e em um gesto fraterno de reconciliação. Acha que se tivesse cultivado no seu coração a humildade e a mansidão - virtudes que se dão as mãos - não teria concedido logo o perdão que seu amigo, de um modo tão comovente, lhe implorava?
   Mas é que essas virtudes são difíceis e raras. Supõem uma visão sincera e um perfeito domínio de si; e o reflexo divino que elas pousam na fronte, lhes revela o preço e o encanto. É efetivamente do coração de Cristo que elas dimanam: "Aprendei de mim, diz-nos Jesus, que sou manso e humilde de coração". Diz São Francisco de Sales que "a mansidão e a humildade são as bases da santidade". (Excerto do c. IV do Livro "ÀS FONTES DA ALEGRIA COM SÃO FRANCISCO DE SALES", autor: Cônego F. Vidal).

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA - ( 2 )

   Continuação da Alocução de Pio XII "SOBRE O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA".

   Dependência da mulher para com a Igreja.

   20. Mal se empenha numa tarefa apostólica, logo a mulher católica se acha presa num formigamento de ideias, de opiniões, de tendências, de sistemas, que a solicitam de todas as partes; importa, pois, que ela saiba orientar-se com facilidade segundo as circunstâncias, e que, para isso, possua normas seguras que lhe permitam traçar-se uma linha de conduta, bem como a força moral indispensável para lhe ficar fiel e para descobrir e corrigir os erros eventuais. Onde achará ela essa regra firme de pensamento e de ação senão no seio da comunidade cristã, na Igreja Católica?

   21. Pela vontade do seu divino Fundador, a Igreja é depositária da Revelação sobrenatural, é-lhe a guarda e a única intérprete autorizada; o magistério que ela exerce a respeito do depósito sagrado supõe o poder de julgar sobre qualquer verdade, visto ser único o destino eterno do homem, e nada na sua vida escapa a esta finalidade. As realidades culturais, políticas, sociais e morais influenciam, todas, a orientação da sua conduta; encarregada de conduzi-lo a Deus e possuindo os meios infalíveis de discernir o verdadeiro do falso, a Igreja é capaz de apreciar o valor exato dos princípios intelectuais e morais, assim como os comportamentos que correspondem às exigências da verdade nas situações concretas da vida individual e social.

   22. Assim sendo, na sua conduta pessoal, como no seu apostolado, a mulher católica deve preocupar-se com permanecer em contato estreito com a fonte viva de luz que o Senhor pôs na sua Igreja: enquanto ela ficar sob a direção dela, lhe aceitar o ensino e lhe observar as diretrizes, gozará de uma segurança infinitamente preciosa, que confere a todos os seus empreendimentos uma autoridade e uma estabilidade  tomadas de empréstimo à própria Igreja.

   23. Alguns têm querido limitar o objeto da competência do magistério eclesiástico ao domínio dos princípios, e excluir dele o dos fatos, da vida concreta. Pretende-se que este depende do leigo, e que o leigo se acha aí no seu terreno próprio, onde desenvolve uma competência que falta à autoridade eclesiástica. Baste-nos aqui repetir que esta afirmação é insustentável; na medida em que se trata não de verificar simplesmente a existência de um fato material, mas sim de apreciar as implicações religiosas e morais que lhe comporta, o destino sobrenatural do homem está em jogo, e por conseguinte a responsabilidade da Igreja está em causa; pode esta e deve, em virtude da sua missão divina e das garantias para este fim recebidas, precisar a medida de verdade e de erro que tal ou tal linha de conduta, tal ou tal maneira de agir contém. 

   24. Se bem que a Igreja recuse ver limitar indevidamente o campo da sua autoridade, contudo não suprime nem diminui, por esse fato, a liberdade e a iniciativa de seus filhos. A hierarquia eclesiástica não é toda a Igreja, nem exerce o seu poder do exterior, à maneira de um poder civil, por exemplo. que trata com seus subordinados unicamente no plano jurídico. Sois membros do Corpo Místico de Cristo, inseridos nele como num organismo animado por um só Espírito, vivendo de uma só e mesma vida. A união dos membros com a cabeça absolutamente não implica que eles abdiquem a sua autonomia, ou que renunciem a exercer as suas funções; muito pelo contrário, é da cabeça que eles recebem incessantemente o impulso que lhes permite agir com força e precisão, em perfeita coordenação com todos os outros membros, para o proveito do corpo inteiro.

   25. Que as mulheres católicas alimentem com alegria o sentimento de pertencerem até o mais profundo do seu ser ao corpo da Igreja, como pessoas livres e responsáveis e por sua parte assegurarem as tarefas que lhes são reservadas, e que contribuem para o crescimento da Igreja e para a sua expansão!

terça-feira, 29 de julho de 2014

O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA - ( 1 )

   Excertos da Alocução de Pio XII "SOBRE O APOSTOLADO DA MULHER CATÓLICA". (1957).

   I. O Apostolado da Verdade.  

   Relação da mulher para com Deus.

  7. A verdade mais desconhecida dos homens hoje em dia, ao menos nas atitudes correntes destes, e no entanto a mais fundamental para vós, [falando à cerca de  700 mulheres participantes do XIV Congresso Internacional da União Mundial das Organizações Católicas Femininas] é a relação da mulher para com Deus. A mulher vem de Deus; deve-lhe a sua existência, as características do seu ser, da sua tarefa terrena, e o destino eterno que coroará o fiel cumprimento da sua missão. Esta verdade, que já a razão faz conhecer, adquire à luz da fé o seu pleno significado e uma certeza absoluta que vos prestará um apoio indispensável quando estiverdes expostas ao fluxo e refluxo das ideias, que o romance, o cinema, o teatro difundem incessantemente nas massas, e que lhes dão da mulher uma concepção profundamente viciada. 

   8. Conheceis suficientemente o ensino da fé católica sobre a origem do homem e da mulher, para que seja necessário expormo-lo por miúdo. Deus criou-os ambos à sua imagem e semelhança, quer dizer, como seres capazes também de se perpetuar, de dominar a criação e de utilizá-la para o seu bem próprio e para o seu serviço. Essa origem divina da criatura humana não se impõe somente como um fato passado há milênios, mas como um fato atual, como uma realidade de toda os instantes, pois em nenhum momento Deus cessa de dar a existência a cada ser humano, de lhe imprimir na inteligência o sinal da sua presença, de lhe pôr no coração uma atração invencível para o bem, paro o absoluto, para a beatitude perfeita. Por isto o sentido da vida humana pode resumir-se numa palavra: "buscar a Deus", buscar aquele que incessantemente chama a si a sua criatura para cumulá-la sempre mais da plenitude da sua vida e do seu amor. 

   9. Que atitude assume o mundo moderno a respeito desta verdade fundamental da origem divina do homem e da mulher? Bem o sabeis pela experiência direta que tendes do vosso meio, e pelas diversas "enquetes" que as organizações femininas têm empreendido em diferentes regiões do mundo sobre a condição da mulher. A ideia de Deus aparece como supérflua num mundo caído nas mãos do homem, no poder da ciência e da técnica, e do qual foram eliminadas as crenças estorvantes e as superstições. Essa atmosfera  de ateísmo combativo ou latente ameaça mais gravemente a mulher do que o homem, tanto na sua vida pessoal como no seu papel social: porquanto, frisá-lo-emos ainda mais adiante, pelas suas disposições inatas e pela função a que a sua natureza a destina a mulher está mais em harmonia com as realidades espirituais; percebe-as mais facilmente, vive delas mais conscientemente, interpreta-as e torna-as sensíveis aos outros, e particularmente àqueles de quem ela tem o encargo como esposa e como mãe. A sua dignidade pessoal, o respeito que se lhe deve, são motivados primeiramente pela salvaguarda dessa missão espiritual, e portanto, em última análise, pela sua proximidade de Deus. O respeito da mulher e o reconhecimento do seu papel verdadeiro estão estritamente ligados às concepções religiosas do grupo social a que pertence.

   10. Vedes, assim, qual será o primeiro objetivo do vosso apostolado a serviço da verdade: restaurar em toda a sua integridade a fé em Deus, poque Deus é a fonte do vosso ser e o fim último que perseguia, e porque o reerguimento da condição da mulher supõe como primeira etapa a consolidação do princípio que o assegura.

   11. Não somente Deus deu à mulher o existir, mas também a personalidade feminina, na sua estrutura física e psíquica, corresponde a um desígnio particular do Criador. O homem e a mulher são as imagens de Deus, e, segundo o seu modo próprio, são pessoas iguais em dignidade e possuidoras dos mesmos direitos , sem que de maneira alguma se possa sustentar que a mulher seja inferior. Com efeito, é ela chamada a colaborar com o homem na propagação e no desenvolvimento da raça humana, e desempenha nisso o papel delicado e sublime da maternidade: esta comporta alegrias e penas de intensidade pouco comum, porque implica a imensa responsabilidade de pôr o filho no mundo, de protegê-lo, de criá-lo, de velar pelo seu crescimento, pela sua educação primeira, de segui-lo com solicitude durante o período difícil da adolescência, e de assim prepará-lo para as suas responsabilidades de adulto. Por isto Deus concedeu à mulher dons inestimáveis, que lhe permitem transmitir não somente a vida física, mas também as disposições mais íntimas da alma e as qualidades de ordem espiritual e moral que determinam o caráter. Os modernos estudos de psicologia põem assaz em evidência a complexidade e o originalidade da natureza feminina, para que seja necessário determo-nos nisto. Notemos, ainda, que essas mesmas qualidades se ostentam também com felicidade em todos os outros domínios da vida social e cultural; constituem-lhes, mesmo, um contributo indispensável, e as civilizações que as desconhecem ou que lhes afastam a influência sofrem inelutavelmente deformações mais ou menos graves, que lhes entravam a eflorescência e, mais cedo ou mais tarde, as condenam à esterilidade e ao declínio. 

   12. Se, comumente, a mulher exprime o dom de si mesmo no casamento e pela maternidade, também pode corresponder à intenções divinas de maneira mais direta, e fazer frutificar as suas riquezas espirituais pela virgindade consagrada, que, longe de ser um rodeio egoísta ou um recuo em face das tarefas da existência, corresponde ao desejo de uma doação mais total, mais pura, mais generosa. Em país cristão, como em terra de missão, a mulher que renuncia ao casamento para se dar, sem obstáculo, ao alívio dos doentes e dos infelizes, à educação das crianças, à melhoria da sorte das famílias, manifesta, assim, aos espíritos não-prevenidos e presença e a ação divina. Quita-se, dessarte, com a sua vocação própria, com a mais alta fidelidade e com o máximo de eficácia.

   13. Facilmente compreendeis, caras filhas, as consequências que para o vosso apostolado emanam dos princípios e fatos que acabamos de lembrar. Propondo-vos trabalhar com todas as vossas forças no reerguimento da mulher, na expansão da sua influência na vida social, também vos comprometeis a não lhes desenvolver os dons senão numa perspectiva cristã, a única capaz de lhes conferir o seu verdadeiro e pleno valor. Que progresso maravilhoso em nível social e cultural dos povos, se todas as mulheres tomassem consciência da alçada de Deus sobre a sua pessoa, e consagrassem a sua influência a fazerem-no conhecer e amar!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

MOISÉS E A ORAÇÃO

   Para citarmos exemplos exclusivamente das Sagradas Escrituras; quando queremos falar sobre a paciência logo vem à nossa mente o figura de Jó; quando pensamos em castidade, espontânea se nos apresenta o pessoa do jovem José do Egito; quando queremos meditar sobre a fé, logo assoma à nossa memória o exemplo de Abraão; quando falamos em penitência, imediatamente nos recordamos do Rei Davi; assim quando queremos mostrar a eficácia da oração não podemos deixar de citar o exemplo de Moisés. É o que vamos meditar agora.

   Vejamos o que nos diz o Divino Espírito Santo nas Sagradas Escrituras: Êxodo 32, 7-14: "Naqueles dias falou o Senhor a Moisés e lhe disse: Desce do monte; pecou o teu povo, que tu tiraste da terra do Egito. Depressa saíram do caminho que lhes mostraste. Fizeram para si um bezerro fundido, o adoraram, e até lhe imolaram vítimas, dizendo: Estes são os teus deuses, ó Israel, que tu tiraste da terra do Egito. Repetiu  Senhor a Moisés: Vês que este povo é obstinado; deixa que contra eles se acenda o meu furor e que os extermine; e te tornarei chefe de uma grande nação. Moisés, porém, suplicava ao Senhor, seu Deus, dizendo: Por que se acende o furor da vossa indignação, ó Senhor, contra o povo que tirastes da terra do Egito, com tamanho poder e mão tão poderosa? Não permitais, imploro-Vos, que os Egípcios digam: Ele os tirou com astúcia, para os matar nas montanhas e os exterminar da terra. Apaziguai a vossa ira e perdoai a iniquidade do vosso povo. Recordai-Vos de Abraão, de Isaac e de Israel, vossos servos, aos quais jurastes por Vós mesmo, dizendo: Hei de multiplicar a vossa geração como as estrelas do céu; e toda esta terra de que Vos falei, eu a darei à vossa descendência e para sempre a possuireis. Acalmou-se o Senhor, e não fez ao seu povo o mal com que o havia ameaçado". 
   Caríssimos e amados irmãos, quão impressionante é este diálogo entre Deus e Moisés!!! Como não impressionar o fato de ouvirmos o Altíssimo, o Onipotente pedindo permissão a Moisés para castigar o povo idólatra?!!! "Deixa que contra eles se acenda o meu furor e os extermine"... Mais nos impressiona ainda é o fato de Moisés com sua oração, ter vencido e convencido (se assim se pode dizer) a própria Sabedoria Infinita do Onipotente!!! "Acalmou-se o Senhor, e não fez ao seu povo o mal com que o havia ameaçado".  

    Meditemos em mais um exemplo: Êxodo 17, 8-13: "Ora Amalec veio e pelejava contra Israel em Rafidim. E Moisés disse a Josué: Escolhe homens e vai combater contra Amalec; amanhã estarei no cimo da colina, tendo na mão a vara de Deus. Fez Josué como Moisés tinha dito, e combateu contra Amalec. Moisés, Arão e Hur subiram ao cimo da colina. E, quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel vencia, mas, se as abaixava um pouco, Amalec levava vantagem. Ora os braços de Moisés estavam fatigados; tomando portanto uma pedra, puseram-na por debaixo dele, na qual se sentou; e Arão e Hur sustentavam-lhe os braços de ambas as partes. E aconteceu que os seus braços não se fatigaram até ao pôr do Sol. Josué pôs em fuga Amalec e a sua gente, e os passou ao fio da espada". 

   Caríssimos e amados irmãos, com certeza Sua Eminência o Cardeal Ratzinger dirá ao seu sucessor  (que , talvez, seja eleito hoje, 13/3/13): "Vai combater contra os inimigos da Santa Igreja, estarei no cimo da colina do Vaticano, tendo na mão o Santo Terço". Esperamos que o ex-comandante do Povo de Deus, o Bispo Emérito de Roma, o ex-Papa Bento XVI, com suas orações qual outro Moisés, sustentado por outros Arões e Urs, consiga a vitória da Santa Igreja contra seus inimigos, ou melhor, que, com suas orações e penitências, dê ao seu Sucessor, como a outro Josué, a vitória sobre todos os inimigos da Santa Igreja, mesmo que para tanto seja mister derrubar muralhas inexpugnáveis ou fazer parar o sol. Amém!

   

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MEIOS DE ADQUIRIR A COMPUNÇÃO

   Vimos o grande bem que é a compunção. Como adquiri-la? 

   1º  - A ORAÇÃO: Devemos pedir este dom a Deus, Nosso Senhor. Este dom das lágrima é precioso, é uma graça tão grande, que só a alcançaremos pedindo-a ao "Pai das luzes, de quem procede todo dom perfeito". 
   No Missal vem uma oração "Pro petitione lacrymarum". Ei-la em português: DEUS TODO-PODEROSO E CHEIO DE BONDADE, QUE PARA MATAR A SEDE DE VOSSO POVO SEQUIOSO, FIZESTES BROTAR DO ROCHEDO UMA FONTE DE ÁGUA VIVA, FAZEI SAIR DA DUREZA DOS NOSSOS CORAÇÕES, LÁGRIMAS DE COMPUNÇÃO, PARA PODERMOS CHORAR OS NOSSOS PECADO S E MERECER , PELA VOSSA MISERICÓRDIA, OBTER A SUA REMISSÃO. POR CRISTO NOSSO SENHOR. AMÉM. 
   Os antigos monges rezavam muitas vezes esta oração. Caríssimos leitores, rezemo-la também muitas vezes, tanto mais que é uma oração da Liturgia da Santa Madre Igreja!

  2º - A MEDITAÇÃO ASSÍDUA DA PAIXÃO DE NOSSO DIVINO SALVADOR: Esta meditação deve ser, na verdade, o pão de cada dia do pensamento cristão. São Boaventura chama as chagas de Jesus Cristo, chagas que ferem os corações mais duros e que abrasam as almas mais frias. Santo Agostinho dissera que vale mais uma lágrima derramada pela consideração da Paixão de Jesus Cristo, do que o jejum a pão e água durante uma semana inteira. São Francisco de Assis por este meio veio a ser um serafim. Um dia foi encontrado por um gentil-homem a derramar lágrimas e a gritar em altas vozes; perguntado por que soltava tais prantos, respondeu: - Choro as dores e as ignomínias do meu Senhor, e o que mais me faz chorar, é que os homens, por cujos pecados Ele sofreu tanto, vivem esquecidos d'Ele.

   3º OUTROS MEIOS indicados pelo Padre Faber: Cultivarmos grande devoção pela conversão dos pecadores, sermos muito simples ao acusar-nos no confessionário e evitarmos a leviandade.