SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sábado, 31 de agosto de 2013

O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

   A oblação do altar reproduz e renova a imolação do Calvário para perpetuar a sua recordação e nos aplicar os seus frutos. 
   Daríamos tudo para ter estado ao pé da Cruz com a Virgem Maria, São João e Maria Madalena! 
  Durante a Santa Missa devemos unir-nos a Cristo, mas a Cristo imolado. Já tivemos ocasião de provar que na Missa temos Jesus ressuscitado, glorioso, impassível e imortal. Mas vimos outrossim que ali está Cristo imolado, segundo a expressão do Espírito Santo no Apocalipse V, 6: "Agnus tanquam occisus", isto é, O Cordeiro Vivo mas como se estivesse imolado. Em outras palavras: temos o Cordeiro oferecido como vítima; e é ao Seu sacrifício que Jesus nos quer associar. 
   
   "Vede depois da consagração" - diz D. Marmion - "o sacerdote, apoiando as mãos juntas no altar (gesto que significa a união do sacerdote e de todos os fiéis com o sacrifício de Cristo), faz esta oração: 'Nós Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que ordeneis que todas estas coisas sejam levadas ao Vosso altar sublime, à presença da Vossa divina Majestade'. 

   "A Igreja põe aqui em relação dois altares: o da terra e o do céu; não porque no santuário dos céus haja um altar material; mas é que a Igreja quer indicar que há só um sacrifício: a imolação que misticamente se realiza na terra é uma só com a oblação que Jesus Cristo, nosso Pontífice, faz de Si mesmo no seio do Pai, a quem oferece por nós as satisfações da Sua Paixão. 'Estas coisas, diz Bossuet, são na verdade o corpo e o sangue de Jesus, mas são este corpo e este sangue com todos nós, com nossos votos e orações  e tudo isto junto forma uma mesma oblação'.

   "Assim, neste momento solene, somos introduzidos "no Santuário da Divindade"; mas somo-lo por Jesus e com Ele; e ali, diante da Majestade infinita, na presença de toda a corte celestial, somos apresentados com Cristo ao Pai para que o Pai 'nos cumule de todas as graças e bênçãos celestes'.

   "Oh! Se a nossa fé fosse viva, com que respeito assistiríamos a este Santo Sacrifício! Com que cuidado procuraríamos purificar-nos de qualquer mancha, a fim de sermos menos indignos de entrar, após o nosso chefe, no Santo dos Santos, para ali sermos, com Cristo, 'hóstia viva'! Como muito bem diz São Gregório, Jesus Cristo só será nossa hóstia quando nos oferecermos a nós mesmos, para participarmos, pela nossa generosidade e pelos nossos sacrifícios, na Sua vida de imolação. 

   No próximo post, se Deus quiser falaremos da Comunhão. 

sábado, 10 de agosto de 2013

A EUCARISTIA: Mistério de Fé

   A Santa Igreja intercalou na fórmula da consagração do cálice estas palavras: "Mysterium fidei" (Mistério de fé). Quer assim nos ensinar que a Eucaristia é o mistério por excelência de nossa fé. Na verdade é um mistério que, mais do que os outros, se furta a toda a lei natural. Outrossim, contém em sua sacramentalidade os demais mistérios.  Vejamos neste post estes dois pontos: 
   
   1-  Em cada mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo se encontra alguma sombra para a nossa fé ser meritória. Esta fé, porém, é sempre ajudada por uma luz que brilha nos mistérios: em todos eles vemos manifestar-se a inefável união da Divindade com a Humanidade. Por exemplo, no presépio, vemos apenas um menino; sem a fé, não reconheceríamos n'Ele o Filho de Deus; mas ouvimos o voz dos Anjos do céu celebrar a vinda do Salvador; vemos também uma estrela maravilhosa conduzir a Seus pés os reis do Oriente. - No Batismo de Jesus, vemos apenas um homem que se submete a um rito de penitência; mas do Céu ouve-se a voz do Pai Eterno que proclama ser aquele homem o Seu Filho muito amado, em quem pôs as Suas complacências. - No Tabor, na Transfiguração, a fé tem um poderoso auxílio: a glória da Divindade que penetra a Humanidade de Jesus reflete-se nela. -  Em contrapartida, no Calvário, a Divindade está velada, quando Jesus morre na cruz; o Centurião, no entanto, proclama que Ele é o Filho de Deus; a própria natureza, pelas perturbações que sofre naquele instante único, presta solene homenagem ao seu Criador. - Na Ressurreição, Jesus resplandece de glória; mas, ao mesmo tempo, prova aos Apóstolos que é sempre o mesmo, homem perfeito e Deus perfeito; deixa que Lhe toquem, come com eles, mostra-lhes as cicatrizes das chagas para lhes provar que não é um espírito, mas o mesmo Jesus com quem viveram três anos. 
   No mistério da Eucaristia, porém, a Divindade e a Humanidade, em vez de se revelarem, desaparecem ambas dos nossos sentidos. Na Eucaristia só a fé pura tem lugar, baseada unicamente na palavra de Jesus - "Este é o meu corpo, este é o meu sangue". 


 2- A Eucaristia é também um "mistério de fé" por excelência porque contém em si os demais mistérios. Com efeito, na Santíssima Eucaristia estão a Encarnação e a Redenção, pois que o pão e o vinho contêm o Filho de Deus humanado para nos remir. Aqui está a Trindade, pois que na Eucaristia encontramos não só a humanidade do Salvador como a sua divindade. Aqui está a Graça, pois que o Sacramento é a fonte transbordante e principal de nossa vida sobrenatural. Aqui está a Igreja, pois que a Eucaristia é por excelência o tesouro do Corpo Místico, o centro do culto, o Sacramento da unidade dos fiéis. Aqui estão os Novíssimos, pois que a Eucaristia é penhor da ressurreição e da glória futura. Como dizia Pio XII, a Eucaristia é "a cúpula e como que o centro da religião cristã".
   Assim, sob forma real embora sacramental, a Eucaristia enfeixa a economia inteira de nossa salvação. 
   Terminemos este artigo com as palavras de Leão XIII: "Nada mais apto a reconduzir aos espíritos o vigor e o fervor da fé, que o mistério eucarístico, propriamente chamado o mistério da fé; por uma especial abundância e variedade de milagres, ele sozinho contém tudo o que está acima da natureza". 

sábado, 6 de julho de 2013

AVISO

   OS MEUS BLOGS ESTARÃO EM RECESSO DE 10/07/2013 A 10/08/2013. Se Deus quiser, e com Sua graça, estarei fazendo o Retiro de Santo Inácio de Loiola. Peço as suas orações. Deus lhes pague!

sábado, 8 de junho de 2013

AMOR COM AMOR SE PAGA

   Diz Santa Teresa d'Ávila: "Sempre que pensarmos em Cristo, recordemo-nos do amor com que nos fez tantas mercês... pois o amor atrai amor". Para nos incitar ao amor, a Igreja propõe-nos a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Diz na sua Liturgia: "Quem não pagará com amor a quem tanto nos amou? Quem entre os Seus remidos não O amará" (Hino de Laudes). E para nos impelir cada vez mais a dar amor por amor, põe nos lábios de Jesus estas palavras sublimes da Sagrada Escritura: "Amei-te com um amor eterno e, por isso, atraí-te cheio de compaixão; e também: "Filho, dá-Me o teu coração". Eis em que consiste a verdadeira devoção ao Sagrado Coração: corresponder ao amor, "dar amor por amor", na expressão de Santa Margarida Maria. "Corresponder incessantemente com amor a quem tanto nos amou", como escreve Santa Teresa Margarida do Coração de Jesus. 
   A nossa vida espiritual depende, em grande parte da ideia que fazemos de Deus. Se, como o servo preguiçoso do Evangelho (Mt. 25, 14-30), fazemos de Deus uma ideia acanhada e mesquinha, em vez de nos sentirmos estimulados a amá-Lo e a entregar-nos generosamente ao Seu serviço, ficaremos frios, preguiçosos, calculadores, enterraremos também nós o talento recebido do nosso Pai celestial; se se abstêm do pecado, é só por temor do castigo; se rezam ou fazem alguma obra boa, é só em vista do interesse próprio e, por isso, não há neles ímpeto algum de generosidade e de amor. Quando, pelo contrário, a alma começa a ter a intuição de que "Deus é caridade" (I Jo. 4, 8), a penetrar no mistério do amor infinito que  a envolve, e a compreender o amor de Deus, o amor de Jesus para com ela, tudo então muda de aspecto porque "o amor atrai o amor". A devoção ao Sagrado Coração , deve produzir em nós este efeito, isto é, fazer-nos compreender cada vez melhor "amor de Cristo que excede toda a ciência" (Efésios 3, 19). Meditando e contemplando  o Coração de Jesus trespassado por nosso amor, aprenderemos a ciência do amor, ciência que nenhum livro terreno nos pode ensinar, mas que se aprende somente no livro aberto do Coração de Cristo, Nosso Senhor e Mestre. 
  Ó JESUS QUE TANTO ME AMASTES, TORNAI-ME CAPAZ DE CORRESPONDER AO VOSSO AMOR. AMÉM!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

OO ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO - ( 2 )

   "A oração profunda é um contato íntimo da alma com Deus. Mas quem poderá ensinar ao homem, tão rude e material, a delicadeza requerida para tratar intimamente com o Rei do céu e da terra? Não haverá nunca cerimonial nem livro devoto capaz de regular dignamente as relações íntimas de amizade entre o Criador e a criatura. Mas há um Mestre cuja competência é plenamente adequada a esse fim e cujo ensinamento está ao alcance de toda a alma cristã. 
   
   Este Mestre é o Espírito Santo: 'O Espírito  ajuda também a nossa fraqueza, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém; mas o mesmo Espírito ora por nós com gemidos inexplicáveis' (Rom. 8, 26). Realidade consoladora para a alma que tem o sentido da sua impotência e da sua incapacidade para tratar com Deus, para a alma que sente a necessidade de uma oração proporcionada à bondade infinita daquele Deus que nos amou até Se fazer um de nós e, ao mesmo tempo, adequada à soberana majestade, à transcendência infinita do Altíssimo. E eis que o Espírito Santo alterna na alma sentimentos de plena confiança e de profunda adoração, de amizade amorosa e de reconhecimento da suprema grandeza de Deus. O Espírito Santo repete em nós: Pai, e ainda: Vós somente sois o Santo, o Senhor, o Altíssimo'. Mesmo quando estamos na aridez, quando o coração está frio e a mente obscurecida, o Espírito Santo ora em nós e podemos oferecer sempre a Deus a Sua oração. Esta é a oração mais verdadeira, mais preciosa, que será certamente ouvida, porque o Espírito Santo não pode inspirar-nos sentimentos e desejos contrários ao beneplácito divino, mas 'pede segundo Deus' (Ib. 27). (P. Gabriel de Sta M. Madalena, O.C. D.  - INTIMIDADE DIVINA). 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO - ( 1 )

   "As nossas relações com Deus são essencialmente relações de filhos; devem portanto ser relações de plena confiança e intimidade, visto que não somos estranhos, mas pertencemos à família de Deus (Ef. 2, 19). Por isso a nossa oração deveria ser a expressão dos sentimentos de um filho que gosta de conversar cordialmente com o seu pai e que se lança nos seus braços com um abandono total. Mas, infelizmente, somos sempre pobres pecadores, e a consciência das nossas misérias e infidelidades, procura paralisar este impulso filial, gerando na alma um certo temor que muitas vezes faz vir espontaneamente aos lábios o grito de São Pedro: 'Retira-te de mim, Senhor, pois eu sou um homem pecador' (Lc. 5, 8). Isto  acontece sobretudo quando a alma atravessa períodos obscuros de lutas, de tentações, de dificuldades que tentam lançá-la na agitação e na perturbação. Mas eis que um dia, durante a oração, a alma se recolhe sob a influência de uma luz nova que afugenta todo o temor; não é um pensamento novo, mas uma persuasão nova e íntima, que lhe faz sentir profundamente que é filha de Deus e que Deus é seu Pai. É a influência do dom de piedade, posto em ato pelo Espírito Santo. Já São Paulo dizia aos primeiros cristãos: 'Não recebestes o espírito da escravidão para estardes novamente com temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, mercê do qual clamamos 'Abba Pai!' É o próprio Espírito que atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rom. 8, 15 e 16). É pois o Espírito Santo que infunde na alma este profundo sentimento de filial piedade, de plena confiança no Pai celeste. Ele próprio, com gemidos inenarráveis, vai murmurando em nós: 'Pai!' 'Deus mandou aos vossos corações o Espírito do Seu Filho que clama 'Abba, Pai!' (Gál. 4, 6). Assim a alma sente-se transformada e as suas relações com Deus tornam-se verdadeiramente filiais'.  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O CAMINHO DA CRUZ - ( 2 )

Santa Teresinha santificou-se abraçando, por amor
a Jesus, a cruz de cada dia, de cada momento. 
"Exercitando-nos corajosamente na renúncia, pomo-nos no caminho da conformidade com Jesus crucificado; mas também nisto as nossas iniciativas não são proporcionadas ao fim a atingir: as renúncias e as mortificações praticadas por nós são insuficientes para nos despojarem a fundo do homem velho, para nos revestirem de Cristo e Cristo crucificado. Eis porque o Espírito Santo, depois de nos ter impelido para o caminho da cruz com as Suas inspirações tendentes a fazer-nos abraçar, por amor de Deus, as coisas ásperas e penosas à natureza, Se encarrega Ele próprio de completar a nossa purificação. E fá-lo, submetendo-nos a provas interiores e exteriores. Ele - diz São João da Cruz - com o Seu 'divino fogo de amor... está ferindo a alma, gastando e consumindo-lhe as imperfeições de seus maus hábitos. Esta é a operação do Espírito Santo que dispõe a alma para a divina união e transformação de amor em Deus'. Por conseguinte não podemos pensar que a ação do Espírito Santo em nós seja sempre consoladora, antes pelo contrário! E de resto, o sofrimento é necessário não só para a nossa purificação, mas também para nos associar à obra redentora de Jesus: quanto mais avançarmos no caminho da cruz, tanto mais nos santificaremos e poderemos exercer na Igreja um fecundo apostolado. É pois evidente: o Espírito Santo, para nos santificar, não pode conduzir-nos por outro caminho senão pelo da cruz. Devemos secundar a Sua direção, procurando acima de tudo abraçar de bom grado quanto de amargo e de penoso encontrarmos na nossa vida de cada dia. Por vezes despraza-se a cruz das dificuldades quotidianas para amar uma cruz longínqua que talvez nunca chegue a vir; não devemos andar à busca da nossa cruz em sofrimentos extraordinários que raramente ou talvez nunca encontraremos, mas no dever, na vida, nas dificuldades, nos sacrifícios de cada dia, de cada momento; temos aqui riquezas inexauríveis, basta que as saibamos descobrir à luz da fé. O Espírito Santo ajuda-nos a reconhecer e impele-nos a abraçar esta cruz de cada dia; a abraçar e não a suportar, o que significa aceitar e oferecer ativamente, dizendo com todo o coração: 'sim, eu quero, ainda que me pareça ficar esmagado'.