SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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sexta-feira, 15 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


15 de março

O PATROCÍNIO DE SÃO JOSÉ

   O senhor o fez dono da sua casa e príncipe de suas possessões: É assim que nos referimos a São José nas orações litúrgicas. José é verdadeiramente o senhor de tudo quanto pertence a Jesus e Maria. Tem, pois, o direito de posse sobre a Igreja, obra grandiosa e admirável do Redentor. Jesus é o Fundador e Cabeça da Igreja. São José não foi chamado Pai, não foi o protetor e o sustentáculo de Jesus na terra? Ao direito de posse segue o poder de São José. É incontestavelmente o poder do Santo Patriarca no céu e na terra. E a aclamação popular também confere a São José o direito de Protetor da Igreja Universal. Esta aclamação começou no século XII, foi crescendo de século em século até àquela súplica de todo o orbe católico a Roma pedindo fervorosamente a proclamação solene do Santo Patriarca como PADROEIRO DE TODA A IGREJA.  E o Papa Pio IX em 08 de dezembro de 1870 fez a solene Declaração. 

   Em todas as basílicas de Roma os sinos anunciaram a glória de São José naquele momento soleníssimo. E em todo orbe católico uma onda de alegria invadiu os corações dos devotos de São José. Desde então a Igreja nunca deixou de recorrer ao seu Pai e Protetor em todas as horas mais difíceis que atravessou e atravessa nestes tristes dias. 


EXEMPLO

São José e o fundador das Escolas Cristãs

   São João Batista de La Salle,  o fundador dos Irmãos das Escolas Cristãs, se distinguiu por uma grande devoção a São José. Recomendava encarecidamente aos seus filhos espirituais que nunca deixassem de homenagear a São José, cada dia em todas as casas do Instituto por ele fundado. Haviam de recitar quotidianamente, com fervor, as ladainhas de São José. Na última enfermidade o santo fundador, preso ao leito de dores, sentia uma grande tristeza por ver que se aproximava a festa do seu Santo Patrono e não poderia celebrar a santa missa. Desejava tanto esta graça, mas não ousava pedi-la, com receio de faltar à perfeita conformidade com a vontade de Deus na doença. Todavia no dia 18 de março, pelas dez horas da noite, sentiu de repente que lhe voltavam as forças. Imaginou ser uma ilusão, um sonho, e não o disse a ninguém. No dia seguinte, grande festa do Santo Patriarca, sentiu as mesmas boas disposições da véspera. Experimentou levantar-se, e o fez com facilidade e rapidez. No auge da alegria preparou-se com todo fervor para a santa missa e a celebrou com um recolhimento e uma piedade impressionantes. Julgaram todos os Irmãos que São José lhe havia restituído a completa saúde. Depois de haver celebrado o santo sacrifício como um homem robusto e sadio, e dado fervorosa ação de graças, sentiu-se desfalecer.

   Todos os sintomas da moléstia reapareceram. A graça estava alcançada. A última santa missa celebrada fora no dia 19 de março. Pouco dias depois o santo expirou, juntando piedosamente as mãos e lançando um olhar cheio de amor e de confiança à imagem de São José. 

quinta-feira, 14 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


14 de março

O PODER DE SÃO JOSÉ

   É a opinião de Santo Tomás de Aquino que São José nos pode ver e valer em todos os negócios e necessidades . 

   "Invocamos os santos, diz São Francisco de Sales, para algumas necessidades particulares, como se as graças e os dons dos milagres fossem divididos por cada um, em proporções limitadas. São José, porém, tem o remédio para todas as necessidades do corpo e da alma no crédito que possui junto de Nosso Senhor".

   Santa Teresa d'Ávila e Santo Afonso dizem o mesmo. Aos outros santos recorremos em uma ou outra de nossas necessidades. O poder de São José, porém, se estende a todas, não tem limites.

   É fácil compreendê-lo: A intercessão de São José junto de Deus e de Maria é a de um Pai e Esposo sempre obedecido. Com que segurança e com que autoridade não pede Ele pelos seus devotos!

   São Bernardino de Sena assim fala: "Não podemos duvidar que Jesus Cristo conserva sempre no céu para com São José a ternura e respeito que lhe testemunhou outrora na terra, isto é, ternura e respeito de Filho. Bem longe de ser diminuída, esta piedade filial vai crescendo sempre".

   "Notem-se, acrescenta Santo Afonso, as palavras ternura e respeito; elas significam que este Soberano Senhor que se dignou venerar a São José cá no mundo como a seu Pai, não lhe nega coisa alguma daquilo que ele lhe pede". A experiência faz dizer a Santa Teresa d'Ávila: "Conheço por longa experiência o poder que São José goza junto de Deus; quisera persuadir a todo o mundo a honrá-lo com uma devoção particular. Notei sempre pessoas que progrediam na virtude, porque lhe tinham verdadeira devoção. Contento-me com pedir, por amor de Deus, àqueles que não quiserem acreditar em mim, que façam disto experiência".

   São José possui uma caridade capaz de amar a Deus com um amor paternal e abraçar, com o mesmo paternal amor, a Igreja e cada um de nós, e isto com a irresistível influência que tão grande amor lhe dá.


EXEMPLO

Salvo e convertido por São José

   Em Colônia, Alemanha, uma esposa, verdadeiramente cristã e devota de São José, tinha profunda mágoa ao ver a indiferença religiosa e, às vezes, a impiedade do marido. Era ele homem que na infância havia recebido uma educação cristã de mãe piedosa, e depois os amigos ímpios e as lutas e negócios o afastaram completamente da Igreja e de todas as práticas da religião. Quando quis se casar, fingiu algum sentimento religioso e conseguiu desposar uma prendada jovem, que se distinguia por sua angelical piedade. Pouco dias após o matrimônio, tirou a máscara e revelou-se o ímpio que era. Ridicularizava as orações da esposa, impedia-a muita vez de frequentar os sacramentos e zombava das coisas e pessoas sagradas. No dia 1 de março, aniversário natalício da esposa, trouxe-lhe um rico presente. Ao agradecer, disse ela com receio e voz trêmula:
   - Meu querido, eu seria muito mais feliz com outro presente...
   - Que presente?!...
   - A tua alma... a tua pobre alma... e desatou a chorar.
   Em vão procura o esposo consolá-la.
   - Pois bem, diz ele, pede-me o que quiseres; eu prometo fazer tudo, para que não chores mais neste dia tão belo.
   - Então vem comigo, hoje, até à matriz e assistiremos juntos ao sermão e à bênção do Santíssimo  na novena de São José.
   - Pois, se é apenas isso, vamos! Enxuga essas lágrimas.

   A igreja estava repleta. O padre falou sobre São José. Não era bom orador, mas sabia doutrinar. Pediu aos ouvintes que invocassem a São José com toda confiança, sobretudo nos perigos.
   Ao saírem da matriz, diz a esposa: "Meu querido, eu te peço uma coisa e me hás de prometer cumpri-la. Nada mais fácil. Bem sei que não crês, mas em todos os perigos em que te achares reza esta jaculatória: São José, rogai a Deus por mim! Só isto... prometes-me?" "Nada mais fácil. Pois não. A promessa há ser fielmente cumprida".

   Passaram-se meses. Numa tarde viajava o moço, quando um horroroso desastre no trem lhe faz lembrar a promessa feita. Um choque tremendo e a locomotiva se precipita violentamente contra uma montanha de pedra. O sinal de alarme soou e o moço lembrou-se do prometido. Gritou logo: "São José, rogai a Jesus por mim! Valei-me, São José!"
   Não se sabe como ele saiu ileso, sem um ferimento, em face de um montão de ruínas e de cadáveres. Jaziam por terra os vagões em pedaços, e sete amigos, seus companheiros de viajem, estavam mortos e completamente mutilados. Não pôde conter as lágrimas e, profundamente reconhecido, agradeceu a São José tamanho favor. Voltou à casa transformado. Converteu-se, tornou-se um católico modelar e fervoroso. E cada ano, no mês de março, preparava em casa um altar e o adornava de flores, e diante da imagem do santo querido ardiam sempre velas e se faziam fervorosas preces.
   
   "São José, dizia ele, me salvou e me converteu! Salvou minha vida e converteu minha pobre alma!"

   

quarta-feira, 13 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


13 de março

HUMILDADE DE SÃO JOSÉ

   Tudo nos fala da humildade de São José nas páginas do Evangelho. Maria foi tão pequenina e simples, tão silenciosa e oculta! O anjo a louva: cheia de graça, e anuncia-lhe a Encarnação do Verbo e Ela responde: Ecce ancilla Domini - Eis aqui a escrava do Senhor. E no entanto mais do que as rainhas todas da terra, bendita entre as mulheres, era a Mãe do próprio Deus! Que humildade profunda a de Nossa Senhora! Tal foi também a humildade de São José. Sempre na penumbra, no silêncio, foi uma sombra do Pai Eterno no mistério da Encarnação. João Batista e os Apóstolos tinham por missão sublime revelar Jesus ao mundo, pregar o Verbo Encarnado. José devia ocultá-lo, desde a Anunciação até os últimos dias da vida de Nazaré. O Divino Espírito Santo cercou toda a vida do Santo Patriarca de silêncio e de humildade. Era nobre, da família de Davi, descendente de Salomão, o mais rico e poderoso dos reis da terra. E, no entanto, nos dias de vida de José, a família ilustre e real a que pertencia havia decaído e estava na obscuridade. quem reconheceria naquele carpinteiro humilde um homem de sangue real, da casa gloriosa de Davi?

   A riqueza é outra fonte de orgulho. E poderia ter sido rico São José. Deus o fez bem pobre para receber o Rei dos reis, o Senhor dos senhores que se fez pobre por nosso amor. Sofreu as privações duras da pobreza, do exílio, da miséria. Viu o Filho de Deus nascer numa estrebaria!

   As honras trazem também consigo o orgulho da vida. José não recebeu sequer uma só homenagem dos homens. Até ao se referirem a Jesus, que fazia prodígios e falava a ponto de arrebatar as turbas, perguntavam todos, verdadeiramente surpreendidos: Não é Ele o Filho do carpinteiro? Era como se dissesse: Não é o Filho de José, aquele pobre operário? Na visita dos Magos a Belém, na Apresentação do Templo, no encontro de Jesus no Templo entre os doutores, louvam, glorificam, admiram todos o Deus-Menino. José passa ignorado e silencioso. Sempre a desempenhar a missão original de sombra do Verbo Encarnado. Nada brilha, tudo é humildade e silêncio em torno de José. 
   Houve santo mais humilde? 


EXEMPLO

A mensagem de São José

   Num dos quarteirões de Paris residia uma família dotada de alguma fortuna. Um casal e a filha, chamada Josefina. Viviam felizes, em prosperidade de negócios. Nada lhes faltava. Imprevidentes, gastavam quanto iam recebendo, sem economias para o futuro e sem cuidado na aplicação das rendas. Um dia, caiu enfermo o chefe da casa e maus negócios os levaram rapidamente a uma extrema miséria. Deixaram o palacete confortável, obrigados pelos credores, e foram morar em pobre mansarda, num dos subúrbios longínquos da grande cidade. Os pobres velhos choravam, abatidos e desanimados. Josefina, porém, não perdia a calma e o sorriso habituais. Era boa costureira e bordava com perfeição. Procurava trabalho e dia e noite não descansava. Saía cada tarde a entregar as peças e com o dinheiro recebido comprava sempre o necessário para a casa. Muita vez, pobrezinha!, voltava de mãos vazias. Passavam algum dia sem alimento suficiente. Resolve procurar uma colocação, onde possa contar com ordenado certo cada mês e com trabalho extraordinário e noturno, para dar algum conforto aos pais. Entregou a sua causa a São José. O tempo vai passando. Sempre aquela vida atribulada e incerta, semeada de lágrimas, não raro de alguma fome.

   Aproximava-se a festa do Patrocínio de São José. A moça piedosa e devotíssima do Padroeiro de todas as necessidades teve uma ideia original. Entra no quarto pobre, toma uma folha de papel e escreve uma carta a São José pedindo um emprego, um meio de ganhar a vida e sair daquela situação embaraçosa. Ingenuamente assina: Josefina de tal, residente em tal rua - Bairro de Paris - costura, borda com perfeição.

   Dobra o escrito, amarra-o com uma fitinha, vai a uma gaiola onde trazia presa uma linda pomba, dependura-lhe o bilhete sob uma das asa e solta-a, dizendo: Vai, pombinha querida, vai para onde São José te mandar e hoje mesmo venha a resposta do céu! Era um gesto de ingênua e doce confiança no Patrono das causas mais desesperadas. E, depois, Josefina sentiu-se feliz e tranquila. Não invocara São José em vão. Poucas horas depois, um carro pára defronte da porta da humilde mansarda.

   Um senhor bem trajado e ainda moço pergunta:
   - Mora aqui a senhorita Josefina de tal?
   - Sim, responde a jovem, sou eu mesma.
   - Escreveu, a senhorita, este bilhete?
   - Sim, e como o foi encontrar?
   - Sob as asas de um pobre pomba que entrou em meu escritório e de lá não queria sair. Observei que ela trazia este bilhete; li-o, e aqui estou. Sou devoto de São José. Resolvi abrir esta semana uma fábrica de roupas brancas e bordados. Faltava-me, porém, alguém para ensinar e dirigir as primeiras operárias. Pedi a São José que ma arranjasse. Providencialmente, entra-me a pombinha pelo escritório a dentro, encontro este bilhete e venho a saber que, aqui, a senhorita Josefina e seus pais sofrem privações. Permita-me, senhorita, que lhe ofereça já uma quantia para solver os compromissos de que fala no bilhete, e quero desde já contratá-la para dirigir minha oficina.

   Os velhos pais choraram de alegria e da mais profunda gratidão.
   _ Como São José é bom! disseram todos juntos.

   Em breve, Josefina estava à frente das oficinas vastas, no centro de Paris.

   O patrão se pôs a observá-la e notou ser, a jovem, de fina educação, bondosa, modesta, rica de prendas. 

   E de uma simpatia mútua chegaram ao noivado e ao casamento. Os negócios prosperaram. Voltaram os bons tempos de outrora. No lugar de honra do salão principal do palacete, foi colocada uma bela estátua de São José. E aos pés da imagem uma pombinha branca embalsamada, e em letras douradas no pedestal: "A MENSAGEIRA DE SÃO JOSÉ".

terça-feira, 12 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


12  de março

VIRGINDADE DE SÃO JOSÉ

  ESPOSO DA VIRGEM DAS VIRGENS: O Esposo da Virgem das virgens e o Pai adotivo do Rei das virgens, o homem cuja missão foi mais bela que a dos anjos e o fez superior aos espíritos angélicos, como não seria virgem? Em vão a impiedade, a heresia e uma falsa tradição de alguns evangelhos apócrifos, procuram negar a virgindade perpétua de São José. A tradição teológica reprova estes erros e afirma com unanimidade impressionante o admirável privilégio do Santo Patriarca. É uma verdade teologicamente certa, da qual não é lícito nem  sequer duvidar. É um dogma de fé que Jesus nasceu de Maria Virgem por obra e graça do Espírito Santo. José foi virgem para ser Esposo predestinado da Virgem Mãe. Os Padres mais antigos da Igreja defendem com ardor a virgindade de São José. São Justino e Orígenes. "É certo, diz Santo Atanásio, que José e Maria guardavam perpétua continência".  E São Jerônimo, combatendo o herege Helvídio que negava a virgindade de Maria, diz: "Dizes que Maria não permaneceu virgem. Pois eu afirmo ainda mais: por Maria foi virgem também São José". E Santo Agostinho diz: "Guarda, ó José, com Maria a comum virgindade, para que sejas Pai de Cristo pela castidade e honra da virgindade". 

 
 Jesus Cristo, amante das almas puras, nascido de uma Virgem que teve para lhe preparar os caminhos o Precursor virgem: São João Batista. O discípulo predileto foi virgem: São João Evangelista; Jesus, que amava a inocência das criancinhas, para esposo de sua Mãe Puríssima e Pai adotivo não havia de escolher um homem revestido da pureza dos anjos? A virgindade de São José foi inviolável, antes e depois do mistério da Encarnação. É doutrina certa, diz o Cardeal Lepicier, e a opinião contrária é inteiramente errônea, falsa e ofende aos ouvidos pios. 


 São José fez o voto de castidade, consagrou-se a Deus. Maria consagrou a Deus a sua virgindade e ao anjo responde não ser possível a sua Maternidade. Só se tranquiliza e diz sim, quando o Enviado Celeste lhe garante que havia de conceber pela virtude do Espírito Santo e seria Mãe permanecendo virgem. Ora, diz o Padre Cantera, a prudência exigia da parte de Maria Santíssima que se não unisse em matrimônio a um homem cujos propósitos ignorava e de cuja finalidade e pureza não tivesse sólidas garantias. Dado o amor de Maria pela virgindade a tal ponto, segundo muitos autores, que a preferia à própria Maternidade Divina, não teria aceito como esposo quem, como Ela, não estivesse obrigado pelo mesmo voto. Por revelação ou por outros meios, Nossa Senhora sabia dos propósitos de São José. Assim pensam Santo Tomás de Aquino e todos os teólogos. Por ser esposo de Maria, foi virgem São José. Se o Salvador, escreve Santo Tomás, na cruz antes de expirar quis recomendar sua Mãe virgem a um discípulo virgem, como poderia suportar que o Esposo de Maria não fosse virgem também? José foi a sombra do Pai Eterno.. Era mister pois uma virgindade excelsa, mais que angélica, para merecer tão grande honra. O mistério da Encarnação o exige. Tudo, em torno dele, há de ser puro e santo. O Pai Adotivo do Rei das virgens havia de ser virgem. O título de Pai de Jesus, merecido por São José, supõe a virgindade perpétua e eminente do Santo Patriarca. "Creio, diz São Bernardino de Sena, que José foi puríssimo em virgindade, profundíssimo em humildade, ardentíssimo no amor de Deus, altíssimo na contemplação, solícito esposo da Virgem"

   Caríssimos e amados leitores, hoje, em que o mundo se chafurda na lama da impureza e o escândalo arrebata as almas e campeia desenfreado, oh! como devemos recorrer a São José, imitar a São José e lhe suplicarmos de todo coração a graça da pureza! 

EXEMPLO

São José protege os neo-comungantes

   O diretor de um colégio resolveu preparar seus alunos neo-comungantes com uma fervorosa novena a São José. Reuniu todos os alunos e lhes falou: "Meus filhos, vamos nos preparar para um grande dia neste colégio: o da primeira comunhão. Recorramos a São José e lhe peçamos, numa fervorosa novena, a graça de evitarmos que os nossos neo-comungantes cometam um sacrilégio e que, entre eles, não apareça um Judas". No último dia da novena, véspera da primeira comunhão, um menino veio procurar um sacerdote confessor e, chorando, lhe disse:
   - Meu bom padre, não pude dormir esta noite. Parecia-me ver São José a cada instante e uma voz me repetia: "Vai te confessar, porque tua alma está cheia de pecados. Queres morrer como Judas? Confessa teus pecados de impureza, que ocultaste nas confissões!" Aqui estou, meu padre, e quero reparar os enormes sacrilégios que cometi. São José me salvou!"
   Confessou-se, arrependido sinceramente, e tornou-se um modelo de piedade no colégio. Teve, inclusive, a humildade de revelar para todos que havia feito confissões mal feitas por ocultar os pecados contra a santa pureza.
   A primeira comunhão assim preparada sob a proteção e bênçãos de São José, foi edificante e consoladora. 

segunda-feira, 11 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


11 de março

AS VIRTUDES DE SÃO JOSÉ

   FÉ E ESPERANÇA; José, diz o Evangelho, foi justo, ou homem adornado de todas as virtudes, como o interpretam os Santos Padres.

   Depois de Maria, foi a criatura mais perfeita e mais santa. Todas as virtudes resplandeceram fulgurantes na alma do Castíssimo Esposo da Mãe de Deus.  Vejamos as virtudes teologais.

   A , a esperança e a caridade. A fé, diz o Concílio de Trento, é a raiz de toda justificação, pois o Apóstolo afirma que sem ela não é possível agradar a Deus. É um dom do céu, uma virtude sobrenatural. 

   Toda vida interior tem sua base sólida na fé. O justo vive da fé, diz São Paulo.

   Se isto se diz de qualquer justo, quanto mais daquele que mereceu ser chamado justo pelo Espírito Santo!

   Ninguém, depois de Maria, possuiu uma fé mais viva e em mais alto grau. Na perplexidade de abandonar a Esposa, na dúvida terrível que o assalta, basta a palavra do anjo para o tranquilizar. Ele crê, fez como lhe mandou o anjo e recebeu Maria. No presépio de Belém vê nascer, em extrema pobreza, a Jesus. É possível que o próprio Deus seja aquela Criança, pequenina, a tiritar de frio numa estrebaria? José, em silêncio, crê e adora.

   O anjo lhe aparece e ordena que fuja para o Egito. E José crê e obedece. Foge. Sempre fiel ao divino Redentor, reparando as ofensas dos que não creem. José acreditou que sua Esposa Virgem seria Mãe de Deus, e viveu não só na presença de Deus, mas na companhia íntima de Pai com filho, sendo seu Filho o próprio Deus!. Que esperança firme a do Santo Patriarca!. Não hesita. Confia sempre na Providência, trabalha, sofre, luta toda a vida cheio de esperança na eternidade. A esperança de José era sólida. Não duvidou um instante. Deus o cumulou de felicidade e glória.

A CARIDADE: Caridade, isto é, amor. Quem amou a Deus entre as criaturas todas, depois de Maria, mais ardentemente que São José? Ele é mais abrasado que os Serafins. Quem viveu mais na intimidade do Coração de Jesus entre os santos? Os dois discípulos de Emaús, comenta Santo Afonso, sentiam-se abrasados de amor divino nos poucos momentos que acompanharam o Salvador e ouviram a sua palavra: Não é verdade, diziam eles entre si, que nosso coração ardia dentro de nós, enquanto Ele nos falava pelo caminho? Que devemos nós pensar das chamas de santa caridade que se desenvolveram no coração de São José, durante os trinta anos que Ele passou na companhia do Filho de Deus, escutando os planos de vida eterna que saíam da sua boca, observando os exemplos perfeitos da humildade, paciência e obediência que Ele dava, mostrando-se tão pronto em ajudá-lo em seus trabalhos e servi-lo em tudo na casa. Ó santa intimidade de amor mais abrasado que o dos Serafins!

   Nenhum espírito celeste, diz São Cipriano, teve a ousadia de chamar a Deus: Meu Filho! Simeão, exultou de alegria porque viu e tomou nos braços um instante o Salvador do mundo! Que diremos da honra, do amor e da felicidade de São José por viver na intimidade de Pai com Jesus? João, o discípulo amado, teve a honra de recostar a cabeça sobre o peito de Jesus e se abrasou de amor. Foi o Apóstolo da caridade. É José? O próprio Deus, o Rei dos Serafins recostou-se e adormeceu sobre o coração de seu Pai Adotivo!


 EXEMPLO

Um pai consolado pelo anjo

   Um homem devotíssimo do Santo Patriarca tinha o costume de celebrar, cada ano, a festa de 19 de março com todo fervor possível, Tinha três filhos. Um deles morreu no dia mesmo da grande festa,  enquanto se celebravam as solenidades. No ano seguinte, no mesmo dia, morre o segundo filho.  Duas mortes em duas festas de São José! O pai, aflito, não podia compreender o mistério. Havia rezado tanto ao querido Pai e Protetor! No terceiro ano chegou a ter medo de celebrar a festa de São José. Ficava-lhe ainda um filho e receava perdê-lo no grande dia. Seja por medo ou para dissipar as mágoas, resolveu fazer uma viagem. Enquanto caminhava por uma estrada deserta, pensativo e triste, levanta os olhos e, diante de um horrendo quadro, vê dois moços enforcados, pendentes de uma árvore. Um anjo lhe aparece e diz: Estás vendo estes dois moços? Pois teus dois filhos teriam acabado como eles, no forca,. se tivessem vivido. No entanto, como eras devoto de São José, obteve o Santo Esposo de Maria que morressem na infância para os livrar do pecado e do inferno, após esta triste sorte que lhes estaria reservada. Volta e celebra a festa de São José sem temor. O filho que te resta será um dia sacerdote, bispo e dará muita glória a Deus. 
   O piedoso homem volta para a sua cidade e ainda celebra com mais fervor a festa de São José, aquela vez. 
   E tudo aconteceu como havia dito o anjo. O menino cresceu, foi mais tarde ótimo sacerdote, bispo, e faleceu santamente após um longo episcopado fecundo em boas obras. 

domingo, 10 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


10 de março

RESSURREIÇÃO DE SÃO JOSÉ

   Não é absolutamente nem temerária, nem sem bom fundamento a ressurreição do Santo Esposo de Maria. Devemos estar lembrados, porém, que a Santa Igreja nada definiu a este respeito.

   Mas quando e como teria acontecido? 

   Diz o Evangelho que, por ocasião da morte de Nosso Senhor na cruz, as sepulturas se abriram e muitos corpos de santos que estavam dormindo o sono da morte ressuscitaram. E saindo dos monumentos depois da ressurreição, entraram na cidade santa e apareceram a muitos (Cf. S. Mat. XXVII, 51, 53). Segundo a opinião de Santo Tomás de Aquino, São Jerônimo, Orígenes e muitos outros intérpretes da Escritura, não foram apenas aparições de mortos, mas verdadeiros corpos ressuscitados, antecipando a ressurreição da carne antes do Juízo. Era conveniente, disse Santo Tomás, que, livres dos laços da morte, fossem testemunhas da ressurreição de Jesus e o acompanhassem na glória do céu. Não voltaram ao silêncio dos túmulos, mas foram com Cristo à glória celeste. 

   Ora, entre os ressuscitados não podia faltar, em primeiro lugar, o Santo Patriarca, Esposo de Maria.

   Se aqueles mortos ressuscitaram, para dar testemunho da divindade de Jesus, quem mais do que São José poderia dar provas desta divindade? Os que ressuscitaram na morte de Cristo foram obviamente os justos falecidos recentemente, para que pudessem ser reconhecidos. Ora, ninguém mais conhecido que São José, tantas vezes lembrado pelo povo quando falava de Jesus: "Não é este o Filho do carpinteiro?"

   São Francisco de Sales escreve: "Não devemos duvidar que São José goza de singular poder junto d'Aquele que o levou ao céu em corpo e alma. Como poderia Deus negar este privilégio a São José?"

   O sábio Pontífice Bento XIV afirma que se pode crer piedosamente na ressurreição de São José.

   Diz São Bernardino de Sena: O Filho de Deus, Jesus Cristo, honrou a seu Pai adotivo com o mesmo privilégio que sua Mãe Santíssima, de tal maneira que assim como Maria subiu aos céus gloriosa em corpo e alma, assim também no dia da sua ressurreição levou consigo o santíssimo José, a fim de que os que neste mundo participaram dos mesmos trabalhos e graças, reinassem no céu em corpo e alma, cumprindo-se o que diz o Apóstolo: Se sois companheiros nos trabalhos, o sereis na consolação.


EXEMPLO

   Conformidade admirável

   Uma epidemia devastava toda uma região da França. Sofriam principalmente os pobres que morriam abandonados. Um padre caridoso entra numa miserável  choupana onde, vítima da peste, agonizava um velho piedoso.

   - Coragem, meu filho, paciência! Nosso Senhor lhe dará força para suportar tanto sofrimento. Sofre muito, não é?

   - Não, meu querido padre, não sofro muito, e quer saber por que? Tomei São José por meu padroeiro e meu modelo. Nunca me queixo de minha sorte. Trabalhei muito em minha vida, sofri demais, porém nunca desanimei. Quando pensava em meu São José, oh! tudo era fácil, tudo era doce! Sou carpinteiro, suei, trabalhei, lutei na pobreza como São José. Pensava nele dia e noite. Não tenho medo da morte. E se recobrasse a saúde, desejaria continuar a viver sofrendo como antes e sempre pobre.

   O padre, admirado, pergunta-lhe:
   - E está conformado em deixar esta vida?
   - Sim, meu padre, seja porém o que Deus quiser! Dou graças a Deus pela minha vida toda e estou pronto para a morte. Sinto que a morte aí vem. Adeus, adeus...

   E após haver recebido os sacramentos, expirou placidamente, como o justo. 

sábado, 9 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


9 de março 

É OPINIÃO ATÉ DE SANTOS:  SÃO JOSÉ TERIA SIDO SANTIFICADO NO SEIO MATERNO.

   
A Santa Madre Igreja nada definiu sobre o assunto. Por isso, dizemos que se trata de mera opinião. Explanamos o assunto porque é opinião até de Santos e de grandes Teólogos.

    Esta prerrogativa, isto é, ser preservado do pecado original antes de nascer, foi possuída pelo Profeta Jeremias e São João Batista. Daquele se lê na Sagrada Escritura: "Antes de saíres do seio de tua mãe, eu te santifiquei" (Jeremias, I, 5). E de São João Batista diz o Evangelho: "Será cheio do Espirito Santo desde o seio de sua mãe" (São Lucas, I, 15). 

   Ora, José, maior que João Batista pela união com Cristo e incontestavelmente mais santo e maior que Jeremias, não teria o privilégio da santificação no seio materno? Santo Afonso Maria de Ligório aceita e defende esta opinião que, aliás foi defendida pela primeira vez por Gerson, o sábio chanceler da Universidade de Paris. Ele apresentou esta tese ante a venerável assembleia do Concílio de Constança. 

   O Cardeal Lepicier diz que: José nunca manchou a sua alma com a mais leve sombra de pecado em toda a sua vida mortal. Assim o exigiam o lugar que ocupou na Sagrada Família e enfim as ligações mais estreitas com Deus e com a Mãe de Deus. Portanto, segundo a opinião de muitos santos e teólogos, São José teria sido confirmado em graça, pela missão sublime que recebeu de Deus.


EXEMPLO

Milagre de confiança em São José

   Um noviço da Companhia de Jesus, cheio de esperança pela sua piedade e inteligência, via-se atacado de tuberculose. A moléstia fez rápido progresso. Magro, pálido, reduzido a extrema fraqueza, estava para deixar o noviciado e voltar para o seio da família. A decisão do médico o abalou até nas profundezas da alma. Pediu ao Superior apenas que o deixasse ficar em religião mais uns dias. 
   - Quero fazer uma novena a São José. Sei que não há para mim remédio algum e nenhuma esperança na terra. Todavia, diz-me o coração que São José dará remédio a tudo. Quero só ficar aqui mais o tempo de uma novena. Meu padre, conceda-me esta graça por amor de São José!
   O Superior, comovido até às lágrimas, o consentiu e fez mais: pôs toda a comunidade em orações a São José durante a novena, naquela mesma intenção. O enfermo estava tão convencido de que obteria a graça da cura, que começa a escrever um panegírico a São José durante a novena, para ser recitado no refeitório do Noviciado na festa do Patrocínio.
   E, no entanto, as forças lhe iam faltando e a febre sempre mais alta. A laringe afetada pelo mal, com a característica rouquidão, tornava-lhe a voz quase sumida.
   Na véspera da festa de São José, levanta-se cambaleante e vai à procura do Padre Superior: 
   - Quero pregar, amanhã, meu panegírico a São José!
   - Não é possível, meu filho! Seria um absurdo!
   - Permita-me, Sr. Padre Superior, a experiência, custe-me o que custar. Tenho aqui comigo uma convicção, uma certeza de que terei forças para fazer e serei feliz. 
   A custo obteve a licença. Sobe ao púlpito com surpresa geral da comunidade, compadecida de o ver assim ofegante, pálido e febril. As primeiras palavras do orador não são quase percebidas, tal a rouquidão e a tosse que o perturbam. Depois, a voz se torna mais clara, inteligível e mais sonora. E, enfim, era a pregação eloquente, piedosa, edificante, a ponto de comover todo o auditório entusiasmado. A graça estava alcançada. 
   São José fez o prodígio. O noviço repentinamente sentiu-se curado e um vigor novo lhe passa por todo corpo. Desce do púlpito tão forte e sadio como antes da enfermidade, e puderam todos celebrar com santo delírio de entusiasmo, naquele ano, a festa do Patrocínio de São José.
   Este moço, ordenado mais tarde sacerdote, foi enviado às Missões de Madagascar, e só veio a falecer depois de longos anos de rudes trabalhos missionários num péssimo clima. Cheio de méritos, partiu para a eternidade após uma heroica vida nas Missões.

sexta-feira, 8 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


8 de março

AS DORES E ALEGRIAS DE SÃO JOSÉ

   AS DORES.

   A primeira dor de São José foi ante o mistério da Encarnação. Maria concebeu por obra e graça do Espírito Santo. Não podia duvidar da pureza angelical de Maria. Que perplexidade horrorosa! Que noites de angústia e de amargura! Silêncio, lágrimas e orações. E até que o anjo lhe revele o mistério, como sofre! José, seu Esposo, como era justo e não queria infamá-la, quis abandoná-la ocultamente. (S. Mat. I, 19).

   A segunda dor é naquela noite fria de Natal. Ver-se abandonado nas ruas de Belém com Maria quase à hora do inefável parto e sem encontrar uma hospedaria. Que sofrimentos naquelas horas de abandono e de pobreza, a baterem de porta em porta, sempre rejeitados e maltratados!

   A terceira dor foi na circuncisão do Menino Jesus. Era uma operação dolorosa e via José as primeiras gotas de sangue do Redentor!

   A quarta dor veio da profecia de Simeão: Eis que este menino será posto para ruína de muitos em Israel e como sinal de contradição. E a Maria disse: Uma espada de dor há de transpassar o teu coração. Viu José toda a Paixão de Jesus e conheceu o oceano de amarguras que havia de ser o coração de sua Esposa. 

   A quinta dor: A fuga para o Egito. Herodes quer matar ao Deus-Menino. o anjo avisa a José. E José, levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, de noite, e se retirou para o Egito.Abandono de um lar, viagem penosa pelo deserto, fome, pobreza, duro exílio, desprezo de um povo estranho e pagão. 

   Sexta dor: O anjo avisa José que volte para a Galileia , mas Arquelau, terrível, reinava na Judeia e José experimentou a amargura de ver ainda ameaçada a vida da Criança Divina. 

   Sétima dor: Perde Jesus em Jerusalém. Durante três dias procuraram aflitos, Maria e José, ao Menino, objeto de seu amor e ternura. Mas outras angústias, sofriam com Jesus; aqui é a ausência de Jesus o maior tormento. 


AS ALEGRIAS.

  Primeira alegria: Após a angústia inenarrável das perplexidades depois do mistério da Encarnação, José ia deixar a sua Esposa quando o anjo do céu lhe revela a feliz nova: José, filho de Davi, disse-lhe o anjo em sonho, não temas receber a Maria tua Esposa, porque o que nela nasceu é obra do Espírito Santo. Que consolação!

   A segunda alegria foi quando na gruta de Belém nasceu Jesus, em meio de pobreza extrema, é verdade, mas cercado de anjos e adorado por Maria e José. Naquela noite bendita, quais não haviam de ser os sentimentos de alegria do castíssimo José!

   A terceira alegria foi quando na circuncisão coube a José a honra de dar o nome a Jesus. Aquele nome mil vezes bendito, diante do qual se dobram em reverência os céus e a terra, foi dado por José em nome do Pai Eterno. 

   A quarta alegria: veio a paz, depois da imensa dor da profecia de Simeão. O Menino Deus seria, é verdade, alvo de contradição, e uma espada de dor transpassaria a alma de sua Mãe, mas aquela Criança foi posta no mundo para ressurreição de muitos em Israel. Quantas almas não se salvariam por Jesus! Era isto que naquela hora encheu de consolação a alma de José. 

   A quinta alegria foi à entrada do exílio: vinham cansados e exaustos os pobres peregrinos, após a caminhada e as privações do deserto, mas quanta alegria ao verem tombados os ídolos pagãos dos egípcios (Isaías, XIX, 21). 

   A sexta alegria, Passou-se o tempo do exílio. Herodes morreu e voltam para a Galileia, à casa humilde e feliz de Nazaré. Após o exílio tão penoso no Egito, viram de novo a pátria querida e a sua gente. Podiam tranquilos passar agora na humildade, no silêncio de Nazaré os dias felizes da intimidade com Jesus.

   A sétima dor. Três dias procuraram, angustiados e aflitos, a Jesus. Afinal O encontram no Templo. Tanto maior era a dor tanto maior a alegria. Encontraram Jesus sentado entre os Doutores. Ouviram narrar os prodígios da Criança portentosa, que tão bem explicava as Escrituras. Viram Jesus após três dia de ausência. Imaginai a ventura de São José nesta hora!


EXEMPLO

Origem da devoção às sete dores e alegrias de São José

   Navegavam dois Padres Franciscanos nas costas de Flandes, quando se levantou uma horrenda tempestade, e o navio em que viajavam submergiu com os trezentos passageiros que levavam. A Divina Providência permitiu que se salvassem os dois franciscanos sobre umas tábuas, nas quais navegaram três dias entre a vida e a morte.
   
   Lembraram-se de São José naquelas horas de angústia. Recomendaram-se fervorosamente ao Santo Esposo de Maria. No mesmo instante apareceu-lhes um homem cheio de majestade e bondade, ofereceu-se para os guiar sobre as tábuas  e os conduziu rapidamente a um porto, onde saltaram em terra. Os dois frades caíram de joelhos aos pés do seu salvador, num agradecimento comovido:

   -  Quem és? perguntaram-lhe, curiosos.

   -  Eu sou José, Esposo de Maria e Pai Adotivo de Jesus. Se quereis agradecer-me e fazer alguma coisa que me seja agradável, não deixeis de rezar sete vezes o Pai-Nosso e sete vezes  a Ave Maria, em memória das sete dores com as quais minha alma foi afligida na terra, e em memória das sete alegrias que consolaram meu coração quando vivi no mundo com Jesus e Maria.

   E, ditas essas palavras, desapareceu. 

   Daí veio a propagação desta prática tão bela de piedade, a mais popular e a mais agradável a São José.  
    

quinta-feira, 7 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


7 março

SÃO JOSÉ NO TEMPLO

 
 A Lei de Moisés ordenava que, quarenta dias após o parto, as mães se apresentassem no Templo para a sua purificação e fizessem a oferenda prescrita que era um cordeiro e uma pomba, se os pais eram ricos, ou então um casal de pombos ou rolas, se eram pobres. Esta oferenda era, a um tempo, sacrifício e holocausto. Sacrifício em expiação do pecado contraído pela geração da prole, e holocausto de consagração que se fazia do filho a Deus. Se a criança era um primogênito, e filho de Levita, ficava no templo para o serviço do culto, e se não era levita, deveria ser resgatado pelo preço de cinco ciclos. Esta lei dos primogênitos lembrava a morte que Deus enviara a todos os primogênitos do Egito, para libertar o povo de Israel da tirania do cativeiro de Faraó. Jesus não estava obrigado à circuncisão e nem estava Maria à Lei da Purificação. Veio o Salvador ao mundo pela Virgindade Maternal de Nossa Senhora, que não experimentou nem as dores nem as misérias das outras mães. Quis obedecer a Mãe de Deus.

   As circunstâncias da Apresentação no Templo nos mostram, naquelas cenas tocantes, como estaria a alma de São José. Inundada de consolações e transpassada de dor. Foi um mistério de alegria e de dor. Simeão toma nos braços o Menino e vê realizado o que desejou ardentemente ver: a Redenção de Israel. É a imagem do Sacerdote da Nova Lei. O primeiro Ministro do Altar que recebe nas mãos o Filho de Maria. Depois da bênção, do cântico de alegria, a profecia dolorosa: Este Menino será ruína e ressurreição de muitos em Israel, será alvo de contradição e uma espada de dor há de atravessar a tua alma.

   Não se pode compreender a dolorosa e profunda impressão causada na alma de São José ao contemplar sua Castíssima Esposa naquela hora. Parecia já contemplar o quadro horroroso do Calvário, ver o Sangue de Jesus e as lágrimas de Maria. É certo que compreendeu toda a profecia e a via cumprida desde então. A presença tão amável do Menino Jesus, o doce convívio de Maria ainda tornavam mais amarga a lembrança do que se havia de cumprir. Toda a vida de José, desde aquela hora, foi um misto de felicidade e amargura. A paz e o encanto da Sagrada Família não se podem imaginar e nunca houve maiores na terra. Porém, conhecer o futuro de sua Esposa ao pé da cruz e saber que os encantos adoráveis do seu Filho Adotivo seriam transformados como um verme dilacerado pelos açoites e coberto de chagas numa cruz no Calvário! "Estou como um verme e não homem", dissera o Profeta de Jesus. José tinha diante de si este quadro ao ter nos braços seu Filho querido, e ao contemplar Maria, via-a transpassada pela espada cruel. 

    Assim, o Santo Patriarca é nosso Protetor seguro nas aflições desta vida terrena. 


EXEMPLO

São José salva uma agonizante

   Uma jovem de 27 anos cai enferma, em estado grave, com uma tuberculose que a levava à sepultura, consumindo-a dia a dia. Recebera outrora, esta moça boa educação religiosa, e até à idade de 18 anos fora bem fiel à prática dos sacramentos. Depois, as más leituras e más companhias a arrastaram a uma vida mundana e perdera a fé. No estado lastimoso em que se achava, rejeitava todo conforto espiritual.  O mal fazia-lhe rápido progresso no organismo. Estava às portas da morte.
   Alguém lhe falou em sacramentos. 
   - Não e não! É inútil falar-me nisso. Não tenho fé, não me confesso, e se Deus existe, há de ter misericórdia de mim!
   Algumas pessoas amigas e os parentes da infeliz tuberculosa lembraram-se do poder de São José, e começaram, todos, uma novena ao Patrono dos agonizantes. 
   No segundo dia da novena falaram à doente se desejava a visita de um sacerdote.
   - Não me falem em padre! Deixem-me sossegada. Não tenho fé! Retirem-se! replica, toda indignada.
   A novena continua e a enferma parecia ainda mais obstinada que antes. Uma jovem piedosa, da família, exclama:
   - É inútil! São José, desta vez, não nos quer ouvir, Ela morre sem sacramentos!
   - Não fales assim, diz uma amiga; é falta de confiança. Pois já que entregamos a São José esta pobre alma, fiquemos tranquilas. Prometi ao santo uma novena de ação de graças e tenha certeza que ele me ouvirá!
   Quarto, quinto, sexto dia da novena. A doente sempre pior de corpo e de alma.
   No sexto dia a enfermeira não se conteve. Foi à capela queixar-se a São José: Ó meu santo protetor, por que ficar surdo a tanta oração? A doente agoniza e está cada vez pior. Como dizem que quem recorre a São José sempre é atendido! Como Santa Teresa nos garante o poder e a eficácia da proteção vossa, meu grande santo, em todas as aflições? Pois não se trata de uma alma?
   E as lágrimas lhe corriam pela face, numa queixa dolorosa.
   Não havia terminado a queixa, quando a enferma chama-a e lhe diz, ofegante: "Sinto-me muito mal, muito mesmo... Mande chamar o padre..."
   Veio logo o sacerdote. Confessou-se com grandes sinais de dor e recebeu piedosamente o Viático. Sentia voltar em sua pobre alma toda aquela vida de outrora. Expirou resignada e contente, a invocar os nomes de Jesus, Maria e José. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


6 de março

Leitura espiritual  -  SÃO JOSÉ EM BELÉM

   
O edito de César Augusto obriga a José e Maria a procurarem sua cidade de origem. Ali estava o insondável desígnio da Providência. As profecias iam ser cumpridas. Na cidade, ninguém os recebe. Não há lugar para Maria e José nas hospedarias. Desprezados, famintos naquela fria noite, procuravam um abrigo em pobre e miserável gruta, uma estrebaria de inverno para os animais. E era chegada a hora do nascimento do Salvador, o Esperado das nações!

   Qual não foi a amargura de São José ao ver sua castíssima Esposa dar à luz ao Filho Unigênito de Deus, numa estrebaria! Porém, ó que doce consolação! Veio ao mundo o Salvador e as profecias se cumpriram. José foi testemunha do mistério adorável. Nasceu Jesus miraculosamente. Os primeiros adoradores do Verbo Encarnado foram Maria e José. Os primeiros atos de amor e de devoção ao Menino Jesus partiram dos corações e dos lábios da Virgem Pura e de seu Castíssimo Esposo. Imaginemos a alegria de São José! Com que ternura recebeu nos braços a Criança Divina e A beijou respeitoso, humilde e cheio de ternura! 

   Nasceu Jesus! Nasceu de Maria e foi entregue a São José. Ali, no presépio, o Pai Eterno confiou a outro Pai seu Filho Unigênito. 

   Oito dias depois do nascimento ordenava, a Lei Mosaica, fosse apresentado todo menino para a dolorosa cerimônia da circuncisão. São Lucas não diz explicitamente quem foi o ministro da circuncisão de Jesus, mas a opinião comum crê que foi São José, guiando-se por uma tradição antiga que atribuía esse direito aos pais de família. Deveria ser doloroso a São José cumprir esta lei, que importava em efusão do sangue do Redentor. 

   O mesmo que se faz hoje no batismo, na circuncisão se dava o nome à criança. A São José coube a honra de dar o nome Santíssimo ao Divino Redentor. O Anjo disse ao Santo Patriarca: Maria dará à luz um filho e lhe darás o nome de Jesus. E acrescenta São Mateus: Fez José como o anjo lhe havia encarregado e... lhe pôs o nome de Jesus. (Mat. I, 21; I, 24 e 25).


EXEMPLO

Uma bela morte

   Numa paróquia da Diocese de Lyon, na França, ficou sempre lembrado o exemplo edificante de um grande devoto de São José. Na idade de 86 anos, em 1859 faleceu este bom velhinho, como um predestinado. Devotíssimo de São José. Todos os dias pedia ao santo uma graça: a de uma santa morte. Recitava, nessa intenção, fervorosas orações de manhã e à noite. Todas as quartas-feiras jejuava e dava esmolas aos pobres em honra de São José, para alcançar a graça da perseverança final. A festa de 19 de março, cada ano, era o seu encanto. Com que piedade a celebrava! Durante cinquenta anos, jamais deixou um só dia de pedir a São José a graça de uma boa morte. 
   Em 15 de março de 1959 caiu gravemente enfermo. Pediu e recebeu, com muita fé, os últimos sacramentos. Comoveu a toda família a piedade do bom velhinho. Disse então: "Na festa de São José, dia 19, mandem celebrar uma missa por minha intenção e quero que rezem aqui as orações dos agonizantes, enquanto se celebrar a missa na matriz".
  À hora da consagração os sinos deram o sinal na torre e o velho levantou os olhos para o alto, cruzou os braços sobre o peito, em forma de cruz, e pronunciou distintamente: Jesus! Maria! Meu São José! E expirou docemente, sem uma contração da face, como se dormisse. Morria no instante do "Memento" dos mortos.
   Era a recompensa dos cinquenta anos de oração perseverante a São José, pedindo uma boa morte.

terça-feira, 5 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

5 de março

Leitura espiritual  -  SÃO JOSÉ, O MAIOR DOS SANTOS


   Depois de Deus, Maria. Depois de Maria, José. É sem dúvida o maior dos santos, pois recebeu de Deus maiores graças e desempenhou a maior e mais sublime missão na terra.

   É conhecido o axioma tomista: "Quando Deus escolhe alguém para uma missão, o dispõe e prepara para que seja idôneo e a desempenhe dignamente". Ora, São José fora escolhido para a mais sublime missão: Pai adotivo do Filho de Deus humanado e Esposo da Mãe de Deus. Depois de Maria, quem teve maior e mais sublime missão a cumprir na terra? Logo, depois de Maria, na santidade, ninguém pode ser maior do que o Santo Patriarca. Depois de Maria Santíssima, São José foi o mais próximo de Jesus Cristo, recebeu d'Ele maior abundância de graças que os outros santos. 

   É verdade que Jesus Cristo exalta João Batista sobre os profetas do Antigo Testamento, mas não sobre todos os santos. E queria também se referir às maravilhas e prerrogativas com Deus o honrou desde o nascimento.
   "Entre os nascidos de mulher, não há maior profeta que João Batista". Quer dizer: excedeu a todos no dom da profecia, mas não diz que a todos tivesse excedido na graça e na santidade. Esta é a interpretação de Santo Hilário, São João Crisóstomo, Santo Agostinho e outros Santos Padres. 

   Pio IX proclamou ao Santo Patriarca patrono da Igreja Universal. O patrono é superior aos que patrocina. A festa do patrocínio de São José é um argumento litúrgico em favor da primazia de São José entre os santos da Igreja de Deus. 


EXEMPLO

Pedido irrevogável

   O venerável Padre Luiz Lallemant, da Companhia de Jesus, foi um admirável mestre de vida espiritual. Seus escritos têm uma doce unção e fazem um bem imenso a tantas almas! 
   Fora apóstolo do culto a São José. Atribuía ao Santo Patriarca todas as graças da vida interior que recebera e procurava inculcar em todas as almas sob a sua direção espiritual um grande amor a São José. 
   Não havia graça que as orações fervorosas do Venerável Lallemant não obtivesse do Santo Esposo de Maria. Eram suas expressões já conhecidas: Recorram a São José! Peçam a São José e serão atendidos!
   Tinha como que a piedosa e santa mania de recomendar a toda gente a devoção a São José.

   Nas vésperas da festa do Santo Patriarca, chamou dois mestres do Colégio dos Jesuítas e lhes recomendou, encarecidamente, inculcassem a devoção a São José no coração se seus alunos. Pediu muitas preces e comunhões para a festa de 19 de março.
   Depois os dois bons padres foram, cada um em segredo, propor ao Padre Lallemant a graça que desejavam. O padre Nouet, um deles, lhe disse: 
   -  Quero, meu padre, alcançar de São José uma graça importante: é a de sempre pregar com muita unção e muito bem sobre Jesus Cristo. Quero ser bom pregador de meu Divino Mestre!
   O Venerável lhe garantiu que São José o havia de atender.
   Mais tarde, porém, o Padre Nouet pôs-se a refletir, e achou pouco modesta a sua pretensão. Pedir a São José a graça de ser bom pregador! Não seria uma vaidade? Não iria se expor aos aplausos e à vanglória? 
   Não, diz ele, prefiro outra graça! Antes ser um santo e humilde religioso e ficar sempre oculto e desconhecido. Voltou ao Padre Lallemant e pediu-lhe que não rogasse mais a São José o que havia proposto. O Venerável sorriu docemente e respondeu: "Meu filho, é tarde! É muito tarde! São José já despachou meu pedido. Já fomos atendidos!
   Realmente, O Padre Nouet, S. J. , foi um dos melhores e mais edificantes pregadores da Companhia de Jesus. Hoje, ainda, os sermões e conferências que nos deixou são lidos, com grande proveito, por inúmeros sacerdotes e leigos. Um incomparável pregador de retiros espirituais!
   A oração a São José, maravilhosamente ouvida!
   O companheiro do Padre Nouet disse ter sido também contemplado com a graça pedida na festa de São José. Todavia, por humildade, não a quis revelar. 

segunda-feira, 4 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

4 de março

Leitura espiritual  -- SÃO JOSÉ, MAIOR QUE OS ANJOS

   Dizem os melhores teólogos josefinos que o Santo Esposo de Maria foi predestinado numa ordem e grau mais sublimes que todos os espíritos angélicos.

   Os anjos são ministros, servos de Deus. São José foi pai adotivo do Senhor, Verbo Encarnado. Os anjos são os servos, os executores das ordens divinas. São José teve sob o seu governo e tutela, e obediente a ele e Maria, o próprio Deus, durante trinta anos. Et erat subditus illis. E estava sujeito, obediente a eles. Os anjos obedecem a Deus. E Deus obedeceu a São José. 

   As afinidades de São José com Cristo são mais íntimas, mais profundas, especiais e diretas. Foi pai de criação de Jesus, Rei dos anjos e São José foi esposo de Maria, Rainha dos anjos. 

   Os anjos são simples mensageiros e guardas dos homens; São José foi aquele que do céu recebera o encargo de guarda de Jesus, cabeça do gênero humano.

   Podemos dizer que São José, foi Anjo pela vida, Arcanjo pelo ofício, Príncipe pela vitória do Rei dos reis, Potestade pelas operações sobrenaturais, Virtude pela perfeição, Dominação, porque acima está das criaturas, Trono, porque recebeu nos seus braços o próprio Deus. Querubim, porque depois de Maria ninguém melhor e mais pôde amar a Deus nem no céu nem na terra. Digamos, pois: Ó São José! Ó santo acima dos anjos e dos santos, possamos imitar-vos na angélica pureza e servir a Maria, Rainha dos anjos, para melhor amarmos o Rei Eterno dos anjos!


EXEMPLO

São José e Santa Teresinha

 
 A devoção ao Santo Esposo de Maria era tradicional na abençoada família de Santa Teresa do Menino Jesus. Na "História de uma alma", escreveu a santinha: "Desde a mais tenra idade que, em minha alma, se confundiam o amor de São José com o da Santíssima Virgem".
   Em suas poesias tão belas ao falar da Santa Família de Nazaré, com que ternura recorda a humildade, o amor e dedicação de São José! Zélia Guerin, a piedosa mãe da santinha, devotíssima do Santo Patriarca, a ele confiava todos os negócios e sofrimentos.
   Deu aos filhinhos, os dois meninos que teve, o nome de São José: José Luís e José João Batista. Ambos voaram para o céu em tenra idade. A esperança de um filho missionário se desvaneceu. Todavia continuaram os piedosos esposos a rezar, e Nosso Senhor lhes deu mais que um simples missionário: a Padroeira de todos os missionários. Aos 2 de Janeiro de 1873 nasceu, em Alençon, Teresinha. Pouco depois do batismo, a menina definha e parece seguir o caminho dos anjinhos já partidos para o céu. O médico aconselha a procurar uma boa e sadia ama de leite, como última tentativa. Esta, ao chegar, encontra a criança em lastimoso estado e abana a cabeça: Pobrezinha! é tarde demais! Já não há mais recurso...
   A pequenina, lívida, com sinais de agonia. Zélia subiu ao segundo andar e retirou-se ao quarto. Não se julgou vencida, e ao contemplar a imagem de São José, seu querido protetor de todas as horas, caiu de joelhos e exclamou, cheia de confiança: Meu querido São José, eu não me dou por vencida! Sois o padroeiro das causas desesperadas, valei-me. 
   Desce e encontra a filhinha um pouco melhor. Mas a felicidade foi momentânea, São José queria experimentar a confiança da sua serva. Teresinha cai desfalecida novamente. Nem um sopro de vida. Zélia, banhada em lágrimas, suspirou resignada: Seja feita a vossa vontade, meu Deus! Meu São José, eu vos agradeço a morte suave que permitistes ao meu anjinho!
   De súbito, com geral estupefação, Teresinha abre os olhos, reanima-se e sorri para a mãe. A agonizante de poucos minutos estava salva! São José fez o milagre. Naquele mesmo dia a pequenina se amamentava e a levaram à casa da boa ama. São José salvara a vida preciosa da maior santa dos últimos tempos, no expressivo e profético dizer de São Pio X.

domingo, 3 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


3 março

Leitura espiritual - PREDESTINAÇÃO DE SÃO JOSÉ

   A predestinação, define-a Santo Tomás de Aquino, é a eterna preordenação de todas as coisas que com a graça de Deus devem acontecer no tempo. 

   É o que Deus desde toda a eternidade determina, o que há de acontecer em ordem à salvação eterna. Em outras palavras: é a razão que existe na mente divina de quantas disposições sejam necessárias para que a criatura racional consiga a vida eterna Entre tantos homens que hão de passar pela terra, Deus, desde toda a eternidade, predestinou um, escolheu-o com amor para uma nobilíssima e sublime missão: ser Esposo da Virgem que daria ao mundo o Salvador. 

   Escreve São Francisco de Sales: "Tendo Deus Nosso Senhor destinado desde toda eternidade que uma Virgem concebesse um Filho e este seria Deus e Homem, quis que esta Virgem fosse casada. São José não foi mais que a sombra sobre o mistério da Encarnação. Ó, como foi doce a união entre Nossa Senhora e São José! União que fazia com que aquele bem dos bens, que é Nosso Senhor, pertencesse a São José como pertencia a Maria. Não segundo a natureza, mas segundo a graça, que o tornara participante de todos os tesouros da sua casta Esposa". 

   Deus Pai deu a Divindade a seu Filho, a Santíssima Virgem deu-Lhe a Humanidade Santíssima, formando-a em seu ventre puríssimo e sustentando-a na infância com o leite materno. Esta Humanidade para crescer e chegar às forças da idade viril, para se imolar na cruz por nós, quem a sustentou com o suor do seu rosto e as fadigas do trabalho do pobre? Foi São José.


  EXEMPLO

DOIS GRANDES DEVOTOS DE SÃO JOSÉ

   O célebre Cardeal de Berulle, que tanto se distinguiu pela piedade e a ciência, era devoto fervoroso de São José. Sempre pedia ao grande santo uma graça: a de uma boa morte. Na última enfermidade, ao celebrar a Santa Missa caiu desfalecido nos degraus do altar. Os fiéis discípulos o acudiram, fizeram-no sentar diante do Tabernáculo, e lá, aos pés do altar de Jesus Sacramentado, recebeu os últimos sacramentos e se ofereceu como vítima a Nosso Senhor, repetindo os nomes benditos de Jesus, Maria e José. Expirou poucos instantes depois, cheio de gratidão para com seu protetor São José, por lhe ter dado não só a graça de uma boa morte, mas a de morrer junto ao alar, com Jesus e diante de Jesus Sacramentado.

   O Beato Olier, fundador do célebre Seminário de São Sulpício, fora grande devoto do Santo Patriarca. Honrava a São José porque via no Pai Adotivo de Jesus um belo modelo de quem traz Jesus nas mãos no mistério eucarístico. 
   José, dizia ele, trouxe Jesus consigo, foi guia de Jesus. Eu também levo Jesus comigo. Quisera amar e servir a Nosso Senhor, como o fez São José!
   Deixou como tradição, nos seminários, o culto do Santo Esposo de Maria. 

sábado, 2 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ


2 de março

Leitura espiritual  -  QUEM É SÃO JOSÉ?

   Criatura singular e privilegiada! 
   O Pai adotivo de Jesus Cristo, nosso Deus, e Esposo castíssimo de Maria, Mãe de Deus; o maior dos santos; o justo. 

   Não se pode acrescentar nada mais a isto. 

   O Santo Patriarca fora predestinado por Deus, estava no plano divino da Encarnação. Jesus havia de nascer de uma Virgem, Maria Imaculada, e esta Virgem Puríssima seria esposa do castíssimo e santíssimo José. 

   O anjo Gabriel, diz São Lucas - (I, 20) - fora enviado a uma virgem desposada com um varão que se chamava José. 

   O anjo anuncia à Virgem o mistério adorável da Encarnação, e, ligado a este mistério, o nome de São José.  Era o esposo virginal da Mãe do Verbo. Seria o Pai adotivo, o guarda, o sustentáculo do Salvador do mundo. 

   Seria chamado Pai do Pai de todas as criaturas. Amparo de quem ampara o Universo. Senhor do Senhor dos senhores, do Rei dos reis. 

   José foi esposo de Maria para que, convenientemente, viesse ao mundo o Verbo Encarnado. Havia de nascer Jesus de uma virgem, mas de uma virgem desposada. E São José foi esse esposo predestinado e singular. Para tanto devia ser um homem santo, o justo. 

   Então, quem é São José? É o esposo de Maria, diz o Evangelista, da qual nasceu Jesus. 


EXEMPLO

São Francisco de Sales e Santa Joana Francisca de Chantal

   São Francisco de Sales foi, durante toda sua vida, devoto e apóstolo do culto de São José. Na festa de 19 de março, celebrava missa solene e convidava, para festejar a São José, todos os músico e cantores de Annecy. Pregava com entusiasmo neste belo dia. São tão belos e tocantes os panegíricos de São José nos sermões do melífluo Doutor! No dia da festa de 19 de março de 1664, escreveu ele a Santa Joana de Chantal: 'Minha filha, eu vos envio as ladainhas de São José, este pai querido, nossa vida e nosso amor. Se não puder cantar, balbucie ao menos tão belas invocações". 
   A devoção a São José, já transmitida à Ordem da Visitação pela fundadora Santa Joana de Chantal, que a havia recebido carinhosamente de São Francisco de Sales como um tesouro, Santa Chantal se alistou numa associação de São José e fez inscrever na mesma a todas as religiosas. Trazia sempre no livro da Regra uma imagem de São José e dizia: "Quando começo minha leitura, beijo primeiro os pés de meu São José.
   Nunca deixou de fazer cada dia a oração junto à imagem de São José, colocada na sala do capítulo. Dizia ela às suas religiosas: É preciso levar sempre consigo os bons amigos do céu (referindo-se à Sagrada Família). Como isto faz Bem!
   E sempre que, falando ou escrevendo, se referia a São José, Santa Chantal usava a expressão de São Francisco de Sales: São José, o santo querido de meu coração. 


sexta-feira, 1 de março de 2019

GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ

Observação: Sendo março, o mês dedicado a São José, com a graça de Deus, vamos oferecer aos caríssimos leitores uma leitura espiritual sobre o Esposo da Santíssima Virgem Maria e Pai Adotivo de Jesus. Estas leituras serão extraídas e resumidas do livro "GLÓRIA E PODER DE SÃO JOSÉ, escrito por Mons. Ascânio Brandão.


1 de março

Leitura espiritual - O MÊS DE SÃO JOSÉ




Há um mês de Maria; deveria também ser honrado, em um mês, o santo Esposo de Maria Santíssima.

   Março traz-nos a festa do Santo Patriarca. Era justo fosse, também, o mês do Santo Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo.

   Louvar a Maria, é louvar a Jesus; e louvar a José, é louvar a Jesus e Maria. Vamos honrar o maior dos santos, nestes trinta e um dias de bênçãos e graças do céu. Esta devoção, caríssima a tantos fiéis em todo universo, há de crescer sempre mais. Onde se louvem a Jesus e Maria, seja louvado também São José. Ressoem, em honra de tão grande santo, os cânticos do povo cristão

   Caríssimos, vamos, pois, com todo fervor, aproveitar estes dias de graça e de salvação. 

EXEMPLO

Santa Teresa salva por São José

   A grande santa nada empreendia sem se recomendar a São José. Foi a grande apóstola e como que restauradora do fervor e devoção ao culto josefino nos últimos tempos. Numa das suas viagens, dirigia-se a santa com algumas Irmãs a uma cidade da Espanha, onde iria fundar mais um mosteiro em honra de São José. O carro, puxado a cavalos, atravessava uma região montanhosa, em estrada cercada de precipícios. O condutor perdeu as rédeas num alto, e os cavalos, assustados, se precipitaram montanha abaixo. Iam na direção de um enorme precipício. Santa Teresa, ao perceber o horror em que se achavam as Irmãs, disse-lhes, com voz firme e confiante:
   - Minhas filhas, aqui só existe um meio de escapar da morte: é recorrer a São José e implorar-lhe a proteção. 
   E bradaram, confiantes, por São José.
   De repente, ouve-se uma voz forte, enérgica: Parem! parem! parem! Se derem mais um passo, todos morrerão!
   Imediatamente os cavalos, estacaram.
   -  De que lado havemos de seguir? perguntam as carmelitas.
   A voz responde:
   - Por tal caminho, que é mais seguro e menos perigoso. 
   E os cavalos tomaram logo a direção da estrada indicada. Estavam fora do perigo.
   Pela estrada, Santa Teresa disse às suas filhas:
   - Em vão procuramos nosso salvador do perigo. Quem nos salvou foi nosso Pai São José!
   Cheia de confiança, a grande santa nunca empreendeu viagem ou negócios sem pedir a proteção de São José. 
   
   

sexta-feira, 17 de março de 2017

SÃO JOSÉ PATRONO E MODELO DOS OPERÁRIOS
17 DE MARÇO

MODELO DOS OPERÁRIOS.

Foi pobre e humilde carpinteiro. Viveu José na oficina. Teve as mãos calejadas no rude labor. Sustentou a Família Sagrada com o suor da sua fronte. Viveu na luta e no sacrifício do operário pobre, desprotegido e sofredor. Nenhum operário, no entanto, teve como José uma honra: trabalhar, para sustentar com o suor de sua fronte, Aquele que de ninguém tem necessidade e no entanto quis ter fome, quis sofrer como pobre para ser alimentado e vestido e sustentado por São José, seu Pai nutrício. Lá, na santa casa de Nazaré, se realizava à letra o que disse Nosso Senhor: Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. O trabalho era desprezado e humilhante. A oficina pobre de José, o carpinteiro santíssimo, e do operário divino, Jesus Cristo, aquela oficina trouxe uma renovação do mundo pela dignificação do trabalho e do operário cristão.

Daí, compreendemos perfeitamente porque vários Papas, como Leão XIII, Bento XV, Pio XI, apresentaram como modelo dos operários, e a Santa Igreja com toda justiça, colocou São José como Patrono dos operários.

EXEMPLO

O velho José

   As irmãzinhas dos Pobres fundaram, em Barcelona, a sua primeira casa na Espanha. Num casarão pobre estabeleceram um Asilo de Velhos. A princípio recebiam só mulheres. Um dia, lhes aparece um velho em andrajos, trêmulo, em estado de extrema miséria. Pedia um abrigo. De há muito vagava pelas ruas, sem teto e sem pão. Com cerca de oitenta anos, o infeliz só esperava a morte num recanto onde pudesse se abrigar.
   -  Não há lugar aqui, diz-lhe a Madre Superiora; só recebemos mulheres. Como se chama?
   -  Meu nome é José.
   -  José! José! murmura a boa Madre, e toma logo uma resolução: pois receberei o velho, custe-me os maiores sacrifícios. Seja tudo por amor de São José. Como hei de abandonar um miserável que traz o nome de nosso Santo Patrono? E dá ordem a uma das Irmãs:
   -  Minha Irmã, saia já e compre roupa e o necessário para este velhinho.
   Imediatamente soa a campainha da portaria. Entregam um pacote enorme. Abrem-no. É um terno de roupa nova para homem e muitas outras peças necessárias de vestuário, cama, etc.. O bom velhinho sorria, feliz. E nunca mais São José deixou faltar coisa alguma no Asilo. Dentro em breve levantam o pavilhão dos homens e a Instituição se torna uma das maiores e mais famosas.

   Nasceu e se desenvolveu sob a proteção de São José.