SAUDAÇÕES E BOAS VINDAS

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! PARA SEMPRE SEJA LOUVADO!

Caríssimos e amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo! Sêde BEM-VINDOS!!! Através do CATECISMO, das HOMILIAS DOMINICAIS e dos SERMÕES, este blog, com a graça de Deus, tem por objetivo transmitir a DOUTRINA de Nosso Senhor Jesus Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna. Jesus, o Bom Pastor, veio para que Suas ovelhas tenham a vida, e com abundância. Ele é a LUZ: quem O segue não anda nas trevas.

Que Jesus Cristo seja realmente para todos vós: O CAMINHO, A VERDADE, A VIDA, A PAZ E A LUZ! Amém!

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domingo, 9 de julho de 2017

EPÍSTOLA DO 5º DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES


1 S. Pedro, III, 8-15
"Sede todos de um mesmo coração, compassivos, amantes dos irmãos, misericordiosos, modestos, humildes, não retribuindo mal por mal, nem maldição por maldição, mas pelo contrário, bendizendo, pois para isto fostes chamados, a fim de que possuais a bênção como herança. O que quer amar a vida e viver dias felizes, refreie a língua do mal, e os seus lábios não profiram engano. Aparte-se do mal e faça o bem; busque a paz e vá após ela, porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos estão atentos às suas orações, mas o seu rosto está contra os que fazem o mal. E quem vos fará mal se fordes zelosos pelo bem? Mas se também padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não tenhais medo deles nem vos turbeis: antes bendizei  Senhor Jesus Cristo em vossos corações".

Caríssimos, os primeiros cristãos, como demonstra a própria Sagrada Escritura, viviam exatamente segundo estas orientações do primeiro Papa da Santa Igreja. Viviam como se todos fossem um só coração e uma só alma. Eram compassivos, misericordiosos, modestos, humildes, sabiam perdoar as ofensas e até fazer bem aos malfeitores. Foram perseguidos atrozmente pelos pagãos, e, no entanto não retribuíam o mal com o mal, mas pelo contrário, perdoavam e, na medida do possível procuravam ter paz com todos. Não usavam nenhum engano para prejudicar o próximo. Viviam em paz, porque procuravam imitar o Divino Mestre. Só temiam o pecado.

Todos nós desejamos a paz, mas poucos, como diz o Livro da Imitação de Cristo, buscam os meios da verdadeira paz. E quais são estes meios? Primeiramente o temor de Deus, temor de O ofender. E devemos, em segundo lugar, confiar na Providência divina: "Não cai um cabelo da nossa cabeça, como disse Jesus, sem permissão de Nosso Pai do Céu". De Deus e d'Ele somente depende a nossa vida presente e futura. Ninguém nos poderá causar algum mal, sem a  permissão de Deus. Este pensamento de que Deus vela sobre nós, dar-nos-á aquela resignação, que vem a ser o primeiro elemento da paz. Devemos dispensar os nossos cuidados apenas aos bens do Céu. Os santos, os primeiros cristãos ficavam tranquilos  em meios às maiores perseguições. Tinham fé e sabiam que Deus, nosso Pai, só quer o nosso bem e faz com que tudo concorra para o bem dos seus escolhidos, daqueles que O amam.

Na verdade, os vícios contrários às virtudes acima inculcadas pelo primeiro Papa, ou seja, a inveja, o egoísmo, a vingança, os sentimentos de ódio, o orgulho, todos estes vícios, digo, são justamente a causa das desavenças, e são os elementos perturbadores daquela harmonia que deveria reinar na convivência com o próximo. Assim, pois, quem quiser verdadeiramente ter um vida feliz terá que combater todos aqueles vícios e, além disso, deverá domar a sua língua, que, como diz S. Tiago, é envenenada pelo inferno.


O segredo desta paz de Jesus, paz esta que o mundo não pode dar, pertence apenas aos artigos da lei de Jesus Cristo. Ó Jesus, dai-me a vossa graça, o vosso amor, a vossa paz, e serei feliz e bastante rico. Amém!

domingo, 21 de maio de 2017

EPÍSTOLA DO 5º DOMINGO DEPOIS DA PÁSCOA


Epístola de São Tiago, I, 22-27

"A religião pura e sem mácula aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas, nas suas tribulações, e conservar-se puro da corrupção do mundo" (Tiago, I, 27).

Antes de fazermos as reflexões sobre este versículo 27, achamos por bem dar uma explicação geral desta leitura da Epístola no 5º domingo depois da Páscoa: Caríssimos irmãos, diz São Paulo, sede cumpridores da palavra de Deus e não apenas ouvintes. Do contrário, estariam se enganando a si mesmos. Pois, para se salvar, não basta ouvir a palavra do Santo Evangelho; é mister colocá-la em prática. Agora, quem medita atenciosa e profundamente o Evangelho, a nova lei que nos livrou do pecado e nele persevera não esquecendo e, sim, praticando o que ouviu, este será bem-aventurado neste e no outro mundo. Se alguém se tiver em conta de homem religioso, mas não refrear a língua, e entregando à maledicências, detrações e calúnias, este engana  a si mesmo, e a sua religião de nada vale.

E assim, depois de desmascarar o erro dos que pecam contra a caridade, o Apóstolo passa a enumerar os sinais da verdadeira religião: Consta de duas coisas: a caridade desinteressada e a pureza. Há, na verdade, uma falsa religiosidade estéril e inativa e que não leva em conta a caridade para com o próximo. Nosso Senhor quer, outrossim, que seja servido com um coração reto e puro, livre da corrupção deste mundo onde reina a tríplice concupiscência: orgulho, avareza e luxúria. Caridade e pureza devem estar sempre juntas na prática da verdadeira religião. Pois, reduzida apenas a atos de caridade, a Religião não passaria de sociedade filantrópica, o que os espíritas e maçons também fazem. Limitada, porém, à pureza, sem a prática da caridade, seria quando muito, simples seita filosófica ou moralista. Quão errados andam, pois, aqueles que se julgam religiosos tão somente por boas obras de caridade mas se conformando inteiramente ao espírito deste mundo colocado no maligno, e inundado de corrupção e impurezas. Devemos estar bem avisados contra estes modernistas que só falam em obras de misericórdia, mas procuram tranquilizar as consciências em pecados até mortais e grandes como o adultério, o sacrilégio e os escândalos. Devem estar lembrados de que existem 14 obras de misericórdia, sendo 7 delas, espirituais. E, entre estas está: CORRIGIR OS QUE ERRAM. Assim fez S. João Batista a Herodes: "Não te é lícito viver como estais vivendo" i, é, no adultério. 

Cada coração cristão seja um altar onde o fogo da caridade é perfumado pelo incenso da pureza. E, portanto, resumimos: Na palavra de Deus ouvida com atenção e interesse sobrenatural, na vigilância sobre a língua, na caridade operosa e na pureza conservada em meio da corrupção generalizada deste mundo, nesses preceitos, antes que mais nada, se forma o homem religioso que será bem-aventurado nesta e na outra vida. Amém!