SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

sábado, 6 de julho de 2013

AVISO

   OS MEUS BLOGS ESTARÃO EM RECESSO DE 10/07/2013 A 10/08/2013. Se Deus quiser, e com Sua graça, estarei fazendo o Retiro de Santo Inácio de Loiola. Peço as suas orações. Deus lhes pague!

sábado, 8 de junho de 2013

AMOR COM AMOR SE PAGA

   Diz Santa Teresa d'Ávila: "Sempre que pensarmos em Cristo, recordemo-nos do amor com que nos fez tantas mercês... pois o amor atrai amor". Para nos incitar ao amor, a Igreja propõe-nos a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Diz na sua Liturgia: "Quem não pagará com amor a quem tanto nos amou? Quem entre os Seus remidos não O amará" (Hino de Laudes). E para nos impelir cada vez mais a dar amor por amor, põe nos lábios de Jesus estas palavras sublimes da Sagrada Escritura: "Amei-te com um amor eterno e, por isso, atraí-te cheio de compaixão; e também: "Filho, dá-Me o teu coração". Eis em que consiste a verdadeira devoção ao Sagrado Coração: corresponder ao amor, "dar amor por amor", na expressão de Santa Margarida Maria. "Corresponder incessantemente com amor a quem tanto nos amou", como escreve Santa Teresa Margarida do Coração de Jesus. 
   A nossa vida espiritual depende, em grande parte da ideia que fazemos de Deus. Se, como o servo preguiçoso do Evangelho (Mt. 25, 14-30), fazemos de Deus uma ideia acanhada e mesquinha, em vez de nos sentirmos estimulados a amá-Lo e a entregar-nos generosamente ao Seu serviço, ficaremos frios, preguiçosos, calculadores, enterraremos também nós o talento recebido do nosso Pai celestial; se se abstêm do pecado, é só por temor do castigo; se rezam ou fazem alguma obra boa, é só em vista do interesse próprio e, por isso, não há neles ímpeto algum de generosidade e de amor. Quando, pelo contrário, a alma começa a ter a intuição de que "Deus é caridade" (I Jo. 4, 8), a penetrar no mistério do amor infinito que  a envolve, e a compreender o amor de Deus, o amor de Jesus para com ela, tudo então muda de aspecto porque "o amor atrai o amor". A devoção ao Sagrado Coração , deve produzir em nós este efeito, isto é, fazer-nos compreender cada vez melhor "amor de Cristo que excede toda a ciência" (Efésios 3, 19). Meditando e contemplando  o Coração de Jesus trespassado por nosso amor, aprenderemos a ciência do amor, ciência que nenhum livro terreno nos pode ensinar, mas que se aprende somente no livro aberto do Coração de Cristo, Nosso Senhor e Mestre. 
  Ó JESUS QUE TANTO ME AMASTES, TORNAI-ME CAPAZ DE CORRESPONDER AO VOSSO AMOR. AMÉM!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

OO ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO - ( 2 )

   "A oração profunda é um contato íntimo da alma com Deus. Mas quem poderá ensinar ao homem, tão rude e material, a delicadeza requerida para tratar intimamente com o Rei do céu e da terra? Não haverá nunca cerimonial nem livro devoto capaz de regular dignamente as relações íntimas de amizade entre o Criador e a criatura. Mas há um Mestre cuja competência é plenamente adequada a esse fim e cujo ensinamento está ao alcance de toda a alma cristã. 
   
   Este Mestre é o Espírito Santo: 'O Espírito  ajuda também a nossa fraqueza, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém; mas o mesmo Espírito ora por nós com gemidos inexplicáveis' (Rom. 8, 26). Realidade consoladora para a alma que tem o sentido da sua impotência e da sua incapacidade para tratar com Deus, para a alma que sente a necessidade de uma oração proporcionada à bondade infinita daquele Deus que nos amou até Se fazer um de nós e, ao mesmo tempo, adequada à soberana majestade, à transcendência infinita do Altíssimo. E eis que o Espírito Santo alterna na alma sentimentos de plena confiança e de profunda adoração, de amizade amorosa e de reconhecimento da suprema grandeza de Deus. O Espírito Santo repete em nós: Pai, e ainda: Vós somente sois o Santo, o Senhor, o Altíssimo'. Mesmo quando estamos na aridez, quando o coração está frio e a mente obscurecida, o Espírito Santo ora em nós e podemos oferecer sempre a Deus a Sua oração. Esta é a oração mais verdadeira, mais preciosa, que será certamente ouvida, porque o Espírito Santo não pode inspirar-nos sentimentos e desejos contrários ao beneplácito divino, mas 'pede segundo Deus' (Ib. 27). (P. Gabriel de Sta M. Madalena, O.C. D.  - INTIMIDADE DIVINA). 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O ESPÍRITO SANTO E A ORAÇÃO - ( 1 )

   "As nossas relações com Deus são essencialmente relações de filhos; devem portanto ser relações de plena confiança e intimidade, visto que não somos estranhos, mas pertencemos à família de Deus (Ef. 2, 19). Por isso a nossa oração deveria ser a expressão dos sentimentos de um filho que gosta de conversar cordialmente com o seu pai e que se lança nos seus braços com um abandono total. Mas, infelizmente, somos sempre pobres pecadores, e a consciência das nossas misérias e infidelidades, procura paralisar este impulso filial, gerando na alma um certo temor que muitas vezes faz vir espontaneamente aos lábios o grito de São Pedro: 'Retira-te de mim, Senhor, pois eu sou um homem pecador' (Lc. 5, 8). Isto  acontece sobretudo quando a alma atravessa períodos obscuros de lutas, de tentações, de dificuldades que tentam lançá-la na agitação e na perturbação. Mas eis que um dia, durante a oração, a alma se recolhe sob a influência de uma luz nova que afugenta todo o temor; não é um pensamento novo, mas uma persuasão nova e íntima, que lhe faz sentir profundamente que é filha de Deus e que Deus é seu Pai. É a influência do dom de piedade, posto em ato pelo Espírito Santo. Já São Paulo dizia aos primeiros cristãos: 'Não recebestes o espírito da escravidão para estardes novamente com temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, mercê do qual clamamos 'Abba Pai!' É o próprio Espírito que atesta ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rom. 8, 15 e 16). É pois o Espírito Santo que infunde na alma este profundo sentimento de filial piedade, de plena confiança no Pai celeste. Ele próprio, com gemidos inenarráveis, vai murmurando em nós: 'Pai!' 'Deus mandou aos vossos corações o Espírito do Seu Filho que clama 'Abba, Pai!' (Gál. 4, 6). Assim a alma sente-se transformada e as suas relações com Deus tornam-se verdadeiramente filiais'.  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O CAMINHO DA CRUZ - ( 2 )

Santa Teresinha santificou-se abraçando, por amor
a Jesus, a cruz de cada dia, de cada momento. 
"Exercitando-nos corajosamente na renúncia, pomo-nos no caminho da conformidade com Jesus crucificado; mas também nisto as nossas iniciativas não são proporcionadas ao fim a atingir: as renúncias e as mortificações praticadas por nós são insuficientes para nos despojarem a fundo do homem velho, para nos revestirem de Cristo e Cristo crucificado. Eis porque o Espírito Santo, depois de nos ter impelido para o caminho da cruz com as Suas inspirações tendentes a fazer-nos abraçar, por amor de Deus, as coisas ásperas e penosas à natureza, Se encarrega Ele próprio de completar a nossa purificação. E fá-lo, submetendo-nos a provas interiores e exteriores. Ele - diz São João da Cruz - com o Seu 'divino fogo de amor... está ferindo a alma, gastando e consumindo-lhe as imperfeições de seus maus hábitos. Esta é a operação do Espírito Santo que dispõe a alma para a divina união e transformação de amor em Deus'. Por conseguinte não podemos pensar que a ação do Espírito Santo em nós seja sempre consoladora, antes pelo contrário! E de resto, o sofrimento é necessário não só para a nossa purificação, mas também para nos associar à obra redentora de Jesus: quanto mais avançarmos no caminho da cruz, tanto mais nos santificaremos e poderemos exercer na Igreja um fecundo apostolado. É pois evidente: o Espírito Santo, para nos santificar, não pode conduzir-nos por outro caminho senão pelo da cruz. Devemos secundar a Sua direção, procurando acima de tudo abraçar de bom grado quanto de amargo e de penoso encontrarmos na nossa vida de cada dia. Por vezes despraza-se a cruz das dificuldades quotidianas para amar uma cruz longínqua que talvez nunca chegue a vir; não devemos andar à busca da nossa cruz em sofrimentos extraordinários que raramente ou talvez nunca encontraremos, mas no dever, na vida, nas dificuldades, nos sacrifícios de cada dia, de cada momento; temos aqui riquezas inexauríveis, basta que as saibamos descobrir à luz da fé. O Espírito Santo ajuda-nos a reconhecer e impele-nos a abraçar esta cruz de cada dia; a abraçar e não a suportar, o que significa aceitar e oferecer ativamente, dizendo com todo o coração: 'sim, eu quero, ainda que me pareça ficar esmagado'. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O CAMINHO DA CRUZ - ( 1 )


 "Devemos estar bem convencidos de que, se o Espírito Santo trabalha nas nossas almas, para nos assemelhar a Cristo, não pode fazê-lo senão levando-nos a seguir o caminho da cruz. Jesus é Jesus crucificado; não pode haver, portanto, conformidade com Ele senão mediante a cruz; e jamais se entrará na profundidade da vida espiritual a não ser entrando no mistério da cruz. Santa Teresa de Jesus ensina que até as mais altas graças contemplativas são dadas às almas, exatamente para as tornar mais capazes de levar a cruz. 'Assim como Sua Majestade não nos pode fazer maior mercê do que dar-nos um a vida conforme à que viveu o Seu Filho tão amado, assim tenho por certo serem estas mercês para fortalecer a nossa fraqueza e para O poder imitar no muito padecer'. Sim, a conformidade com Jesus crucificado, vale e importa mais do que todas as graças místicas! Toda a vida espiritual é dominada pela cruz, e como a cruz está no centro da história do mundo, assim está no centro da história de cada alma. A cruz deu-nos a vida e a cruz imprimirá em nós os traços da mais perfeita semelhança com Jesus: quanto mais participarmos da Sua cruz, tanto mais seremos semelhantes a Ele e cooperaremos na obra da Redenção. 

   A necessidade da cruz para alcançar o céu e a santidade é evidente: não se pode abraçar a vontade de Deus, sempre e em todas as circunstâncias, sem negar a vontade própria; não é possível conformar-se em tudo com Jesus 'que não teve nesta vida outro gosto nem quis ter senão o de fazer a vontade de Seu Pai (S. João da Cruz), sem renunciar às próprias satisfações egoístas. E tudo isto significa: desapego, cruz, sacrifício, negação de si mesmo. Significa metermo-nos no caminho que nos foi indicado pelo próprio Jesus: 'Se alguém quer vir após de mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me' (Mt. 16, 24). Ora é para este caminho que o Espírito Santo nos impele e convida. Quando nos surpreendermos à busca das coisas mais fáceis, mais cômodas, mais honrosas, quando nos apercebermos de que estamos a satisfazer o nosso amor próprio, a nossa vanglória, ou quando nos virmos apegados à nossa vontade, digamos então a nós mesmos que tudo isto está muito longe de ser inspirado pelo Espírito Santo e que, pelo contrário, impede a Sua ação em nós". (P. Gabriel de Sta. M. Madalena, INTIMIDADE DIVINA). 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

ALGUMAS PÁGINAS HISTÓRICAS DO CONCÍLIO VATICANO II - 12ª página

   "Um bom número de bispos religiosos, bem como certos superiores gerais, tinham preparado intervenções a favor da inclusão, no esquema sobre a Igreja, de um capítulo especial consagrado à vida religiosa; e tinham notificado, em tempo hábil, seu desejo de tomar a palavra. Mas, dia após dia, prosseguiu o debate e os Cardeais Moderadores não lhes concediam a palavra. 

   Em 30 de outubro, a assembleia votou o encerramento dos debates, mas muitos daqueles que se tinham inscrito invocaram a regra que permitia a qualquer um falar depois do encerramento, contanto que cinco Padres Conciliares apoiassem seu pedido.

   Por ocasião da 59ª Congregação Geral em 31 de outubro, o Moderador era o Cardeal Döpfner. Antes de deixar qualquer um vir ao microfone, ele anunciou que grande número de Padres Conciliares se queixava de que o Concílio estava andando muito lentamente. A fim de que fosse salvaguardado o direito à palavra daqueles que tinham obtido cinco assinaturas, e que fosse ao mesmo tempo satisfeito o desejo geral da assembleia de encerrar o debate e de avançar os trabalhos, ele pedia aos oradores "que limitassem suas observações ao assunto estudado, evitassem repetições, se restringissem a oito minutos em lugar dos dez habituais e não esquecessem que as declarações não feitas na aula conciliar mas submetidas por escrito, tinham igual peso perante as comissões."

   A última recomendação, à qual o próprio Cardeal não se submeteu, foi continuamente observada por Mons. Felici, Secretário Geral, que, em razão de seu cargo, havia renunciado a exercer o direito de intervenção na aula conciliar.

   O Cardeal Döpfner interveio constantemente no curso das declarações pronunciadas pela manhã, para lembrar aos Padres Conciliares os pontos que ele havia mencionado. Pelo menos três oradores foram interrompidos duas vezes. Três outros o foram uma vez, ou ouviram dizer ao terminar, que o que acabavam de dizer não tinha relação com o assunto tratado. Inúmeros Padres Conciliares não conseguiam compreender a pressa com que o Cardeal estava procedendo e o modo aparentemente arbitrário pelo qual ele limitava o tempo concedido aos oradores. 

   (...) Bispos religiosos que aguardavam para tomar a palavra não foram chamados ao microfone. Em vez deles, outros Padres Conciliares que só se tinham inscrito naquela manhã, foram chamados. Os Padres reduzidos assim ao silêncio ficaram tão indignados que decidiram enviar ao Cardeal Döpfner uma advertência privada, esclarecendo que não deixariam a coisa passar em branco e, se não houvesse uma modificação, requereriam a abertura de um inquérito oficial. Mas logo que procuraram entrar em contato, souberam que ele tinha viajado a Capri para um longo fim de semana, e que só voltaria na tarde de 4 de novembro. 

   Ao voltar, o Cardeal Döpfner encontrou uma mensagem dos Padres Conciliares ofendidos. Ele os chamou todos ao mesmo tempo, desculpou-se do que tinha acontecido, prometeu que tal coisa não se repetiria mais, e lhes pediu para renunciar a seu direito de falar. Os Padres recusaram. Ele então aceitou ler um resumo de suas declarações na aula conciliar, pedindo-lhes indicarem os pontos que consideravam essenciais. Na 62ª Congregação Geral, em 7 de novembro, fez um texto extremamente breve, obscuro e inexato em vários tópicos.

   O resultado imediato foi que sete bispos, pertencentes a outras tantas ordens religiosas, se reuniram para estabelecer uma tática destinada a neutralizar o elemento alemão e belga, que eles consideravam estar exercendo uma "ditadura" sobre o Concílio".