SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O SACRAMENTO DA EXTREMA-UNÇÃO PELA EXPLICAÇÃO DO QUADRO CATEQUÉTICO

EXPLICAÇÃO DO QUADRO
SACRAMENTO DA EXTREMA-UNÇÃO - Quadro catequético nº 23

   Vemos representado neste quadro um doente ao qual um apóstolo administra o Sacramento da Extrema-Unção. 
   No alto, vemos um anjo tendo nas mãos uma faixa onde lemos aquelas  palavras que São Tiago escreveu aos primeiros fiéis: "Há algum doente entre vós? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobe ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé o salvará e o Senhor o aliviará; e se estiver em pecados, se-lhe-ão perdoados".
   Um outro anjo mostra o céu com uma mão, e, a outra segura uma coroa. 


A EXTREMA -UNÇÃO ou UNÇÃO DOS ENFERMOS

   I - DEFINIÇÃO: 
   A extrema-unção ou unção dos enfermos é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para alívio espiritual e até corporal dos enfermos.

   II - INSTITUIÇÃO: 
   A extrema-unção é um verdadeiro sacramento da Nova Lei, instituído por Jesus Cristo e promulgado pelo Apóstolo São Tiago. Este artigo de fé foi definido pelo Concílio de Trento.
   Não se sabe ao certo quando Jesus instituiu este sacramento. Segundo a opinião de alguns teólogos, foi quando Jesus enviou os Apóstolos a pregar pela primeira vez na Galileia. E aduzem o texto de São Marcos VI, 13: "Expulsavam muitos demônios e curavam inúmeros enfermos, ungindo-os com o óleo". Na opinião de outros, o sacramento só foi instituído depois da Ressurreição. 
   Na Epístola de São Tiago V, 14-15, vem descrito o rito da Extrema-Unção nos seguintes termos: "Está alguém enfermo entre vós? Chame os sacerdotes da Igreja para que rezem sobre ele, ungindo-o com o óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará; e se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados".
   
   III- MATÉRIA E FORMA:
   A matéria remota é o azeite de oliveira bento pelo Bispo na Quinta-feira Santa. A matéria próxima é a unção que o padre faz, com o óleo dos enfermos, nos cinco sentidos do doente 
   O Concílio de Trento nos fala do simbolismo do óleo. O óleo suaviza as dores, alimenta a chama que alumia, cura as feridas; assim também a Extrema-unção  conforta os doentes, ameniza a dor da alma, restitui a alegria espiritual e cura a alma e até os corpos.
   A forma consiste nas palavras que o sacerdote pronuncia, enquanto faz a unção em cada órgão dos sentidos: "Por esta santa unção e pela piíssima Misericórdia de Deus, Ele te perdoe todos os pecados que cometeste com a vista (com o ouvido, com o olfato, com a boca, com as mãos, com os pés)".

   IV - NECESSIDADE deste Sacramento:
   A condição para a salvação eterna é o estado de graça. Quem o perdeu, pode recuperá-lo pelo Sacramento da Confissão. A Extrema-unção só é necessária, portanto, quando o enfermo se ache em pecado mortal e não possa receber o sacramento da Confissão.

   V - MINISTRO:
   Qualquer padre, e só o padre administra validamente a Extrema-unção.

   VI - SUJEITO DO SACRAMENTO:
   Para receber validamente este sacramento, é preciso: a) ter sido batizado; b) ter ou ter tido o uso da razão; c) estar em perigo de morte, quer por doença, quer por velhice. Além do mais, para se receber com fruto é necessário: estar em estado de graça (o enfermo deve, se possível, confessar e comungar antes) e ter a vontade, expressa ou presumida, de receber o sacramento.
   Não se deve esperar que o enfermo chegue aos extremos para administrar-lhe a extrema-unção. Basta que a enfermidade seja grave e perigosa. Por isso a Igreja achou por bem empregar o outro nome que atiás também sempre existiu: UNÇÃO DOS ENFERMOS. Como já fui Capelão de Hospitais, a experiência mostrou-me que é preferível usar o termo UNÇÃO DOS ENFERMOS.
   A Extrema-unção pode ser reiterada:
   a) por ocasião de nova doença perigosa;
   b) na mesma doença, se é longa e houve convalescença, ao menos aparente e ocorre outra vez o perigo de morte. 

domingo, 5 de agosto de 2012

INDULGÊNCIAS

   I - NOÇÃO: As indulgências são a remissão da pena temporal devida aos nossos pecados já perdoados quanta a culpa, que a Igreja concede, fora do sacramento da Penitência, ao fiel bem disposto, em virtude dos méritos e satisfações de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Maria Santíssima e dos Santos.

   II - DIVISÃO: a) Quanto aos efeitos, a indulgência é plenária ou parcial.
   Indulgência plenária é a que perdoa toda a pena temporal devida pelos pecados.
   Indulgência parcial   é a que perdoa somente uma parte da pena temporal. 
   A medida da indulgência parcial não se determina mais por anos ou dias; mas pela mesma obra indulgenciada, a saber: quando o fiel, com o coração contrito, executa uma obra indulgenciada, ele ganha duas remissões de pena temporal: uma, a que está inerente a própria obra; e outra, a que a Igreja lhe concede, e que é igual à obtida pela mesma obra.

   b) Quanto ao sujeito a quem é aplicada, a indulgência é concedida aos vivos, por via de absolvição; e aos  defuntos, por via de sufrágios, isto é, pela mediação e oração dos fiéis. 

   c) Quanto ao modo, a indulgência pode ser pessoal (quando é concedida diretamente a uma ou várias pessoas); local (quando ligada a um lugar, igreja, capela, cemitério etc.); e real (quando ligada a um objeto: crucifixo, terço, medalha etc.

   III - CONDIÇÕES. Para a pessoa lucrar indulgência plenária deve:
   1º ) Fazer a obra prescrita;
   2º ) confessar e comungar sacramentalmente;
   3º ) estar isenta de todo afeto ao pecado, mesmo venial;
   4º ) rezar nas intenções do Sumo Pontífice 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria.

   IV - OBSERVAÇÕES:
   Na falta de uma das disposições e condições acima indicadas, o fiel lucra uma indulgência parcial.
   A confissão, a comunhão e a oração pelo Papa podem anteceder ou suceder de 8 dias a execução da obra determinada. Contudo, recomenda-se que a Comunhão e a oração pelo Papa sejam no mesmo dia em que se fez a obra prescrita. 
   Uma só Confissão serve para se lucrarem várias indulgências plenárias; quanto à Comunhão eucarística e a oração pelo Papa, é preciso que se repita para cada indulgência plenária.
   As indulgências plenárias só podem se lucradas uma vez por dia, excetuando-se em artigo de morte, que pode lucrar outra nessa ocasião. 
   Todas as indulgências podem ser aplicadas pelos defuntos, como sufrágio.

   V - LISTA DE ALGUMAS INDULGÊNCIAS:
   a ) Plenárias: Terço de Nossa Senhora, quando rezado na igreja, na capela ou em família; Visita de meia hora ao Santíssimo Sacramento; Novena do Natal, Pentecostes e Imaculada Conceição; Primeira Comunhão: para quem faz e para quem assiste piedosamente; Via Sacra; Leitura da Sagrada Escritura por meia hora; Adoração da Cruz na 6ª feira Santa; Renovação das promessas batismais no Sábado Santo e no dia do aniversário do Batismo; Visita a Igreja Paroquial no dia do Padroeiro, rezando-se 1 Pai-Nosso e 1 Credo; Visita a uma igreja no dia 2 de novembro (pelos defuntos); Visita ao Cemitério rezando pelas almas (do dia 1 a 8 de novembro). Retiro de 3 dias completos.etc.
   b ) Parciais: as seguintes orações: Salve Rainha, Atos de Fé, Esperança e Caridade, Contrição; Anjo do Senhor; A vós São José; Ofício da Imaculada; Alma de Cristo; Eis-me aqui; Ladainhas; Oração pelas vocações; Oração mental ou meditação; Sinal da Cruz. - Dar ou receber aulas de catecismo. Qualquer abstinência. Jaculatórias fazendo o oferecimento. etc. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CONFISSÃO - A ACUSAÇÃO DOS PECADOS

   I - Confissão é a acusação dos pecados cometidos depois do batismo. Quando se diz CONFISSÃO  entendem-se duas coisas: o Sacramento da Confissão ou Penitência; e o ato de contar os pecados ao confessor. Aqui estamos falando neste último sentido. Portanto confissão neste sentido é a acusação dos pecados cometidos depois do Batismo, feita a um sacerdote aprovado para dele receber a absolvição. 

   II - QUALIDADES DE UMA BOA CONFISSÃO. 
   Para ser boa, a confissão deve ter 3 qualidades: 1ª - Humilde; 2ª - sincera; 3ª - inteira.
   1ª - HUMILDE:  quer dizer que o penitente deve colocar-se diante do seu confessor como um réu diante de seu juiz, com muita humildade e submissão.

   2ª -  SINCERA: quer dizer que é necessário declarar os pecados como eles são, sem os aumentar, nem diminuir, nem desculpar.
   Quem fosse tentado a faltar à sinceridade na confissão deveria considerar duas coisas: a) que os que se confessam sem sinceridade não recebem o perdão dos pecados e cometem um sacrilégio; b) que os pecados confessados ficarão sempre ocultos, debaixo do inviolável sigilo sacramental.

   3ª - INTEIRA: quer dizer que se devem acusar todos os pecados mortais cometidos: o número, a espécie e as circunstâncias que mudam a espécie de pecado. O penitente deve acusar os pecados exatamente como os conhece, dando como certos os que são certos, como duvidosos os que são duvidosos, e responder com franqueza as perguntas justas do confessor. 
   Para que a confissão seja inteira é preciso que atenda a certas condições. Vejamos o que o penitente deve declarar, o que pode declarar e o que não deve declarar na confissão.

   a) O que o penitente deve confessar (MATÉRIA NECESSÁRIA): todos os pecados mortais cometidos depois do Batismo e ainda não perdoados diretamente pela absolvição (espécie, número e circunstâncias graves ou que alteram a espécie do pecado). Também são matéria necessária os pecados mortais que, por esquecimento, foram omitidos em confissão anterior.

   b) O que o penitente pode confessar (MATÉRIA LIVRE): os pecados veniais e os pecados duvidosos.
   Embora não seja obrigatória a confissão das faltas veniais, é bom acusá-las também para afervorar a contrição e obter um perdão mais eficaz. É melhor e mais proveitoso para a alma, contanto que não seja escrupulosa, declarar os pecados duvidosos para sossego da consciência.

   c) O que o penitente não deve declarar na confissão: os pecados dos outros, circunstâncias inúteis ou pormenores ociosos, relatório das próprias qualidades, etc.
    Pelo que acima ficou explicado, podemos concluir:
   1) Se o penitente não tem pecado mortal na consciência, basta acusar os pecados veniais cometidos e ainda não confessados. Se nem estes houver, basta acusar algum pecado mortal ou venial JÁ PERDOADO, renovando a contrição. Isto é MATÉRIA SUFICIENTE. 

   2) Imperfeições e pecados duvidosos que se acusassem, fora de qualquer outra falta, constituiriam MATÉRIA INSUFICIENTE. Isto significa que o confessor nem pode dar a absolvição. 

   III - CONFISSÃO GERAL.
   Para assegurar a integridade da confissão, ou seja, para remediar os defeitos da confissões precedentes, é coisa muito útil fazer confissão geral.
   Confissão geral é a acusação dos pecados de toda a vida ou de um período de tempo considerável. 

   Iniciamos a confissão assim: "Padre, dai-me a vossa bênção porque pequei. Há (tantos dias, meses, anos) que não me confesso e os meus pecados são...
   No fim da acusação diz: Peço perdão também para os meus pecados esquecidos e os da vida passada. 


    

terça-feira, 24 de julho de 2012

SACRAMENTO DA CONFISSÃO - CONTRIÇÃO

   1 - Em que consiste? Consiste no pesar e sincera detestação da ofensa feita a Deus, por ser Ele quem é.
   Contrição é arrependimento. É dor, um desgosto de ter ofendido a Deus. É uma dor da alma. Quando um rapaz vai roubar laranjas e cai da árvore e machuca o nariz, esta dor é uma dor do corpo, não é arrependimento. Mas, quando o mesmo rapaz pensa no pecado de roubo que cometeu tirando as frutas, se aflige de ter ofendido a Deus pelo pecado, isto é dor da alma, isto é arrependimento. 

   2 - Qualidades de uma boa contrição. A contrição para produzir frutos, deve ter quatro qualidades. 
   Deve ser: INTERIOR - quer dizer que deve nascer do coração e não dos lábios;
                  SOBRENATURAL - quer dizer que deve ser excitada em nós pela graça de Deus, fundada em motivos de fé. Quem se arrependesse de um pecado por considerações humanas, por exemplo, por ter perdido a saúde, a reputação, ou por ter estragado os negócios, não teria contrição sobrenatural;
                  SUMA - quer dizer que devemos ter maior pesar de ter ofendido a Deus do que se nos tivera acontecido qualquer outra desgraça, por maior que seja. 
                    O pecado é o maior mal do mundo. 
                   UNIVERSAL - quer dizer que a contrição deve se estender a todos os pecados cometidos, ao menos aos mortais. Se uma pessoa cometeu, por exemplo, quatro pecados mortais diferentes, e se arrepende só de três, não recebe o perdão de nenhum. 

   3 - Espécies de contrição. Há duas espécies de contrição: a perfeita, que propriamente se chama CONTRIÇÃO, e a imperfeita que se chama ATRIÇÃO.
   O que caracteriza estas espécies de contrição não é a intensidade do sentimento; é a maior ou menor perfeição dos motivos que a provocam. 
   A contrição é perfeita quando excitada pelo amor de Deus. Arrependemo-nos e detestamos o pecado, por ser ofensa a Deus infinitamente bom e amável sobre todas as coisas.
   A contrição é imperfeita quando excitada pela vergonha do pecado ou pelo receio dos castigos. O ódio ao pecado cometido não é pela injúria feita a Deus, mas pelo prejuízo que nos trouxe para a alma. Em outras palavras: detesta-se o pecado por sua fealdade sobrenatural ou por se ter perdido o céu e merecido as penas do inferno. 
   Uma comparação:
  Um pai chama seus dois filhos e lhes diz: meus filhos, a mãe de vocês está doente e necessita urgentemente de um remédio, senão corre risco de vida. Vão à cidade comprar  este remédio o quanto antes. Os meninos vão. Mas lá chegando encontram os colegas seguindo um carro com animais do circo. Se distraem, o tempo passa sem ver. Quando se decidem a ir à farmácia, esta já está fechada. Então ambos se arrependem a ponto de chorar. O mais novo diz: estou profundamente arrependido. Pobrezinha da mamãe! Tão boa! Prejudiquei a ela que me faz tudo de bom! - O mais velho também se arrepende e chorando diz: que burrice eu cometi, chegando em casa vou levar uma coça por não ter levado o remédio prá minha mãe! Ela pode morrer, e eu fico sem ela e sem seus carinhos!
   Pois bem! O primeiro, o mais novo teve arrependimento perfeito; o outro, o mais velho teve arrependimento imperfeito.
  
   Há vantagem da contrição perfeita sobre a imperfeita.
   A contrição perfeita, unida ao desejo de confessar-se, põe logo o pecador em graça de Deus; ao passo que a imperfeita só lhe alcança o perdão, unida ao sacramento.

  NÃO PODE HAVER PERDÃO DOS PECADOS sem a contrição deles. E quem não quer se confessar, também não pode ter contrição perfeita. 
   Para excitar em nós uma verdadeira contrição, havemos de considerar principalmente:
   1º A grave ofensa a Deus, que nos fez tantos benefícios, que é nosso pai, que tanto nos ama, e que é infinitamente digno de ser amado sobre todas as coisas e de ser fielmente servido.
   2º  As penas atrocíssimas que Jesus Cristo sofreu na sua paixão e morte pelos nossos pecados.
   3º  Os tormentos do inferno que merecemos com o pecado mortal e a felicidade do céu que perdemos.

Pequeno ato de contrição
   Meu Deus, tenho muita pena de ter pecado, porque ofendi a Vós, meu Sumo Bem, e porque mereci os castigos de vossa justiça. Perdoai-me, Senhor! Não quero mais pecar. 
     
   

sexta-feira, 20 de julho de 2012

DISPOSIÇÕES PARA BEM CONFESSAR

   Para fazer uma boa confissão, exigem-se cinco coisas: 1º Exame; 2º Contrição; 3º Propósito; 4º Confissão dos pecados; 5º Satisfação. 

O EXAME DE CONSCIÊNCIA

  1- Que é? O exame é uma diligente indagação dos pecados cometidos. 
  2- Como fazer? Devemos primeiramente pôr-nos na presença de Deus, examinar-nos com diligência sobre os pecados cometidos por pensamentos, palavras, obras e omissões, contra os mandamentos da lei de Deus e da Igreja e contra as obrigações do próprio estado.
   Quem não sabe ler passa na lembrança os dez mandamentos da lei de Deus e os cinco da Igreja e os pecados contra cada um deles, que aprendeu no catecismo.
   Devemos examinar-nos sobretudo sobre os maus hábitos e as ocasiões de pecado.
   3- É preciso indagar o número dos pecados, no caso dos pecados mortais. Quem não se lembra do número exato dos pecados, deve procurar o número que mais se aproxima do verdadeiro, considerando quanto tempo continuou naquele pecado. 

   4- E quanto às circunstâncias? Há circunstâncias que mudam a espécie de pecado ou mudam o pecado de venial em mortal; outras  ainda que aumentam muito a malícia do pecado; é preciso examiná-las também.
   Exemplos: Quem furtou coisa sagrada na Igreja, ou quem bateu em um sacerdote, deve notar esta circunstância do lugar sagrado ou da pessoa sagrada, para declará-la na confissão; porque em tal caso, o pecado de furto e falta de caridade vem a ser além disso um sacrilégio. 
   Outro exemplo: Quem furta cem reais comete um pecado mais grave do que quem roubasse um real. 

   5- E os pecados veniais? Não há obrigação de nos examinarmos sobre os pecados veniais; mas é coisa muito conveniente examinar-nos sobre os pecados veniais que mais agravam a consciência e que foram cometidos com vontade deliberada.

   6- Quanto tempo deve durar o exame? Deve-se empregar no exame, mais ou menos tempo, segundo a necessidade, isto é, segundo o número e a quantidade dos pecados que pesam na consciência e segundo o tempo decorrido depois da última confissão. Assim, para uns, bastarão cinco a quinze minutos, enquanto para outros serão necessários vinte a trinta minutos ou mais.

   7- Como se pode facilitar este exame? O exame tornar-se-á fácil, pensando nós nos lugares em que estivemos, nas pessoas que frequentamos e nas coisas em que nos ocupamos; e muito mais fácil se torna para os que têm o louvável costume de examinar todos os dias a consciência, coisa tão recomendada a quem quer viver cristãmente.
   Quem não se examina não descobre os seus pecados. Arrisca-se a faltar com a integridade da confissão.
   A Bíblia Sagrada diz que quem disser que não tem pecado, é um mentiroso. Não contando Maria Santíssima, só duas espécies de pessoas que não cometem pecado algum: aqueles que não chegaram ainda ao uso da razão e aqueles que perderam o uso da razão. 
   

quarta-feira, 18 de julho de 2012

SACRAMENTO DA PENITÊNCIA - Matéria e forma

  1.  Matéria: Podemos distinguir no Sacramento da Penitência a matéria remota e a matéria próxima.
Matéria remota: são todos os pecados cometidos depois do Batismo, ou mortais ou veniais, já confessados ou não.
Matéria próxima: são os três atos do penitente: contrição , confissão e satisfação. 
Quanto a matéria próxima deste Sacramento há grande diferença dos demais. Nos outros, a matéria consta de alguma coisa física, porém, no Sacramento da Confissão, conforme definiu o Concílio de Trento, há uma quase-matéria constituída pelos atos do penitente, a saber: a contrição, a acusação e a satisfação. O Concílio dá a estes atos o nome de quase-matéria, não por não terem caráter de verdadeira matéria, mas por não serem matéria de aplicação exterior, como a água no Batismo e o óleo do crisma na Confirmação.

   2. Forma: A forma consiste na ABSOLVIÇÃO dos pecados. Absolvição é a sentença pela qual o ministro do Sacramento perdoa os pecados do penitente. As palavras essenciais da fórmula da absolvição são as seguintes: "Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.". "Ego te absolvo a peccatis tuis, in nomine Patris, et Filii et Spiritus Sancti. Amen.

MINISTRO
   Só os bispos e os sacerdotes são ministros do Sacramento da Penitência. O poder de perdoar os pecados não foi concedido a todos os fiéis, como ensinam erradamente os luteranos. Só os Apóstolos, e através deles aos seus sucessores, é que foram dirigidas por Nosso Senhor estas palavras: "Serão perdoados os pecados àqueles a quem perdoardes".
   O sacerdote, para ouvir confissões, não basta ter o poder de ordem, poder este que recebe na ordenação sacerdotal; é preciso ter também o poder de jurisdição, isto é, o poder de julgar, que lhe há de dar o Bispo. É isto que se deve entender quando se diz que o sacerdote deve ser aprovado pelo Bispo para ouvir confissões. Para tanto, o Bispo não pode estar "suspenso a divinis". 

NECESSIDADE DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA
   O Sacramento da Penitência é necessário por necessidade de meio, para a salvação a todos os que cometerem pecado mortal depois do Batismo. O motivo é que não existe outro meio ordinário instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para remitir os pecados cometidos depois do Batismo. Contudo, em caso de necessidade, quando não é possível confessar, por exemplo, não havendo padre ou perdido o uso dos sentidos, bastará o desejo de receber o sacramento da penitência, ou por outras palavras: ter a vontade de confessar, unida à contrição perfeita.
   O Sacramento da Confissão é ainda necessário, para quem tem pecado mortal, por necessidade de preceito, tanto divino como eclesiástico. 
   Preceito divino: porque este sacramento é o único meio instituído por Nosso Senhor para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.
    Preceito eclesiástico: o segundo mandamento da Igreja obriga todos os cristãos que tiverem o uso da razão a se confessarem ao menos uma vez cada ano. A Igreja diz "ao menos": 1º) para nos dar a conhecer o seu desejo de que nos confessemos mais freqüentemente; 2º) para nos lembrar que nos confessemos quanto antes, quando reconhecemos culpados de pecado mortal. 
    Confessar-se freqüentemente é, pois, coisa muito boa e útil,  principalmente porque quem raras vezes se confessa, é difícil que se confesse bem e evite os pecados mortais.