SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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domingo, 23 de julho de 2017

DEVO SALVAR-ME


"Deus Nosso Salvador quer que todos os homens se salvem" (cf. 1 Tim. II, 4).

Falamos anteriormente da graça santificante que é um hábito na alma e, portanto, permanente e só é perdida com a pecado mortal. Aqui neste artigo, falaremos das graças atuais que são passageiras. E é neste sentido que fala Santo Agostinho: "Temo a Jesus que passa e não volta mais".

Deus, Nosso Senhor quer a salvação de todos os homens.É uma verdade de fé: "Assim, não é a vontade de vosso Pai que está nos céus, que pereça um só destes pequeninos" (S. Mateus XVIII, 14). Deus, nosso Pai que está no céu, quer que todos os seus filhos se salvem, ou seja, que um dia, vão morar na sua verdadeira casa que é o Céu. Para tanto, dá as graças suficientes. Deus não quis, anteriormente à previsão dos méritos e dos pecados, salvar uns e perder outros; nem tão pouco tenha pensado assim: quero antes de tudo, e a todo custo, salvar Pedro e perder Judas, e por isso vou conceder a Pedro graças a que há de corresponder, e a Judas graças que não há de corresponder. Absolutamente não! porque, no seu amor infinito, Deus quer a salvação eterna de todos e poderá dizer a cada um dos condenados: "Que deveria eu fazer por ti que não tenha feito?" (cf. Isaías V, 4).

É bom, antes de nos aprofundarmos nesta meditação, ter em mente estas palavras de Santo Agostinho: "Quais são os eleitos? Vós, se o quiserdes" (In Ev. Joan., tr. 26, a. 2).  Há quem possa ser tentado a dizer: "O Céu foi preparado para outros: pois bem, sede outros e o céu terá sido preparado para vós" (In Ps. 126, n. 4).

Devemos também saber que, embora Deus queira não só a salvação mas também a santificação de todos, e, para tanto, dá as graças suficientes, é certo também que Ele não quer conceder a todos a mesma medida de graças. É o que Jesus ensina com a parábola dos talentos. Agindo livremente, por ser o Senhor de seus dons, e segundo os desígnios impenetráveis de sua Sabedoria infinita, determina que uns recebam grandes graças e outros graças menores. No que Deus faz para os menos favorecidos, fá-lo guiado sempre pela bondade e pelo amor. Jesus, em uma aparição a Santa Maria de Jesus Crucificado, Carmelita de Belém, disse: "Nenhuma alma se perde sem que eu lhe tenha falado mil vezes ao coração".

Eis uma verdade que muitos não entendem e desejo de coração que venham a entendê-la pela explicação de S. João Damasceno: "Deus prevê que os pecadores obstinados não se aproveitarão dos seus convites, preferindo perder-se. Ele mantém, apesar disso, o decreto que os chama à existência, e pelo qual lhes dará tais e tais auxílios, com os quais poderiam alcançar a salvação. Mantém-na, porquanto ele, Senhor e soberano, não pode depender de seus súditos, nem ser tolhido e impedido em seus desígnios pela má vontade alheia. Não é possível que Deus seja obrigado, antes de conceder seus benefícios, a prostrar-se diante de suas criaturas, e lhes perguntar humildemente de que graças estariam dispostas a se aproveitar. Nesse caso, diz o Santo, seria o pecador quem havia de vencer a Deus, cujo poder limitaria" (Cf. Fé Ortodoxa, L. IV, cap. XXI).

Deus fez o homem livre e respeita-lhe a liberdade. Ora, sendo livre, ele pode se aproveitar fielmente das graças divinas atuais que se sucedem quase que ininterruptamente. Mas o homem pode também, mostrar-se menos fiel, e, pela sua resistência ou negligência, colocar obstáculos, maiores ou menores à torrente das liberalidades divinas. Na verdade, Deus não se deixa vencer em generosidade; mas, também sente a ingratidão e, então, não dá tantas graças atuais como daria se a alma fosse generosa e agradecida. Jesus reclamou daqueles nove leprosos que curados no caminho, não voltaram para agradecer. E é evidente que ao samaritano agradecido, Jesus concedeu mais graças: "Tua fé te salvou". Caríssimos, que responsabilidade quando essa graça que tanto custou a Jesus, se torna inútil por nossa culpa! Que ingratidão, que loucura! Quão terríveis são as maldições proferidas por Jesus contra aqueles que abusam de grandes graças: "Ai de ti, Corozain, ai de ti, Betsaida... No dia do juízo haverá menos rigor para Tiro e para Sidon do que para vós" .  "E tu Cafarnaum, que te elevas até ao céu, serás abaixada até aos infernos... Sim, eu te digo, haverá menos rigor no dia do juízo para o pais de Sodoma que para ti" (S. Mateus XI, 21-23).

 Quando, por culpa da pessoa, a graça de Deus  se torna estéril, também não serão tão frequentes como antes. Há também outro crime em relação às graças divinas: a negligência. São Paulo admoesta seu discípulo Timóteo: "Não negligencies a graça que te foi dada" (2 Tim. IV, 14). "Por que, pergunta São Francisco de Sales, não progredimos no amor de Deus como Santo Agostinho, S. Francisco de Assis, Santa Catarina de Gênova, Santa Francisca Romana? É, Teótimo, porque Deus ainda não nos concedeu essa graça. E por que não no-la concedeu? Porque não correspondemos devidamente às suas inspirações" (Trat. do Amor de Deus, 11, II). E o Santo da mansidão faz esta comparação: "Se nos derem um remédio e o recusarmos por culpa própria, o remédio ficará sem efeito. Se, em vez de o tomarmos todo, bebermos apenas um gole, não produzirá o efeito desejado, e isto ainda por nossa culpa. Assim se dá com a graça: pede-nos muito. Se não lhe dermos senão uma parte do que nos pede, ou se, em vez de lhe darmos tudo de boa vontade, lho dermos com certa reserva, com certo receio, e, por assim dizer, de mau grado, a graça não produzirá os efeitos salutares que Deus desejava operar por seu meio; sem se tornar inteiramente estéril, será, por nossa culpa, pouco fecunda". Muitas almas não progridem na vida interior porque tem receio de fazer sacrifícios, não são dóceis. Jesus lhes fala ao coração para pedir-lhes sacrifícios, como faz com todos os seus filhos; estas almas tíbias, no entanto, encontram sempre pretextos fúteis para se esquivar.

Deus quer a nossa santificação e, no entanto, seus planos de bondade ficam tolhidos por aquelas almas que não querem fazer violência a si mesmas, são pouco corajosas. São almas, que na prática, mesmo que não o digam, se contentam em ser servas de Deus e recusam a amizade íntima com o seu Pai do Céu. No fundo é falta de mortificação. Para, pois, corresponder aos desígnios de Deus, seria necessário fazer violência a si mesmas, mortificar o seu corpo, os seus gostos, reprimir a sua imaginação, conter as suas palavras, renunciar a si mesmas constantemente. Preferem a mediocridade para poderem viver mais suavemente. Temem as provações, as contradições, as humilhações. Tem-se a impressão que estas almas temem ser santas! E, assim como a generosidade atrai mais graças, esta negligência é castigada pelo escassez das graças. E aqui, devemos ter em mente uma verdade assustadora: como jararacas dorminhocas, as paixões mais degradantes se encontram sempre no fundo da alma humana, e basta que Deus retire em parte suas graças, e diminua a sua proteção, para a alma cair no lodo. Assim Deus castiga o pecado pelo próprio pecado, e recompensa a virtude por um acréscimo de virtude. Sem dúvida, se a justiça é temperada pela misericórdia, não é porém aniquilada. A bondade de Deus o incita a conceder graças aos próprios pecadores; a justiça, porém, obriga-O a diminuí-las e a punir o pecado, deixando-o produzir, ao menos em parte, seus funestos efeitos. As graças escolhidas que Deus dá às almas dóceis, generosas e gratas, recusa-as às almas tíbias, mesquinhas e ingratas.

Mais uma importante observação: uma única resistência à graça já causa uma grande perda espiritual, mas uma longa série de infidelidades e o hábito de afastar as inspirações divinas, produz efeitos ainda mais funestos. Eis uma verdade constatada nas almas: os pecadores voltam aos seus pecados, os medíocres à sua mediocridade, as almas fervorosas à sua habitual generosidade. "Quem tem, ser-lhe-á dado mais ainda, o que não tem muito, até o pouco que tem lhe será tirado". Aí está a explicação entre os perfeitos e os não perfeitos. Os primeiros são sempre dóceis ao Divino Espírito Santo; os segundos são sempre ou quase sempre negligentes e resistem ao Divino Espírito Santo.


Caríssimos, já que tantas vezes ouvimos a voz de Deus, não queiramos endurecer o nosso Coração. Sejamos cumpridores dos nossos deveres em relação ao Doce Hóspede e Santificador de nossas almas: nunca expulsar da alma pelo pecado mortal, o Espírito Santo; nunca contristar na alma pelo pecado venial deliberado, o Espírito Santo, e nunca resistir às inspirações do Espírito Santo. Amém!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

IMPORTÂNCIA DA SALVAÇÃO


"Que aproveitará a um homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma?" (S. Mateus XVI, 26).
"Eu vos mostrarei a quem haveis de temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno, sim, eu vos digo, temei este" (S. Lucas XII, 5).

A minha salvação é negócio todo meu. Se eu, pois, não trato dele, quem vai tratar dele por mim? E mais, é um negócio meu, e de mim todo, isto é, da minha alma e do meu corpo. Se salvo a minha alma, salvarei também o corpo que no fim do mundo será ressuscitado por Deus e subirá glorioso e imortal com Jesus para o Paraíso Eterno. Portanto a salvação é um negócio meu, de mim todo e por toda eternidade. Não se trata de uma dignidade, de um ofício, de um lucro temporal e que acabam ao muito com a morte. Santo Estanislau Kostkca, jovem de 16 anos, maltratado até fisicamente pelo seu irmão mais velho, por não querer acompanhá-lo nas festas mundanas, dizia: "Meu irmão perdes o tempo, não me posso resolver ao que queres; porque o meu negócio é superior a todos os demais negócios e é mais importante que tudo neste mundo, e é todo meu e de toda a eternidade; e este negócio é o da minha salvação".  

Segundo as palavras do Divino Mestre acima citadas, vemos que o negócio da salvação é, sem dúvida, o mais importante, e até devemos concluir que é o único necessário. Se alguém fosse tão grandioso e afamado, tão rico e que pudesse gozar todos os prazeres da carne como Salomão, mas, ao morrer, fosse para o inferno, que valeria tudo isto. Melhor seria a sorte do pobre Lázaro! E, no entanto, a maior parte das pessoas no mundo vive como se a morte, o juízo, o inferno, a glória e a eternidade não fossem verdades da fé, mas apenas fábulas inventadas pelos padres que seguem a Tradição. Hoje a gente lê na Internet como pessoas até choram, vivem com tranquilizantes quando perdem um animal de estimação como um cachorro, um macaco, uma vaca, um cavalo etc. Há casos em que a tristeza é tão grande que causa depressão, não se alimentam e nem dormem direito. E quantas diligências para encontrá-los! E, no entanto, muitos perdem a graça de Deus, e entretanto dormem, riem-se e gracejam!... Vendo-os como assim vivem, dir-se-ia que nunca hão de morrer ou nunca deverão prestar contas a Deus de suas vidas. Mesmo os poucos que ainda acreditam no inferno, não pensam nele e acabam perdendo-se. Os cuidados do mundo absorvem-nos e  nem pensam em suas almas. Os homens estão tão materializados que concentram toda sua atenção nas coisas da terra.
Persuadamo-nos, pois, diz Santo Afonso, de que a felicidade eterna é para nós o negócio MAIS IMPORTANTE, o negócio ÚNICO,o negócio IRREPARÁVEL se não o pudermos realizar. É, sem dúvida,, o negócio mais importante, porque é das mais graves consequências , em vista de se tratar da alma, e, perdendo-se esta, tudo está perdido. "Devemos estimar a alma como o mais precioso dos bens, dizia São João Crisóstomo: "Anima est toto mundo pretiosior". E caríssimo é só meditar um pouco sobre a alma para compreendermos o que estamos explicando: Deus criou a alma à Sua imagem e semelhança.  Deus sacrificou seu próprio Filho à morte para salvar nossas almas (S. João III, 16). O Verbo Eterno, o Filho Único de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, não vacilou em resgatá-las com seu próprio sangue (1 Cor. VI, 20). Daí esta palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Que dará o homem em troca de sua alma"? Na verdade, se alma tem assim tamanho valor, qual o bem do mundo que poderá dar em troca o homem que a vem perder? Por isso, São Filipe Nery chamava de louco ao homem que não trabalhava na salvação de sua alma.

Dizia Santo Afonso de Ligório: "Se houvesse na terra homens mortais [que acabassem como os animais]   e homens imortais [com um destino por toda eternidade] e aqueles vissem estes se aplicarem afanosamente às coisas do mundo, procurando honras, riquezas e prazeres terrenos, dir-lhes-iam sem dúvida: "Quanto sois insensatos! podeis adquirir bens eternos e só pensais nas coisas miseráveis e passageiras, condenando-vos a penas eternas na outra vida!... Deixai-os, pois; nesses bens só devem pensar os desventurados que, como nós, sabem que tudo se acaba com a morte!"...  E continua o Santo Doutor da Igreja: "Isto, porém, não é assim: todos somos imortais". Que loucura, portanto, a daqueles que, por causa dos miseráveis prazeres do mundo, perdem a sua alma? Não entendemos que os poucos cristãos que ainda creem no juízo, no inferno, na eternidade, possam viver sem receio de nenhuma dessas coisas? Basta morrer, e esta vem como um ladrão, e a pessoa entra na eternidade e não pode voltar atrás. Ou feliz ETERNAMENTE, ou infeliz ETERNAMENTE!

A salvação eterna não é só o mais importante, senão também o único negócio que nesta vida temos obrigação de cumprir: "Entretanto uma só coisa é necessária" (S. Lucas X, 42). São Bernardo deplora a cegueira dos cristãos que, qualificando de brinquedos infantis certos passatempos da infância, chamam negócios sérios suas  ocupações mundanas. Na verdade, maiores loucuras são as néscias puerilidades dos homens. Daí, caríssimos, a premente necessidade de meditarmos nesta advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro  se vier a perder sua alma?" (Mt XVI, 26). Perdida a alma, tudo está perdido: honras, divertimentos e riquezas . Ouçamos São Paulo: "Eis, pois, o que vos digo, irmãos: o tempo é breve; resta que os que têm mulheres, sejam como se as não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que compram, como se não possuíssem; os que  usam deste mundo, como se dele não usassem, porque a figura deste mundo passa como uma sombra". São Paulo exorta-nos a não termos apego a nada deste mundo, mesmo nas coisas permitas, porque devemos considerar os prazeres permitidos no matrimônio, os bens adquiridos com justiça, enfim todas as coisas agradáveis e também desagradáveis deste mundo,  como sombras, mas, além disso, não sombras permanentes, mas passageiras. 

Caríssimos, para alcançar a salvação é necessário que, na hora da morte, apareça a nossa vida semelhante à de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Os que Ele (Deus) conheceu na sua presciência, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho..." (Rom. VIII, 29).  Para este fim devemos esforçar-nos em evitar as ocasiões perigosas e empregar os meios necessários para conseguir a salvação. Se chegarmos na praça das cidades e perguntarmos aos presentes: quem aí quer ganhar o Céu, ser feliz por toda eternidade? Todos responderão que sim. Mas quase todos, para não dizer todos, querem-no mais desde que seja sem o menor incômodo. Querem seguir a dois senhores ao mesmo tempo. Mas Jesus disse que isto é impossível e o Reino do Céu terá que ser conquistado com uma força de vontade em renunciar-se a si mesmo.

A salvação da alma, além de ser um negócio o mais importante, um negócio único, vamos ver agora afinal que é também um negócio IRREPARÁVEL. Caríssimos todos os erros de nossa vida podem ser reparados, mas se a pessoa errar quanto à sua salvação, então, não há como reparar este erro. Depois da morte, não se volta atrás. "Foi estabelecido a todo homem morrer uma só vez, e depois virá o juízo" (Hebr. IX, 27). O Espírito Santo condena a heresia espírita da reencarnação. Para quem se condena, não há possibilidade de remédio. Morre-se uma vez, e perdida uma vez a alma, está perdida para sempre. Disse Santa Teresa d'Ávila: "Se alguém perde, por sua culpa, um vestido, um anel ou outro objeto, perde a tranquilidade e, às vezes, não come nem dorme. Qual será, pois, ó meu Deus a angústia do condenado quando, ao entrar no inferno, se vir sepultado naquele cárcere de tormentos, e, atendendo à sua desgraça, considerar que durante toda a eternidade não há de chegar remédio algum! Sem dúvida exclamará: Perdi a alma e o paraíso, perdi a Deus; tudo perdi para sempre, e por que? por minha culpa!".

O demônio, pai da mentira, procura incutir no pecador apegado ao pecado, o seguinte pensamento: depois me confessarei, mais tarde mudarei de vida. E quantos, por causa dessa maldita esperança, se condenam! Aqui vale a advertência de São Paulo: "De Deus não se zomba! o que o homem semear, isso irá colher" (Gálatas, VI, 7). Depois, devemos considerar que a esperança dos obstinados no pecado não é esperança, mas sim presunção e ilusão que não promovem a misericórdia divina, mas provocam a justa indignação do Juiz Supremo. "Se dizes, observa Santo Afonso, que presentemente não estás em estado de resistir às tentações, à paixão dominante, como resistirás mais tarde, quando, em vez de aumentar, te faltará a força pelo hábito de pecar? Por uma parte a alma estará mais cega e mais endurecida na malícia, e por outra faltar-lhe-á o auxílio divino". Deus dá a graça suficiente, mas, por culpa do pecador, esta graça tornar-se-á ineficaz.


Ah!, meu Jesus! peço-vos amor e dor e estas graças unidas à da perseverança até à morte e vo-las peço através de Maria Santíssima. Ouvi-me por aquele amor que vos fez sacrificar por mim a vida no Calvário. Amém!