SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

terça-feira, 24 de julho de 2012

SACRAMENTO DA CONFISSÃO - CONTRIÇÃO

   1 - Em que consiste? Consiste no pesar e sincera detestação da ofensa feita a Deus, por ser Ele quem é.
   Contrição é arrependimento. É dor, um desgosto de ter ofendido a Deus. É uma dor da alma. Quando um rapaz vai roubar laranjas e cai da árvore e machuca o nariz, esta dor é uma dor do corpo, não é arrependimento. Mas, quando o mesmo rapaz pensa no pecado de roubo que cometeu tirando as frutas, se aflige de ter ofendido a Deus pelo pecado, isto é dor da alma, isto é arrependimento. 

   2 - Qualidades de uma boa contrição. A contrição para produzir frutos, deve ter quatro qualidades. 
   Deve ser: INTERIOR - quer dizer que deve nascer do coração e não dos lábios;
                  SOBRENATURAL - quer dizer que deve ser excitada em nós pela graça de Deus, fundada em motivos de fé. Quem se arrependesse de um pecado por considerações humanas, por exemplo, por ter perdido a saúde, a reputação, ou por ter estragado os negócios, não teria contrição sobrenatural;
                  SUMA - quer dizer que devemos ter maior pesar de ter ofendido a Deus do que se nos tivera acontecido qualquer outra desgraça, por maior que seja. 
                    O pecado é o maior mal do mundo. 
                   UNIVERSAL - quer dizer que a contrição deve se estender a todos os pecados cometidos, ao menos aos mortais. Se uma pessoa cometeu, por exemplo, quatro pecados mortais diferentes, e se arrepende só de três, não recebe o perdão de nenhum. 

   3 - Espécies de contrição. Há duas espécies de contrição: a perfeita, que propriamente se chama CONTRIÇÃO, e a imperfeita que se chama ATRIÇÃO.
   O que caracteriza estas espécies de contrição não é a intensidade do sentimento; é a maior ou menor perfeição dos motivos que a provocam. 
   A contrição é perfeita quando excitada pelo amor de Deus. Arrependemo-nos e detestamos o pecado, por ser ofensa a Deus infinitamente bom e amável sobre todas as coisas.
   A contrição é imperfeita quando excitada pela vergonha do pecado ou pelo receio dos castigos. O ódio ao pecado cometido não é pela injúria feita a Deus, mas pelo prejuízo que nos trouxe para a alma. Em outras palavras: detesta-se o pecado por sua fealdade sobrenatural ou por se ter perdido o céu e merecido as penas do inferno. 
   Uma comparação:
  Um pai chama seus dois filhos e lhes diz: meus filhos, a mãe de vocês está doente e necessita urgentemente de um remédio, senão corre risco de vida. Vão à cidade comprar  este remédio o quanto antes. Os meninos vão. Mas lá chegando encontram os colegas seguindo um carro com animais do circo. Se distraem, o tempo passa sem ver. Quando se decidem a ir à farmácia, esta já está fechada. Então ambos se arrependem a ponto de chorar. O mais novo diz: estou profundamente arrependido. Pobrezinha da mamãe! Tão boa! Prejudiquei a ela que me faz tudo de bom! - O mais velho também se arrepende e chorando diz: que burrice eu cometi, chegando em casa vou levar uma coça por não ter levado o remédio prá minha mãe! Ela pode morrer, e eu fico sem ela e sem seus carinhos!
   Pois bem! O primeiro, o mais novo teve arrependimento perfeito; o outro, o mais velho teve arrependimento imperfeito.
  
   Há vantagem da contrição perfeita sobre a imperfeita.
   A contrição perfeita, unida ao desejo de confessar-se, põe logo o pecador em graça de Deus; ao passo que a imperfeita só lhe alcança o perdão, unida ao sacramento.

  NÃO PODE HAVER PERDÃO DOS PECADOS sem a contrição deles. E quem não quer se confessar, também não pode ter contrição perfeita. 
   Para excitar em nós uma verdadeira contrição, havemos de considerar principalmente:
   1º A grave ofensa a Deus, que nos fez tantos benefícios, que é nosso pai, que tanto nos ama, e que é infinitamente digno de ser amado sobre todas as coisas e de ser fielmente servido.
   2º  As penas atrocíssimas que Jesus Cristo sofreu na sua paixão e morte pelos nossos pecados.
   3º  Os tormentos do inferno que merecemos com o pecado mortal e a felicidade do céu que perdemos.

Pequeno ato de contrição
   Meu Deus, tenho muita pena de ter pecado, porque ofendi a Vós, meu Sumo Bem, e porque mereci os castigos de vossa justiça. Perdoai-me, Senhor! Não quero mais pecar. 
     
   

sexta-feira, 20 de julho de 2012

DISPOSIÇÕES PARA BEM CONFESSAR

   Para fazer uma boa confissão, exigem-se cinco coisas: 1º Exame; 2º Contrição; 3º Propósito; 4º Confissão dos pecados; 5º Satisfação. 

O EXAME DE CONSCIÊNCIA

  1- Que é? O exame é uma diligente indagação dos pecados cometidos. 
  2- Como fazer? Devemos primeiramente pôr-nos na presença de Deus, examinar-nos com diligência sobre os pecados cometidos por pensamentos, palavras, obras e omissões, contra os mandamentos da lei de Deus e da Igreja e contra as obrigações do próprio estado.
   Quem não sabe ler passa na lembrança os dez mandamentos da lei de Deus e os cinco da Igreja e os pecados contra cada um deles, que aprendeu no catecismo.
   Devemos examinar-nos sobretudo sobre os maus hábitos e as ocasiões de pecado.
   3- É preciso indagar o número dos pecados, no caso dos pecados mortais. Quem não se lembra do número exato dos pecados, deve procurar o número que mais se aproxima do verdadeiro, considerando quanto tempo continuou naquele pecado. 

   4- E quanto às circunstâncias? Há circunstâncias que mudam a espécie de pecado ou mudam o pecado de venial em mortal; outras  ainda que aumentam muito a malícia do pecado; é preciso examiná-las também.
   Exemplos: Quem furtou coisa sagrada na Igreja, ou quem bateu em um sacerdote, deve notar esta circunstância do lugar sagrado ou da pessoa sagrada, para declará-la na confissão; porque em tal caso, o pecado de furto e falta de caridade vem a ser além disso um sacrilégio. 
   Outro exemplo: Quem furta cem reais comete um pecado mais grave do que quem roubasse um real. 

   5- E os pecados veniais? Não há obrigação de nos examinarmos sobre os pecados veniais; mas é coisa muito conveniente examinar-nos sobre os pecados veniais que mais agravam a consciência e que foram cometidos com vontade deliberada.

   6- Quanto tempo deve durar o exame? Deve-se empregar no exame, mais ou menos tempo, segundo a necessidade, isto é, segundo o número e a quantidade dos pecados que pesam na consciência e segundo o tempo decorrido depois da última confissão. Assim, para uns, bastarão cinco a quinze minutos, enquanto para outros serão necessários vinte a trinta minutos ou mais.

   7- Como se pode facilitar este exame? O exame tornar-se-á fácil, pensando nós nos lugares em que estivemos, nas pessoas que frequentamos e nas coisas em que nos ocupamos; e muito mais fácil se torna para os que têm o louvável costume de examinar todos os dias a consciência, coisa tão recomendada a quem quer viver cristãmente.
   Quem não se examina não descobre os seus pecados. Arrisca-se a faltar com a integridade da confissão.
   A Bíblia Sagrada diz que quem disser que não tem pecado, é um mentiroso. Não contando Maria Santíssima, só duas espécies de pessoas que não cometem pecado algum: aqueles que não chegaram ainda ao uso da razão e aqueles que perderam o uso da razão. 
   

quarta-feira, 18 de julho de 2012

SACRAMENTO DA PENITÊNCIA - Matéria e forma

  1.  Matéria: Podemos distinguir no Sacramento da Penitência a matéria remota e a matéria próxima.
Matéria remota: são todos os pecados cometidos depois do Batismo, ou mortais ou veniais, já confessados ou não.
Matéria próxima: são os três atos do penitente: contrição , confissão e satisfação. 
Quanto a matéria próxima deste Sacramento há grande diferença dos demais. Nos outros, a matéria consta de alguma coisa física, porém, no Sacramento da Confissão, conforme definiu o Concílio de Trento, há uma quase-matéria constituída pelos atos do penitente, a saber: a contrição, a acusação e a satisfação. O Concílio dá a estes atos o nome de quase-matéria, não por não terem caráter de verdadeira matéria, mas por não serem matéria de aplicação exterior, como a água no Batismo e o óleo do crisma na Confirmação.

   2. Forma: A forma consiste na ABSOLVIÇÃO dos pecados. Absolvição é a sentença pela qual o ministro do Sacramento perdoa os pecados do penitente. As palavras essenciais da fórmula da absolvição são as seguintes: "Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.". "Ego te absolvo a peccatis tuis, in nomine Patris, et Filii et Spiritus Sancti. Amen.

MINISTRO
   Só os bispos e os sacerdotes são ministros do Sacramento da Penitência. O poder de perdoar os pecados não foi concedido a todos os fiéis, como ensinam erradamente os luteranos. Só os Apóstolos, e através deles aos seus sucessores, é que foram dirigidas por Nosso Senhor estas palavras: "Serão perdoados os pecados àqueles a quem perdoardes".
   O sacerdote, para ouvir confissões, não basta ter o poder de ordem, poder este que recebe na ordenação sacerdotal; é preciso ter também o poder de jurisdição, isto é, o poder de julgar, que lhe há de dar o Bispo. É isto que se deve entender quando se diz que o sacerdote deve ser aprovado pelo Bispo para ouvir confissões. Para tanto, o Bispo não pode estar "suspenso a divinis". 

NECESSIDADE DO SACRAMENTO DA PENITÊNCIA
   O Sacramento da Penitência é necessário por necessidade de meio, para a salvação a todos os que cometerem pecado mortal depois do Batismo. O motivo é que não existe outro meio ordinário instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para remitir os pecados cometidos depois do Batismo. Contudo, em caso de necessidade, quando não é possível confessar, por exemplo, não havendo padre ou perdido o uso dos sentidos, bastará o desejo de receber o sacramento da penitência, ou por outras palavras: ter a vontade de confessar, unida à contrição perfeita.
   O Sacramento da Confissão é ainda necessário, para quem tem pecado mortal, por necessidade de preceito, tanto divino como eclesiástico. 
   Preceito divino: porque este sacramento é o único meio instituído por Nosso Senhor para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.
    Preceito eclesiástico: o segundo mandamento da Igreja obriga todos os cristãos que tiverem o uso da razão a se confessarem ao menos uma vez cada ano. A Igreja diz "ao menos": 1º) para nos dar a conhecer o seu desejo de que nos confessemos mais freqüentemente; 2º) para nos lembrar que nos confessemos quanto antes, quando reconhecemos culpados de pecado mortal. 
    Confessar-se freqüentemente é, pois, coisa muito boa e útil,  principalmente porque quem raras vezes se confessa, é difícil que se confesse bem e evite os pecados mortais. 

     

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA PELA EXPLICAÇÃO DO QUADRO CATEQUÉTICO

SACRAMENTO DA PENITÊNCIA - Quadro catequético nº 22

   A representação principal está no centro do quadro: Nosso Senhor Jesus Cristo aparecendo aos Apóstolos no Cenáculo no mesmo dia da sua Ressurreição. Recebei o Espírito Santo. Os pecados serão perdoados àqueles a quem perdoardes e serão retidos àqueles a quem os retiverdes. Por estas palavras, Nosso Senhor instituiu o sacramento da Penitência ou confissão dando aos Apóstolos e a todos os padres o poder de perdoar os pecados.
   Jesus Cristo por várias vezes perdoou pecados durante sua vida. Vemos no alto deste quadro, à direita, um paralítico que foi levado a Jesus para que o curasse. Nosso Senhor disse-lhe: "Meu filho, tem confiança, teus pecados te são perdoados". Então alguns dos escribas que estavam presentes murmuravam no seu interior: "Este homem blasfema". Mas Jesus conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: "Por que pensais mal em vossos corações? O que é mais fácil dizer: Teus pecados estão perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra o poder de perdoar pecados: "Levanta-te, diz Ele ao paralítico: toma o teu leito e vai para tua casa". Imediatamente o paralítico ficou curado e foi para sua casa.
   Este quadro represente em baixo, à direita, um penitente que se confessou e que recebeu o perdão de seus pecados. Vemos representado, de um lado, seu anjo da guarda que lhe mostra o céu, e, do outro o demônio que é expulso de sua alma pela absolvição.
   Este quadro representa em baixo, à esquerda, uma pessoa que não quis se confessar ou fez a confissão mal feita. Por isso seu anjo da guarda se afasta chorando e o demônio puxa-o como seu escravo.
   Este quadro nos oferece, no alto, à esquerda, um modelo de contrição perfeita na pessoa de Santa Maria Madalena. Esta mulher, antes uma pecadora na cidade, vem um dia chorar suas faltas aos pés de Jesus Cristo na esperança de obter dele o perdão. Nosso Senhor, que estava à mesa na casa de um fariseu chamado Simão, declarou que muitos pecados foram perdoados a Madalena, porque ela tinha amado muito. Depois disse-lhe: "Vai em paz, teus pecados te são perdoados".

terça-feira, 17 de abril de 2012

O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU CONFISSÃO

   a) DEFINIÇÃO: A penitência, ou confissão, é um sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do batismo.

   Penitência: a penitência pode ser considerada como VIRTUDE  e como SACRAMENTO. Como VIRTUDE: é a dor e detestação do pecado cometido, com a   resolução de não mais cometê-lo e de o reparar. Como SACRAMENTO: é a definição dada acima; é o 4º sacramento da Nova Lei. Este sacramento é denominado penitência porque, para obter o perdão dos pecados, é necessário detestá-los com arrependimento, e porque quem cometeu um pecado deve submeter-se à pena ou penitência que  o confessor lhe impuser.

   Confissão: É chamado também confissão porque, para obter o perdão dos pecados, não basta detestá-los, mas é necessário acusá-los, declará-los ao confessor, isto é, fazer a confissão deles.

   b) INSTITUIÇÃO: Este sacramento foi instituído como efeito da infinita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, unicamente por causa de nossa salvação.
   Quem cometeu pecado mortal está condenado  ao  inferno e não merece perdão. Deus, porém, perdoa por sua misericórdia e não por direito do pecador. Portanto Deus pode pôr condições para conceder o perdão. Deus pode determinar o meio e o modo de dar o perdão. Agora, o único meio do perdão para os pecados cometidos APÓS O BATISMO é o sacramento da confissão. A quem não quer confessar-se, Deus não quer perdoar.
   Sabemos isto pelas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo. Era no dia em que Jesus ressuscitara. Os Apóstolos reunidos no Cenáculo. Jesus apareceu no meio deles sem que se abrissem as portas. Jesus soprou sobre os Apóstolos, para lhes fazer ver que lhes comunicava o Espírito Santo, e disse: "Recebei o Espírito Santo. Os pecados serão perdoados a quem perdoardes e serão retidos àqueles a quem os retiverdes". (Conf. S. Jo. XX, 21 a 23).  Reter o perdão quer dizer: não perdoar.
   Por isso, os fiéis vieram confessar os seus pecados aos Apóstolos, para deles receberem o perdão. O poder de perdoar os pecados foi transmitido aos padres pelo Sacramento da Ordem. Quem não quer confessar os seus pecados não recebe o perdão pelos apóstolos ou pelos sacerdotes. A eles Deus também retém, isto é, não perdoa os pecados.
   Deus pode perdoar pecados sem confissão, mas não o quer, como Jesus disse claramente.
   Quem não quer humilhar-se, e dizer os seus pecados ao sacerdote, Deus também não o quer exaltar e receber de novo na sua graça.
   Um cristão que se confessa não se humilha mais do que um rei que inclina a cabeça para nela receber a coroa.
   Havia um homem que tinha ofendido gravemente a seu rei, e por isso foi condenado à morte. Tudo já estava pronto para o supremo castigo, quando um ministro do rei veio dizer ao condenado que, em nome do rei, lhe perdoava o crime. Mas o condenado não quis aceitar o perdão pelo ministro, e exigiu que o rei mesmo viesse oferecer-lhe o perdão. Aquele pedido injusto e afrontoso não foi atendido e o homem sofreu a morte, e com razão.
   Na mesma condição se acham aqueles que querem o perdão de Deus, porém sem a confissão. O Senhor lhes oferece o perdão através de seu ministro, que é o padre. Eles, não aceitam: querem que o próprio Deus lhes dê o perdão, sem intermédio de outra pessoa. Exigir isso é ofender a Deus e tornar-se ainda mais indigno do perdão.
   Como Deus não tira O PECADO ORIGINAL SEM O BATISMO, também não tira OS PECADOS COMETIDOS DEPOIS DO BATISMO, sem a CONFISSÃO.
   Por isso ninguém pode dizer: "Eu me confesso só a Deus". Pois Deus não houve a confissão daquele que não quer confessar-se ao padre.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS NA SANTA MISSA

IMPORTÂNCIA DO CULTO INTERNO

   Já que é o ato central do culto divino, a Santa Missa deve ocupar o centro da existência de um cristão.
   O elemento essencial da participação do fiel consiste em UNIR  os próprios sentimentos de adoração, ação de graças, expiação e impetração aos que teve JESUS CRISTO ao morrer por nós, e que devem animar o sacerdote que oferece o Sacrifício da Missa. Esta união do culto interno, que se exterioriza nos atos externos, é que torna proveitosa a participação do fiel na Santa Missa. Limitar a participação do fiel a seguir os gestos e a repetir as palavras que se dizem no altar, considera Pio XII, "rito vão e formalismo sem sentido". (Mediator Dei).

   Já no Antigo Testamento, Deus rejeita os sacrifícios meramente exteriores: não só aqueles em que as vítimas, por manchadas, eram indignas do altar do Senhor, mas também aqueles em que se imolavam animais puros e luzidios. E no Novo Testamento, de modo geral, reprova o Divino Mestre aqueles que honram ao Senhor com os lábios e mantêm o coração longe d'Ele. (Cf. S. Mc. 7, 6; Isaías, 29, 13).
   Comentando as palavras de Nosso Senhor, diz Pio XII: "O Divino Mestre julga que são indignos do templo sagrado, e dele devem ser expulsos, os que presumem dar honra a Deus somente com palavras afetadas e atitudes teatrais, persuadindo-se que podem muito bem prover a sua eterna salvação, sem de seus espíritos arrancarem pela raiz os vícios inveterados".

   Os fiéis devem considerar suma honra participar no Sacrifício Eucarístico de maneira que a "união com o
Sumo Sacerdote não possa ser mais íntima, conforme a palavra do Apóstolo: Tende em vós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. (Fil. 2, 5). Isto exige de todo cristão que reproduza em si, quanto está nas possibilidades humanas, o mesmo estado de alma que tinha o divino Redentor quando realizava o Sacrifício de Si mesmo: a humilde submissão do espírito e a adoração, honra, louvor e ação de graças à Suprema Majestade de Deus; mais, reproduza em si mesmo a condição de vítima, a abnegação segundo os preceitos do Evangelho, o voluntário e espontâneo exercício da penitência, a dor e a expiação dos próprios pecados; numa palavra: QUE TODOS ESPIRITUALMENTE MORRAMOS COM CRISTO NA CRUZ,  de modo a podermos dizer com São Paulo: "Estou pregado na Cruz com Cristo." (Gal. 2, 19).
   Sendo, pois, os sentimentos internos o elemento essencial de nossa participação ativa no Sacrifício da Missa, é lógico que toda a participação externa só é boa quando nos leva àquela participação íntima, essencial.
   Já que a finalidade do Sacrifício é externar os sentimentos internos de adoração, ação de graças, expiação e impetração de favores, qualquer maneira de participar da Santa Missa que vise a excitar estes sentimentos é boa. Eis a razão porque Pio XII não quer que sejamos exclusivistas em determinar o modo como deverão os fiéis participar do Sacrifício Eucarístico.
   "Nem todos, diz o Papa Pio XII, estão aptos a compreender como convém os ritos e cerimônias litúrgicas. O talento, a índole e a mentalidade dos homens são tão vários e dessemelhantes, que nem todos podem igualmente ser impressionados e orientados pelas orações, cânticos e funções litúrgicas feitas em comum. Além disso, as necessidades e inclinações das almas não são iguais em todos, nem se conservam as mesmas em cada qual."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

COMUNHÃO - PARTE INTEGRANTE DO SACRIFÍCIO DA MISSA

   Pelo que já estudamos até aqui sobre o Santo Sacrifício da Missa, podemos concluir que ERRAM  e caem em heresia:
   1º) os que consideram a Missa uma mera assembléia dos fiéis para o culto divino, no qual se faz uma simples comemoração da Paixão e Morte de Jesus Cristo, ou seja do sacrifício outrora efetuado no Calvário;
   2º) os que aceitam a Missa como sacrifício de louvor e de ação de graças, mas lhe negam o caráter propiciatório em favor dos homens;
   3º) os que fingem ignorar a relação essencial que tem a Missa com respeito a Cruz, e pretendem que aquelea venha a ser uma ofensa a esta;
   4º) os que consideram a Missa principalmente uma Ceia, um banquete do Corpo de Cristo.

   Contra este último erro, a Doutrina Católica nos ensina que a Comunhão é parte INTEGRANTE,  e não essencial, do sacrifício. Integra-o, isto é, completa-o.
   Como todo sacrifício, assim no Eucarístico, a Hóstia ordena-se a ser consumida por parte do sacerdote e dos fiéis, ato que simboliza a amizade entre Deus e os homens, amizade e união que no Sacrifício do Altar não é apenas um símbolo, mas uma realidade. De fato, mediante a Comunhão, há uma união real entre Deus e o homem, pois que na Comunhão Jesus, a Hóstia de nossos altares, se torna alimento de nossas almas.


Escola de Fra Angelico (sec. XV) Florença -
Convento de São Marcos.

   Para a integridade do sacrifício, porém, basta a comunhão do celebrante, não se exige a dos fiéis, embora seja esta muito de recomendar-se. Pio XII, na Encíclica "Mediator Dei", é bem explícito: "Afastam-se da verdade aqueles que, capciosamente, afirmam,  que no Sacrifício da Missa se trata não só um sacrifício, mas de um sacrifício e de um banquete de confraternização". E ainda: "O Sacrifício Eucarístico, de sua natureza, é a imolação da vítima divina, imolação que é misticamente manifestada pela separação das sagradas espécies, e sua oblação feita ao Pai Celeste. A SAGRADA COMUNHÃO PERTENCE À INTEGRIDADE DO SACRIFÍCIO E À PARTICIPAÇÃO NELE;  e, enquanto é absolutamente necessária por parte do MINISTRO SAGRADO, por parte dos fiéis é somente muito RECOMENDÁVEL"

   Portanto: as Missas celebradas privadamente, sem a participação dos fiéis, não perdem o caráter de culto público e social, pois que nelas o sacerdote age como representante de Jesus Cristo, cabeça do Corpo Místico que se oferece ao Pai Eterno em nome de toda a Igreja.

A SANTA MISSA, SACRIFÍCIO SOCIAL

   Tanto na Ceia, como na Cruz, Jesus ofereceu-Se ao Pai Celeste, como vítima expiatória, sozinho. Ele ainda não havia fundado a sua Igreja. Antes, foi precisamente o sacrifício do Calvário, uma vez consumado, que deu origem à Igreja. A Igreja una, imaculada, virgem e santa esposa de Cristo nasceu do Sagrado Lado de Jesus morto na Cruz. Só então se formou o Corpo Místico de Cristo, a Igreja, ralidade sobrenatural e sociedade visível, cuja estrutura, no entanto, dada pelo seu Fundador, iria fixar-se nos primeiros tempos do Cristianismo.
   Formado seu Corpo Místico, Jesus jamais o abandona. Ele é sempre a Cabeça da Igreja. De maneira que, na Missa, já não é Ele sozinho que se oferece ao Pai Celeste, mas é a Igreja toda, a Cabeça - Jesus Cristo - e o Corpo, a Sagrada Hierarquia e o povo fiel. A Missa é o Sacrifício de Jesus, como Cabeça da Igreja. É assim o sacrifício de toda a Igreja. A Igreja, direta e propriamente, não CONSAGRA. São os SACERDOTES que imolam, agindo na pessoa de Cristo; mas eles OFERECEM também, em nome da Igreja. Neles, pois, o Sacrifício da Cabeça e o do Corpo Místico se unem e compenetram. Os fiéis não CELEBRAM, participam a seu modo, unindo seus sentimentos aos do sacerdote que celebra e aos do próprio Jesus Cristo que é imolado.